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Nova Délhi deve preparar medidas urgentes contra a poluição atmosférica, que atingiu níveis alarmantes nos últimos dias, informou o agência de controle da contaminação da Índia.

Neste sábado (13), os níveis de partículas finas em suspensão PM2,5 - as mais perigosas, com diâmetro inferior a 2,5 mícrons - superaram 300 microgramas por metro cúbico, mais de 10 vezes acima do limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A incineração em larga escala de resíduos agrícolas nos arredores - prática que foi proibida pela justiça - e as más condições meteorológicas explicam o pico de contaminação, que se traduz a cada inverno em uma nuvem densa que cobre a capital de 20 milhões de habitantes.

"A cidade deve estar completamente preparada para adotar medidas urgentes", afirmou a Comissão Central de Controle da Poluição, vinculada ao governo federal indiano.

Além disso, a comissão pediu aos moradores que "limitem suas atividades ao ar livre para minimizar a exposição".

Se o nível de PM2,5 permanecer acima de 300 por mais de 48 horas, as autoridades devem aplicar um plano de emergência que incluirá o fechamento das escolas do ensino básico, restrições ao tráfego de veículos e a paralisação de todas as obras de construção.

Nova Délhi já adotou tais medidas em 2019.

"Ventos fracos deixarão as condições meteorológicas muito desfavoráveis para a dispersão dos poluentes até 18 de novembro", advertiu a comissão.

Um relatório publicado em 2020 pela organização suíça IQAir informa que 22 das 30 cidades mais contaminadas do mundo ficam na Índia. E Nova Délhi é a capital mais poluída do planeta.

Em 2019, a poluição provocou 1,67 milhão de mortes na Índia, incluindo quase 17.500 mortes na capital, segundo a revista médica The Lancet.

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