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Mais um capítulo da polêmica herança de Gugu Liberato foi escrito. Na última terça-feira (20), o STJ validou o testamento do apresentador e manteve a divisão de bens em 75% para os filhos e 25% para os sobrinhos. Apesar dessa decisão ter saído em um momento em que também se discute a suposta união estável de Gugu e Rose Miriam, é importante ressaltar que se tratam de processos diferentes.

Pois bem, a decisão do STJ discutiu uma ação movida pela defesa das gêmeas Marina e Sofia, que também é a mesma de Rose Miriam. Elas argumentavam que a divisão de bens no testamento havia sido feita de forma errada - o que não aconteceu, segundo o entendimento do tribunal.

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Já o processo movido por Rose Miriam, que tem audiências programadas para esta quarta-feira (21) e para próxima quinta-feira (22), tem o objetivo de definir se a mãe dos filhos de Gugu havia uma união estável com o apresentador, portanto o direito de estar presente no testamento e fazer parte da separação de bens.

Gugu morreu em 2019, depois de um acidente doméstico. Desde então, sua família briga na Justiça pela herança deixada após seu legado na televisão.

Uma rápida pesquisa na internet e é possível encontrar vários vídeos da torcida do Juventude cantando: “Lisca, Lisca, doido”. Nas imagens, um senhor de aproximadamente 40 anos dançando e pulando no alambrado junto com a torcida. Pois bem, é essa figura que deve treinar o Náutico em 2014. Mas, vamos com calma, essa foi a primeira informação que recebemos. A segunda é de que conhecemos pouco ele. E como é possível criticá-lo antes mesmo de ele começar o trabalho?

Seguindo na rápida pesquisa - que nem foi tão rápida assim - encontra-se o texto de Diogo Olivier, do Zero Hora. Data de 14 de setembro de 2013. À época, o Juventude estava às vésperas de iniciar o mata-mata que o levaria de volta à Série C. Diga-se de passagem, objetivo conquistado. Em oito parágrafos, Diogo contou um pouco da história de Lisca, que apesar de ter 41 anos e não ter jogado futebol profissionalmente, tem uma experiência considerável no ramo. Aos 24, surgiu na base do Inter e por lá revelou atletas como: Daniel Carvalho, Rochemback, Lúcio, Rafel Sóbis, Nilmar e Pato. Revelou milhões de reais para o Colorado.

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Saiu em meados de 2000 e iniciou a carreira no time profissional do Ulbra-RS. Por pouco tempo. Pois, logo, voltou às categorias de base, desta vez, no Grêmio e, em seguida, no Internacional. Só em 2007 retornou ao futebol profissional e de onde não saiu mais. Rodou por Brasil de Pelotas, Caxias e Novo Hamburgo – sempre no interior do Rio Grande do Sul.

Mas foi no Juventude em que o "Doido" de fato ganhou destaque. Este ano foi vice-campeão do 2° turno do Campeonato Gaúcho, eliminando o Grêmio na semifinal e perdendo a decisão para o Internacional. Na Série D, elevou o Alviverde de Caxias à Terceira Divisão e ficou com o vice da competição ao ser derrotado pelo Botafogo-PB.

Além das conquistas em 2013, Diogo Olivier destaca o dia a dia do novo técnico do Náutico. Sem dinheiro, no Juventude, fez o que poucos esperavam. E trabalhou bem nos bastidores, mesmo sendo chamado de louco, por muitas vezes. Não renovou com a equipe gaúcha, mas é ídolo por lá.

Agora, no Náutico, Lisca terá de superar a desconfiança da imprensa e da torcida. Chega como um ilustre desconhecido e com salário baixo, se comparado a outros clubes – entre R$ 30 e 35 mil. Por tudo o que já foi dito e pelo valor, o Timbu faz uma aposta válida, sai do lugar comum e arrisca. Contrata um treinador com outra visão de mercado, com experiência em revelar atletas da base e acostumado a trabalhar com pouco dinheiro.

Pode dar certo. Como também pode dar errado e como já deu com tantos outros técnicos de “grife”. Por enquanto, fiquem com o texto de Diogo Olivier e um vídeo do próprio Lisca sobre sua história. O que vale, pelo momento, é esperar o "Doido" trabalhar e mostrar de quantas loucuras o Náutico precisa para voltar a conquistar e títulos e ascender à elite. 









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