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A pobreza extrema afetará 82 milhões de pessoas na América Latina em 2022, apesar da redução da pobreza em geral, em um contexto de desaceleração econômica e de inflação alta – alertou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), nesta quinta-feira (24).

"Não se conseguiu inverter os impactos da pandemia em termos de pobreza e pobreza extrema, e os países enfrentam uma crise silenciosa na educação, que afeta o futuro das novas gerações", afirmou o secretário-executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs, ao apresentar o relatório "Panorama Social da América Latina e Caribe 2022".

Segundo a Cepal, em 2021 a taxa de pobreza na América Latina atingiu 32,3% da população total, marcando uma queda de 0,5 ponto percentual (pp) em relação a 2020. Em 2022, o percentual cairá ligeiramente, para 32,1%, o equivalente a 201 milhões de pessoas.

Já a pobreza extrema chegará a 13,1% este ano, o que representa 82 milhões de pessoas. Em 2021, esse número foi de 12,9% da população regional.

A explicação para este aumento da pobreza mais aguda são os "efeitos combinados do crescimento econômico, da dinâmica do mercado de trabalho e da inflação".

Se comparado a 2019, ano anterior à pandemia, haverá mais 12 milhões de pessoas em extrema pobreza e mais 15 milhões em situação de pobreza, segundo a Cepal.

Os níveis projetados de pobreza extrema em 2022 representam "um retrocesso de um quarto de século para a região", acrescentou o órgão regional com sede em Santiago.

Na educação, América Latina e Caribe sofrem as consequências do tempo prolongado em que as escolas ficaram fechadas durante os dois primeiros anos da pandemia: em média, 70 semanas de fechamento dos estabelecimentos de ensino, contra 41 semanas no restante do mundo.

As consequências desse grande apagão educacional já são visíveis, adverte a Cepal. Na América Latina e no Caribe, o percentual de jovens (18 a 24 anos) que não estudam nem trabalham de forma remunerada aumentou de 22,3%, em 2019, para 28,7%, em 2020.

Cinco milhões de pessoas entraram na pobreza extrema em 2021 nos países da América Latina, o que fez o total de indivíduos nessa situação subir de 81 milhões para 86 milhões na região "mais vulnerável do mundo nesta pandemia", informou a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) nesta quinta-feira (27).

A "pobreza extrema na região aumentou para 86 milhões em 2021 como consequência do aprofundamento da crise social e sanitária derivada da pandemia", disse a Cepal sobre a pobreza, cuja taxa geral caiu levemente de 33% para 32,1% em 2021, totalizando 201 milhões de pobres.

O aumento da extrema pobreza, que passou de 13,1% para 13,8% da população, e a leve queda no indicador geral ocorreram no quadro da recuperação econômica de 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB) que os países latino-americanos atingiram em média durante 2021.

Segundo a Cepal, a taxa de aumento da pobreza extrema representa "um retrocesso de 27 anos" na evolução dos indicadores.

“Apesar da recuperação econômica vivida em 2021, os níveis estimados de pobreza relativa e absoluta e pobreza extrema permaneceram acima dos registrados em 2019, refletindo a continuidade da crise social”, disse Alicia Bárcena, secretária executiva da Cepal, órgão técnico da Nações Unidas com sede em Santiago do Chile.

Segundo a Cepal, o aumento da pobreza em 2021 afetará principalmente o Brasil e a Costa Rica devido aos cortes nos auxílios estatais. Por outro lado, Chile e República Dominicana manteriam seus níveis, sustentados pela continuidade das transferências fiscais.

“A recuperação econômica de 2021 não foi suficiente para mitigar os profundos efeitos sociais e trabalhistas da pandemia, intimamente ligados à desigualdade de renda e gênero, pobreza, informalidade e vulnerabilidade em que vive a população”, acrescentou Bárcena.

A executiva pediu a manutenção das transferências emergenciais de dinheiro em 2022 ou até que a crise da saúde esteja controlada. Os depósitos foram fundamentais na maioria dos países para manter os níveis de pobreza sob controle.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirmou que em 2019 o número de pessoas na região em situação de pobreza aumentará a 191 milhões, um avanço de 6 milhões em comparação com o registrado no ano anterior. Além disso, as pessoas em condições de extrema pobreza chegarão a 72 milhões, de 66 milhões em 2018. As informações constam do relatório Panorama Social da América Latina 2019, apresentado nesta quinta-feira (28) em Santiago.

"A alta de 2,3 pontos porcentuais da pobreza entre 2014 e 2018 na média regional se explica basicamente pelo aumento registrado no Brasil e na Venezuela", destaca a Cepal em comunicado. Nos demais países, a tendência dominante foi de redução, devido principalmente a um aumento nos salários nas residências mais pobres e também a transferências públicas dos sistemas de proteção, bem como de remessas em alguns países.

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Secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena afirmou que a entidade constata "a urgência de avançar na construção de Estados de Bem-Estar, baseados nos direitos e na igualdade". "O chamado é para construir pactos sociais para a igualdade", enfatizou ela, durante o lançamento do informe. A Cepal ressalta que a redução na desigualdade da renda é fundamental para se retomar a trajetória de redução da pobreza e cumprir as metas estabelecidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 da Agenda 2030. "É necessário crescer para igualar e igualar para crescer. A superação da pobreza na região não exige apenas crescimento econômico; este deve estar acompanhado de políticas redistributivas e políticas fiscais ativas", diz a Cepal no estudo apresentado na capital chilena.

A entidade diz que, para erradicar a pobreza e reduzir a desigualdade e a vulnerabilidade dos que ganham menos, é necessário haver políticas de inclusão social e laboral. Além disso, é preciso que o mercado de trabalho garanta empregos de qualidade e remunerações dignas, eliminando-se barreiras de inserção laboral das mulheres e fortalecendo o desenvolvimento de sistemas integrais e universais de proteção social.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2018. De acordo com o relatório divulgado hoje (17), a entidade estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país avance apenas 1,4%, contra 1,6% projetados em agosto.

A piora na previsão do Brasil, em conjunto com as revisões para a Argentina e Venezuela, contribuiu também para a piora na estimativa de crescimento para a economia da América Latina e do Caribe.

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Pela nova projeção da Cepal, a economia da América Latina e do Caribe deve crescer somente 1,3% neste ano, contra a estimativa anterior de 1,5% em meio a um contexto negativo das finanças internacionais. Para 2019, a entidade espera um crescimento de 1,8%, e para o Brasil, uma alta de 2,1% na economia.

A pobreza na América Latina cresceu em 2016 e alcançou 30,7% da população, principalmente pelo revés econômico no Brasil e na Venezuela, que reduziu a média regional, informou na quarta-feira um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

A pobreza média na região "sobe basicamente por dois países, que são justamente Brasil e República Bolivariana da Venezuela", disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal.

Bárcena explicou em coletiva de imprensa que em ambos os países a pobreza cresceu mais que no resto da região, em meio a fortes retrações econômicas, contrastando com a tendência geral de reduzir o problema graças a políticas redistributivas e melhoria dos salários.

A taxa de 30,7% indica que 186 milhões de latino-americanos são pobres, um aumento frente aos 28,5% (168 milhões) de 2014. A pobreza extrema alcançou em 2016 a 10% da população, equivalente a 61 milhões de pessoas, uma piora frente aos 48 milhões (8,2%) anterior.

O "Panorama Social 2017" da Cepal também revelou que crianças e adolescentes, com idades entre 0 e 14 anos, são o grupo mais afetado pelo problema, pois representam 46,7% do total dos pobres e 17% dos extremamente pobres.

"O fato de que a pobreza tem a face de uma criança é muito preocupante na região (...). Crianças e jovens ainda são nosso calcanhar de Aquiles", disse Bárcena.

Outros grupos vulneráveis são mulheres e a população de áreas rurais. O estudo indica que a pobreza extrema aumenta entre as mulheres em idade produtiva, uma tendência que, longe de diminuir ou estabilizar, se acentuou, afirmou.

A redução notável dos índices de pobreza e pobreza extrema registrada entre 2002 e 2014, com progressos similares em toda a região, perdeu ritmo em 2015 e 2016, ano em que a economia latino-americana recuou 0,9%, indicou Bárcena.

Ela antecipou que a taxa vai continuar estável em 2017 porque a América Latina mostrou uma tendência a recuperar o crescimento econômico que "representa um papel muito importante" para amenizar o problema.

A Cepal alertou também para os desafios futuros aos sistemas de aposentadoria da região, considerando que, para 2040, a população de 60 anos ou mais vai superar a de 0 a 14.

"Somos uma região que está envelhecendo e temos desafios muito importantes", disse Bárcena, destacando que 142 milhões de pessoas economicamente ativas ainda não têm cobertura nos sistemas de previdência social.

As Nações Unidas (ONU) está oferecendo bolsas de estudo em curso de direito internacional. O evento será realizado nas instalações da Comissão Econômica para a América Latina - CEPAL, em Santiago, no Chile, de 24 de abril a 19 de maio de 2017. O encontro será conduzido em inglês e receberá até 30 participantes, com ou sem bolsa. As inscrições seguem até o dia 30 de novembro deste ano.

Também está disponível o Curso Regional das Nações Unidas em Direito Internacional para a América Latina e o Caribe, edição 2017. As candidaturas serão abertas na próxima segunda-feira (17) com o prazo final para as inscrições no dia 30 de novembro. De acordo com a ONU, tanto o curso de direito internacional quanto o Curso Regional cobrirão despesas de passagem, seguro-saúde, matrícula, acomodação, material do treinamento e diárias para os candidatos selecionados.

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Mais informações e detalhes da inscrição podem ser encontrados  pelo endereço virtual da ONU. O candidato deve selecionar a opção no menu ‘Latin America & the Caribbean’.

O Brasil segue como o país mais endividado da América Latina, de acordo com estudo divulgado nesta semana pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). A relação entre a dívida bruta e o Produto Interno Bruto (PIB), uma das principais medidas de solvência, do Brasil é quase o dobro da média da região, que está em 35,9%, deixando a economia brasileira no primeiro lugar no ranking com 20 mercados.

A América Latina tem apresentado uma tendência de aumento da dívida dos governos, disse a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, em uma entrevista à imprensa para comentar o novo relatório. Mas o aumento dos passivos ainda está em um nível "racional", segundo ela, e há diferença importante entre os diversos países no nível dos passivos. O Chile, por exemplo, tinha a relação dívida/PIB em 17,5% em 2015, um dos menos endividados da região, enquanto o Brasil, na ponta oposta, tinha o indicador em 66,5%, seguido pela Argentina (53,3%) e Uruguai (46%). Paraguai (16,6%) e Peru (19.5%) também estão entre os menos endividados.

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"Os países que se endividaram mais na região foram Brasil e Argentina", disse a secretária-executiva, destacando o período desde 2014. No caso brasileiro, a situação continuou mostrando piora na primeira metade de 2016. A Cepal ressalta no relatório divulgado que desde maio o governo do presidente em exercício Michel Temer tem se empenhado em anunciar medidas para corrigir a piora da situação fiscal do país e reconquistar a confiança dos investidores. O relatório destaca a intenção da equipe econômica de fixar um teto para o crescimento do gasto público por meio de uma emenda constitucional.

A Cepal ressalta que os indicadores fiscais brasileiros tiveram piora em 2015 por conta da forte recessão no país, com a economia encolhendo 3,8%. "Enquanto a arrecadação caiu por causa da recessão, os gastos do governo continuaram aumentando", ressalta o documento. Além disso, o cenário político turbulento, com a perda de apoio do governo no Congresso, ajudou a agravar o quadro econômico no país.

O estudo da Cepal separa a análise da dívida pública em dois grupo, de um lado a América Latina, onde o Brasil é o primeiro lugar. Do outro, só os países do Caribe, que têm medida de endividamento maior que o resto da região, em 72%. A Jamaica é o país com a maior dívida/PIB do bloco, com 127%, seguida por Barbados, com 107%.

A pobreza atingiu 167 milhões de pessoas na América Latina em 2014, o equivalente a 28% da população latino-americana. Destes, 71 milhões, ou 12% dos habitantes da região, estão na extrema pobreza, de acordo com estimativas do Panorama Social da América Latina 2014, divulgadas nesta segunda-feira (26) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

O relatório mostra que a situação da pobreza na região vem se mantendo estável desde 2012, quando afetou 28,1% da população. Em 2013, o índice também foi 28,1%. Já a extrema pobreza na América Latina aumentou de 11,7%, em 2013, para 12%, em 2014. Segundo a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, a alta dos preços dos alimentos e a desaceleração econômica da região são alguns dos fatores para essa estagnação. “A pobreza persiste sendo um fenômeno estrutural e, desde 2012, a redução da pobreza estancou-se.”

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Para Alicia, a recuperação da crise financeira internacional “não parece ter sido aproveitada suficientemente para o fortalecimento de políticas de proteção social que diminuam a vulnerabilidade diante dos ciclos econômicos.” Segundo ela, em um cenário de possível redução dos recursos fiscais disponíveis na região, são necessários mais esforços para assegurar as políticas sociais.

No Brasil, de acordo com o organismo regional, a pobreza caiu de 18,6% da população, em 2012, para 18%, em 2013. Já a extrema pobreza aumentou: de 5,4% para 5,9%. Segundo o diretor do escritório da Cepal no Brasil, Carlos Mussi, dos cerca de 34 milhões de brasileiros que estão na pobreza, 11 milhões estão em situação de extrema pobreza.

“O aumento dos preços dos alimentos tem impacto forte na indigência no Brasil e na América Latina. Ainda que o mercado de trabalho brasileiro tenha seu dinamismo, este vem diminuindo”, disse Mussi.

Para Alicia, o desempenho brasileiro vai depender muito “da intensidade e da duração do ajuste fiscal”.  “Até o momento, a Cepal não detectou redução no mercado laboral, mas pode ser que [o ajuste] tenha algum impacto no mercado de trabalho”. Para ela, a retomada do crescimento, a manutenção do investimento e das políticas anticíclicas e a geração de emprego são importantes para a redução da pobreza.

O relatório ainda recomenda o “desenho de uma nova geração de políticas sociais associadas ao investimento com instrumentos e mecanismos que aumentem sua eficácia, eficiência, impacto e sustentabilidade”, e um foco maior nos jovens e nas mulheres.

Vinte e oito por cento das mulheres na América Latina foram mães antes dos 20 anos, tornando esta a segunda região do mundo com maior fecundidade na adolescência, atrás apenas da África subsaariana, revelou um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgado nesta quinta-feira.

A América Latina também é a segunda região do mundo onde menos diminuiu a maternidade infantil nos últimos 20 anos (-12,9%), sobretudo levando em conta os baixos níveis de fecundidade total dos países e seus avanços em educação e saúde.

A taxa de fecundidade entre menores de 20 anos caiu de 32% no ano 2000 para 28% em 2010, um nível similar ao de 1990 (29%), segundo o estudo, intitulado "A reprodução na adolescência e suas desigualdades na América Latina". Na Europa ocidental, a taxa de maternidade na adolescência é de 2%.

A maternidade entre jovens de 15 a 19 anos é maior em setores pobres e indígenas. De fato, em Brasil, Panamá e Costa Rica, a gravidez na adolescência entre aborígenes é o dobro da observada em mulheres mestiças.

Muitas meninas, "por falta de oportunidades, restrições para fazer projetos pessoais e padrões culturais" veem a maternidade como uma forma de superar a pobreza, alertou a Cepal.

Os países com maior taxa de maternidade entre jovens de 15 a 19 anos são Nicarágua (19,9%), República Dominicana (19,7%) e Equador (17%), enquanto os níveis mais baixos são registrados em Uruguai (9,5%), Costa Rica (11,1%) e Peru (11,5%).

A gravidez em menores de 15 anos é de 0,5%, mas a cifra tem viés de alta.

Segundo a Cepal, a gravidez na adolescência "fomenta a reprodução intergeracional da pobreza" e "compromete a autonomia das mulheres para empreender seus projetos de vida".

Também "evidencia a necessidade de que a educação sexual e os serviços de saúde reprodutiva sejam uma prioridade das políticas públicas", acrescentou o informe.

Um balanço elaborado pela Divisão de Desenvolvimento Econômico da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), divulgado nesta terça-feira (29), prevê que a região cresça 2,7% em 2014. Segundo a comissão, a estimativa se deve ao dinamismo limitado que as economias da região vêm apresentando.

A previsão de 2,7% de crescimento é um pouco superior à de 2013, que foi de 2,5%, mas inferior à previsão feita em dezembro, que foi de 3,2%. Segundo o relatório, embora as economias norte-americana e europeia estejam se recuperando da crise financeira de 2009, o contexto externo ainda é de incertezas. O estudo mostra que os países desenvolvidos devem crescer 2,2% em 2014, o que representa um avanço significativo em comparação com os 0,3% registrados entre 2007 e 2010.

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Já a China, um dos principais parceiros comerciais da região, requer cautela dos latinos. O país estabeleceu uma meta de crescimento de 7% para este ano, mas o ritmo lento de crescimento da indústria é um fator de risco. O baixo crescimento das maiores economias da América Latina, o Brasil - que cresceu 2,3% em 2013 -, e o México - que avançou 3% no ano passado - também foi apontado pela Cepal como razões do recuo das projeções para este ano.

O balanço também analisa as situações da Argentina, que no início deste ano tomou várias medidas para enfrentar o desequilíbrio econômico, e da Venezuela, que vem enfrentando altas taxas de inflação e escassez de bens básicos. A previsão da Cepal é de que a Argentina cresça apenas 1% e de que a Venezuela sofra contração de 0,5% na atividade. Por outro lado, a previsão é de crescimento acima de 5% para Panamá, Bolívia, Peru, Equador, Nicarágua e República Dominicana em 2014.

Ao mesmo tempo em que destaca a heterogeneidade do desenvolvimento econômico dos países, o documento explica que, de uma forma geral, a geração de empregos diminuiu na região, ainda que não tenha provocado crescimento significativo na taxa de desemprego. O mesmo ocorreu com os salários reais, que cresceram pouco e diminuíram a demanda interna dos países em consumo e investimento.

Sobre a inflação, a comissão não espera grandes mudanças para os países da região, ainda que a previsão seja de aumento da média regional, que deve se manter no patamar entre 3% e 6%. O documento analisa, com base nos dados econômicos divulgados por todos os países, a influência da atividade externa no desenvolvimento das economias regionais, levando em consideração variáveis como política monetária, mercado cambial e política fiscal.

A Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou, em relatório divulgado nesta quarta-feira, 24, que a economia da região deve crescer 3% este ano, abaixo da projeção de 3,5% feita em abril. A revisão do número se deve em parte ao menor dinamismo do crescimento econômico apresentado por Brasil e México. Além disso, de acordo com a Cepal, vários países que cresciam a taxas elevadas, como Chile, Panamá e Peru, mostraram desaceleração da atividade econômica nos últimos meses. Para o Brasil, a Cepal estima avanço de 2,5% em 2013, inferior aos 3% previstos em abril. No caso do México, a projeção de expansão é de 2,8%, ante 3,5% em abril.

O relatório destaca que a região mostra algumas debilidades que poderiam afetá-la no curto e longo prazos diante do atual cenário externo negativo. Segundo o documento, entre elas, estão a alta dependência das exportações para Europa e China, crescente aumento no déficit em conta-corrente - que chegará a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, o maior desde 2001 -, sérias restrições fiscais no Caribe, América Central e México e vulnerabilidade na América do Sul por causa da dependência dos recursos naturais.

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Na análise da comissão, o crescimento econômico continua muito dependente do consumo, que tem mostrado em 2013 recuperação menor que no ano anterior, enquanto a contribuição do investimento no PIB será modesta e as exportações líquidas terão contribuição negativa por causa de um aumento maior das importações do que de vendas ao exterior. "As exportações registraram diminuição no primeiro semestre de 2013 e enfrentam o provável fim do período de auge nos preços das commodities", afirmou a instituição no relatório.

A Cepal disse que o desempenho econômico moderado da região está atrelado a um crescimento estimado da economia mundial de 2,3%, parecido com o de 2012. Em razão da contínua recessão na zona do euro durante 2013, a entidade prevê que os países em desenvolvimento sigam como os motores do crescimento global.

Conforme a Cepal, o Paraguai deve registrar o maior crescimento na região este ano, com expansão de 12,5%, seguido por Panamá (7,5%), Peru (5,9%), Bolívia (5,5%), Nicarágua (5%) e Chile (4,6%). A Argentina deverá crescer 3,5%. Na análise da instituição, a América Central registrará alta de 4%, enquanto a do Sul crescerá 3,1%. O Caribe deve manter a tendência de leve aumento verificada em anos anteriores e avançar 2%.

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU) disse em um relatório divulgado nesta terça-feira, 23, que a economia da região deve crescer 3,5% este ano, uma projeção inferior à estimativa de 3,8% feita anteriormente. A revisão do número se deve a uma recuperação "menos dinâmica do que o esperado" de Brasil e Argentina.

Para o Brasil, a Cepal agora estima um crescimento de 3% este ano, abaixo dos 4% previstos anteriormente. No caso da Argentina a projeção é de expansão de 3,5%, ante 3,9% antes. "Esse crescimento maior em 2013 (na comparação com 2012) se deve à retomada na atividade agrícola e nos investimentos, que caíram nesses dois países em 2012", diz a instituição no relatório.

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A Cepal afirma ainda que o crescimento na região também é impulsionado pela expansão do consumo, que é consequência da melhora no mercado de trabalho e do aumento no crédito bancário para o setor privado. "Isso se somou com os preços consistentemente mais altos das matérias-primas, que devem continuar elevados, apesar da queda em relação aos níveis de 2012".

Na análise do instituto, a crise na zona do euro continuará sendo um dos principais fatores de risco para a economia global este ano. "Em resumo, o cenário externo em 2013 continuará sendo caracterizado por um crescimento muito lento da zona do euro, com episódios de incerteza nos mercados financeiros globais devido à dificuldade para um acordo de combate à crise no bloco, o crescimento levemente maior nos EUA e no Japão, e a forte expansão da China", diz a Cepal. "Mais uma vez, os países emergentes vão liderar o crescimento global em 2013", acrescenta o estudo.

O Paraguai deve registrar o maior crescimento na região este ano, com expansão de 10%. Em seguida aparecem Panamá (+8%), Peru (+6%) e Haiti (+6%). A Colômbia deve registrar expansão de 4,5%, enquanto o PIB do Uruguai deve crescer 3,8%. Já o México vai se beneficiar da recuperação dos Estados Unidos e provavelmente terá alta de 3,5% na atividade econômica.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirmou nesta quarta-feira (21) esperar que o crescimento econômico na região desacelere para 3,7% em 2012, de 4,3% este ano. A explicação para isso é em grande medida fruto do crescimento econômico menor no mundo e da incerteza nos mercados financeiros internacionais.

Em relatório, a Cepal afirmou que sua estimativa para o ano implica um crescimento na produção per capta de 3,2%, com desigualdade dentro da região: 4,6% na América do Sul, 4,1% na América Central e apenas 0,7% no Caribe.

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A comissão também destacou a desaceleração no crescimento este ano, dos 5,9% registrados em 2010. Isso apesar de muitos países terem crescido mais, alguns se recuperando de desastres naturais, como Chile e Haiti, outros como a Venezuela e a Equador auxiliados pelos altos preços do petróleo, e outros, particularmente na América Central, auxiliados pelo aumento na demanda dos EUA por suas exportações e por remessas de dinheiro maiores para essas nações.

A Cepal adverte que a região não está imune à incerteza global. "Há uma grande possibilidade de uma crise profunda na zona do euro, o que afetaria de modo significativo a economia global como um todo e também nossa região primariamente através da economia real (exportações, preços, investimento estrangeiro, remessas e turismo) e da economia financeira", afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Barcena. As informações são da Dow Jones.

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