Michel Temer enfrenta seu momento mais crítico

Edmar Lyra, | ter, 02/05/2017 - 06:26
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Envolvido até o pescoço com a Lava-Jato, tendo parte significativa da sua equipe ministerial envolvida, o presidente Michel Temer tem uma desaprovação de 61% de acordo com o último Datafolha divulgado e tem visto sua sólida base parlamentar ruir por conta da economia seguir sem dar sinais significativos de recuperação.

Precisando aprovar a reforma da previdência e da reforma trabalhista, sendo esta segunda já aprovada na Câmara, o presidente precisou recorrer ao famigerado toma lá, dá cá para tentar aprovar interesses que não são apenas do governo mas sim de todo o país, apesar de parte da população seguir contrária às reformas.

Caso a reforma da previdência não seja aprovada, e o risco neste momento é elevadíssimo, o Brasil caminhará para um processo que já ocorre no Rio de Janeiro, que é o de desarranjo total das contas públicas. Quem perde é todo o país, pois o clientelismo e o fisiologismo de parte significativa dos parlamentares impossibilitam que eles reconheçam o tamanho do problema, a sanha dos parlamentares por cargos e emendas, aliada a uma posição majoritariamente contrária às reformas por parte da população deixa o Planalto num beco sem saída.

Com um ano prestes a completar do governo, faltando pouco menos de dois anos para terminar, Michel Temer mostra que a pinguela a quê se referiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao falar do governo Temer, é mais frágil do que se pudesse imaginar. Um governo impopular, um presidente praticando as mesmas atitudes de sua antecessora no objetivo de formar base parlamentar, não tem outro caminho senão o colapso. A crise insiste em rondar o Brasil, que precisará esperar o próximo presidente eleito para ver se as reformas saem do papel, enquanto isso a economia segue sangrando e o desemprego aumentando.

Réplica - Um deputado estadual saiu em defesa do prefeito Demóstenes Meira por conta das críticas feitas por um colega ao gestor. Para o deputado, o prefeito está tentando arrumar a casa depois de uma herança maldita que foi deixada por Jorge Alexandre. Ainda de acordo com o parlamentar, a população de Camaragibe muito em breve começará a ver os resultados da nova gestão que recebeu expressiva votação das urnas.

Promessa - Uma das principais promessas de campanha do prefeito Anderson Ferreira, a marcação de consultas e o acompanhamento pelo celular, foi viabilizado pela prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, que lançou um aplicativo que vai permitir que os jaboatonenses possam monitorar suas consultas e exames na tela do celular de forma gratuita. A medida visa diminuir as filas nas unidades de saúde e melhorar a saúde no município.

Recuo - O Palácio do Planalto teria sinalizado estabelecer o diálogo com os sindicatos. Há quem diga que o presidente Michel Temer considera recuar do fim do imposto sindical. Caso faça isso visando menor oposição às reformas, Temer estará assinando o atestado de óbito do seu governo, sobretudo se ainda assim não conseguir aprovar as reformas trabalhista e da previdência.

Ministros - Os quatro ministros pernambucanos, que esperavam ter dividendos eleitorais em 2018, com alguns deles considerando disputas majoritárias, começam a reavaliar o projeto, pois a ojeriza que a população tem ao presidente Michel Temer, e em Pernambuco não é diferente, tende a respingar em quem tentar mandato majoritário em 2018, sobretudo Mendonça e Bruno, que sonham com o Senado.

RÁPIDAS

Novas eleições - O senador Humberto Costa defendeu a realização de eleiçōes gerais ainda em 2017. Esquecendo, portanto que não há previsão constitucional para isso, sendo meras palavras ao vento. Caso eventualmente Temer caia, seja por impeachment ou pelo TSE, haverá eleição indireta, sendo o próximo presidente escolhido pelo Congresso.

Alvo - Tornando-se um nome competitivo para disputar a presidência da República, o prefeito de São Paulo, João Doria já virou o alvo da máquina de destruição de reputações do PT. Muitos vídeos com críticas ao prefeito estão sendo veiculados nas redes sociais.

Inocente quer saber - A reforma da Previdência foi pro vinagre?

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