Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:   Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Exito de Empreendedorismo

Os Blogs Parceiros e Colunistas do Portal LeiaJá.com são formados por autores convidados pelo domínio notável das mais diversas áreas de conhecimento. Todos as publicações são de inteira responsabilidade de seus autores, da mesma forma que os comentários feitos pelos internautas.

13 milhões de analfabetos

Janguiê Diniz, | qui, 04/10/2012 - 17:44
Compartilhar:

Somos mais de 190 milhões de brasileiros, entre esses estão quase 13 milhões de analfabetos. Número reduzido em apenas 1% em três anos. A preocupação é ainda maior quando temos acesso aos dados que colocam a região Nordeste com a maior concentração desses analfabetos, 52,7% ou 6,8 milhões de pessoas.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, realizada pelo IBGE, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais reduziu, passando de 9,7% em 2009 para 8,6% em 2011. Apesar dos números gerais não serem favoráveis aos nordestinos, ainda assim fomos a região que registrou maior queda na taxa no período analisado: 1,9 ponto percentual.

Ainda segundo a pesquisa, os estados de Alagoas, Maranhão e Piauí possuem os maiores índices de analfabetismo do país, de 17,3% a 21,8%. As regiões Sul e Sudeste apresentaram taxas de analfabetismo de 4,9% e 4,8%, respectivamente. Na região Centro-Oeste, a taxa foi de 6,3% e no Norte, 10,2%.

Um país alfabetizado cresce em todos os aspectos: econômico, desenvolvimento e inclusão social. Evidente que a ascensão econômica das classes C e D, e a competitividade do mercado de trabalho, contribuíram para a diminuição do número de analfabetos no país. E esse é um dos objetivos. Na concorrência profissional e para ter mais acesso ao mercado de trabalho, as pessoas precisam ter o mínimo de escolaridade e para atingir esse objetivo é preciso dar efetiva atenção à educação básica e ao ensino fundamental.

Tramita no Congresso Nacional uma proposta para elevar o volume de recursos para a educação para 10% do PIB nacional. Hoje, o Brasil investe 5,7% na área — ressaltamos que este é um dos índices mais altos entre os 42 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a frente de Reino Unido (5,6%), Suíça (5,5%) e Estados Unidos (5,5%), por exemplo. O grande problema está na forma em como esse valor é investido.

O Brasil é a sexta economia mundial. Os trabalhos voltados para a educação de jovens e adultos na última década contribuíram fortemente para a diminuição dos índices de analfabetismo. Aumentar o investimento para 10% não significará, necessariamente, uma melhora no desempenho dos estudantes. O que nos falta é qualidade no ensino básico e fundamental. O Brasil é o 15º que mais investe o PIB na área na lista da OCDE, mas ainda assim, o país se encontra somente em 53º lugar — de um total de 65 — no Pisa, um programa de avaliação da qualidade da educação da mesma organização.

Não há motivos para não incentivar a qualidade da educação. Pessoas mais educadas são mais propensas a votar com consciência e têm atitudes mais favoráveis na busca pela igualdade de direitos das minorias. E dessa forma, todos ganham – o país e o povo.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

LeiaJá é um parceiro do Portal iG - Copyright. 2024. Todos os direitos reservados.

Carregando