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A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) acionou a Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 27, após vídeos pornográficos serem exibidos em um totem de publicidade do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. O painel fica localizado na área de embarque do aeroporto.

Em vez de material publicitário, o totem exibiu imagens de um famoso portal de conteúdo sexual. Passageiros que circularam pelo local se dividiram entre risos e reações de perplexidade. A suspeita é de que o painel tenha sido hackeado.

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Em nota, a Infraero esclareceu que o totem é administrado por uma empresa terceirizada e que "o conteúdo exibido nos monitores de mídia é de responsabilidade das empresas exploradoras de publicidade, que utilizam redes lógicas e sistemas próprios de divulgação, não tendo qualquer relação com o sistema de informação de voos da Infraero".

CONFIRA A NOTA DA INFRAERO NA ÍNTEGRA

"Ao tomar conhecimento da publicação indevida em um dos monitores publicitários do Aeroporto de Santos Dumont, a Infraero tomou as medidas legais cabíveis, com registro de boletim de ocorrência e comunicação à Polícia Federal, bem como a notificação da empresa terceirizada responsável pela sua gestão para tomar providências quanto à segurança das informações veiculadas em totens de mídia nesta sexta-feira (27/5).

Ressaltamos que o conteúdo exibido nos monitores de mídia é de responsabilidade das empresas exploradoras de publicidade, que utilizam redes lógicas e sistemas próprios de divulgação, não tendo qualquer relação com o sistema de informação de voos da Infraero.

Nesse sentido, reforçando seu compromisso com a segurança de seus passageiros, informamos que os monitores relacionados ao caso permanecerão desligados em nossa rede de aeroportos até que esteja garantida pela empresa exploradora de mídia sua confiabilidade."

Não é mais novidade que smartphones podem estar vulneráveis à ação de malwares — softwares intencionalmente feitos para causar danos a um dispositivo —, mas, recentemente, pesquisadores em tecnologia descobriram que, além da entrega de malware encontrada em iPhones, a vulnerabilidade pode ser acessada com o aparelho desligado, devido a um bug. A informação foi divulgada em um artigo, do último dia 12 de maio, no jornal da Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha. 

Essa vulnerabilidade requer um iPhone com jailbreak, um processo que permite aparelhos com o sistema iOS executar aplicativos não-autorizados pela fabricante Apple, então não há preocupação agora para a grande maioria dos usuários do iPhone. Mas, como aponta o site Ars Technica, o risco teórico pode se tornar real à medida que os hackers descobrem falhas de segurança que podem permitir que essa vulnerabilidade seja explorada.

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Os pesquisadores fizeram um vídeo que resume a exploração, mas, em poucas palavras, o problema envolve o chip Bluetooth do iPhone e o recurso Find My, que a Apple fornece mesmo quando os iPhones mais novos (iPhone 11 e posteriores) estão desativados. Quando o iPhone é desligado, o chip Bluetooth ainda está ativo, que funciona em modo de baixo consumo de energia para que possa continuar a fornecer o Find My e outros serviços. 

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O estudo descobriu que esse modo de baixo consumo de energia pode ser explorado para executar malware. Esse modo de baixo consumo de energia é diferente da configuração do modo de baixo consumo que ajuda a economizar bateria. 

De acordo com o artigo dos pesquisadores, o problema não pode ser corrigido com uma atualização do iOS, pois envolve a implementação do modo de baixo consumo no hardware do iPhone. Os pesquisadores sugerem que a Apple “deveria adicionar um switch baseado em hardware para desconectar a bateria” para corrigir o problema, o que significaria que apenas futuros iPhones estariam a salvo dessa exploração. 

 

Elon Musk disse nesta terça-feira (10) que suspenderia a proibição de o ex-presidente americano Donald Trump usar o Twitter se o acordo para comprar a rede social sair adiante.

"Eu reverteria a proibição", disse o bilionário em conferência do jornal Financial Times, embora tenha esclarecido que como ainda não é proprietário do Twitter, "não é certo que isto vá acontecer".

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A oferta de 44 bilhões de dólares do dono da Tesla para comprar o Twitter ainda precisa do apoio de acionistas e reguladores, mas Musk se manifestou favorável a uma menor moderação do conteúdo e menos restrições na rede social.

"Penso que não foi correto banir Donald Trump", disse Musk.

"Acho que foi um erro porque marginalizou grande parte do país e, em última instância, não resultou em que Donald Trump não tivesse voz", acrescentou.

Trump foi banido do Twitter e de outras redes sociais depois que seus apoiadores, estimulados por seus tuítes alegando fraude eleitoral, atacaram o Congresso americano em 6 de janeiro de 2021, em uma tentativa frustrada de evitar que Joe Biden fosse certificado como o vencedor das eleições presidenciais de 2020.

Musk afirmou que sua postura é simular à do cofundador do Twitter, Jack Dorsey, em relação a que as proibições permanentes deveriam ser raras, reservadas para contas que são spam, fraudes ou executadas por "bots" de software.

"Isso não significa que alguém possa dizer o que quiser dizer", afirmou Musk. "Se dizem algo que é ilegal ou simplesmente destrutivo para o mundo, então talvez deveria haver um tempo de espera, uma suspensão ou esse tuíte em particular deveria se tornar invisível ou ter uma visibilidade muito limitada".

No entanto, Musk insistiu em que as proibições permanentes são uma "decisão moralmente ruim", que abala a confiança no Twitter como uma praça pública on-line onde todos podem ser ouvidos.

O bilionário destacou que Trump declarou publicamente que não voltaria ao Twitter se lhe fosse permitido, optando, ao contrário, por permanecer com sua própria rede social, que ainda não conseguiu se popularizar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue atualizando o seu guia virtual do eleitorado, ferramenta encontrada no WhatsApp e que pode ser utilizada por qualquer pessoa que queira obter mais informações sobre o processo eleitoral, bem como realizar checagem de informações acerca do processo, evitando a circulação de fake news. A nova versão do assistente vai permitir que os eleitores interajam com o TSE para receber serviços e informações relevantes sobre as eleições. 

- - > LeiaJá também: ‘TSE tira dúvidas através de assistente virtual no WhatsApp’ 

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O objetivo da atualização é aumentar o número de usuários cadastrados para receber checagens sobre notícias falsas, bem como oferecer informações sobre serviços da justiça eleitoral e aprimorar a navegabilidade para os usuários.  

De acordo com o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, esta é a segunda eleição em que o Tribunal estabelece acordo de cooperação com a plataforma para reforçar o combate a conteúdos falsos. 

“Além de ser um importante avanço no enfrentamento da desinformação, a parceria com o WhatsApp facilitará o acesso aos serviços da Justiça Eleitoral. Este ano, uma das novidades é que o chatbot deverá enviar mensagens proativas aos eleitores para que aprendam a lidar com as notícias falsas disseminadas durante o processo eleitoral”, ressalta Fachin. 

Menu 

O chatbot conta com um menu de 16 tópicos, com assuntos de interesse do eleitor que vão desde informações sobre como tirar ou regularizar o título, as principais datas do calendário eleitoral de 2022 até como verificar o local de votação. O assistente virtual também oferece um serviço voltado exclusivamente ao esclarecimento de notícias falsas envolvendo o processo eleitoral brasileiro: o “Fato ou Boato?”. 

Como fazer 

Para conversar com o assistente virtual, acesse a câmera do seu celular e aponte para o código QR na imagem acima, ou adicione o telefone +55 61 9637-1078 à sua lista de contatos do WhatsApp. Isso também pode ser feito por meio do link: wa.me/556196371078. Feito isso, é só mandar uma mensagem para o assistente virtual e começar o diálogo. 

 

O juízo da 10º Criminal da Capital, em Pernambuco, determinou à empresa META Platforms Inc. (Facebook/Instagram/WhatsApp) o cumprimento em 72h de pedidos da Polícia Civil que solicitam a recuperação de contas invadidas ou a desativação de perfis falsos que praticam golpes. A multa fixada pela Justiça até que a decisão seja cumprida é de R$ 10 mil por dia.

Segundo a polícia, até março de 2021, a plataforma aceitava ofícios enviados pelas delegacias e desativavam contas falsas ou promoviam a recuperação das invadidas, mas por decisão interna passaram a recusar os pedidos.

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Enquanto isso, ainda de acordo com a PC-PE, terceiros com acesso ao portal Help Media, concedido pelo Facebook, cobravam altos valores para recuperar as contas das vítimas.

Em virtude do crescimento no número de crimes desse tipo, o delegado Eronides Meneses Jr – da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos/DRACCO - resolveu recorrer ao poder judiciário, que concordou com a medida.

A determinação da Justiça, que ainda não recebeu resposta da META, prevê que as vítimas possam ir diretamente em qualquer delegacia, sem a necessidade de recorrer ao poder judiciário, desafogando assim todo o sistema criminal.

Com informações da assessoria

O agente de talentos Bruno de Paula, conhecido como VanDep, relatou em suas redes sociais o susto que levou após ter o celular roubado em Guarulhos, na capital paulista, enquanto realizava o trajeto de volta para casa, em um táxi local, na sexta-feira (29) passada. Apesar da frustração e do medo causados pelo crime, o que veio a seguir acabou sendo bem pior: o autônomo teve R$ 143 mil roubados pela suposta quadrilha em posse de seu aparelho telefônico. 

De acordo com a vítima, as coisas começaram assim: ele retornava de uma viagem de três semanas em Barcelona, na Espanha, onde foi acompanhado da namorada. No caminho de volta, saída do aeroporto de Guarulhos, uma pessoa deu um "bote" no celular pela janela do táxi onde Bruno estava. O suspeito não pôde ser alcançado ou identificado à ocasião. Segundos depois, a vítima lembrou que o aparelho celular estava desbloqueado, mas que os seus aplicativos bancários exigiam reconhecimento facial e, em tese, só permitiriam acesso sob sua presença, mas não foi o que aconteceu. 

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Ao chegar em casa, Bruno usou um aparelho antigo e com acesso liberado às suas contas, para tomar as providências necessárias, e notou que já havia perdido R$ 27 mil em pagamentos feitos pelo aplicativo do Nubank. R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$ 5 mil e R$ 9 mil, respectivamente, em apenas minutos. 

Bruno alega ter denunciado a situação ao Nubank, "que nada fez", e também ter solicitado o bloqueio do chip e do aparelho telefônico à operadora Claro, que garantiu a medida. Ainda de acordo com o denunciante, o PagSeguro e Mercado Pago, que operam os boletos bancários pagos, também não ajudaram. 

Um boletim de ocorrência foi aberto para o caso, já sob responsabilidade da Delegacia de Crimes Virtuais da Polícia Civil. No dia seguinte, Bruno foi acordado pela namorada, que recebeu uma mensagem de "bom dia mor" do número antigo. Ou seja, a quadrilha ainda se passava por Bruno e tinha acesso ao número antigo e ao celular. 

No aparelho reserva, chegaram mais notificações de uma continuação do golpe. Desta vez, transferências através do aplicativo do Bando do Brasil. Dois empréstimos, duas transferências tipo TED e um pix, todos somando o montante de R$ 116 mil. 

"Não consigo explicar o que eu tava sentindo nessa hora. É uma violação tão grande, um vírus que invadiu minha vida e fiquei sem o que fazer. Mexeram em tudo e nenhuma empresa ajudou", escreveu Bruno. 

A vítima compartilhou ainda compras feitas pelos criminosos e conversas em um aplicativo de entrega. "Passei as próximas horas absorvendo tudo isso e ligando pras empresas de novo. Achei que o inferno tinha acabado, até começar a receber ligação de entregador do iFood p*to que eu não aparecia. Os fdp pediram 7 garrafas de whisky, cada uma de R$329. Fizeram uma festinha", continuou. 

Na última segunda-feira (2), Bruno de Paula foi à agência do Banco do Brasil onde tem conta e chegou a ser atendido, mas não teve uma resposta imediata. Até essa quinta-feira (5), os dados e recursos do agente seguiam sob acesso dos golpistas. "Toda vez que chega e-mail, acho que tão tentando invadir. Acordo de hora em hora pra olhar. Não tenho paz, não tô comendo nem dormindo. Só quero que acabe", lamentou. 

Nas respostas dos bancos, o procedimento foi padrão, como o de qualquer outra ocorrência. No Nubank, Bruno chegou a receber uma mensagem automática, apesar da gravidade do crime e dos valores subtraídos.  

Após a repercussão do caso nas redes, o autônomo publicou que recebeu resposta dos bancos e foi garantido sobre o ressarcimento dos valores. O caso passará por apuração interna nas instituições bancárias e deve ser investigado pela Polícia Civil. 

Confira o fio com a história completa: 

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Um relatório divulgado na semana passada afirma que a Amazon usa dados de voz de seus dispositivos Echo para veicular anúncios direcionados em suas próprias plataformas e na web. O relatório, produzido por pesquisadores afiliados à Universidade de Washington, UC Davis, UC Irvine e Northeastern University, disse que as maneiras como a Amazon faz isso são inconsistentes com suas políticas de privacidade. A informação é do blog de tecnologia The Verge. 

Intitulado “Your Echos are Heard: Tracking, Profiling, and Ad Targeting in the Amazon Smart Speaker Ecosystem” (um trocadilho com o dispositivo Echo, “Seus Ecos São Ouvidos”), o relatório conclui que a Amazon e terceiros (incluindo serviços de publicidade e rastreamento) coletam dados de suas interações com Alexa por meio de alto-falantes inteligentes Echo e os compartilham com até 41 parceiros de publicidade. 

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Esses dados são usados para “inferir os interesses do usuário” e “veicular anúncios direcionados na plataforma (dispositivos Echo) e fora da plataforma (web)”. Ele também conclui que esse tipo de dados está em alta demanda, levando a “lances de anúncios 30 vezes maiores dos anunciantes”. 

Como isso afeta os clientes? 

O The Verge entrou em contato com a Amazon para entender o processo por trás dessa técnica de coleta de dados. A Amazon concordou em coletar e usar o Alexa Voice Data dos usuários, mas classificou isso como um exercício para tornar a experiência de compra altamente personalizada para os usuários. 

Uma porta-voz afirmou que a Amazon usa apenas dados processados e não dados brutos. Portanto, todas as conversas que você faz na presença do Alexa são seguras. Além disso, a porta-voz rejeitou a alegação de que a Amazon compartilhou o Alexa Voice Data com terceiros. 

Segundo ela, a Amazon nunca se entrega a compartilhar os dados com anunciantes ou desenvolvedores de terceiros. Além disso, ela disse que as descobertas do estudo eram meras especulações, e a Amazon prioriza a preservação dos dados dos usuários. 

O estudo de Umar Iqbal, pesquisador de pós-doutorado, e sua equipe, mostra como a Amazon desrespeitou suas políticas de privacidade usando os dados de voz dos usuários. Ele criou personas de destino para suas pesquisas para descobrir como exatamente a Amazon coletou e usou esses dados. Ele também revelou que os anúncios são veiculados para usuários fora do ecossistema Echo, portanto, o rastreamento entre plataformas também está na mesa. 

Você pode desativar a coleta de dados de voz pela Amazon a qualquer momento acessando as configurações de privacidade. No entanto, a Amazon deve tornar isso um recurso opcional, como a Apple fez com suas medidas ATT no iPhone.

Uma nova atualização do Google Meet vai expulsar usuários de reuniões vazias depois de sete minutos. No entanto, o usuário pode desativar o novo recurso que será ativado automaticamente com a nova atualização, que começou a ser feita aos poucos nesta segunda-feira (11). 

De acordo com a plataforma, a expulsão não será sem aviso. Se o usuário entrar em uma reunião e, após cinco minutos, for o único presente, uma notificação vai aparecer na tela perguntando se ele ainda está lá e deseja continuar esperando, ou se deseja sair da chamada. 

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Os usuários terão até dois minutos para se pronunciar. Caso não respondam, serão expulsos após esse tempo. Por isso os sete minutos até decidir (ou não) se vai permanecer ou sair da sala. “Esperamos que esse recurso ajude a evitar situações em que seu áudio ou vídeo seja compartilhado involuntariamente”, disse o Google. 

Além do Google Meet, outras plataformas de chamada de áudio e vídeo também já utilizam ferramentas semelhantes, como o Discord e o Zoom, que implementaram recursos com limite de tempo para reuniões ociosas. 

Pode desativar quando quiser

Mesmo o recurso sendo ativado automaticamente após a atualização, o usuário poderá desativá-lo caso não ache necessário a pressão de ser eliminado da própria reunião. É só ir em “Geral”, depois “Configurações” e desativar a função. 

De acordo com o Google, a atualização será feita gradualmente, começando a partir desta segunda-feira (11), até o dia 3 de maio, e deve valer para todos os usuários de desktop e iOS.

No entanto, a ferramenta ainda não será lançada para Android, mas o Google informou que o recurso deve chegar em breve para estes usuários.

A Meta, empresa matriz do Facebook, afirmou nesta quinta-feira (7) que atores estatais russos e outros intensificaram as tentativas de usar suas redes sociais, Facebook e Instagram, para propósitos de espionagem, hackeamento e desinformação, quando as plataformas digitais se transformaram em um dos fronts de guerra na Ucrânia.

"Esses atores perigosos não vão desistir", disse Nathaniel Gleicher, chefe de política de segurança do Facebook, em entrevista coletiva. "E eles tendem cada vez mais a combinar diferentes abordagens."

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Um grupo de hackers chamado Ghostwriter, que parece operar na Rússia, intensificou sua atividade, segundo a equipe de segurança da empresa californiana. O Ghostwriter usa particularmente o phishing para incentivar suas vítimas a clicar em links que levam a sites maliciosos para roubar suas senhas.

"Desde nossa última atualização, este grupo tentou hackear as contas do Facebook de dezenas de membros do exército ucraniano", disse Meta em seu relatório. "Em alguns casos, eles postaram vídeos pedindo aos militares que se rendessem", se passando pelos verdadeiros donos das contas roubadas.

A Meta bloqueou o compartilhamento desses vídeos, disse Gleicher.

Sua equipe enfrenta as já clássicas campanhas de desinformação nas redes por meio de contas falsas, mas também outras táticas como "mobbing" ou "perseguição". Já desmantelou uma rede de cerca de 200 perfis russos que acusavam usuários de violar as regras da plataforma com o objetivo de remover seu conteúdo sobre a Ucrânia.

"Os envolvidos usaram contas falsas e genuínas para registrar centenas e até milhares de denúncias contra seus alvos", detalha o relatório. "Para não serem detectados, eles se coordenaram por meio de um grupo temático de receitas culinárias."

O relatório também menciona atividades de espionagem nas telecomunicações ucranianas, bem como jornalistas e ativistas.

A Meta já tomou medidas para reduzir a desinformação russa: a mídia estatal russa não pode mais veicular anúncios, e até mesmo RT e Sputnik são totalmente proibidos na União Europeia.

Moscou respondeu a esse movimento bloqueando o Facebook e o Instagram na Rússia.

Atualmente, a AFP faz parte do programa de verificação digital da Meta em mais de 80 países e 24 idiomas. Nesse programa, a Meta paga cerca de 80 organizações, incluindo veículos de comunicação e especialistas em fact-checking (checagem de fatos) para usar suas verificações de fatos no Facebook, WhatsApp e Instagram.

Assim, o conteúdo classificado como "falso" atinge um público menor. O usuário que tentar compartilhar essa postagem receberá um artigo explicando por que a postagem é enganosa e aqueles que já a compartilharam receberão uma notificação com um link da checagem.

Nenhuma postagem é removida das plataformas e os verificadores de fatos são livres para escolher como e o que investigar.

A Apple deve dificultar a vida de criminosos que negociam iPhones roubados ou perdidos. Isso porque smartphones que precisarem de consertos mas constarem como oriundos de perda ou roubo deverão ser recusados pela assistência técnica da Apple. A postura deverá ser adotada também no Brasil.

Segundo documento divulgado pela MacRumors, os técnicos da Apple deverão verificar o número de série e o IMEI dos iPhones na base de dados da empresa antes de iniciar os reparos.  Os profissionais vão conferir se o aparelho é fruto de perda, furto ou roubo por meio do Mobile Genius e o GSX, sistemas internos que fazem os registros das informações dos iPhones.

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O banco de dados global é projetado para que os clientes relatem seus dispositivos como perdidos em caso de perda ou roubo. O site MacRumors detalha que os dispositivos no banco de dados são identificados por seu número IMEI exclusivo. O IMEI de um iPhone está listado no aplicativo Configurações em Geral > Sobre.

Nesta terça-feira (22), a empresa de tecnologia Microsoft confirmou que teve uma de suas contas comprometida por hackers. Os criminosos tiveram acesso à parte de código-fonte de produtos da empresa. Afirma também que os dados acessados não devem causar prejuízos para seus usuários ou operações. 

“Nenhum código ou dado de consumidor estava envolvido nas atividades. Nossa investigação encontrou uma única conta comprometida, permitindo acesso limitado”, explicou a Microsoft em postagem no seu blog de segurança. 

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A marca explicou que suspendeu o acesso dos criminosos para diminuir os impactos. O time de ameaças da Microsoft já acompanhava as atividades do grupo de hackers, que chamou de DEV-0537. O mesmo grupo que teria acessado dados da Samsung, recentemente. 

Para a empresa, o objetivo dos criminosos foi conseguir acesso aos dados de organizações por meio do roubo de senhas e assim, usar essa informação privilegiada para chantagear empresas. “As táticas e objetivos indicam que este é um ator cibercriminoso motivado por roubo e destruição”, afirmou a companhia. 

No caso dos produtos acessados como o buscador Bing e a assistente de inteligência artificial Cortana, informam o site The Verge. A companhia não acredita que a ação criminosa poderá gerar problemas, já que “não confia no sigilo de código-fonte” como um fator de segurança. 

Por Camily Maciel

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes revogou a ordem de bloqueio do Telegram neste domingo (20). A decisão foi tomada após o Telegram cumprir as determinações judiciais pendentes. 

Moraes havia determinado o bloqueio do aplicativo na sexta-feira (18). "Diante do exposto, considerado o atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022, revogo a decisão de completa e integral suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil, proferida em 17/3/2022, devendo ser intimado, inclusive por meios digitais – , o Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Wilson Diniz Wellisch, para que adote imediatamente todas as providências necessárias para a revogação da medida, comunicando-se essa Corte, no máximo em 24 horas", escreveu o ministro neste domingo.

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No sábado, o ministro recebeu uma comunicação oficial e um pedido de desculpas do fundador do Telegram, Pavel Durov. Após isso, Moraes estabeleceu um prazo de 24 horas para que a plataforma cumprisse medidas pendentes, incluindo a exclusão de links no canal oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) que permitem baixar documentos sigilosos da Polícia Federal.

A pedido da Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta sexta-feira (18) o bloqueio do aplicativo Telegram no Brasil, informou o portal "G1" e a emissora "Globo News".

Segundo a matéria, os provedores de internet e as plataformas digitais devem "inviabilizar a utilização do aplicativo" sob o risco de pagarem uma multa diária de R$ 100 mil.

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Ainda conforme o portal "G1", a PF informou ao STF que "o aplicativo Telegram é notoriamente conhecido por sua postura de não cooperar com autoridades judiciais e policiais de diversos países, inclusive colocando essa atitude não colaborativa como uma vantagem em relação a outros aplicativos de comunicação, o que o torna um terreno livre para proliferação de diversos conteúdos, inclusive com repercussão na área criminal".

A questão com o Telegram se arrasta já há alguns meses e se acentuou com a aproximação das eleições presidenciais de outubro.

Para tentar combater a disseminação de notícias falsas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou todas as plataformas e mídias sociais para fazer parcerias - mas a rede social nunca respondeu aos pedidos.

Além disso, o STF pediu a exclusão de três perfis da rede social que divulgavam informações falsas que, segundo a "Globo News", ainda não foram efetuados mesmo após quatro tentativas com os gestores das redes sociais.

A rede social ainda não se manifestou sobre o pedido.

Da Ansa

Usuários russos do Instagram sentiam tristeza e resignação neste domingo (13) antes do bloqueio da popular rede social, agora que o poder russo tenta controlar rigorosamente as informações sobre o conflito na Ucrânia.

"Como vou passar o tempo? O que vou fazer? Todo mundo está no Instagram...", disse Ekaterina Makarova, uma trabalhadora de logística de 28 anos que mora em São Petersburgo.

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"Talvez eu vá para o VKontakte ou Telegram, se eles não estiverem bloqueados", acrescentou ela, referindo-se ao equivalente russo do Facebook e ao aplicativo de mensagens criptografadas amplamente usado na Rússia.

As autoridades anunciaram na sexta-feira que dificultarão o acesso ao Instagram na Rússia a partir da meia-noite local (18h de Brasília), acusando a rede social de espalhar um discurso de ódio aos russos em meio a uma ofensiva militar na Ucrânia.

A gigante americana Meta, proprietária do Instagram, assim como do Facebook e do WhatsApp, anunciou na quinta-feira que aplicaria exceções às suas regras de conduta sobre incitação à violência ao não censurar mensagens hostis aos militares e líderes russos.

Sites com acesso "restrito" na Rússia tornaram-se praticamente inacessíveis sem o uso de uma rede privada virtual (VPN). Esse já é o caso do Facebook e do Twitter.

Em vez de um bloqueio imediato, o regulador de telecomunicações Roskomnadzor deu ao Instagram dois dias para tornar mais fácil para os usuários moverem seu conteúdo para outras plataformas.

Desde o anúncio, o pânico se espalhou entre os usuários mais assíduos.

O vídeo de uma digital influencer russa chorando por causa do bloqueio se tornou viral e alguns internautas a acusam de indecência ao considerar o que está acontecendo na Ucrânia.

"Vá para Kharkiv, o Instagram ainda funciona lá", disse ironicamente um internauta, citando a segunda maior cidade da Ucrânia, cercada por forças russas, e na iminência de sofrer intensos combates.

Karina Nigaï, uma blogueira seguida por três milhões de pessoas no Instagram, compara sua tristeza ao luto.

"Estou em estado de choque e a resignação ainda está longe", escreveu ela, embora direcione seus seguidores para as contas VKontakte e Telegram.

"Viveremos sem isso!"

Assim como no resto do mundo, o Instagram é uma plataforma muito popular na Rússia entre os jovens, que compartilham fotos e vídeos compulsivamente por ali.

"Há blogueiros que ganham dinheiro" no Instagram, e o bloqueio "não é bom para eles", disse Anastassia Malova, uma estudante de 23 anos. Mas "isso não me afeta muito".

Como ela, alguns usuários parecem tranquilos. "Se eles fecharem, deixem que façam e eu irei para o Telegram!", disseAlexeï Garkucha, um pintor de 41 anos.

"Viveremos sem isso!", afirmou Nikolaï Ermenko, engenheiro de 45 anos.

Victoria Lilova, uma professora de 29 anos, disse que não vai sofrer "pessoalmente", mas "se sente triste pelas instituições de caridade, porque elas ganham muito dinheiro com o Instagram".

Alexandra Mitroshina, influenciadora que tem mais de 2,4 milhões de seguidores no Instagram, se preocupa “com pequenas e médias empresas cujos negócios estão relacionados ao Instagram”.

Para a promoção de roupas, móveis ou cursos de idiomas, entre outras atividades, o Instagram é uma ferramenta de vendas on-line crucial para muitas empresas russas.

O mesmo vale para os artistas, que dependem de sua visibilidade nesta plataforma na Rússia e no exterior para conseguir clientes.

O bloqueio também afetará os movimentos de contestação. O Instagram é uma das redes sociais mais utilizadas pelo opositor preso Alexei Navalny, cuja equipe espalha suas mensagens por lá.

Já em 2019, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, alertava que um ataque cibernético a um membro levaria a uma resposta da aliança. Com a invasão da Rússia à Ucrânia, os ciberataques se multiplicaram, aumentando o risco de atingir um país da Otan. A falta de definições claras sobre o tema e dificuldades de compartilhamento de tecnologia, porém, colocam em xeque o compromisso da defesa mútua, espinha dorsal da aliança.

Nos dias anteriores ao início da guerra, a Ucrânia foi alvo de ataques cibernéticos que derrubaram sites governamentais e do setor financeiro. Após os eventos, um oficial da Otan renovou o alerta de Stoltenberg, de que "um ataque cibernético sério pode desencadear o Artigo 5.º", que fala que um ataque contra um aliado é considerado um ataque contra todos.

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No entanto, não há regras escritas sobre o quão grande teria de ser a investida cibernética para merecer uma resposta conjunta. Tampouco se deixa claro se uma resposta seria uma série de ataques cibernéticos partindo da aliança ou se haveria uma reação militar. Por fim, a própria diferença tecnológica entre os países e os riscos de compartilhar temas sensíveis de segurança tornam essa resposta improvável.

"Neste momento, temos 30 membros da Otan e não são todos desenvolvidos em termos de defesa e ataque cibernético", explica Luca Belli, professor da FGV Direito Rio e coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV. "A Otan mesmo não tem nenhum centro de ataque, só de defesa, mas não tem um exército de ciberataque".

Em um ataque regular, o que a Otan faz sob a regra do Artigo 5.º é enviar suas próprias forças em ajuda. Mas o mesmo não pode ser feito com ferramentas tecnológicas.

RECEITA

"Estamos falando de equipes extremamente secretas, com estratégias e instrumentos secretos que não são compartilhados com ninguém, porque, quando você descobre qual é a ferramenta utilizada, você perde a possibilidade de utilizá-la. É como se você compartilhasse o segredo do seu bolo", disse Belli.

"Há uma espécie de clube dentro do clube", afirmou James Andrew Lewis, vice-presidente do Center for Strategic and International Studies, centro de pesquisa de Nova York. "Há EUA, Reino Unido, Holanda e alguns outros que têm capacidades cibernéticas muito fortes, e eles provavelmente estão compartilhando informações sobre ataques. Mas há um limite, porque alguns membros da Otan eram, pelo menos até recentemente, próximos da Rússia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Receita Federal divulgou um alerta sobre mais uma tentativa de golpe envolvendo a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o órgão, golpistas estão utilizando informações a respeito desses valores para lesar os cidadãos.

O órgão alerta para os cuidados com e-mails recebidos. “As comunicações da Receita Federal não possuem links de acesso por e-mail. Todas as informações recebidas devem ser confirmadas diretamente no Portal e-CAC, com acesso seguro por meio do gov.br ou por certificado digital”, informou o Ministério da Economia, em nota.

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Golpes do tipo são bastante comuns. Desta vez, com uma mensagem que traz no assunto Saque Imediato, os criminosos disponibilizam um link malicioso chamado Baixar Chave de Acesso. Os contribuintes não devem acessar o link..

IRPF 2022

A Receita Federal vai disponibilizar, em 7 de março, o Programa Gerador da Declaração (PGD), que marca o início da entrega da Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda de 2022. O prazo termina às 23h59 do dia 29 de abril e, até lá, de acordo com o órgão, a expectativa é que 34,1 milhões de declarações sejam enviadas – desse total, estima-se que 60% terão valor a restituir.

Um exército de hackers voluntários se levanta no ciberespaço para defender a Ucrânia sob ataque: a imagem pode seduzir, mas os especialistas pedem aos geeks e outros "hacktivistas" a não se envolverem em uma guerra potencialmente muito perigosa.

De acordo com Livia Tibirna, analista da empresa de segurança cibernética Sekoia, quase 260.000 pessoas se juntaram ao grupo do exército cibernético de hackers voluntários ("IT Army"), criado por iniciativa do vice-primeiro-ministro ucraniano Mykhailo Fedorov.

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Esse grupo, acessível por meio do Telegram, exibe uma lista de possíveis alvos na Rússia, empresas ou instituições, que os hackers têm a tarefa de atacar. É muito difícil saber se esse ciberexército desempenhará um papel que vá além do simples efeito de comunicação a serviço da causa ucraniana, ou se conseguirá ter efeitos reais sobre os atores russos.

As ações até agora relatadas parecem se limitar a ataques do tipo "negação de serviço" (DOS), quando de forma coordenada são enviadas várias solicitações a um site para saturar e derrubá-lo.

Ações de "desfiguração" (o site exibe uma página hackeada) também foram brevemente observadas em sites russos.

O "exército cibernético" também pode pedir aos hackers que tentem identificar vulnerabilidades em sites russos, para enviá-los a especialistas experientes capazes de realizar ações mais sofisticadas de intrusão, roubo de dados ou destruição, explica Clément Domingo, cofundador do "Hackers sem Fronteiras".

Mas este e todos os outros especialistas consultados pela AFP alertam os hackers contra a participação nas atividades do "IT Army", ou outras ações, como as do Anonymous.

- Risco de contra-ataque -

"Desaconselho fortemente" a aderir a estas ações, diz Damien Bancal, conhecedor do mundo opaco do cibercrime. "Existem muitas outras maneiras de ajudar os ucranianos que estão sofrendo", mesmo que apenas retransmitindo os testemunhos que estão florescendo nas redes sociais, acredita.

Para SwitHak, pesquisador de segurança cibernética, os franco-atiradores cibernéticos correm "muito risco". "Existem riscos legais, por exemplo, que não são medidos", estima.

Tentar atacar um site ou penetrar num servidor ou rede é "crime informático", sublinha.

"Existe um risco real de 'hackback'", ou seja, de um contra-ataque destrutivo de atores russos, acredita também Clément Domingo.

Este último está particularmente alarmado ao ver que um bom número de candidatos a hackers obviamente não se deu ao trabalho de criar uma conta especial no Telegram para participar do "IT Army", sob o risco de ser identificado pela parte russa.

No ciberespaço, e em particular nos fóruns e outros grupos de discussão no Telegram ou no Discord, "não sabemos quem é quem", insiste Félix Aimé, também investigador do Sekoia.

Hackers inexperientes podem ser pegos por infiltrados e trabalhar para o adversário que eles queriam lutar, explica ele.

Entre os hackers experientes, operadores de ataques de ransomware, uma certa confusão também parece reinar, com uma luta fratricida entre hackers pró-russos e hackers pró-ucranianos.

O grupo de ransomware Conti, que havia declarado seu apoio à Rússia, viu um de seus membros, pró-ucraniano, publicar mais de um ano de suas comunicações internas, oferecendo um tesouro de informações a todos no planeta.

Os fóruns onde os cibercriminosos se reúnem "tentam se distanciar de qualquer debate" sobre a guerra russo-ucraniana para não atrair a atenção dos serviços estatais, sublinha Livia Tibirna.

Uma dessas ágoras virtuais "raidforum" desapareceu misteriosamente, provavelmente sob a ação de uma das partes do conflito que se sentiu ameaçada por sua atividade, explicaram vários pesquisadores à AFP.

A Toyota Motor precisou interromper as operações em todas as suas fábricas no Japão, nesta terça-feira (1º), depois que um grande fornecedor foi atingido por um ataque cibernético, interrompendo o sistema de gerenciamento de fornecimento de peças da montadora. 

A empresa suspendeu 28 linhas em 14 fábricas. As subsidiárias Hino Motors e Daihatsu Motor também interromperam as operações em algumas fábricas no país. O anúncio de que as operações seriam interrompidas veio na segunda-feira (28), confirmando um relatório anterior do Nikkei. A Toyota anunciou que as operações em todo o Japão serão retomadas na quarta-feira (2). 

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“Pedimos desculpas aos nossos fornecedores e clientes relevantes por qualquer inconveniente que isso possa causar”, disse a Toyota. O ataque cibernético atingiu a Kojima Industries, que fornece peças plásticas para a Toyota. A Kojima anunciou que recebeu uma mensagem exigindo resgate e que confirmou a existência de um vírus. 

Na segunda-feira (28), um funcionário próximo às Indústrias Kojima disse ao Nikkei: "É verdade que fomos atingidos por algum tipo de ataque cibernético. Ainda estamos confirmando os danos e estamos nos apressando para responder, com a prioridade máxima de retomar o sistema de produção da Toyota como assim que possível”. 

A empresa disse que ainda está investigando a origem do ataque cibernético, o malware específico envolvido e os danos causados. "Representantes da Toyota e especialistas em segurança cibernética estão na Kojima Industries para determinar a causa e como restaurar o sistema", disse uma fonte familiarizada com a situação. 

Muitos dos cerca de 400 fornecedores de nível um com os quais a Toyota lida diretamente estão conectados ao sistema de controle de produção kanban just-in-time da montadora, o que permitiu que os problemas nas Indústrias Kojima se espalhassem para a Toyota. A montadora interrompeu a produção para evitar danos a longo prazo e priorizou a inspeção e recuperação do sistema. 

A Hino suspenderá todas as operações em sua unidade de Koga, que fabrica caminhões grandes e médios para exportação e venda doméstica, e sua fábrica de Hamura, que fabrica caminhões pequenos e lida com a produção para a Toyota. A montadora ainda não determinou se o trabalho será retomado na quarta-feira. 

A paralisação da Toyota inclui uma fábrica da Daihatsu na província de Kyoto. Espera-se que a parada reduza a produção em algumas centenas de veículos. "Estamos cientes dos relatos da mídia" sobre o incidente, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida a repórteres na noite de segunda-feira. "O governo está trabalhando para confirmar a situação." A Polícia Judiciária também está investigando o caso. 

O YouTube disse que está tomando várias ações contra a Rússia em resposta à guerra, incluindo restringir o acesso à RT, uma rede de televisão estatal russa, e outros canais na Ucrânia. A plataforma disse que as restrições à RT e outros canais vieram em resposta a um pedido do governo ucraniano.

A empresa declarou que também está pausando a capacidade de vários canais russos de monetizar na plataforma, de acordo com sanções recentes, e limitando "significativamente" as recomendações a esses canais.

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"Como sempre, nossas equipes continuam monitorando de perto os desenvolvimentos de notícias, incluindo avaliar o que quaisquer novas sanções e controles de exportação podem significar para o YouTube", disse um porta-voz da empresa.

A plataforma removeu centenas de canais e milhares de vídeos nos últimos dias, incluindo alguns por "práticas enganosas coordenadas", disse o porta-voz.

Também está garantindo que o conteúdo de notícias oficial apareça nas consultas de pesquisa sobre a Rússia e a Ucrânia.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o aplicativo de mensagens Telegram bloqueie três perfis que são utilizados para disseminar desinformação e ódio, segundo investigações. Se a ordem não for cumprida em 24 horas após a notificação, a ferramenta deve ser tirada do ar por 48 horas, a princípio, decidiu Moraes.

Foi determinada também multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento. O valor incide, separadamente, para cada um dos três perfis citados, todos ligados ao comunicador Allan dos Santos, que é alvo do Supremo em um inquérito sobre a existência das chamadas milícias digitais – grupo organizados e financiados com o objetivo de atacar pessoas e instituições específicas.

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Moraes determinou o bloqueio das contas do Telegram desde janeiro, mas o Supremo não conseguiu intimar a representação no Brasil da empresa responsável pelo aplicativo. .

Na nova decisão, o ministro determinou que a notificação seja feita a um escritório de advocacia que é procurador no Brasil da empresa responsável pelo Telegram, que tem origem na Rússia e mantém hoje sede em Dubai, nos Emirados Árabes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também tentou oficiar o Telegram para cooperação no combate à desinformação durante o processo eleitoral deste ano, mas as tentativas de correspondência não tiveram sucesso.

As autoridades temem que o Telegram seja palco para a desinformação no país por não buscar implementar meios de barrar a disseminação de informações sabidamente inverídicas. No aplicativo, por exemplo, é possível formar grupos com centenas de milhares de pessoas, que recebem mensagens simultaneamente. O principal concorrente, o WhatsApp, por exemplo, permite grupos de apenas 300 pessoas.

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