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A CBF desmentiu, nesta sexta-feira (10), a informação de que tinha chegado a um acordo com Carlo Ancelotti para ser o novo treinador da Seleção Brasileira. A entidade, que havia prometido um nome até o fim de janeiro, segue na busca por um técnico. 

A informação foi dada pela ESPN. De acordo com a publicação, o italiano treinador do Real Madrid, clube com que tem contrato até o fim de 2024, teria dito “sim” para a CBF.

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“A Confederação Brasileira de Futebol informa que não procede a notícia divulgada nesta sexta-feira (10/02) de que o técnico do Real Madrid, o italiano Carlo Ancelotti, é o novo treinador da Seleção Brasileira”, diz a nota.

A entidade agora não estima prazo para o anúncio do novo treinador, que de acordo com o publicado, acontecerá “no momento oportuno”.

Com a rescisão assinada por Tite nessa terça-feira (17), o comando técnico da seleção brasileira está vago e atrai especulações sobre o próximo treinador. Galvão Bueno não escondeu sua preferência e quer Carlo Ancelotti para o próximo ciclo de Copa do Mundo. A vinda do italiano passa por uma estratégia montada pelo narrador, que inclui Falcão e uma negociação direta.

Atual campeão da Champions League pelo Real Madrid, Ancelotti é o maior vencedor das competições de clube da UEFA e costuma ter um bom relacionamento com jogadores brasileiros. Depois de trabalhar com Kaká e Ronaldo, hoje, ele treina Vini Jr., Militão e Rodrigo. O peso do currículo e a importância para o futebol mundial, sem dúvida, o credenciam como uma boa escolha.

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Nas redes sociais, Galvão lembrou ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, que o treinador não é agenciado por empresários e fecha seus próprios contratos. Por isso, apresentou o "caminho das pedras" pela sua vinda.

A estratégia é atrair Ancelotti pela amizade com Paulo Roberto Falcão, considerado um de seus ídolos no tempo da Roma. Galvão aconselha que Falcão assuma a direção de seleções da CBF para que ele tente convencer o treinador do Real Madrid com um convite direto.

"Falcão iria negociar e fazer o convite!! Velhos amigos, um confia no outro!! Juntos na Seleção Brasileira para mudar esse andamento que não vem dando certo há muito tempo!! Senhor presidente da CBF, o caminho das pedras é esse!!", escreveu o narrador.

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Técnico de Vinícius Júnior no Real Madrid, Carlo Ancelotti pediu "tolerância zero" com racismo no futebol. Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, o treinador falou sobre o novo ataque racista sofrido pelo atacante brasileiro, ofendido durante a vitória sobre o Valladolid, no último sábado, no José Zorrilla Stadium, pela 15ª rodada do Campeonato Espanhol.

"Não tenho que ter essas conversas com Vinicius porque isso é muito claro. Não falo de um tema que não tem que existir, o racismo e a xenofobia. É um problema da sociedade que não deveria existir. Para mim, a tolerância tem que ser zero nesse sentido", disse o treinador.

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O treinador não quis direcionar a sua indignação apenas ao caso envolvendo Vinicius Junior. Ancelotti lembrou que o racismo é algo cultural e precisa ser banido da sociedade. Ele pediu medidas para impedir que injúrias raciais continuem acontecendo.

"Não é um problema da LaLiga, mas sim geral e cultural. Para mim, a sociedade não tem a educação que deveria ter. Não focarei no Vinicius, na liga ou nas sanções. É preciso pensar em algo além. O racismo e a xenofobia são temas muito sérios", completou.

Vinícius Júnior criticou a LaLiga após sofrer novos insultos raciais no Campeonato Espanhol. Na visão do jogador, a entidade deveria se esforçar mais para coibir o racismo em seu campeonato, já que não é a primeira vez que é alvo de torcedores adversários.

A LaLiga respondeu de forma ríspida. Ao mesmo tempo que afirmou estar investigando o caso, pediu para o jogador mais conhecimento nas medidas adotadas pela entidade para combater o racismo e disse que o comentário dele foi "injusto".

O Valladolid também se pronunciou e se colocou à disposição da LaLiga para achar os envolvidos. Vinícius Júnior chegou a ser chamado de "macaco" e "negro de ...". Dono do clube, Ronaldo Fenômeno não se pronunciou.

Especulado como possível sucessor de Tite no cargo de treinador da seleção brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, voltou a falar sobre o assunto nesta quinta-feira. Em coletiva de imprensa antes do primeiro jogo após a pausa para a Copa do Mundo, disse não ter sido procurado pela CBF e reforçou que não tem intenção de deixar o clube merengue, com o qual tem contrato até 2024.

"Se há interesse, não me contataram. Mas, caso tenham, agradeço", afirmou o Italiano ao ser perguntado por um jornalista sobre a possibilidade de treinar o Brasil . "Minha situação é clara: Vou ficar aqui enquanto esta aventura puder continuar. Nunca direi ao Real Madrid que quero sair", concluiu.

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No início da semana passada, Ancelotti já havia falado sobre o assunto, porém de forma mais superficial. Em entrevista à rádio italiana Rai, disse que ainda tinha objetivos para alcançar no clube espanhol e que só sairia antes do fim do contrato caso fosse demitido pela diretoria. Atual campeão da Liga dos Campeões, classificado para as oitavas da atual edição e vice-líder do Campeonato Espanhol, o treinador não vive qualquer ameaça de demissão no momento.

Embora muito se tenha especulado sobre o futuro técnico da seleção brasileira, com uma forte discussão sobre a contratação de um estrangeiro, como o próprio Ancelotti ou o palmeirense Abel Ferreira, a CBF tem negado todos os rumores. Assim que o Brasil foi eliminado da Copa do Catar, diante da Croácia, no dia 9 de dezembro, o presidente Ednaldo Rodrigues emitiu uma nota oficial para garantir que a CBF não estava em tratativas com nenhum treinador para a vaga de Tite.

O único posicionamento claro de Ednaldo foi dizer que portas abertas da seleção estão abertas para um comandante de fora do Brasil, "desde que tenha realmente um envolvimento com aquilo que o futebol brasileiro necessita". O nome do novo treinador só deve ser definido após as festas de fim de ano.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) só vai definir quem substitui o técnico Tite no comando da seleção brasileira em janeiro. Mas o italiano Carlo Ancelotti, um dos nomes em evidência para assumir o cargo, deu uma declaração nesta segunda-feira que podem mudar o rumo da decisão da entidade ao dizer que só sai do Real Madrid caso seja demitido.

Inicialmente, a CBF estava disposta a esperar até junho, quando acaba a temporada europeia, para contar com Ancelotti. A seleção brasileira só volta a jogar em março após a queda nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, e um comando interino não estava descartado. Mas os planos devem ser alterados.

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"Treinar o Brasil? O futuro eu não sei, sou um velhote e estou muito bem aqui", disse Ancelotti, mostrando satisfação na direção do Real Madrid, em entrevista à rádio Rai, da Itália. "Temos muitos objetivos ainda no Real Madrid e há tempo para pensar no futuro", afirmou, antes de sentenciar: "Tenho contrato com o Real Madrid até 2024 e se não me mandarem embora, eu não me mexo."

Assim que a seleção brasileira caiu no Catar, diante da Croácia, nos pênaltis (1 a 1 na prorrogação e 4 a 2 nas penalidades), o presidente Ednaldo Rodrigues emitiu uma nota oficial para garantir que a CBF não estava em tratativas com nenhum treinador para a vaga de Tite. Quis acabar com os rumores de que já haviam negociações em andamento.

Apesar de muitos ídolos do País e até treinadores dizerem que não veem motivos para a contratação de um estrangeiro para o comando da seleção no ciclo até a Copa do Mundo de 2026, Ednaldo deixou as portas abertas para um comandante de fora do Brasil. Mas tudo será decidido somente após as festas de fim de ano.

Após soltar o nome de Fernando Diniz como um de seus prediletos para assumir a seleção brasileira e ver a repercussão que causou, Ronaldo Nazário, o "Fenômeno", resolveu dar uma entrevista coletiva sobre este e outros assuntos. Na conversa, o ex-atacante falou sobre a possibilidade de um estrangeiro assumir o comando da Amarelinha, entre eles, o italiano Carlo Ancelotti.

Ronaldo se disse a favor da chegada de algum nome estrangeiro, caso a CBF opte por isso, mas reforçou a preferência pelo técnico do Fluminense, caso o treinador seja brasileiro. 

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"Não sustento tabu de que um estrangeiro não poderia contribuir. Temos que discutir os nomes. Tem grandes nomes internacionais na mesa e as opções brasileiras não vejo muitas. O Diniz é um dos nomes que me agrada muito. A escolha do treinador vem de um conceito de como que a CBF que seleção jogue. Você tem o Ancelotti (Real Madrid), Abel Ferreira (Palmeiras), Mourinho (Roma). Eu apoiaria nome estrangeiro também. Nã0 ganhamos título há 20 anos, então o momento é propício para arriscar e trazer uma novidade. Só espero que não pensem no Pesolano, por favor", brincou Ronaldo, sobre o treinador uruguaio do Cruzeiro.

Desempenho da seleção na Copa de 2022

Segundo Ronaldo, a gestão e logística que a CBF montou para a Copa foi "extremamente positiva", mas alguns erros foram cometidos na parte tática de alguns jogos e, principalmente, no jogo da eliminação para a Croácia.. 

"Tenho que ser justo. toda a gestão, logística, foi extremamente positiva. Jogadores tiveram a privacidade que precisavam, mas teve o tempo de atender a imprensa e de estar próximo da família", iniciou.

"Faltou aquela malandragem. Para segurar o jogo, que estava decidido. Uma vez que você faz o gol, o jogo tem que estar acabado. A seleção tinha que ter segurado a bola, nao arriscar tanto. Fazer com o que nada tivesse acontecido naquele jogo. Tivemos muitos legados bons, mas por um pequeno detalhe acabamos eliminados", disse.

Ronaldo ainda rebateu quem criticou a ordem da cobrança dos pênaltis, que para muitos deveria ter sido iniciada com Neymar.

"Não dá para chegar para um jogador e dizer que ele não vai bater, tirar a confiança dele. Quem fala de ordem das cobranças, não entende a dinâmica de um grupo", disparou.

Tristeza e saúde mental

Ao falar sobre a decepção demonstrada por Neymar e outros atletas, Ronaldo defendeu que os jogadores sejam melhor assisitidos quanto à saúde mental.

"Entendo o momento que todos estão passando. É normal estar deprimido, triste, talvez sem vontade de jogar, sem planejar nada para o futuro. Mas a decepção há de ser temporária. E isso reforça a necessidade do acompanhamento saúde mental dos nossos atletas. Muito importante tocar nesse assunto. Existe ajuda e eles precisam disso para aguentar essa pressão", afirmou.

Ronaldo na CBF?

Ex-jogador e atual comentarista da ESPN, Zinho perguntou se Ronaldo aceitaria trabalhar na CBF, acumulando com as presidências do Cruzeiro e do Valladolid da Espanha.

"Eu estarei sempre à disposição da CBF e da seleção brasileira. Não contratualmente, por minhas funções no Cruzeiro e Valladolid. Seria um conflito de interesses. Eu nao posso assumir (cargo). Mas estarei sempre a disposição para qualquer tipo de ajuda, para estar próximo, para visitar, para opinar", explicou. 

Sobre isso, a imprensa quis saber se ele havia sido consultado sobre o novo técnico da seleção, o que ele negou.

"Não pediram minha opinião e não posso dar, porque esse processo de selecionar é muito complexo. Não depende de uma escolha simples", disse Ronaldo.

Alvo de críticas por sua postura em campo na derrota por 3 a 2 do Real Madrid para o Rayo Vallecano, na segunda-feira, Vinícius Júnior foi defendido pelo técnico merengue Carlo Ancelotti, que rechaçou o título de "provocador" atribuído ao brasileiro. De acordo com o treinador, é normal que o jovem atacante tenha reações destemperadas por causa da forma como é tratado pelos adversários.

"Parece que Vinícius é um provocador, mas a realidade é que Vinícius é o jogador que recebe mais faltas, mais bofetadas, mais empurrões. Esta é a realidade. Estão colocando ele como provocador, mas a realidade é outra. Uma coisa que todos os jogadores precisam é não faltar com respeito, tanto no meio futebolístico como no pessoal", disse o italiano em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

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Na partida contra o Vallecano, Vini Jr. protagonizou episódios de nervosismo e bateu boca com adversários e arbitragem, tanto que houve um momento em que Ancelotti o puxou pelo braço para afastá-lo do juiz. Embora não considere o brasileiro um provocador, o treinador avalia que ele ainda pode melhorar alguns aspectos de seu comportamento em campo.

"Há uma palavra que não é tão comum aqui nos países latinos, o fair play, que é muito mais comum em outros países. O fair play é uma das partes mais importantes do futebol. Significa se portar de maneira correta", disse. "Tem de entrar em campo para jogar futebol, não para provocar, seja com as palavras, seja com as pernas. É claro que o jogador ainda tem o que melhorar neste aspecto, ainda é muito jovem e, certamente, vai melhorar", concluiu.

Destaque na conquista da Liga dos Campeões da temporada passada, Vinícius Júnior se firmou como uma das grandes estrelas do Real Madrid e do futebol mundial, não à toa foi eleito o oitavo melhor jogador do mundo pelo tradicional prêmio Bola de Ouro, da revista France Football. Na última segunda-feira, foi um dos nomes chamados pelo técnico Tite para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar.

Vinícius Jr. mostrou muita personalidade na vitória de virada do Real Madrid sobre o Mallorca neste domingo. Após marcar o gol que colocou o time de Madri em vantagem, o brasileiro "se estranhou" com jogadores rivais, inflamou a torcida no Santiago Bernabéu e ainda "trocou farpas" com Javier Aguirre, técnico rival. Carlo Ancelotti defendeu o brasileiro e negou firulas por parte do atleta.

"O árbitro, primeiramente, tem que ser respeitado em todos os sentidos, mesmo que erre. Vinícius tem uma qualidade extraordinária, é normal que os adversários sejam muito cuidadosos com ele por causa do talento que tem. Ele não tem de mudar nada em sua atitude, acho que respeita muito os árbitros e também os adversários", argumentou o treinador.

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Pouco depois de marcar o belo gol da virada, Vinícius se irritou com o lateral Pablo Maffeo durante cobrança de escanteio. O brasileiro sofreu faltas em sequência após o lance e pediu apoio da torcida. Martin Valjent levou cartão amarelo na sequência. Houve também bate-boca com Aguirre.

"Ele é um jogador especial devido à forma como joga. Às vezes pode acontecer que o adversário se irrite. Ele tenta sempre driblar, não muda se a equipe ganha ou perde. Às vezes compreendo que quando o adversário está perdendo, pode ficar mais irritado do que o habitual com o drible. São coisas que acontecem no futebol. Com experiência ele terá de aprender", completou Ancelotti.

Ancelotti ainda comentou sobre a dupla de sucesso formada por Vinícius e Rodrygo na partida, em que o Real Madrid teve a ausência de Karim Benzema. Rodrygo deu passe para o gol por cavadinha de Vini e ainda fez fila para fazer um golaço já nos minutos finais. O jogo terminou 4 a 1 para o time da casa.

"Não sei o que aconteceu no final com Vinícius, eu fico com os gols, que foram de grande qualidade. Rodrygo e Vinícius combinaram muito bem. Depois disso, o jogo ficou fácil. Antes era complicado, por muitas razões, o calor, encaixar a bola parada. Conseguimos manter a cabeça fria e, aos poucos, entramos no jogo para ganhar", finalizou.

O treinador também falou sobre a irritação de Marco Asensio, que ficou furioso no banco de reservas durante o segundo tempo por não entrar na partida. "Dou total razão a ele. É normal que se irrite, significa que deseja jogar. Eu pretendia colocar ele e Mariano, mas Lucas Vázquez se lesionou e não pensei em retirar outro atleta", explicou Ancelotti.

O atacante Benzema, do Real Madrid, foi eleito o melhor jogador do futebol europeu nesta quinta-feira, em premiação realizada pela Uefa após o sorteio dos grupos da Liga dos Campeões. Como o francês é favorito para receber a Bola de Ouro e o The Best da Fifa, já era esperado que ele fosse agraciado com a honraria da entidade europeia, que escolheu Ancelotti, comandante do atacante no time merengue, como melhor treinador.

Para levar o prêmio, Benzema superou o goleiro Thibaut Courtois, seu companheiro de Real, e o meia Kevin De Bruyne, do Manchester City. Ancelotti, por sua vez, competia com Jürgen Klopp, do Liverpool, e Josep Guardiola, do Manchester City, na briga pelo título de melhor técnico.

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Os três finalistas de cada categoria foram escolhidos como finalistas após a divulgação de uma lista com 15 nomes elaborada por um grupo de estudo da entidade que avalia os atletas que jogam em clubes da Europa, tanto pelo desempenho em seus times quanto em suas seleções.

Pela primeira vez, o top 10 não teve a presença de Messi e Cristiano Ronaldo. Além disso, de 2011 a 2019, não houve uma premiação da Uefa na qual o top 3 não tenha sido integrado por pelo menos um dos dois. Messi venceu duas vezes e Ronaldo, três. Em 2020, Lewandowski levou o prêmio, à frente de De Bruyne e Neuer. Em 2021, Jorginho foi o melhor, seguido por De Bruyne em segundo e Kanté em terceiro.

Benzema viveu grandes momentos entre 2021 e 2022. Protagonista da campanha do título do Real Madrid na Liga dos Campeões, teve atuações memoráveis ao anotar dez gols na soma das oitavas, quartas e semifinais, contra PSG, Chelsea e Manchester City. Na temporada, marcou 44 gols e anotou 15 assistências em 46 partidas.

PREMIAÇÃO FEMININA

A Uefa também anunciou as vencedoras dos prêmios femininos. Alexia Putellas, do Barcelona, foi escolhida como a melhor jogadora, superando Beth Mead, do Arsenal, e Lena Oberdorf, do Wolfsburg. Já o prêmio de melhor treinadora foi entregue à Sarina Wiegman, que levou a seleção inglesa ao título da Eurocopa. Sonia Bompastor, do Lyon, e Martina Voss-Tecklenburg, da Alemanha, eram as outras treinadoras na disputa.

Putellas venceu o prêmio mesmo sem ter disputado a Eurocopa. Isso porque marcou 34 gols pelo Barcelona e chegou a mais uma final da Liga dos Campeões. Embora tenha perdido a decisão para o Lyon, foi nomeada a melhor jogadora do torneio. No ano passado, também foi a melhor jogadora da Uefa, além de ter vencido a Bola de Ouro e o The Best da Fifa.

O técnico do Real Madrid, Carlo Ancelotti, deu entrevista coletiva na manhã deste sábado para falar sobre a estreia no campeonato espanhol. O treinador mostrou expectativa para mais uma temporada de brilho e a continuidade de Vinícius Júnior com o clube madridista. Momentos antes, o portal italiano "II Messaggero" publicou uma declaração do treinador anunciando que sua passagem pelo Real Madrid precede a aposentadoria.

"Vou encerrar minha carreira depois desta etapa pelo Real Madrid. O Real é o topo do futebol, faz sentido colocar fim ao término desta experiência aqui", declarou o treinador. Antes de estrear no Campeonato Espanhol contra o Almería, o treinador fez previsões da temporada que está se iniciando e afirmou esperar que Vinícius Júnior siga decisivo para a conquista de títulos, elogiando o desempenho recente do brasileiro.

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"Espero que Vinícius siga com êxito e mantenha a continuidade do ano passado. Foi uma temporada impressionante, muito contínua, sem momentos em que pudemos dizer que ele estava cansado. Vinícius foi sempre determinante, decidiu muitos jogos. Pedimos que ele siga assim", afirmou Ancelotti.

Vinícius Júnior foi indicado ao prêmio Bola de Ouro 2022 na última sexta-feira, mas o treinador afirmou que pouco importa a posição do brasileiro na premiação. "Essas são avaliações feitas, é indiferente ser o nono ou o quarto. Vini está muito contente pelo que realizou, ele marcou o gol da 14ª conquista da Liga dos Campeões. No futuro vai lutar para ganhar a bola de ouro", disse o treinador.

Ancelotti comentou também sobre a profundidade do seu elenco e revelou que espera uma maior rotatividade no time por conta de uma Copa do Mundo em período atípico, durante o inverno europeu. Ao comentar sobre o mundial, o treinador elegeu Brasil e França como as duas seleções mais fortes.

Carlo Ancelotti cresceu em uma família pobre que trabalhava para o dono de uma fazenda de apenas dez vacas, na pequena Reggiolo, no norte da Itália, e pegou desde cedo conselhos importantes que o transformariam em uma pessoa admirada. Do pai, herdou a calma e aprendeu a responsabilidade da liderança. Da mãe, soube a importância de criar um ambiente agradável com quem estivesse. Seus dois primeiros "técnicos" ajudaram a transformá-lo em um dos mais vitoriosos profissionais da história do futebol. Nesta semana, ele se tornou o único treinador a vencer as cinco principais ligas europeias (Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França) e garantiu pela quinta vez uma vaga na final da Liga dos Campeões - um recorde -, o que pode deixá-lo como o maior ganhador do torneio, com quatro taças, caso vença o Liverpool no dia 28 em Paris.

Ancelotti conseguiu ter sucesso nos mais diferentes cenários. É considerado um exemplo de profissionalismo e liderança tranquila, características sempre elogiadas por ex-jogadores que trabalham com ele. Sua autoridade não é representada com autoritarismo ou rigidez. Por sua calma, é sinônimo de comando apaziguador em cenários turbulentos, como foi em muitos clubes. Apesar de ser um grande vencedor, também é alguém que ouve e gosta de participar de brincadeiras com os jogadores.

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"Uma abordagem 'tranquila' da liderança pode soar branda ou talvez até fraca para alguns, mas não é isso o que eu quero dizer, e com certeza não é o que significa para qualquer um que tenha jogado a meu lado ou atuado sob meu comando. O tipo de tranquilidade a que me refiro é uma força. Existe poder e autoridade em ser calmo e ponderado, em construir confiança e tomar decisões friamente, em usar a influência e a persuasão e em ser profissional em sua abordagem", conta o técnico italiano no livro Carlo Ancelotti: Liderança Tranquila.

Não importa o estilo de jogo do futebol do país, se o time conta com muitas estrelas e se controlar o vestiário é uma missão difícil. Ancelotti sabe navegar e se adaptar a diferentes cenários, sistemas e modelos de jogo. Também já comandou muitos grandes jogadores, alguns de egos por vezes difíceis de lidar, como Zlatan Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo. Mas tanto o sueco quanto o português passaram a admirá-lo em pouco tempo.

"Como gente, ele é muito fino, muito boa gente. É um cara do bem, faz o simples, não inventa, tem trato direto com os jogadores, não é paizão. Fora a humildade absurda dele mesmo tendo vencido tanto", conta ao Estadão o ex-companheiro de Roma e amigo Falcão, que também relembra o respeito que o italiano tem dos rivais.

"Encontrei o Carlo no Real Madrid em 2014, quando ganharam do Bayern na semifinal da Liga dos Campeões por 4 a 0. Eu estava na época lá, liguei pra ele e brinquei ‘Que barbadinha ontem’ (risos). Conversamos e ele me chamou para jantar no dia seguinte. Ele avisou que tinha esquecido da outra semifinal e fomos comer em um lugar que tinha dois telões para assistir ao jogo. Eram umas 50 pessoas presentes e 99% era a torcida do Atlético de Madrid (semifinalista). Os torcedores não disseram nada para o Carlo. Era um clima de total respeito com ele".

Declarações polêmicas e provocativas estão fora do seu repertório nas entrevistas. A serenidade impera. Mas as qualidades de Ancelotti como técnico não se resumem a ser um treinador tranquilo e de bom trato. Também é reconhecido por montar equipes organizadas, equilibradas e ter grande poder de adaptação. Se é visto como um treinador de ideias mais simples e pragmáticas, também conseguiu inovar. Sua formação do 4-3-2-1 no Milan, batizada de "Árvore de Natal" pelo formato da organização tática do meio-campo para o ataque, explorou o talento de jogadores que o levaram a grandes troféus.

Sua carreira como técnico não foi algo planejado e começou de forma despretensiosa. Enfrentando sérios problemas de lesão no joelho no Milan comandado pelo histórico técnico Arrigo Sacchi, já caminhava para o fim da vida nos gramados. Foi então que acabou convidado pelo próprio Sacchi a acompanhá-lo na seleção italiana, para onde estava indo. Mas não seria no papel de jogador e, sim, como assistente.

"A sugestão de Arrigo (Sacchi) foi uma revelação para mim. Pela primeira vez, eu me vi no banco de reservas e, confesso, gostei da ideia. Na mesma hora, vi como uma grande oportunidade", conta no livro Carlo Ancelotti: The Beautiful Game of an Ordinary Genius, lançado em 2010. Ancelotti ficaria mais uma temporada como jogador do Milan e a relação difícil com o técnico Fabio Capello só acelerou seu processo de despedida dos gramados e entrada na nova fase da carreira.

ANCELOTTI, TITE E OS JOGADORES BRASILEIROS

O técnico italiano adora e é querido por brasileiros, tanto que contou com eles em todos os cinco títulos de ligas. Campeão com Dida, Cafu, Serginho e Kaká no Milan; Alex e Belletti no Chelsea; Thiago Silva, Alex, Maxwell e Lucas Moura no Paris Saint-Germain; Douglas Costa e Rafinha no Bayern; além de Militão, Vinicius Júnior, Rodrygo e Casemiro no Real Madrid. Na comemoração do título espanhol desta semana, mostrou seu lado descontraído mais uma vez, fumando um charuto e usando óculos escuro estiloso, como um grande chefão.

No atual Real Madrid, teve méritos importantes, como elevar o patamar de Vinícius Júnior, que virou um jogador mais decisivo sob seu comando. O atacante virou um dos principais brasileiros do futebol europeu em pouco tempo. Também por isso, recebeu contato de Tite, que queria detalhes para fazer com que a revelação do Flamengo reproduzisse na seleção brasileira as grandes atuações com a camisa do time espanhol.

Sua carreira tem admiradores por toda parte e um deles é o próprio Tite, que o tem como inspiração. Foram oito dias do treinador brasileiro em Madri, na primeira passagem do italiano pelo principal clube da capital, e total abertura entre os dois para falar de futebol. "Aquilo foi marcante. Ele fez questão de me explicar todas as posições/funções dos atletas, quais as liberdades que concedia a cada um, como a equipe atuava com seis, às vezes sete jogadores, nas ações ofensivas, como posicionava Cristiano Ronaldo para tirar o melhor dele, os gráficos de posicionamento nas bolas paradas, enfim, um minucioso material sobre a organização de sua equipe", conta o treinador brasileiro no prefácio do livro Carlo Ancelotti: Liderança Tranquila.

Aos 62 anos e com 22 troféus no currículo, Ancelotti disse nesta semana que cogita se aposentar após o fim do seu contrato com o Real Madrid, em 2024. "Depois desta passagem pelo Real Madrid, provavelmente vou me aposentar. Mas, se o Real me quiser aqui por mais dez anos, vou treinar o time por mais dez anos", disse o treinador, em entrevista à plataforma Prime Video, sem descartar assumir uma seleção. "Sim, poderia haver, mas é prematuro falar sobre isso agora."

Para Falcão, o amigo Ancelotti tem um leque imenso de possibilidades, inclusive comandar uma seleção em Copa. "Talvez a Itália, quando o (técnico) Roberto Mancini sair. Penso que o Carlo teria de trabalhar numa seleção, sim, não necessariamente a italiana, já que ele tem prestígio para trabalhar em qualquer uma".

O Real Madrid nem pensa em entrar na onda de Thomas Tuchel de que o confronto das quartas de final da Liga dos Campeões está "praticamente" definido após o time merengue fazer 3 a 1 na Inglaterra. A ordem do técnico Carlo Ancelotti e do brasileiro Casemiro é pregar o máximo respeito ao Chelsea.

"É bom que todos saibam que será um jogo difícil. Todos! A equipe e os torcedores. São as quartas da Liga dos Campeões, sempre difíceis e não importa o que aconteceu na primeira mão. Nós vamos ter de fazer uma partida completa, saber sofrer, lutar e ser bom 90 minutos", enfatizou Ancelotti. "O Chelsea virá para vencer e passar. Eles sabem que é difícil, mas vão tentar. É o próprio espírito do futebol, os grandes clubes nunca desistem. É um adversário muito bom e temos que respeitá-lo, é isso que vamos fazer."

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"Vamos fazer um jogo muito difícil. Tivemos os melhores 90 minutos da temporada em Londres, mas não podemos confiar em nada. Quero pedir o apoio dos torcedores porque vai ser muito complicado, eles são os atuais campeões e têm todo o nosso respeito", completou Casemiro.

Ancelotti prevê um Chelsea mordido e diferente no Santiago Bernabéu, em Madri, e também pode modificar a maneira de o Real Madrid atuar para evitar surpresa desagradável após abrir vantagem gigante na ida.

"Vamos ver a composição do time. Gostaríamos de jogar o mesmo jogo que em Londres, mas também temos de sugerir que o Chelsea fará mudanças porque não correu bem para eles", disse. "A minha sorte é que este plantel conhece bem estes jogos. O ambiente é muito bom, feliz e é uma oportunidade de avançar para as semifinais", disse o técnico.

Apesar de mostrar respeito, Casemiro aposta na história do Real Madrid para avançar. "O Real Madrid vive para isso, ganhar jogos improváveis, fazer coisas quando ninguém acredita nele... Lutamos até ao fim, como dizem os torcedores. Essa é a chave de tudo, acreditar até o fim para dar tudo."

O craque português Cristiano Ronaldo vai emplacar a quarta temporada na Juventus, mas ainda existem especulações sobre o seu futuro. A cada janela de transferências, seu nome é cogitado por diversos clubes da Europa e um retorno ao Real Madrid também é especulado. No entanto, o presidente Florentino Pérez sempre disse que não havia sentido em trazer o atacante de volta.

O atual treinador do Real Madrid, o italiano Carlo Ancelotti, usou a sua conta oficial no Twitter nesta terça-feira (17) para descartar a possibilidade de contratar o jogador, como uma TV espanhola cravou: "Cristiano Ronaldo é uma lenda do Real Madrid e tem todo o meu carinho e respeito. Nunca pensei em contratá-lo. Olhamos para a frente", escreveu.

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A ligação do camisa 7 com o estádio Santiago Bernabéu é muito forte e muitos consideram o astro como o maior ídolo do Real Madrid. No entanto, Florentino Pérez dificilmente recontrata atletas como uma certa idade e dificilmente Cristiano Ronaldo vestirá a camisa dos merengues como jogador.

Ancelotti e Cristiano Ronaldo têm boa relação e já trabalharam juntos no próprio Real Madrid. A parceria durou duas temporadas (2013-2014 e 2014-2015), período em que o jogador foi artilheiro das edições em questão do Campeonato Espanhol - o clube ainda venceu uma edição da Liga dos Campeões da Europa.

O português tem contrato com a Juventus até junho de 2022 e, até o momento, as conversas por renovação estão paralisadas. A partir de janeiro, portanto, o atleta pode assinar de graça com qualquer equipe. Mas, na Itália, a diretoria do clube de Turim diz que o português continua nos planos e cumprirá o seu contrato.

No Real Madrid, os dirigentes estão focados na contratação do atacante francês Mbappé, que não deve renovar com o Paris Saint-Germain e gostaria de sair já nessa janela de transferências. O grande problema é que o clube de Paris faz jogo duro e não quer negociá-lo, mesmo correndo o risco do jogador sair de graça, já que pode assinar um pré-acordo com qualquer outro time a partir de janeiro do ano que vem.

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Carlo Ancelotti é o novo técnico do Real Madrid. O italiano, de 61 anos, que passou a última temporada no Everton, da Inlaterra, vai ser apresentado oficialmente nesta quarta-feira como o substituto de Zinedine Zidane.

Esta será a segunda passagem de Ancelotti pelo Real. Ele dirigiu o time de 2013 a 2015, período no qual garantiu o décimo título europeu (2013/2014) e a Copa do Rei, após final sobre o Barcelona. Foi campeão ainda da Supercopa da Europa, frete ao Sevilla, e do Mundial de Clubes, sobre o San Lorenzo, na temporada 2014/2015.

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Ancelotti ostenta o fato de ter conseguido o maior número de vitórias nos primeiros cem jogos à frente da equipe merengue: 78. Com grande experiência e respeitado internacionalmente, o treinador já comandou Juventus, Milan, Chelsea e Bayern de Munique, sempre conquistando títulos.

Ancelotti desembarca em Madri com a missão de recolocar o Real na rota das grandes conquistas, após o time terminar a última temporada apenas em terceiro lugar no Espanhol, atrás de Atlético de Madrid e Barcelona, além de cair nas semifinais da Lia dos Campeões para o campeão Chelsea.

Entre o céu e o inferno. O Napoli tinha chance de ser a primeira equipe classificada para próxima fase da Liga dos Campeões, mas acabou empatando nesta terça-feira (5) e adiando a classificação. Porém o clima no clube virou e uma crise paira sobre a equipe. Jogadores descumpriram uma ordem do presidente e não se concentraram para o jogo de sábado (9) pelo campeonato italiano.

Na segunda-feira (4), o presidente do clube, De Laurentiis, anunciou a decisão de confinar os atletas para a partida de sábado. Carlo Ancelloti, treinador da equipe, não concordou, mas aceitou a decisão. Já os atletas não aprovaram atitude.

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Segundo informações do jornal As, os jogadores informaram ao filho do presidente, Luigi De Laurentiis, que não se concentrariam no Castel Volturno, centro de treinamento da equipe. Especula-se que o motivo da concetração seria o mal momento vivido pela equipe napolitana no campeonato italiano, o que foi negado pelo dirigente em entrevista à radio Kiss Kiss: "uma chance para se conhecerem melhor", disse.

O fato é que logo após o jogo dessa terça contra o Salzburgo, os jogadores se rebelaram contra o pedido do dirigente e descumpriram a ordem seguindo cada um para suas respectivas casas. Carlo Ancelotti fugiu da polêmica e não participou da coletiva de imprensa após o jogo. A coletiva é uma norma da UEFA e pode acarretar em uma punição para o clube.

Um dia depois da derrota por 3 a 0 para o Paris Saint-Germain, sofrida na capital francesa pela fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, o Bayern de Munique anunciou oficialmente nesta quinta-feira a demissão do técnico Carlo Ancelotti.

O treinador não resistiu ao momento instável vivido pelo time, que ocupa a terceira posição do Campeonato Alemão, três pontos atrás do líder Borussia Dortmund, e que na rodada passada da competição nacional empatou em casa com o Wolfsburg, por 2 a 2, depois de ter aberto 2 a 0 no placar ainda no primeiro tempo.

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No mesmo comunicado no qual anunciou a demissão de Ancelotti, o Bayern confirmou que o assistente-técnico Willy Sagnol vai assumir o comando do time de forma interina a partir desta quinta. A equipe voltará a campo no domingo, quando terá pela frente o Hertha Berlin, fora de casa, pela sétima rodada do Campeonato Alemão.

O ex-jogador da seleção francesa deverá estar à frente da equipe bávara neste confronto enquanto a diretoria do Bayern luta para acertar a contratação de um novo treinador. De acordo com o clube, a saída do comandante italiano foi definida em comum acordo entre as partes após reunião realizada na manhã desta quinta.

Entretanto, o Bayern fez questão de enfatizar, no comunicado divulgado pela manhã, que estava insatisfeito com o trabalho do treinador. "Os desempenhos de nosso time desde o início da temporada não atenderam às nossas expectativas. O jogo em Paris (na última quarta) claramente mostrou que nós tínhamos de tomar uma ação imediata", afirmou Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern.

Ao mesmo tempo, o dirigente agradeceu o treinador pelo trabalho realizado no clube e lembrou de sua ligação próxima com o comandante. "Carlo é meu amigo e vai continuar sendo, mas nós tínhamos de tomar uma decisão profissional para os interesses do Bayern. Espero que o time dê uma resposta positiva e mostre determinação absoluta para alcançar nossos objetivos para a temporada", completou Rummenigge.

Consagrado em sua carreira como técnico, Ancelotti estava no comando do Bayern desde a temporada 2016/2017 do futebol europeu. Neste curto período de tempo, foi campeão do Campeonato Alemão e da Supercopa da Alemanha, mas não conseguiu conquistar nenhum título continental e o time vem sofrendo com resultados inesperados desde a sua pré-temporada.

Antes de assumir o Bayern, o ex-jogador da seleção italiana dirigiu o Real Madrid entre 2013 e 2015 e levou o time a faturar a Liga dos Campeões da Europa na temporada 2013/2014. Ele também esteve à frente dos também gigantes Juventus, Milan, Chelsea e Paris Saint-Germain como treinador.

Após semanas de suspense e de muita especulação, o Bayern de Munique confirmou neste domingo que o técnico Josep Guardiola não renovará seu contrato ao final da temporada europeia, na metade de 2016, e que seu substituto será o italiano Carlo Ancelotti, de 56 anos, dono de três títulos da Liga dos Campeões. "Eu me sinto honrado em ser o treinador do Bayern na próxima temporada", afirmou o ex-treinador do Real Madrid.

A nota oficial foi divulgada neste domingo após publicação de uma entrevista do presidente do clube, Karl-Heinz Rummenigge, ao jornal alemão Bild. "Agradecemos a Guardiola a todo que ele conquistou para nosso clube desde 2013. Estou convencido de que Pep e que nossa equipe trabalharão ainda com mais intensidade para alcançar os principais objetivos agora que está claro que Pep deixará o Bayern", afirmou o dirigente.

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Nos últimos meses, mesmo com o sucesso da equipe em campo, cresceram os rumores sobre sua possível saída do clube. Guardiola chegou ao Bayern em 2013 e conquistou dois títulos do Campeonato Alemão, uma Copa da Alemanha, uma Supercopa da Europa e um Mundial de Clubes.

Nos últimos seis meses de contrato, ele tentará conquistar o título que faltou ao Bayern sob seu comando: a Liga dos Campeões. O futuro de Pep Guardiola está indefinido. Uma possibilidade é treinar um time na Inglaterra. O Manchester United é o mais cotado para receber o técnico.

O técnico Carlo Ancelotti está fora do Real Madrid. Nesta segunda-feira, após reunião da junta diretiva do clube, o presidente Florentino Pérez anunciou a saída treinador, que conduziu o time ao título da Liga dos Campeões da Europa em 2014, mas não teve o mesmo sucesso na atual temporada. "A junta diretiva adotou esta tarde a decisão de tirar Carlo Ancelotti do cargo de treinador do Real Madrid", afirmou Florentino Pérez.

"Como todos podem imaginar, foi uma decisão muito difícil, mas não estamos aqui para tomar decisões fáceis, mas para tomar aquelas decisões que acreditamos serem as melhores para uma instituição que é referência no mundo", justificou o presidente do clube espanhol.

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Ancelotti foi anunciado como técnico do Real Madrid em junho de 2013, em substituição ao português José Mourinho, com um contrato de três anos, tendo dirigido anteriormente o Paris Saint-Germain. O acordo, então, acabou sendo rompido um ano antes do seu fim, mesmo que o treinador tivesse apoio dos jogadores, incluindo o astro Cristiano Ronaldo, e da torcida do clube, que o ovacionou no último fim de semana, na goleada por 7 a 3 sobre o Getafe, pelo Campeonato Espanhol.

Em sua primeira temporada no comando do Real Madrid, Ancelotti teve sucesso imediato, faturando os títulos da Liga dos Campeões e da Copa do Rei. Na atual temporada, porém, ele não teve o mesmo êxito, mesmo que tenha levado as taças da Supercopa da Espanha e do Mundial de Clubes. Porém, o time parou nas semifinais da Liga dos Campeões - foi eliminado pela Juventus - e foi vice-campeão espanhol.

O treinador sai do Real Madrid deixando um recorde histórico, de 22 triunfos consecutivos em competições oficiais, além de ter sido elogiado por restabelecer a paz no vestiário. Mas como o time não conseguiu ser campeão nacional e europeu nesta temporada e ainda viu o rival Barcelona brilhar em ambas as competições, acabou sobrando para Ancelotti.

"Carlo Ancelotti ganhou, durante esses dois anos, o carinho da diretoria e o meu pessoalmente, e também de todos os torcedores. Mas como todos sabemos, no Real Madrid a exigência é máxima", afirmou o presidente do Real Madrid.

Florentino Pérez informou, ao confirmar a demissão de Ancelotti, que o nome do novo técnico do Real Madrid deverá ser anunciado na próxima semana. De acordo com o dirigente, era tempo do clube realizar mudanças e buscar "novos ímpetos".

"Na próxima semana faremos conhecer o nome do novo treinador", afirmou o dirigente - Rafa Benítez, atualmente no comando do Napoli, é um dos nomes mais comentados na imprensa espanhola como possível novo comandante do Real Madrid.

O Real Madrid precisa de uma vitória simples em casa, diante da Juventus nesta quarta-feira, para avançar a mais uma decisão de Liga dos Campeões. Se levar um gol, no entanto, os espanhóis precisarão fazer três. Por isso, o técnico Carlo Ancelotti avaliou a tranquilidade como ingrediente chave para que seus comandados conquistem a classificação.

"Temos que estar tranquilos e concentrados, e isso é o que vou pedir aos meus jogadores. Temos uma vontade incrível de jogar outra final e o mais importante é estarmos tranquilos. A tranquilidade te leva a dar o máximo", declarou nesta terça.

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A tranquilidade, no entanto, não pode diminuir a intensidade da equipe, segundo o próprio treinador. "Eu os peço que joguem com intensidade e muito concentrados, porque não podem cometer erros. Temos que tentar que seja uma partida de qualidade."

Marcar um gol e não sofrer nenhum não parece tarefa das mais complicadas para um time como o Real, mas o problema é que os madrilenhos estão longe de viver seu melhor momento na temporada. O empate do último fim de semana diante do Valencia praticamente deu o título espanhol ao Barcelona. Além disso, o futebol apresentado por alguns jogadores, como Casillas e Bale, tem gerado críticas da torcida.

"O Bale faz uma boa temporada. No ano passado marcou nos momentos importantes e pode ser que a esta oportunidade de fazer o mesmo. Estamos contentes com a temporada que fez", elogiou Ancelotti. "Casillas tem muita experiência e as vaias vão motivá-lo mais. Há vezes que entendo as vaias, porque não joga bem ou comete erros, mas há vezes que não entendo", completou.

Acostumado a grandes glórias ao longo de sua vitoriosa trajetória, o Real Madrid viveu em 2014 seu melhor momento na história. Pela primeira vez, o clube conquistou quatro títulos em um mesmo ano. Os troféus da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes, da Supercopa da Europa e da Copa do Rei confirmaram os madrilenhos como melhor time na atualidade e premiaram o trabalho de Carlo Ancelotti.

Contratado no meio de 2013, o italiano precisou de apenas um ano e meio para marcar seu nome na história do clube. E no que depender do presidente Florentino Pérez, este foi apenas o início de uma longa trajetória com o treinador no comando. "Queremos que o Carlo seja o (Alex) Ferguson do Real Madrid", declarou o dirigente.

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A declaração fez referência o treinador escocês, que marcou época no Manchester United. Foram 27 anos de parceria, entre 1986 e 2013, período no qual Ferguson fez do clube um dos maiores campeões do mundo, com 13 títulos do Campeonato Inglês, dois da Liga dos Campeões, entre muitos outros.

Mas um dos pontos altos do trabalho de Ancelotti no Real tem sido a administração do elenco. Mesmo com algumas das maiores estrelas do futebol mundial, como Casillas, Sergio Ramos, Toni Kroos, James Rodríguez, Gareth Bale, Benzema e, principalmente, Cristiano Ronaldo, o clima no elenco é dos melhores, pelo menos de acordo com Florentino Pérez. "O vestiário nunca foi tão bom assim, nunca!", exaltou o presidente.

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