Tópicos | CÉSAR MATA PIRES FILHO

O herdeiro da construtora OAS, César Mata Pires Filho, passou mal durante interrogatório, nesta segunda, 8, em ação penal a respeito de supostas fraudes e propinas de R$ 67,2 milhões na construção da Torre de Pituba, sede da Petrobras em Salvador. Somente um dos três interrogatórios previstos para esta segunda, 8, foi realizado. O empreiteiro seria o segundo na lista. Após o ocorrido, os demais depoimentos foram suspensos.

"Durante o interrogatório de César de Araújo Mata Pires Filho, o mesmo foi acometido de um mal súbito, que motivou o atendimento médico emergencial e o encaminhamento do mesmo ao hospital para atendimento. Diante desse fato, restou suspensa a continuidade da audiência, inclusive, pelo estado emocional de todos os presentes, que acompanharam o ocorrido. Assim, foi deliberado após consulta ao MPF e às Defesas, pelo adiamento das audiências programadas para esta semana, inclusive, do denunciado Manoel Ribeiro Filho", anotou o juiz federal Luiz Antonio Bonat.

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Pires se sentiu mal durante depoimento e foi levado para um hospital. Ele é um dos 8 executivos da empreiteira que são acusados na ação.

Segundo o Ministério Público Federal, no Paraná, as contratações fraudulentas e pagamentos de vantagens indevidas no esquema se estendeu de 2009 a 2016.

As obras da Torre Pituba foram alvo da Operação Sem Limites, 56ª fase da investigação, em 23 de novembro, com o cumprimento de prisões e buscas e apreensões.

O empreiteiro César Mata Pires Filho, alvo da 56ª fase da Operação Lava Jato, se entregou à Polícia Federal na noite deste domingo (25). O empresário teve a prisão temporária decretada na sexta-feira (23) pela juíza federal Gabriela Hardt, mas estava em viagem aos Estados Unidos. Ele se apresentou à sede da corporação em Curitiba, conforme compromisso assumido pela sua defesa com a magistrada.

Pires Filho é acusado de participar do esquema de pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e do Fundo Petros no âmbito da construção da Torre Pituba, sede da estatal em Salvador, quando era vice-presidente da OAS. Parte das vantagens indevidas também teriam sido destinadas ao Diretório Nacional do PT, segundo o Ministério Público Federal.

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A procuradoria afirma que as empreiteiras OAS e Odebrecht distribuíram propinas de R$ 68 milhões durante a construção da sede. Inicialmente orçado em R$ 320 milhões, o empreendimento custou mais de R$ 1,32 bilhão.

A 56ª fase da Lava Jato, batizada de "Sem Fundos", contou com 68 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, divididos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, do Rio de Janeiro e da Bahia, contra crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Além de Pires Filho, a Polícia Federal também mirou o ex-presidente do Fundo Petros Wagner Pinheiro, Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e o marqueteiro ligado ao PT Valdemir Garreta.

O advogado Aloísio Lacerda Medeiros, defensor de Pires Filho, confirmou que seu cliente se apresentou à Polícia Federal na noite deste domingo e disse que ele irá prestar todos os esclarecimentos à Polícia Federal e à Justiça.

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