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Xuxa Meneghel completou 60 anos de idade no dia 27 de março. Como parte das comemorações, ela vem participando de entrevistas em diversos veículos de comunicação. Durante um bate-papo com a turma do WOWCast, da revista WOW, Xuxa relembrou quando fez a rinoplastia.

Na conversa, ela contou que foi abordada por um médico para que uma operação fosse feita urgentemente no nariz. O caso aconteceu quando a loira ainda namorava Pelé, na década de 1980. Assim que esbarrou com a gaúcha no elevador, o profissional soltou: "Podia dar uma levantadinha na ponta do nariz".

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Pensativa após o encontro, Xuxa resolveu fazer a intervenção cirúrgica. Ela disse que tudo foi às pressas. "Passei lá, cheguei e ele: 'ah, você veio? Sabe quantos eu faço por dia, 12'. Cheguei lá e tinha umas cinco pessoas sentadas nas maquinhas. Falei: 'mas vamos conversar'. Aí ele, pum, anestesia local, e eu falei: 'oi? o que vamos fazer?' E ele já começou com a agulha e conversando comigo", contou.

Impressionada com a agilidade do cirurgião, a rainha dos baixinhos ressaltou que só pagou a anestesia. Os anos se passaram, mas Xuxa Meneghel não teve mais contato com o médico. Quando decidiu fazer uma busca sobre o paradeiro dele, a mãe de Sasha descobriu que ele havia sido preso.

"Tentei buscar onde está esse médico e eu soube que ele está preso [risos]. Não quero nem dizer o nome, nem nada, porque eu não sei o que ele fez, mas ele fazia vários narizes por dia", declarou. 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o cirurgião-geral João Couto Neto, 46 anos, por suspeita de negligência e falhas no atendimento a pacientes em Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. A investigação apura as circunstâncias de 20 mortes. No total, há 77 boletins de ocorrência registrados contra o profissional, com denúncias também de pacientes que sobreviveram, mas teriam ficado com lesões.

No dia 12, a Justiça proibiu Couto Neto, a pedido da polícia, de fazer atendimentos ou realizar procedimentos por 180 dias. Na véspera da decisão, o médico disse nas redes sociais que exerce a profissão com "responsabilidade e maturidade".

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Conforme o titular da 1ª Delegacia de Polícia, delegado Tarcísio Lobato Kaltbach, responsável pela investigação, o inquérito teve início com 15 vítimas - sendo cinco familiares de pacientes que morreram após os procedimentos. Segundo a apuração, Couto era especialista em cirurgias de hérnia, vesícula e refluxo, mas realizava cirurgias para as quais não tinha especialização e até sem autorização dos pacientes.

Uma das vítimas, que buscou atendimento para retirada de hérnia, conta aos investigadores ter sido submetida a um procedimento de abdominoplastia, feito sem consentimento. Outra, conforme a polícia, foi informada, após a cirurgia de endometriose que havia sido necessário a retirada do útero e meses depois, ao fazer alguns exames, constatou que tinha o órgão estava intacto. O médico teria cobrado do plano o procedimento.

"Fomos comunicados desta situação no início de novembro, quando começamos as apurações", disse Kaltbach. Segundo ele, após as oitivas foram notados nos relatos semelhanças na conduta do médico, "com intervenções desastrosas" e "desumanidade no tratamento pós-cirúrgico", disse Kaltbach.

Segundo o delegado, no pós-operatório, o médico ignorava queixas dos pacientes e minimizava impactos de procedimentos conduzidos por ele. "Não encaminhava para UTI, porque outro médico poderia perceber o que havia ocorrido. Mantinha a vítima no mesmo quarto, o que agravava a situação e, por vezes, levava a óbito", afirma o delegado.

Há casos desde 2010, segundo a Polícia Civil. "Ele realizava diversas cirurgias em curto espaço de tempo. De janeiro a novembro, foram 1.100 procedimentos. Enfermeiros e vítimas relataram que ele fazia de 15 a 20 operações por turno", diz o delegado. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) também apura o caso, em sindicância que corre sob sigilo.

Procurado, o escritório Apolinário e Diego Cardoso Advogados Associados, que cuida da parte cível, disse que não iria se manifestar. Já o escritório De Lia Pires Advogados, que cuida do caso na esfera criminal, não retornou o contato.

Em publicação nas redes sociais em 12 de dezembro, quando foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, Couto Neto fez uma publicação nas redes sociais. "Atuar como médico é sempre um grande desafio. Temos plena consciência e certeza de praticar a medicina para a melhor saúde dos pacientes", escreveu. "E com esta responsabilidade e maturidade, nos sentimos confortáveis em afirma que realizamos mais de 20 mil cirurgias e procedimentos durante os últimos 19 anos, cumprindo os mais elevados preceitos médicos, honrando essa profissão que é a melhor tradução de minha vida."

O Hospital Regina, onde ele fazia uma parte dos procedimentos e foi cumprida parte dos mandados de busca e apreensão, também se manifestou. Em nota, a instituição disse ter finalizado a entrega de documentação médica requisitada pela Justiça, mas afirmou desconhecer os detalhes do inquérito policial, uma vez que a investigação corre sob sigilo e tem como foco o médico, não o hospital.

No mandado de busca e apreensão apresentado pela polícia, conforme o hospital, são citados 14 nomes de pacientes deste médico. "No entanto, deste total três pacientes realizaram somente exames no Hospital Regina e das 11 pessoas que realizaram cirurgia, quatro formalizaram relato na Ouvidoria referente ao atendimento prestado pelo referido médico. As reclamações foram prontamente acolhidas e uma delas, inclusive, foi encaminhada à Comissão de Ética do corpo clínico", acrescenta a instituição.

O hospital afirma ainda que Couto Neto faz parte do corpo clínico aberto do hospital e não tem vínculo de trabalho via CLT ou contrato de prestação de serviço com a Instituição. "Neste caso, o médico cirurgião utiliza a estrutura do hospital para exercício da sua profissão", diz. "Todos os procedimentos que constam no mandado policial e que estão sob investigação foram realizados pelo referido profissional, o qual foi escolhido pelos pacientes para realizar os procedimentos através dos convênios e meios particulares", finaliza a nota.

O cirurgião saudita Mahdi al-Elmari morreu enquanto concluía uma cirurgia ortopédica no Khamis Mushait Civil Hospital, em Asir. O profissional apresentou sintomas preliminares de infarto, mas os colegas afirmaram que ele insistiu em finalizar a operação do paciente na sexta-feira (20).

"Apesar das fortes dores de estômago, ele insistiu em conduzir a cirurgia", lembra o chefe do Departamento de Ortopedia da unidade, Majid al-Shehri, em entrevista a Gulf News. "Um exemplo de sacrifício que um médico pode fazer até o último momento da vida [...] ele é um mártir do trabalho", condecora.

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De acordo com a BBC, os companheiros de al-Elmari ainda o convenceram a realizar um eletrocardiograma, que indicou que ele já havia sofrido um ataque cardíaco. Embora não aponte se o médico retornou à sala de procedimento antes ou depois dos resultados, a emissora indica que ele foi vítima fatal de um segundo infarto.

Um dentista faleceu no Hospital Regional do Agreste Dr. Waldemiro Ferreira (HRA), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, enquanto fazia cirurgia em um paciente na tarde da sexta-feira (10). Jorge Luiz Fernandes sofreu um infarto, foi socorrido, mas não resistiu.

O dentista era cirurgião bucomaxilofacial, especialista no tratamento de doenças da cavidade oral e traumas de face. Ele atuava há vários anos no local, segundo nota do HRA.

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O hospital também informou que outro cirurgião acompanhava o procedimento médico, não havendo prejuízo ao paciente durante a fatalidade. Jorge Luiz Fernandes foi sepultado no Cemitério Dom Bosco.

Um médico americano e sua namorada, acusados de abusar sexualmente de duas mulheres, voltaram a ser alvos de novas denúncias de estupro.

A promotoria do condado de Orange denunciou Grant Robicheaux, um cirurgião ortopédico de 38 anos, que participou de um programa de 'reality show', de drogar e violentar outras cinco vítimas.

A denúncia se baseou em vídeos encontrados no celular do médico, que pagou fiança no valor de um milhão de dólares para continuar em liberdade.

Sua namorada, Cerissa Riley, de 31 anos, que pagou fiança em valor similar, é vinculada a três destes crimes.

Robicheaux - que participou de um reality show há quatro anos intitulado "Online Dating Rituals of the American Male", que em português seria algo como "Rituais do macho americano para conseguir namoros on-line" - e Riley foram acusados em 11 de setembro de violentar duas mulheres usando narcóticos e de tráfico de narcóticos legais, entre outras acusações.

Os promotores afirmam que o casal, que nega as acusações, se aproveitava da boa aparência para atrair suas vítimas a bares e restaurantes e levá-las ao apartamento do médico, onde ocorriam os abusos.

As autoridades informaram ter encontrado no celular de Robicheaux uns 1.000 vídeos de mulheres nuas ou parcialmente vestidas e em diferentes estados de consciência, enquanto sofriam os abusos.

A Justiça informou que depois de tornar pública a primeira acusação, recebeu dezenas de telefonemas de possíveis vítimas, que levaram à nova acusação.

Um cirurgião britânico que gravou suas iniciais nos fígados de dois pacientes durante transplantes foi condenado nesta sexta-feira (12) a realizar trabalhos sociais.

Um tribunal de Birmingham (centro da Inglaterra) condenou Simon Bramhall, de 53 anos, a um ano de trabalhos sociais e a pagar uma multa de 10 mil libras (13.600 dólares) após ter se declarado culpado de duas acusações de agressão, embora tenha negado outras duas de ter causado danos físicos a suas vítimas.

"As duas (operações) foram longas e difíceis. Admito que nessas duas ocasiões você estava cansado e nervoso, e isso pode ter afetado seu julgamento", disse o juiz ao acusado durante a leitura da sentença.

No entanto, acrescentou, "o que você fez foi um abuso de poder e uma traição à confiança que seus pacientes depositaram em você".

O caso deste médico que gravou "SB" nos órgãos não tem precedente legal, disse a Promotoria.

Bramhall gravou as iniciais com um laser coagulador de gás argônio, usado nas operações para evitar hemorragias, e o fez na presença de seus colegas.

Uma das vítimas teve que ser operada novamente tempos depois e os cirurgiões encontraram as iniciais, explicou a imprensa britânica.

"Suas ações marcando os fígados daqueles pacientes, de modo totalmente desnecessário, foram atos deliberados e conscientes", denunciou Elizabeth Reid, da Promotoria.

"Esses ataques são errados, não apenas do ponto de vista ético, mas também penal", acrescentou.

O cirurgião plástico Ivo Pitanguy, de 93 anos, faleceu neste sábado (6) no Rio. Pitanguy vinha tendo problemas de saúde desde o ano passado. Na véspera da sua morte, participou do revezamento da tocha olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio, em cadeira de rodas.

Considerado o maior cirurgião plástico do País e um dos maiores do mundo, Pitanguy era patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro honorário da American Society of Plastic Surgery (AISAPS) e da Academia Brasileira de Letras (ABL).

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Pitanguy deixa a esposa Marilu, quatro filhos e cinco netos. Formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Faculdade Nacional de Medicina, hoje pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pitanguy iniciou sua formação na cirurgia plástica no fim dos anos 1940, quando foi cirurgião residente do Serviço do Professor John Longacre, no Bethesda Hospital, em Cincinatti, nos Estados Unidos.

O cirurgião Martin Salia, nativo de Serra Leoa, mas com visto de residência permanente nos Estados Unidos, partiu neste sábado (15) de Freetown, capital do país africano, para Omaha, nos EUA, para receber tratamento contra o Ebola, disse o diretor médico de Serra Leoa, Brima Kargbo.

Salia acreditava que estava com malária ou febre tifoide. Ele havia telefonado para sua esposa, Isatu Salia, que mora em Maryland, nos EUA, dizendo que tinha dor de cabeça e febre. O médico fez dois testes para detectar Ebola, e ambos deram negativo. Quando fez o terceiro, entretanto, o resultado foi positivo. Isatu disse que o marido viaja frequentemente ao seu país de origem.

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O cirurgião, de 44 anos, será tratado no Centro Médico de Nebraska, em Omaha, segundo Kargbo. O hospital informou em comunicado neste sábado que o avião que transportava o paciente desembarcaria na cidade por volta das 16h (horário local). Ele será o terceiro paciente com Ebola a ser tratado no local. Com Salia, chega a 10 o número de pacientes com a doença tratados nos EUA. A mais recente vítima, o também médico Craig Spencer, recebeu alta de um hospital de Nova York na terça-feira.

O hospital de Omaha disse que a tripulação médica que ajudava no transporte de Salia determinou que sua condição era estável o suficiente para o voo de longa duração. No entanto, a nota também informava que a equipe responsável por cuidar dele em Serra Leoa havia dito que ele está gravemente doente e "possivelmente em situação pior do que os primeiros pacientes tratados com sucesso nos EUA". Cidadão da Serra Leoa, Salia vive em Maryland e tem residência permanente nos EUA, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto. A fonte não estava autorizada a divulgar a informação e falou sob condição de anonimato.

Salia estava trabalhando como cirurgião geral no Hospital Kissy United Methodist na capital de Serra Leoa, Freetown. Kissy não é uma unidade de tratamento de Ebola, mas o médico atuou em pelo menos três outras instalações de saúde, informou o hospital, citando o Ministério da Saúde do país. Os pacientes fugiram após a notícia do caso de Ebola. O hospital foi fechado na terça-feira depois que o exame de Salia deu positivo, e ele foi levado para o Centro de Tratamento de Ebola Hastings perto de Freetown. Os funcionários serão colocados em quarentena por 21 dias. Fonte: Associated Press.

A viúva do médico paraibano Artur Eugênio, assassinado no dia 12 de maio, Carla Azevedo concedeu entrevista na tarde desta segunda-feira (9) para falar sobre o relacionamento do marido com o suspeito do crime, o cirurgião Cláudio Amaro Gomes, de 57 anos. A viúva contou em detalhes as brigas dos dois, mas disse que não acreditava que o cirurgião fosse capaz de assassinar Artur.

"Havia muitas divergências entre Artur e o doutor Cláudio, mas eram divergências normais, comuns, nada que me fizesse pensar em um final tão trágico para Artur", contou. O mais intrigante ela revelou em seguida. Segundo Carla, Artur veio trabalhar no Recife a convite de Cláudio. "Em 2008, acho que foi o primeiro contato de Artur com o doutor Cláudio. Ele procurou Artur em São Paulo. Devem ter saído para almoçar umas ou duas vezes e convidou para trabalhar aqui, esse convite foi mediado por alguns amigos, que sabiam da nossa intenção de voltar para o nordeste. Esse primeiro convite não foi aceito. Mas no final de 2009 para 2010, o doutor Cláudio voltou a abordar Artur para que ele viesse trabalhar. Nessa época ele veio trabalhar no Hospital Português, ele começou a observar alguns fatos não comuns, que ele não esperava", explicou.

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A viúva também falou que ao longo do tempo, Artur começou a ter mais responsabilidade com os pacientes do que Cláudio e que cada vez mais a decisão técnica era do paraibano a ponto de algum momento o papel de Gomes ser somente social. Foi nessa época que Artur começou a pedir um aumento salarial. "Artur começou a questionar a divisão dos honorários e outras coisas que não achava correto, até mesmo materiais usados na cirurgia. Quanto mais trabalhavam juntos, mais Artur ficava chateado com determinadas posturas", revelou Carla.

Depois de um ano trabalhando juntos no Hospital Real Português, Artur decidiu romper a relação. Mas continuava tendo contato com o cirurgião no Hospital das Clínicas, onde Cláudio era seu  chefe imediato. "Mesmo saindo, Artur era muito chamado para atender pacientes no Português, em alguns setores era clara a preferência, e a gente sabe que ele estava ocupando um lugar que antes pertencia ao doutor Cláudio, isso foi piorando a relação dois no Hospital das Clínicas", acrescentou.

A viúva ainda contou que o médico pensou em abrir sindicância para denunciar assédio moral contra Cláudio. Sobre o envolvimento do filho dele no crime, Carla se contradisse. "Existem indícios muito fortes relacionando o filho dele a tudo isso, eu não duvido. Eu não vejo um motivo para que o filho de doutor Claudio tenha uma atitude como essa pela relação dele com Artur, eu desconheço a relação dele com Artur".

Artur Eugênio foi morto com quatro tiros, três nas costas e um na cabeça, na BR-101, no bairro de Comporta, em Jaboatão dos Guararapes. O carro dele só foi encontrado no dia seguinte, no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife. O veículo estava carbonizado. De acordo com a polícia, o médico saiu do Hospital Real Português, atendeu um paciente, e quando chegou ao prédio, onde morava na Zona Sul do Recife, foi sequestrado por dois homens. O corpo de Artur foi levado para o Instituto Médico Legal e só foi identificado pela família no dia 13.

Veja a entrevista na íntegra:

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O corpo de um homem foi encontrado na tarde desta terça-feira (3) dentro do banheiro de um lava a jato na Avenida Rosa e Silva, Zona Norte do Recife. Rodrigo Bento Catunda, de 35 anos, era cirurgião-dentista e não costumava frequentar o estabelecimento. De acordo com os funcionários, que não quiseram se identificar, o lava a jato estava com bastante movimento pela manhã e não foi visto o momento em que o cirurgião entrou no local. Mas depois das 10h, os clientes começaram a reclamar do banheiro fechado. O local foi arrombado por volta das 16h. O SAMU foi acionado para reanimar o dentista, mas ele não resistiu. 

Uma equipe do Instituto de Criminalística, do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa, realizou a perícia no local durante esta noite. O Perito Célio Roberto informou que trabalha com a possibilidade de uma overdose. "No banheiro, junto com o corpo, localizamos duas seringas, uma aberta e a outra fechada. A que estava aberta tinha resquício de sangue", revelou. A família do dentista informou à perícia que ele fazia usos excessivos de analgésicos e tranquilizantes. 

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Todos os materiais foram recolhidos para o laboratório do IC, que será responsável pelo laudo que vai apontar as causas da morte. O documento deve ficar pronto em 30 dias. 

A Polícia Civil em Assis (SP) concluiu nesta sexta-feira, 3, o inquérito de um caso que deixou os moradores assustados com a extrema violência empregada por dois jovens, um deles menor de 18 anos, contra o cirurgião plástico Renée Louzada de Oliveira. O medico foi torturado e espancado durante um assalto quando saía da Santa Casa no dia 22 de abril. Rendido e levado pelos bandidos até sua clínica, Oliveira recebeu coronhadas, pontapés e socos porque não tinha o cofre com joias e dólares que os dois bandidos procuravam. Teve de ser internado, em estado grave, com fraturas, passou por cirurgias e só poderá voltar a trabalhar daqui a seis meses.

"É difícil descrever o horror. Nem em cidades grandes, violentas, vi coisa semelhante", diz o advogado do médico, Ernesto Benedito Nóbile. Segundo o advogado, a sessão de tortura demorou uma hora. "Além de enfiarem o revólver na boca dele por diversas vezes e dar socos e chutes, eles desferiram mais de 30 coronhadas na cabeça, causando muitos ferimentos. Depois, saltaram com os dois pés nas costas. E, se não bastasse, ainda o arrastaram pelo pescoço pelo chão da clínica".

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Segundo Nóbile, os bandidos não amenizaram nas agressões embora seu cliente implorasse por clemência. "Ele implorou aos bandidos que levassem tudo que tinha e fossem embora porque não aguentava mais a violência, mas não foi atendido", disse. O médico passou por cirurgias de reparações para recuperar fraturas no fêmur, ossos dos ombros e de um dos braços. "Ele sofreu diversos hematomas e ferimentos no rosto, está com os dois olhos roxos devido às coronhadas e também tem problemas graves na coluna cervical", afirmou. O médico está em casa de parentes porque têm medo de permanecer na casa dele.

Nesta semana, a Polícia Civil de Assis prendeu os dois criminosos, Divino Rafael Teodoro, de 21 anos, e o adolescente J. L. S. D., de 16. O primeiro, segundo o delegado Ricardo Fracassi, está detido no anexo do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Assis. O menor foi levado na quinta-feira, 2, para a Fundação Casa, depois de passar pelo Juizado da Infância e da Juventude. Os dois não disseram os motivos pelos quais espancaram o cirurgião.

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