Tópicos | Kelvin Hoefler

Após o título de Rayssa Leal no feminino, o título mundial de Skate Street masculino foi confirmado pelo francês Aurelien Giraud, de 25 anos. O brasileiro Kelvin Hoefler foi bem na disputa das finais em Sharjah, nos Emirados Árabes, mas acabou fora do pódio, ficando na quarta colocação. A prata foi vencida pelo português Gustavo Oliveira e o bronze ficou com o japonês Ginwoo Onodera, de 12 anos.

Finalista olímpico, Giraud ganha o título mundial e ainda fica muito próximo de se garantir nas disputas das próximas Olimpíadas de Paris, em 2024, quando poderá competir em casa.

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O português Gustavo Oliveira começou as disputas dando um verdadeiro show na pista e superou a faixa dos 90 pontos no torneio, com uma nota de 91,18. Giraud igualou as marcas e elevou a disputa. Logo depois, Onodera já deu indícios que a briga pelo título poderia ficar entre os três.

Com dores, Kelvin Hoefler fez uma boa volta para garantir nota de 81,12, antes de desabar no chão, mostrando bastante cansaço. A nota de Kelvin se manteve, mas a posição do brasileiro nas voltas seguintes caiu para a sexta. Nas manobras, Kelvin conseguiu um 80,15 para se manter no sonho pelo pódio, que já parecia distante pelas altas notas dos adversários. Com uma manobra acertada na última tentativa, o brasileiro fez nota de 87, 32 e subiu para a quarta posição.

Veja o resultado das finais em Sharjah:

1º Aurelien Giraud (FRA) - 269,33

2º Gustavo Ribeiro (POR) - 267,38

3º Ginwoo Onodera (JAP) - 263,04

4º Kelvin Hoefler (BRA) - 248,59

5º Richard Tury (SVK) - 245,49

6º Jagger Eaton (EUA) - 179,15

7º Chris Joslin (EUA) - 179,08

8º Sora Shirai (JAP) - 155,78

A SLS, liga mundial de skate street, tem início programado para esta sexta-feira, em Salt Lake City, estado americano de Utah. O Brasil conta com 11 representantes, incluindo os principais nomes da modalidade, como Letícia Bufoni, Pâmela Rosa e os medalhistas de prata na Olimpíada de Tóquio-2020, Rayssa Leal e Kelvin Hoefler. A turma toda vai se juntar novamente numa competição.

Há pouco mais de uma semana, Bufoni foi campeã de um torneio internacional em Paris, sede dos Jogos em 2024. Pâmela, que assim como a compatriota, não se classificou para a final no Japão, revelou uma lesão no ligamento do tornozelo. Recuperada, a líder do ranking mundial está preparada para competir nos Estados Unidos. A primeira etapa da SLS vai até este sábado.

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Embora tenha 11 skatistas escalados para a disputa, o Brasil não terá a paulista Gabriela Mazetto. O time feminino é formado pelas três atletas que estiveram no Japão (Letícia, Pâmela e Rayssa) e Marina Gabriela, de 18 anos. A equipe masculina conta com Felipe Gustavo, Kelvin Hoefler, Luan Oliveira, Tiago Lemos, Lucas Rabelo e Filipe Mota. Apenas Felipe e Kelvin integraram a delegação do street nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Apesar das ausências por lesões de Aori Nishimura, número 3 no ranking mundial feminino, e da carismática filipina Margielyn Didal, a concorrência das brasileiras deve ser forte. As japonesas Funa Nakayama e Mojomi Nishiya, que dividiram o pódio com Rayssa Leal em Tóquio, estão confirmadas e devem dar trabalho ao trio brasileiro.

Yuto Horigome, campeão olímpico em casa, e Aurelian Giraud, francês que terminou o evento de estreia do esporte em Olimpíadas na sexta colocação, não competem no masculino. Estão confirmados na etapa o também francês Vincent Milou, quarto em Tóquio, o americano Nyjah Huston, tetracampeão mundial e penta do X-Games, e Shane O'Neill, vencedor do Campeonato Mundial em 2016.

A SLS é o principal campeonato de skate street no mundo e oferece a maior premiação aos atletas. Cada etapa é disputada em um país ou cidade diferente. O Brasil tem três títulos desde que a categoria feminina foi introduzida em 2015. Na ocasião, Kelvin e Letícia, que tiveram trocas de farpas nos Jogos de Tóquio, foram os vencedores do torneio.

Quatro anos depois, foi a vez de Pâmela se consagrar como campeã do evento, com Rayssa ficando com o vice. A edição de 2020, prevista para acontecer entre março e maio do ano passado, foi cancelada devido à pandemia do novo coronavírus.

O skatista Kelvin Hoefler ganhou neste domingo a primeira medalha do Brasil nos Jogos de Tóquio, ao ficar com a prata na modalidade street.

Na estreia do esporte nas Olimpíadas, o paulista somou 36,15 pontos na final, ficando atrás do japonês Yuto Horigomi, que chegou aos 37,18, ganhando o ouro. Já a medalha de bronze foi para o americano Jagger Eaton, com 35,35.

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O skate é um dos cinco esportes que estreiam nessa edição dos Jogos Olímpicos, ao lado do surfe, escalada, caratê e beisebol.

Duas modalidades estão no programa: "street", que consiste em fazer manobras numa pista com elementos do mobiliário urbano encontrados nas ruas, como corrimões, lombadas, rampas ou escadas, por exemplo. Já no "park" as manobras são realizadas em "bowls", grandes bacias de concreto que podem ter até três metros de profundidade.

Quatro skatistas brasileiros cotados para representar o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e com chances de pódio foram anunciados nesta quarta-feira como novos patrocinados da BV, a marca de varejo do Banco Votorantim. Rayssa Leal e Kelvin Hoefler, do street, e Yndiara Asp e Murilo Peres, do park, vão receber um apoio financeiro por um ano, com possibilidade de renovar por mais um.

"Fiquei muito feliz com esse apoio e pelo diferencial da parceria, que incentiva a gente a realizar projetos. Minha meta a longo prazo é poder desenvolver o mercado do skate no Brasil. Tenho ideias para tentar revitalizar pistas, até porque o skate foi minha escola de vida", afirmou Murilo Peres.

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Os valores de patrocínio não foram revelados. A intenção da BV é ajudar atletas promissores e expandir a plataforma que foi lançada em novembro do ano passado unindo esporte e educação por meio da inclusão. "O skate está vindo de uma transição de estilo de vida para competição e é uma modalidade que tem muito pouco apoio fora do meio", explicou Gabriel Ferreira, diretor executivo do Banco Votorantim.

A presença da instituição financeira numa modalidade de esporte radical evidencia o momento do skate no mundo. Após entrar no programa olímpico, ele está pulando os muros da comunidade do skate e chamando a atenção de grandes empresas de outros setores da economia.

"O fato de o skate entrar na Olimpíada faz ele ser mais respeitado e visto por outros olhos. É muito bom esse apoio de marcas fora do skate, que ajuda a nos dar suporte para viver disso. Está melhorando bastante e vejo até pessoas mais velhas, que antes tinham certo preconceito, começam a te admirar. O cenário está mudando", comemora Yndiara Asp.

Além do quarteto do skate, a BV apoia institutos de nomes que fizeram história no esporte nacional, como Serginho Escadinha e Ana Moser (vôlei), Flávio Canto (judô), Marcelinho Machado (basquete), Mauro Menezes (tênis) e Bob Burnquist (skate). Para este ano, o foco será nesses seis projetos. "Mas com certeza daremos apoio para outras verticais no futuro, mas não agora", avisou Ferreira.

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