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Riqueza é um termo que pode ser entendido de várias maneiras. De modo geral, ela é definida como sendo a quantidade de bens, recursos e valores que alguém possui, mas também pode ser entendida como a capacidade de uma pessoa de satisfazer suas necessidades e seus desejos e proporcionar a si mesma e a outras pessoas uma vida confortável e segura. O mais importante é entender que, seja de que tipo for, a riqueza só pode ser conquistada se tivermos uma mentalidade favorável, com pensamentos e crenças que contribuam para a sua obtenção.

A verdade é que, se você ainda não tem toda a riqueza que deseja, significa que precisa rever a forma como está pensando e as coisas em que acredita. Muita gente acredita que está sempre com a razão, que os errados são os outros. Desapegar-se de opiniões é sempre doloroso, mas é exatamente nesse ponto que mora o perigo, pois é aí que muita gente sabota o próprio sucesso e acaba deixando para trás a riqueza e a felicidade. É por acharem que sempre estão certas que fica tão difícil de as pessoas aceitarem mudar de mentalidade.

Para aceitar que é preciso mudar, o primeiro passo é admitir que o que se pensa, acredita ou professa provavelmente não está certo. Ou seja, é necessário aceitar que não estamos com a razão. Afinal, se não reconhecermos que estamos errados em algo, não veremos motivos para mudarmos. É preciso assumir que você pode não estar atuando da melhor forma em muitos aspectos de sua vida e admitir que isso é o que está atrasando o seu progresso. Para tranquilizá-lo, saiba que, quando você admite seus erros e assume a responsabilidade por eles, adquire força e poder para corrigi-los e direcionar sua jornada pelo caminho certo, trabalhando na mudança do seu mindset, que passa a agir para a realização do que você deseja obter.

É importante deixar claro que uma mentalidade de riqueza plena deve ser construída no dia a dia, de maneira contínua. Logo, a sua jornada está apenas começando e há muita estrada a percorrer. A boa notícia é que é um caminho cheio de recompensas valiosas que se somam a cada nova empreitada.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman desenvolveu o conceito da “modernidade líquida”, que, segundo ele, caracteriza uma realidade em que instituições, ideias e relações humanas mudam de maneira muito rápida e imprevisível. Esse conceito se assemelha a um outro, que surgiu nos anos 1990 pós-Guerra Fria: o do Mundo VUCA. A sigla “VUCA” significa, na tradução do inglês: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Uma realidade que se apresenta nos dias atuais em várias instâncias da vida, como o mercado de trabalho. Cabe às empresas entender esse contexto e saber lidar com ele, com vistas a garantir sustentabilidade e relevância do negócio.

A ideia do Mundo VUCA ganhou mais repercussão no ambiente empresarial depois da crise econômica de 2008. É fato que estamos vivendo em uma realidade instável, complexa, cheia de incertezas e ambiguidades – tal qual a modernidade líquida de Bauman. A pandemia do coronavírus foi mais um ponto a corroborar essa ideia: ela nos mostrou que diversos conceitos que defendíamos antes precisam mudar. É do ser humano estar em constante evolução, e isso é positivo. Não seria diferente com carreiras profissionais e empresas. Adaptar-se a essa realidade que se impõe é condição de sobrevivência.

O principal ponto entre as ideias do Mundo VUCA e da modernidade líquida talvez seja a volatilidade. Tudo muda muito rápido, a todo instante. Isso vale para nossas vidas pessoais e para o mercado. Neste em particular, essa ideia merece especial atenção, uma vez que acaba requerendo de profissionais, gestores e empresas de um modo geral uma mudança de postura. Se, antes, as companhias estabeleciam o que os clientes deveriam consumir, hoje, essa ideia se inverteu, e é o público que manda na relação de consumo. E essa alteração de paradigma acarreta a volatilidade: as tendências de mercado se alteram de acordo com os desejos da população, influenciados por uma infinidade de fatores. Basta que um novo meme exploda nas redes sociais ou uma celebridade fale sobre determinado produto que irá influenciar de estratégias de marketing a mixes de lojas.

E como estar sempre atualizado nesse mundo mutável e líquido? Ora, é preciso, antes de tudo, que as empresas implementem uma verdadeira mudança de mentalidade, desde a alta gestão até os funcionários, em todos os setores. Se a estabilidade não existe mais, pensemos de maneira instável, sempre preparados para o novo. Essa forma de pensar e agir, inclusive, é uma ótima porta para a inovação nos negócios. O estímulo ao pensamento inovador traz benefícios para colaboradores, gestores e as próprias empresas, além, é claro, do público, que acaba por ter melhores produtos e serviços à disposição.

Os conceitos de Mundo VUCA e modernidade líquida ajudam a explicar um pouco do que vivemos hoje nas relações interpessoais e comerciais. Se, por um lado, indicam perda da força das ligações, por outro, levantam alertas e abrem oportunidades para empresas e profissionais. Estar atento e aberto às possibilidades de futuro é o que garantirá um “lugar ao sol” nessa competição cada vez mais acirrada.

Após realizarem vários exames para determinar a condição física visando a disputa da Copa do Mundo, os jogadores da seleção brasileira agora passam por um novo tipo de avaliação. A psicóloga Regina Brandão, que participou de outros trabalhos de sucesso ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari, já está em Teresópolis para estudar, entender, avaliar e preparar a cabeça dos atletas para a pressão envolvida na disputa de um Mundial em casa.

A principal tarefa de Regina Brandão será fazer com que os jogadores não sejam contaminados pelo "fantasma" da Copa de 1950, quando a seleção brasileira acabou perdendo a competição em casa para o Uruguai, derrotado por 2 a 1 na final, num revés que entrou para a história como "Maracanazo".

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Assim como aconteceu em 1950, a partida decisiva do Mundial de 2014 será realizada no Maracanã. "Ela vai trabalhar para esquecer 1950. Essa Copa de agora não tem nenhuma relação com aquela", avisou José Luiz Runco, médico-chefe da seleção brasileira.

Regina Brandão conversará em grupo e também individualmente com os jogadores da seleção brasileira, de forma parecida com o que fez em 2002, quando Felipão também era o técnico e o Brasil conquistou o título da Copa do Mundo na Coreia do Sul e no Japão. Além disso, eles responderão a questionários, que servirão para determinar o perfil psicológico de cada atleta.

Esse trabalho dará o suporte para a comissão técnica, liderada por Felipão, trabalhar o aspecto psicológico dos jogadores. "A profissional nos ajudará a determinar quem está precisando de ajuda. A nós, cabe ver o que eles estão precisando, mostrar que um trabalho de fortalecimento muscular o ajudará a ter uma reação melhor em campo. Ela nos dará esse parâmetro", explicou Runco.

Nesta quarta-feira, os jogadores da seleção brasileira iniciaram os trabalhos com bola na Granja Comary, intensificando a preparação para a Copa do Mundo, que também passará pela disputa de dois amistosos, com o Panamá, na próxima terça, no Serra Dourada, e a Sérvia, em 6 de junho, no Morumbi. A estreia na competição será em 12 de junho, no Itaquerão, diante da Croácia.

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