Tópicos | doença genética

Desde que o cantor Zé Vaqueiro anunciou que seu filho mais novo, Arthur, fruto da união com a empresária Ingrid Soares, tem trissomia do cromossomo 13, também conhecida como síndrome de Patau, aumentou a curiosidade das pessoas em saber as características desta doença genética, considerada rara e grave.  

##RECOMENDA##

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O que é a síndrome de Patau?

Segundo o Serviço Nacional de saúde do Reino Unido (NHS, em inglês), a doença é considerada rara pois acomete apenas um bebê a cada mil nascimentos no mundo. Ela acontece quando o cromossomo 13 apresenta três cópias em algumas ou em todas as células do organismo.

Vale ressaltar que a maioria das células que formam o corpo humano possuem 23 pares de cromossomos. No entanto, em indivíduos acometidos pela síndrome de Patau, o 13º cromossomo possui uma cópia a mais (três, ao invés de duas). Nesses casos, uma série de problemas afeta o desenvolvimento do feto, além disso, traz complicações para o recém-nascido após o parto.

Os estudos do instituto britânico ainda informam que as causas da não estão relacionadas a nada que os pais fizeram durante a gestação, pois a enfermidade ocorre de forma aleatória na concepção, quando o espermatozoide e o óvulo se fundem.

Vários institutos mundiais de saúde monitoram os números da doença, porém no Brasil, ainda não existem estatísticas nem quantos indivíduos no país vivem com a síndrome.

De acordo com o médico geneticista Wallace Ribeiro, ''a equipe médica deve ficar atenta aos casos, e acompanhar a família com todos os cuidados necessários, pois geralmente 9 a cada 10 crianças com a síndrome de Patau, não sobrevivem durante o primeiro ano de vida''.  Os números ditos pelo especialista são os mesmo divulgados pelas pesquisas da NHS.

Diagnóstico e sintomas da doença

O Dr. Wallace Ribeiro informa que "a família pode ter um diagnóstico ainda durante a gestação, no momento do pré-natal". O médico destacou que o "Sistema Único de Saúde (SUS) tem testes que identificam a doença genética". A detecção do quadro também acontece após o parto, através de exames complementares.

"Mesmo com os sintomas podendo ser vistos no recém-nascido, é importante que o exame específico seja realizado, pois através de um diagnóstico preciso os médicos conseguiram saber o melhor caminho para o tratamento'', afirmou. ''Entre os problemas estão a ausência de um ou dos dois olhos, microcefalia, mão com seis dedos, malformações nos rins, desenvolvimento lento da gestação, problemas no desenvolvimento do sistema digestório, problemas nos órgãos genitais, problemas na formação das orelhas, cistos nos pescoço, fissura labiopalatina, problemas nos ossos e convulsões", completou.

Tratamento

Não existe um tratamento específico, no entanto, existem procedimentos de saúde indicados pelo médico pediatra que aliviam o desconforto e facilitam a alimentação do bebê. Também existem métodos que reduzem outros sintomas que possam surgir.

Em alguns casos, pode ser também necessária a realização de cirurgia para reparar defeitos cardíacos ou fendas nos lábios do indivíduo. Além disso, sessões de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, são necessárias para o desenvolvimento da criança.

O cantor Zé Vaqueiro anunciou, nesta quarta-feira (26), o cancelamento dos seus shows até o dia 17 de agosto. A decisão foi tomada após o filho caçula dele, Arthur, nascer e ser diagnosticado com uma malformação congênita decorrente da síndrome da trissomia do cromossomo 13. Arthur nasceu na última segunda-feira (24).

Em nota, a assessoria de imprensa de Zé Vaqueiro afirma que o cantor vai se dedicar à família que passa por uma situação delicada.

##RECOMENDA##

"O bebê encontra-se na UTI devido a uma malformação congênita decorrente da síndrome da trissomia do cromossomo 13. Diante desta situação delicada, informamos o cancelamento dos shows do artista até a data de 17 de agosto. Neste momento, a família necessita estar unida, cercada de amor e serenidade", diz trecho da nota.

O cantor e a esposa Ingra Soares também são pais de Daniel, de 3 anos, e Nicole, de 13 anos.

"Contamos com a compreensão de todos e pedimos que se juntem a nós em orações pelo bem-estar do pequeno Arthur e por toda família, que agradece o apoio", afirma ainda o texto.

[@#podcast#@]

Frequentemente as celebridades se abrem para falar de suas doenças e problemas de saúde, fazendo com que esses assuntos repercutam entre os internautas. No começo de fevereiro, por exemplo, Maraisa acabou revelando aos fãs que sofria de uma doença chamada alopecia androgenética, que causa calvície em mulheres.

Logo após adotar um corte de cabelo mais curto, a cantora foi questionada por internautas sobre o uso de apliques e contou que convivia com a falta de cabelo. O assunto acabou repercutindo tanto que foi abordado no É de Casa deste sábado, dia 20, que contou com a participação da irmã de Maiara.

##RECOMENDA##

- O meu caso é genético mesmo, já vem da minha família, então desde sempre eu tenho pouco cabelo. Eu via as minhas amigas e todo mundo tinha muito cabelo, e eu e minha irmã tínhamos pouco. Era um cabelo mais fino, que parecia sempre de neném. Não é pouquinha [falha], explicou a cantora.

Em seguida Maraisa ressaltou que, embora esse assunto possa provocar baixa autoestima nas mulheres, é importante não ter vergonha dessa condição genética:

- Eu percebi que era uma coisa muito natural, muito comum, só não é falada. Então, meninas: eu sofro de alopecia, eu sou um pouco carequinha sim. Não tem que ter vergonha, não tem que ter medo, não tem que se diminuir por ter alopecia. Eu tenho, muita gente tem, é uma coisa muito normal, só tem que tratar.

Quanto às maneiras de lidar com esse problema, a cantora destacou o uso de apliques e, principalmente, o tratamento precoce acompanhado por dermatologistas e outros profissionais da saúde:

- Eu uso aplique já há algum tempo. O ideal é que não usasse né, fizesse tratamento, mas a gente é muito vaidosa e coloca. Então eu sempre trato e uso aplique, sempre uso shampoo indicado por um dermatologista, faço exames e de uns cinco anos pra cá eu consegui ter um acompanhamento melhor. Hoje eu faço um tratamento no qual eles tiram o plasma, o que é melhor no nosso corpo, e aplicam no couro cabeludo. A gente tem que procurar ajuda desde o início, porque se você procurar o tratamento ainda jovem você retarda o processo da alopecia.

Inspirador, não é mesmo?

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando