Tópicos | Vacina contra gripe

Com a vacinação de pessoas contra a Covid-19 avançando, é importante ficar atento ao intervalo entre essa aplicação e a de outros imunizantes. Médicos recomendam um prazo entre essas duas vacinas para não prejudicar os efeitos delas.

Segundo o infectologista Hemerson Luz, o intervalo sugerido pelos profissionais é de 14 dias. A orientação médica vale para qualquer vacina do calendário ou para influenza no caso dos grupos que serão imunizados contra a Covid-19.

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Essa preocupação não inclui, por exemplo, crianças que ainda não tiveram testes comprovando a eficácia das atuais vacinas contra a Covid-19.

Hemerson Luz explica que o intervalo de duas semanas é recomendado para que a vacina consiga gerar resultados, com a produção de anticorpos correspondentes aos efeitos de cada imunizante.

O período de 14 dias deve ser observado independentemente de qual vacina foi tomada primeiro. Então, se alguém receber imunizante contra a Covid-19, deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer outra vacina e vice-versa.

O infectologista comenta que os calendários foram pensados para evitar que uma pessoa tenha tomado a vacina contra a Influenza e, logo depois, chegue a sua vez na lista de grupos prioritários da campanha contra a Covid-19. 

“O planejamento vai ser feito da seguinte forma: a vacinação contra a influenza vai começar por crianças e gestantes, que não estão incluídas na vacina da Covid-19. Isso vai dar tempo de resposta para começar a campanha, enquanto os mais idosos estão sendo vacinados contra a Covid-19”, afirma Hemerson Luz.

Se houver, no entanto coincidência dos períodos de vacinação fica mantida a orientação de esperar os 14 dias para não prejudicar nenhuma das duas.  

Em um levantamento concluído na última segunda-feira (3), o Ministério da Saúde avaliou que o público-alvo formado por crianças e gestantes ainda não atingiu a meta de 90% de imunização na Campanha Nacional Contra a Influenza. Até o momento, 76% tomaram a vacina, ou seja, o restante, 3,7 milhões de crianças e 514,5 mil gestantes, ainda não se vacinaram.

A vacina protege contra a gripe e reduz o risco de complicações, internações e mortes relacionadas à doença. O estado de São Paulo é o segundo com a menor taxa de cobertura (73,78%), em primeiro lugar está o Rio de Janeiro com 66,33%.

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Para o reumatologista e responsável técnico do setor de imunização do Cura Previne, Charlles Heldan de Moura Castro, as fake news têm provocado um efeito negativo sobre os programas de vacinação em geral. "A vacina contra a gripe é extremamente segura e está recomendada para pessoas maiores de seis meses de idade. Ela é produzida a partir de vírus da gripe inativado ou de pequenas partículas do vírus inativado. A vacina da gripe não causa a doença. Como qualquer produto com fins médicos, a vacina pode causar alguns efeitos colaterais, os quais são muito leves e transitórios", afirma.

Desde segunda-feira (3), a vacina está disponível para toda a população do país. Porém, os grupos prioritários ainda podem se vacinar até acabarem os estoques das doses. "Todas as estratégias que melhoram a cobertura vacinal nos grupos de risco são importantes para vencer a batalha contra a doença. De forma muito clara, todos os estudos realizados demonstraram que a vacina da gripe é segura, não produz efeitos colaterais graves e reduz de forma significativa o risco de complicações graves da doença", conclui Castro.

Às vésperas do início da temporada de inverno no Brasil, o Ministério da Saúde reforçou a importância da vacinação contra a influenza, também conhecida como gripe. A infecção do sistema respiratório tem como principal complicação a pneumonia, quadro de saúde responsável por um grande número de internações hospitalares em todo o país.

De acordo com a pasta, existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O último causa apenas infecções respiratórias brandas e não representa grande impacto na saúde pública. Já os vírus A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o tipo A responsável por pandemias como a H1N1, registrada em 2009.

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O resfriado, por sua vez, também é uma doença respiratória e, frequentemente, é confundido com a gripe. O quadro é causado, entretanto, por vírus diferentes. Os mais comuns, segundo o ministério, são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem crianças.

Confira a diferença entre gripe e resfriado nas perguntas e respostas abaixo publicadas pelo Ministério da Saúde:

Quais os sintomas da gripe?

Inicia-se, em geral, com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar.

Como se transmite a gripe?

A influenza pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar ou por meio indireto pelas mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carregar o vírus diretamente para a boca, o nariz e os olhos.

Por quanto tempo os vírus influenza podem permanecer em superfícies?

Sabemos que alguns vírus ou bactérias vivem por duas a oito horas em superfícies. Lavar as mãos com frequência ajuda a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.

Como tratar a gripe?

Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria dos pacientes se recupera dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos, embora os vírus do tipo influenza possam desenvolver resistência aos medicamentos. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. Os medicamentos devem ser administrados precocemente (dentro de 48 horas após o início dos sintomas).

Quais os sintomas do resfriado?

Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos tempo – entre dois e quatro dias. Eles incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A febre é menos comum e, quando presente, ocorre em temperaturas baixas.

Como se transmite o resfriado?

As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe também devem ser adotadas para prevenir os resfriados.

Existem outros quadros que podem ser confundidos com a gripe?

Outra doença com sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

Um acordo feito entre Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde da Paraíba (Cosems), em Campina Grande, na segunda-feira (5), define que a vacina contra gripe será disponibilizada para população em geral apenas nos municípios que já atingiram a meta de cobertura vacinal: 90% dos grupos prioritários. O atendimento dessas pessoas dependerá do estoque disponível na Secretaria Municipal de Saúde. Para os municípios que ainda não atingiram esta cobertura, recomenda-se continuar a vacinação voltada para o público alvo já definido até sexta-feira (9).

A Paraíba conta com 108 municípios que conseguiram atingir a meta de vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários. De acordo com os dados disponibilizados pelo Governo do Estado, a maior cobertura vacinal registrada até o momento, entre o público alvo, é da população indígena (99,16%), seguido pelas puérperas  (82,35%), idosos (82,02%), trabalhador de saúde (79,48%) e gestantes (76,31%). Os grupos que registraram menor cobertura foram os professores (58,22%) e crianças (67,7%). Também foram aplicadas 128.160 doses nos grupos de pessoas com comorbidade, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. 

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Na Paraíba, a população a ser vacinada é de aproximadamente 1.070.000 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde. O estado recebeu 1.177.000 doses da vacina e foi encaminhada aos municípios a quantidade estimada por grupo prioritário.  

Vale ressaltar a importância da vacinação contra influenza, sendo uma das medidas efetivas para prevenção da influenza em estado grave (Síndrome Respiratória Aguda Grave), reduzindo as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus, na população alvo da vacinação.

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, que teve início no dia 17 de abril, será encerrada na próxima sexta-feira (26). Até a última terça-feira (23), a Paraíba havia vacinado 60% do público-alvo, num total de 555.044 pessoas. Ao todo, 924.549 pessoas precisam ser vacinadas por serem consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, a meta neste ano é vacinar 90% deste público, cerca de 832.094 pessoas, até o fim da campanha. Apenas 26 municípios paraibanos atingiram a meta da vacinação e 14 municípios estão abaixo de 50% de cobertura vacinal. A Secretaria de Saúde informou que a expectativa é de que todos os esforços sejam feitos pelos municípios para que a meta seja alcançada o quanto antes.

A vacinação é recomendada para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores, que foram incluídos no grupo neste ano.

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A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).  De acordo com a SES, essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.

As vacinas estão disponíveis em todos os postos de saúde da Paraíba. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que incluem pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A chefe do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Isiane Queiroga, alerta para a importância da imunização de quem está dentro dos grupos prioritários. "Muita gente deixa para a última hora e não é o certo. A vacina é segura e tem o objetivo de reduzir as complicações que levam às internações e mortalidades decorrentes do vírus”, disse. 

Além disso, a chefe do núcleo de imunização enfatizou que nenhum grupo prioritário atingiu a meta. "Nosso principal alerta é que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de vacinação para se imunizarem. Elas formam um grupo vulnerável e que está mais suscetível às complicações da gripe”, declarou Isiane.

Dados

Na Paraíba, entre os públicos-alvo, a população indígena registrou a maior cobertura vacinal: 75% dela já está imunizada, seguida pelas puérperas (68,73%), trabalhadores de saúde (66,09%), idosos (65,58%) e gestantes (65,35%).

Os grupos que menos se vacinaram são crianças (52,02%) e professores (34,58%). Lembrando que cada um desses grupos precisa terminar a campanha com, pelo menos, 90% de cobertura vacinal.

Situação Epidemiológica

Na Paraíba, de 1º de janeiro a maio de 2017 (1ª até 19ª Semana Epidemiológica de início dos sintomas), foram notificados 87 casos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, cinco foram confirmados o agente etiológico influenza A subtipo H3 sazonal e três casos para influenza B. Foram descartados para Influenza e seus subtipos 43 casos e os demais seguem em investigação.

No que se refere ao cenário dos óbitos, foram registrados 30 óbitos de SRAG com suspeitas de algum vírus de influenza, sendo oito casos confirmados para Influenza subtipo H3 sazonal nos municípios de João Pessoa (quatro casos) e Sousa (um caso). Foram descartados 21 casos para o agente etiológico da Influenza e um óbito segue em investigação.

Prevenção

A recomendação da Secretaria de Saúde do Estado é a de que, além da vacinação, a população esteja ciente das medidas de prevenção contra a gripe, uma vez que a transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medidas de prevenção para evitar a doença: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

 Com colaboração da assessoria 

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