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Após uma semana do grave acidente de trânsito entre um carro Kwid e uma BMW, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, a família da enfermeira Meridernia Maria da Silva Lima, única vítima fatal da colisão, pede justiça. Os familiares querem que o crime seja classificado como homicídio doloso, que é quando há a intenção de matar.

A colisão aconteceu no cruzamento da avenida Conselheiro Aguiar com a rua Baltazar Pereira. A enfermeira, de 57 anos, que conduzia o Kwid, estava voltando de um ensaio de fotos da sobrinha-neta de cinco anos, ao lado da irmã, também de 57, e da mãe da criança, de 25, quando foi surpreendida pela BMW, que estaria em alta velocidade. Meridernia ainda foi socorrida para o Hospital da Restauração, na área central do Recife, porém, não resistiu aos ferimentos.

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A investigação do caso, que é tratada pela Delegacia de Delitos de Trânsito, é contestada pela família da vítima que pede que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apure todas as circunstâncias do sinistro de trânsito.

De acordo com as informações obtidas pelo advogado da família, o motorista da BMW, de 26 anos, não é habilitado e era acostumado a fazer "rachas" nas redondezas.

"Nós estamos lutando para que o homem seja acusado por homicídio doloso, quando se assume o risco de cometer mal com terceiros. Por exemplo, ele não tinha habilitação. Essa informação já foi confirmada pela CTTU, ele não podia estar dirigindo. No entanto, o irmão, que estava no carro com ele, tinha habilitação. Além disso, a via em que ele estava não podia andar a mais de 60 quilômetros por hora, e ele estava acima disso. Então, ele assumiu o risco de causar mal contra alguém. No direito, chamamos isso de dolo eventual. Não é que ele tenha ido lá para matá-la, mas a conduta dele é tratada de forma diferente e vai à júri popular, não à júri comum", detalhou o advogado Flávio Santana.

O filho mais novo da vítima, o empresário Michel Lima, acredita que houve uma falha na comunicação da Polícia Civil, já que os envolvidos no crime estão impunes. Ele revela que, após a batida, o motorista da BMW retirou a placa do carro, além disso, não prestou os primeiros socorros as vítimas.

"Acredito que houve, talvez, uma falha na comunicação da polícia, porque o local onde houve a batida foi fechado. A primeira coisa que o motorista criminoso fez ao descer do carro após o acidente foi retirar a placa do carro dele e sequer prestou os primeiros socorros à minha mãe", informou Michel.

"O que fica agora é a tristeza e o sentimento de injustiça. Como a pessoa que colidiu no carro da minha mãe entra e sai pela porta da frente da delegacia desse jeito? A família quer que ele responda por homicídio doloso e tentativa de homicídio. O que aconteceu não foi crime de trânsito, foi homicídio. A minha mãe foi assassinada”, pontuou.

Ele ainda revelou que a sua tia está com a bacia fraturada e que a mãe da sua sobrinha, que também estava no carro, passa por cirurgias. A criança, de 5 anos, só teve algumas escoriações, porém "está bastante abalada emocionalmente e acorda de madrugada chorando perguntando pela avó".

Com informações da assessoria

Experiência, comodidade, manutenção e seguro é um dos principais benefícios da nova modalidade de aluguel de carros que chegou no Brasil e já está bombando, o carro por assinatura. O novo serviço oferece contratos de 12, no mínimo, 12 meses de um ‘aluguel’ de um carro 0km. A maior procura é pelos modelos intermediários como as SUV’s.  

De acordo com o superintendente do Porto Seguro Carro Fácil, David Pereira, o tempo mínimo do contrato é de 12 meses, o que já diferencia da forma comum de aluguel de carros. “O aluguel de carros é mais voltado para curtos períodos, sendo contratado muitas vezes, por exemplo, para viagens e ocasiões específicas. Por isso o valor da diária do veículo é utilizado como referência para o cálculo. É uma modalidade que costuma atender a uma necessidade pontual e específica. Já o serviço por assinatura é destinado para pessoas que desejam utilizar o veículo no seu dia a dia como se fosse um veículo próprio, mas com as vantagens de não ter que se preocupar com as “dores” de ter um carro: burocracia, revenda, documentação, taxas, etc. No Carro Fácil o cliente se preocupa apenas em abastecer e dirigir, enquanto nós cuidamos de todo o resto.  Além disso, na assinatura o cliente tem à disposição veículos sempre 0km”, explicou.   

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O carro por assinatura existe em várias empresas de aluguel de carros, mas nem todas elas abrangem a modalidade em todo o Brasil, como a Porto Seguro, por exemplo, que só cobre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o município de Curitiba, no Paraná. No entanto, a rede Unidas atende o serviço não só no Recife, mas em território nacional.

A maioria das empresas também não oferecem a modalidade para motoristas de aplicativo, tendo em vista que a proposta é outra. “O perfil de uso para trabalho como o de motoristas de aplicativos, muda bastante versus “usuários tradicionais”, uma vez que eles possuem necessidades de atendimento e suporte muito diferente, que não prestamos atualmente e que acabaria por encarecer a operação como um todo, talvez deixando de fazer sentido para os próprios motoristas. Como o nosso foco realmente está na prestação de um serviço pautado na experiência, acreditamos que hoje ainda não seja o momento de dar este passo”, detalhou David.  

O aluguel de um carro por assinatura na Porto Seguro, por exemplo, no modelo Kwid, saí a R$ 1.869,00 mensal, já a assinatura na Unidas Livre em um carro do mesmo modelo, o valor é de R$ 2.349,90 mensal, no contrato de 12 meses. Enquanto o aluguel do mesmo modelo na Localiza durante 30 dias, o valor é de R$ 2.400,00. 

A desvantagem do carro por assinatura comparado ao formato de aluguel tradicional é que o tempo mínimo de contrato é de 12 meses, enquanto o aluguel de carro o tempo mínimo é de 24 horas.  

 

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