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A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criou um programa de entrevistas que convida mulheres que têm sido protagonistas no atual cenário da política, na cultura e nos movimentos de ativismo, para falar sobre temas relacionados a vida da população feminina no país e suas participações em espaços de poder.

O primeiro episódio que foi ao ar na última quarta-feira (12), entrevistou a apresentadora Titi Müller, que tem notoriedade nas mídias digitais por debater assuntos da política brasileira. Durante a gestão do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL), Titi ficou conhecida pelas críticas que fazia as decisões do governo e seus posicionamentos.

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Em entrevista à Folha de São Paulo em junho do ano passado, a apresentadora disse que tinha a certeza de que Bolsonaro faria um ''jogo sujo'' contra seus adversários nas eleições presidenciais. ''Qualquer dia dos mais de 30 e tantos anos de vida em cargo público ele jogou limpo? Não sei. Eu acho que é esperado que ele siga fazendo o que sempre fez, que é jogar sujo", afirmou Titi, quatro meses antes da derrota de Bolsonaro para o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No primeiro episódio do Fala Mesmo, Sâmia fez perguntas a apresentadora sobre maternidade, papel da mulher na sociedade, assédio sexual e política. Na conversa, a parlamentar também falou sobre a importância do seu mandato e o protagonismo feminino. “Sempre que me perguntam ‘me fala sobre uma heroína para você ou uma grande referência que você tenha no Brasil?’, eu sempre respondo que é qualquer mãe solo, pobre e que se vira para cuidar do seu filho. Não é fácil quando você se torna mãe e não tem uma vaga em uma escola ou em uma creche, e é você que cuida dessa criança’’, disse a deputada.

Através das suas redes sociais, a deputada federal pelo estado de São Paulo pede que seus seguidores indiquem outras mulheres para participarem dos próximos episódios.

Confira a publicação:

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O Queer Palm de Cannes de 2016 foi para o documentário do francês Sébastien Lifshitz, "Les Vies de Thérèse", sobre Thérèse Clerc, uma conhecida figura do feminismo na França, falecia em fevereiro passado, aos 88 anos. Todos os anos, a categoria escolhe o melhor filme de temática gay, lésbica, ou transexual.

Militante em todas as frentes - do aborto à igualdade de direitos entre homens e mulheres, passando pelas lutas homossexuais -, Thérèse Clerc pediu a Lifshitz que filmasse seus últimos dias de vida "para mostrar, sem tabus, a degradação física da morte".

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Oriunda da burguesia católica, casada aos 20 anos e divorciada em 1968, porque estava "entediada", Thérèse escolheu a homossexualidade, aos 40 anos, como "gesto militante".

Na categoria curta-metragem, o Queer Palm 2016 recompensou "Gabber lover", da francesa Anna Cazenave-Cambet, "um filme sobre 'sair do armário', no qual se aprende a assumir seus próprios desejos", destacou o júri, em um comunicado.

O júri do Queer Palm 2016 foi presidido pelos cineastas franceses Olivier Ducastel e Jacques Martineau. No ano passado, o vencedor foi "Carol", do americano Todd Haynes.

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