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| Ciência e Saúde

O Dia Nacional do Diabetes, celebrado neste domingo (26), reforça a importância de hábitos saudáveis para evitar a doença, que acomete mais de 537 milhões de adultos com idade entre 20 e 79 anos, representando 10,5% da população mundial nessa faixa etária. Os dados são do Atlas do Diabetes 2021, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF).

O Brasil é o sexto país em incidência de diabetes no mundo e o primeiro na América Latina -- são 15,7 milhões de pessoas adultas com esta condição, e a estimativa é que, até 2045, a doença alcance 23,2 milhões de adultos brasileiros.

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A aposentada Walquiria Lopes, de 64 anos, teve o primeiro sinal de que poderia estar com a doença em um teste de rotina no escritório em que trabalhava. Após um mês de acompanhamento médico e aferição diária da glicemia capilar, ela recebeu o diagnóstico: diabetes tipo 2.

“Fiquei muito assustada pois já queriam até me aplicar insulina, porque já [o índice] estava muito alto. Aí comecei o tratamento com um endocrinologista. A descoberta é muito importante, porque eu não tinha sintomas, o diabetes é uma doença silenciosa. Eu não tinha sede, pois eu já tomava água por causa de cálculos renais. Já não comia muito doce, mas comia muito carboidrato, e não sabia que este também podia causar a doença”, lembra Walquiria. A aposentada destaca a importância dos exames e diz que foi com a picadinha no dedo que teve o alerta. A confirmação da doença veio depois, com exames de sangue.

Walquiria aprendeu a conviver com o diabetes, controlando a doença de forma adequada. “Continuo não tendo sintoma nenhum, mas convivo com a doença fazendo exames periódicos, tomo a medicação e vou ao médico regularmente.” Ela reforça que o exame é importante porque, se o diabetes for descoberto precocemente, a pessoa já pode iniciar o tratamento. Com o tratamento adequado, a vida é perfeitamente normal, afirma.

Tipos

Existem quatro tipos de diabetes, explica o endocrinologista e presidente da Associação de Diabetes do ABC, Marcio Krakauer. “O do tipo 1 acontece por uma doença autoimune, em que o corpo para de produzir insulina naquele momento (ou poucas horas e dias antes), e os sintomas são excessivos, como fome, sede intensa, perda de peso, visão embaçada, infecções urinárias e genitais, dores no corpo”.

Nesse tipo, quando se repõe a insulina, o indivíduo fica bom rapidamente. O diabetes do tipo 2 é uma doença que mistura o hereditário com o ganho de peso e vai surgindo de forma muito lenta na vida. Em geral, quando se faz um diagnóstico por causa de tais sintomas, estes já existem há cerca de cinco anos ou mais, acrescenta o médico. Segundo Krakauer, o diabetes do tipo 2 é completamente assintomático ou pouco sintomático.

Já o pré-diabetes é uma condição bem inicial. “Nós damos esse nome, mas, na verdade, a glicose já não está normal. O diagnóstico é feito por números de glicose na ponta do dedo, ou do exame hemoglobina glicada ou do exame de curva glicêmica. É o início da história do diabetes”, e aí as pessoas precisam ser tratadas para evitar que fiquem com diabetes, ressalta o médico. 

O diabetes gestacional é aquele que aparece por causa da gravidez. “Em geral, são mulheres obesas, que têm história de pais com diabetes tipo 2 e que, quando estão entre a 26ª e 28ª semanas de gestação, por conta dos hormônios da gravidez, podem apresentar a glicose elevada, o diabetes. Essas mulheres devem tratar-se porque pode haver muitas complicações para mãe e para o bebê”, observa Krakauer.

Conviver com a doença

Os riscos do diabetes são vários, mas há formas adequadas de controlar a doença. “Todos [os tipos de diabetes] precisam de mudança de estilo de vida: primeiro plano, alimentar-se de forma saudável, nutricionalmente adequada. Aqueles que estão acima do peso devem perder peso, os que estão abaixo do peso, ganhar ou manter o peso”, destaca o médico.

Ele acrescenta que é importante reduzir os carboidratos simples e dar preferência aos carboidratos integrais, ingerindo-os em pequena quantidade, e ter a alimentação fracionada ao longo do dia. O prato precisa ser composto de forma saudável: metade de legumes, verduras, saladas, um quarto de carboidratos integrais e um quarto de proteína, que pode ser vegetal ou animal.

Quem tem diabetes tipo 1 precisa fazer a reposição de insulina, já que não produz o hormônio, e manter hábitos de vida saudáveis. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável por levar a glicose que está no sangue para o interior das células.
Já o diabetes gestacional, dependendo da situação, pode ser tratado só com alimentação saudável. “Se necessário, o diabetes gestacional pode ser tratado com insulina. Por enquanto, não se utiliza medicamento oral. Apesar de alguns estudos liberarem a metformina, por enquanto só se libera a insulina durante a gestação. E atividade física também. Aliás, a atividade física é importante para todos os tipos de diabetes e para todas as pessoas.”

De acordo com o médico, para conviver com a doença, é preciso monitoramento e educação. “É preciso fazer teste na ponta do dedo ou usar a medição da glicose continuamente para tomada de decisão, tanto para enxergar o efeito da alimentação, o efeito da parte emocional, da glicose no sangue, o efeito do exercício, dos remédios, da insulina. A monitorização é muito importante.”

Krakauer explica que, quando o diabetes está bem compensado, com parâmetros perto da normalidade, a chance de complicações crônicas é mínima. “Mas aqueles que estão [com o diabetes] mal controlado e por muito tempo, podem ter complicações nos olhos -- a doença é a maior causa de cegueira no mundo –, no coração e doenças arteriais periféricas.”

Podem advir ainda problemas neurológicos, alerta o médico. “Chamamos de neuropatia do diabetes, que aumenta muito a chance de perder a sensibilidade nos pés. Esses indivíduos podem ter infecções e sofrer amputações, além de doença renal do diabetes que leva à hemodiálise ou ao transplante de rim. E várias outras questões, como gordura no fígado, doenças pulmonares, pior resposta às infecções, como, por exemplo, a covid-19.”

O médico explica que quem tem diabetes responde mal à doença porque a glicose alta diminui a imunidade às infecções. “Quando a doença está controlada e bem compensada por muito tempo, isso não ocorre”.

Prevenção

A fórmula alimentação saudável e exercícios físicos é o meio mais efetivo de prevenir a doença, orienta o especialista. “A mistura é: alimentação saudável, perda de peso para quem está acima do peso, muito exercício físico, tomar muita água, dormir direito e reduzir o estresse,  quando possível.”

Krakauer enfatiza que alimentos ultraprocessados também aceleram a incidência da doença. “Ultraprocessados são alimentos com alto teor de farinha branca, açúcares e gorduras, que fazem mal ao organismo. O indivíduo que tem tendência ao diabetes tipo 2, pode, com o excesso de ultraprocessados, ganhar peso muito rapidamente na região da barriga e apresentar excesso de gordura no fígado e no pâncreas [esteatose hepática ou pancreática], o que é um fator de risco gigantesco para o aparecimento da doença.”

Ficar longe do cigarro e das bebidas alcoólicas é outra maneira de diminuir o risco de ter a doença, diz o médico. “Não fumar em hipótese alguma, reduzir as bebidas alcoólicas, para quem as toma em excesso, levar a vida de forma saudável, o máximo que conseguir. Algumas vezes, podem ser indicadas medicações capazes de reduzir o risco do diabetes em torno de 30%.”

Portal

Iniciativas que forneçam informações de qualidade contribuem para o gerenciamento adequado da condição é uma forma de ajudar quem busca conhecimento. Uma delas é o portal Tipo Você, que reúne conteúdos informativos e educacionais para que pacientes e familiares aprendam e aperfeiçoem o gerenciamento do diabetes.

Lançado na última semana pela Roche Diabetes Care, o portal visa auxiliar as pessoas com diabetes a entender as medidas adequadas e a cuidar cada vez mais da saúde.

Para o médico, informação é essencial para a mudança no estilo de vida de quem quer evitar o diabetes e de quem precisa conviver com doença. “É mudança de estilo de vida. E é preciso ter conhecimento, informação, educação para atingir a transformação.”

Queda de cabelos preocupa e gera muitas dúvidas no paciente quanto à causa, gravidade do problema e como tratar. Alguns graus de calvície são passíveis de tratamento clínico e cirúrgico simultaneamente. O procedimento, que tem sido buscado cada vez mais por homens e mulheres, deve ser feito por médico especialista no assunto. Para saber se há indicação do transplante é fundamental realizar uma consulta, exame e esclarecimento com o médico especialista.

O transplante capilar é uma cirurgia minimamente invasiva que pretende implementar folículos pilosos (estruturas localizadas na pele e de onde nascem os cabelos ou pelos) nas áreas onde não exista cabelo ou onde exista em uma menor densidade. Estes folículos são retirados das áreas onde existe cabelo, habitualmente da região da nuca e das partes laterais do couro cabeludo.

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“O transplante capilar é um procedimento extremamente seguro. Desenvolvi a técnica Preview Long Hair de transplante capilar sem raspagem da cabeça, sem curativo, com fio longo, para FUE (folicular unit extraction) ou FUT (follicular unit transplantion), com anestesia local pura ou com sedação, além de outras técnicas complementares que mostram resultados muito eficazes”, afirmou o Dr. Marcelo Pitchon, médico cirurgião, que opera em São Paulo e Minas Gerais, e é referência internacional no assunto.  

Mas nem todas as pessoas possuem indicação para efetuar um transplante capilar. É necessário que exista sempre uma avaliação prévia por parte de um médico dermatologista para que seja efetuado o diagnóstico definitivo e excluir algumas patologias que possuem contraindicação para o transplante capilar. Ou seja, o tratamento é recomendado a doentes que possuam as condições que permitam resultados duradouros. Isto porque algumas patologias comprometem os resultados esperados.

De um modo geral, é recomendada a doentes com as seguintes patologias: calvície masculina ou feminina e pessoas que perderam cabelo após uma queimadura ou ferimento no couro cabeludo. O pré-operatório é simples e requer apenas algumas análises ao sangue, como um hemograma, função renal, estudo da coagulação, entre outros. Não é preciso realizar jejum antes da realização da cirurgia. "Um atendimento personalizado desde a primeira consulta é fundamental”, alertou Pitchon.  

Uma das técnicas mais populares atualmente é a raspada. “Criei a técnica agora premiada, sem raspagem da cabeça pensando nas mulheres e nos homens que não querem ter suas cabeças raspadas para um transplante capilar. A técnica é super minuciosa, artesanal e o procedimento é feito com anestesia local. A colocação das unidades foliculares é realizada uma a uma e, para isso, trabalhamos com lupas de aumento. Utilizamos "micro punches", “micro agulhas” ou “micro lâminas”, que são instrumentos que possibilitam realizar micro incisões circulares ou lineares para extrair as unidades foliculares, que serão depois implantadas na área calva”, explicou Pitchon – o primeiro brasileiro ganhador em 2021 do maior prêmio científico mundial da cirurgia capilar, o Golden Follicle Award, prêmio anual da ISHRS. Antes do procedimento, o médico recomenda a realização do exame de tricoscopia e um planejamento completo.  

O transplante capilar sem raspagem da cabeça e com o uso de fios longos pode ter a duração de três a oito horas, não requer internação - e o paciente estará liberado para a maioria das atividades em 24hs. Segundo o médico, a maioria dos pacientes já apresenta uma diferença significativa quanto ao crescimento de fios após seis meses do transplante, mas o resultado final pode ser observado após de nove a 12 meses.

O tratamento e o tipo de técnica usada deve ser personalizado para as necessidades de cada paciente. Os resultados após o transplante capilar são “quase” definitivos, desde que se mantenha um acompanhamento e tratamento pós-operatório em consulta da dermatologista. E o processo de cicatrização fica completo ao fim de três ou quatro dias e não fica visível qualquer cicatriz linear.   

 

Os casos de Covid-19 continuam crescendo no país, desde meados de abril, e já respondem por 71,2% das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os dados são do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 13 de junho.

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A análise aponta que a curva nacional de contágio pelo vírus Sars-CoV-2 mantém sinal de crescimento e que a predominância da doença ocorre na população adulta e em crianças e jovens a partir dos cinco anos de idade. Na faixa de zero a quatro anos, verifica-se o predomínio do vírus sincicial respiratório (VSR), seguido de Sars-CoV-2, rinovírus e metapneumovírus.

Segundo o boletim divulgado nessa terça-feira (21), nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, 3,5% dos casos de SRAG com comprovação laboratorial deram positivo para influenza A, 0,3% para influenza B, 12,7% para vírus sincicial respiratório e 71,2% para Sars-CoV-2. Entre os óbitos, 2,6% foram por influenza A, 0% para influenza B, 2,3% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 91,9% para Sars-CoV-2.

Os dados apontam que este ano foram registrados 27.302 óbitos de SRAG, sendo que, entre os que tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3,6% foram por influenza A, 0,1% influenza B, 0,7% de vírus sincicial respiratório (VSR) e 96,4% de Sars-CoV-2.

Estados

Entre as 27 unidades da federação, 17 estão com indícios de crescimento na tendência de SRAG de longo prazo, que inclui as últimas seis semanas analisadas: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. As outras dez estão com sinal de estabilidade ou queda.

A Fiocruz frisa que, embora não se destaque no dado nacional, o vírus da gripe Influenza A mantém sinal de crescimento em diversas faixas etárias no estado do Rio Grande do Sul.

Nas capitais, 19 apontam para sinal de crescimento da SRAG na tendência de longo prazo: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Plano Piloto e arredores em Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Apenas Palmas encontra-se em uma macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico e São Luiz em nível epidêmico de SRAG. Das outras capitais, 19 estão em nível alto (Aracaju, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória), seis em nível muito alto (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio Branco e São Paulo) e nenhuma em nível extremamente alto.

Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo, identificaram um método com potencial para prever a gravidade da infecção por Covid-19 nos pacientes, a partir da análise do plasma sanguíneo. O sistema pode servir como ferramenta de triagem no atendimento dos infectados e ser utilizado a fim de evitar a evolução da doença. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Proteome Research.

De acordo com a pesquisa, os pacientes infectados pela doença tiveram variações na concentração de seis substâncias encontradas no sangue, chamadas de metabólitos, sendo elas glicerol, acetato, 3-aminoisobutirato, formato, glucuronato e lactato. As análises revelaram que, quanto maior o desequilíbrio na quantidade dessas substâncias no início da infecção, mais graves eram os quadros de saúde que os pacientes desenvolviam.

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Plasma

Foram analisadas amostras de plasma sanguíneo de 110 pacientes com sintomas gripais que passaram, em 2020, pelo Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sendo que 57 deles não estavam infectados por Covid-19 e os outros 53 eram casos positivos recentes da doença.

Os pesquisadores observaram que, dos infectados, dez pacientes apresentaram complicações e chegaram a ser internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com registro de duas mortes. Esse grupo com quadro de maior gravidade apresentou, no início da infecção por Covid-19, variações mais acentuadas na concentração dos metabólitos citados.

Os resultados do estudo podem contribuir, conforme apontou o IQSC, para o desenvolvimento de um novo protocolo clínico que ajudaria médicos e hospitais a identificarem, já nos primeiros dias de sintomas, pacientes que possam desenvolver a forma grave da doença, permitindo que intervenham para evitar a evolução da doença.

Ainda segundo o IQSC, para validar a técnica, os pesquisadores planejam ampliar o número de amostras de plasma sanguíneo avaliadas e incluir novos grupos, como os vacinados que contraíram a Covid-19, nos próximos passos do estudo. Além disso, eles pretendem incluir informações sobre gênero e idade nas estatísticas.

O Ministério da Saúde notificou mais dois novos casos de varíola dos macacos no país, totalizando 11 confirmações da doença. As novas detecções de contaminados pelo vírus monkeypox foram feitas pelo Laboratório Adolf Lutz em São Paulo por meio do método de isolamento viral.

Os dois pacientes são brasileiros, do sexo masculino, têm entre 36 e 38 anos, são residentes no estado de São Paulo e com histórico de viagem para a Europa. Os dois apresentam quadro clínico estável, não tem complicações e estão sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do estado e do município.

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Segundo o ministério, todas as medidas de contenção e controle da doença foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de varíola dos macacos, com o isolamento dos pacientes e rastreamento dos seus contatos.

O Ministério da Saúde, por meio da Sala de Situação e do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS) Nacional, segue em articulação direta com o estado de São Paulo para o monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos.

No momento, o Brasil registra 11 casos confirmados, sendo sete em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Mais dez casos suspeitos permanecem em investigação. Dois dos casos confirmados receberam alta e os outros seguem isolados e em monitoramento.

Apenas cinco minutos repetindo posturas como a da “Ponte” e do “Camelo” são suficientes para deixar um iogue, novo ou veterano, com o corpo mais relaxado. Independentemente da experiência em ioga, praticar regularmente pode trazer benefícios múltiplos à saúde. A acessibilidade da prática também é grande: o praticante precisa de pouco ou nenhum equipamento e pode exercitar as posturas aprendidas em qualquer lugar com espaço suficiente para se mover. 

Aquele pequeno espaço ao lado da cama? O chão da própria sala? Ambos apropriados para começar a vida de iogue. Basta posicionar o tapete em um local adequado e o praticante está pronto para iniciar. 

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Além disso, não importa o que a cultura do Instagram diga – enraizado nas práticas espirituais da Índia, o ioga é menos sobre ficar de ponta cabeça e muito mais sobre construir força mental e física, e consolidar hábitos saudáveis para a vida. Neste 21 de junho, que celebra o Dia Mundial do Ioga, profissionais convidam praticantes e não praticantes a refletirem sobre o verdadeiro sentido de "iogar".

“Ioga não é para ser fácil ou te transformar num ser ‘zen-namastê-gratiluz’. Aprendi que não é sobre flexibilidade corporal ou sobre a conquista de ‘posturas avançadas’, que decorar uma série de posturas pré-determinadas não faz ninguém se tornar um yogini. Os āsanas (posturas) têm importância no caminho do ioga, mas representam uma parte pequena do mesmo”, é o que explica ao LeiaJá a iogue Laura Melo (@yogacomlaura no Instagram), de 54 anos, instrutora desde a década de 80. 

Para Melo, as posturas funcionam como “meios” e não como “fins” na prática do ioga. “A prática é sobre mergulhar profundamente e incansavelmente em sua verdadeira identidade. Você precisa entender que o ioga não é sobre flexibilidade extrema ou contorcer seus músculos e coluna em formas extravagantes. Trata-se de respirar, encontrar força interior através da meditação e criar liberdade no corpo com poses básicas de ioga”, diz a profissional. 

Ela adverte: “Portanto, não se preocupe em perder peso ou se curvar para trás (isso virá em breve). Em vez disso, entenda que o ioga é um processo e um estilo de vida. Entenda que mesmo que você não consiga fazer algumas das posturas mais complexas, fazer um esforço para perceber a respiração e guiá-la cuidadosamente terá efeitos igualmente profundos em sua prática, e isso é muito mais profundo do que ser capaz de jogar o pé atrás da cabeça”. 

Asanas: conheça algumas 

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Benefícios do ioga 

1. Melhora a força, equilíbrio e flexibilidade 

Movimentos lentos e respiração profunda aumentam o fluxo sanguíneo e aquecem os músculos, enquanto manter uma postura pode aumentar a força. 

2. Ajuda no alívio da dor nas costas 

Ioga é tão bom quanto alongamento básico para aliviar a dor e melhorar a mobilidade em pessoas com dor lombar. 

3. Pode aliviar os sintomas da artrite 

A ioga suave demonstrou aliviar um pouco do desconforto das articulações sensíveis e inchadas de pessoas com artrite, de acordo com uma revisão da Johns Hopkins de 11 estudos recentes. 

4. Beneficia a saúde do coração 

A prática regular de ioga pode reduzir os níveis de estresse e inflamação em todo o corpo, contribuindo para corações mais saudáveis. Vários dos fatores que contribuem para doenças cardíacas, incluindo pressão alta e excesso de peso, também podem ser abordados através do ioga. 

5. Ajuda a dormir melhor 

Pesquisas mostram que uma rotina consistente de ioga na hora de dormir pode ajudá-lo a ter a mentalidade certa e preparar seu corpo para adormecer e permanecer dormindo. 

6. Pode significar mais energia e bom humor 

Você pode sentir um aumento da energia mental e física, um aumento no estado de alerta e entusiasmo e menos sentimentos negativos depois de entrar em uma rotina de praticar ioga. 

7. Ajuda a controlar o estresse 

De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde, evidências científicas mostram que o ioga apoia o gerenciamento do estresse, saúde mental, atenção plena, alimentação saudável, perda de peso e sono de qualidade. 

 

Dia 21 de junho é comemorado, mundialmente, o Dia Internacional do Yoga. Já a filosofia Ayurveda preza pelo cuidado do corpo e da mente e está igada à prática do yoga. Os dois, juntos, levam ao bem-estar e uma melhor qualidade de vida por meio da harmonia física e mental. Yoga significa união e integração. Trata-se de uma prática integral que une o corpo, emoções, pensamentos e energias com o universo, promovendo o equilíbrio completo do ser.

O exercício engloba alongamento, respiração e meditação; com isso, relaxa a mente e fortalece o corpo. A prática de Yoga possui uma grande importância para a ciência Ayurveda, que busca o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Esse equilíbrio envolve, também, cuidados com o corpo. O Yoga auxilia quem procura pacificar a mente e conectar-se com o seu "eu" interior, além de melhorar a saúde em diversos aspectos. As posturas, chamadas de asanas, praticadas durante as aulas ajudam a eliminar o estresse, depressão e a promover o controle das diabetes, alívio de dores musculares e até mesmo dos distúrbios gástricos.

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Alguns asanas atuam diretamente na flexibilidade de ligamentos e tendões. Já os exercícios respiratórios, chamados de pranayamas, auxiliam na ampliação da capacidade pulmonar. Por meio desses exercícios, você aprende a usar o seu pulmão de forma correta. São benéficos para quem possui hipertensão, asma e bronquite. Também favorecem redução de ansiedade, estresse e insônia pelo relaxamento que os exercícios respiratórios proporcionam.  

Todos podem praticar Yoga – inclusive é recomendado para diversas faixas etárias - desde que seja sob orientação de um instrutor especializado. Consulte um médico caso tenha alguma restrição corporal, caso haja, peça auxílio de um profissional para instruir corretamente. O resultado é uma vida mais equilibrada, tranquila, com paciência e autoconfiança e melhor qualidade de vida.

O Brasil vive uma nova alta de casos de covid-19. Com as sublinhagens BA.4 e BA.5 da Ômicron, o comportamento humano no frio e o relaxamento de medidas de proteção, a média móvel de infecções mais do que dobrou nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, na segunda-feira, 20, o Ministério da Saúde expandiu o público elegível à quarta dose da vacina.

Frente a esse cenário, surgem diversas dúvidas sobre imunização: após o teste positivo, quando devo me vacinar? Preciso mesmo me vacinar após a infecção? Meu exame deu positivo logo após a vacina, devo me preocupar?

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Confira as respostas:

Tive covid. Quanto tempo devo esperar para tomar reforço?

Em nota, o Ministério da Saúde disse não indicar a aplicação do imunizante contra covid em pessoas que apresentem sintomas de síndromes respiratórias. "Idealmente a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total, e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas", recomendou. "Para pessoas assintomáticas, a espera deve ser de quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR ou teste antigênico positivo."

Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que após a finalização do período de isolamento e desaparecimento dos sintomas mais "agudos", já é possível buscar o reforço. "Ficou uma tosse seca, perda do paladar. A perda de paladar, infelizmente, isso pode se manter por um bom tempo. A partir do momento que o quadro agudo passou, que a pessoa está melhor, ela pode tomar qualquer vacina."

Ela diz que a espera do desaparecimento dos sintomas para tomar uma dose do imunizante é uma maneira de conseguir acompanhar melhor a evolução do quadro da própria doença.

Quanto a aguardar quatro semanas do diagnóstico, Isabella diz que "hoje não temos mais essa restrição". "Exceto para crianças de 5 a 11 anos e adolescentes."

Positivei logo após tomar a vacina, devo me preocupar?

Em um primeiro momento, é preciso salientar que a vacina não causa a doença, ou seja, provavelmente você estava infectado previamente. "Se você tomou a vacina e descobriu que está com covid, tranquilo, não se espera que aconteça nada com você", diz Isabella.

Preciso tomar reforço mesmo após ter sido infectado?

Sim. Algumas pessoas pensam que após terem sido infectadas já estão plenamente protegidas. Isabella Ballalai destaca que não é verdade.

"A gente tem evidências de que a imunidade pela doença também não se sustenta. Inclusive com algumas evidências que pessoas que tiveram infecção pela Ômicron estão se reinfectando em até 20, 30 dias depois", explica.

Por que é importante tomar uma dose de reforço?

A aplicação de doses de reforço faz frente a estudos que demonstram que, ao longo do tempo, os níveis de anticorpos neutralizantes caem. "Temos verificado que se faz necessário, depois de aproximadamente quatro meses, ter uma dose de reforço para garantirmos a menor circulação do vírus e impedirmos cada vez mais que o paciente venha a ter o quadro mais grave da doença", explicou Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em uma entrevista coletiva na segunda-feira, 20.

Isabella destaca que o reforço se torna ainda mais importante em um momento em que há novas variantes, a BA.4 e a BA.5, em circulação. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas carregam mutação que parece estar relacionada a maior transmissibilidade e escape imune - seja de infecções anteriores ou da vacina.

O Ministério da Saúde foi notificado sobre o oitavo caso registrado no Brasil do vírus monkeypox, conhecido como varíola dos macacos. O paciente é um homem de 25 anos, morador de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele não viajou para o exterior, mas teve contato com estrangeiros.

O caso foi confirmado pelo Laboratório de Enterovirus do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio, que utilizou o método de Isolamento Viral para fazer o diagnóstico.

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De acordo com informações do Ministério da Saúde, o paciente está com quadro clínico estável, sem complicações e é monitorado pelo Instituto Nacional de Infectologia e pelas secretarias de Saúde do estado e do município.

“Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de monkeypox, com o isolamento do paciente e rastreamento dos seus contatos”, informou o Ministério da Saúde, que notificou a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o caso.

Casos investigados

Dois oito casos confirmados no país até o momento, quatro foram em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Há, ainda, seis casos em investigação.

O sétimo caso foi confirmado na sexta-feira (17), no Rio de Grande do Sul. As cinco pessoas que tiveram contato com o homem diagnosticado com varíola dos macacos no Rio de Janeiro não apresentaram sintomas até o sábado.

No sábado (18), a OMS informou que deixaria de tratar de forma diferenciada os casos em países onde a doença é considerada endêmica, ou seja, com circulação o ano inteiro, e os demais países.

A varíola dos macacos era considerada endêmica em países da África Central e da África Ocidental, mas nos últimos meses houve relatos da doença em diversos outros países não endêmicos, especialmente na Europa, que já responde por 84% dos casos notificados, segundo a OMS.

Entre os dias 1º de janeiro e 15 de junho deste ano, a OMS foi notificada sobre 2.103 casos confirmados da varíola do macaco, em 42 países, assim como um caso provável e uma morte.

O Ministério da Saúde divulgou alerta com recomendações e cuidados para evitar acidentes que possam causar queimaduras durante as tradicionais festas juninas, muito populares em todo o país. A atenção deve ser especial em ambientes em que podem ser frequentes as queimaduras por líquidos quentes, chamas de fogueira e fogos de artifício.

Entre janeiro e abril deste ano, já foram registrados 3.540 procedimentos hospitalares e 32.631 atendimentos ambulatoriais por causa de queimaduras no Brasil.

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Segundo o ministério, em junho, é comum aumentarem os casos, e a prevalência é de queimaduras de segundo grau, com destaque para as lesões dos membros superiores (mãos e braços), tronco e cabeça.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 180 mil pessoas morrem por ano em consequência de queimaduras, que são a quinta causa mais comum de lesões não fatais na infância. As queimaduras não fatais podem causar hospitalização prolongada, desfiguração e incapacidade, muitas vezes resultando em cicatrizes e rejeição.

Ao todo, 48 estabelecimentos são habilitados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como centros de referência na assistência a queimados, além da oferta de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses, materiais especiais e exames necessários para atender às vítimas.

Primeiros socorros

De acordo com o Ministério da Saúde, em casos de queimadura, o paciente deve colocar, de imediato, a parte queimada debaixo da água corrente fria, com jato suave, por aproximadamente dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas.

Se houver poeira ou insetos no local, mantenha a queimadura coberta com pano limpo e úmido. No caso de queimaduras em grandes extensões do corpo por substâncias químicas ou eletricidade, a pessoa necessita de cuidados médicos imediatos.

É importante nunca tocar a queimadura com as mãos; nem furar bolhas; tentar descolar tecidos grudados na pele queimada, ou retirar corpos estranhos ou graxa do local queimado. Não se pode colocar manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura. O Ministério da Saúde lembra que somente o profissional de saúde sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

Prevenção

Nas festas, é preciso também ter atenção ao manipular bebidas e alimentos com altas temperaturas e evitar brincadeiras perto de fogueiras para prevenir queimaduras por chamas e problemas nas vias aéreas, pela inalação de fumaça.

É importante ainda ter cuidado ao usar produtos inflamáveis, como o álcool 70% (na forma líquida ou em gel), e não manipular o produto perto do fogo, mantendo-o longe do alcance das crianças.

Outras recomendações são evitar fumar dentro de casa, principalmente se estiver deitado, ao acender fósforos, manter o palito longe do rosto, para não atingir cabelo ou sobrancelha, e, ao acender velas, observar se estão longe de produtos inflamáveis, botijões de gás, solventes ou tecidos.

No caso de queimaduras elétricas, é preciso retirar o fio da tomada ou desligar a energia geral. Recomenda-se ainda o uso de protetor nas tomadas elétricas da casa. Possíveis vazamentos de gás devem ser investigados com frequência, e as crianças precisam ficar longe da cozinha durante o preparo dos alimentos. O cabo e as alças das panelas, que devem estar em bom estado, têm de ficar sempre virados para a área do fogão.

Na hora do banho, é bom testar a temperatura da água com o dorso da mão antes de molhar a criança, que deve ficar sempre longe de produtos de limpeza. Recomenda-se ainda o uso de protetor nas tomadas elétricas da casa.

Uma mudança no perfil dos pacientes hospitalizados com covid-19 neste ano é o destaque do último boletim epidemiológico feito pelo Núcleo de Inteligência Médica do HCor (antigo Hospital do Coração), obtido com exclusividade pelo Estadão.

A análise comparou o total de 2.277 internados entre 2020 e 2021 com os 423 pacientes hospitalizados em 2022. O resultado aponta o aumento da idade média e da proporção de comorbidades apresentadas pelos doentes.

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Do início da pandemia até o ano passado, a idade média dos pacientes hospitalizados era de 61,7. Em 2022, houve o acréscimo de uma década (71 anos). Ao mesmo tempo, a grande maioria (91,9%) dos internados apresenta três ou mais comorbidades. Até o ano passado, esse índice era de 64,4%.

"Podemos inferir que a vacina cumpriu o papel de reduzir os casos graves de covid-19 porque as pessoas com menos comorbidades praticamente desapareceram do hospital", diz a epidemiologista Suzana Alves da Silva, coordenadora do Núcleo de Inteligência Médica do Hcor.

Apesar do perfil de maior risco da maioria dos internados em 2022, a necessidade de UTI diminuiu de 37,1% para 29,1%, enquanto a de ventilação mecânica caiu de 8,3% para 5,2%.

"Essa tendência mostra que as vacinas continuam tendo um bom efeito protetor contra a covid-19, mesmo na onda Ômicron", afirma Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). "Estudos recentes indicam que as vacinas também reduzem sequelas da infecção pela atual variante".

SEM VACINA

Entre os hospitalizados no HCor neste ano, 31,8% não haviam recebido uma dose sequer da vacina. A taxa de letalidade foi de 5,5% entre os vacinados e de 9,9% entre os não vacinados. "Minha percepção pessoal é a de que boa parte da população ainda tem grande desconfiança em relação aos eventos adversos", afirma a médica. "As pessoas precisam entender que a mortalidade e a taxa de internação despencaram depois da vacinação. Essa é uma ótima notícia. O benefício da imunização supera em muito qualquer risco que ela possa trazer", ressalta Suzana.

Ainda segundo a médica, é fundamental que pacientes de risco e seus familiares entendam a importância da vacinação. Um exemplo da proteção conferida pelas doses é que os óbitos no hospital praticamente zeraram entre os pacientes acima de 40 anos com uma ou duas comorbidades. Atualmente, as mortes na instituição ocorrem em pacientes com múltiplas doenças e acima de 80 anos. "Em 2022, tivemos um aumento expressivo de mortes de pessoas que estavam em cuidados paliativos. Até o ano passado, esse grupo representava 12% dos óbitos. Agora ele é de 19%", salienta a médica.

PRONTO-SOCORRO

Nas últimas duas semanas, a covid-19 e outras doenças respiratórias aumentaram a procura pelos serviços de urgência e emergência na capital e no interior de São Paulo. No HCor não foi diferente. A taxa de positividade para covid-19 das pessoas testadas no hospital aumentou de 32% em abril para 62% em junho. Dos pacientes atendidos no pronto-socorro gripário em abril, 7% precisaram ser internados. Em junho, o índice subiu para 9%.

Embora a Ômicron pareça causar doença menos grave nas pessoas, a transmissibilidade é alta. A médica, dessa maneira, aconselha que as pessoas não descuidem das medidas de prevenção: lavagem das mãos e uso de máscara em ambientes fechados e também em locais abertos, em caso de aglomeração.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quem nunca passou pela situação de ao entrar em outro ambiente esquecer o que ia fazer ali? Esse lapso de memória é chamado de “efeito porta”, termo criado pelo professor de psicologia e ciências cognitivas da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, Tom Stafford. Ele considera que a memória falha, literalmente, ao se cruzar uma porta.

De acordo com a psiquiatra Danielle H. Admoni, a memória recente está ligada à atenção. “Se a gente está focado em muitas coisas, a nossa atenção diminui e, consequentemente, a nossa memória recente também”, explica a professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

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Segundo Danielle, o simples fato de a pessoa sair de um ambiente e pensar em outros assuntos vai fazendo com que ela tenha vários focos de atenção. Com isso, acaba esquecendo o foco de atenção primária. Para ter esses lapsos de memória, não é necessário que a pessoa esteja em um estado cognitivo vulnerável, com a mente muito sobrecarregada, mas que haja uma interposição de focos de atenção.

Situações de estresse ou quando a pessoa está com muitos problemas na cabeça para resolver, entretanto, aumentam as chances do “efeito porta”. “A gente está com a cabeça em mil outras coisas, tirando a nossa energia, e aquilo diminui a atenção para o que a gente está fazendo, com mil problemas, e não consegue focar no que está fazendo ali, naquele momento”.

Estudos feitos na Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, e na Bond University, na Austrália, comprovaram que quando passamos por uma porta, podemos ter lapsos de memória em relação a objetos, a coisas materiais. Um exemplo típico é aquele em que a pessoa está na cozinha lavando louça e pensa em ir ao quarto pegar um fone para ouvir música. Ao chegar no quarto, contudo, ela esquece por completo o que ia pegar naquele ambiente. Desiste e volta para a cozinha, onde continua a lavar a louça, sem ouvir a música que desejava.

“O simples ato de entrar ou sair por uma porta representa uma espécie de limite de evento na mente. Quando você muda de ambiente, muda também o foco de atenção, compartimenta a memória e a lembrança se torna mais difícil”, explica  o psiquiatria pela Unifesp, Adiel Rios, pesquisador no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Mantendo o foco

Segundo a psiquiatra e professora da Unifesp, há maneiras indiretas de se manter a atenção naquilo que era primário.

“Um bom jeito é anotar, seja em uma agenda virtual ou de papel, colocar um alarme, por lembretes de cores diferentes para os compromissos. Porque, ao bater o olho, a gente lembra que tem que pagar a conta xis, levar o filho a tal hora na escola. A nossa cabeça já não dá mais conta de guardar tanta informação. Então, a gente tem que ter um recurso externo para isso, para justamente lembrar. Na hora que você olha aquilo, você lembra de alguma coisa que esqueceu, porque teve outros focos de atenção”.

De maneira geral, para manter a saúde mental em dia, é preciso procurar diminuir o estresse e ter tempo para coisas prazerosas. “Quando a gente está só pensando em trabalho, problemas que não consegue resolver, isso vai tirando a nossa energia. A gente tem que ter focos de distração também, como hobbies”, enfatizou Danielle.

A melhora da atenção e da memória também está fortemente ligada à atividade física e a uma boa noite de sono. “Ter um estilo de vida saudável, tentar não se sobrecarregar e recorrer a recursos externos. Tudo isso acaba ajudando a gente a não esquecer as coisas no dia a dia”.

Ainda segundo Danielle, a forma de ver o mundo e de responder aos conflitos tem grande influência na saúde mental. Quanto mais foco a pessoa dá a um determinado problema, mais o corpo responde com sintomas de estresse. Portanto, uma maneira de amenizar os problemas é desenvolver formas saudáveis de lidar com as próprias emoções. “Nesse sentido, a psicoterapia surge como uma aliada para o autoconhecimento, o autocontrole e a inteligência emocional”, destacou.

Técnicas

Para trabalhar tanto a atenção como a memória recente, especialistas indicam várias técnicas para evitar os lapsos de memória. Fazer uma lista do que deseja lembrar ou ainda agrupar informações importantes em uma sequência temporal, com começo, meio e fim. É importante evitar que outro pensamento ocupe sua mente enquanto você estiver realizando uma tarefa. Jogos como xadrez, quebra-cabeça e atividades como palavras-cruzadas proporcionam uma melhora perceptível à memória.

Outra técnica interessante é assistir a um episódio de uma série ou um filme e anotar em seguida o maior número de detalhes que lembrar ou ouvir uma história e contar a alguém da forma mais fiel possível.

Ler também é uma atividade importante, já que a leitura proporciona exercitar a imaginação, o raciocínio e a memorização. Também é possível resumir em texto o que foi lido ou estudado.

“A meditação também desempenha um papel importante no equilíbrio pessoal e contribui para o relaxamento e o descanso em um nível mais profundo, podendo ser praticada em casa, inclusive numa pausa do trabalho”, afirmou Adiel Rios.

Doença mental

Para a professora da Unifesp, os lapsos de memória, ou “efeito porta”, não significam que a pessoa tenha uma doença mental. “Mas é algo para ficar de olho, porque é incômodo quando você não consegue lembrar as coisas. Isso traz ansiedade e angústia”, completa.

No dia a dia, as pessoas costumam ficar expostas a uma grande quantidade de estímulos, o que leva a realizar várias tarefas simultaneamente. Entretanto, segundo Danielle, o cérebro não está acostumado a receber tantos estímulos e a processar inúmeras informações de uma vez só.

“O resultado é o esgotamento mental, podendo saturar o córtex cerebral, gerando uma mente hiper pensante, agitada, impaciente, com bloqueio criativo, baixo nível de tolerância e, claro, prejuízos na memória”.

Quando se tem uma situação de sobrecarga recorrente, é preciso pensar em novas estratégias e procurar um profissional de saúde mental. Terapeutas e psicólogos podem ajudar em casos mais brandos. Em casos mais graves, como o de pessoas com idade avançada, isso pode ser um sinal inicial de demência, e é necessário o auxílio de um psiquiatra.

Você já ouviu falar da síndrome de Ramsay Hunt? A doença entrou no debate popular depois que o cantor Justin Bieber apareceu em suas redes sociais com parte do rosto paralisado devido a sua condição de saúde.

A Ramsay Hunt ocorre por conta do vírus Varicela-Zóster, que é o mesmo causador da catapora. Segundo o chefe da Triagem de Doenças Infecciosas da Universidade de Pernambuco (UPE) e médico do grupo oncoclínica, Filipe Prohaska, muitas pessoas que tiveram catapora uma vez na vida têm guardado em seu corpo o vírus varicela.

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Ele se ajusta e fica preso no nervo do ser humano. Com o passar do tempo, os pacientes podem desenvolver a Varicela-Zoster, que é a complicação da catapora, que gera bolhas, causa dor e inflamação do nervo.

"Quando esse vírus se instala em um dos nervos cranianos, que pegam principalmente a região da face e do ouvido, desenvolve a síndrome de Ramsay Hunt, que pode gerar vários quadros clínicos, sendo a paralisia facial um deles", explica o especialista.

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Segundo detalhado por Prohaska, possivelmente Justin teve o sétimo par craniano, que é responsável pela contração dos músculos da mímica facial, atingido. Por se tratar do mesmo vírus da catapora, a doença é transmissível. No entanto, o especialista detalha que o hospedeiro não vai transmitir a síndrome de Ramsay Hunt, mas sim a varicela.

A síndrome, inclusive, se apresenta geralmente quando o ser humano está com a imunidade baixa e em situações de estresse. 

Confira mais detalhes repassadas pelo médico sobre a doença

Quanto tempo de recuperação?

A recuperação acontece de sete a dez dias, mas se o paciente tomar as medicações contra a varicela, faz com que diminua o tempo do quadro clínico. No entanto, alguns casos podem cronificar e aí é necessário medicação específica para diminuir a inflamação do nervo atingido e voltar ao normal.

Como identificar que se trata de Ramsay Hunt?

A identificação se dá por meio da anamnese e exames clínicos, não precisando fazer exames específicos. São os achados clínicos que favorecem e dão o diagnóstico. Nem sempre a doença se apresenta nos portadores da Varicela-Zoster.

Como a doença se apresenta?

Cada caso é único. O clássico é que primeiro aparecem as lesões para depois acontecer a paralisia [como no caso do Justin]

Qual a gravidade da síndrome?

Ramsay Hunt tem o risco de levar ao óbito muito baixo. Mas ela é muito mórbida. Ou seja, é uma doença desconfortável que compromete o dia a dia com limitações causadas pelas dores intensas. 

Existe vacina?

A vacina do Zoster deve ser lançada no Brasil a partir da próxima terça-feira (21). A rede privada será a primeira a fornecer o imunizante, com prioridade para os grupos de risco que são os imunossuprimidos. No entanto, quem tiver uma crise de Zoster só pode tomar a vacina um ano depois, sendo ideal tomá-la de forma preventiva. 

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta sexta-feira (17) uma medida provisória para permitir que a iniciativa privada possa comprar vacinas contra a Covid-19 diretamente com os fabricantes. 

A medida é decorrência do fim do estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), decretado em função da pandemia de Covid-19 no Brasil.

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De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, a medida não trará prejuízos ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. 

O órgão justifica que a vacinação no país atingiu doses suficientes para contemplar 100% dos grupos prioritários. Além disso, o Ministério da Saúde mantém contrato com a Pfizer para compra de 100 milhões de doses e a possibilidade de compra adicional de 50 milhões. 

"O que se vivenciava em 2021 - ante a escassez de vacinas no Brasil e no mundo, a iniciativa privada não estava autorizada a adquirir vacinas contra a covid-19, em detrimento do Poder Público - se modificou, e a escassez de vacinas restou superada, tendo o Estado sido capaz de ofertar vacinas à população em geral, em quantidade suficiente, conforme dados demonstrados pelo Ministério da Saúde", informou a secretaria. 

O Distrito Federal começou nesta quinta-feira (16) a aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com 40 anos ou mais. A informação foi anunciada pelo governador Ibaneis Rocha nas redes sociais.

Os locais onde as vacinas estão sendo aplicadas podem ser consultado na página da Secretaria de Saúde do DF na internet.

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Até então, a segunda dose de reforço, ou quarta dose de vacina, estava disponível para pessoas com 50 anos ou mais, além de profissionais de saúde. Até agora, pouco mais de 232 mil pessoas tomaram a quarta dose na capital do país.

De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, as vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe podem ser aplicadas de forma simultânea, na mesma visita ao posto de saúde. A campanha anual de imunização contra a gripe segue em vigor no Distrito Federal.

O governo de São Paulo confirmou na noite de terça-feira, 14, o terceiro caso de varíola dos macacos no Estado. Trata-se de um homem da capital paulista de 31 anos, que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas com bom quadro clínico. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro também confirmou nesta quarta-feira, 15, o primeiro caso da doença na cidade. Com as duas notificações, já são cinco casos confirmados no Brasil. Ao menos dez casos suspeitos permanecem sob investigação no País.

O terceiro caso de São Paulo é considerado importado, já que tem histórico de viagem para países da Europa, e foi confirmado após análise do Instituto Adolfo Lutz. A Vigilância Epidemiológica do município, em parceria com o Estado, monitora o caso e seus respectivos contatos. Na última semana, São Paulo já havia confirmado outros dois casos importados, um da capital paulista e outro de Vinhedo.

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Já o primeiro caso do Rio é um homem brasileiro, de 38 anos, residente em Londres, que chegou ao Brasil no sábado, 11, e procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte. "Amostras clínicas foram encaminhadas ao Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), referência nacional. O resultado positivo para a doença foi liberado na terça-feira", informou em nota.

Segundo a secretária carioca, o paciente apresenta sintomas leves. Está em isolamento domiciliar e sob o monitoramento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-Rio). Além dele, todos os seus cinco contactantes estão em investigação para orientações e monitoramento.

A pasta reforça que mantém vigilância ativa para detecção oportuna de casos da doença" no município do Rio. "Também está monitorando o cenário epidemiológico nacional e internacional mantendo as unidades de saúde informadas e orientadas para vigilância, alerta e resposta a eventos de saúde pública", acrescentou.

Além deste caso no Rio de Janeiro e da terceira confirmação em São Paulo, o Ministério da Saúde já havia confirmado outros três casos da doença no Brasil, sendo dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul.

O primeiro caso da doença na capital paulista foi confirmado na quinta-feira passada, 9. O paciente é um homem de 41 anos, que mora na capital paulista e tem histórico de viagem para Portugal e Espanha. Ele está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

A segunda confirmação, também em São Paulo, trata-se de um homem de 29 anos que viajou recentemente para a Europa e agora está isolado em sua casa, localizada em Vinhedo, no interior do Estado.

Já o terceiro caso, no Rio Grande do Sul, foi confirmado no domingo, 12, pelo Ministério da Saúde. O infectado é um homem de 51 anos, que retornou ao Brasil na sexta-feira passada, 10, de uma viagem para Portugal. O paciente está em isolamento domiciliar, apresenta quadro clínico estável, sem complicações, e está sendo monitorado pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município.

No mundo

O primeiro caso europeu foi confirmado em 7 de maio em um indivíduo que retornou à Inglaterra da Nigéria, onde a varíola dos macacos é endêmica. Desde então, países da Europa, assim como Estados Unidos, Canadá e Austrália, confirmaram casos. Ao menos 1,5 mil casos já foram confirmados.

Transmissão

Identificada pela primeira vez em macacos, a doença viral geralmente se espalha por contato próximo e ocorre principalmente na África Ocidental e Central. Raramente se espalhou para outros lugares, então essa nova onda de casos fora do continente causa preocupação. Existem duas cepas principais: a cepa do Congo, que é mais grave, com até 10% de mortalidade, e a cepa da África Ocidental, que tem uma taxa de mortalidade de cerca de 1%.

O vírus pode ser transmitido por meio do contato com lesões na pele e gotículas de uma pessoa contaminada, bem como através de objetos compartilhados, como roupas de cama e toalhas. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias.

Sintomas

Os sintomas se assemelham, em menor grau, aos observados no passado em indivíduos com varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas durante os primeiros cinco dias. Erupções cutâneas (na face, palmas das mãos, solas dos pés), lesões, pústulas e, ao final, crostas. Segundo a OMS, os sintomas da doença duram de 14 a 21 dias.

Prevenção

Segundo o Instituto Butantan, entre as medidas de proteção, autoridades orientam que viajantes e residentes de países endêmicos evitem o contato com animais doentes (vivos ou mortos) que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos (roedores, marsupiais e primatas) e devem se abster de comer ou manusear caça selvagem.

Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel são importantes ferramentas para evitar a exposição ao vírus, além do contato com pessoas infectadas.

A OMS afirma trabalhar em estreita colaboração com países onde foram relatados casos da doença viral.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está pedindo reforço de medidas não farmacológicas, como distanciamento, uso de máscara e higienização frequente de mãos, em aeroportos e aeronaves, para retardar a entrada do vírus da varíola dos macacos no Brasil.

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foram contemplados em um edital lançado pelo Banco da Amazônia, que tem por finalidade apoiar o desenvolvimento e projeto de pesquisa científica aplicada e estimular a agropecuária sustentável nas cadeias produtivas da região. O trabalho foinidealizado e é coordenado pelo pesquisador Oriel Filgueira Lemos. 

"A partir do que o nosso grupo de pesquisa em pimenta-do-reino da Embrapa Amazônia Oriental vem desenvolvendo, elaboramos uma proposta que contempla pesquisa e transferência de tecnologias para um sistema de produção sustentável. Ela promove a consolidação de tecnologias para produção de pimenta-do-reino em tutor vivo de gliricídia, introduzindo boas práticas agrícolas de colheita e pós-colheita. Para tanto, envolvemos produtores familiares, assim como órgãos de assistência técnica e principalmente a parceria com a iniciativa privada, atendendo, assim, aos pré-requisitos do edital", conta Oriel.  

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 O Brasil é um dos principais produtores de pimenta-do-reino (Piper nigrum L.), oscilando entre o terceiro e o quarto lugares entre os outros três países produtores: Vietnam, Indonésia e Índia. Entre agosto de 2011 e agosto de 2012, as divisas brasileiras com a cultura ultrapassaram 200 milhões de dólares, com 50 mil toneladas exportadas e área plantada de 20 mil hectares. 

O pesquisador Oriel Filgueira revelou que foi uma conquista muito gratificante ficar em primeiro lugar no edital, entre 206 pesquisadores. "É algo que nos impulsiona a acreditar que o nosso grupo de pesquisa está no caminho certo para fazer do Pará o maior produtor e com a melhor pimenta-do-reino do mundo. A partir de um sistema de produção sustentável que só foi possível com as parcerias dos produtores, técnicos da assistência Técnica e Extensão Rural, a iniciativa privada e o Banco da Amazônia, aprovando esses recursos que serão importantes para a adoção das tecnologias que estão sendo desenvolvidas, beneficiando as comunidades da região", explica.

O projeto da pimenta-do-reino tem previsão de ser executado em até 36 meses, ajudando na economia sustentável do Estado. O valor estabelecido garante apenas a pesquisa. “São somente R$ 72.955,00 para todo o projeto que contempla atividades de pesquisas e transferência de tecnologias. Logicamente que cada recurso é muito bem-vindo e importante para as nossas ações de pesquisa e transferências de tecnologia”, afirma Oriel Filgueira Lemos.   

 Oriel ressalta a importância dos investimentos para a realização de pesquisas feitas na região. “O Pará tem as condições necessárias, no caso da pimenta-do -reino, para ser o maior produtor mundial a ter a melhor pimenta-do-reino do mundo. Precisa investir mais nas pesquisas e no fomento desta cadeia que julgamos ser umas das mais importantes pela geração de emprego, renda e divisas para a região”, conclui.

Por Amanda Martins e Igor Oliveira (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

O Instituto de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) está procurando novos voluntários para testes do medicamento de uso oral Paxlovid contra a Covid-19. O instituto é responsável pelos testes, no Rio de Janeiro, do fármaco desenvolvido pela farmacêutica Pfizer. 

 Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais, ter sintomas e resultado positivo para Covid-19 há menos de cinco dias e ter sido vacinado contra a doença pela última vez há mais de 12 meses. Essa última condição faz com que o estudo seja voltado para pessoas que não se vacinaram ou estão com esquema terapêutico incompleto (apenas primeira ou segunda dose). Segundo a Fiocruz, esse é o protocolo do ensaio clínico para conseguir testar a eficácia do medicamento. 

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Além desses critérios, o instituto de infectologia informa que os voluntários passarão por uma avaliação médica com critérios mais detalhados. Para se candidatar, é preciso entrar em contato pelo telefone (21) 99784-9876.   

O medicamento foi testado anteriormente em pacientes de alto risco, o que permitiu que seu uso emergencial fosse liberado por agências regulatórias como a FDA (EUA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os resultados apontaram que o remédio, que combina os antivirais nirmatrelvir e ritonavir, reduziu em 89% a hospitalização pela doença e óbitos naqueles pacientes. 

O teste que está sendo conduzido agora em diversos locais do mundo, com a participação da Fiocruz no Rio de Janeiro, busca saber se o remédio é seguro e eficaz para tratar casos leves da doença em pacientes de baixo risco. O estudo está nas fases 2 e 3, em que são avaliadas a eficácia e a segurança do medicamento, e deve envolver 1.980 participantes. O primeiro voluntário foi recrutado e incluído no estudo em 9 de junho.

A doação de sangue na América Latina e no Caribe caiu 20% no primeiro ano da pandemia de Covid-19, informou nesta terça-feira a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Na América Latina e no Caribe, 8,2 milhões de unidades de sangue foram coletadas em 2020, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas que precisavam de transfusão, destacou a Opas, segundo a qual isso representa 20% a menos do que em 2017, segundo os dados mais recentes comunicados pelos países.

Em muitas nações, a demanda de sangue supera a oferta, de modo que, para evitar escassez, a Opas recomenda que 100% das doações de sangue e componentes sanguíneos sejam provenientes de doadores voluntários e regulares, o que evitaria ter que recorrer a parentes ou amigos dos pacientes.

"A necessidade de sangue é universal, mas o acesso ao mesmo, não", observou o vice-diretor interino da Opas, Marcos Espinal, durante sua participação virtual no ato mundial realizado no México, país anfitrião das celebrações pelo Dia Mundial do Doador de Sangue.

A região está longe de atingir esses 100%. Em 2020, 48% do sangue coletado foi de doadores voluntários, 2% a mais do que em 2017. Em 10 países, mais de 80% do sangue foi de doadores altruístas regulares, mas, em outros nove, não se chegou a 10%, segundo a organização.

A Opas é tanto o escritório regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto o órgão especializado em saúde do Sistema Interamericano.

Com o início da pandemia, o mundo, especificamente os cientistas, entraram em uma constante busca para desenvolver uma vacina eficaz contra a Covid-19. Em menos de 12 meses, algumas vacinas contra a doença começaram a ser desenvolvidas e aprovadas por Agências reguladoras. Com isso, muitas pessoas se mostraram céticas em relação ao imunizante, muitas vezes se organizando no movimento antivacina ou antivax.

Este movimento nada mais é do que um grupo, que pode ou não ser organizado, que reúne críticos das vacinas contra programas de vacinação pública. Porém, em entrevista para o LeiaJá, o biomédico imunologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro, Dr. Jefferson Russo Victor afirmou que as consequências desse movimento são maléficas à saúde individual e pública.

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"De forma geral, as consequências do movimento antivacina são muito ruins. Porque a utilização de vacinas é relativamente barata, e é extremamente eficiente. Quando pensamos em um movimento antivacina, que conduz as pessoas a não se vacinarem, a consequência disso é tornar as pessoas suscetíveis à doença. Isso é um problema de saúde individual, coletiva e problema de custo ao serviço de saúde", afirmou.

Doenças erradicadas

Além dos malefícios citados acima, o especialista também destacou sobre as consequências desse movimento em doenças erradicadas no Brasil, e alertou sobre a Poliomielite.

"Atualmente o maior risco que nós temos  em termos de doenças erradicadas, é relativo a poliomielite que teve seu último caso registrado em 1989 e permitiu que o Brasil adquirisse o certificado de erradicação da doença em 1994. Mas esse tipo de iniciativa, muitas vezes leva as pessoas a não se vacinarem, portanto essas pessoas continuam suscetíveis. No caso da poliomielite, embora tenha sido erradicada do Brasil, ela não foi do mundo, isso significa que ainda existe este vírus circulando no mundo. O que pode levar a contaminação de alguns indivíduos como viajantes, trazendo esse vírus para o Brasil e contaminando pessoas que não se vacinam e ficam suscetíveis a doença".

Sarampo 

Assim como a poliomielite, o Brasil também ganhou o certificado de erradicação do sarampo em 2016, mas em 2018 o país perdeu esse título devido a baixa cobertura vacinal.

Guerra da desinformação 

Por fim o biomédico, destacou que este tipo de movimento tem origem da "guerra de desinformação". "São grandes os malefícios desse tipo de movimento antivacina, e sabemos que esse movimento sempre tem origem do que vivemos hoje que é uma verdadeira guerra da desinformação. Onde pessoas utilizam de informações mentirosas, que tem caráter científico, e usam isso de justificativa para não vacinar pessoas. Não somente contra os vírus que causam pandemia, mas também todo programa de imunização do Brasil, que desde a década de 70 vem se mostrando esficiente", explicou.

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