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Em sua primeira disputa à Presidência da República, o capitão reformado do Exército Jair Messias Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), alcançou 55% dos votos válidos e tornou-se o quinto presidente eleito no Brasil após a redemocratização.

Bolsonaro já havia sido o primeiro colocado no primeiro turno, realizado no último dia 7, com 46% dos votos. Aos 63 anos, ele está no sétimo mandato como deputado federal e assumirá um cargo público no Executivo pela primeira vez no próximo dia 1º de janeiro.

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Durante a carreira como parlamentar, o militar foi autor de 170 projetos, dos quais apenas dois viraram lei. Em quase 30 anos na vida política, Bolsonaro ganhou notoriedade por adotar um discurso radical, incluindo ataques a homossexuais e mulheres, além de declarar abertamente apoio ao regime militar, responsável por torturas e mortes no Brasil entre 1964 e 1985.

Ao votar pelo encaminhamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, o parlamentar homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandantes do DOI-CODI, órgão responsável pela repressão a opositores durante o período da ditadura.

Com os escândalos de corrupção atingindo os partidos políticos tradicionais, Bolsonaro passou a angariar apoio entre os desiludidos com o atual governo e os saudosos da ditadura.

Nascido em Campinas, no interior de São Paulo, no dia 21 de março de 1955, Bolsonaro começou sua carreira militar ao cursar a Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Seguiu sua formação na Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou em 1977.

O presidente eleito serviu no 9º Grupo de Artilharia de Campanha, em Nioaque (MS), entre 1979 e 1981, além de ter integrado a Brigada de Infantaria Paraquedista, onde se especializou em operações com saltos de queda livre. Em 1983, formou-se na Escola de Educação Física do Exército e tornou-se mestre em saltos pela Brigada, chegando à patente de capitão.

Em 1986, liderou um protesto contra os baixos salários dos militares, o que lhe rendeu uma pena de 15 dias de prisão por infringir o regulamento disciplinar do Exército. A partir de 1988, Bolsonaro deu início à carreia política ao ser eleito vereador do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata Cristão (PDC).

Em 1993 envolveu-se em uma polêmica na Câmara ao alegar que a existência de muitas leis atrapalhava o exercício do poder e defendeu o retorno do ditadura militar e o fechamento do Congresso. Na ocasião, o deputado Vital Rego, corregedor do Congresso, solicitou à Procuradoria-Geral da República o início de uma ação penal por crimes contra a segurança nacional, ofensa à Constituição e ao regimento interno da Câmara Federal.

Em 2014, foi eleito o deputado mais votado do Rio de Janeiro, com 464.565 votos. Ao todo, ele foi eleito para sete mandatos, o último pelo Partido Progressista (PP). Em seu site, o vencedor do pleito deste domingo afirma ser conhecido "por suas posições em defesa da família, da soberania nacional, do direito à propriedade e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa".

Vice-presidente da chapa, o general Antônio Hamilton Martins Mourão é natural de Porto Alegre (RS). Ele entrou no Exército em 1972 e esteve na ativa até fevereiro deste ano. Mourão é conhecido por dar declarações polêmicas que enaltecem o regime militar. Em setembro, afirmou que o 13º salário seria uma "mochila" nas costas dos empresários e foi repreendido publicamente por Bolsonaro.

Da Ansa

A assembleia Parlamentar da Alemanha elegeu Frank-Walter Steinmeier por uma esmagadora maioria para se tornar o novo presidente do país.

Steinmeier, ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, foi eleito neste domingo em Berlim com 931 dos 1.260 votos. A assembleia eleitoral especial foi constituída por 630 legisladores na câmara baixa do parlamento e um número igual de representantes dos 16 estados da Alemanha.

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O presidente alemão tem pouco poder executivo, mas é considerado uma importante autoridade moral. Steinmeier, uma social-democrata, teve o apoio da chanceler alemã, Angela Merkel, e da "Grande coalizão" de partidos de centro-direita e de centro-esquerda. Fonte: Associated Press

Seis em cada dez americanos se disseram otimistas sobre o futuro do país quando Donald Trump assumir o governo, embora esperem que o presidente eleito pare de postar mensagens no Twitter, segundo pesquisa publicada nesta terça-feira.

Cinquenta e nove por cento dos entrevistados se disseram "otimistas sobre os próximos quatro anos com Donald Trump como presidente", enquanto 37% se disseram pessimistas, apontou a pesquisa independente da Universidade de Quinnipiac, em Connecticut. Apenas 17% consideraram que Trump será um "grande" presidente e 32% acreditam que será um "bom" chefe de Estado.

Um percentual menor de entrevistados demonstrou uma perspectiva mais negativa: 26% consideraram que será um presidente "ruim" e 17%, "não tão bom". Outra consulta da CNN/ORC, publicada na terça-feira, revelou que 53% dos americanos pensam que Trump fará um trabalho "muito bom" ou "suficientemente bom" como presidente.

As pesquisas são publicadas duas semanas depois de o magnata republicano surpreender ao vencer a democrata Hillary Clinton nas eleições presidenciais. O início da transição de poder, que será concluída em 20 de janeiro, aparentemente inspira certa confiança na Presidência de Trump.

Segundo a pesquisa da CNN/ORC, 48% dos entrevistados disseram se sentir mais confiantes contra 43% que se disseram menos confiantes. O que parece irritar os americanos, no entanto, é o constante uso que Trump faz do Twitter para se comunicar sobre temas diversos. Segundo a pesquisa da Universidade de Quinnipiac, 59% dos eleitores consideram que o futuro presidente deveria encerrar sua conta no Twitter, contra 35% que pensam o contrário.

"Os eleitores dizem ao presidente eleito Donald Trump: 'Conseguiu o trabalho. Agora, seja um líder e não tuíte", explicou Tim Malloy, diretor adjunto da pesquisa da Quinnipiac, em um comunicado. "E vigiamos para nos assegurar de que colocará o país como prioridade e não a marca Trump", acrescentou.

A pesquisa da Quinnipiac foi feita com 1.071 eleitores em nível nacional e a da CNN/ORC, com 1.003. As duas pesquisas foram realizadas entre 17 e 20 de novembro por telefone e sua margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Centenas de estudantes do ensino médio de Los Angeles deixaram as salas de aula nesta segunda-feira para protestar contra a eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. Os jovens exibiam cartazes com dizeres "Levantem-se" e "Fiquem juntos", que se misturavam a bandeiras dos Estados Unidos e do México.

A mobilização foi realizada de forma pacífica no leste de Los Angeles até uma praça em Boyle Heights, bairro predominantemente hispânico. Os protestos foram realizados apesar do apelo das autoridades de não perder aulas e encontrar outras forças para expressar seu incômodo com a eleição do republicano na semana passada.

"Apesar de ter passado uma semana da eleição presidencial, muitos estudantes continuam preocupados com o desenlace [da eleição] e querem que suas vozes sejam ouvidas", disse Michelle King, superintendente do distrito escolar de Los Angeles.

"Queremos que nossos alunos saibam que não estão sozinhos. No entanto, é fundamental que os estudantes não permitam que seus sentimentos ponham sua educação em risco", acrescentou. Manifestações anti-Trump foram realizadas em toda a semana passada depois das eleições. No fim de semana, umas dez mil pessoas marcharam em Los Angeles e quinze mil em Nova York.

Os manifestantes criticam o discurso incendiário que o presidente eleito teve contra imigrantes, muçulmanos e mulheres na campanha. "Quero dizer às pessoas que não queremos Donald Trump como nosso presidente porque é um racista, tenho mais imigrantes e tenho medo de perdê-los", disse Evelin Miranda, de 16 anos, ao jornal Los Angeles Times.

A princípio, Trump afirmou que os protestos contra ele tinham sido "incitados" pela mídia, mas na sexta-feira baixou o tom e elogiou os manifestantes por sua "paixão por nosso grande país".

O presidente eleito do Irã, Hasan Rowhani, prometeu nesta segunda-feira (17) seguir o "caminho da moderação" e prometeu maior abertura a respeito do programa nuclear do país, embora apoie a manutenção do enriquecimento de urânio em território iraniano.

O tom geral da primeira coletiva de imprensa de Rowhani após a eleição deve ser visto no Ocidente como uma evidência de que sua impressionante vitória na semana passada pode abrir novas possibilidade de diálogo para aliviar as tensões a respeito do controverso programa nuclear de Teerã.

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Ao se referir a Washington, Rowhani enviou uma mensagem dúbia. Ele pediu que não sejam criadas novas tensões e que os dois países devem "olhar para o futuro", mas repetiu declarações anteriores da liderança iraniana de que negociações diretas só serão possíveis se os Estados Unidos prometerem "nunca interferir em assuntos iranianos".

Mas várias outras questões permaneceram sem resposta. Rowhani evitou falar sobre a aliança com o governo do presidente sírio Bashar Assad, dizendo apenas que os esforços para encerrar a guerra civil e retomar a estabilidade repousa "sobre o povo sírio".

Ele também deve equilibrar as expectativas de muitos partidários que querem que ele se posicione contrariamente ao sistema dominante. No final da coletiva de imprensa, um espectador gritou, pedindo a libertação do líder opositor Mir Hossein Mousavi, que está em prisão domiciliar há mais de dois anos. Rowhani não fez comentários.

O presidente do Irã não tem autoridade para estabelecer políticas importantes, como a direção do programa nuclear ou as relações com o Ocidente. Todas essas decisões são tomadas pelos clérigos governantes e pela poderosa Guarda Revolucionária, que até o momento parece apoiar Rowhani, mas pode facilmente se virar contra ele caso acredite que o novo presidente é uma ameaça ao seu poder.

O presidente eleito tem 64 anos é o único clérigo a participar da corrida presidencial. Ele descreveu sua eleição como o início de uma "nova era" e que vai "seguir o caminho da moderação e da justiça, não do extremismo".

Ele também declarou que cuidar da economia está entre suas prioridades, uma clara referência sobre como as sanções ocidentais sobre o Irã ajudaram a elevar a inflação para mais de 30% e reduziu as receitas do país. Anteriormente Rowhani - que já foi negociador nuclear - criticou as posições iranianas que levaram ao aumento das sanções, mas descreveu as pressões econômicas dos Estados Unidos e outros países como "opressoras".

Fonte: Associated Press.

A presidente Dilma Rousseff ligou nesta terça para o presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, para parabenizá-lo pela eleição. O telefonema foi por volta das 11h30 e durou cerca de dez minutos. Segundo a secretaria de imprensa da Presidência, Dilma classificou a eleição de Enrique Peña Nieto "uma vitória para a América Latina", acrescentando que o Brasil "ficou muito feliz com o resultado" das urnas.

Enrique Peña Nieto, por sua vez, afirmou que o resultado das eleições "foi uma demonstração de maturidade do processo democrático do México".

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Na conversa, Dilma convidou o novo presidente para uma visita ao Brasil, antes mesmo da sua posse em 1º de dezembro, e ele concordou em vir quando estiver fazendo um giro pelos países da região.

Ainda segundo a secretaria de imprensa, a presidente Dilma disse a Enrique Peña Nieto que o Brasil "está pronto a dar um impulso às relações bilaterais estratégicas". O Planalto negou que os dois presidentes tenham tratado de uma possível aproximação entre a Petrobras e a petrolífera mexicana.

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