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Os índios Fulni-ô, de Águas Belas (PE), acabam de lançar o documentário Yoonahle: a palavra dos Fulni-ô, com o registro do olhar particular e revelador da realidade indígena. O projeto, que também contemplou a implantação de núcleo de produção audiovisual na aldeia, teve início com a capacitação de seis jovens da comunidade para o uso de câmeras de vídeo.

O longa conta a história do povo sob o ponto de vista de seus anciãos, incluindo as práticas da medicina tradicional, os hábitos do cotidiano, a organização social e a produção de artesanato, tudo na língua Yaathe. A tribo é a única do Nordeste que conseguiu manter viva e ativa a própria língua - o Yaathe, além de uma série de práticas rituais e cotidianas, como o sigiloso ritual Ouricuri, tornando-se uma referência para todos os outros povos indígenas da região. 

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O vídeo será distribuído nas escolas e na comunidade Fulni-ô, além da rede de comunidades indígenas parceiras do Vídeo nas Aldeias. Outros exemplares também serão prensados para distribuição em festivais nacionais e internacionais e emissoras de TV. Interessados podem conferir o conteúdo do longa no próprio site do projeto.

A tribo Fulni-ô, com uma população de mais de seis mil integrantes, é o único grupo do Nordeste que conseguiu manter viva e ativa a própria língua - o Yaathe. Pensando nisso, o projeto Vídeo nas Aldeias e o Programa de Cultura Banco do Nordeste estão possibilitando, aos índios, um núcleo de produção audiovisual para registrar o olhar particular e revelador da realidade da tribo. Além disso, o projeto de capacitação audiovisual é importante para a Região Nordeste, pelo fato de divulgar e dar visibilidade à cultura dos índios nordestinos, que praticamente não possuem registro no cinema.

O projeto está sendo executado em duas etapas. Na primeira, seis jovens da comunidade foram capacitados para o uso de câmeras de vídeo, captando mais de 50h de material para um filme sobre as tradições, a língua e a relação deles com a cidade de Águas Belas, que está dentro da área indígena. Já na segunda etapa, que acontece no mês de abril, os índios vão realizar a montagem do longa gerando 300 cópias inicias para escolas e comunidade Fulni-ô - bem como na rede de comunidades indígenas parceiras do Vídeo nas Aldeias.

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Para os interessados, o conteúdo encontra no site do projeto.

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