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A jovem Agatha Christie, que estava desaparecida desde que saiu de uma festa de Réveillon no Recife, já foi localizada. Em seu perfil no Facebook, a jovem escreveu "Tá tudo certo, tudo ok. Life goes on". 

A página Coletivo Anarco-Festivo Ocupe Estelita, organizadora da festa em que a jovem estava, também confirmou que Agatha Christie não está mais desaparecida. "Ela deu o ar das graças. Tava se recuperando do rolê como todas nós", escreveu.

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O sumiço de Agatha repercutiu nas redes sociais repercutiu nas redes sociais na manhã desta terça-feira (2). A última vez que ela havia sido vista foi em uma barraca nas proximidades da praia do Pina, na Zona Sul do Recife. Na postagem sobre o desaparecimento,  uma jovem que se identificou como amiga disse que ela estava na casa de um rapaz.

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Agatha Christie está desaparecida desde que saiu do Reveillita, que aconteceu no Cais José Estelita, na madrugada da última segunda-feira (1º). Segundo informações, ela estava na festa comemorando a entrada do novo ano com uma amiga. Às 6h da manhã da segunda (1º), sua amiga, identificada apenas como Maryna, foi embora do local sem Agatha, que seguiu para um outro local, com pessoas que Maryna não conhecia. Por medo de roubo ou perda do celular, a estudante de medicina deixou o seu aparelho telefônico com a amiga, o que impossibilita a comunicação. A última visualização no WhatsApp foi às 14h do dia 31 de dezembro.

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Ainda segundo informado, Agatha foi vista pela última vez no bairro do Pina, por volta das 9h, junto com um casal, que não foi reconhecido. A família da garota esperou até esta terça-feira (2), na expectativa de que ela apareceria, para denunciar o desaparecimento a polícia. Segundo informado por Breno Henrique, amigo da estudante, a família está seguindo até uma delegacia para prestar a queixa e esperam que com isso Agatha seja encontrada.

Na tentativa de aumentar as buscas, Breno fez uma publicação na página do evento; centenas de pessoas compartilharam. "Gente, torcendo pra que ela só esteja cansada dormindo na casa de alguém depois de um rolê. Acho melhor compartilhar amanhã, se continuarmos sem notícias. [...] pode não ter sido nada disso e acabarmos a expondo mais do que ela mesma possa querer", comentou Thiago Jerohan. Já Ellen Carvalho, que aparenta ser uma pessoa próxima da Agatha, comentou:  "Falei com a mãe dela e ela também quer notícias. Então vamos compartilhar mesmo. Tô nem aí se ela vai ficar chateada depois pela exposição. Me ofereci pra ir com a mãe dela prestar queixa. Passando de hoje vou na delegacia nem que seja sozinha", escreveu.

Diante de vários casos de violência registrados no Estado contra as mulheres, Adri Lima atenta no post: "Nos tempos de hoje, não devemos deixar nada pra depois. Quando se trata de 'suspeitas', acho que devem alarmar mesmo, independente de está bem. Se ela estiver, ótimo, melhor um alarde do que negligenciar", explanou.

Quem tiver alguma informação que possa ajudar os familiares, pode entrar em contato pelos telefones: Selma Vieira (mãe de Agatha) 98412-7549 / Stéfanny (irmã de Agatha) 98410-9029.

Pela segunda vez, os militantes do movimento Ocupe Estelita promovem sua festa da virada, produzida de forma independente, sem patrocínios ou recursos públicos. Intitulado de 'Reveillita', o evento teve sua primeira edição em 2015 e reúne agora centenas de pessoas na avenida Engenheiro José Estelita, onde o trânsito é tranquilo no sentido centro, mas congestionado no Sentido Boa Viagem. Na programação, estão previstas apresentações de Dj’s e grupos locais, como Fino Drão e Diablo Angel, divididos em três pólos: Eletroqueer, DJ’s e Bandas.

De acordo com Flavius Falcão, membro do coletivo de organização do Reveillita, a volta presencial dos ativistas e simpatizantes do movimento ao Cais é fundamental, pois o último evento de ocupação coletiva do espaço havia ocorrido em maio, durante o Ocupe+5, que comemorou cinco anos de movimento. “O ato-político no Cais não é apenas uma festa gratuita na rua, é uma chamada para agregar às tantas pautas relacionadas ao direito à cidade e a sobrevivência no espaço urbano e dos espaços públicos na luta pelo Cais José Estelita”, comenta.

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Para o pesquisador João Cumarú, o Reveillita foi uma oportunidade de reacender o debate sobre a utilização social do Cais. “Acompanho o movimento desde o início e aconteceu um certo revés este ano, então acho muito importante ter reativado esse evento, como mais uma maneira de a gente reafirmar o que acredita”, coloca.

Já a estudante Bárbara Studer enxerga o evento como uma oportunidade de se expressar. “Nós, mulheres, passamos por momentos muito difíceis em 2017, é absurda a forma como estamos sendo mortas. Ocupar este espaço da maneira que estamos fazendo é uma oportunidade de dar nosso grito”, afirma.

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A chegada de 2016 teve um tom de luta pelo direito à cidade. Essa foi a proposta do Reveillita, que reuniu integrantes do Movimento Ocupe Estelita com o objetivo de promover uma festa da virada independente. A Avenida Cais José Estelita – área central do Recife -, localizada em frente aos armazéns que se tornaram pilares da luta do Movimento, foi o palco da celebração. E como em grandes eventos, é comum que, após as comemorações, muito lixo fique concentrado nas vias públicas. Porém, a partir de uma atitude que confirma os ideais em prol de uma “cidade de todos”, integrantes do grupo resolveram “arregaçar as mangas” e deixar as vias públicas sem sujeira.

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Na manhã desta sexta-feira (1º), após a festa da virada, simpatizantes e integrantes do Movimento Ocupe Estelita se juntaram e recolheram o lixo deixado na Avenida pelo público. Segundo alguns ativistas, o ato também contou com a ajuda de garis da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb).

A iniciativa dos integrantes foi bastante elogiada pelos internautas que compartilham imagens da limpeza nas redes sociais. “Às 9h da manhã do dia primeiro de janeiro de 2016, galpões, pista e Cais do Estelita já estava assim, limpeza total. Ativistas e garis da Emlurb recolheram o lixo de recicláveis, de uma população que ainda precisa aprender a não jogar embalagens de vidro e plástico no chão, e de uma prefeitura que disponibilize lixeiras e banheiros. Lembrando que o Reveilita foi realizado sem apoio público, nem privado”, postou um dos internautas que apoiou o ato.   

Polos oficiais - Segundo a Prefeitura do Recife, nos polos oficiais do Réveillon local, foram removidas 48 toneladas de lixo durante a limpeza dos espaços de shows. O trabalho teve a participação de 544 profissionais, que atuaram na Praia de Boa Viagem, Pina, Morro da Conceição, Lagoa do Araçá e Ibura. No ano passado, 53 toneladas foram recolhidas das vias públicas.  

 

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