Janguiê Diniz

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O mundo em discussão

Perfil:   Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Exito de Empreendedorismo

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Alfabetização e desenvolvimento

Janguiê Diniz, | qui, 26/07/2012 - 14:23
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O analfabetismo no Brasil ainda é um dos problemas mais graves de nossa população. Apesar do aumento no número de crianças e adolescentes nas escolas - até o fim de 2011 eram mais de 52 milhões de estudantes matriculados na educação básica - apenas 35% das pessoas com ensino médio completo são consideradas plenamente alfabetizadas, estes foram os dados apresentados pelo Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012.

Ainda de acordo com o Indicador, os dados tornam-se mais preocupantes quando falamos do analfabetismo funcional, relacionado às pessoas que apesar da capacidade de ler frases curtas, não desenvolvem a habilidade de interpretar textos e de fazer as operações matemáticas, atingindo 38% dos brasileiros com formação superior. Ademais e restringindo o quadro de análise, entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%.

Caros leitores, é pesaroso registrar que apesar de sermos  a 6ª maior economia do mundo, com mais de 190 milhões de brasileiros,  apenas  26% da população é plenamente alfabetizada, pois,   68% da população é constituída por  analfabetos funcionais.  No que diz pertinência ao assunto, cabe sugerir  uma reflexão: o nosso PIB é maior do que o da Suíça, país com pouco mais de sete milhões de habitantes. Entretanto, não possuímos a mesma qualidade de vida dos suíços, que tem  apenas 1% de analfabetos no país.

Nossa presidenta, Dilma Rousseff,  foi muito feliz em um de seus discursos ao afirmar que “Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz para as suas crianças e adolescentes, não é o PIB, é a capacidade de o país, do governo e da sociedade de proteger o seu presente e o seu futuro”. Diante de tal afirmação, a conclusão que exsurge,  sem qualquer exercício exegético,  é que  um país rico é um país sem analfabetos.

De logo, cumpre-nos salientar que países europeus possuem alto grau de alfabetização de sua população. Desta vez citando a Irlanda, 99% da população é alfabetizada.  Ainda pela Europa,  a Grécia, que apesar da forte crise econômica atual, tem apenas 2,9% de analfabetos.  Voltando aos resultados do Inaf, apenas 26% da população brasileira é considerada plenamente alfabetizada – mesmo índice verificado em 2001, quando o indicador foi calculado pela primeira vez.

É oportuno esclarecer que evoluímos. Pouco, mas evoluímos. Mas faz-se estreitamente necessário lembrar que, se no passado a educação condicionou a prosperidade dos países, ainda o faz no presente e fará no futuro. A educação é ainda mais importante hoje. Só e apenas ela é capaz de garantir o sucesso e desenvolvimento em um sistema marcado por incertezas e instabilidades econômicas.

Diante dessas afirmações, certamente, estamos muito distantes de sermos uma nação rica no mundo globalizado. O que falta ao Brasil é instituir, como prioridade, um sistema de educação eficiente, voltado para o mercado. É preciso abandonar a teoria do quadro, giz e livros e buscar diminuir o atraso que existe em relação ao uso de novas tecnologias.

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