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A rede social TikTok compilou parte dos seus sucessos musicais virais, com versões para orquestra, em um álbum que será lançado em CD e vinil no segundo semestre, anunciou a plataforma nesta sexta-feira.

Esta será a primeira vez que o TikTok, em parceria com a gravadora Warner Classics, atuará no mercado tradicional da música.

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Seis singles do álbum serão lançados nas plataformas de "streaming" em 8 de julho.

As 18 faixas do álbum, com o nome "TikTok Classics: Meme and Viral Hits", serão disponibilizadas em agosto nas plataformas "streaming" e nas lojas.

Qualquer pessoa que já passou algum tempo na rede social de vídeos curtos reconhecerá músicas como "No Roots" de Alice Merton ou a canção ao piano "Pieces", de Danilo Stankovic, já utilizada por mais de 3,4 milhões tiktokkers.

"Escutar 'No Roots' em um novo contexto musical é inspirador", declarou Alice Merton em um comunicado. "Estou empolgada com o projeto e ansiosa para ver como ganhará vida".

Todas as canções foram retrabalhadas pela alemã Babelsberg Film Orchestra.

Entre as faixas estão "Monkeys Spinning Monkeys", uma canção animada e repleta de sons de flautas, com mais de 27,1 milhões de visualizações.

Outra escolhida é "Wellerman Sea Shanty", que dominou o TikTok no início de 2021, quando um carteiro escocês, Nathan Evans, gravou um vídeo cantando a música folclórica do século XIX.

A canção viralizou rapidamente e Brian May, do Queen, e o famoso compositor Andrew Lloyd Webber estão entre os que apresentaram suas próprias versões

Na última semana, a China Mobile lançou o “Technical White Paper on 6G Network Architecture“, um documento técnico que propõe um design de arquitetura geral 6G de “três corpos, quatro camadas e cinco lados”. Este também é o primeiro lançamento sistemático da indústria do design de arquitetura de rede 6G. No momento, o 5G já é comercial na China há pelo menos três anos. 

A partir de agora, o número de usuários de telefones celulares 5G excede 400 milhões. De acordo com a lei que a tecnologia de comunicação móvel é atualizada a cada 10 anos, espera-se que o 6G seja comercializado por volta de 2030.

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O relatório da China Mobile apresenta uma arquitetura de rede 6G de domínio cruzado, camada cruzada e multidimensional a partir de três perspectivas: visão espacial, visão em camadas e visão funcional por meio de uma análise sistemática de forças motrizes, julgamentos e conceitos. 

Uma nova era da internet

Há uma proposta para o projeto duplo, projeto de sistema e projeto de rede da implementação da arquitetura. Isso é baseado no projeto de arquitetura geral. Em 2019, o primeiro white paper 6G do mundo “KeyDrivers and Research Challenges of Ubiquitous 6G Wireless Intelligence” chegou ao público. O white paper aponta que a maioria dos indicadores de desempenho do 6G será melhor em 10 a 100 vezes. Na era 6G, será possível baixar 10 vídeos em HD do mesmo tipo em um segundo. 

Além disso, em junho do ano passado, o grupo de promoção IMT-2030 (6G) lançou o “6G Overall Vision and Potential Key Technologies White Paper”. Este artigo mostra que, com base no 5G de alta velocidade, grande conexão, baixa latência e alta confiabilidade, o 6G traz mais. É a nova tendência de imersão, inteligência, globalização e assim por diante. 

De acordo com os dados mais recentes, o número total de clientes da China Mobile atingiu 967 milhões. A operadora teve um aumento líquido de 202 clientes mil este mês e um aumento líquido acumulado de 9,706 milhões este ano. O número acumulado de usuários de pacotes 5G agora é de 495 milhões. 

No ano passado, com as restrições do segundo ano da pandemia de Covid-19, a convivência de muitos casais foi colocada à prova, e os cartórios brasileiros registraram mais de 80 mil divórcios extrajudiciais. Mas 2021 foi também o primeiro ano completo em que o ato oficial de separação pôde ser feito inteiramente pela internet, fator que pode ter contribuído para esse número recorde.

Com o impulso dado pelo distanciamento social e a regulamentação dos serviços cartoriais por meio online, feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda no primeiro ano de pandemia, os casais passaram a ter a opção de resolver toda burocracia sem precisar se encontrar.

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O primeiro divórcio extrajudicial inteiramente online foi realizado por um cartório de Sobradinho, no Distrito Federal, em junho de 2020. A partir daí, a ideia de se separar sem precisar se encontrar com a outra parte veio para ficar. Ainda que pandemia perca força, o divórcio extrajudicial online vai continuar disponível em cartórios de todo o país. 

“Os benefícios para os casais que adotam essa modalidade são diversos, como, por exemplo, a celeridade no procedimento e a prevenção ao próprio casal que não deseja se encontrar pessoalmente em razão de brigas e desentendimentos, evitando discussões desnecessárias no momento da assinatura”, explica o advogado Benito Conde, especializado em Direito de família. “A adesão a esse sistema é mais saudável para ambas as partes”, avalia ele, que disse sempre indicar o procedimento a seus clientes. 

O serviço já se encontra incorporado à plataforma e-Notariado, que viabiliza os atendimentos virtuais pelos cartórios. Ainda assim, nem todos os estabelecimentos estão aptos a realizar o divórcio online, e os interessados devem buscar algum que tenha aderido ao sistema e possua a estrutura necessária.

Condições

O divórcio extrajudicial em cartório existe desde 2007. O procedimento é, em geral, mais barato e mais rápido que um divórcio levado à Justiça, onde as partes ficam à mercê de prazos processuais, recursos, agenda de audiências e outras contingências que podem levar o procedimento a durar anos.

Na versão online, ainda mais rápida, as exigências são as mesmas de qualquer divórcio extrajudicial. É obrigatório, por exemplo, que ao menos um advogado participe do processo, sendo o profissional responsável pela redação de um acordo extrajudicial entre o casal. O defensor pode ou não ser compartilhado entre as partes, e deve estar presente também na videoconferência necessária para selar o ato.

Outra exigência é que a separação seja inteiramente consensual, estando as partes em plena concordância sobre cada um dos termos do acordo. “Sejam eles acerca da partilha dos bens, arbitramento ou não de pensão alimentícia e eventuais indenizações”, afirma o advogado. Qualquer divergência, por mínima que for, impede a realização extrajudicial do divórcio e o processo passa a exigir a intermediação de um juiz.  

O divórcio extrajudicial, seja online ou presencial, também não pode ser feito se o casal tiver algum filho menor de idade, ou algum dependente maior de idade considerado incapaz. Nesses casos, é preciso que o Ministério Público dê seu parecer sobre os termos do divórcio, defendendo os interesses dos menores ou incapazes.

O mesmo ocorre caso haja uma mulher grávida envolvida, pois o nascituro também precisa ter seus interesses preservados pelo Ministério Público. Em alguns estados, como São Paulo, é possível realizar o divórcio extrajudicial mesmo com filhos menores, desde que a situação da guarda já tenha sido resolvida judicialmente.

Justiça online

Ainda que implique um processo mais caro e demorado, é possível que separação pela via judicial também seja realizada de forma online. Isso porque, em função da pandemia, muitas audiências foram transferidas para o formato de videoconferência, e a tendência é que esse movimento se mantenha ou mesmo se intensifique daqui por diante.

O processo judicial pode ser a alternativa mais viável para casais com poucos recursos financeiros, pois é possível pleitear o benefício da Justiça gratuita, que pode ser concedida pelo juiz, afastando a necessidade do pagamento das custas do processo.

A Comissão Europeia apresentou nesta quinta-feira (16) um novo código de boas práticas que conta com o apoio de várias plataformas digitais para intensificar o combate à desinformação das redes sociais.

Entre as plataformas que assinaram sua adesão ao novo código, destacam-se gigantes como Meta, Google, Twitter, Microsoft, Vimeo e TikTok, além de entidades como Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Avaaz.

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As próprias plataformas de assinatura participaram da elaboração do texto, que contém cerca de quarenta compromissos – o dobro do código anterior, de 2018 – e indicadores para medir seu cumprimento.

"Acho que é realmente um pacote poderoso de novas medidas que chega em um momento em que a Rússia está usando essa informação como arma (...) e também quando vemos ataques à democracia em geral, e é hora de agir", disse a vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova.

Por seu lado, o comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, salientou que se trata de "uma questão sensível (...) porque tem impacto no nosso cotidiano" e também porque "refere-se aos nossos valores fundamentais ".

O código anterior baseava-se unicamente na autorregulação, com resultados considerados insuficientes pela Comissão Europeia. Desta vez, a adesão ao código continua voluntária, mas para "plataformas muito grandes" (chegando a 45 milhões de usuários na UE) ajuda a cumprir as obrigações estabelecidas na Lei de Serviços Digitais (conhecida por sua sigla em inglês, DSA ).

A DSA, que está em processo de adoção, exige que essas plataformas se esforcem para “reduzir o risco” de desinformação e prevê multas de até 6% de seu faturamento global. Um dos principais compromissos é acabar com os lucros da desinformação.

Plataformas de veiculação de anúncios, como a Alphabet, controladora do Google, estão comprometidas em bloquear anúncios com conteúdo de conspiração e verificar de onde eles vêm. Elas também estão comprometidas em combater ativamente anúncios que contenham desinformação.

Os signatários do código devem fornecer aos usuários ferramentas para identificar e relatar informações falsas ou enganosas e devem cooperar mais estreitamente com os verificadores de fatos em todos os idiomas da UE.

Os verificadores também obtêm suporte adicional, em particular por terem acesso a dados agregados e anônimos. Ao contrário do conteúdo ilegal, a desinformação não estará sujeita à remoção imediata devido ao princípio da liberdade de expressão. Em vez disso, levaria os usuários a recorrer a fontes confiáveis de informação, particularmente aquelas que atendem aos padrões estabelecidos pela Journalism Trust Initiative, da qual a RSF e a AFP são parceiras.

As plataformas também estão comprometidas em tornar a publicidade política mais transparente, identificando-as claramente como tal e informando aos usuários por que foram direcionadas.

As tecnologias de inteligência artificial estão se tornando "conscientes"? Um engenheiro do Google foi suspenso por dizer que sim e despertou um debate que está longe de ser ficção científica.

A LaMDA, um software do Google que gera chatbots - robôs que conversam virtualmente -, "sabe claramente o que quer e o que considera como direitos enquanto pessoa", escreveu o engenheiro Blake Lemoine na plataforma Medium.

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Na empresa e na comunidade científica, esta opinião é muitas vezes considerada absurda ou, no melhor dos casos, prematura.

Programas baseados em aprendizagem automática são "treinados" a partir de conjuntos de dados que abordam os conceitos de consciência ou identidade e são capazes de causar essa ilusão.

"Os programas que acessam a Internet podem responder a qualquer pergunta", mas isso não os torna confiáveis, diz a professora Susan Schneider, fundadora de um centro de pesquisa na Universidade Florida Atlantic.

Apesar de suas objeções à teoria, Scheiner desaprova as sanções do Google contra Lemoine.

O Google tende a "tentar silenciar questões éticas", disse Scheiner. "Precisamos de debates públicos sobre essas questões espinhosas", acrescentou.

"Centenas de pesquisadores e engenheiros conversaram com a LaMDA e, até onde sabemos, ninguém fez essas alegações ou antropomorfizou a LaMDA como Blake fez", comentou Brian Gabriel, porta-voz do Google.

O poder da imaginação

De Pinóquio ao filme "Ela", sobre o romance de um escritor com um chatbot, a ideia de uma entidade não-humana ganhando vida "está presente em nosso imaginário", diz Mark Kingwell, professor da Universidade de Toronto, no Canadá.

"É difícil respeitar a distância entre o que imaginamos como possível e o que é realmente possível", estima.

Os sistemas de inteligência artificial são avaliados há muito tempo com o teste de Turing: Se o avaliador fala com um computador, sem perceber que não está falando com uma pessoa, a máquina está "aprovada".

"Mas em 2022 é muito fácil para uma IA conseguir isso", destaca o autor.

Os cientistas são capazes até de dar uma personalidade a um programa de inteligência artificial.

"Podemos fazer, por exemplo, uma IA neurótica" com as conversas que pode ter com uma pessoa deprimida, explica Shashank Srivastava, professora de ciência da computação da Universidade da Carolina do Norte.

E se o chatbot estiver integrado a um robô humanoide com expressões ultrarrealistas ou se um programa escrever poemas ou compor músicas, como já é o caso, nossos sentidos biológicos podem ser facilmente enganados.

"Estamos em um hype midiático em torno da IA", adverte Bender.

"E muito dinheiro é investido. Assim, os funcionários desse setor sentem que trabalham em algo importante, algo real, e não necessariamente têm a distância necessária".

"Futuro da humanidade"

Como, então, alguém poderia determinar com precisão se uma entidade artificial se torna sensível e consciente?

"Se conseguirmos substituir tecidos neurais por chips, seria um sinal de que as máquinas podem ser potencialmente conscientes", aponta Schneider.

A especialista acompanha de perto o progresso da Neuralink, uma empresa fundada por Elon Musk para fabricar implantes cerebrais para fins médicos, mas também para "garantir o futuro da humanidade, como civilização, em relação à IA", segundo o magnata.

Musk, dono da Tesla e da SpaceX, faz parte daqueles que têm a visão de que máquinas todo-poderosas podem assumir o controle.

Para Mark Kingwell é exatamente o oposto.

Se um dia aparecer uma entidade autônoma, capaz de usar um idioma, mover-se por conta própria e expressar preferências e fraquezas, “será importante não a considerar uma escrava (…) e protegê-la”, diz.

A Microsoft finalmente encerrará o suporte ao Internet Explorer em várias versões do Windows nesta quarta-feira (15), quase 27 anos após seu lançamento, em 16 de agosto de 1995. Depois de chegar ao fim de sua vida útil, o aplicativo de desktop Internet Explorer será desativado. Ele será substituído pelo novo Microsoft Edge, baseado em Chromium, com usuários redirecionados automaticamente para o Edge ao iniciar o IE11.

Essa aposentadoria afeta os aplicativos de área de trabalho do Internet Explorer 11 em versões específicas do Windows 10, entregues por meio do Canal Semestral (SAC) para sistemas que executam SKUs de cliente do Windows 10 (versão 20H2 e posterior) e Windows 10 IoT (versão 20H2 e posterior). O Internet Explorer também não está disponível no Windows 11, onde o novo Microsoft Edge baseado em Chromium é o navegador da Web padrão.

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As versões do Windows em que o Internet Explorer ainda estará disponível após 15 de junho de 2022 incluem o Windows 7 ESU, o Windows 8.1 e todas as versões do cliente Windows 10 LTSC, IoT e Server.

"O aplicativo de desktop Internet Explorer (IE) 11 encerrará o suporte ao canal semestral do Windows 10 a partir de 15 de junho de 2022", diz a Microsoft na página do ciclo de vida do IE11.

Ainda conforme a Microsoft, "para sistemas operacionais suportados, o Internet Explorer 11 continuará recebendo atualizações de segurança e suporte técnico para o ciclo de vida da versão do Windows na qual está instalado". Outros aplicativos e serviços da Microsoft também encerraram o suporte ao IE11 nos últimos anos.

O Internet Explorer continuará com o modo Edge IE

O fim do Internet Explorer provavelmente não surpreende ninguém, já que a Microsoft vem incentivando os clientes a mudar do Internet Explorer há anos. Em agosto de 2020, a empresa anunciou planos de abandonar o suporte para navegadores da Web Internet Explorer 11 no Windows 10 e Microsoft 365, com um anúncio oficial da aposentadoria do aplicativo de desktop Internet Explorer 11 emitido em 19 de maio de 2021.

A Microsoft passou a descontinuar o suporte do IE no Teams em 30 de novembro de 2020 e encerrou o suporte nos aplicativos e serviços do Microsoft 365 em 17 de agosto de 2021.

"Os clientes são incentivados a migrar para o Microsoft Edge com o modo IE. O modo IE permite compatibilidade com versões anteriores e terá suporte até pelo menos 2029", acrescentou Redmond.

Para habilitar o modo IE no Edge, o usuário deve acessar edge://settings/defaultbrowser, alternar para 'Permitir que sites sejam recarregados no Internet Explorer' e reiniciar o navegador da web.

Usuários do Instagram estão reclamando que a função Stories da rede social está apresentando bug desde a última terça-feira (14). Isso porque os posts antigos, já visualizados, estão retornando cada vez que o usuário sai e entra para ver as novas publicações.

Segundo registrado pelo Downdetector, as reclamações começaram às 10h27 da manhã de ontem, com pico às 14h12 da terça. O Instagram confirmou ao The Verge que está ciente dos problemas e está trabalhando para corrigi-los. 

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“Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar os Stories do Instagram. Estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o mais rápido possível e pedimos desculpas por qualquer inconveniente", disse a empresa.

Ao que indica, a falha não é só no Brasil, já que existem reclamações em outros idiomas publicadas no Twitter.

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O ministro das Comunicações, Fábio Faria, defendeu nesta terça-feira (14) a parceria do governo brasileiro com a Starlink, empresa de conectividade sub-orbital do empresário sul-africano Elon Musk. O empresário esteve no Brasil em maio e tratou de um projeto de conexão de 19 mil escolas brasileiras usando o sistema de satélites de internet. Além disso, a Starlink também auxiliará no monitoramento ambiental da Amazônia. 

Faria foi convidado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o projeto de conectividade e monitoramento para a Amazônia, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e a Starlink. Questionado por deputados de oposição, o ministro considerou a parceria vantajosa para o país. 

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“O ministério da Justiça paga R$ 40 milhões ao ano para a [empresa] Planet monitorar a Amazônia, de acordo com a Justiça. Se um empresário quiser dar, de graça, para o Brasil, a [custo] zero, em vez de pagarmos 40 milhões, a gente vai negar?”, argumentou.  Jorge Solla (PT-BA) questionou a suposta filantropia de Musk, de vir ao Brasil “de graça”, como disse o ministro das Comunicações. “Queria entender qual é o interesse dessas relações. Posso até estar desconfiando, mas é muito difícil achar que alguém que acumulou a fortuna que ele acumulou veio aqui só para oferecer bondades ao Brasil. O que ele quer em troca? Quero saber se não tem uma contrapartida”, perguntou Solla. 

O ministro negou ter havido qualquer contrapartida do governo federal a Musk. “Por que tem que ter toma lá, dá cá? Vem aqui para entregar, para investir no Brasil, para conectar escolas, para ceder os satélites para o governo brasileiro. Não vem aqui para receber nada”. No dia do encontro com Musk, no interior de São Paulo, Faria chegou a dizer que “o sonho de Musk é ajudar na educação conectando as escolas em áreas rurais”. 

O ministro também negou ter agido para beneficiar a Starlink junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ele rebateu acusações de que teria se reunido com a agência reguladora em nome da empresa de Musk para facilitar sua operação no Brasil. Ele afirmou ter agido para desburocratizar o acesso de todas as empresas do setor interessadas em atuar no Brasil. 

Segundo Faria, o Brasil apresentava um entrave a empresas estrangeiras do setor. Ele explicou que a Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência,  Tecnologia e Inovações, precisaria autorizar a presença de um satélite no espaço aéreo nacional. E, por isso, foi à Anatel pedir uma revisão dessa exigência. 

“Eu chamei uma reunião com todos os conselheiros da Anatel presentes e disse 'eu tenho um pedido para fazer. Eu não acho justo que vocês peçam para a AEB falar se aceita ter um satélite em cima do Brasil ou não. Porque se ela falar que sim ou que não, não muda. Quem autoriza o envio de satélites é a UIT [União Internacional de Telecomunicações], na Suíça'”, disse o ministro. 

Ele explicou que os satélites que orbitam na Terra passam sobre o Brasil dezenas de vezes ao dia e que o país não tem esse controle. E, segundo ele, restaria ao Brasil receber ou não as informações coletadas por tais satélites. “Todos os satélites que estão no espaço sabem tudo que está acontecendo aqui. E se eles compartilharem com o governo brasileiro, a gente vai ter muito mais informações”, complementou. 

Fábio Faria também foi questionado sobre um suposto convite que teria recebido para trabalhar para o empresário sul-africano radicado nos Estados Unidos assim que deixasse o governo federal. Ele afirmou não ter recebido convite formal. “Eu não recebi convite formal de ninguém até agora. Recebi algumas pessoas que querem conversar”, respondeu. 

Ele acrescentou que assim que receber convites para retornar à iniciativa privada, os encaminhará à Comissão de Ética da Presidência da República, responsável por dizer se é necessária quarentena ou não. “A única decisão que eu tenho é que não sou mais candidato. Eu só estive com ele duas vezes. Ninguém tratou sobre o que eu vou fazer quando deixar de ser deputado ou ministro”.

O Windows Insider, da Microsoft, esclareceu, através das redes sociais, que os requisitos para a versão 22H2 do Windows 11 não mudaram. O Insider é um programa da Microsoft que permite aos usuários se inscrever para contribuir pelo desenvolvimento do sistema operacional Windows, anteriormente apenas acessível aos desenvolvedores. Assim, esse grupo seleto tem acesso às atualizações do sistema com antecedência. 

Recentemente, de acordo com as informações obtidas por sites como Neowin e Tom's Hardware, alguns usuários de PCs com Windows 10 funcionando em CPUs de sexta e sétima geração Intel, que não fazem parte da lista oficial de CPUs compatíveis, receberam o convite para testar a nova versão do Windows 11. A maioria das ofertas teria aparecido para usuários de chips Kaby Lake, apenas uma geração atrás das especificações listadas pela Microsoft. No entanto, a situação se tratou apenas de um bug. 

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Além de contar com um chip TPM 2.0 ativo, o computador precisa contar com um processador aprovado pela companhia para receber a atualização automática. 

Windows 11 22H2 

A versão prévia do Windows 11, versão 22H2, já está disponível para as organizações comerciais validarem antes de seu lançamento ainda este ano. As organizações inscritas no Windows Insider Program for Business podem acessar essa compilação por meio de todos os canais padrão, incluindo: 

- Windows Update, Windows Update para Empresas;

- Serviços de atualização do Windows Server (WSUS); 

- Página de downloads do Windows Insider Preview;

- Azure Marketplace.

Vários recursos futuros do Windows 11 foram debatidos, mas não está claro qual deles chegará à atualização de recursos 22H2. A principal fonte de informação é a própria Microsoft, que deu pistas sobre novos recursos em vários pontos nos últimos meses. Em fevereiro de 2022, a empresa começou a testar novos recursos com membros do Programa Windows Insider. 

Isso inclui novos gestos de toque e o retorno do suporte de arrastar e soltar na barra de tarefas (depois que foi removido com a introdução do Windows 11). Espera-se que ambos cheguem na atualização 22H2. De fato, um artigo do Windows Central do mesmo mês sugere que todos os itens a seguir chegarão na atualização: 

- Pastas de aplicativos no menu Iniciar; 

- Área fixada redimensionável no menu Iniciar; 

- Atualizações da bandeja do sistema; 

- Integração do Focus Assist com o Notification Center; 

- Novo recurso de papel de parede “destaque”; 

- Novo recurso de acessibilidade de acesso por voz; 

- Novos gestos e animações para usuários de toque; 

- Nova interface de barra de tarefas minimizada para tablets; 

- Novo aplicativo Gerenciador de Tarefas; 

- Melhor integração do OneDrive com o Explorador de Arquivos;

O Google Maps lançou um novo recurso que permite que os usuários verifiquem a qualidade do ar da sua região e em possíveis destinos. Inicialmente, essa atualização foi liberada apenas para os Estados Unidos, Índia e Austrália.

O Índice de Qualidade do Ar (AQI na sigla em inglês) deve oferecer uma medida confiável de quão saudável ou poluído está o ar. Informações sobre o tempo, dicas de atividades para praticar ao ar livre acompanharão o novo recurso.

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Segundo o Tecmundo, para conferir o AQI, o usuário deve tocar no ícone camadas do Google Maps e selecionar a qualidade do ar. As estações de monitoramento da qualidade do ar mais próximas irão aparecer como pequenas bolhas, mostrando pontos coloridos que irão indicar a qualidade do ar conforme uma escala definida pelo aplicativo.

As estações de monitoramento do AQI utilizadas pelo Google pertencem aos órgãos regulatórios governamentais ou parceiros não governamentais.

A Meta, casa matriz do Facebook, quer garantir a difusão de informação confiável em suas plataformas, populares na América Latina, e um acesso seguro a seu metaverso, afirmou seu presidente de Assuntos Globais, Nick Clegg.

Queremos "que quando nossos serviços forem usados em eleições e momentos de maior debate, tenhamos um papel responsável para garantir às pessoas acesso a informação autorizada", disse Clegg em entrevista à AFP em Los Angeles, onde participa da Cúpula das Américas.

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"E se observamos a forma como nossos serviços têm sido usados na América Latina durante a pandemia (...), o WhatsApp foi uma das formas mais importantes em que as pessoas encontraram acesso a informação confiável sobre onde poderiam conseguir uma vacina", avaliou.

"Trabalhamos com 'fact checkers' independentes na América Latina, trabalhamos no WhatsApp com muitos governos na região para ajudar as pessoas a encontrar informação confiável sobre a pandemia e eleições", explicou.

"Se as pessoas não se sentem seguras, não vão usar nossos aplicativos. É para a sociedade, mas também para nosso próprio interesse", acrescentou Clegg.

A AFP faz parte do programa de verificação digital da Meta em mais de 80 países e 24 idiomas. No âmbito deste programa, a Meta paga a cerca de 80 organizações, incluindo meios de comunicação e checadores especializados, em troca de usar suas verificações em Facebook, WhatsApp e Instagram.

Assim, o conteúdo qualificado como "falso" atinge um público menor. O usuário que tenta compartilhar essa publicação recebe um artigo explicando que o mesmo é enganoso e quem já a compartilhou recebe uma notificação com um link para a verificação. Nenhuma publicação é retirada das plataformas e os checadores de fatos são livres para escolher como ou o que averiguar.

- Metaverso -

Número três no comando da gigante californiana, Clegg avaliou que há grandes oportunidades para a América Latina com o metaverso, universo virtual onde é possível ter uma vida paralela, a grande aposta de Mark Zuckerberg.

"Vai beneficiar a América Latina porque haverá uma economia digital totalmente nova e as pessoas vão vender e comprar serviços e benefícios digitais que ainda não foram inventados. O potencial é enorme no continente", afirmou.

Mas ele não se arriscou a antecipar planos de investimentos. "Estamos em uma viagem, nas primeiras etapas desta viagem para o metaverso, e não posso dizer hoje exatamente como vamos investir no futuro", acrescentou.

Diferentemente das redes sociais atuais, onde uma publicação com ameaça ou assédio pode ficar no ar por horas antes de ser derrubada, com o metaverso isto poderá ser melhor controlado, explicou.

"No futuro seria muito diferente. Isso vai dar às pessoas muito mais controle, como controlar sua interação. Se eu não quero falar com você no futuro do metaverso, eu posso simplesmente sair do espaço de um momento a outro", como na vida cotidiana, quando não se quer interagir com alguém.

Um dos princípios "fundamentais" do metaverso "será a interoperabilidade".

Isso significa que "no futuro, se estamos falando no metaverso da Meta e queremos ir juntos ver um show no metaverso da Microsoft (...), podemos passar de uma parte a outra do metaverso", detalhou Clegg.

Por isso mantêm conversas com Microsoft, Google, Magic Leap, além de governos e especialistas, para estabelecer as regras, destacou.

"Que seja uma experiência que tenha liberdade de circulação de um metaverso para outro, mas também segurança. Esse equilíbrio entre liberdade e segurança é fundamental", explicou.

- A essência do WhatsApp -

Sobre o WhatsApp, outra ferramenta popular na região, Clegg disse que estudam a forma de monetizá-la, mas sem perder sua essência.

"Agora não monetizamos o WhatsApp muito em comparação com o Facebook e o Instagram porque não há publicidade da mesma forma", lembrou.

"Estamos tentando ver como as pessoas podem usar o WhatsApp para pagar" suas compras "sem trocar" o motivo pelo qual "as pessoas gostam de usar o WhatsApp, que é (ser) simples, privado, seguro", detalhou.

Outro dos objetivos da Meta, segundo Clegg, é garantir que as pequenas e médias empresas latino-americanas que usam suas plataformas para negócios continuem a fazê-lo sem contratempos.

O Conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira, 2, o pedido de prazo adicional de 60 dias para as operadoras ativarem a internet móvel de quinta geração (5G) nas capitais estaduais.

Pela regra original, o 5G deveria estar disponível nas capitais até 31 de julho. Agora, as operadoras estarão liberadas para concluir a implementação das redes até 29 de agosto, com o ativação do sinal para uso geral da população em até 30 dias a partir daí, portanto, 28 de setembro.

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A possibilidade de extensão do prazo já era prevista no edital dos lotes de frequências para o 5G, realizado no fim do ano passado pela Anatel.

A proposta de utilização de uso desse prazo adicional partiu do Grupo de Acompanhamento das Obrigações da Faixa de 3,5 Ghz (Gaispi).

A faixa de 3,5 Ghz está passando por uma limpeza a fim de evitar interferências no tráfego do sinal de 5G com os sinais de TV para antenas parabólicas, que até então usavam o mesmo espaço.

O problema é que as teles relataram demora no recebimento de aparelhos para limpeza da faixa.

O Senado aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira (2), a PEC 47/2021, de autoria da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que insere um dispositivo no artigo 5º da Constituição, assegurando a todos o direito à inclusão digital e determinando que o poder público promova políticas “que visem ampliar o acesso à internet em todo território nacional”. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados. 

Na justificativa da proposta, a senadora lembrou que o Brasil tem uma das conexões mais caras do mundo e por ser fundamental nos dias de hoje é oportunidade de emprego e desenvolvimento para os jovens. A expectativa é de que, se aprovada também pelos deputados, a inclusão digital passe a ser um direito constitucional e vire uma agenda de Estado. Será obrigatório um planejamento para que prazos sejam cumpridos e o direito efetivamente garantido. 

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 “A pandemia nos mostrou a importância da digitalização da educação e descortinou a dura realidade da desigualdade entre gerações de alunos que ficaram atrasados, porque não tinham acesso algum aos meios digitais para continuar aprendendo. Não há como negar que o ambiente escolar precisa estar cada vez mais interativo, inovador e tecnológico”, defendeu Tebet.

 

O TikTok está testando um novo recurso que permite que os usuários rolem pelo conteúdo do aplicativo sem elementos de interface como nomes de usuário, legendas e informações de áudio na tela. O “Clear Mode” (Modo Limpar/de Limpeza) foi visto pela primeira vez na semana passada pelo ex-editor do The Next Web Matt Navarra, com o TikTok fornecendo a confirmação do TechCrunch de que estava testando o recurso na terça-feira.

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A empresa não disse quando se já é possível esperar que o Clear Mode seja lançado mais amplamente. Como sempre, também vale a pena notar que o TikTok pode decidir não implementar o recurso com base nas informações que a empresa coleta dos usuários.

Se você se inscreveu no teste, pode acessar o Modo Limpar pressionando um vídeo e tocando na opção apropriada. Como aponta o TechCrunch, o recurso, se implementado, facilitaria a vida dos criadores, pois eles não precisariam mais fazer o upload de clipes que as pessoas desejam capturar. Muitas vezes, será possível ver os usuários do TikTok deixarem um comentário com “crop” em um vídeo, porque uma legenda ou botão ocultou parte de um vídeo que eles desejam compartilhar.

O TikTok vem testando mais desses tipos de melhorias na qualidade de vida nos últimos meses. Por exemplo, alguns usuários recentemente obtiveram acesso a um recurso de histórico de exibição que facilita a redescoberta de vídeos que a conta esqueceu de curtir.

 

O Dia dos Namorados deve trazer crescimento de 5% para o comércio eletrônico brasileiro em relação ao mesmo período de 2021. O dado é de um levantamento feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Considerando os 14 dias que antecedem a data, a pesquisa indica que o faturamento deve chegar a R$ 6,7 bilhões.

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A instituição estima cerca de 14,7 milhões de pedidos e tíquete médio de R$ 460. A estimativa de crescimento da instituição para o ano é mais ambiciosa: 12,5%.

Nesta sexta-feira (27), a banda curitibana Jovem Dionísio, autora da música que viralizou no Tik Tok e Instagram, relatou como tem sido o sucesso repentino. Também contou quem é Pedrinho e do porquê ele precisa acordar. “Acorda Pedrinho / Que hoje tem campeonato / Vem dançar comigo / Vai ver que eu te esculacho.”. Nos últimos dias é improvável passar muito tempo nas redes sociais sem cruzar, por ao menos 15 segundos com esses versos. Neste momento, de acordo com a lista de virais do Spotify, lidera as mais tocadas no Brasil pelo 15º dia seguido.  

Os autores do viral são os integrantes da banda curitibana Jovem Dionísio. Autointitulados como uma “boy band de boteco”, a resposta para a maioria das perguntas que surgem desse sucesso está próxima do centro de Curitiba, no conhecido “bar do Dionísio”, que batiza o grupo. A música, que também dá nome ao primeiro álbum deles, era até então uma piada interna entre eles, mas agora é responsável por lotar a agenda da banda.

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O grupo é formado por cinco amigos de infância. “A gente começou a tocar real mesmo quando todo mundo entrou na faculdade”, contou o tecladista Ber Hey. Em 2019, decidiram que iriam lançar suas próprias músicas e o “bar do Dionísio” passou a ser o local de encontro dos amigos.

Em 2021, eles começaram a produção do seu álbum de estreia; por conta da Covid-19 o primeiro disco foi feito ao longo de períodos de isolamento do grupo em uma fazenda. “O Pedrinho é um grande amigo nosso. Ele frequenta o bar, já conhece a gente faz bastante tempo de lá. Sempre dá risada junto, joga sinuca junto”, afirmou o baixista Karam. E é um senhor de 60 e poucos anos, conhecido pelos frequentadores do local pelo hábito de tirar um cochilo sentado em uma mesa do bar. Eles explicaram que seus amigos do bar são mais velhos, e os cochilos uma piada interna antiga entre todos. Na parte da letra que fala “hoje tem campeonato” é uma referência às frequentes disputas que ocorrem na mesa de sinuca do bar.  

Por Camily Maciel 

Muito brevemente, o Telegram não deve mais ostentar o seu famoso slogan "grátis para sempre". Isso porque, segundo o especialista em vazamentos Alessandro Paluzzi, a plataforma está trabalhando em um plano de assinatura chamado "Telegram Premium".

Com essa nova versão, os usuários poderão desbloquear adesivos premium, reações adicionais e outras novidades que devem estar sendo preparadas pelo aplicativo.

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O Telegram já vinha considerando uma nova versão com serviços exclusivos e pagos desde dezembro de 2020. Alessandro destaca que os usuários premium receberão um selo que será mostrado a outros usuários na lista de bate-papo.

Ainda não há informações oficiais dessa nova versão do aplicativo. Por isso, os novos usuários devem continuar sendo recebidos com o slogan "Telegram é grátis para sempre".

Usuários relatam que o Instagram está com instabilidade nesta quinta-feira (26). Mais cedo, o aplicativo apresentou erros para carregar os filtros nos stories. Agora os usuários reclamam de dificuldade para acessar a plataforma.

Há reclamações diversas. Uns apontam que estão visualizando publicações antigas na timeline, outros dizem que a rede está como se o usuário tivesse acabado de criar a conta.

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A Downdetector, plataforma que monitora o funcionamento de serviços digitais, aponta que os relatos de falhas cresceram por volta das 13h40, com 590 notificações.

Sem o Instagram funcionar plenamente, os usuários foram reclamar da situação em outra rede social: o Twitter.

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O Departamento de Justiça americano anunciou nesta quarta-feira (25) que o Twitter irá pagar uma multa de US$ 150 milhões para solucionar uma ação segundo a qual a plataforma facilitou a anunciantes o acesso a dados privados de seus usuários.

A Comissão Federal de Comércio (FTC, sigla em inglês) e o Departamento de Justiça acusaram o Twitter de usar os números de telefone e endereços de e-mail fornecidos por seus usuários para aumentar a segurança de suas contas e de deixar os anunciantes usarem esses dados para monetizar.

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"O Twitter obteve dados de usuários com o pretexto de aproveitá-los para fins de segurança, mas acabou usando os mesmos para segmentar usuários com anúncios", disse a presidente da comissão, Lina Khan.

As informações pessoais que os usuários fornecem às empresas de tecnologia e como esses dados são usados são uma frente recorrente de conflito entre os reguladores e empresas poderosas, como Meta, Twitter e outras. Os confrontos em torno da privacidade resultam em processos ou acordos periódicos, mas os críticos pedem uma atualização exaustiva das normas nacionais sobre como são tratados os dados dos indivíduos no ambiente virtual.

Sem informar aos usuários, o Twitter permitiu que os anunciantes usassem suas informações pessoais para direcionar as propagandas, destacou a FTC, que trabalhou com promotores federais para abrir um processo contra a empresa de tecnologia.

Além de concordar com o pagamento de US$ 150 milhões, o Twitter irá implementar outras medidas, entre elas a avaliação periódica de seu programa de privacidade por um assessor independente, segundo o acordo. O pacto, que precisa da aprovação de um juiz, também exige que o Twitter informe a todos que ingressaram na plataforma antes do fim de 2019 sobre o acordo e as opções para proteger sua privacidade.

Pesquisadores deram um passo fundamental em direção a uma internet quântica ultrassegura, criando uma rede rudimentar de compartilhamento de informações usando teletransporte em três tempos, revelaram em um estudo publicado nesta quarta-feira (25).

Uma internet quântica - que não deve surgir nos próximos dez anos - será uma rede em grande escala que conectará usuários por meio de aplicativos inéditos e "impossíveis de serem produzidos com a web clássica", explicou Ronald Hanson à AFP, da Universidade de Delft (Holanda), co-autor desses trabalhos publicados na revista Nature.

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Na internet quântica, a troca de informações não é feita na forma de bits clássicos - os valores 0 e 1 que são a base da computação -, mas de bits quânticos (qubits).

Esses qubits exploram as leis da física quântica, que governam o mundo em uma escala infinitamente pequena. Uma dessas propriedades é o entrelaçamento, um fenômeno estranho pelo qual duas partículas entrelaçadas se comportam de forma idêntica, independentemente de sua distância: como se estivessem conectadas por um fio invisível, compartilham o mesmo estado.

Sendo assim, o estado de um qubit entrelaçado é compartilhado com o outro e sua coordenação é tão perfeita que se fala de teletransporte: teoricamente, qualquer alteração nas propriedades de um modifica instantaneamente as do outro, mesmo na outra extremidade da galáxia.

Atualmente, os bits quânticos podem ser transmitidos através de fibras óticas, mas o teletransporte é limitado: depois de cem quilômetros, o sinal desaparece ou se perde. Se o desejo for manter o entrelaçamento de uma extremidade à outra, os qubits devem ser diretamente ligados por uma "cadeia" quântica.

- Alice, Bob e Charlie -

É a descoberta descrita no estudo da Nature, para o qual os cientistas introduziram um relé, a fim de aumentar o alcance da comunicação.

A comunicação quântica, que era limitada a dois atores comumente chamados de Alice e Bob, agora pode ter um terceiro personagem, Charlie.

A experiência foi desenvolvida em dois laboratórios QuTech, uma colaboração entre a Delft University of Technology e a Netherlands Organization for Applied Sciences (TNO).

Qubits à base de diamante foram colocados em um circuito composto por três interconexões chamadas "nós quânticos". Os nós Alice e Bob estão localizados em dois laboratórios a vários metros de distância e conectados por fibra ótica e, paralelamente, Bob está conectado diretamente a Charlie. Alice e Charlie não podem se comunicar no momento.

Os pesquisadores primeiro entrelaçaram os nós fisicamente conectados (o par Alice-Bob e o par Bob-Charlie). Eles então usaram Bob como intermediário e, por meio de uma troca intrincada, conseguiram entrelaçar Alice e Charlie.

Apesar de não estarem fisicamente conectados, esses dois foram capazes de transmitir diretamente uma mensagem um para o outro. O sinal também era de excelente qualidade, sem nenhuma perda, um desafio diante da extrema instabilidade de um bit quântico.

E essa transmissão poderia ser feita no maior sigilo, como as leis quânticas exigem: com o entrelaçamento, qualquer tentativa de interceptar ou espionar a mensagem altera automaticamente os qubits, destruindo a própria mensagem.

Esta primeira rede embrionária de teletransporte quântico abre caminho para conexões em larga escala: demonstra, em escala laboratorial, o princípio de um repetidor quântico confiável - o famoso Bob - que poderia ser colocado entre dois nós distantes em mais de 100 quilômetros, aumentando assim a potência do sinal.

A inovação descrita na Nature representa "uma vitória para a ciência fundamental" e uma "solução do mundo real para o avanço da física quântica aplicada", comemoram os cientistas em um comentário "News & Views" publicado à margem do estudo na Nature.

Quando fala sobre a internet quântica, o físico Ronald Hanson descreve um universo onde as comunicações seriam "ultrasseguras" e o computador quântico acessível na nuvem com "uma confidencialidade de nossos dados garantida pelas leis 'naturais' da física, um dos sensores hipersensíveis...".

Encontrar aplicativos na web quântica é "um campo de pesquisa em si", acrescentou o pesquisador, que espera ver esse novo mundo nascer "em menos de 20 anos".

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