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Neste terça-feira (12), 31 profissionais da medicina celebraram a formatura da 1ª turma do Programa Mais Médicos em Pernambuco. O curso, que é ofertado pela Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão, na Região Metropolitana do Recife, faz parte da iniciativa do governo federal e amplia o número de vagas de mecina no país e tem objetivo de suprir as necessidades do município. Entre os formandos está Galba Florêncio, de 38 anos, que já era profissional de sáude antes da graduação em medicina, falou ao LeiaJá sobre a nova formação. 

"Comecei a perceber que eu podia me aperfeiçoar mais, estudar mais para eu chegar a ser médica. Meus colegas médicos, meus colegas da enfermagem me incetivaram a estudar e fazer o vestibular de medicina. E após seis anos, eu conclui (...) eu já conhecia o Programa Mais Médicos e o que mais chamou a minha atenção foi a possibilidade de participar da primiera turam dessa iniciativa. Isso é muito gratificante", frisa. 

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À reportagem, Galba, que é natural de São José de Belmonte, no Sertão pernambucano, relembra que precisou deixar a família e o trabalho para seguir na formação. "Tive que abrir mão da enfermagem e todo tipo de coisa para realizar esse sonho". Ela, que seguirá na área de ginecologia obstetrícia, aguarda a nota da residência, realizada no último domingo (10), mas, tem planos para o futuro. "Até sair o resultado, vou dar plantões, atender em UPAs, clínicas. Pretendo continuar aqui, atuar aqui em Jaboatão dos Guararapes e Recife". 

Galba Florêncio. Foto: Isabelle Almeida 

Também fazendo parte da 1ª turma Programa Mais Médicos em Pernambuco, Maiara Xavier deixou a família em Sergipe para seguir o sonho de se tornar médica. Após alguns anos de tentativas, ela consegiu ingressar na graduação de enfermagem, mas, logo no primeiro dia de aula, percebeu que não conseguiria dar continuidade. "Lembro que um professor perguntou no primeiro dia de aula quem realmente queria o curso de enfermagem. Muitas pessoas levantaram a mão e percebi que não era o que eu queria. Eu estava muito focada em passar em uma universidade público e passei um bom tempor tentando". 

Maiara Xavier. Foto: Isabelle Almeida 

Ao LeiaJá. Maiara conta que o apoio dos pais foi crucial para realizar o vestibular de medina e, com a aprovação, mudar-se para Pernambuco. "Meus pais sempre me apioaram. Eu não tenho família em Pernambuco, nem lugar para morar. Meus pais me apoiaram em tudo".  Questionada pela reportagem sobre o que motivou a persistência no curso de medicina, Maiara Xavier foi categórica. "Eu sou apaixonada pelo cuidado. Então, durante sete anos que eu tentei [medicina], trabalhei em outros setores [auxíliar de sala] e, de outra forma, cuidando também, mas, com um público diferente. Porém, eu não estava satisfeita. Não era o meu cuidar ainda. Sempre foi medicina desde criança e quando eu boto (sic) alguma coisa na minha mente, eu sou determinada. Eu quero e vou conseguir em algum momento, pode demorar 15 anos, mas, eu vou conseguir". 

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Um estudo revela os impactos do Programa Mais Médicos. O levantamento, realizado pela Afya em parceria com o Instituto REDS, tem como foco a primeira geração de profissionais formados pela iniciativa. O programa teve início em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Entre os principais pontos apurados na pesquisa, mostra que 80% dos alunos do internato perceberam a expansão na oferta de ambulatórios nas cidades. 68% dos respondentes apontaram melhorias na infraestrutura básica da rede de saúde local, como hospitais, postos de saúde, UBS e UPAs.

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Além disso, 56% dos entrevistados afirmaram que perceberam maior fluxo de médicos nos postos e 64% desses estudantes alegaram que têm intenção em permanecer na região onde fizeram a graduação em medicina, seja de forma permanente ou temporária.

Foco de atuação na rede pública de saúde

O levantamento mostra também que mais de 70% dos alunos têm como foco de carreira a atuação na rede pública de saúde. Ainda sobre a esfera profissional, 66% dos estudantes pretendem iniciar um trabalho, mesmo que seja concomitante com a realização de uma especialização. Já 99% querem fazer especialização após se formarem. A pesquisa aponta que as áreas mais procuradas são cirurgia geral, obstetrícia e clínica médica.

“Com essa pesquisa conseguimos trazer um retrato socioeconômico do Programa Mais Médicos e mostrar sua importância como política pública para o Brasil, na medida que o fator determinante é a oferta de cursos nas regiões onde há carência, como cidades de médio porte, afastada dos grandes centros. Constatamos impactos de curto prazo, com avanços nas atividades produtivas da região; de médio prazo, com aumento em marcadores sociais importantes das redes de saúde da região; e de longo prazo, como a fixação de parte dos médicos nas regiões dos cursos. A interiorização dos cursos de medicina é fundamental para levarmos médicos e mais acesso à saúde para aqueles que mais precisam”, afirma Virgilio Gibbon, CEO da Afya.

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