Cultura

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Quem passar em frente aos espaços culturais ligados à Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) vai perceber que o Governo de Pernambuco deu início ao Plano de Retomada nos Equipamentos. A iniciativa foi lançada em abril deste ano e conta com investimentos em modernização, requalificação e obras de manutenção na ordem de R$ 16,6 milhões. Por conta das obras, alguns desses equipamentos estarão fechados para a visitação.

Algumas intervenções foram iniciadas no início deste mês e, com o avanço das obras, outros procedimentos relacionados à infraestrutura foram antecipados. O objetivo é entregar com mais celeridade os espaços culturais para a população.

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"São equipamentos muito importantes para o desenvolvimento da cultura e que fazem parte da história do Estado. Precisam estar, portanto, devidamente adequados e em bom funcionamento. Este investimento veio em momento que retomamos as atividades culturais para o público. Vamos assegurar mais conforto e segurança para que, o quanto antes, a população volte a ocupar nossos espaços culturais", afirmou Oscar Barreto, secretário de Cultura de Pernambuco.

Severino Pessoa, presidente da Fundarpe, destaca: "Com estas obras e reformas estruturais, nossos equipamentos culturais ficarão mais modernos. Em breve a população poderá voltar a fazer uso com conforto destes espaços que respiram a nossa cultura".

O Cinema São Luiz, que este ano completa 7 décadas de existência, entrou em nova fase de reformas. As obras estruturais, no valor estimado de R$ 1,3 milhão e com prazo de execução de seis meses, tiveram início nesta quinta-feira (26), e são voltadas para a modernização do sistema de climatização e instalação elétrica do cinema. Nesse período, o equipamento não exibirá sua programação de filmes.

Comemorando seu centenário em 2022, o Theatro Cinema Guarany está fechado para visitação enquanto recebe novas poltronas e passa por serviços de requalificação e manutenção da edificação. O valor estimado das obras é de cerca de R$ 1,2 milhões, com prazo de entrega até a segunda quinzena de julho. Esse valor ainda inclui a climatização do cinema, que ainda está sendo licitado.

No Bairro de São José, no Recife, a Casa da Cultura Luiz Gonzaga vai passar por serviços de recuperação na estrutura e receberá nova iluminação na área externa do estacionamento. A obra, orçada em cerca de R$ 2,5 milhões e com execução em até dez meses, passou pelo processo de licitação da empresa vencedora e aguarda a elaboração do contrato. O equipamento permanece aberto ao público.

A Torre Malakoff recebe serviços de infraestrutura, com um orçamento estimado em R$ 1,7 milhões. Já a Estação Central Capiba/Museu do Trem do Recife passará por reparos, com valor estimado em mais de R$ 2,3 milhões e mesmo prazo de execução. A previsão é que esses dois locais sejam abertos para visitação do público somente em março de 2023.

Outros três museus passarão por melhorias. No Recife, o Museu do Estado de Pernambuco receberá aproximadamente R$ 950 mil, com prazo máximo de execução das intervenções previsto para seis meses. Como o processo de licitação da empresa vencedora ainda está em andamento, não há previsão para o início das obras.

Em Olinda, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco será contemplado com cerca de R$ 247 mil para ampliar a acessibilidade ao espaço com previsão de encerrar no final de setembro deste ano. Já o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco passa por uma recuperação estrutural, orçada em R$ 926 mil, e com previsão de entrega em março de 2023. Ambos estão fechados para visitação.

O Teatro Arraial Ariano Suassuna e o Espaço Pasárgada, localizados no Centro do Recife, são dois equipamentos que também passam por intervenções prediais, com previsão de encerramento na segunda quinzena de julho. Até lá, os dois estão abertos apenas para atividades administrativas.

Da assessoria

A CASACOR Pernambuco completa 35 anos em 2022. A mostra acontecerá nas instalações do Edf. Chanteclair, no Recife Antigo, um dos mais imponentes prédios da cidade. A construção do século XX, tombada pelo IPHAN, localizada às margens do Rio Capibaribe, está fechada desde os anos 90.

Ela já teve sua fachada reformada e agora, voltará a ter uso, com a abertura das portas para os visitantes da CASACOR 2022. “Nada mais incrível do que estar presente num imóvel de tamanha importância, no coração do Recife, que é o Chanteclair”, descreve Gabriela Coutinho, uma das diretoras da CASACOR.

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As obras para a adequação do edifício devem começar em julho e a previsão é que a CASACOR 2022 aconteça de 06 de outubro a 20 de novembro. A mostra será toda montada no piso térreo e deve ocupar algumas áreas externas, como o trecho da rua Vigário Tenório, que fica na lateral do prédio. Esse ano o tema da mostra será Infinito Particular.

Da assessoria

Bombas de gás lacrimogêneo, tiros de bala de borracha, desespero e correria. As cenas poderiam remeter a uma guerra em um continente distante, mas elas ocorreram bem aqui, na capital pernambucana, no dia 29 de maio de 2021. Durante um protesto pacífico contra o atual governo federal - o #29MForaBolsonaro -, no centro do Recife, a repressão policial causou feridas emocionais e físicas em quem compareceu ao ato e até mesmo em alguns que nem sabiam o que se passava ali. Algumas delas permanentes.

Foi o caso de dois recifenses: Daniel Campelo, de 51 anos, e Jonas Correia de França, de 29. Ambos estavam às voltas com questões de seus trabalhos quando seus caminhos foram interceptados por balas de borracha. Os trabalhadores nem mesmo sabiam da manifestação, porém, ficaram marcados por ela para sempre. Após o incidente, Jonas perdeu a visão de um dos olhos. Já Daniel, perdeu o globo ocular e a paz de espírito. Pessoas ligadas a ele dizem que o assunto é proibido em sua casa e que, devido ao choque, ele se recusa a comentá-lo.

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Batalhão de Choque durante ato pacífico realizado no centro do Recife, em maio de 2021.  Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo

No entanto, outras vozes indignadas com tamanha violência vista e vivida naquele dia, fazem questão de falar alto a respeito. São pessoas que não podem mais aturar a violência descabida que cada vez mais aparece nos noticiários e que desde sempre existiu nas periferias de todo o país.

É o caso de Wictor Bernardo - também conhecido como OUTRO -, jovem negro, jornalista, ilustrador, grafiteiro; um artista periférico independente que explora assuntos referentes à política e sociedade em seus trabalhos. Ele não esteve no ato de quase um ano atrás por questões de saúde, mas a indignação em ver amigos, conhecidos e anônimos naquele cenário de guerra o fez querer "revidar" através de sua 'arma maior': a arte. "Eu não podia deixar de dar um retorno, é natural de mim", disse em entrevista exclusiva ao LeiaJá. 

Com 33 anos de idade, morador de um bairro periférico da Região Metropolitana do Recife, Wictor conta que foi ensinado desde criança, pelo avô, como um jovem negro como ele deveria lidar com a polícia. "Eu já sou um cara marcado pelo alvo policial nas minhas costas e na minha testa. Não consigo lembrar quantas vezes já fui alvo da violência policial. Mesmo que eu esteja certo, a polícia me mete medo. Então, minha função social como comunicador e artista é ressignificar esse sentimento meu e de outros jovens iguais a mim. Pra mim é mais justo revidar desse jeito". 

Foto: Divulgação/Rafael Bandeira

No dia do #29MFora Bolsonaro, Wictor acompanhou tudo pela TV e pela internet. Sofreu pelos amigos e anônimos que se depararam com tamanha repressão. "Fui vendo detalhe por detalhe, um cenário de guerra, muita gente caída no chão, gente sendo detida, amigos e artistas. Fiquei muito tenso, é uma questão até lógica porque eu fiquei pensando: 'podia ser eu, certamente ia rolar alguma coisa pro meu lado'''.

Poucos dias depois, um conhecido que visitou o centro da cidade, após o incidente, levou até o artista uma bala de borracha encontrada no local. Uma lembrança física daquele dia de terror. Foi aí que nasceu a obra 'Isto é uma bala de borracha', confeccionada com o próprio objeto que, além de ter funcionado como uma espécie de pincel, também acompanha a ilustração dentro da moldura, logo atrás de um vidro propositalmente rachado. "Trata-se de um 'quadro-experiência'. Além de ser uma experiência visual, você também pode pegar no objeto. A ideia era simbolizar esse momento." Completando o conceito, Wictor cita uma frase do rapper pernambucano Diomedes Chinaski: "A arte mata a morte". 

Foto: Divulgação/Rafael Bandeira

Exposição e rifa

'Isto é uma bala de borracha' está exposta no SESC Santo Amaro, localizado no bairro de Santo Amaro, região central do Recife, como parte de uma mostra promovida pelo Coletivo Pão e Tinta. Quem se interessar pela obra pode, também, participar de uma rifa que está sendo realizada pelo próprio artista. Os números podem ser adquiridos através do Instagram @metademacaco. O resultado será divulgado no mesmo perfil, no próximo domingo (29), dia em que o #29MForaBolsonaro completa um ano. 

Foto: Divulgação/Rafael Bandeira

Em tempo

As notícias sobre a ação policial que reprimiu o ato no Recife, naquele 29 de maio de 2021 ganhou o país rapidamente. No dia, o governador Paulo Câmara fez um pronunciamento repudiando "todo ato de violência" e afirmando que o oficial comandante da operação e outros policiais envolvidos seriam imediatamente afastados. Até aquele momento, nem mesmo ele sabia de quem havia saído a ordem para que o Batalhão de Choque fosse às ruas para dispersar a manifestação com tamanha truculência. Tal informação continua em sigilo. 

Três dias depois, o comandante da Polícia Militar de Pernambuco à época, coronel Vanildo Maranhão, pediu exoneração do cargo. Pouco mais tarde, o então Secretário de Defesa do estado, Antônio de Pádua, colocou seu posto à disposição do governador, que aceitou o pedido. 

Batalhão de Choque durante ato pacífico realizado no centro do Recife, em maio de 2021.  Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo

À época, a SDS afastou 16 policiais militares. O terceiro sargento Reinaldo Belmiro Lins foi indiciado por lesão corporal gravíssima e omissão de socorro pelo tiro que atingiu Jonas França. Já o policial militar que atirou em Daniel só foi identificado em março deste ano, 10 meses após o ocorrido, mas não teve seu nome revelado.

Também no mês de março, o inquérito policial militar instaurado foi concluído com o indiciamento de quatro dos investigados por prática de crime militar, sendo dois oficiais e dois praças. Segundo a Secretária de Defesa Social, todos foram submetidos a processos disciplinares. Os autos do inquérito foram, então, enviados ao Ministério Público para análise e possível oferecimento da denúncia. 

Já o capitão Elton Máximo de Macedo, que também era investigado, ganhou uma promoção a major, do Governo do Estado, em fevereiro deste ano, por antiguidade. Ele estava no comando do Batalhão de Choque naquele 29 de maio. Entre as vítimas que perderam a visão, Jonas acabou fazendo um acordo com o governo do Estado e recebeu uma indenização de valor não revelado. Daniel, entretanto, segue esperando uma reparação do governo pernambucano. 





 

A pré-venda dos ingressos para a exposição imersiva “Mundo Pixar” começa nesta segunda-feira (23). A nova atração da Disney traz a São Paulo uma experiência inédita na América Latina. Os clientes de cartões Bradesco, Bradescard e Next contam com 20% de desconto, além de já poderem adquirir a entrada para o evento através do site Eventim (www.eventim.com.br). A venda geral terá início no sábado (28).

O “Mundo Pixar” acontece de julho a outubro e contará com diversas das mais famosas animações da Pixar Animation Studios e da The Walt Disney Company Brasil. O evento acontecerá no estacionamento do Shopping Eldorado, em São Paulo.

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Considerado o maior evento da Pixar já realizado, as atrações serão distribuídas em 2.800m², reunindo áreas temáticas e passando pelos cenários já conhecidos nos filmes da Disney. As principais atrações são ‘Up: Altas Aventuras’, ‘Procurando Nemo’, ‘Ratatouille’, ‘Toy Story’, ‘Carros’, ‘Divertidamente’ e outros. Além de contar com uma loja com produtos licenciados.

Por Matheus de Maio

É mês de maio e o Plurarte continua homenageando as mães. Nesta semana, Sandra Duailibe foi a São Luís, no Maranhão, conversar com Claudia Reis e, de quebra, bateu um papo delicioso com a pequenina Ana Luísa Reis. Claudia trabalha com impressões digitais. Produz banners, adesivos, lonas e canecas personalizadas. Outra atividade intensa de Claudia é com Ana Luísa. Com 7 anos, a pequena já está nas passarelas distribuindo sorrisos e nas telas fazendo propaganda para diversas empresas de moda infantil.

O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas, e publicação no portal LeiaJá. Acesse o canal do Plurarte no Youtube aqui.

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Nesta semana ocorreu a estreia da exposição “Castelo Rá-Tim-Bum” no Santana Parque Shopping, em São Paulo. A exibição traz elementos originais e réplicas do programa infantil da TV Cultura e ficará em cartaz até o dia 19 de setembro.

O acervo conta com 20 cenários, entre eles o quarto do protagonista Nino, a biblioteca do Gato Pintado, o laboratório de Tíbio e Perônio, a cozinha do castelo, a árvore da cobra Celeste, e o quarto da bruxa Morgana. Além de figurinos e outros objetos usados na produção original de Cao Hamburguer.

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A mostra estreou no Museu da Imagem e Som em 2014 e também já passou pelo Memorial da América Latina em 2017. A novidade do Santana Parque Shopping é a banheira do ratinho cantor de chuveiro, onde é possível entrar e tirar uma foto com o personagem.

Os ingressos custam de R$ 12,50 a R$ 48  e podem ser comprados no site https://www.ingressorapido.com.br/ ou na bilheteria física. Crianças de até dois anos e 11 meses não pagam.

EXPOSIÇÂO CASTELO RA-TIM-BUM

Quando:  Até 19 de setembro de 2022

Onde: Santana Parque Shopping

Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, número 2.780 – Santana – São Paulo, SP.

Horário: De terça a sexta-feira, das 13h às 21h30; sábados e feriados, das 11h às 20:30h; e domingos, das 12h às 19:30h

Classificação: Livre. Menores de 12 anos não podem entrar sem acompanhante

Ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/

Mais informações no site: https://santanaparqueshopping.com.br/

Por Maria Eduarda Veloso

Nesta quarta, 18 de maio, é comemorado o Dia Internacional do Museu. Em razão disso, o Leia Já separou uma lista de exposições em São Paulo para celebrar a data:

Portinari Para Todos - MIS EXPERIENCE

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Em cartaz até o dia 10 de julho, a exposição imersiva “Portinari Para Todos" reúne as principais obras do artista brasileiro Cândido Portinari. Dividida em três partes, a exibição conta com sete instalações interativas. Na sala Portinari Imenso, os visitantes podem conferir as obras em escala monumental. Também há um espaço que contextualiza a história do artista, como sua ligação com a cultura brasileira, e a preservação de sua memória.

Os ingressos custam a partir de R$15 até R$45 reais. Às terças-feiras a entrada é gratuita.

Saiba mais: http://portinariparatodos.com.br/

Mulheres em Movimento - Museu da Imigração

Em cartaz até 30 de julho, a exibição apresenta o panorama feminino da imigração. Histórias de mulheres que mudaram de país por uma série de motivos diferentes. Os visitantes terão acesso aos cartões postais e fotos, e também poderão aprender sobre as dificuldades do deslocamento. 

Os ingressos vão de R$5 até R$10 reais, e podem ser adquiridos no site da Sympla (https://www.sympla.com.br) ou na bilheteria. Aos sábados a entrada é gratuita (sem eventos especiais).

Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas - Pinacoteca Luz

Em cartaz até 1º de agosto,  a mostra reúne mais de 60 obras da artista brasileira. Cortes, rachaduras, talhos e fissuras são elementos recorrentes nos trabalhos de Varejão desde 1992, a exposição evidencia essas características. 

Os ingressos custam R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada). Com entrada gratuita para maiores de 60 anos e menores de 10 anos; e aos sábados e quintas-feiras para todos os públicos. 

Sonhei em português - Museu da Língua Portuguesa

Em cartaz até 12 de junho, retrata a experiência de imigrantes de várias nacionalidades na cidade de São Paulo. A sala Deslocamentos Cruzados, tematiza as pessoas e as línguas em trânsito. Através de instalações visuais e sonoras, o público poderá conferir uma variedade de idiomas, em uma vitrine de letras e caracteres de alfabetos de várias línguas, como árabe, coreano, chinês, hebraico e cirílico.

 Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada). Entrada gratuita aos sábados.

Por Maria Eduarda Veloso

Palavras-chave: Dia do Museu, São Paulo, Artes Visuais, Cultura

 

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Nesta quarta, 18 de maio, é comemorado o Dia Internacional do Museu. Em razão disso, o Leia Já separou uma lista de exposições em São Paulo para celebrar a data:

Portinari Para Todos - MIS EXPERIENCE

Em cartaz até o dia 10 de julho, a exposição imersiva “Portinari Para Todos" reúne as principais obras do artista brasileiro Cândido Portinari. Dividida em três partes, a exibição conta com sete instalações interativas. Na sala Portinari Imenso, os visitantes podem conferir as obras em escala monumental. Também há um espaço que contextualiza a história do artista, como sua ligação com a cultura brasileira, e a preservação de sua memória.

Os ingressos custam a partir de R$15 até R$45 reais. Às terças-feiras a entrada é gratuita.

Saiba mais: http://portinariparatodos.com.br/

Em cartaz até 30 de julho, a exibição apresenta o panorama feminino da imigração. Histórias de mulheres que mudaram de país por uma série de motivos diferentes. Os visitantes terão acesso aos cartões postais e fotos, e também poderão aprender sobre as dificuldades do deslocamento. 

Os ingressos vão de R$5 até R$10 reais, e podem ser adquiridos no site da Sympla ou na bilheteria. Aos sábados a entrada é gratuita (sem eventos especiais).

Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas - Pinacoteca Luz

Em cartaz até 1º de agosto,  a mostra reúne mais de 60 obras da artista brasileira. Cortes, rachaduras, talhos e fissuras são elementos recorrentes nos trabalhos de Varejão desde 1992, a exposição evidencia essas características. 

Os ingressos custam R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada). Com entrada gratuita para maiores de 60 anos e menores de 10 anos; e aos sábados e quintas-feiras para todos os públicos. 

Sonhei em português - Museu da Língua Portuguesa

Em cartaz até 12 de junho, retrata a experiência de imigrantes de várias nacionalidades na cidade de São Paulo. A sala Deslocamentos Cruzados, tematiza as pessoas e as línguas em trânsito. Através de instalações visuais e sonoras, o público poderá conferir uma variedade de idiomas, em uma vitrine de letras e caracteres de alfabetos de várias línguas, como árabe, coreano, chinês, hebraico e cirílico.

 

Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada). Entrada gratuita aos sábados.

Guerreiras, sedutoras, deusas-mães e outras criaturas femininas espirituais de todo o mundo são tema de uma exposição inaugurada nesta quinta-feira no Museu Britânico, em Londres.

Intitulada "O Poder Feminino: Do Divino ao Demoníaco", a exposição inclui antigas esculturas das deusas romanas Vênus e Minerva e representações de divindades reverenciadas atualmente. Ela é "a primeira do gênero a ter um desenho intercultural sobre esse tema extraordinário e fundamental", disse o diretor do museu londrino, Hartwig Fischer.

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Expostas até 25 de setembro, as obras são comentadas por feministas famosas, como Bonnie Greer e a historiadora britânica Mary Beard. "Não tentamos dizer às pessoas o que devem pensar ou como devem se sentir" diante das mesmas, explicou à AFP a curadora da exposição, Belinda Crerar, enfatizando que deseja iniciar um diálogo.

O fato de muitas divindades ou figuras femininas, como a Virgem Maria, serem veneradas “não significa que, por isso, as mulheres adquirem um status superior em muitas sociedades”, indica a exposição. "Essa é a grande pergunta", diz Belinda. "Não é simples e não existe uma resposta única."

Para a parte da exposição dedicada às bruxas e criaturas demoníacas, o museu conversou com o grupo britânico de bruxaria moderna "Children of Artemis", que organiza esse tipo de encontro.

"O que nos parecia verdadeiramente importante era trabalhar com homens e mulheres que hoje são identificados como bruxas ou pagãos modernos", contou a encarregada do projeto Lucy Dahlsen. "Essas conversas foram muito importantes para garantir que tivéssemos um olhar adequado sobre uma tradição que se mantém viva."

Ela mostra uma pintura do artista John William Waterhouse que representa a deusa grega Circé lançando a sorte e vestida com uma peça que sugere a sua nudez. Para muitos, a obra oferece um olhar masculino e dá a “ideia de que a bruxa é uma espécie de mulher fatal”, diz Lucy.

Para a britânica Laura Daligan, que se identifica como bruxa, a representação não é totalmente falsa. As bruxas “nem sempre praticam vestidas, por isso é muito realista de certa forma", diz, em um comentário exibido pelo Museu Britânico.

Nesta quinta-feira (19), às 19h, a Galeria Marco Zero vai abrir suas portas para a inauguração de uma mostra que homenageia o pintor João Câmara. O espaço cultural receberá os visitantes, até 23 de julho, para a exposição João Câmara, nota nova - Ecos de 1967, apresentando uma seleção de trabalhos do artista que vai do período de 1965 até 1971.

De acordo com a curadora do projeto, Cristiana Tejo, o público será testemunha da bravura do paraibano. Para Marcelle Farias, galerista da Marco Zero, as obras de João Câmara trazem luz e reflexão aos acontecimentos de hoje. A Galeria Marco Zero fica localizada na Avenida Domingos Ferreira, nº 3393, Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado e domingo, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

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A última segunda (16) marcou o início da 20ª Semana Nacional dos Museus. Até o próximo domingo (22), vários equipamentos culturais da Região Metropolitana do Recife participam do evento, que tem como tema o ‘Poder dos Museus’, com atividades diversas para todas as idades. Confira a programação e aproveite para botar aquela visita ao museu em dia. 

Museu da Cidade do Recife

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O Museu da Cidade do Recife preparou uma programação especial para os seus visitantes, presencialmente no Forte das Cinco Pontas e também nas redes sociais. No perfil do Instagram @museudacidadedorecife, os seguidores do MCR poderão ‘testar seus conhecimentos’ no Desafio Semana dos Museus. O quiz será postado nos stories na quarta-feira (18) e terá perguntas sobre os museus de Pernambuco e suas curiosidades. Já no Forte das Cinco Pontas, os alunos de escolas com visitas agendadas durante a semana irão participar da Oficina de Mapas promovida pelo Educativo do Museu. 

SERVIÇO

Desafio  20ª Semana Nacional dos Museus - Dia 18 no Maio, no Stories do @museudacidadedorecife

Visitação  - Museu da Cidade do Recife

Forte das Cinco Pontas

De terça a sábado, das 10h às 16h

Entrada franca

Museu do Mamulengo

O Museu do Mamulengo Espaço Tiridá, em Olinda, apresenta programação gratuita de quarta (18) à sexta (20) de maio, sempre pela manhã, no Mercado Eufrásio Barbosa, localizado no Largo do Varadouro, na entrada da cidade. A programação conta com exposição temática do São João, palestra e exibição de documentário.

Serviço

Dia 18 de maio - 10h (Dia Internacional dos Museus)

Abertura da exposição junina e palestra com o tema “Museu em Perspectiva”, que será ministrada por Ellen Azevedo,  Márcio Valença e Matheus Lima com a minha mediação do diretor do local.

Dia 19 de Maio - 10h

Apresentação de mamulengo com Davi Teixeira - Cordel e Mamulengo, às 10h30, Edmilson França apresenta Varal de bonecos. As apresentações terão como espectadores alunos das escolas municipais de Olinda, Maria da Glória e Duarte Coelho.

Dia 20 de Maio - 11h

Exibição do “Portas, estandartes, frevo e maracatu” com a produção da Troça Carnavalesca Mista, A Porca

Serviço - Museu do Mamulengo apresenta programação gratuita dentro da 20.ª Semana Nacional de Museus

Data: 18, 19 e 20

Museu do Mamulengo de Olinda

Largo Varadouro, na entrada da cidade

Museu do Homem do Nordeste 

O Museu do Homem do Nordeste (Muhne) e o Engenho Massangana promoverão palestras, oficinas e atividades artísticas. O objetivo é mostrar aos visitantes o quanto os museus são instrumentos de acesso ao conhecimento.

Serviço

Dia 17 de Maio 

9h - Visita mediada ao Museu do Homem do Nordeste para grupo agendado (nível superior).

Local: Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

10h - Ação educativa ” Conhecendo para saber”

Troca de experiências e interação entre a equipe do educativo do Engenho Massangana e os moradores do entorno que desenvolvem a atividade da agricultura.

Local: Engenho Massangana

Rod. PE-60, s/n - Cabo de Santo Agostinho

13h – Visita mediada e oficina ao Museu do Homem do Nordeste para grupo do Projeto Levante.

Local: Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

Dia 18 de Maio

9h às 12h

Muhne: Palestra de Lançamento do Projeto Territórios da Ancestralidade - Ivo de Xambá.

Local: Sala Calouste Gulbenkian

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

11h30 às 13h

Apresentação do grupo Afoxé Ylê Xambá.

Local: Jardim do Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

14h às 15h30

Visita mediada do Projeto Museu Acessível: O jardim do MUHNE em Audiodescrição. Aberto ao público. 

Local: Jardim do Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

18h às 18h30 

Ação Educativa - Uma Noite no Museu que tem como objetivo receber grupos do EJA. O grupo convidado faz parte do Núcleo de Estudo de Línguas do EREM Joaquim Távora.

Local: Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

Dia 19 de Maio 

20h

Mostra fotográfica com o educador Murilo Dayo, composta por fotografias que revelam o cotidiano das pessoas que trabalham para o funcionamento do museu.

Local: Hall do Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte 

Dia 19 de Maio 

9h - Visita mediada para grupo agendado- EREM  Professor Cândido Duarte.

Local: Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

10h às 10h30

Ação Educativa: Colhendo Frutos - feirinha de produtos orgânicos cultivados pelos moradores da comunidade local e organizada pelo Educativo do Engenho Massangana.

Local: Engenho Massangana

Rod. PE-60, s/n - Cabo de Santo Agostinho

10h às 10h30

“O poder dos Educativos de Museu nas comunidades da Região Metropolitana do Recife”. Vídeo com a coordenadora de Ações Educativas Edna silva e educadores do Muhne.

Veiculação pelo Instagram e Facebook do Muhne

13h

Teatro de Mamulengo - Em busca da Monalisa. A espevitada Luzia chega ao Muhne tendo vindo de Lajedo, sua terra natal. Acredita que pode se tornar Monalisa e ser eternizada na exposição do museu.

Local: Jardim do Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

Aberto ao público

13h - Visita mediada para grupo agendado

Local: Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

Dia 20 de Maio 

9h – Visita mediada a grupo agendado do Projeto Levante.

Local: Local: Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

10h - Ação Educativa: Polinizando o Engenho. Júnior, morador da comunidade de Massangana e apicultor, explica sobre a importância da polinização.

Vídeo será veiculado no Instagram do Engenho Massangana 

13h - Visita mediada para grupo agendado.

Local: Local: Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

14h – Visita mediada - museu acessível: O jardim do Muhne em Audiodescrição. Aberta ao público.

Local: Jardim do Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte 

Dia 21 de Maio 

10h

Engenho Massangana - Ação Educativa: Plante uma Ideia.  Grupo de crianças moradoras dos bairros adjacentes ao Engenho Massangana vai participar dessa atividade.

Local: Engenho Massangana

Rod. PE-60, s/n - Cabo de Santo Agostinho

Dia 22 de Maio 

14h às 17h

Domingo dos Pequenos - atividade para o grupo GRIS espaço comunitário da Várzea, que atua apoiando crianças, adolescentes e suas mães. Foco em pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Local: Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

15h - Apresentação do coco do Miudinho de Xambá. Evento aberto ao público.

Local: Jardim do Museu do Homem do Nordeste

Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte

Cais do Sertão 

De 18 a 20 de maio, o museu oferecerá mediação musicada por todo o território expositivo, tour com audiodescrição, aula imersiva acerca do universo do forró, além de visita pela exposição “20por1”, do artista visual pernambucano Bozó Bacamarte.

Serviço

Dia 18 de maio

A partir das 14h, os músicos-educadores Arthur Fernandes e Diôgo do Monte convidam o público a imergir no universo do sertão através da música, por meio de mediação musicada por todo o território expositivo do equipamento. Entrada gratuita.

Dia 19 de maio

Haverá tour com audiodescrição para pessoas com deficiência visual. A visita-guiada segue pela fachada do museu, seguindo para a  Praça do Juazeiro e a Vitrine Jóias da Coroa.  A mediação também oferece experimentação tátil do mapa da bacia do Rio São Francisco e do busto de Luiz Gonzaga. 

Dia 20 de maio

O último dia de programação será dedicado à atividade musical na Sala Imbalança, situada no primeiro andar. O espaço abrigará um encontro especial, com o tema Decifrando o Forró. A aula oferece total imersão no universo do forró, através de vivência prática e teórica sobre as variações e vertentes do gênero. A intervenção será comandada por Diogo do Monte.

Museu Cais do Sertão

Bairro do Recife

De terça a sexta-feira, das 10 às 16h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.

R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)

 

Neste sábado (14), no Recife, a Christal Galeria de Artes inaugurou a exposição do xilogravurista J. Borges. Localizado no Pina, na Zona Sul, o espaço vai ficar com suas portas abertas para a mostra 'Pernambuco por J.Borges' até 30 de julho deste ano. Logo em sua abertura, na manhã de hoje, um minidocumentário sobre o Patrimônio Vivo Imaterial de Pernambuco foi exibido ao público.

"Esperamos que essa exposição nos aproxime do que o Brasil tem de melhor, como nossa cultura e nosso povo. Assim como de nossos mestres Griôs, guardiões de uma sabedoria tão simples e monumental que ficamos nos sentindo pequenos e acolhidos ao seu lado, sonhando que possamos voltar a viver 'reunidos, respeitando o velho, o novo, o rico e o pobre' como nos disse o próprio artista J.Borges quando estivemos em seu ateliê em Bezerros", declarou Christiana Asfora Cavalcanti, uma das curadoras da exposição.

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A galerista completou: "O tema Pernambuco casa com a proposta desse segundo ano de existência da galeria que pretende se dedicar aos artistas locais, reconhecendo e potencializando a produção e representatividade desse grupo".

"Decidimos incluir J.Borges no calendário de exposições da Christal Galeria em 2022 diante da grandiosidade de sua obra e de seu percurso e cientes de que um nome como esse precisa estar em todos os espaços de arte", destacou a também curadora Stella Mendes.

A Christal Galeria de Artes fica na rua Estudante Jeremias Bastos, nº 266. As pessoas poderão conferir gratuitamente o trabalho de J. Borges de terça-feira a sábado, das 10h às 19h.

Uma réplica de uma escultura de Edgar Degas e um bronze de Pablo Picasso bateram recordes na quinta-feira em um leilão da Christie's em Nueva York.

A escultura "Cabeça de mulher (Fernande)" de Picasso foi a escultura em bronze mais cara do artista já vendida em um leilão, por 48,48 milhões de dólares.

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A cópia de "Pequena dançarina de 14 anos" foi vendida por 41,6 milhões de dólares, o maior preço em um leilão para uma obra de Degas.

A obra original de Degas (1834-1917) está em exibição na National Gallery of Art de Washington.

A escultura é um bronze com pátina marrom que representa com realismo e detalha uma jovem bailarina em seu vestido de musselina, com uma fita no cabelo.

A cópia leiloada é uma das réplicas feitas 10 anos após a morte do impressionista francês por Adrien-Aurélien Hébrard.

O recorde anterior para uma obra de Degas era 22,5 milhões de euros, registrado em 2015, por outra versão da pequena dançarina.

A escultura integrava a coleção de Anne Bass, empresária americana falecida em 2020 e mecenas de grandes museus dos Estados Unidos e do balé de Nova York. Ela também foi casada com o bilionário e herdeiro de um império de petróleo no Texas, Sid Bass.

Todas as obras foram expostas durante sua vida em seu luxuoso apartamento na 5ª Avenida em Manhattan: entre elas, duas pinturas do expressionista americano Marc Rothko (1903-1970), incluindo "Untitled (Shades of red)" que foi vendida por 66,8 milhões de dólares; e três pinturas de Claude Monet (1840-1926). Seu "Parlamento, Pôr do Sol", um óleo sobre tela escuro mas luminoso, foi vendido por US$ 75,96 milhões.

Na segunda-feira, Pablo Picasso (1881-1973) perdeu i título de obra mais cara do século XX em um leilão: "As Mulheres de Argel (versão 0)", vendido por 179,4 milhões de dólares em 2015, foi superado por um retrato de Marilyn Monroe feito por Andy Warhol, "Shot Sage Blue Marilyn", que foi vendido por US$ 195 milhões.

O Museu da Parteira marca presença na ação Ocupa Oficina, no próximo domingo (15), a partir das 14h, na Oficina Brennand, no bairro da Várzea, Recife. A ação aberta ao público exibirá a série de curtas documentário Saber de Parteira, com seis episódios.

"O Ocupa Oficina é uma ação no eixo das territorialidades, que visa a abertura do espaço do museu para projetos diversos. No mês de maio, comemoramos tanto o Dia Internacional da parteira como o do Museu, daí a pertinência da ocupação pelo Museu da Parteira", explicou Júlia Morim, antropóloga e integrante da equipe do Museu da Parteira.

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Durante o evento também será apresentado o curta Zefinha Parteira, com direção e roteiro de Bruna Leite, Cecília da Fonte e Júlia Machado. Além disso, no encontro, será realizada uma roda de conversa e uma homenagem à Dona Zefinha, parteira de Caruaru, que foi reconhecida como Patrimônio Vivo do município em dezembro de 2021 e faleceu em fevereiro de 2022.

Caracterizado como experimental, o Museu da Parteira planeja e realiza um conjunto de ações continuadas de salvaguarda, promoção e valorização dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais. Coordenado pelas Associações de Parteiras Tradicionais de Jaboatão dos Guararapes e de Caruaru, Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Grupo Curumim, o museu vem desenvolvendo ações em diversas esferas, através de exposições, publicações de livros, produção de filmes, realização de encontros e debates.

Por sua atuação, em 2018, o museu ganhou o Prêmio Ayrton de Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, na categoria Acervo Documental e Memória. A premiação é uma promoção da Secretaria de Cultura de Pernambuco e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

“Nosso grande foco é entender essas mulheres como detentoras de saberes tradicionais do partejado, que são passados de geração em geração", declarou Júlia. Os interessados em conferir o Museu da Parteira poderão se inscrever gratuitamente por meio do perfil da Oficina Cerâmica Francisco Brennand no Instagram.

Da assessoria

Um artista plástico com uma trajetória recente convida um artista plástico com carreira consolidada. Essa é a fórmula para uma série de exposições que estão programadas pela Cecí Galeria, espaço inaugurado pela arquiteta Cecília Ribeiro, em novembro de 2021, na Tamarineira, Zona Norte do Recife, mas que já está em sua terceira mostra, com “A Razão e o Sublime - Silvio Zancheti convida Raul Córdula”. A inauguração acontece nesta quinta (12), a partir das 17h, com a presença dos artistas. A entrada é gratuita.

“A ideia de juntar dois nomes tem caráter formativo. O objetivo é dar oportunidade a um artista em início de carreira não só de expor numa galeria, mas também de participar de todo o processo que antecede e finaliza uma exposição. O convite a um artista experiente também faz parte desse caráter, pois permite criar oportunidade de orientações sobre a prática profissional”, explica Cecília, que criou uma galeria virtual no Instagram durante a pandemia, mas o negócio começou a dar tão certo que decidiu montar um espaço físico para abrigar escritório e galeria.

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“Silvio Zancheti foi o meu professor na universidade. Quando comecei a pensar na galeria, reencontrei ele já como artista, que me apresentou sua produção. Assim, quando abri o escritório e surgiu a ideia do modelo das exposições, ele estava chegando e o convidei”, conta Cecília, que trouxe Luciano Pinheiro para ser o curador da exposição. São 11 obras, todas à venda. Zancheti, que é arquiteto, usa em seus oito quadros selecionados aquarela, nanquim e tinta acrílica, além de apresentar duas pinturas digitais. Para a mostra, escolheu quadros das séries “Minha Jornada” e “Arco-Íris”. Já da lavra de Córdula, conceituado artista paraibano radicado em Pernambuco, são três acrílicos sobre tela.

Para Luciano, a obra de Silvio e Raul tem uma forte conexão. “Silvio fez uma opção por uma arte mais abstrata, geométrica, construtivista, sem se ater totalmente ao racionalismo de um sistema fechado. Silvio, tal qual Raul, mescla, com sabedoria, o racional e o espiritual em suas obras. Isto os conecta, além de ambos trazerem o triângulo equilátero como princípio formador de suas composições plásticas”, explica ele, que também é desenhista, gravador, pintor e arquiteto.

Silvio diz que o trabalho de Raul Córdula é uma inspiração. “É um dos poucos artistas nordestinos que trabalha com figuras geométricas básicas, o círculo, o triângulo, o quadrado. O trabalho de Raul tem carga significativa muito grande. A geometria tem sempre um significado, é sempre simbólica. Raul é um artista que eu sigo há muitos anos. Temos uma afinidade de temas, geométrica e simbólica”, conta ele, que estreia sua segunda exposição (a primeira foi em 2020 no Museu do Estado de Pernambuco) e começou a se dedicar às artes depois que se aposentou.

“Silvio não é um jovem artista, é um artista novo. O trabalho dele é de uma beleza total”, diz Raul, que convida a todos e a todas para visitarem a exposição. “Artes plásticas é para ver. São artes visuais. Não é para ver a figura na televisão ou no livro. É pra ver, ver que tem textura. Ver que foi feita à mão. Ver que existe uma dimensão. Você vê uma figura numa revista, você não sabe o tamanho. Você só sabe o tamanho na frente de uma tela. Há um prazer no olhar”, fala Raul, paraibano de Campina Grande, pintor consagrado no país,  artista gráfico, cenógrafo, professor e crítico de arte.

A exposição “A Razão e o Sublime - Silvio Zancheti convida Raul Córdula” fica em cartaz até 2 de junho, de segunda a sábado, das 15h às 19h. 

Serviço:

Abertura da exposição “O Sublime e a Razão - Silvio Zancheti convida Raul Córdula ”

Onde: Cecí Galeria (Estrada do Arraial, 2541, sala 102, Tamarineira, Recife-PE)

Quando: 12 de maio de 2022 (quinta-feira), às 17h

Quanto: gratuito

Em cartaz de 12 de maio a 2 de junho

Horário: De segunda a sábado, das 15h às 19h

Informações: (81) 99924-8910 

Instagram: @ceci_galeria

Quanto você pagaria por um quadro da grande Marilyn Monroe? Na última segunda-feira, dia 9, um retrato da atriz, feito por Andy Warhol, foi leiloado por 195 milhões de dólares, cerca de um bilhão de reais. Segundo informações do jornal The New York Times, o valor ainda ficou abaixo do esperado pela casa de leilões Christie's, que esperava faturar pelo menos 200 milhões de dólares.

Com isso, o Shot Sage Blue Marilyn se tornou a obra mais cara do século 20. Posto que antes era ocupado por As mulheres de Argel, de Pablo Picasso - leiloado por 179,4 milhões de dólares (cerca de 926 milhões de reais), em 2015.

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Antes da venda, a obra pertencia à fundação dos irmãos Thomas e Doris Ammann, de Zurique, na Suíça. O valor arrecadado pela venda dessa, e de outras obras, será destinado para projetos de saúde e educação ao redor do mundo.

Um retrato de Marilyn Monroe de Andy Warhol, estimado em 200 milhões de dólares, é a estrela indiscutível da temporada de leilões que começa esta semana em Nova York com altas expectativas.

A Christie's espera que "Shot Sage Blue Marilyn", de Warhol, de 1964, se torne a arte mais cara do século XX na próxima segunda-feira.

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A Sotheby's não ficará muito atrás, pois espera que as vendas de arte moderna e contemporânea alcancem US$ 1 bilhão, em parte graças ao leilão da segunda parte da famosa coleção Macklowe.

"As expectativas são sem precedentes", comentou à AFP Joan Robledo-Palop, colecionador e presidente da galeria de arte contemporânea Zeit, de Nova York, sobre o entusiasmo gerado pela temporada.

A icônica obra de 1x1 metro de Warhol faz parte de uma série de retratos que o maior expoente da pop art fez de Marilyn Monroe após sua morte por overdose de barbitúricos em agosto de 1962.

Esta série de retratos foi renomeada "Shot" depois que um visitante do "The Factory", o estúdio de Warhol em Manhattan, abriu fogo contra eles, fazendo buracos nas telas. Mais tarde, as obras foram restauradas.

Alex Rotter, responsável pela arte dos séculos XX e XXI da Christie's, chama o retrato de Marilyn de "a pintura mais importante do século XX a ser leiloada em uma geração".

Até agora, o recorde de uma obra do século XX é de "As Mulheres de Argel", de Pablo Picasso, que alcançou US$ 179,4 milhões em 2015.

Por sua vez, o trabalho mais caro de Warhol até hoje é "Silver Car Crash" (Double Disaster) pelo qual 104,5 milhões foram pagos em 2013.

Outras obras importantes oferecidas pela Christie's são "Retrato do Artista como um Jovem Indigente" de Jean-Michel Basquiat, pintado em 1982 e que deve arrecadar mais de US$ 30 milhões, e "Untitle" (Shades of Red), de Mark Rothko, que vai à venda por 80 milhões.

A casa de leilões também oferece três obras de Claude Monet que devem chegar a 30 milhões cada.

- Rothko, Picasso, Richter -

"A cada duas décadas temos um leilão cuja qualidade é tão alta que não se vê normalmente. Esta temporada se tornou um desses momentos únicos", disse Rotter à AFP.

Depois de vender no outono passado a primeira parte da coleção que pertencia ao magnata imobiliário Harry Macklowe e sua esposa Linda antes do divórcio, avaliada em 600 milhões de dólares, a mais cara que chegou a leilão, a Sotheby's venderá as últimas 30 peças em 16 de maio.

Algumas das principais peças incluem "Seascape", trabalho de Gerhard Richter de 1975 estimado em mais de US$ 35 milhões, e um Rothko "Untitled", de 1960, que estará à venda por US$ 50 milhões.

A Sotheby's assegura que o leilão de arte dos séculos XIX e XX, que inclui obras de Picasso e Philip Guston, é o "mais valioso" da categoria em 15 anos.

A casa de leilões espera que a obra "Femme nue couchée", de Picasso, que será colocada à venda em leilão pela primeira vez, chegue a US$ 60 milhões. Outros destaques incluem uma vista de Veneza de Monet, com um preço inicial de US$ 50 milhões.

Brooke Lampley, chefe de vendas de arte da Sotheby's, espera que novos recordes sejam estabelecidos em todas as categorias.

"O mercado de arte é muito sólido. É por isso que vemos esse número surpreendente de obras à venda nesta temporada", disse ele à AFP.

O primeiro museu LGTBQ+ do Reino Unido abriu esta semana em Londres com o objetivo de celebrar a história e a cultura 'queer' e torná-la conhecida por "todos".

Instalado em um prédio de tijolos do século 19 em Granary Square, norte de Londres, o Queer Britain - financiado inteiramente por doações privadas - abriu suas portas na quinta-feira (5).

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Uma grande exposição de fotografias, obras de arte e roupas está planejada para o verão, mas os visitantes já podem encontrar imagens que exploram a história e a diversidade da comunidade britânica LGTBQ+, de travestis da era vitoriana a marchas do orgulho gay nos últimos anos.

Os pioneiros incluem Roberta Cowell, piloto de corridas e a primeira mulher trans britânica conhecida a passar por uma cirurgia de mudança de sexo, e Justin Fashanu, o primeiro jogador de futebol a se assumir publicamente como gay em 1990.

Este museu “é um lugar permanente para celebrar quem somos, as incríveis contribuições que fizemos à história e educar a nação para que também conheça essas contribuições”, disse à AFP Stephanie Stevens, uma das gerentes do museu.

Elisha Pearce, uma jovem de 21 anos, aprecia uma foto de soldados da Primeira Guerra Mundial vestidos como mulheres e admite que "não imaginava que esse tipo de foto existisse".

"É importante que entendamos como nossa história evoluiu e como chegamos onde estamos hoje", disse.

As fotografias em exibição também mostram até onde chegou, por exemplo, a aceitação do gays em cargos eleitos.

Em 1977, o Partido Trabalhista recusou-se a investir Maureen Colquhoun, a primeira deputada trabalhista abertamente lésbica. A decisão foi revertida um ano depois pela liderança do partido.

Décadas depois, Ruth Davidson, uma política abertamente gay, tornou-se uma líder popular dos conservadores escoceses até sua saída em 2019.

Além disso, o deputado conservador Jamie Wallis, que se assumiu abertamente transgênero em março deste ano, recebeu mensagens de apoio de todo o espectro político, incluindo o primeiro-ministro Boris Johnson.

A homossexualidade deixou de ser crime na Inglaterra e no País de Gales em 1967. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido desde 2014 na Inglaterra, Escócia e País de Gales, mas apenas desde 2020 na Irlanda do Norte, onde os unionistas ultraconservadores no poder se opuseram ferozmente.

No entanto, a comunidade LGTBQ+ ainda tem várias batalhas pendentes. No mês passado, precisou se mobilizar quando o governo britânico quis retirar uma proibição a terapias de conversão com o objetivo de mudar a orientação sexual.

As cenas eróticas são tão explícitas que fazem o visitante corar na ambiciosa exposição sobre arte e erotismo na antiga cidade romana de Pompeia, no sul da Itália, repleta de esculturas e pinturas de seios, nádegas e falos.

Das estátuas nuas que adornavam os jardins às pinturas eróticas que decoravam as paredes dos quartos, os habitantes da cidade, soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79, viviam em um cenário que desperta admiração e curiosidade entre os arqueólogos e visitantes do famoso Parque Arqueológico perto de Nápoles.

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Sob o lema "Arte e sensualidade nas residências de Pompeia", o diretor do sítio arqueológico, o alemão Gabriel Zuchtriegel, reuniu cerca de 70 objetos, esculturas e afrescos de residências particulares, termas, espaços públicos ou tavernas de vinte séculos atrás.

"Nas primeiras escavações, realizadas no século XVIII, Pompeia revelou-se uma cidade onde reinavam a sensualidade e o erotismo, que era um tema onipresente", explicou o especialista à AFP diante das estátuas de magníficos centauros - criaturas míticas, metade homem e metade cavalo.

"Desde que começaram as descobertas, esse tema gerou vergonha e perplexidade, mas também curiosidade", comentou, depois de lembrar que o então rei de Nápoles, que financiava as escavações, mandou "guardar a sete chaves, em lugar secreto, os objetos mais obscenos, como eram chamados então".

Esse lugar secreto ainda existe e está no Museu Arqueológico de Nápoles.

- Cultura mais aberta -

Um homem com um enorme pênis ereto surpreende o visitante que entra na exposição. É a estátua do deus Príapo, que curiosamente não tinha nenhuma conotação erótica para os romanos, pois simbolizava fertilidade e prosperidade.

Costumava ser colocado no átrio, ou seja, na entrada das residências romanas, como sinal de bom augúrio.

"Ela recebe os visitantes da exposição e de alguma forma os avisa que nem sempre representa eros, mesmo que a imaginação moderna atribua esse significado a ele", diz Tiziana Rocco, funcionária do parque de Pompeia.

As reações constrangedoras e sorrisos velados de alguns turistas diante do falo anômalo mostram que o assunto ainda é tabu para alguns.

"Acho que a cultura americana é muito pudica com o corpo humano", comenta um turista de Seattle (noroeste dos EUA).

"Adoro saber que a cultura antiga era mais aberta e disposta a mostrar e glorificar o corpo humano", reconhece, enquanto percorre de bermuda e óculos escuros os cômodos de uma casa pompeiana.

Em frente às pinturas que adornam as paredes de um "cubulum", o equivalente a um quarto, as paredes são decoradas com um ciclo de imagens eróticas explícitas, incluindo a de um homem e uma mulher fazendo amor.

É possível que seja uma referência à abundante literatura erótica que floresceu na época, dizem os especialistas.

Uma série de lamparinas a óleo decoradas revelam decorações travessas e servem para explicar às crianças um argumento tão complexo quanto o da sensualidade.

"O assunto pode parecer difícil, mas está em toda parte em Pompeia, por isso deve ser explicado às crianças de uma forma ou de outra", afirma Gabriel Zuchtriegel, que criou um guia ilustrado para a ocasião.

Acompanhado de belas ilustrações coloridas, o guia fala sobre Narciso (um caçador de grande beleza que se apaixonou pela própria imagem), de Dionísio (deus da videira, do vinho e seus excessos), de Hermafrodita (fruto do amor dos deuses Hermes e Afrodite, com órgãos sexuais masculino e feminino).

"Uma forma divertida de conhecer as diferentes figuras dos mitos gregos presentes em Pompeia", resume.

Incorporando lembranças por meio de fotografias, vídeos, áudios e jornais deixados pelo pai, a artista visual Carol Abreu, com a curadoria de Felipe Pamplona, realiza sua primeira exposição individual: “Studio Som Jolie”. Ao fazer parte de mais um desdobramento da sua pesquisa poética, que reúne reflexões sobre a vida, memórias afetivas e música, a mostra é sobre sentimentos, sensações e histórias pessoais compartilhadas com o público.

“Eu me sinto muito feliz em partilhar esse momento, trazer a memória afetiva como tema para se discutir, para se ver e trocar diálogos com o público, com os espectadores que vem aqui. Para mim, é uma honra poder realizar essa exposição”, diz.

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A inspiração do nome e de tudo que há na exposição é o estúdio que seu pai, Aldemário Abreu, mantinha em casa. Em 2020, Carol o perdeu e isso a fez observar o espaço com outros olhos. “Até então, eu sempre estava lá ao lado do meu pai ouvindo música, mas eu nunca parava para olhar de uma outra forma, escavar com curiosidade o que tinha lá. Eu só olhava os discos, ouvia música com ele e partilhava isso. No entanto, a partir desse momento que eu perco ele, eu começo a entrar no estúdio, começo a escrever sobre isso.”, relata.

Carol considera que tudo que seu pai deixou foi, de alguma forma, para que ela publicasse posteriormente, para rememorar tudo que foi vivido e guardado, compartilhando um pouco da vida que tiveram juntos.

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A artista não sabe dizer ao certo a razão da escolha do nome do estúdio. Entretanto, ressalta que a apreciação intensa pela música e o início da coleção de vinis de Aldemário se iniciou quando ele ainda tinha 14 anos. Ao ser questionada se ele a inspirou a ser artista, Carol conta: “Na verdade, eu digo que ele é o artista real de toda essa exposição. Essa exposição é composta pelos trabalhos dele. Eu digo que eu sou uma condutora desse trabalho, desses áudios, das fotografias que ele deixou, e articulo essa exposição, por meio da arte dele”.

Aldemário costumava dizer que deixava mensagens para a posteridade, algo muito apreciado por Carol que, através de sua exposição interativa, também permite que os visitantes transmitam um pouco de si por meio de registros em texto e áudio. Partilhando narrativas e proporcionando diferentes vivências aos espectadores por meio, também, de conversas, a artista acredita que o sentido da vida e da arte se encontra no compartilhamento de memórias e no conhecimento da ancestralidade.

Carol ressalta que sua exposição existe para fazer com que ocorram trocas e diálogos, formas de repensar as memórias afetivas, na família e nas pessoas com quem o público se relaciona. Além disso, também presume que é para relembrar da década de 60 e reviver um pouco a época do vinil e da fita cassete.

A mostra encontra-se no Espaço Cultural do Banco da Amazônia (Av. Pres. Vargas, 800 - Campina, Belém/PA) e estará disponível até o dia 5 de maio, das 9 às 17 horas.

Por Lívia Ximenes, Giovanna Cunha e Clóvis de Senna (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

Foi inaugurada na última sexta-feira (29), no Atelier Pangeia, no Bairro do Recife, a Exposição Veneza Teimosa, promovida em parceria com a Ong Paratodos. A exibição coletiva reúne obras de oito artistas periféricos da capital pernambucana, que ganharam o prêmio em residência e mentoria artística -  Veneza Teimosa, realizado em 2021.

O prêmio culminou com a exposição de obras que fazem parte do projeto social e cultural que busca, incentiva e promove talentos periféricos a desenvolverem suas expressões culturais. O çançamento da exposição contará com apresentação da poetisa Priscila Ferraz.

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"A Ong Paratodos firmou termo de parceria com a equipe da Veneza Teimosa, na linha de ação Arte Paratodos, com intuito de apoiar artistas de periferia nesse processo  de criação e de ascensão de seus talentos e trajetórias profissionais. Com isso, vamos lançar a exposição conjunta desses jovens periféricos", explicou a presidente da Ong Paratodos, Marina Maciel.

Com foco em artistas periféricos, o Prêmio de Residência e Mentoria Artística Veneza Teimosa lança artistas como Amori, Brenda Bazante, Bubu, Jean Carvalho, Kadu Xukuru, Rayana Rayo, Tereza Pernam e Thais Barreto. Idealizada pelo curador de arte, Aslan Cabral, e pela historiadora da arte, Monica Bouqvar, as preparações para a Exposição Veneza Teimosa iniciaram ainda em 2021, com a seleção de artistas locais para treinamento e incentivo para criação de obras.

"Nós fomos os curadores de artistas que estão mais à margem da sociedade. O Prêmio de Arte Contemporânea foi em busca de minorias. Tivemos mais de 100 inscritos, escolhemos oito e destinamos valor para apoiar criações artísticas. Nosso intuito é impulsionar a arte e apoiar pessoas que precisam de incentivo", declarou Monica Bouqvar.

O título do projeto Veneza Teimosa tem como referência a comparação histórica e controversa entre as cidades de Recife e Veneza, e a Teimosia, elemento fundamental para resistência de levantes culturais e para o enfrentamento de abusos de poder, como no caso da comunidade Brasília Teimosa.

"Diversidade, além de um elemento político, também é um conceito artístico. Com efeito, o recorte do programa Veneza Teimosa serve como vetor cultural", conta Aslan. "Quem visitar a exposição poderá expandir, junto com todo mundo que fez parte da residência, seus parâmetros de arte, bem como entrar em contato com artistas os quais o Brasil ainda vai conhecer, nos próximos anos", complementou Monica. A mostra, que vai até 9 de maio, tem entrada gratuita.

Da assessoria

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