Tópicos | Fundo Previdenciário

Com a interdição do Banco Cruzeiro do Sul por parte do Banco Central em setembro, a Prefeitura do Recife terá, no próximo ano, uma perda de R$ 17,2 milhões do Fundo Previdenciário dos Servidores Municipais (Reciprev). A responsabilidade do prejuízo aos cofres públicos começou a ser analisada por membros do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) e o prefeito João da Costa rebateu as informações de que estaria deixando uma "herança maldita" para o próximo gestor, Geraldo Julio (PSB).

“Tem um inimigo oculto, gente querendo criar confusão, alguém tentando colocar problemas nessa transição de governo, coisa que não existe. Esse processo de interdição do Cruzeiro do Sul não vai gerar nenhum prejuízo para o fundo previdenciário e o dinheiro investido irá voltar. Entre as previdências das capitais brasileiras, o Reciprev é o mais equilibrado e já recebemos a primeira devolução dos recursos aplicados”, defendeu João da Costa na manhã desta terça-feira (23), ao assinar o acordo de cooperação com a cidade de Dakar, capital do Senegal.

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João da Costa também informou que esse investimento no Banco Cruzeiro do Sul não foi realizado no seu governo, mas durante a gestão do ex-prefeito João Paulo (PT). “No meu governo determinei que qualquer tipo de aplicação deveria ser feita em banco público e os investimentos aplicados no Cruzeiro do Sul chegam a 3% dos valores referentes ao fundo previdenciário municipal”, contou João da Costa.

Os conselheiros do TCE, ao julgar os processos do Reciprev, entenderam que a operação dos títulos públicos de 2006 a 2009 estavam acima dos valores de mercado. Na Lei Orçamentária Anual (LOA), entregue pela Prefeitura na Câmara Municipal, os gastos com a previdência social chegam a R$ 283 milhões, advindos do tesouro municipal e de outras fontes de recursos.

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