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O Plenário aprovou nesta quinta-feira (24) o projeto de lei (PL) 1.540/2021, que cria a Política de Bem-Estar, Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho e Valorização dos Profissionais da Educação. O texto da Câmara dos Deputados segue para sanção do presidente da República.

Os principais objetivos do programa são reduzir as faltas ao trabalho e melhorar o desempenho dos educadores. O texto recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Para ela, os educadores estão mais suscetíveis a infecções, problemas na voz e estresse em decorrência do trabalho. “Esse quadro justifica plenamente que sejam implementadas políticas públicas específicas, com foco na prevenção do adoecimento”, defendeu no relatório.

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O Plenário rejeitou uma emenda proposta pela relatora e aprovada pela CAS por não considerá-la de redação. Ela sugeria a revisão periódica do processo de lotação de professores nas escolas. O objetivo era assegurar que os profissionais atuassem simultaneamente no menor número possível de instituições de ensino.

De acordo com o texto, a Política de Bem-Estar, Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho e Valorização dos Profissionais da Educação deve nortear a elaboração de planos obrigatórios para o sistema público, mas optativos para as instituições privadas. Os documentos devem prever ações de atenção à saúde integral e de prevenção de doenças no ambiente educacional, além de estimular práticas que promovam o bem-estar no trabalho “de maneira sustentável, humanizada e duradoura”.

União, estados, Distrito Federal e municípios têm prazo de um ano a partir da publicação da lei para elaborar os planos, em colaboração. A partir daí, os documentos devem ser atualizados e publicados no prazo de até seis meses após a posse do chefe do Poder Executivo de cada ente da Federação.

O projeto estabelece os objetivos dos planos. Entre eles, reduzir as faltas ao trabalho e melhorar o desempenho dos profissionais. A formação continuada, a inovação, a valorização do trabalhador, a promoção da saúde, a autonomia e a participação ativa também são metas da política pública.

Para medir os resultados e os impactos no clima organizacional, os planos devem conter indicadores de gestão e instrumentos de avaliação das metas. As avaliações serão publicadas anualmente e ao final da gestão do respectivo chefe do Poder Executivo. Também é obrigatório o acompanhamento dos dados relativos a faltas, readaptação funcional e acidentes de trabalho, entre outros indicativos.

Conceitos

O projeto alinha a missão institucional do professor às suas necessidades de bem-estar — definido como a satisfação do profissional em relação à organização, às condições de trabalho e às práticas de gestão. A proposta pretende que o sistema educacional trabalhe com uma visão integrada da saúde do trabalhador. No quesito valorização do profissional, o texto prevê o reconhecimento institucional da boa atuação dos servidores.

A nova política traz diretrizes, como a promoção da harmonia entre profissionais, superiores e subordinados. Além disso, são previstas ações integradas para uma melhoria contínua das condições de trabalho.

De acordo com o texto, os planos de qualidade de vida devem prever medidas de proteção à saúde integral e de orientação quanto aos protocolos no caso de riscos. Os documentos também devem sugerir:

- ações permanentes de educação para a saúde;

- capacitação e qualificação profissionais;

- inclusão e bem-estar dos trabalhadores com deficiência; e

- ações educativas para formar consciência crítica a respeito da responsabilidade social, ética e ambiental do profissional.

Fonte: Agência Senado

O Dia Nacional do Diabetes, celebrado neste domingo (26), reforça a importância de hábitos saudáveis para evitar a doença, que acomete mais de 537 milhões de adultos com idade entre 20 e 79 anos, representando 10,5% da população mundial nessa faixa etária. Os dados são do Atlas do Diabetes 2021, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF).

O Brasil é o sexto país em incidência de diabetes no mundo e o primeiro na América Latina -- são 15,7 milhões de pessoas adultas com esta condição, e a estimativa é que, até 2045, a doença alcance 23,2 milhões de adultos brasileiros.

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A aposentada Walquiria Lopes, de 64 anos, teve o primeiro sinal de que poderia estar com a doença em um teste de rotina no escritório em que trabalhava. Após um mês de acompanhamento médico e aferição diária da glicemia capilar, ela recebeu o diagnóstico: diabetes tipo 2.

“Fiquei muito assustada pois já queriam até me aplicar insulina, porque já [o índice] estava muito alto. Aí comecei o tratamento com um endocrinologista. A descoberta é muito importante, porque eu não tinha sintomas, o diabetes é uma doença silenciosa. Eu não tinha sede, pois eu já tomava água por causa de cálculos renais. Já não comia muito doce, mas comia muito carboidrato, e não sabia que este também podia causar a doença”, lembra Walquiria. A aposentada destaca a importância dos exames e diz que foi com a picadinha no dedo que teve o alerta. A confirmação da doença veio depois, com exames de sangue.

Walquiria aprendeu a conviver com o diabetes, controlando a doença de forma adequada. “Continuo não tendo sintoma nenhum, mas convivo com a doença fazendo exames periódicos, tomo a medicação e vou ao médico regularmente.” Ela reforça que o exame é importante porque, se o diabetes for descoberto precocemente, a pessoa já pode iniciar o tratamento. Com o tratamento adequado, a vida é perfeitamente normal, afirma.

Tipos

Existem quatro tipos de diabetes, explica o endocrinologista e presidente da Associação de Diabetes do ABC, Marcio Krakauer. “O do tipo 1 acontece por uma doença autoimune, em que o corpo para de produzir insulina naquele momento (ou poucas horas e dias antes), e os sintomas são excessivos, como fome, sede intensa, perda de peso, visão embaçada, infecções urinárias e genitais, dores no corpo”.

Nesse tipo, quando se repõe a insulina, o indivíduo fica bom rapidamente. O diabetes do tipo 2 é uma doença que mistura o hereditário com o ganho de peso e vai surgindo de forma muito lenta na vida. Em geral, quando se faz um diagnóstico por causa de tais sintomas, estes já existem há cerca de cinco anos ou mais, acrescenta o médico. Segundo Krakauer, o diabetes do tipo 2 é completamente assintomático ou pouco sintomático.

Já o pré-diabetes é uma condição bem inicial. “Nós damos esse nome, mas, na verdade, a glicose já não está normal. O diagnóstico é feito por números de glicose na ponta do dedo, ou do exame hemoglobina glicada ou do exame de curva glicêmica. É o início da história do diabetes”, e aí as pessoas precisam ser tratadas para evitar que fiquem com diabetes, ressalta o médico. 

O diabetes gestacional é aquele que aparece por causa da gravidez. “Em geral, são mulheres obesas, que têm história de pais com diabetes tipo 2 e que, quando estão entre a 26ª e 28ª semanas de gestação, por conta dos hormônios da gravidez, podem apresentar a glicose elevada, o diabetes. Essas mulheres devem tratar-se porque pode haver muitas complicações para mãe e para o bebê”, observa Krakauer.

Conviver com a doença

Os riscos do diabetes são vários, mas há formas adequadas de controlar a doença. “Todos [os tipos de diabetes] precisam de mudança de estilo de vida: primeiro plano, alimentar-se de forma saudável, nutricionalmente adequada. Aqueles que estão acima do peso devem perder peso, os que estão abaixo do peso, ganhar ou manter o peso”, destaca o médico.

Ele acrescenta que é importante reduzir os carboidratos simples e dar preferência aos carboidratos integrais, ingerindo-os em pequena quantidade, e ter a alimentação fracionada ao longo do dia. O prato precisa ser composto de forma saudável: metade de legumes, verduras, saladas, um quarto de carboidratos integrais e um quarto de proteína, que pode ser vegetal ou animal.

Quem tem diabetes tipo 1 precisa fazer a reposição de insulina, já que não produz o hormônio, e manter hábitos de vida saudáveis. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável por levar a glicose que está no sangue para o interior das células.
Já o diabetes gestacional, dependendo da situação, pode ser tratado só com alimentação saudável. “Se necessário, o diabetes gestacional pode ser tratado com insulina. Por enquanto, não se utiliza medicamento oral. Apesar de alguns estudos liberarem a metformina, por enquanto só se libera a insulina durante a gestação. E atividade física também. Aliás, a atividade física é importante para todos os tipos de diabetes e para todas as pessoas.”

De acordo com o médico, para conviver com a doença, é preciso monitoramento e educação. “É preciso fazer teste na ponta do dedo ou usar a medição da glicose continuamente para tomada de decisão, tanto para enxergar o efeito da alimentação, o efeito da parte emocional, da glicose no sangue, o efeito do exercício, dos remédios, da insulina. A monitorização é muito importante.”

Krakauer explica que, quando o diabetes está bem compensado, com parâmetros perto da normalidade, a chance de complicações crônicas é mínima. “Mas aqueles que estão [com o diabetes] mal controlado e por muito tempo, podem ter complicações nos olhos -- a doença é a maior causa de cegueira no mundo –, no coração e doenças arteriais periféricas.”

Podem advir ainda problemas neurológicos, alerta o médico. “Chamamos de neuropatia do diabetes, que aumenta muito a chance de perder a sensibilidade nos pés. Esses indivíduos podem ter infecções e sofrer amputações, além de doença renal do diabetes que leva à hemodiálise ou ao transplante de rim. E várias outras questões, como gordura no fígado, doenças pulmonares, pior resposta às infecções, como, por exemplo, a covid-19.”

O médico explica que quem tem diabetes responde mal à doença porque a glicose alta diminui a imunidade às infecções. “Quando a doença está controlada e bem compensada por muito tempo, isso não ocorre”.

Prevenção

A fórmula alimentação saudável e exercícios físicos é o meio mais efetivo de prevenir a doença, orienta o especialista. “A mistura é: alimentação saudável, perda de peso para quem está acima do peso, muito exercício físico, tomar muita água, dormir direito e reduzir o estresse,  quando possível.”

Krakauer enfatiza que alimentos ultraprocessados também aceleram a incidência da doença. “Ultraprocessados são alimentos com alto teor de farinha branca, açúcares e gorduras, que fazem mal ao organismo. O indivíduo que tem tendência ao diabetes tipo 2, pode, com o excesso de ultraprocessados, ganhar peso muito rapidamente na região da barriga e apresentar excesso de gordura no fígado e no pâncreas [esteatose hepática ou pancreática], o que é um fator de risco gigantesco para o aparecimento da doença.”

Ficar longe do cigarro e das bebidas alcoólicas é outra maneira de diminuir o risco de ter a doença, diz o médico. “Não fumar em hipótese alguma, reduzir as bebidas alcoólicas, para quem as toma em excesso, levar a vida de forma saudável, o máximo que conseguir. Algumas vezes, podem ser indicadas medicações capazes de reduzir o risco do diabetes em torno de 30%.”

Portal

Iniciativas que forneçam informações de qualidade contribuem para o gerenciamento adequado da condição é uma forma de ajudar quem busca conhecimento. Uma delas é o portal Tipo Você, que reúne conteúdos informativos e educacionais para que pacientes e familiares aprendam e aperfeiçoem o gerenciamento do diabetes.

Lançado na última semana pela Roche Diabetes Care, o portal visa auxiliar as pessoas com diabetes a entender as medidas adequadas e a cuidar cada vez mais da saúde.

Para o médico, informação é essencial para a mudança no estilo de vida de quem quer evitar o diabetes e de quem precisa conviver com doença. “É mudança de estilo de vida. E é preciso ter conhecimento, informação, educação para atingir a transformação.”

Em levantamento realizado pela Duomo Aprendizagem Corporativa, empresa de consultoria, mostra que os pontos mais valorizados pelos trabalhadores para permanência nas corporações. Ao todo, foram entrevistados 120 profissionais de diversos cargos e segmentos.

Para 61% dos participantes, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é o fato mais importante para continuar na empresa. Em seguida, com 51,2% das respostas, está a remuneração e, empatados com 48%, estão, reconhecimento, bom clima organizacional e alinhamento de valores pessoais e da empresa.

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“Há alguns anos, a remuneração era o fator primordial. Embora ainda tenha relevância para a maioria, ter uma rotina mais saudável para aproveitar outras atividades é a prioridade agora. Outro ponto interessante para observarmos foi o home office, tão discutido nos últimos anos. Apenas 22% responderam que é um dos principais fatores, ficando em último lugar entre 13 opções”, explica Joacir Martinelli, fundador da Duomo por meio da assessoria.

Pandemia

A pesquisa também questionou os profissionais sobre as tendências futuras de trabalho e impactos causados pela pandemia da Covid-19 na saúde mental, na vida pessoal e corporativa. A análise apresenta que a maioria dos entrevistados percebeu uma piora na saúde física, mental e emocional.

Entretanto, os participantes apontaram algumas conquistas no home office durante o período mais crítico da crise sanitária. 65% disseram que melhoraram o tempo com a família, 45% viram benefícios na alimentação e 44% na qualidade de vida.

Com relação ao futuro laboral, os entrevistados, 82%, acreditam na permanência do trabalho híbrido ou remoto, 53% acham que questões de equidade, 53% apontam que a equidade e inclusão ganharão destaque, 53% apontam os cuidados com a saúde mental e 46% acreditam na ascensão feminina no ambiente corporativo.

O novo programa de assistência social do governo federal, o Auxílio Brasil, terminará o ano de 2021 com o piso mínimo de R$ 400 para cerca de 17 milhões de famílias – atendendo às metas e expectativas do governo –, informou o ministro da Cidadania, João Roma.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, que vai ao ar na noite desta quarta-feira (22), o ministro falou sobre os impactos de programas de geração de renda e dos incentivos ao emprego criados pelo governo durante o período da pandemia. Segundo Roma, os dispositivos de segurança econômica assegurados pelo Estado permitem qualidade de vida e inclusão social nas camadas mais atingidas pela crise econômica causada pela suspensão das atividades comerciais.

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“Sabemos que a pandemia está passando, mas as consequências econômicas e sociais ainda perduram na nossa sociedade, em especial para os mais pobres”, disse o ministro.

O novo Auxílio Brasil, que substituiu o programa Bolsa Família, está sendo pago dentro do piso mínimo de R$ 400 por família desde o dia 10 de dezembro. João Roma também falou sobre outras iniciativas de inclusão social, como o programa Alimenta Brasil para agricultura familiar.

Para o Ministério da Cidadania, os programas sociais servem de base para garantir a educação de qualidade de jovens e crianças. Roma citou a participação de jovens que pertencem a famílias beneficiárias em olimpíadas de conhecimento e jogos estudantis, assim como em programas de iniciação científica e eventos que estimulam o desenvolvimento educacional.

“A grande diferença é que interligamos programas sociais importantes para a transformação dessas famílias, para que todas elas consigam maior protagonismo na sociedade e mais qualidade de vida”, destacou Roma.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou nesta sexta-feira (26) dois novos indicadores que pretendem ampliar a compreensão sobre a qualidade de vida dos brasileiros. O órgão lançou o Índice Multidimensional para a Perda de Qualidade de Vida (IPQV) e o Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS). Os novos indicadores reforçam as pesquisas sobre desigualdades regionais do País, assim como as de gênero e de raça.

Os índices são baseados em variáveis da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2017-2018 (POF), de antes da pandemia de Covid-19, e foram elaborados a partir de recomendações das Nações Unidas. O objetivo é que, no futuro, quando outros países criarem índices semelhantes, os dados sejam comparáveis.

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O IPQV abarca nove dimensões: renda, moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde, alimentação e educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida, transporte e lazer.

O índice vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto do zero, menor a perda de qualidade de vida. Nessa primeira rodada de dados, o IPQV do Brasil foi de 0,158 entre 2017 e 2018. Devido às desigualdades sociais do País, as regiões Norte e Nordeste registraram os piores índices, respectivamente, 0,225 e 0,209.

O indicador revela ainda algumas características do grupo que apresentou o menor índice de perda: moradores da área urbana (15%), famílias com pessoa de referência de cor branca (21%) e do sexo masculino (15,%), com ensino superior completo (42%). As maiores perdas foram registradas nos seguintes grupos: moradores da área rural (28%), famílias com pessoa de referência de cor preta ou parda (14%) e do sexo feminino (11%), sem instrução (31%).

Após a análise do impacto da perda da qualidade de vida sobre as famílias, os pesquisadores estimam como tais privações afetam o desenvolvimento de toda a sociedade para criar o segundo novo índice, o IDS. Para mensuração desse impacto, foi utilizada como referência de desenvolvimento ou progresso socioeconômico a renda familiar per capita média. O teto é dez; quanto maior, mais positivo.

O IDS do Brasil foi de 6,201. Das 27 unidades da federação, apenas nove obtiveram resultado superior ao valor registrado para o Brasil.

Distrito Federal e São Paulo foram as que apresentaram os maiores valores do IDS: 6,970 e 6,869, respectivamente.

As demais unidades registraram IDS abaixo da média do País. Todos os Estados do Norte e Nordeste estão nesse grupo. Maranhão e Pará apresentaram os menores resultados, com valores do IDS iguais a 4,897 e 5,099.

Praticante de yoga há cinco anos, a fonoaudióloga Lilian Papis não abandonou a atividade quando a pandemia começou. Toda segunda e quarta-feira ela faz aulas online. “Comecei yoga há cinco anos, bem antes da pandemia, fazia presencialmente e agora faço online duas vezes por semana. A yoga me ajudou bastante a me acalmar, a me tranquilizar. Em relação aos alongamentos, diminuíram algumas dores que eu tinha nas costas, melhorou minha qualidade do sono. É muito bom, ajuda muito a ter um equilíbrio físico e mental”, comenta Lilian, que é aluna da professora Mirian Gardini. 

A professora diz que a procura pela prática do yoga durante a quarentena é porque o período contribuiu para que as pessoas se voltassem mais para o seu interior, já que foram aconselhadas a se isolar em casa, por causa do contágio da Covid-19.

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“A yoga é um retorno para casa, onde você vai trabalhar a união do corpo, a mente e o espírito. Nessa união, nos fortalecemos frente à ansiedade, ao medo e à insegurança que aumentaram muito com todas as adversidades que ocorreram neste período. “Nessa medida, a yoga foi muito mais procurada, pois ajudou as pessoas a manterem seu equilíbrio emocional e, em consequência, seu equilíbrio psiconeuromuscular”, afirma Mirian, professora de yoga há 22 anos.

Ela conta que quando começou a pandemia, em março de 2020, e as entidades foram fechadas, passou a gravar aulas no celular e enviar para os grupos de yoga, mas mudou o modo este ano. “A partir de março de 2021, iniciei as aulas ao vivo pelo Meet do Google, com o qual tive uma adesão maior de alunos”. Mirian é graduada em Psicologia e Educação Física, e pós graduada em yoga pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). A professora tem especialização em yoga no Centro de Estudos em Yoga, em Lonavla, na Índia.

Para Mirian, as pessoas que iniciaram o yoga durante a quarentena manterão a prática. “Acredito que sim, pois os benefícios foram verdadeiros e profundos para os que se dedicaram com disciplina, e foram incorporados”.

Outra vantagem, acrescenta, é que o yoga contribui para a melhora do sistema imunológico, “uma vez que ajuda no equilíbrio do corpo, mente e espírito, por meio de uma conduta ética diante de si mesmo, do próximo e do meio ambiente. A prática de "asanas" - palavra de origem sânscrita que nomeia as diferentes posturas utilizadas pela ioga para suprimir a atividade intelectual - remove tensões do corpo e tonifica os músculos de forma a dar mais sustentação para o esqueleto, o sistema nervoso e glandular". Além disso, segundo a professora, melhora o padrão respiratório, desacelerando a mente e ajuda o Ser a estar mais integrado consigo mesmo, com o próximo e com o meio ambiente”. Mirian trabalha com yoga clássica, de Patanjali, e Astanga, dos oito passos.

Yoga é de origem indiana e trabalha diversos aspectos do corpo, da mente e do espírito. Os primeiros estudos científicos foram conduzidos em 1924 pelo Swami Kuvalayananda, que é considerado o pioneiro da yogaterapia. 

O yoga apresenta técnicas específicas, como hatha-yoga, mantra-yoga, laya-yoga, que se referem a tradições especializadas, e trabalha os aspectos físico, mental, emocional, energético e espiritual do praticante, com vistas à unificação do ser humano em si e por si mesmo. 

Para quem quer começar, a professora Mirian sugere que não tenha pressa de colher os resultados, e que as pessoas pratiquem com disciplina e entrega. “Assim como quando cuidamos de um jardim, devemos aguar com regularidade, cuidar para que pragas e ervas daninhas não dominem a plantação. No caso da prática, a maior praga é a distração da mente. Todo o trabalho que realizamos na yoga tem o objetivo de disciplinar a mente, para desaceleração dos pensamentos”.

Yoga pelo SUS

A professora dá aula em três locais na zona leste da capital paulista. Em média, o preço mensal das aulas, por duas horas semanais, é de R$ 160,00. Mas quem não pode pagar deve procurar o Sistema Único de Saúde (SUS). Os cidadãos podem participar por meio das Práticas Integrativas e Complementares (Pics), da Atenção Primária do SUS.  

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) traz orientações para estruturar as práticas nos serviços da Atenção Básica, como incentivo à inserção da política em todos os níveis de atenção, com ênfase na Atenção Básica; desenvolvimento da PNPIC em caráter multiprofissional, para as categorias presentes no SUS; implantação e implementação de ações e fortalecimento de iniciativas existentes; estabelecimento de mecanismos de financiamento; elaboração de normas técnicas e operacionais para a implantação e o desenvolvimento dessas abordagens no SUS; e articulação com a Política Nacional de Atenção à Saúde (PNAB) e demais políticas do Ministério da Saúde.

Segundo informações do Ministério da Saúde, desde que a atividade foi integrada às Pics em 2017, 37.747 atendimentos foram realizados. Em 2019, 40.304 serviços de yoga foram ofertados pelo SUS e no ano passado, 14.314. atendimentos.

A pasta explica que cabe ao gestor municipal elaborar normas técnicas para inserção das Pics nos serviços de saúde e definir recursos orçamentários e financeiros para implementação dessa política, além da contratação dos profissionais que atuarão nas atividades.

Yoga on-line e gratuita

A yoga pode ser feita sem nenhum equipamento - no máximo um tapete - e em um espaço pequeno. Por isso, as aulas de yoga online se tornaram uma tendência da quarentena. O canal da professora e youtuber Pri Leite passou dos 310 mil inscritos para mais de 1 milhão nessa quarentena e seus vídeos alcançaram mais de 45 milhões de  views (visualizações).

Para quem quer começar logo cedo, a professora ensina uma sequência de posturas poderosas para iniciar o dia com ânimo e cheio de energia.  “Com poucos minutos de prática, ainda na cama, é possível melhorar seu humor e preparar o seu corpo para o que vier pela frente”, destaca Pri Leite

Além de mandar o sono embora e gerar mais energia para o corpo enquanto mantém a mente calma e centrada, a prática do yoga em si proporciona outros benefícios para o corpo, a mente e o coração, de acordo com a especialista. “Começar o dia se movimentando com atenção plena no aqui e agora, antes que sua mente seja bombardeada pela agenda do dia, pode promover grandes mudanças”.

A yogini ensina uma série de posturas para despertar o corpo e a mente:  

Torção deitada

Essa postura é excelente para as costas e também para a digestão, que está intimamente ligada ao sistema imunológico. Além disso, ela ajuda a massagear os órgãos internos e precisa ser iniciada primeiramente pelo lado direito, que é a direção do intestino. E é muito indicada pela manhã.

Como fazer: deite-se sobre o tapete e traga os joelhos em direção ao peito, abraçando-os e balance-os de um lado para o outro. Depois, respire e leve os dois joelhos para a direita na sua exalação. Abra os braços e leve os dois joelhos para a direta e fique nessa postura por até um minuto. Estique uma das pernas se preferir e depois faça para o outro lado.

Postura do gato e da vaca  

A postura do gato e da vaca alonga suas costas, seu tronco e pescoço. Pense nela como uma massagem suave para a coluna – exatamente a postura de ioga que você precisa para a manhã, principalmente se você não dormiu direito durante a noite.

Como fazer: comece em uma postura de quatro apoios, com os seus ombros sobre os pulsos e os quadris sobre os joelhos;

Inspire lentamente e, ao expirar, arredonde a coluna e abaixe a cabeça em direção ao chão (essa é a postura do “gato”);

Inspire novamente levando a cabeça, o peito e o cóccix em direção ao teto enquanto arqueia as costas para a postura da “vaca”;

Faça o alongamento de um a três minutos.

Postura da criança

A postura da criança tira a pressão da parte inferior das costas alongando e alinhando a coluna, o que a descomprime e proporciona um bom alongamento. Essa postura é recomendada para todos, pois além de promover relaxamento também ajuda a estimular o sistema nervoso e parassimpático.

Como fazer: ajoelhe-se no tapete com os joelhos afastados na largura do quadril e os pés juntos atrás de você. Respire fundo e, ao expirar, leve a parte superior do corpo em direção ao chão; leve os braços para frente alongando o pescoço e a coluna; descanse a testa no chão e relaxe, inspirando e expirando, prestando atenção à sua respiração; fique nessa postura de um a três minutos.

Cachorro voltado para baixo

Pri Leite afirma que essa postura é excelente para alongar os isquiotibiais e as panturrilhas. Se você for muito tenso, pode dobrar os joelhos um pouquinho para tornar o alongamento mais confortável.

Veja como fazer: apoie as mãos e os pés no tapete, mantendo os dedos dos pés firmes e os calcanhares sem tocar o chão; eleve os quadris para o alto, com os glúteos voltados para o céu, e deixe a cabeça solta para que o pescoço se alongue, direcionando seu olhar para as pernas ou para o umbigo; com os pulsos paralelos, pressione o chão com as mãos; nessa posição, respire profundamente três vezes ou, se preferir, mantenha por um minuto. 

A cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, voltou a se destacar como exemplo de gestão pública e em indicadores de qualidade de vida. A revista Exame publicou, nessa terça (9), um ranking da empresa Macroplan com a avaliação de vários serviços públicos das 100 maiores cidades do Brasil. Petrolina aparece com a melhor nota entre todos os municípios do Nordeste, inclusive, à frente das capitais.  

Realizado pelo quinto ano, o Índice de Desafios da Gestão Pública avalia 15 indicadores de quatro segmentos estratégicos: educação, segurança, saúde e saneamento/sustentabilidade. Nessas áreas são avaliados dados referentes à cobertura de saúde básica, qualidade de ensino, serviço de esgotamento, taxa de mortalidade infantil, números de homicídios, acidentes de trânsito entre outros. Após catalogar todos esses dados, o estudo detectou uma evolução na qualidade de vida em Petrolina, que resultou no aumento da nota, passando de 0,620 (em 2020) para 0,645 (em 2021).  

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É o segundo levantamento divulgado nos últimos dois meses que mostra Petrolina como referência em gestão pública e qualidade de vida. Em dezembro, a Sudene publicou um ranking com a cidade sertaneja na liderança em Pernambuco e em sexto lugar no Nordeste. "É uma grande notícia para nossa cidade. Nosso compromisso continua sendo em avançar nas políticas públicas para nossa cidade seguir como modelo para Pernambuco, para o Nordeste e um orgulho de cada petrolinense", celebrou o prefeito Miguel Coelho após receber o estudo.

*Da assessoria de imprensa

O acesso ao saneamento básico é um dos principais desafios que os novos prefeitos deverão encarar a partir de 1º de janeiro de 2021 para melhorar as condições de moradia, a prevenção da saúde e o desenvolvimento sustentável dos municípios.

De acordo com a síntese de indicadores sociais do IBGE (edição de 2019), 37 de cada 100 brasileiros residem em domicílio onde falta ao menos um dos serviços de saneamento básico: coleta de lixo, abastecimento de água potável por rede de abastecimento ou esgotamento sanitário por rede coletora.

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Entre os mais pobres a situação é pior: seis de cada dez não contam com ao menos um desses três serviços em casa. Conforme critério do Banco Mundial, essas pessoas estão abaixo da linha de pobreza, dispõem menos de R$ 32 por dia - ou abaixo de US$ 5,50 PPC (paridade de poder de compra) diários, segundo o  conversor do site do Banco Central  (acessado em 29/10 às 15h32).

As mudanças estabelecidas na legislação do saneamento básico, a partir da Lei nº 14.026/2020, preveem a universalização desses serviços até 2033. Os novos prefeitos, que serão eleitos agora em novembro, deverão fazer a adaptação dos municípios às exigências da lei para acessar recursos para melhoria do saneamento básico, como participar de consórcios regionais com outras cidades na prestação dos serviços, aderir a uma agência reguladora e estabelecer novos mecanismos de cobrança.

No caso dos resíduos sólidos, o governo federal está elaborando um plano nacional após a realização de consulta pública

A lei prevê que a cobrança municipal deverá estar instituída até 30 de junho, após votação nas câmaras dos vereadores. “Imagina iniciar o mandato com desemprego, com redução de salário, com economia fraca e ter que instituir cobrança”, assinala Cláudia Lins, supervisora do Núcleo de Desenvolvimento Social da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Responsabilidade intrafederativa

A especialista vê avanços no marco regulatório, mas lembra que a responsabilidade sobre o acesso ao saneamento básico não é apenas dos municípios, mas “intrafederativa”, também dos governos estaduais e do governo federal. “Para esses indicadores avançarem, a gente precisaria ter a Constituição Federal sendo cumprida na sua íntegra, com União, estados e municípios atuando em conjunto para promover melhorias no serviço de saneamento básico.”

Lins pondera que os municípios não têm recursos para investir em saneamento, e que ficam com menos de um quinto de todos os tributos no Brasil. “Se a concentração da arrecadação está com os entres maiores, por que não esses entes maiores se responsabilizarem por esses serviços que é uma obrigação na Constituição?”, indaga a especialista da CNM.

Ela lembra que nos municípios menores e em áreas remotas - como ocorre na Região Norte, onde estão os piores indicadores de saneamento – a dificuldade de implantação dos serviços de saneamento é ainda maior. “Em municípios pequenos e isolados, com maioria rural, os serviços são tão caros, que se deixar só a mercê dos municípios, sem a participação dos estados e da União, a gente vai ter uma evolução muito lenta dos indicadores.”

A preservação da água

Como reportado pela Agência Brasil, desde a votação das mudanças no marco legal do saneamento que resultaram na da Lei nº 14.026/2020, há divisão de opiniões sobre efeitos da iniciativa.

Associações empresariais acreditam que haverá mais condições de investimento e ambiente de negócio para ampliação dos serviços de saneamento. Já algumas entidades da sociedade civil temem que a medida privatize o acesso a recursos hídricos, inviabilize o financiamento das redes mais onerosas e deixe a universalização do saneamento fora de perspectiva.

O pesquisador Gesmar dos Santos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta outros elementos que deverão ser em consideração pelos novos prefeitos e outros gestores públicos quanto a decisão de investir em obras e sistemas de fornecimento de água, coleta de resíduos e esgotamento.

“O saneamento tem que ser tratado como questão de saúde, como direito dos cidadãos. O Estado tem que fazer ações de financiamento, de pesquisa tecnológica, de regulação e de levar mesmo os sistemas de abastecimento de água com qualidade para todos”, pondera.

Santos lembra que para cada R$ 1 gasto com saneamento há retorno de R$ 5,20. O cálculo é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e está citado em nota técnica publicada em julho pelo Ipea.

O especialista ainda assinala que a discussão sobre saneamento tem que ser ampliada e incluir a preservação de rios e mananciais. “Tem uma conta ainda que o Brasil não está colocando: é necessário falar dos custos de preservação dos mananciais, gestão integrada da água. Alguns subsetores produtivos não aceitam que pague pela preservação da água. Isso tem custo. A sociedade não quer pagar e não há essa discussão ampla e sincera.”  

“Não dá para a gente destruir os mananciais de água do lado onde mora para depois buscar água mais longe, com o custo muito mais alto, e aumentar a tarifa de água porque não teve a gestão integrada dos três componentes: ambiental, gestão da água e saneamento”, acrescenta Gesmar dos Santos.

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional do Idoso (hoje, 1º de outubro) é uma oportunidade para que as pessoas lembrem que a idade chega para todos, e que, com ela, novas dificuldades surgirão. Especialistas consultados pela Agência Brasil, no entanto, garantem: é possível envelhecer com qualidade de vida.

Segundo o médico geriatra e diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) Renato Bandeira de Mello, qualidade de vida é algo subjetivo: depende da percepção do indivíduo sobre o que é felicidade.

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Mas, em termos gerais, acrescenta o geriatra, qualidade de vida na velhice está associada a vida ativa: a busca por hábitos saudáveis como atividade física, alimentação saudável; e a manter a mente estimulada com novas atividades. Outro fator associado à qualidade de vida na terceira idade são as relações sociais.“Isso significa contato com a família, amigos e colegas de trabalhos”, resume Mello.

Família

O papel da família para a qualidade de vida do idoso, além de relevante, está previsto em leis. “Mais do que um papel, os familiares têm obrigação com os idosos. Isso, inclusive, é respaldado pelo Estatuto do Idoso”, explica o diretor da SBGG.

Nesse sentido, o estatuto prevê que a família se envolva nos cuidados e na proteção do idoso, “respeitando os seus limites e a autonomia a fim de não o cercear de suas liberdades e desejos”, acrescenta Mello.

Coordenadora-geral do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Eunice Silva destaca ser o ambiente familiar o que registra a maioria das violações de direitos da pessoa idosa. Segundo ela, entre os fatores que resultam em enfermidades, quedas, demência e internamentos prolongados estão a violência doméstica, os maus tratos e o abandono.

“É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania, liberdade e dignidade, ao respeito e às convivências familiar e comunitária”, argumenta a coordenadora do conselho que é vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

Sociedade

De acordo com o médico geriatra e diretor da SBGG, no caso de idosos doentes que precisam de cuidado especial, além do apoio familiar é necessário o apoio da sociedade, que precisa estar atenta também às próprias mudanças que acontecem ao longo do tempo.

“Há que se pensar que, no futuro, os núcleos familiares serão menores. Precisaremos encontrar meios para construir uma sociedade que possa cuidar do idoso”, disse ao lembrar que a qualidade de vida dos idosos depende, ainda, de infraestruturas e de relações que enxerguem esse público não apenas como consumidor, mas como potencial colaborador.

“Bancos, lojas, mercados, transportes e outros serviços e estabelecimentos precisam buscar formas de inclusão, não apenas como consumidor, mas também como força de trabalho”, disse ele à Agência Brasil.

Políticas públicas

Estar antenado com relação às políticas públicas pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do idoso. No âmbito do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Eunice Silva destaca o Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável.

“Ele representa a aplicação, na prática, do Estatuto do Idoso”, explica a coordenadora, referindo-se ao documento que preconiza o envelhecimento como um “direito personalíssimo”, e que sua proteção representa um direito social.

Segundo Eunice, em 2019 a Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI) tem atuado no sentido de levar, a capitais e municípios mais distantes, a inclusão na tecnologia digital para as pessoas idosas.

Na avaliação da coordenadora, esse tipo de tecnologia, que vem sendo disponibilizada pelo Programa Viver, representa um “instrumento libertador e emancipatório, voltado à autonomia e à ampliação dos limites da convivência familiar, da educação, da saúde e da mobilidade física”.

“A meta é implantarmos 100 programas no ano de 2019. O Programa Viver, conta com 202 municípios cadastrados”, explica Eunice. Para ter acesso ao programa nos municípios já implantados, basta aos idosos se cadastrarem nos centros de acolhimento do programa.

A SNDPI informa que tem atuado também para equipar e fortalecer os Conselhos de Direitos Municipais da Pessoa Idosa, por meio da capacitação de conselheiros no Programa Nacional de Educação Continuada em Direitos Humanos, na modalidade de Ensino a Distância (EAD).

Saúde

Entre as políticas públicas ofertadas pelo Ministério da Saúde (MS) aos idosos está a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, que é oferecida gratuitamente a este público. Mais de 3 milhões de cadernetas foram entregues a municípios em 2018.

De acordo com a pasta, essa caderneta passou por algumas atualizações, que permitem melhor conhecer as necessidades de saúde dessa população atendida na atenção primária, de forma a melhor identificar o comprometimento da capacidade funcional, condições de saúde, hábitos de vida e vulnerabilidades.

A caderneta apresenta, ainda, orientações relativas alimentação saudável, atividade física, prevenção de quedas, sexualidade e armazenamento de medicamentos.

Em outra frente de ações – neste caso voltada a profissionais de saúde e gestores, ajudando-os na tarefa de melhorar a qualidade de vida dos idosos – o MS disponibilizou o aplicativo Saúde da Pessoa Idosa. Ele pode ser obtido gratuitamente por meio do Google Play.

Estatísticas

Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) divulgado em 2018, 75,3% dos idosos brasileiros dependem “exclusivamente” dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda segundo o levantamento, 83,1% realizaram pelo menos uma consulta médica nos últimos 12 meses.

Tendo por base dados obtidos por meio da Pesquisa Nacional de Saúde, o MS informa que 24,6% dos idosos tem diabetes, 56,7% tem hipertensão, 18,3% são obesos e 66,8% tem excesso de peso.

As doenças do aparelho circulatório são a principal causa de internação entre idosos. Em 2018, foram 641 mil internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes acima de 60 anos.

Acidentes

De acordo com a SBGG, as principais causas de mortes acidentais de idosos são atropelamento e quedas, o que, segundo seu diretor, pode levar a consequências diretas, como lesões e fraturas, e indiretas, como medo de cair e isolamento social, entre outros.

“A maior parte das quedas da própria altura ocorrem em casa por falta de adaptação do ambiente, excesso de obstáculos, falta de barras de apoio, presença de piso sem antiderrapante e que são perigos contínuos na vida do idoso”, acrescenta o médico geriatra.

As pessoas que têm o dia a dia corrido geralmente buscam em seu tempo livre dormir o máximo possível ou simplesmente não fazer nada. Mas, apesar de todo mundo precisar descansar, incluir a prática de atividade física na sua rotina, além de trazer benefícios para sua saúde física e mental, pode te ajudar a realizar suas tarefas com mais disposição e a aproveitar de forma mais ativa o seu tempo livre. 

"A principal função do exercício físico é ativar o metabolismo e torná-lo mais responsivo a qualquer estímulo externo de trabalho, estudo, entre outras atividades do cotidiano. Com o metabolismo acelerado você consegue ter uma oxigenação maior e todos os seus sentidos acabam respondendo mais efetivamente, além de proporcionar melhor atividade neural, contribuindo com seu foco", explica o educador físico Thiago Santisteban.

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A necessidade de ocupar o tempo livre dormindo o máximo que pode também pode ser reduzida se movimentando mais. "Durante o treino, seu corpo libera hormônios como a serotonina, que produz uma sensação de relaxamento que contribui para maior qualidade do sono, o que, consequentemente, ajuda a regular seu corpo em todas as funções, não somente no sono", acrescenta o educador físico.

Uma pesquisa que analisa o ritmo circadiano – período de 24 horas em que se baseia o relógio biológico – aponta que as pessoas devem limitar a alimentação às primeiras oito a dez horas em que estão acordadas, para dar ao corpo tempo suficiente para digerir os alimentos, descansar e se recuperar.

O estudo foi realizado pelo pesquisador Satchin Panda, professor do Salke Institute, em Dallas, nos Estados Unidos, e vai na contramão dos nutricionistas que recomendam que a alimentação deve ser feita em intervalos regulares, sem pular nenhuma refeição.

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O pesquisador explica que o corpo funciona melhor quando os hábitos alimentares estão alinhados ao ritmo circadiano. "Isso significa que todos os hormônios, todas as substâncias químicas do cérebro, todas as enzimas e até mesmo todos os genes no genoma aumentam e diminuem em determinados momentos do dia", afirma.

Panda destaca que assim como existe um momento ideal para dormir, há um momento adequado para se alimentar, estudar e praticar exercícios físicos. “O que estamos descobrindo é que nosso corpo é voltado para digerir alimentos e absorver nutrientes apenas de oito a dez horas por dia”, completa. "Fora deste período, o nosso relógio circadiano vira a chave, e o nosso corpo entra num modo diferente para recuperar, restaurar e rejuvenescer", acrescenta.

Em 2012, o pesquisador e seus colegas do Instituto Salk realizaram um estudo com dois grupos idênticos de ratos. O primeiro grupo recebeu alimentos ricos em gordura e açúcar e puderam comer sempre que quisessem. Já o segundo grupo recebeu a mesma quantidade de alimentos, mas com um intervalo de oito horas.

Após quase cinco meses, os ratos que se alimentaram sem restrição de horário estavam obesos e diabéticos, com colesterol alto e problemas intestinais. Os que tiveram a mesma dieta, mas com o intervalo de oito horas estavam completamente saudáveis.

Segundo Panda, quando paramos de comer, as toxinas do ambiente e dos alimentos são eliminadas, os níveis de colesterol reduzidos, os músculos, a pele, o revestimento do intestino e até o DNA são reparados. Continuar comendo depois desse intervalo de oito a dez horas prejudica os processos, pois o corpo passa a focar na digestão e no processamento de nutrientes. "Fazer esse intervalo oferece os melhores resultados para a saúde. Mas muitas pessoas não gostam da palavra jejum", afirma.

O pesquisador diz que não sugere o que e em que quantidade as pessoas devem comer, mas que precisam ter em mente os horários em que se alimentam e reservar de oito a dez horas para isso. “Fora desse horário, até comida saudável pode se tornar uma porcaria”, finaliza.

Neste sábado (07), cerca de 500 pessoas se reuniram na Praça do Arsenal e percorreram diversos pontos tradicionais do centro de Recife em mais uma edição da Corrida São Lucas. Realizada pela oitava vez, a prova é promovida pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE) e incentiva os profissionais da área a se juntarem com atletas de alto nível na competição.

Confira os detalhes da corrida na matéria em vídeo a seguir. 

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Para explicar mais sobre os fundamentos científicos da Saúde Quântica, Neurociência e Epigenética, o professor e pesquisador Wallace Lima realiza, neste sábado (19), a partir das 9h, uma palestra gratuita sobre o tema. O evento Caravana Quântica acontece na Academia Pernambucana de Letras e tem como tema "A incrível máquina de criar realidades - como usar o seu cérebro para criar um novo eu".

O encontro faz parte do roteiro da Caravana Quântica, que vai percorrer 10 cidades brasileiras com palestras e workshops. A edição do Recife serve também como lançamento do V Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, que ocorre nos dias 20, 21 e 22 de outubro, no Classic Hall. 

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As inscrições podem feitas online através do site oficial. Entre os destaques do Simpósio estão a Dra Debora Rozman, CEO do Instituto Heartmath, na Califórnia; Joanne Callahan, grande referência mundial no TFT (Terapia do Campo do Pensamento); além de outros pesquisadores, médicos, terapeutas e estudiosos.

A partir da segunda-feira (12), estarão abertas as inscrições para o V Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, evento que será realizado de 20 a 22 de outubro, no Classic Hall, em Olinda. Na programação, estão palestras, workshops e a ExpoQuantum - feira de produtos e serviços na área de saúde integral.

Este ano, a novidade fica por conta do Spa Quântico, um espaço com tratamentos terapêuticos gratuitos para os visitantes. Entre os destaques estão a Dra Debora Rozman, CEO do Instituto Heartmath, na Califórnia; a pesquisadora Desirée Duboounet, responsável pela criação de várias tecnologias quânticas de biofeedback; Joanne Callahan, grande referência mundial na Terapia do Campo do Pensamento; além de outros pesquisadores, médicos, terapeutas e estudiosos.

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Segundo o organizador do evento, o professor e pesquisador Wallace Liimaa, a proposta é compartilhar os ensinamentos de saúde quântica e terapias alternativas, como um meio de cura. "A saúde quântica é uma área da medicina contemporânea que busca contemplar o ser humano de forma integral: mente, corpo, emoções e espírito", afirma, conforme informações da assessoria de imprensa. As inscrições podem ser feitas pela internet

Serviço

V Simpósio de Saúde Quântica e Qualidade de Vida

Classic Hall, de 20 a 22 de outubro

Abertura das inscrições: 12/06

www.simposio.saudequantum.com/inscricao

Emancipado em 1994, o município de Presidente Sarney, no Maranhão, amarga a pior posição entre as 5.565 cidades brasileiras no Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), elaborado pelo Observatório das Metrópoles. A cidade de pouco mais de 17 mil habitantes, a maioria na área rural, também contabiliza números ruins em outros indicadores.

O município está encravado na região mais pobre do Estado: a Baixada Maranhense. Tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 0,555 e a renda per capita é de R$ 170.

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Presidente Sarney não tem abastecimento de água e depende dos poços da praça e de algumas casas que instalaram o equipamento. A esperança para o problema é a ligação com o Rio Turi, distante nove quilômetros.

A cidade também não tem saneamento básico, água encanada, emprego nem hospital. Porcos, bois, cavalos, cachorros e bodes passeiam pela única avenida, a Padre Rios, onde também se acumula o lixo, que só é recolhido a cada três dias. Avaliações da Secretaria Municipal de Saúde apontam que todas as crianças têm vermes. Nenhum representante da prefeitura foi encontrado para comentar o resultado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Levantamento inédito do Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revela que o Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) da cidade de São Paulo é pior do que o indicador de capitais como Goiânia (GO), Aracaju (SE) e Palmas (TO). A pesquisa mediu o bem-estar nos 5.565 municípios do País.

Entre as 27 capitais, a cidade paulista ocupa a 12.ª posição, com índice de 0,8119 - ela está no 1.897.º lugar entre todas as cidades do País. Vitória (ES) lidera, com 0,9. Quanto mais próximo de 1,0, melhor é a condição de bem-estar urbano.

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No ranking geral, considerando todos os municípios do Brasil, as cinco primeiras colocadas estão no Estado de São Paulo. Buritizal é a campeã nacional (0,951). Na 5.565.ª posição, o pior índice é de Presidente Sarney (MA), com 0,444.

O estudo Ibeu Municipal avaliou cinco indicadores de qualidade: mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento de casa para o trabalho; condições ambientais (arborização, esgoto a céu aberto, lixo acumulado); condições habitacionais (número de pessoas por domicílio e de dormitórios); serviços coletivos urbanos (atendimento adequado de água, esgoto, energia e coleta de lixo); e infraestrutura.

A dimensão que apresenta a pior situação de bem-estar, nacionalmente, é a infraestrutura das cidades: 91,5% dos municípios estão em níveis ruins e muito ruins. Para avaliar a infraestrutura, o Observatório considerou sete indicadores: iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros. Somente um município apresenta condição muito boa de infraestrutura: Balneário Camboriú (SC).

Para Marcelo Ribeiro, professor da UFRJ e pesquisador do Observatório, o Ibeu revela uma desigualdade regional. "Os municípios que apresentaram as melhores condições estão nas regiões Sudeste e Sul, um pouco no Centro-Oeste. Os piores índices, em geral, estão no Norte e Nordeste, e também no Centro-Oeste, uma zona de transição", disse.

Arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Lúcio Gomes Machado destaca que Palmas e Brasília, com melhores Índices do que a capital paulista, são cidades planejadas. "Uma cidade razoavelmente planejada, ainda que seja mal gerida, carrega durante bom tempo esse planejamento como trunfo positivo." Segundo Machado, a falta de integração com os municípios da região metropolitana e o crescimento desordenado de São Paulo ajudam a explicar a 12.ª posição entre as capitais.

Em nota, o governo do Estado disse que "trabalha continuamente para garantir as condições necessárias ao crescimento dos municípios paulistas". Procurada, a Prefeitura de São Paulo não comentou.

Campeã

Há um ano, a administradora Janete Rodrigues, de 40 anos, trocou uma vida agitada em Belo Horizonte, metrópole de 2,5 milhões de habitantes, pelos dias pacatos em Buritizal, de 4.077 moradores, no norte do Estado de São Paulo. Ela gostou tanto do lugar que decidiu fincar raízes: arrendou uma pousada e levou o filho de 16 anos para a cidade paulista.

"Estava num nível de estresse muito alto. Vim a passeio, ver minha mãe, e decidi ficar. Aqui é tudo organizado, parece que cada coisa está em seu lugar. Já dispensei os remédios para o estresse", disse Janete. A cidade é planejada. Todas as ruas têm rampas para cadeirantes e não há terrenos vazios na área urbana de Buritizal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quais são as cidades mais atraentes para viver e trabalhar? Londres, Cingapura, Toronto, Paris e Amsterdã lideram a lista de uma consultoria que englobou critérios tão variados quanto qualidade de vida, dinamismo e inovação. O "Cidades de oportunidades", relatório anual da PricewaterhouseCoopers (PwC), condensa distintas prioridades que alguém pode considerar na hora de escolher o lugar mais interessante do planeta para viver. Sua intenção é evitar se basear - como outras listas - em critérios excludentes como o custo, ou a qualidade de vida, o acesso à tecnologia, ou as oportunidades de negócios.

O estudo parte do postulado de que "o futuro são as cidades". "Não são apenas o lugar para onde as pessoas se mudam, mas para onde se mudam os jovens, em particular", declara a PwC. Por essa mesma razão, as cidades devem enfrentar desafios demográficos que demandam respostas complexas - públicas e privadas - que o estudo se propõe classificar.

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No total, 30 cidades integram a classificação, entre elas quatro da América Latina, lideradas pela Cidade do México na 23ª posição, seguida por São Paulo (25), Bogotá (26) e Rio de Janeiro (27). Em sua sétima edição, o relatório da PwC volta a colocar a capital britânica como a mais atraente do mundo, mas esclarece que os dados foram coletados em boa parte antes do Brexit, a decisão britânica de abandonar a União Europeia.

Critérios variados

Em Londres, "a cidade mais cosmopolita do mundo", "se respira a natureza de uma cidade moderna", declara o presidente da PwC Estados Unidos, Tim Ryan. "Outras cidades incluídas no estudo são fascinantes de diferentes formas, mas cada uma reflete a importância tanto dos desafios urbanos como de seu próprio potencial", acrescenta Ryan.

Outras seis cidades europeias estão entre as 20 primeiras: Paris, em quarta posição, elogiada pela qualidade de vida e por sua "capacidade de resiliência" diante das dificuldades econômicas da União Europeia (UE) e dos atentados terroristas, Amsterdã (5), Estocolmo (7), Berlim (12), Madri (18) e Milão (18).

Nova York caiu de segunda da lista no relatório anterior para o sexto lugar mundial. Nos Estados Unidos, é seguida por São Francisco (8), Chicago (13) e Los Angeles (14). Toronto, terceira mais atraente do mundo, é elogiada como uma cidade "de serena civilidade". Além de Cingapura, entre as 30 cidades classificadas há nove asiáticas, entre elas Hong Kong (9), Seul (11) e Tóquio (15).

O estudo permite àqueles que quiserem privilegiar certos tipos de critérios considerá-los separadamente. Londres chega em primeiro lugar em "capital intelectual e inovações", "conexões" e "entorno econômico", por exemplo. Cingapura ganha do restante do mundo em acesso tecnológico, transporte e infraestruturas e facilidade para fazer negócios. Paris e Nova York compartilham o primeiro posto na categoria "demografia e qualidade de vida", e Mumbai, como a mais barata das 30.

A Cidade do México chega em primeiro pela quantidade de táxis e o conforto de suas temperaturas, enquanto Estocolmo e Sydney não têm rival por sua qualidade de vida ambiental.

Metade das crianças e dos adolescentes de São Paulo gostaria de deixar a capital para viver em outra cidade. Esse é o resultado de uma pesquisa relacionada à qualidade de vida de paulistanos entre 10 e 17 anos de idade, realizada pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope Inteligência, divulgada nesta quinta-feira (23).

Ao todo, 805 crianças e jovens foram entrevistados entre os dias 13 e 30 de junho, em todas as regiões da capital. Os números apontam que 49% das crianças e dos adolescentes sairiam da cidade caso tivessem oportunidade. Outros 49% preferem continuar vivendo em São Paulo. Segundo a Rede Nossa São Paulo, a margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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A pesquisa também mostra que, em geral, os jovens têm baixa sensação de pertencimento ao bairro em que vivem. Dos entrevistados, 45% disseram que a região é "apenas um lugar para morar". Outros 53% afirmaram se sentir "parte de uma comunidade".

O levantamento, que recebeu o nome de Irbem Criança e Adolescente, aponta ainda que as "igrejas" e o "Corpo de Bombeiros" são as instituições mais bem avaliadas pelos jovens: 86% consideram "ótimo/bom". Já a "Câmara Municipal" recebeu a pior classificação, com 26% de "ótimo/bom".

Irbem

Para definir o Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), os entrevistados avaliaram 53 itens em uma escala de 1 a 10. Em educação, o "conhecimento dos professores em relação ao que é ensinado" foi o que recebeu a maior nota, com 8 pontos. Os dados também mostram que os estudantes de escolas particulares (apenas 6% dos jovens da pesquisa) estão mais satisfeitos.

Já em relação à segurança pública, o "modo como as pessoas são tratadas pelos policiais" recebeu nota 4,3 - o índice mais baixo. Um a cada cinco jovens também afirmou ter "medo da polícia". Entre os entrevistados, 61% disseram ter medo de assalto, 56% da violência em geral, 33% do tráfico de drogas e 21% de "sair à noite". Cada criança ou adolescente poderia citar, de forma espontânea, até três respostas.

Do total de itens avaliados, 40 receberam nota acima da média de 5,5 pontos e 11 ficaram abaixo dela. Os outros dois itens se mantiveram na média. Sobre a qualidade de vida em São Paulo, os jovens deram nota de 7,1.

Ter uma vida agitada, de trabalho e cuidado com filhos e a casa, é quase sempre um grande cansaço para as mulheres que são mães. Aliar trabalho e família é um privilégio para poucas.

A Home Agent, empresa de terceirização de call center em sistema home office, totaliza cerca de 90% de mulheres no seu quadro de empregados. “Ao lado da família a preocupação com problemas cotidianos é menor e a qualidade de vida é maior, sem perder tempo com o estresse do trânsito a empresa e os clientes só têm a ganhar, pois o atendimento oferecido pelo operador terá muito mais qualidade”, explica o CEO da Home Agent, Fabio Boucinhas, com informações da assessoria de imprensa. Pesquisa realizada pela Home Agent aponta que 50% das mulheres se sentiam culpadas por trabalhar fora e 95% acreditam que a família se sente mais segura com a mãe/mulher em casa.

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O sistema de trabalho home Office possibilita acima de tudo dias melhores para o funcionário e para os que estão ao seu redor. Mais informações sobre a empresa podem ser obtidas por meio da sua página virtual.

O número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou 10% em 2014 em relação às feitas em 2013. O número é uma estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que prevê que sejam feitas 88 mil cirurgias até o fim deste ano. Segundo o presidente da SBCBM, Almino Ramos, o aumento está dentro do esperado, mas a demanda é bem maior: 7 milhões de pessoas aguardam indicação da cirurgia.

Dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico do Ministério da Saúde de 2013 indicam que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso e 17,5% são obesos. Os percentuais são 19% e 48% superiores aos registrados em 2006, quando a proporção era 42,6% e 11,8%, respectivamente. A obesidade é considerada fator de risco para doenças crônicas como diabetes, hipertensão e para alguns tipos de cânceres.

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Ramos diz que o procedimento não é a primeira alternativa para os obesos. “Os casos que chegam à cirurgia já passaram por todas as etapas do procedimento clínico, os pacientes já passaram pelo uso de medicamentos, cuidados nutricionais, já tentaram outras medidas e não conseguiram perder peso”, explica.

Segundo o especialista, a cirurgia bariátrica hoje é usada como uma forma de dar qualidade de vida para o paciente obeso, pois ameniza e até elimina problemas relacionados ao excesso de peso, como o diabetes tipo dois. “Os resultados da operação têm tido uma conotação um pouco diferente. Antigamente a base era só a perda de peso do paciente. Recentemente o objetivo é a melhora das doenças clínicas do paciente. A obesidade leva à uma série de problemas, como hipertensão, diabetes, problemas ortopédicos que juntos ocasionam sérios riscos ao paciente. A cirurgia vem dar qualidade de vida a este paciente”, ressalta

Ramos alerta que o paciente que vai passar pelo procedimento deve entender que não é apenas uma cirurgia, é um programa que envolve acompanhamento médico, psicológico e nutricional. Uma mudança de alimentação e de estilo de vida, que juntos irão colaborar para que a pessoa obesa venha a ter qualidade de vida.

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