Cultura

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Líderes e representantes políticos e da cultura lamentaram a morte, nesta quinta-feira (23), da atriz e diretora teatral pernambucana Geninha da Rosa Borges, aos 100 anos. Geninha morreu em casa, na Zona Norte do Recife.

O governador Paulo Câmara (PSB) chamou a atriz de “nossa dama dos palcos”. Ele expressou solidariedade aos “amigos, parentes e fãs que acompanharam a trajetória de sucesso e a história de mais de 80 anos de carreira de Maria Eugênia Franco de Sá da Rosa Borges. Sua presença estará sempre marcada nos palcos do nosso Estado”. 

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O prefeito João Campos (PSB) decretou luto de três dias na capital pernambucana, e salientou que a diretora “deixou sua marca indelével na história de nossa cidade, no fortalecimento da cena cultural e consolidação do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP)”.

“Tanto nos palcos da vida quanto na gestão pública, Geninha expressou toda a sua genialidade e deu sua contribuição ao dirigir por três ocasiões o Teatro de Santa Isabel. Lá, também pode encenar algumas das mais de 60 peças protagonizadas ao longo de oito décadas de devoção e entregas às artes cênicas. Com profundo pesar, decreto luto oficial no Recife pelos próximos três dias e externo minha solidariedade aos familiares e amigos”, informou João Campos. 

Ao lamentarem a perda para a cultura, a Secretaria de Cultura e a Fundação de Cultura Cidade do Recife lembraram da sua trajetória. “Atriz de teatro, rádio, TV e cinema, Geninha viveu muitas vidas em uma, encenando mais de 60 personagens ao longo da longínqua e profícua carreira, que abraçou ainda muito jovem, enfrentando o preconceito da sociedade de então e abrindo alas para tantas gerações de grandes mulheres que o teatro pernambucano produziu e segue produzindo”, diz a nota. 

“Incansável, dedicou-se também, com o mesmo talento e afinco, aos bastidores culturais. Foi gestora, por três vezes, do Teatro de Santa Isabel, casa cuja gloriosa história não pode ser contada sem que seu nome seja citado muitas vezes, sempre com comovida deferência. Geninha foi, é e para sempre será uma das maiores estrelas que já brilharam no teatro pernambucano”, completou.

O ex-prefeito de Jaboatão e pré-candidato ao governo de Pernambuco, Anderson Ferreira (PL), expressou seus sentimentos. "Geninha da Rosa Borges, a eterna dama do teatro pernambucano, deixa um legado para a cultura de valor inestimável, uma história de grande contribuição para a arte e o saber. Aos familiares, aos amigos, e ao público que sempre se fez presente para prestigiar sua obra, nossos sentimentos".

A atriz e diretora teatral pernambucana Geninha da Rosa Borges morreu, nesta quinta-feira (23), aos 100 aos. A artista faleceu em casa, localizada na Zona Norte do Recife.

Em entrevista à TV Globo, Breno da Rosa Borges, um dos quatro filhos de Geninha, relatou que, na última quarta-feira (22), a mãe sentiu falta de ar e uma médica da família foi acionada para a realização de exames. Na ocasião, a profissional alertou que havia um problema nas vías respiratórias.

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Ainda segundo Breno, o desejo da atriz era ser cremada e que as cinzas sejam jogadas no Teatro de Santa Isabel, localizado na área central da capital pernambucana. O velório será nesta sexta-feira (24) no equipamento cultural e a cerimônia de decremação será, em seguida, no Cemitério Morada da Paz, no município de Paulista.

Em cartaz no Teatro do Desassossego, na Cidade Velha, o espetáculo teatral "Fale com estranho" tem como inspiração o conto “O homem da areia”, escrito por E.T.A Hoffmann. A produção apresenta o "Infamiliar", conceito criado pelo pai da Psicanálise, Sigmund Freud, em uma experiência sensorial e reflexiva aos espectadores. A direção é da atriz, pesquisadora e professora Andréa Flores, com dramaturgia e atuação do multiartista Leoci Medeiros.

Utilizando a metodologia do teatro ao alcance, a peça mistura elementos de suspense e terror, que contrastam com a realidade de traumas e inseguranças na qual se encontra o personagem principal, interpretado pelo multiartista paraense Leoci Medeiros. “O Natanael é um menino que sofre um trauma de infância e esse trauma vai com ele até a vida adulta. Então, ele cresce traumatizado, praticamente sem alma, e cresce mal”, contou o intérprete.

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Segundo Leoci, a resposta do público tem sido positiva. “Nós fizemos alguns ensaios abertos para psicólogos, psicanalistas, e eles ficaram apaixonados pelo espetáculo. O público de uma forma geral fica encantado com o espetáculo, com o espaço, com a atmosfera, e a gente consegue mostrar pra eles a trilha sonora, a sonoplastia, a técnica em volta”, comemorou.

A produção é uma realização da Coletivas Xoxós, com direção cênica da atriz, pesquisadora e professora Andréa Flores, e o suporte de uma equipe composta por grandes nomes do cenário cultural de Belém, como a artista-pesquisadora Wlad Lima. O público que vai até o Teatro do Desassossego, que fica no porão da Casa Cuíra, vivencia uma experiência diferente e transformadora. 

Andréa Flores explica que o espetáculo foi construído de forma colaborativa e de troca entre a direção e toda a equipe, em um processo de aprendizado mútuo, para levar o público a uma imersão no inconsciente. “O ‘Fale com Estranho’, assim como as poéticas do Coletivo e o que nós fazemos aqui dentro, não somos nós que estamos inventando, é um tipo de teatro que essa cidade pulsa. É um lugar de horizontalidade importantíssimo porque é um aprendizado pra vida e eu vivi muito disso aqui”, destacou.

Quem vai assistir à peça pode esperar um diálogo interessante e poético. Com um convite de olhar para a singularidade que habita em cada ser humano, a montagem carrega um pouco da estranheza que todo mundo encontra em si mesmo.

“O meu trabalho com o Léo caminhou pela construção de uma dramaturgia corporal. Então, nós temos uma dramaturgia textual que ele propõe, que a gente vai interferindo junto, mas o texto é um detalhe, porque ele precisa de um corpo que construa sentidos para além do de texto ”, explicou Andréa.

A diretora falou ainda dos desafios enfrentados durante a pandemia de covid-19, que causou tristeza e insegurança, mas que, ao mesmo tempo, apontou a arte como forma de acalento e esperança. “Nós tivemos muitas perdas no grupo, eu perdi minha mãe, todos nós vivemos as baixas e no meio disso tudo a gente continuou insistindo em fazer isso. Por que o espetáculo era muito importante? Não, porque o teatro é importante, senão eu ia morrer e a gente não ia aguentar. E esse é o lugar do estranho”, finalizou. 

O teatro nos porões 

O Teatro do Desassossego, espaço alternativo localizado no porão da Casa Cuíra, no centro histórico de Belém, é mais um dos teatros instalados nos porões da capital, que desde os anos 90 já serviram como palco de grandes obras. O recinto é residência de grupos independentes como o Coletivas Xoxós, fundado no ano de 2014 e protagonizado por mulheres.

Uma das precursoras do teatro de porão é a artista-pesquisadora-professora Wlad Lima, uma das mais importantes teatrólogas do Pará. Segundo ela, a existência de locais como esse é fundamental para a sobrevivência do fazer artístico. “São espaços de sobrevivência, de luta e de resistência, mas são também espaços de experimentações cênicas, de experimentações artísticas políticas, poéticas políticas”,  pontuou.

Além da dramaturgia, o espaço contribui para a realização de diferentes tipos de manifestações artísticas e desenvolvimento de trabalhos afins, como a Clínica do Sensível, que desempenha um trabalho clínico psíquico junto aos artistas, e o grupo Brutos Desenhadores. “Nós somos cinco desenhadores que formamos os Brutos Desenhadores, nos reunimos terça-feira à tarde, desenhamos e cuidamos clinicamente um do outro. A gente conversa, discute, bate boca, fala das dores, chora, lê os desenhos um do outro e escrevemos texto a partir do desenho”, ressaltou Wlad.

Artistas independentes 

Face à rotina agitada que é a realidade da maioria dos paraenses, o artista, em diversas situações, é desrespeitado e precisa lidar com o preconceito por exercer um trabalho diferente do convencional. Não é raro encontrar artistas que precisam conciliar outras fontes de renda além da arte para sobreviver.

Leoci Medeiros conta que, apesar de prazerosa, a rotina de quem vive da arte é envolta de dificuldades. “Para fazer teatro você precisa abdicar de muita coisa, não é fácil, é muito profundo, é difícil se manter nessa profissão. Hoje, eu faço teatro, cinema, dublagem, preparação de elenco, milhares de coisas pra poder me sustentar”, refletiu.

Ainda segundo Leoci, para os atores nortistas as dificuldades são ainda maiores. “Se você não está no eixo Rio-São Paulo, praticamente não existe. Então, nós temos que gritar mais forte, fazer mais coisas para sermos percebidos e com esses gritos dizer: nós existimos e sabemos fazer um teatro de qualidade”, acrescentou ele.

Além da falta de incentivos por meio de políticas públicas de valorização do trabalho artístico, no seio familiar também não é fácil encontrar logo no início o apoio necessário para seguir em busca do sonho de viver da arte. Ao longo do tempo, esses fatores podem desestimular profissionais a abandonarem a carreira, por isso a importância de conhecer, estimular e fomentar a cena cultural de uma cidade tão rica quanto Belém do Pará. 

Serviço

Espetáculo teatral “Fale com Estranho”.

Data: 22 de junho (quarta-feira).

Local: Teatro do Desassossego (Rua Dr. Malcher, 287 – Cidade Velha).

Horário: 20h.

Ingressos: Clique aqui.

Redes sociais: @teatrododesassossego

 

Chega ao fim no próximo sábado (18), no Teatro Marco Camarotti, área central do Recife, o espetáculo Deslenhar. A última temporada da peça será realizada às 20h, com apresentação em Libras. Inspirado no conto A Fogueira, o projeto que narra a história dos personagens Dona Eterninha e Seu Perpétuo esteve presente em espaços alternativos da capital pernambucana desde abril.

Misturando poesia, música, dança e humor, a história estreou em 2018. "É um espetáculo que nos lembra da preciosidade do tempo e de cada momento que vivemos", explica a diretora e atriz Amanda Pegado.

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Formado por André Alencar, Fernando Rybka, Geraldo Monteiro e pela própria Amanda, o grupo Teatro Miçanga assina a dramaturgia, direção, iluminação e sonoplastia do espetáculo, com figurino de Maria Agrelli. A produção é assinada pelo Coletivo Enlace, por Bárbara Souza e Camila Mendes.

Para encerrar o ciclo do projeto, o grupo também oferecerá uma oficina gratuita no mesmo espaço, das 13h às 19h. Os interessados devem enviar uma solicitação de inscrição para o e-mail do Teatro Miçanga. Seguindo todos os protocolos de segurança em combate à Covid-19, a peça Deslenhar possui incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura - Funcultura PE.

Serviço

Última temporada do espetáculo Deslenhar

18 de junho | 20h

Teatro Marco Camarotti - Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro

Entrada gratuita

Após circular por nove países em uma turnê europeia, Whindersson Nunes traz seu espetáculo ‘Isso não é um culto’ de volta ao Brasil. O humorista apresenta o show no Recife no dia 10 de julho, em um palco montado no Geraldão.

O nome do espetáculo é uma homenagem aos próprios fãs de Whindersson, que acabam encontrando em suas apresentações forças para superar as adversidades. Em cena, o youtuber convida o público para refletir sobre as mudanças que vêm acontecendo no mundo. Além disso, ele conta histórias divertidas, canta e aborda o universo religioso sob sua própria perspectiva. 

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Isso não é um culto estreou em Fortaleza, no Ceará, no mês de abril. Por lá, Nunes fez 23 apresentações e foi assistido por 16 mil pessoas. Já na turnê europeia, o brasileiro contou com um público de mais de 18 mil espectadores. Em julho, será a vez dos fãs pernambucanos conferirem o show. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Guararapes e pelo site Ingresso Digital.

Serviço

Whindersson Nunes em ‘Isso não é um culto’

10 de julho (domingo) - 20h

Ginásio Geraldão -Av. Mascarenhas de Morais, 7787, Imbiribeira

Ingressos:

Pista: R$ 180 e R$ 90 (meia)

Cadeira Inferior: R$ 160 e R$ 80 (meia)

Cadeira Superior: R$ 120 e R$ 60 (meia)

Ponto de venda: bilheteria do Teatro Guararapes e site Ingresso Digital

 

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No mês de junho, o grupo de teatro paraense independente Coletivas Xoxós estreia o espetáculo teatral “Fale com estranho”, com atuação do multiartista Leoci Medeiros e direção da atriz-professora-pesquisadora Andréa Flores. O trabalho será apresentado entre os dias 7 e 22 de junho, às terças e quartas-feiras do mês, na residência-artística do coletivo, Teatro do Desassossego, no bairro da Cidade Velha.

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Uma consciência embaçada e disforme, com sequências de memórias estranhamente incompletas, permeia a encenação e a vida do protagonista, Natanael, um homem que, desde criança, é atormentado pela fantasmagórica figura de Coppelius, que faz com que este se perca entre realidade e delírio. Já adulto, Natanael vê-se envolto em uma sequência de imagens e lembranças que entram em rota de colisão entre o conhecido e o oculto, o familiar e o estranho.

Adaptado do conto “O homem da areia”, escrito por E.T.A. Hoffmann e publicado pela primeira vez no ano de 1817, “Fale com estranho” é um processo criativo que propõe um diálogo poético entre Teatro e Psicanálise, a partir da ideia de inconsciente e do conceito de Infamiliar, o que é ao mesmo tempo íntimo, conhecido, mas também inquietante, estranho, oculto do sujeito. O diálogo entre Arte e Psicanálise não é novo e o próprio conceito de Infamiliar é estudado entre os campos da ciência, estética e literatura fantástica.

Ao enfocar a experiência corpórea amazônida através da história de Natanael e das figuras que embaçam sua consciência e mergulham suas memórias em sombras, “Fale com estranho” instaura uma montagem teatral inovadora ao assentar essa estreita relação no território local. Durante o mês de junho o Coletivas Xoxós espera o público para um mergulho nos subterrâneos do Teatro do Desassossego e na consciência esfacelada de Natanael para experienciar familiaridades e estranhamentos.

Serviço

Espetáculo teatral “Fale com Estranho”.

Quando: 7, 8, 14, 15, 21 e 22 de junho (terças e quartas).

Onde: Teatro do Desassossego (Rua Dr. Malcher, 287 – Cidade Velha).

Horário: 20h.

Ficha técnica

Dramaturgismo, concepção de sonoplastia e atuação: Leoci Medeiros.

Assistente de dramaturgismo: Yasmin Ramos.

Assistente de direção e Operação de sonoplastia: Vanessa Lisboa.

Voz em off: Naisha Cardoso.

Concepção de luz: Patrícia Gondin.

Projeto gráfico, Fotografia cênica e Operação de luz: Danielle Cascaes.

Concepção de Figurino e Maquiagem: Coletivas Xoxós.

Laboratório de Performance Vocal: Thales Branche.

Assessoria Terapêutica: Marcos Vinicius Lopes.

Assessoria de Imprensa e Multimídias: Lucas Corrêa.

Assessoria psiconceitual e Direção de palco: Roberta Flores.

Encenação e Anatomia Cenográfica: Wlad Lima.

Direção Cênica: Andréa Flores.

Residência Artística: Teatro do Desassossego.

Realização: Coletivas Xoxós.

Por Lucas Corrêa, da assessoria do evento.

 

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A Lumiar Escola de Dança apresenta, neste fim de semana, em Belém, o espetáculo “Mudanças”, dirigido pelos coreógrafos e professores de dança Aline Moreira e Rullien Polizeli, que retratará situações de violência vividas por mulheres no dia a dia. A apresentação será no domingo (29), no Teatro Margarida Schivasappa, do Centur, às 19 horas.

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“A arte toca as pessoas de um jeito que nada mais pode. Nós expressamos, atuamos e dançamos situações do cotidiano que são muito fortes para as mulheres. Nós retratamos violências explícitas e implícitas buscando impactar e levar as pessoas a refletir sobre o tema”, disse Flávia Magalhães, dançarina do espetáculo.

A dançarina Vitória Alves afirma que o que a motivou a participar do projeto foi a negligência com a qual o assunto é tratado, e o potencial que a arte tem de impactar homens e mulheres acerca do tema. “Poucas vezes falamos disso, e quando falamos é de uma forma branda, como se quiséssemos evitar chocar os outros. Nós queremos tratar disso sem rédeas, e um projeto forte como esse é muito importante, principalmente, para homens terem entendimento de tudo pelo o que nós passamos no nosso dia a dia", observa.

“A dança de salão é muito machista, as formações e didáticas são todas voltadas para o homem. Eu aprendi com a minha mãe a valorizar a mulher em todos os ambientes, e ao formar parceria com a Aline, que é uma dançarina que sempre trabalhou sozinha, eu aprendi a ressignificar a dança de salão. Essa temática nós trazemos para a nossa escola. Nós não trabalhamos com 'damas' e 'cavalheiros'. Nós conduzimos e somos conduzidos uns pelos outros”, diz o diretor Rullien Polizeli, CEO da Lumiar.

“No início da produção, eu tive bastante receio em participar. Eu pensei se, em alguma fase da minha vida, eu já tive atitudes parecidas com as dos personagens que nós interpretamos. Mas a vontade de mostrar isso para as pessoas, de gerar em outros homens esse mesmo incômodo que eu senti, e ajudá-los a reconhecer que eles têm comportamentos que não devem se repetir, me motivou a continuar no projeto”, disse o dançarino Jonathas Nascimento.

Quanto às coreografias, a dançarina Ana Carla Pamplona diz que o uso de mais força e energia nas suas danças, mescladas a técnicas teatrais, demonstra como as violências física e psicólogica causadas por homens para com mulheres são graves e prejudiciais para a sociedade. “Nós trazemos tudo isso para a nossa coreografia para levar, da forma mais impactante possível, essa mensagem para o público.”

No Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021, ocorreram 1.319 feminicídios, em média uma mulher foi vítima a cada 7 horas. Foram registrados 56.098 boletins de  ocorrência de estupros conta mulheres. Uma menina ou mulher foi vítima de estupro a cada 10 minutos, considerando apenas os casos que chegaram até as autoridades policiais. As mulheres ganharam em média 20,50% menos do que os homens no 4º trimestre de 2021, contra 19,70% a menos no final de 2020.

Serviço

Espetáculo "Mudanças", domingo, Teatro Margarida Schivasappa (Centur), 19 horas.

Os ingressos antecipados estão à venda na Lumiar, localizada na avenida João Paulo II, 1945 (esquina com a Pirajá). Ingressos à venda também no dia da apresentação, na entrada do Teatro, no valor de R$ 30,00.

Antes do espetáculo haverá um workshop de dança, das 15h30 às 17 horas, com professores da escola e convidados. O espetáculo tem faixa etária mínima de 14 anos (acompanhados de responsáveis).

Todas as programações realizadas pela Lumiar Escola de Dança são divulgadas em sua conta do Instagram (@lumiar.danca).

Fontes: forumseguranca.org.br e Idados.id

Fotos: Paulo Ricardo Carneiro, Vitória Letícia

Por Paulo Ricardo Carneiro (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

 

 

Uma trama em que a ficção e a realidade se misturam e nada parece ser o que realmente é. Cada personagem vai representar alguém que você conhece ou se reconhecer em algum dos personagens. Retratos da Vida é um drama de tirar o fôlego do começo ao fim, onde o inconsciente pode vir à tona e trazer conflitos nunca vistos.

O texto é de Rômulo César Melo e direção de Cristiano Primo. O elenco traz Adúlccio Lucena, Cristiano Primo e Vanessa Jill Castle. A parte técnica tem sonoplastia e iluminação de Clóvis Moreira Júnior. Os Ingressos custam R$ 20,00

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O espetáculo será em uma única apresentação, às 19h, no auditório da faculdade Alpha, rua Gervásio Pires, 826, Boa Vista. Ingressos pelo telefone 99560.4266 (ingressos limitados pela capacidade do espaço). A classificação é 16 anos.

Da assessoria

Trazendo o clássico filme dos anos 2000 ao teatro, a Cia. Discrepantes exibe nesse final de semana a segunda edição de “De Repente 30: O Musical”, com novas cenas, números musicais e adaptações coreográficas. A obra conta a história de Jenna Rink, uma adolescente que pede, em seu 13º aniversário, para ser adulta e tem o desejo atendido. Ao acordar com 30 anos e como editora de uma revista de moda em Nova York, Jenna precisa enfrentar os desafios da vida e entender que muita coisa mudou desde o seu aniversário, inclusive o relacionamento com Matt Flamhaff, seu melhor amigo.

Victória Aben-Athar, diretora-geral de coreografia e produtora, diz que a ideia da criação do musical baseia-se na memória afetiva que há com o filme. “A gente viu, nessa adaptação, a oportunidade de retomar um pouco da memória afetiva que nós mesmos tínhamos com o filme e compartilhar nossa visão sobre ele com a plateia, conferindo a nossa identidade ao material”, relata.

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A diretora acrescenta que os prazeres de produzir esse espetáculo são inúmeros, mas que o maior deles é testemunhar a paixão do público pelo projeto. Victória fala que a que a maior dificuldade de produção foi conciliar a estética original do filme com as adaptações cênicas.

O ator, designer de cenário e dance captain Lucas Costa ressalta que a ambientação do musical começa a ser montada nos ensaios, que são leves, descontraídos e divertidos. “O início do espetáculo tem um ar meio lúdico; depois, os assuntos ficam mais adultos, as questões e os questionamentos da personagem principal ficam mais adultos, mais maduros. Só que a atmosfera de leveza continua, a ludicidade da coisa permanece”, diz.

Em relação ao cenário, Lucas, que também é arquiteto e estudante de Cenografia na Escola de Teatro e Dança na Universidade Federal do Pará (UFPA), conta que tudo foi estudado para ser dinâmico e fácil de manipular, sem perder o brilho do musical. Além disso, cada elemento foi feito e pensado para estar em cena de maneira útil.

Theo Oliveira, ator que dá vida a Matt na infância, relembra que foi convidado para fazer a audição para o personagem no final de 2020. Theo salienta que fica muito feliz por ter a chance de dar vida ao Matt nos palcos e que é superdivertido, com toques a mais de nostalgia para quem assistiu ao filme.

“Eu construí a personalidade do Matt criança de início, uma pessoa tímida, insegura e ansiosa. Em seguida fui me adaptando e adicionando novas coisas, me espelhando na construção do Matt adulto, para enriquecer e trazer semelhanças entre ambos os personagens, mesmo com 17 anos de diferença”, relata.

Lia Oliveira, atriz que faz parte do coro (também conhecido como ensemble), explica a importância desse papel no musical. Ela diz que os artistas precisam cantar e dançar sem deixar de atuar, e rememora como o processo de aprendizado de vocais, harmonia e coreografias foi em longos ensaios.

"A ensemble é o que dá vida ao espetáculo. Eles são a definição de magia do musical, uma parte tão importante quanto os protagonistas. São artistas completos, cantam, dançam, atuam durante o espetáculo inteiro e talvez seja o trabalho mais difícil também”, declara.

O que o público pode esperar do musical?

Victória Aben-Athar: “O público pode esperar muitos sucessos musicais familiares tanto dos anos 80 quanto dos anos 2000, referências do movimento de grandes artistas dessa época, cenas que te farão sentir junto com os personagens, mas acima de qualquer outra coisa uma equipe muito generosa e cheia de amor por esse projeto, dentro e fora do palco, ansiosa por entregar um trabalho muito sonhado”.

Lucas Costa: “Com certeza, muita gargalhada. É um espetáculo muito engraçado e, talvez, algumas pessoas se emocionem, porque a jornada da personagem principal é muito emocionante mesmo, então, pode rolar uma identificação ali de algumas pessoas. Acho que as pessoas não vão se arrepender de assistir e, com certeza, vão sair de lá pensando em alguma coisa, lembrando de alguma fala, pensando em alguma coreografia, cantando alguma das músicas da nossa trilha sonora".

Theo Oliveira: “É algo superdivertido de assistir, com números musicais incríveis, momentos para rir muito, pra chorar muito, e, pra quem assistiu o filme, com certeza tem um toque a mais de nostalgia”.

Lia Oliveira: “O público pode esperar muitas risadas, se emocionar, ser feliz ali dentro, sair daquele teatro mais feliz do que entrou. Com certeza coreografias lindas, vocais incríveis, músicas nostálgicas e aquela sensação incrível de assistir ao filme de novo, de uma forma diferente e uma sensação de ser parte daquilo. Nós temos cenas novas, então quem assistiu à primeira temporada precisa assistir de novo nessa segunda, porque não viu tudo ainda. Vai ser incrível e eu sinto que o público vai adorar e vai se encantar de novo”.

Informações Gerais

Dias e horários da exibição:

13/05 (sexta-feira) e 14/05 (sábado) – 19h30

15/05 (domingo) – 16h30 e 19h

Ingressos:

Venda na hora – R$ 60,00

Venda antecipada – R$ 30,00

- Local: Teatro Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas, 645 - Campina, Belém/PA)

Para saber mais, acesse o perfil da Cia. Discrepantes no Instagram: @cia.discrepantes

Por Lívia Ximenes (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

‘Cinderela’ é, certamente, uma das fábulas infantis mais conhecidas em todo o mundo. A história da jovem que vai de gata borralheira a princesa já ganhou diferentes versões e releituras, nos mais diversos idiomas e veículos, tendo ficado ainda mais popular após virar animação da Disney, em 1950.

No entanto, uma dessas releituras tornou-se especialmente importante para o público pernambucano. No Recife, a fábula ganhou tons de humor, sotaque nordestino e até apelido: Cindy. Brilhantemente interpretada pelo ator Jeison Wallace, a Cinderela recifense chega, em 2022, aos seus 30 anos mais afiada que nunca e pronta para celebrar a maturidade no espetáculo comemorativo ‘Trintou! Cinderela, 30 anos de humor’, no Teatro Guararapes, neste domingo (15).

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Divulgação

A história da Cinderela pernambucana começou na década de 1990, quando o ator, diretor, dramaturgo e figurinista Henrique Celibi, falecido em 2017, escreveu uma adaptação do clássico para os palcos. Na versão, a Cinderela é uma transformista que foge da família disfuncional para participar do concurso de transformistas do reino. A peça, cheia de deboche e de um humor escrachado, foi um dos maiores sucessos de bilheteria da história do teatro pernambucano e eternizou a personagem personificada e vivida pelo ator, diretor e humorista Jeison Wallace.

Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, Jeison conta que quando teve acesso ao texto de Celibi "ainda em manuscrito", achou a ideia muito boa e resolveu apostar nela. "Foi uma coisa sem grandes pretensões, eu convidei meus amigos pra fazer porque achei que poderia dar certo. E não é que deu? Graças a Deus", relembra.

O artista fala do sucesso em tom modesto, mas sua Cinderela acabou se transformando em um verdadeiro ícone da cultura e do humor pernambucanos. Desde sua estreia no teatro, há 30 anos, Cindy já gravou discos, fez inúmeros espetáculos, especiais de TV, coberturas de Carnaval, sitcom, podcast, aparições e participações em programas nacionais - a exemplo do dominical da Eliana, do qual integrou o elenco por pouco mais de um ano -, sem contar no seu próprio programa diário, o ‘Papeiro da Cinderela’, que faz sucesso na grade da TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco, desde 2005. 

Jeison Wallace eternizou a personagem. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Ao ganhar "vida própria", a Cindy acabou alavancando a carreira de Wallace e superando sua própria história. O ator reconhece a participação do público nessa trajetória e agradece a todo o tempo pelo carinho e reconhecimento daqueles que acompanham seu trabalho. "Não foi um plano, de repente começou essa coisa de eu ser um ícone, ser reconhecido como o ator pernambucano, como personagem pernambucano, que eu agradeço muito. Devo tudo isso aos pernambucanos. Pernambuco comprou essa nossa ideia e virou uma marca registrada. É uma coisa única a gente estar no ar e esses anos todos".

O reconhecimento mútuo dá a Jeison a satisfação de ter seguido a carreira em sua terra natal - ele é recifense, nascido no bairro de Afogados -, e de continuar trabalhando nela até então. Para ele, a incursão por programas nacionais e viagens para apresentar espetáculos fora de Pernambuco são motivo de felicidade, porém, ter alçado destaque sem ter deixado o seu lugar de origem é o que mais lhe dá orgulho. "É muito bom a Cinderela do Recife ser reconhecida e notada por apresentadores do Brasil. Já fui no Programa do Gugu, na Hebe, não sentei no sofá, mas interagi da plateia, do Marcos Mion, Danilo Gentili, já fiz participações no Teleton. Ela é uma figura nacional. Nunca pensei assim 'Eu quero que seja uma coisa definitiva', se for um dia, se estiver escrito, vai estar, mas eu estou bem onde eu estou. Ela é um santo de casa que faz milagre, nunca precisei ficar batendo nas portas das emissoras". 

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"Panela velha é o que faz comida boa"

Jeison canta o trecho da canção eternizada na voz de Sérgio Reis para ilustrar como se sente ao celebrar as três décadas da Cinderela. "Ela continua arretada, continua danada. O grande problema é que quando eu criei a Cinderela, eu tinha 20 e poucos anos e 30 anos depois eu tenho que fazê-la com a mesma energia e força. Só é mais difícil isso um pouquinho. Mas ela tá plena, tá bonita, gostosa, mulher, tem casa própria...", brinca.

Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Trintona, a Cindy já acompanhou diferentes gerações de um público que parece só crescer e que dá a Jeison respaldo até mesmo para brilhar em outros personagens, como a Engraçadinha Araújo, o Barbosinha e a novata, Ana Desbocada, entre tantos outros. Ele garante nunca ter se sentido preso ao "carro-chefe" de sua carreira e agradece até mesmo aos céus pelas oportunidades que conquistou através dela. "A Cinderela é um veículo, um caminhão que leva muita coisa junto com ela. É uma dádiva, um personagem enviado por Deus, que agrada a gregos e troianos, pobres e ricos, e todas as faixas etárias, classes sociais, é uma coisa que vem perdurando e é bem atípica para nossa região, santo de casa fazer milagre". 

Celebrando o auge da maturidade de Cindy, Jeison se mostra sereno e muito consciente do futuro. Daqui pra frente, o ator quer mesmo é continuar produzindo muito e entregando ao público aquilo que ele tem de melhor: sua arte. "Me sinto assim, uma pessoa madura, experiente, sei o que quero fazer e o que não quero, sei exatamente do que o público gosta e não gosta, porque a gente faz para o público, os meus sonhos, os planos, são de continuar exercendo". Isso, é claro, sempre reforçando a gratidão ao próprio berço. "Só agradecimento mesmo. Viva Pernambuco, sou bairrista até umas horas".

Trintou! 

espetáculo contacom um grande elenco. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

A festa de 30 anos de Cindy será realizada neste domingo (15), no palco do Teatro Guararapes. Acompanhado por um grande elenco, Jeison Wallace apresenta o espetáculo 'Trintou! Cinderela, 30 anos de humor", que tem concepção e direção assinadas por ele próprio.

Na peça, a Cinderela vai relembrar quadros que fizeram parte de sua formação, além de cenas do espetáculo no qual tudo começou lá atrás, nos anos 1990. Também estarão presentes atores do elenco do 'Papeiro da Cinderela' e outros personagens que ficaram conhecidos do grande público através da TV.

Serviço

Trintou! Cinderela, 30 anos de humor

Domingo (15) - 19h30

Teatro Guararapes

De R$ 35 a R$ 70

Vendas pelo site Mega Bilheteria ou na bilheteria do teatro

 

Como você viu aqui, um espectador da peça Take Me Out violou as regras do teatro e divulgou imagens explícitas do ator Jesse Williams. Nos registros, o astro de Grey's Anatomy aparece completamente nu enquanto realizava uma cena do espetáculo da Broadway. Com a viralização das fotos e vídeos na web, o espaço em que foi realizada a performance divulgou uma nota de repúdio nas redes sociais.

Segundo o acordo de confidencialidade do Second Stage Theatre, a audiência estava proibida de gravar conteúdos com os celulares, sendo orientada a manter dispositivos guardados em um local seguro no decorrer da peça. O objetivo era justamente evitar que imagens da apresentação fossem divulgadas. Inconformados com a quebra das regras impostas, o espaço compartilhou um texto em seu perfil oficial do Instagram condenando o ocorrido.

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O Second Stage Theatre trabalhou para garantir a privacidade da companhia Take Me Out, criando um espaço sem telefone com capas de telefone trancadas em todas as apresentações. Estamos chocados que esta política tenha sido violada e imagens não autorizadas de nossa empresa de atuação tenham sido publicadas. É profundamente lamentável que um membro da plateia tenha escolhido desrespeitar a produção, seus colegas da plateia e, mais importante, o elenco dessa maneira. Tirar fotos nuas de qualquer pessoa sem o seu consentimento é altamente censurável e pode ter graves consequências legais. Postá-lo na internet é uma violação grosseira e inaceitável da confiança entre o ator e o público forjada na comunidade teatral. Estamos buscando ativamente solicitações de remoção e pedimos que ninguém participe da distribuição dessas imagens. O Second Stage também está adicionando mais funcionários ao teatro para fazer cumprir a política.

E não parou por aí! A Actors' Equity Association, composta por cerca de 51 mil profissionais da indústria teatral norte-americana que representa os artistas que trabalham nas apresentações teatrais ao vivo, também se posicionou. Kate Shindle, presidente da associação, disse:

Condenamos nos termos mais fortes possíveis a criação e distribuição de fotografias e vídeos de nossos membros durante uma cena de nudez.

O sindicato ainda associou o vazamento das imagens a assédio sexual.

Como atores, concordamos regularmente em ser vulneráveis ??no palco para contar histórias difíceis e desafiadoras. Isso não significa que concordemos em ter esses momentos vulneráveis ??amplamente compartilhados por qualquer pessoa que queira colocar um dispositivo de gravação no cinema. Quem fez isso sabia não apenas que eles estavam filmando atores sem seu consentimento, mas também que estavam violando explicitamente a proibição de gravação e distribuição do teatro.

Em cada apresentação, há um entendimento mútuo entre o público e os intérpretes de que estamos compartilhando uma experiência limitada a este tempo e lugar; essa confiança possibilita que nos exponhamos emocionalmente e fisicamente. Atropelar esse acordo distribuindo essas fotos e vídeos é tanto assédio sexual quanto uma violação terrível de consentimento, uma violação que impede nossa capacidade coletiva de contar histórias com ousadia e bravura.

A Cobogó das Artes, escola de teatro com atuação no Recife, abre a temporada de espetáculos de 2022 apresentando a peça Pode ser que seja só um leiteiro lá fora, com direção de Adriano Portelae MaduMelo. O elenco é de alunos, ex-alunos e professores da Cobogó. A peça estreia no dia 13 de Maio, no Teatro Apolo, Bairro do Recife, às 19h, e no mesmo horário no dia 14, fazendo parte do ciclo comemorativo dos cinco anos de atividade da escola.

O espetáculo é uma adaptação do texto de Caio Fernando Abreu e promove uma conexão direta entre Pernambuco-Rio Grande do Sul. Com exceção de autores do teatro clássico, esta será a primeira vez que a escola encena uma produção de autores não-pernambucanos ou regionais. A Cobogó acumula uma tradição de trabalhar nomes como Osman Lins e Hermilo Borba Filho.

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"Eu até me emociono ao lembrar da nossa estreia, em 2017. Foi com Lisbela e o prisioneiro, e nos marcou muito. De lá para cá, sempre tivemos casa cheia e muita história marcante", recorda Portela, que, além de diretor da peça, é o fundador da Cobogó das Artes. Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

Serviço

Espetáculo Pode ser que seja só um leiteiro lá fora

13 e 14 de maio | 19h

Teatro Apolo - Rua do Apolo, 121, Recife

Ingressos: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia-entrada)

Da assessoria

Após o sucesso no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, a temporada musical “Pinóquio” estreia nesta sexta-feira (6), a partir das 19hs, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, e vai até a primeira semana de junho. A partir da história do italiano Carlo Collodi (1826-1890), autor de “As aventuras de Pinóquio”, o espetáculo enfatiza a importância da ética e da educação na formação do indivíduo, com menor importância para o nariz do boneco de madeira que se alonga a cada mentira. 

A história se passa no Circo Collodi, em que os mestres de cerimônia são os cantores-atores Mona Vilardo, soprano, e Santiago Villalba, barítono. Além disso, participam com outros personagens num vaivém espantoso presente em toda a encenação. Pinóquio é interpretado por Liliane Xavier. Geppetto é encarnado por Marcio Nascimento e Marise Nogueira interpreta o Grilo Falante. A Fada Azul ganha uma interpretação poética de Mona Vilardo.

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O musical evidencia possibilidades do folhetim de Collodi para narrar a saga do pequeno herói no amadurecimento e construção de valores éticos, trazendo a importância da educação. Como na história, Pinóquio quer deixar de ser boneco para se tornar humano, mesmo sendo amado pelo pai adotivo Geppetto, o que tem um preço, . A apresentação possui 30 canções e textos criados pelo maestro e compositor Tim Rescala. Com encenação e concepção de Miguel Vellinho, da Cia PeQuod Teatro de Animação.  

“Ao estrear em dezembro de 2021 no Rio, nós vivemos a responsabilidade da retomada do teatro presencial. Ter São Paulo na conclusão desta itinerância da peça nos CCBBs é uma alegria diferente na atualidade. Rio e São Paulo são centros de produção teatral muito tradicionais. Trata-se aqui de um momento de reencontro e também de encontrar novos espectadores”, destacou Miguel Vallinho, da Cia PeQuod. “Apoiar programação de qualidade, com condições acessíveis para o público são as principais prioridades do Centro Cultural Banco do Brasil. Com o espetáculo Pinóquio, o CCBB continua a colaborar com a produção teatral brasileira”, reforçou Cláudio Mattos, gerente geral do CCBB em São Paulo. 

O horário de funcionamento é 09hs até 19hs, exceto às terças. De segunda a sexta, a apresentação é a partir das 19hs, sábadoss e domingo às 15hs. Ingressos no valor de R$15 e R$30, disponíveis pelo site http://bb.com.br/cultura.

Com duração de 100 minutos e lotação de 120 lugares, a classificação indicativa é livre com acessibilidade para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou deficiência visual. Localizado na Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo – SP e com estacionamento conveniado. 

Por Camily Maciel 

 

Acusado de assédio sexual e atentado ao pudor por parte de bailarinas de sua própria companhia, o artista plástico e coreógrafo belga Jan Fabre foi condenado, nesta sexta-feira (29), a 18 meses de prisão com suspensão condicional da pena pelo Tribunal Penal de Ambères.

Durante o julgamento, no fim de março, a Promotoria havia pedido uma pena de três anos de prisão contra esta figura central da arte contemporânea belga. A corte considerou, porém, que parte dos fatos havia prescrito e descartou as acusações de seis das 12 supostas vítimas.

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Alvo da onda do #metoo em 2018, Fabre, de 63 anos, foi julgado por violência, humilhação e assédio sexual no trabalho contra 12 ex-funcionárias de sua empresa Troubleyn, além de uma acusação de "atentado ao pudor" contra uma delas.

A condenação de 18 meses está acompanhada de uma suspensão condicional da execução da pena por cinco anos. Neste período, Fabre será privado de seus direitos civis, conforme cópia da sentença enviada à imprensa.

O Sesc Pompeia recebe em seu palco o espetáculo “Os Oito Batutas e os Outros Batutas” nesta sexta-feira (22). Esta apresentação foi idealizada para apresentar ao público o repertório centenário dos Oito Batutas, apresentados ao mundo na Semana de Arte Moderna de 1922.

Fundado por Donga e Pixinguinha, os Oito Batutas saíram do Brasil após 1922 para um mês de apresentações na França, porém, por sua popularidade acabaram ficando cinco meses em turnê. O grupo levou ao mundo o ritmo do “chorinho” e o samba, apresentando a novos horizontes a música brasileira. A direção musical do espetáculo é assinada pelo violonista, compositor e arranjador Jorge Simas.

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O grupo “Outros Batutas” traz uma reflexão sobre o modernismo que o Brasil não reconheceu, propondo uma importante reparação histórica em nosso ideal de música “erudita”. Além de Jorge Simas, o espetáculo conta com os músicos Marcelo Menezes (violão), Alceu Maia (cavaquinho), Marco Cesar (bandolim e bandola), Alexandre Maionese (flauta), Felipe Donguinha (percussão, bisneto de Donga) e Marquinhos China (voz). Em dois momentos do show contarão com a presença do pianista Laércio de Freitas.

Por Matheus de Maio

A trupe Humantoche Produções apresenta o musical João e Maria no Teatro Barreto Júnior, no Pina, Zona Sul do Recife, nos dias 23 e 24 de abril. Com novas canções e o toque regional dos atores pernambucanos, o espetáculo promete surpeender a plateia com efeitos especiais em 4D. A peça infantil está marcada para começar às 16h30.

"Pensamos em muita interação para envolver a platéia. Os espectadores contarão com músicas interativas, cenários móveis, figurinos lúdicos e a sensação de estar dentro da história em uma das cenas apresentadas em 4D. Vai ser incrível", destaca Ricardo Silva, diretor do espetáculo. A obra é baseada na história Hänsel und Gretel, um conto de fadas de tradição oral que foi coletado pelos irmãos Grimm no ano de 1812.

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Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada). Há ainda a opção de bilhete social por R$ 25 + 1kg de alimento não perecível, que será doado para uma instituição de caridade. As vendas na bilheteria do Barreto Junior ocorrerão a partir das 15h do dia da apresentação, além do site Sympla.

Da assessoria

A encenação da Paixão de Cristo é uma das tradições mais fortes no Brasil no período pascoal. Algumas montagens, como a realizada em Fazenda Nova, no Brejo da Mãe de Deus, interior de Pernambuco, atraem turistas de todo o país, com mega produção e até a presença de atores e atrizes bastante famosos nacionalmente.  

Após dois anos sem serem realizados, por conta da pandemia, os espetáculos que narram o calvário de Cristo estão de volta aos palcos, sejam eles em praças públicas ou até cinemas, para a alegria daqueles que não dispensam cumprir os rituais da Semana Santa. 

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O LeiaJá preparou um roteiro de Paixões para você escolher qual ou quais assistir nesse feriado. Confira. 

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens

Com 53 anos de história e mais de quatro milhões de espectadores, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém chega à temporada 2022 com elenco global e participação de influenciadores digitais. O ator Gabriel Braga Nunes estreia na montagem como Jesus e, além dele, integram o espetáculo nomes como Luciano Szafir, Sérgio Marone, Christine Fernandes e Thaynara OG.

Serviço

Quarta (13) a Sábado (16) - 18h

R$ 100 (meia) e R$ 200 (inteira), vendas online

Brejo da Madre de Deus - Pernambuco

A Força da Paixão

Divulgação

A Paixão de Cristo dos Guararapes chega a 2022 com dois formatos para o público. A montagem ganhou uma adaptação para os cinemas com o filme A Força da Paixão, que será exibido no Cine Teatro Samuel Campelo. A outra opção é o espetáculo em formato híbrido que será apresentado, parte em vídeo, parte encenada, no Centro Cultural Miguel Arraes.

Serviço

Filme A Força da Paixão

Quarta (13) e quinta (14) - 19h

Cine Teatro Samuel Campelo - Praça Nossa Senhora do Rosário, 510, Centro - Jaboatão

Gratuito

Versão híbrida

Sexta (15) a domingo (17) - 19h

Centro Cultural Miguel Arraes - Avenida Dr. Júlio Maranhão, 1668, Prazeres - Jaboatão

Gratuito

Paixão de Cristo do Moreno - Pelos Olhos das Marias

Divulgação

Com abordagem que foca nas mulheres que fizeram parte da história de Cristo, a montagem traz personagens pouco mencionados, como Maria Iscariotes, mãe de Judas, e a participação de famosos, como o apresentador Beto Café e a cantora Michelle Melo. Este ano,o espetáculo celebra uma década de realização.

Serviço

Quinta (14) a Sábado (16) - 20h

Praça da Paixão - Av. Dr. Sofrônio Portela, Centro - Moreno

Gratuito

Paixão de Cristo de Casa Amarela

Divulgação

Celebrando 20 anos de história, a Paixão de Cristo de Casa Amarela será encenada, no Sítio Trindade, Zona Norte do Recife, com uma equipe de 60 pessoas, entre atores e figurantes. Com 14 cenas, o espetáculo ganhou novos cenários e figurinos para a temporada de 2022.

Serviço

Quinta (14) a Sábado (16) - 20h

Sítio Trindade - Estrada do Arraial - Casa Amarela

Gratuito

Paixão segundo São João

Divulgação

Promovido pelo Ensemble Vocal Cantamus, e apresentado no Domingo de Páscoa na Basílica da Penha, o concerto Paixão segundo São João, de Johann Sebastian Bach, faz uma representação musical para coro, solistas e orquestra, do texto do Evangelho Segundo São João.O evento visa arrecadar doações para a restauração e ampliação do órgão tubos da Igreja Madre de Deus, localizada no Bairro do Recife. Na sexta (15), será realizado um ensaio aberto na Igreja da Sé, em Olinda, às 18h. 

Serviço

Ensaio

Sexta (15) - 18h

Igreja da Sé - Alto da Sé - Olinda

Gratuito

Apresentação

Domingo (17) - 16h

Basílica da Penha - Praça Dom Vital, São José - Centro do Recife

Gratuito

Jaqueira da Paixão

Divulgação/Jonnathan Neto

Homenageando o falecido ator, diretor e escritor José Pimentel, que por anos interpretou Jesus na Paixão de Cristo, o espetáculo Jaqueira da Paixão vai narrar os momentos de Cristo desde a criação até a ressurreição. Com um   elenco de 30 atores, a montagem vai ocupar a praça principal da cidade de Nossa Senhora Aparecida, na Mata Sul de Pernambuco, com um enredo adaptado para o formato musical com 10 composições. Além disso, o público poderá conferir uma exposição fotográfica, na antiga Estação Ferroviária, voltada para a vida e obra de Pimentel, realizada pelos estudantes da rede municipal de escolas.

Serviço

Quinta (14) - 20h

Praça Nossa Senhora de Aparecida, centro de Jaqueira

Gratuito

Paixão de Cristo no Cabo de Santo Agostinho

Divulgação/Aline Hoffman

Utilizando os cenários naturais da praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, o espetáculo A Força da Paixão contará a Via Crúcis percorrida por Jesus à beira mar. A sexta edição da montagem, assinada pelo GRUCSA - Grupo Cultural Cabo de Santo Agostinho, conta com elenco de 70 pessoas, entre atores, atrizes e moradores do litoral cabense. 

Serviço

Sexta (15) - 19h

Orla de Gaibu - Cabo de Santo Agostinho

Gratuito

 

O ator Diógenes Rodrigues escolheu Caruaru para apresentar a nova temporada da peça Politicamente Incorreto. Nos dias 22, 23, 29 e 30 de abril, no Teatro Rui Limeira Sobral (Sesc), o público da cidade vai poder conferir uma produção recheada de humor e crítica social. Os ingressos estão disponíveis no site Sympla

No ano passado, quando o espetáculo estreou em Santa Cruz do Capibaribe, Diógenes falou com exclusividade ao LeiaJá sobre a criação do projeto. "Eu tinha essa ideia de fazer um monólogo desde que comecei a fazer minhas produções, acho que em 2003/2004, e só agora arregacei as mangas e juntei forças para fazer", declarou.

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O pernambucano ressaltou, na ocasião, a importância de ter a oportunidade de retornar com sua arte aos palcos: "Minha vida sem palco não tem sentido, é algo que me não consigo ficar sem ter... A emoção, a realização, a atmosfera... Preciso ter isso, sempre. Me completa".

Dirigido por Filho Silva e Tiago Salvador, o espetáculo tem seu texto assinado por Ednilson Leite, Fil Braz, Paulo Gustavo, Suzy Brasil, Walter Vitti e pelo próprio Diógenes. De acordo com Diógenes Rodrigues, a obra terá início às 19h59, como forma de fugir dos horários convencionais.

Após Caruaru, o Politicamente Incorreto será mostrado aos espectadores do Rio de Janeiro e também para outros estados do Nordeste, no segundo semestre deste ano. No Rio, a peça poderá ser vista no Teatro Vanucci, no Shopping da Gávea, nos dias 14, 15 e 16 de setembro.

Fotos: Ramire Lins

Uma Paixão de Cristo com foco nas mulheres que contribuíram para que a história de Jesus se tornasse uma das mais conhecidas da cultura ocidental. Esse é o mote da 'Paixão de Cristo do Moreno - Pelos Olhos das Marias', que celebra uma década de existência em 2022 após dois anos sem ser realizada em virtude da pandemia do coronavírus.

O espetáculo, apresentado em praça pública, aberto ao público, coloca ênfase nas mulheres que acompanharam Jesus e ajudaram a disseminar sua palavra. Entre elas, uma que raramente é mencionada, Maria Iscariotes, a mãe de Judas. A montagem estreia sua décima edição nesta quinta (14), em Moreno, com participações especiais do apresentador Beto Café, como Herodes, e da cantora Michelle Melo, como Herodíades.

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O LeiaJá conversou com o diretor geral do espetáculo, Roberto Oliveira, que contou um pouco sobre o viés diferenciado da montagem e a expectativa de reencontrar o público após dois anos. Segundo ele, esta não é mais uma Paixão, é a Paixão”. Confira.

LJ - Este ano vocês completam 10 anos de espetáculo, como tem sido essa jornada?

Roberto Oliveira: A montagem de um espetáculo grandioso como esse requer muita dedicação, atenção e muito estudo. Fazer teatro nesse Brasil, no Nordeste, é difícil. Até as pessoas e as empresas acreditarem, a gente pena um bocado. Mas, temos feito, aos trancos e barrancos. Graças a Deus, considerado uma das melhores (Paixões). Teve alguns anos que a gente não pôde fazer, por falta de apoio, mas chegamos à décima edição muito realizados, porque podemos dizer que a nossa Paixão tem uma identidade própria. E a gente fica muito feliz com isso.

O ator Danilo Tácitto interpreta Jesus. Foto: Reprodução/Instagram

LJ - Fala um pouco sobre esse viés do espetáculo de contar essa história a partir do ponto de vista das  Marias.

Roberto Oliveira: A mulher tem voz e vez, como a gente descobriu nos estudos. Na Judéia, quem tinha acesso às casas eram as mulheres, então eram elas quem propagavam a palavra de Jesus. E o nome Maria era muito comum, em uma das leituras, eu peguei esse mote e comecei a pesquisar sobre essas mulheres. Madalena (por exemplo), que pede intercessão de Maria, a mãe de Jesus, para chegar até ele e é ela a propagadora do Evangelho. Maria Madalena sempre acompanhou Jesus nessa missão, assim como outras Marias. Foram mulheres que levantaram essa bandeira e tiveram vez e voz e dentro desse 'vibe' a gente colocou ‘Aos Olhos das Marias’. É muito bonito quando a gente fecha uma cena e a Maria dá um texto amarrando a situação. É a mulher tendo voz e tendo vez. A Paixão deixa de ser machista para ter a presença da mulher, da mãe.

LJ  - Você  não teve medo de que houvesse uma rejeição do público a  esse gancho do espetáculo, por se tratar de uma história tão tradicional?

Roberto Oliveira: Eu não tive medo porque a gente não alterou nada da história. Eu descobri  o nome de Maria Iscariotes, a mãe de Judas, e como sou professor e vi muitas mães perdendo seus filhos para as drogas e em acidentes, assassinatos, e a dor dessa mãe é uma dor que a gente tira por Maria. Depois que Judas morre, uma cena muito forte e que as pessoas gostam muito, a gente coloca Maria Iscariotes, a mãe - ninguém imagina que Judas tem uma mãe -, ela fazendo uma oração a Deus e pedindo força e que Deus acalme aquela dor que é a perda de um filho. A gente apenas afirma, a mulher vem e ela afirma. A mulher tem uma certa presença muito sutil e ao invés de ter medo, tivemos coragem de colocar. E temos novidades para os próximos anos. É muito bonito, cada vez que a gente lê, a gente vê essas mulheres que acompanharam Jesus.

Michelle Melo, no papel de Herodíades, e o apresentador Beto Café, como Herodes. Foto: Divulgação

LJ - Como está a expectativa para retomar o espetáculo após esses anos de pandemia?

Roberto Oliveira: A gente volta feliz, em um momento que as pessoas estão de repente mais abertas e conscientes. A pandemia veio para também dar mais consciência pra gente, principalmente espiritual. É bíblico: "Quem tiver olhos para ver, que veja. Quem tiver ouvidos para ouvir que ouça". A palavra, acho que ela vai chegar com muito mais força para acalmar as pessoas devido às perdas, às situações que cada pessoa passou. A gente procurou deixar esse espetáculo muito mais claro e direto e a expectativa é a melhor possível. Estamos nessa ansiedade, preparando com todo carinho um espetáculo belo de cor, luz e musicalidade. Desde a plástica até às palavras, o sentimento mais forte de amor, solidariedade e reflexão. 

Serviço

Paixão de Cristo do Moreno - Pelos Olhos das Marias

Quinta (14) a Sábado (16) - 20h

Praça da Paixão - Av. Dr. Sonfrônio Portela, Centro - Moreno

Gratuito









 

Quem conhece Thaynara OG sabe que a moradora de São Luís, no Maranhão, encanta seus seguidores com muito humor e trabalhos importantes que englobam serviços sociais. Na noite da última sexta-feira (8), a jovem estreou na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém como Herodíades.

Sempre autêntica, Thaynara relembrou com muito riso o dia no qual recebeu o convite para estar presente na peça de Plínio Pacheco. "Quando me convidaram, em 2019, a primeira coisa que perguntei antes de topar: 'Como vocês chegaram no meu nome?'. Fiquei muito feliz", explicou ela, ao LeiaJá.

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"Como maranhense a gente cresce vendo a Paixão de Cristo daqui [de Fazenda Nova] como referência. Estar aqui é muito especial, ainda mais com um elenco de peso. O aprendizado é muito bacana. Nunca imaginei [participar do espetáculo]. Que a vida me traga mais surpresas assim", emendou. Com esse trabalho, Thaynara OG se torna a primeira influenciadora digital a integrar a peça. 

Dona de uma irreverência sem tamanho, Thaynara afirmou que é inesperado ver a essa altura de sua trajetória colecionar um tipo de trabalho tão grandioso como o que a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém oferece aos que participam da obra.

Entre 2015 e 2016, Thaynara OG surgiu na internet com publicações inovadoras, sempre causando impacto positivo nas pessoas com sua maneira intensa de mostrar a vida. Quando surgiu no universo da internet, ela era uma advogada que estudava para conquistar uma vaga em algum concurso público.

Percebendo que suas histórias repercutiam bastante em um perfil fechado no Snapchat, a produtora de conteúdo resolveu abrir sua conta na rede social. Ao longo desses seus sete anos de 'vida aberta' no cenário digital, Thayana OG é considerada referência para aqueles que buscam ser notados com seus trabalhos nas plataformas.

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