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Um suposto documento divulgado nas redes sociais da Secretaria Executiva da Igreja Presbiteriana do Brasil faz uma suporta caça aos “comunistas e esquerdistas” membros da IPB. Oriundos, dentre outros estados, do Sínodo Pernambuco, o documento tem como uma das ementas a “consulta sobre membros e oficiais da IPB adeptos a partidos de esquerda”, além da “solicitação de posicionamento da IPB - pensamentos esquerdistas”. 

Foi informado ao LeiaJá, por um membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, que disse não ter conhecimento sobre o documento divulgado nas redes sociais, que não pode confirmar nenhuma decisão do registro, pois o assunto e votação das disposições dele só serão votados na próxima semana. 

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O documento trata de decisões consolidadas da Igreja Presbiteriana do Brasil através do seu supremo concílio como, por exemplo, “a consulta do Presbitério de Botucatu sobre se um membro da IPB, com ideias francamente comunistas, pode tomar parte nos trabalhos da igreja, como dirigir classe da escola dominical”. “O supremo concílio resolve: responder que há incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica e os símbolos da fé da IPB. Portanto, esta decisão já afirmava a incompatibilidade entre o comunismo, e o identifica como ateu e materialista”. 

O documento diz que o comunismo é uma filosofia de vida contrária ao evangelho, ao espírito e à doutrina evangélica. “Em referência à atitude cristã quanto ao comunismo, persistimos em pregar a realidade do poder transformador do evangelho de Cristo, crendo que o comunismo é uma filosofia de vida contrária ao espírito e à doutrina evangélica. Portanto, não é só uma questão semântica, mas uma questão que atinge o âmago do evangelho, sendo do evangelho contrária”. 

Numa das disposições do texto, a Igreja Presbiteriana do Brasil explica a atitude que o presbitério deve ter quando tiver um “obreiro comunista”. “Reafirmar ser indesejável a qualquer pessoa que deseja filiar-se à IPB, em especial aos seus oficiais e ministros. Quando qualquer prova se possa fazer contra membro ou membros da IPB de que já não mais aceitam a Palavra de Deus e seus símbolos de fé, por adotarem uma filosofia em choque com os princípios cristãos, no todo ou em parte, a mesma prova deve ser apresentada ao conselho”. 

Quando as provas forem apresentadas ao conselho, o cristão deve obedecer às autoridades e realizar os deveres do cidadão, “nunca devendo adotar qualquer ideologia que atente contra os princípios evangélicos da liberdade civil e de consciência e de ordem e paz sociais. A consulta fora feita em relação à possibilidade de que se encontre no ministério pastoral um “obreiro comunista”. A resposta sobre “essa tal ideologia que atente contra os princípios evangélicos da liberdade civil e de consciência e de ordem e paz sociais, evidentemente se aplicam ao foco consultado”. 

Em um outro momento, o Sínodo Alagoas-Sergipe coloca que, de acordo com o direito constitucional brasileiro de liberdade de consciência e de livre filiação, não há proibição legal de membro da igreja filiar-se a qualquer partido político, tendo em vista que a liberdade de consciência é um conceito basilar da reforma protestante. Em resposta, a Secretaria Executiva afirma que todo membro é livre para filiar-se ao partido que julgar pertinente, “desde que não fira os princípios bíblicos”, e coloca como regra suprema e intransponível que “desde que não fira os princípios bíblicos”, a igreja defende a liberdade de consciência.

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