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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nessa quinta-feira (2), que, se o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, não conseguir comprovar sua inocência, não poderá continuar no governo. Em entrevista à BandNews FM, o presidente disse que convocou Juscelino para uma reunião na próxima segunda-feira (6), assim que o ministro chegar do exterior, para que possa definir o futuro de seu subordinado. O Estadão revelou que Juscelino recebeu diárias e usou jato da FAB para ir e voltar de um leilão de cavalos em São Paulo.

"Eu tentei nesta semana conversar com o Juscelino, mas ele está no exterior a serviço do ministério num encontro de telecomunicações. Eu já pedi para o (ministro da Casa Civil) Rui Costa para convocar ele para segunda-feira para a gente ter uma conversa porque ele tem direito de provar sua inocência. Mas, se ele não conseguir provar sua inocência, ele não pode ficar no governo. Eu garanto a todo mundo a presunção de inocência", afirmou o presidente agradecendo a pergunta sobre o tema.

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O ministro rompeu o silêncio sobre o assunto ontem. Em nota oficial, admitiu que teve apenas dois dias de agenda de trabalho em São Paulo, embora tenha solicitado diárias e avião da FAB para quatro dias e meio de compromisso, e informou que vai devolver o dinheiro que recebeu irregularmente, sem declinar o valor. Juscelino disse que tomou a decisão após uma "averiguação nos últimos dias acerca do que ocorreu com a viagem de SP".

Como mostrou o Estadão, o ministro alegou ao governo que tinha compromissos "urgentes" para ter direito a R$ 3 mil de diárias e a jato particular entre os dias 26 e 30 de janeiro. Dos quatro dias de viagem, contudo, em três deles se dedicou a negócios relacionados aos seus cavalos de raça.

Juscelino foi a dois leilões, a uma festa em homenagem aos cavalos e inaugurou uma praça dedicada ao Roxão, um animal de seu sócio, na cidade de Boituva (SP). Todos os compromissos envolvendo cavalos foram omitidos da agenda oficial do ministro, embora sua presença tenha sido bancada com dinheiro público. Na inauguração da praça, Juscelino se apresentou como "integrante da equipe do presidente da República". A presença de um "ministro de Estado" também foi destacada pelos leiloeiros nos eventos equestres conforme mostram vídeos dos eventos.

"Na função de ministro de Estado, agora no Poder Executivo, tenham certeza, cada um de vocês, apaixonados pelo cavalo quarto de milha, do meu compromisso, enquanto estiver com uma função pública, de poder defender cada vez mais o cavalo", disse ele ao receber uma homenagem durante sua estadia em São Paulo.

Versão

No esclarecimento, o ministro disse que "desconhece o suposto 'caráter de urgência' destacado pelo jornal" para a viagem. No entanto, documentos oficiais mostram que ele mentiu no comunicado. A urgência está registrada no Portal da Transparência, abastecido com informações do próprio ministério.

Sobre o uso da FAB na volta para Brasília na segunda-feira, 30 de janeiro, o ministro disse na nota que "retornou em voo compartilhado solicitado pelo Ministério do Trabalho" e que, portanto, não haveria "cometimento de qualquer ilegalidade". Juscelino, porém, informou ao governo que estava, nesta data, em "serviço", o que ele mesmo reconhece que não procede. A própria nota oficial e a agenda pública dele registram que o último compromisso de trabalho em São Paulo na ocasião havia sido na manhã de sexta-feira (27).

Sobre os compromissos com cavalos, a nota informou que "o ministro usufruiu, sim, do seu direito de desfrutar do seu período de folga para participar de qualquer compromisso, no caso em questão". Foi o próprio que pediu ao governo diárias referentes aos quatro dias que passou em São Paulo e avião da FAB para ir e voltar do Estado, o que cobre o período relacionado a todos os seus compromissos privados.

Pressão

Parlamentares do PT têm pedido a troca do ministro indicado para o cargo pelo União Brasil. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que foi líder do partido na Câmara entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023, afirmou que "ninguém defende pegar avião da FAB para fazer atividade privada", expondo o constrangimento. Colegas de partido de Juscelino engrossam o coro e dizem que ele não teria o apoio hoje nem de 30 deputados. "Ele tem que responder", disse o deputado Carlos Henrique Gaguim (União Brasil-TO).

Em nota divulgada nesta quinta (2), o Instituto Não Aceito Corrupção pediu a demissão do ministro por considerar que ele "violou o Código de Ética da Administração Pública e cometeu crimes".

Juscelino comanda uma das pastas mais importantes do governo, com orçamento de R$ 3 bilhões para este ano. Antes de chegar ao cargo, indicado por um consórcio do Centrão, não tinha experiência com o setor.

Bolsonaro

O Estadão também revelou que Juscelino nomeou um sócio de empresário aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, para chefiar a diretoria que cuida de rádio e TV privadas. O indicado não tem experiência nessa área.

Pouco antes de virar ministro, Juscelino mandou dinheiro do orçamento secreto para asfaltar uma estrada que corta a própria fazenda em Vitorino Freire (MA), local onde está o haras que guarda seus animais. Enquanto isso, um terço da população da cidade governada por sua irmã vive em ruas de terra. O Estadão identificou ao menos 12 cavalos de raça pertencentes ao ministro no valor de R$ 2 milhões que ele escondeu da Justiça Eleitoral.

Durante a entrevista para a Band, Lula também falou sobre o caso da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, a Daniela do Waguinho. A proximidade dela e do marido, o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, com suspeitos de atuarem na milícia foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo. Lula afirmou que o caso da ministra e de Juscelino são distintos. "A Daniela é diferente. Você não pode condenar uma pessoa porque está em cima de um palanque com alguém indesejável", disse.

O petista afirmou também acreditar que o caso da ministra não seja "maior do que isso (as fotos)". "Eu tenho uma gratidão pela Daniela, porque foi a única deputada da Baixada que me apoiou de verdade. E pagaram um preço muito caro. Perseguição, xingamento, ele teve de mudar de cidade para dormir", disse. "Então, eu tenho de ter consideração."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o pente-fino feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social no Bolsa Família. "Eu não gosto de falar quem vai sair. Vai entrar todas as pessoas que tiverem condições e direito de entrar. Quem não tiver, não entra. E quem tiver de forma errada, vai sair", afirmou o petista em entrevista à Rádio BandNews FM gravada nessa quinta-feira (2).

Após uma revisão cadastral, o ministério anunciou que 1,5 milhão de pessoas devem ser excluídas do programa em março por receberem o benefício de forma irregular.

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Hoje, o governo federal fez o lançamento do novo Bolsa Família. O programa pagará pelo menos R$ 600 por família, além de R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos. A nova formulação do benefício prevê ainda R$ 50 adicionais para crianças com mais de 7 anos e jovens com menos de 18 e R$ 50 adicionais para gestantes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a criação de uma espécie de "G20 da paz" para mediar o fim da guerra na Ucrânia e afirmou que vai levar a ideia para a reunião do G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo, da qual o Brasil participará em maio, no Japão.

"Você tem que encontrar alguma coisa que justifique retomar a paz. A guerra está influenciando muita coisa, a gente no Brasil está sofrendo por causa dessa guerra. Toda guerra tem um fim, e essa guerra tem que ter um fim. Não precisamos ficar destruindo ponte, prédio, a troco de quê?", questionou, em entrevista à Rádio BandNews FM gravada nesta quinta-feira, 2.

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Para Lula, tanto Rússia quanto Ucrânia estão "pedindo a Deus" pelo fim da guerra. O presidente ainda conclamou que as grandes potências participem das negociações para um acordo de paz. Na visão dele, o presidente da China, Xi Jinping, por exemplo, não pode ficar como "olheiro" do conflito.

"Tanto a Rússia quanto a Ucrânia estão pedindo a Deus que apareça alguém para acabar com essa guerra. O problema é a Otan? Vamos discutir com europeus e americanos? É a filiação à União Europeia? Vamos discutir. Xi Jinping não pode ser olheiro, tem que ser ator. Pode influenciar na Ucrânia, na Rússia e no debate dos Estados Unidos", cobrou. Ele ponderou, entretanto, que os "russos não tinham direito de invadir a Ucrânia".

Ainda sobre a agenda internacional, o presidente voltou a dizer que o Brasil vai recuperar protagonismo e investimentos externos. "Eu vou recuperar o prestígio internacional do Brasil, o Brasil vai voltar a ser protagonista internacional outra vez. A gente vai ter mais investimento externo direto no Brasil e a economia vai voltar a crescer."

O presidente Michel Temer (PMDB) comemorou a melhora da avaliação de seu governo na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 20, pelo Ibope e avaliou que a aprovação só não é melhor em razão das denúncias que sofreu em maio, quando a delação dos empresários da JBS atingiu em cheio o peemedebista.

O resultado da pesquisa, mostrando um aumento de 3% para 6% no porcentual dos entrevistados que julgam o governo como bom ou ótimo, demonstra, segundo Temer, "certo reconhecimento" da melhora na situação do País. "Os dados não foram mais volumosos em função do que essa gente produziu em maio", comentou durante entrevista para a Bandnews FM, na qual classificou as acusações como uma tentativa de derrubar o presidente da República.

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Sem citar o nome do empresário Joesley Batista, da JBS, ou do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o presidente afirmou que todos os que o acusaram estão sendo desmascarados, sendo que alguns estão presos, como o ex-executivo do frigorífico. Também considerou que as acusações atrapalharam o País, já que a reforma da Previdência seria "tranquilamente" votada em maio. "Isso atrapalhou, mas não parou o País", afirmou o presidente. Segundo ele, fatos a serem divulgados vão revelar a "inverdade" da denúncia e o prejuízo causado ao Brasil.

Apesar da crise gerada pela delação da JBS, Temer garantiu que não pensou em renunciar. "Se eu tivesse renunciado, seria culpado sem possibilidade de defesa", afirmou Temer, que disse ter ganhado força e vitalidade "extraordinária" após a divulgação do áudio de sua conversa com Joesley.

Semipresidencialismo

O presidente voltou a afirmar que é favorável a uma adoção do chamado "semipresidencialismo" no Brasil a partir das eleições de 2022, no lugar do presidencialismo. Na entrevista, ele disse que defende um sistema semelhante ao português e ao francês, no qual o presidente eleito indica o primeiro-ministro, que poderia ser derrubado pelo Congresso se não contar com apoio da maioria dos parlamentares.

Para Temer, a troca de sistema daria mais estabilidade ao País, pois, caso o governo não vá bem, quem cai é o primeiro-ministro, não o presidente. "Veja quantos presidentes foram depostos por impeachment", disse Temer. Sem apoio do Congresso, o primeiro-ministro receberia o chamado "voto de desconfiança", quando os parlamentares expressam ausência de governabilidade. "A ideia é transferir responsabilidade governamental ao Poder Legislativo", disse.

Segundo o peemedebista, a ideia é tocar esse projeto após a aprovação da reforma da Previdência e a simplificação do sistema tributário. Ele lembrou que esta é uma mudança que depende de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que poderá ser elaborada ou pelo próprio presidente da República ou pelo Congresso. Ele contou que tem "discutido muito" esse tema com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

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