Tópicos | Câncer do Colo do Útero

A ministra da Saúde, Nísia Trindade anunciou uma importante portaria para a saúde da mulher assinada pela sua pasta nesta quarta-feira (22), durante agenda junto ao presidente de Lula (PT) em Pernambuco. De acordo com a ministra, a portaria determina a criação nacional de eliminação do câncer de colo de útero.

No seu discurso, Nísia destacou que a assinatura da portaria ocorre no mês da mulher. "Esse anúncio é para que todos saibam que hoje o Ministério da Saúde assinou uma portaria para criação nacional de eliminação do câncer de colo de útero, um trabalho que tem como referência o que vem sendo feito pelo IMIP, instituição que agradeço, que fez a formula de nutrição que estamos usando entre as crianças yanonami. Obrigado, Pernambuco", disse. "Com essa medida vamos lutar para combater o câncer de colo de útero, proteger as mulheres juntando a vacina contra o HPV", completou.

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Nísia disse que a medida começará a ser implementada no segundo semestre em todo o país. 

*Com informações de Alice Albuquerque

Realizado como atividade de encerramento do Outubro Rosa, e para celebrar o Dia Estadual de Prevenção ao Câncer de Colo do Útero, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realiza, nesta terça (27), um evento destinado às mulheres. De 9h as 12h, o Seminário de Atenção Integral à Saúde da Mulher ocorrerá no auditório Tabocas, no Centro de Convenções de Pernambuco. 

Durante as atividades, a cartilha “Câncer de colo do útero e mama: eu me protejo, me previno e, quando necessário, me trato” será lançada. O material, que contém informações sobre diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças, será disponibilizado em versão eletrônica. “É importante que as mulheres saibam detectar precocemente algum sinal dessas doenças para que o tratamento seja iniciado rapidamente, o que aumentam as chances de cura”, afirma a gerente de Saúde da Mulher da SES, Letícia Katz.

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Pesquisas revelam ser a partir dos 30 anos a incidência do risco de câncer de colo do útero, com aumento entre 50 e 60 anos. Se precocemente diagnosticado, a possibilidade de cura é alta. A imunização contra o HPV – principal causador da doença – também é fundamental na prevenção. 

O Governo informa que na segunda etapa da vacinação contra o HPV, iniciada em setembro, apenas 24,97% (61.444) das 246.056 meninas entre 11 e 13 anos foram vacinadas. No caso da primeira dose da vacina, 70,44% (171.100) foram imunizadas.

Já em relação ao câncer de mama, Letícia Katz afirma que é importante “controlar o peso corporal e evitar obesidade por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas”. Em 2013, 659 mulheres morreram devido à doença. 

Já está disponível nos postos de saúde a segunda dose da vacina contra o HPV, voltada para meninas entre 9 e 11 anos. Essa dose deve ser aplicada seis meses após a primeira. A meta é vacinar, no mínimo, 80% do público total, de 242.840 garotas pernambucanas.

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente que acomete as mulheres no Brasil e faz, por ano, mais de 5 mil vítimas fatais, de acordo com dados do Ministério da Saúde. “É nessa fase da vida que a vacinação proporciona níveis de anticorpos muito mais altos do que a imunidade natural produzida pela infecção do HPV. Por isso a importância de conscientizar os pais e responsáveis das meninas e jovens para completar o esquema vacinal”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI/PE), Ana Catarina de Melo.

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A vacina quadrivalente protege contra os subtipos HPV 6, 11, 16 e 18, sendo os últimos responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo.  O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.  “Uma terceira dose será ministrada cinco anos após a primeira. É preciso completar o esquema para ficar imunizada”, ressalta Ana Catarina.

VACINAÇÃO EM PE – Na primeira etapa da vacinação contra o HPV neste ano, foram imunizadas 139.191 meninas (57,31%). As garotas entre 9 e 11 anos que ainda não começaram o esquema vacinal devem procurar os postos de saúde para iniciar a imunização. Em 2014, 241.655 garotas tomaram a primeira dose (101,04%) e 138.737 a segunda (57,90%).

DADOS – No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente que acomete as mulheres e faz, por ano, mais de 5 mil vítimas fatais. Em 2014, as estimativas foram de 15,3 casos novos a cada 100 mil mulheres e risco estimado variando de 17 a 21/100 mil casos, com grandes iniquidades regionais. Em Pernambuco, em 2012, foram registrados 276 óbitos por câncer do colo do útero. Em 2013 foram 252.

O número estimado para 2014/2015, segundo o Ministério da Saúde, é de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer no Brasil, dos quais o de colo do útero representa aproximadamente 15 mil casos.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

Da Secretaria de Saúde de PE

A vacinação que previne o HPV é Lei no Recife desde janeiro, mas a medida ainda não saiu do papel. O projeto de autoria do vereador Rogério de Lucca (PSL) está previsto para ser executado a partir do segundo semestre. Segundo o parlamentar a Prefeitura  está realizando licitações para escolher qual laboratório fará a aplicação das doses, em mulheres a partir dos 9 anos em maternidades e policlínicas municipais.

Enquanto a Lei não entra em vigor, prefeitos e vereadores de outras cidades têm copiado o projeto. O Governo Federal anunciou a vacinação com data prevista para 2014. No Brasil, poucos municípios oferecem essa prevenção gratuitamente.

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Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) o câncer de colo de útero é o terceiro tipo de doença mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito de 275mil mulheres por ano. No Brasil, em 2012, foram registrados 17.540 novos casos, com o risco de 17 para cada 100 mil mulheres. O vereador, que também é médico, explica que a vacina pode diminuir a ação viral da doença. “O câncer pode ocorrer décadas após a infecção do HPV e a vacina quadrivalente minimiza a ação viral e dará melhor condição de saúde física e psíquica para a mulher”, disse.

De acordo com a Lei, a Secretaria Municipal de Saúde deverá programar e promover campanhas de esclarecimento à população sobre o HPV, suas formas de transmissão e prevenção, divulgando-as de forma ampla através dos diversos veículos de mídias em operação no município, tanto na área pública como na área privada. Além de realizar campanhas anuais de vacinação da população feminina contra o HPV, com ampla divulgação pelos meios de comunicação públicos e privados.

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