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A derrota para o Cruzeiro por 2 a 0 custou o emprego do técnico Paulo César Carpegiani na Ponte Preta. Logo após a partida, uma reunião foi feita ainda nos vestiários do Estádio Moisés Lucarelli com dirigentes e o treinador comunicou sua Said. Ele deixa a Ponte com apenas 15 pontos e ameaçada pelo rebaixamento.

"Tenho que dar um passo atrás para o bem da Ponte Preta. O simples fato de jogar na próxima terça-feira, com possibilidade de passar, os jogadores vão ter a motivação para o final de semana, quando o time vai precisar reagir", afirmou o treinador. Ele se referiu ao jogo com o Criciúma, terça-feira à noite, em Campinas, pela volta da fase inicial da Copa Sul-Americana. A Ponte venceu fora por 2 a 1 e joga por um empate para avançar à fase internacional da competição.

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Desde a derrota para o Goiás, por 1 a 0, no último final de semana, foi comentada a possibilidade da saída de Carpegiani, sempre negada pela diretoria. Em reunião, porém, o técnico teria comunicado que deixaria a Ponte Preta, independente de qualquer resultado, após o jogo contra o Cruzeiro.

Carpegiani, inclusive, teria entregado o apartamento onde morava para a imobiliária e se mudado para um hotel, onde passou na última semana. Durante a semana, dois nomes foram levantados como possíveis técnicos: Vadão, que já teve três passagens pelo Moisés Lucarelli e acaba de sair do Criciúma, e Silas Pereira, ex-Náutico. O último esteve próximo de acerto de um acerto antes da chegada de Carpegiani.

Carpegiani esteve no comando da Ponte Preta em 11 jogos, entre Brasileirão e Sul-Americana. Foram quatro vitórias, quatro derrotas, três empates e um aproveitamento de pouco mais de 45% dos pontos. Nas duas partidas contra o Nacional-AM, pela Copa do Brasil, seu filho - Rodrigo Carpegiani - esteve no banco. Mesmo assim, o técnico deixou o time com a classificação bem encaminhada para a próxima fase da Sul-Americana.

"Acho que a Ponte tem condições de sair desta situação, mas precisa de uma motivada, uma chacoalhada e resolvi dar este passo", encerrou o ex-treinador, que estava sem ambiente no clube e não gozava mais de confiança da torcida.

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Agência amercicana de segurança de transporte, localizou no último domingo (7), as caixas pretas do avião que caiu em San Francisco matando duas pessoas e ferindo cerca de 80.

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Nem o mais amado técnico da história recente do Palmeiras resistiu à ameaça de retorno à Série B. Campeão da Copa do Brasil há dois meses, o técnico Luiz Felipe Scolari foi demitido do cargo nesta quinta-feira. O treinador, que tinha contrato apenas até o fim do ano, sai deixando a equipe na zona de rebaixamento do Brasileirão, a sete pontos do primeiro time fora do grupo dos quatro últimos.

Em nota, o Palmeiras afirmou que "em reunião realizada na tarde desta quinta-feira entre presidência, diretoria de futebol e comissão técnica do Palmeiras, ficou decidido em comum acordo o encerramento do contrato de trabalho entre o técnico Luiz Felipe Scolari e o clube. Junto com Felipão, o auxiliar técnico Flávio Murtosa também deixa o clube", escreve o comunicado, que trata Scolari como "um maiores comandantes que o clube já teve em toda a sua história."

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Esta era a segunda passagem de Felipão pelo Palmeiras. A primeira, que começou em 1997, rendeu os títulos da Copa do Brasil e da Copa Mercosul de 1998, da Libertadores de 1999, além dos vice-campeonatos Brasileiro (1997) e da Libertadores (2000). A parceria chegou ao fim em meados de 2000, quando o treinador acertou sua ida para o Cruzeiro. O auxiliar Murtosa ficou mais um pouco e levou o time ao título da Copa dos Campeões daquele ano.

Depois de passar, entre outros, pelas seleções do Brasil e Portugal e ficar quase uma década sem treinar clubes brasileiros, o treinador voltou ao Palmeiras como ídolo, após a Copa de 2010. Tinha a confiança de jogadores, torcida e dirigentes. Mas a falta de resultados fez Felipão entrar em conflito com boa parte daqueles que antes o apoiavam.

A alta multa rescisória, porém, não permitia nem que Felipão pedisse demissão, nem que a diretoria tomasse essa atitude. E o treinador foi ficando e, ao seu estilo, reconquistando jogadores, torcedores e até os dirigentes. Com um grupo relativamente barato e sem muitas peças de reposição, ele deu um voto de confiança para o seu elenco e acabou recompensado com o título da Copa do Brasil, em julho deste ano.

Com contrato apenas até o fim do ano, o treinador voltou a ter o seu passe valorizado depois do seu quarto título de Copa do Brasil. Mas ele deixava claro que sua permanência no clube não era certa, apesar da classificação para a Libertadores. Parte dos torcedores cobrava uma decisão rápida, preferindo que um possível novo treinador tivesse a possibilidade de montar o elenco para a competição continental.

O que os palmeirenses não imaginavam é que, antes da Libertadores, fossem ter que brigar para não cair no Brasileirão. Enquanto o time jogava a Copa do Brasil, as derrotas no Brasileiro, com o time reserva, pareciam normais. Mas quando a equipe foi ficando completa e as vitórias não vieram, a luz vermelha foi acesa. Nos últimos oito jogos, foram seis derrotas, um empate e apenas uma vitória, sobre o Sport, outro time da zona de rebaixamento.

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