Tópicos | 1º CASO

O Rio Grande do Sul registrou seu primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma ave silvestre da espécie Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto). A confirmação foi divulgada na noite desta segunda-feira, 29, pelo Ministério da Agricultura, em nota. O animal doente foi encontrado na Estação Ecológica do Taim, sul do Estado e o local já foi interditado para visitação.

Com os casos notificados hoje, sobe para 13 o número de confirmações de casos em aves silvestres no Brasil, sendo nove no Estado do Espírito Santo, nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares, Itapemirim, Serra e Piúma; três casos no Estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra, Cabo Frio e Ilha do Governador, e um no sul do Rio Grande do Sul.

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A doença já foi identificada ao todo em seis espécies: Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Sula leucogaster (atobá-pardo), Thalasseus maximus (trinta-réis-real), Sterna hirundo (Trinta-réis-boreal), Megascops choliba (corujinha-do-mato) e Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto).

O ministério informa ainda que segue em alerta e que, com a intensificação das ações de vigilância, é "comum e esperado o aumento de notificações sobre mortalidades de aves silvestres em diferentes pontos do litoral do Brasil".

Reforça, ainda, que o Brasil continua livre de influenza aviária em criações comerciais e que mantém seu status de livre da doença. "O consumo de carne e ovos se mantém seguro no País", assegura, na nota.

O primeiro caso da variante Delta do novo coronavírus, originalmente detectada na Índia, foi confirmado na cidade de São Paulo. Segundo a Prefeitura, um homem de 45 anos testou positivo para a variante e está sob monitoramento.

A gestão municipal disse que outras três pessoas da família (mulher, enteado e filho) estão sendo acompanhados pela Unidade Básica de Saúde (UBS) da região, que não foi informada.

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"Desde abril, em parceria com o governo do Estado, a capital encaminha parte das amostras de exames RT-PCR positivos ao Instituto Butantan para análise genômica em busca de identificar as cepas circulantes neste momento no município de São Paulo. Foi por meio desta iniciativa que foi possível identificar o primeiro caso positivo na cidade", informou em nota a Prefeitura.

Segundo o Município, o monitoramento das variantes na capital é realizado por meio de cálculo amostral, por semana epidemiológica, "com cerca de 250 amostras semanais que seguem para análise do laboratório do Instituto Butantan, onde é realizado o sequenciamento genético".

Brasil tem duas mortes confirmadas pela variante Delta

No Brasil, o Ministério da Saúde informou que, até o fim da semana passada, foram registrados 11 casos da variante Delta. Seis deles são de um navio que está na costa do Maranhão; há um caso em Campos dos Goytacazes (RJ), um em Juiz de Fora (MG), dois em Apucarana (PR) e um em Goiânia.

Duas pessoas morreram em decorrência da infecção causada pela nova cepa: um tripulante de um navio atracado no Maranhão, no dia 24 de junho, e uma gestante de 42 anos, no dia 18 de abril, no Paraná.

A preocupação com a rápida disseminação da variante Delta vem forçando um número crescente de países a impor novamente medidas restritivas mais rigorosas na tentativa de impedir que uma nova onda da covid-19 atrapalhe os esforços globais para conter a pandemia e a retomada da normalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa circula por 92 países. (Colaborou Júlia Marques)

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (10) que confirma a existência do primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil. O caso, de acordo com a assessoria da pasta, é de uma profissional da área da saúde, de 37 anos, que reside em Natal, no Rio Grande do Norte. Ela teve a doença em junho, se curou, e teve resultado positivo novamente em outubro - 116 dias depois do primeiro diagnóstico. "As análises realizadas permitem confirmar a reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2, após sequenciamento do genoma completo viral que identificou duas linhagens distintas", trouxe o comunicado.

O Ministério explicou que na quarta-feira (9) a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério recebeu relatório do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo da Fiocruz, no Rio de Janeiro, que é um Laboratório de Referência Nacional para a Covid-19 no Brasil, - contendo os resultados laboratoriais de duas amostras clínicas de um caso suspeito de reinfecção da doença pelo coronavírus. "Conforme critérios estabelecidos na Nota Técnica Nº 52/2020-CGPNI/DEIDT/SVS/MS, esses resultados laboratoriais permitem confirmar o primeiro caso de reinfecção no Brasil."

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As duas amostras foram enviadas ao Laboratório, onde houve a confirmação dos resultados em tempo real. No intervalo entre as duas amostras, foi realizada uma coleta no dia 8 de setembro, que apresentou resultado não detectável pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A amostra não detectável não foi encaminhada ao Laboratório de Referência Nacional, segundo o Ministério. A pasta enfatizou que esse resultado foi fruto de um trabalho integrado entre vigilância epidemiológica e laboratorial das três esferas do governo, universidades, Laboratórios Centrais de Saúde Pública e Laboratório de Referência Nacional.

O Ministério da Saúde aproveitou o comunicado para alertar que o caso reforça a necessidade da adoção do uso contínuo de máscaras, higienização constante das mãos e o uso de álcool em gel. "O Governo Federal está buscando o mais rápido possível a vacina confiável, segura e aprovada pela Anvisa, para que todos os brasileiros que desejarem possam ser imunizados", trouxe o comunicado ao final.

O novo coronavírus chegou à menor cidade do Estado de São Paulo. A prefeitura de Borá, com 837 habitantes, no oeste paulista, confirmou nesta terça-feira, 2, o primeiro caso positivo da covid-19. A cidade é também a segunda do Brasil com menor população e era a única na região que ainda não tinha registrado a presença do vírus. A confirmação acontece um dia após o início da flexibilização do pequeno comércio local.

De acordo com a gestora municipal de saúde, Aline Martins Squasso, um profissional de saúde que mora na cidade, mas trabalha na vizinha Paraguaçu Paulista apresentou sintomas da doença e o resultado foi positivo. Ela acredita que ele se contaminou na cidade onde trabalha.

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Conforme a gestora, o paciente está em isolamento familiar, em boas condições de saúde. "Estamos providenciando a testagem de todos os familiares e pessoas que tiveram contato com o paciente", disse. Outra pessoa que apresentou sintomas de síndrome gripal passou por exames e o caso foi descartado.

Segundo a prefeitura, as medidas de isolamento estão sendo mantidas, apesar de a cidade ter aderido ao plano estadual de reabertura gradual das atividades econômicas. Borá está na faixa 2 (laranja) e reabriu o comércio com restrições. Todas as cidades limítrofes - Paraguaçu Paulista, Quatá, Lutécia e Quintana - já têm casos positivos da doença.

Até segunda-feira, 1°, o novo coronavírus já havia se espalhado para 526 dos 645 municípios paulistas. Em 267 houve morte causada pela doença. Em Uru, a segunda menor cidade de São Paulo, com 1.165 habitantes, além de três casos positivos, houve uma morte. Nova Castilho, em terceiro lugar entre as pequenas cidades, registrou o primeiro caso suspeito e aguarda o resultado do exame.

O novo coronavírus já estava circulando havia pelo menos 20 dias no Brasil quando multidões tomaram as ruas de grandes cidades para celebrar o carnaval, revela um estudo divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

O trabalho mostra que o Sars-CoV-2 começou a se espalhar no País ainda na primeira semana de fevereiro, ou seja, mais de 20 dias antes de o primeiro caso ser diagnosticado oficialmente em um viajante que retornou da Itália para São Paulo. O caso foi detectado em 26 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas, quase 40 dias antes das primeiras confirmações oficiais de transmissão comunitária, em 13 de março, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.

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Observa-se ainda que, quando os primeiros blocos foram para as ruas, já havia transmissão comunitária da doença. Essa provavelmente foi muito acelerada pelas aglomerações. Os primeiros casos seriam do fim de janeiro. O estudo foi feito com uma metodologia estatística de inferência, a partir dos registros de óbitos, e publicado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz de forma prévia, ainda sem revisão de pares.

O trabalho também revelou que o vírus começou a circular muito antes do registrado oficialmente na Europa e nos Estados Unidos. Os autores destacam que, em todos os países analisados, a circulação da covid-19 começou muito antes que fossem implementadas medidas de controle, como restrição de viagens aéreas e distanciamento social. Na Europa, a circulação da doença começou aproximadamente em meados de janeiro na Itália e entre fim de janeiro e início de fevereiro na Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Espanha e Reino Unido. O começo de fevereiro também foi o período de início da disseminação na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

A pesquisa é a primeira a apontar o período de início da transmissão comunitária no Brasil e reforça evidências preliminares de pesquisas conduzidas na Europa com análises genéticas. Corrobora ainda achados de estudos realizados nos Estados Unidos, que indicaram começo da propagação viral na cidade de Nova York entre 29 de janeiro e 26 de fevereiro.

Apesar de vários países terem o início da transmissão comunitária em momentos muito próximos, a expansão da epidemia em cada localidade parece ter seguido uma dinâmica própria. "Muito provavelmente, a dinâmica de expansão da epidemia foi definida por fatores locais, como características ambientais de temperatura, precipitação e poluição do ar, densidade e demografia da população", acrescenta o pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz-Bahia), Tiago Graf.

Os autores destacam ainda que os resultados obtidos reforçam a importância da implementação de ações permanentes de vigilância molecular, uma vez que o novo coronavírus pode voltar a circular e causar surtos ao longo dos próximos anos. "A intensa vigilância virológica é essencial para detectar precocemente a possível reemergência do vírus", diz Gonzalo Bello, pesquisador do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz, coordenador da pesquisa.

Técnica

Para estimar o período de início da transmissão viral comunitária do novo coronavírus, os pesquisadores desenvolveram um novo método, partindo do crescimento exponencial do número de mortes nas primeiras semanas de surto.

Já que a carência de testes de diagnóstico e o grande porcentual de infecções assintomáticas dificultam a contagem de casos da doença, os registros de óbito são considerados a informação mais confiável sobre o progresso da epidemia. Podem ser usados como um rastreador "atrasado", que permite observar o curso da doença de forma retrospectiva. Considerando que o tempo médio entre a infecção e o óbito por covid-19 é de cerca de três semanas e a taxa de mortalidade da doença é de aproximadamente 1%, os cientistas aplicaram um método estatístico para inferir o momento de início da epidemia a partir do número acumulado de mortes nas primeiras semanas de surto em cada país.

"Observando os dois países onde já existe grande número de genomas sequenciados - China e Estados Unidos -, constatamos que a estimativa obtida a partir do número de mortes foi semelhante à obtida a partir da análise genética, validando a nova abordagem", afirma a pesquisadora da Udelar Daiana Mir.

No Brasil, outras evidências apoiam a estimativa de que a transmissão local começou no início de fevereiro, coincidindo com a expansão da epidemia na América do Norte e Europa. De acordo com o InfoGripe, sistema da Fundação Oswaldo Cruz que monitora as hospitalizações de pacientes com sintomas respiratórios agudos graves (SRAG), o número de internações encontra-se acima do observado em 2019 desde meados de fevereiro de 2020.

Além disso, análises moleculares retrospectivas de amostras de SRAG detectaram um caso de infecção por Sars-CoV-2 no Brasil na quarta semana epidemiológica, entre 19 e 25 de janeiro. O aumento sustentado de infecções foi observado a partir da sexta semana epidemiológica, entre 2 e 8 de fevereiro, conforme o MonitoraCovid-19, da Fiocruz. "Esses dados epidemiológicos confirmam a introdução do Sars-CoV-2 no Brasil desde o fim de janeiro e claramente sustentam nossos resultados, que apontam que o vírus estava circulando na população brasileira desde o início de fevereiro", pontua Gonzalo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério da Saúde voltou a considerar nesta sexta-feira, 3, que o primeiro caso da covid-19 no Brasil ocorreu no fim de fevereiro, em vez de no dia 23 de janeiro.

A mudança se deu por uma alteração no registro de um óbito em Minas Gerais, apontado ontem como a chegada da doença no País. Em nota, a pasta disse que a data de começo de sintomas da paciente, na verdade, foi em 25 de março.

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Com a mudança, o primeiro caso volta a ser o de um homem em São Paulo, anunciado em 26 de fevereiro pelo governo federal.

O Ministério da Saúde disse que foi informado nesta sexta pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais sobre mudança em dados sobre a investigação do óbito que havia sido apontado como o primeiro do país.

"O Ministério da Saúde foi comunicado pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais nesta sexta-feira, 3, sobre a conclusão de investigação do possível primeiro caso de covid-19 no Brasil. A informação de início dos sintomas foi alterada de 23/1/2020 para 25/3/2020. Os dados no sistema de notificação estão sendo atualizados", diz nota da pasta.

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (2) que detectou registro do primeiro caso de novo coronavírus no Brasil em 23 de janeiro. Antes, a pasta considerava um diagnóstico divulgado em 26 de fevereiro como sendo a chegada da doença no País.

O ministério não deu detalhes sobre a primeira infecção no Brasil. "Havia circulação inicial de casos (da covid-19) já no final de janeiro de 2019", disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, em entrevista no Palácio do Planalto sobre o balanço da pandemia no Brasil.

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Oliveira explicou que o paciente foi identificado a partir da análise de internações passadas por síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O País registra forte alta de hospitalizações por este tipo de doença em 2020, indicando subnotificação de casos da covid-19.

Na semana que se encerrou em 21 de março (12ª semana epidemiológica), o País teve 7771 hospitalizações por SRAG, que podem incluir casos da covid-19, contra 1061 no mesmo intervalo do ano anterior. Em 2020, o aumento de internações deste tipo é de 197%.

O secretário de Vigilância em Saúde disse que esta descoberta de casos anteriores é normal. Ele lembrou o surto de zika, em 2014, quando no ano seguinte descobriram um novo "primeiro caso" no País.

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