Tópicos | MC Daleste

É isso mesmo, você não leu errado. Apesar dos estereótipos que costumam marginalizar e minimizar o funk nacional, o estilo pode ser usado como ferramenta de reflexão, conscientização e aprendizado. Vários artistas do gênero se debruçam sobre questões profundas da vida humana em seu trabalho, em busca de conhecimento e crescimento pessoal - tal qual fazem os filósofos diplomados - porém, valendo-se de letras construídas com linguagem acessível e beats que convidam a elaborar até a mais íntima das problemáticas do ser. 

A relação do som com a filosofia foi objeto de estudo de vários dos mais importantes pensadores da humanidade. Para Platão (Atenas 427-347 a.C), a música seria um “meio poderoso” capaz de enriquecer a alma e iluminar aquele que busca por uma “verdadeira educação.” Já Aristóteles (Estagira 384-322 a.C) acreditava que o suporte seria capaz de formar personalidades, enquanto Pitágoras (c. 570 s.C - 493 a.C), filósofo grego considerado o primeiro teórico a versar sobre o tema, acreditava que sons e melodias revelavam a harmonia fundamental do universo.

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Assim sendo, nada melhor do que muita música para  celebrar o Dia Mundial da Filosofia - ramo do saber que busca a essência de tudo que existe no mundo. E por que não um bom ‘pancadão’ para embalar os pensamentos de uma forma bastante brasileira e acessível. Para tanto, o LeiaJá preparou uma playlist com funks que podem ser estímulo à reflexão sobre aqueles problemas que, de tão humanos, podem ser encontrados em qualquer espaço habitado, independente de classe social, gênero, raça ou credo.  

É para abrir os ouvidos, mas sobretudo, a mente e, como se diz pelas quebradas em que o funk ecoa livremente, ‘castelar’. Dá o play e reflita. 

Rap da Felicidade - Cidinho & Doca 

Um clássico do funk nacional, o Rap da Felicidade fez grande sucesso em meados dos anos 1990. A música, da dupla Cidinho & Doca, fala sobre a dicotomia entre a tristeza e a felicidade entre os moradores de favela e aborda, ainda, questões sociais, como a violência e como elas implicam na existência do ser humano. 

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Novo Império - WK Chefe

Refletindo sobre presente, futuro e passado, WK Chefe canta sobre como a passagem do tempo pode influenciar o seu modo de existir no mundo. 

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Fazer média pra pobre na televisão - MC Dandara 

Aqui, a lenda viva do funk nacional MC Dandara, dá uma verdadeira aula de consciência moral e social. 

Eu amo minha quebrada - MC Daleste

Eternizado como uma das maiores vozes do funk consciente no Brasil, o MC Daleste - falecido em 2013 -, versa sobre pertencimento e identificação em ‘Eu amo minha quebrada’. Além disso, a canção fala sobre laços afetivos, autoestima e territorialidade. 

Quero ser feliz - Vilão da Norte

Tendo como referência o clássico de Cidinho e Doca, já citado nessa lista, Vilão da Norte canta sobre um dos sentimentos que costumam nortear a humanidade: a felicidade. 

Abre o Olho - Matheus Perverso

Em 'Abre o Olho’, o artista pernambucano rima sobre inspiração, superação e força de vontade, questões inerentes ao ser humano. 

Desabafo - MC Louco

Erros e acertos fazem parte da construção da personalidade do ser e é sobre isso que canta o pernambucano MC Louco no funk ‘Desabafo’.

Tenho fé  - MC Daniel

Em uma elaboração filosófica, a fé pode ser veículo para se chegar à razão e vice e versa. O tema é bastante presente nas letras de funk e também tem sido cantado por uma das revelações do segmento, o MC Daniel. 

A Polícia Civil de Campinas (SP) investiga a relação de um traficante com a morte do funkeiro Daniel Pellegrino, de 20 anos, o MC Daleste, assassinado durante um show na periferia da cidade, no dia 6. A linha de investigação reforça a tese de crime passional. Nesta quinta-feira, o Instituto de Criminalística (IC) realizou a reconstituição simulada do caso. A Delegacia de Homicídios de Campinas apura o envolvimento de MC Daleste com a namorada de um traficante de um bairro da região do San Martin, periferia de Campinas, onde o cantor foi morto, após ser alvo de dois tiros. O primeiro pegou de raspão e o segundo transfixou o corpo pelo abdome.

A polícia já tem a identificação da moça. O delegado de Homicídios, Rui Pegolo, não quis comentar o caso nesta quinta-feira. Pegolo acompanhou a reconstituição realizada durante toda manhã, em Campinas. A perícia concluiu até agora que os tiros foram disparados de uma distância de 40 metros e que o assassino estava posicionado ou atrás de um carro abandonado, ou de uma casa em construção ou de um morro de areia, que ficam numa área que dá acesso fácil de fuga por meio de um matagal.

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De acordo com a polícia, a distância é uma evidência de que o assassino tinha experiência em tiro. "Não temos dúvida que foi um atirador que sabia o que estava fazendo e planejou tudo com antecedência", afirmou a perita criminal Ana Cláudia Diez. "Nós fizemos a linha de tiro e conseguimos setorizar, naquela região entre o terreno baldio, a caixa d’água e os fundos da construção." Outra conclusão da perita foi que os dois disparos foram feitos por uma pessoa. MC Daleste foi alvo de dois disparos, um atingiu a axila de raspão e o outro perfurou o corpo. A polícia ainda não sabe a arma usada nem o calibre. Os projéteis não foram encontrados pela polícia no local do crime.

Reconstituição

Durante a reconstituição, os peritos simularam a trajetória das balas com barbantes, seguindo as marcas das balas e o laudo do corpo, feito pelo Instituto Médico-Legal (IML).

Muitos curiosos e fãs acompanharam a reconstituição. O açougueiro José Severino Alves, de 50 anos, que mora na casa em construção que pode ter servido de esconderijo para o autor dos disparos, ajudou a polícia com informações. "Eu não estava em casa, mas minha mulher estava dormindo e acordou assustada. Ele ouviu um estalo e achou que era pedra na telha", disse Alves, que já foi ouvido pela polícia. Ele não é suspeito no caso.

 

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