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O ex-treinador e atual coordenador técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, disse em entrevista ao podcast ticaracacast nesta terça-feira (20), que enxerga o atual treinador da equipe paulista, Dorival Júnior com o mesmo perfil do novo treinador da seleção brasileira, Carlo Ancelotti.

Muricy ironizou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e questionou o conhecimento dele de futebol: “A gente vê o presidente falar aí, não sei se ele entende muito de futebol, mas a gente vê ele falar que ele quer um cara igual o Ancelotti. Paizão, mais sossegado, que ajeita direitinho o lugar, o time e tudo mais”, disse.

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“Quem é o cara parecido com o Ancelotti aqui no Brasil? Dorival, pô. Só que a gente não vai deixar (ele ir para a seleção). Inclusive, falei com ele esses dias para não aceitar. Esquece essa p**** de seleção. Deixa o Ancelotti lá.", completou Muricy.

As duas derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro (Bragantino e Santos) e a eliminação na semifinal da Copa do Brasil para o Grêmio fizeram o coordenador de futebol do São Paulo, Muricy Ramalho, ter uma conversa de 30 minutos com o elenco, comissão técnica e o diretor executivo Raí, nesta manhã de terça-feira, no CT da Barra Funda.

A intenção de Muricy foi cobrar os jogadores, motivar e também passar confiança para o grupo, que lidera o Brasileiro com 56 pontos, três a mais que o Internacional. O dirigente se colocou à disposição dos atletas, mas afirmou que não vai se meter em opções técnicas, táticas ou de escalação do time, responsabilidades exclusivas do técnico Fernando Diniz.

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O São Paulo utilizou as redes sociais para justificar a presença de Muricy diante do elenco são-paulino: "União, confiança e trabalho!"

O próximo compromisso do São Paulo no Campeonato Brasileiro será domingo, às 16 horas, em Curitiba, na Arena da Baixada, diante do Athletico-PR. No dia 20, o time terá uma 'decisão', no Morumbi, quando o adversário será o Internacional.

Muricy Ramalho iniciou, oficialmente, neste domingo, seu trabalho como coordenador de futebol do São Paulo. O agora dirigente foi ao CT da Barra Funda, onde assinou um contrato de três anos para exercer o cargo ao qual foi contratado pelo presidente Julio Casares, com quem se encontrou no local.

Ele vai atuar no dia-a-dia entre o elenco, a comissão técnica e a diretoria do São Paulo, além de buscar a aproximação entre os profissionais e as categorias de base. E o contrato firmado neste domingo possui uma cláusula que o impede de trabalhar como treinador no clube, em ação para evitar especulações.

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Muricy foi oficializado no cargo no sábado, apenas um dia após a posse de Casares na presidência do São Paulo. E eles se encontraram neste domingo no CT da Barra Funda, onde também estavam presentes outros membros da diretoria. O ex-treinador ainda esteve em contato com Fernando Diniz, o atual técnico da equipe.

Agora de volta ao São Paulo, Muricy trabalhou pelo time pela última vez como técnico entre setembro de 2013 e 2015. Na sequência, treinou o Flamengo por apenas 25 jogos e se afastou por conta de um problema de saúde. Depois foi contratado pelo Grupo Globo para ser um dos comentaristas do SporTV e da Globo.

Muricy, hoje com 65 anos, foi jogador do clube durante quase toda a década de 1970. Como técnico, faturou três títulos consecutivos do Campeonato Brasileiro, de 2006 a 2008. E dias antes da eleição de Casares, Muricy encerrou o trabalho como comentarista no Grupo Globo para assumir um cargo na diretoria.

O São Paulo treinou na manhã deste domingo no CT da Barra Funda, na preparação para o duelo de quarta-feira com o Red Bull Bragantino, fora de casa, pela 28.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Muricy Ramalho encerrou nesta segunda-feira o trabalho como comentarista no Grupo Globo e vai assumir um cargo na diretoria do São Paulo caso Julio Casares seja eleito presidente no próximo sábado. O ex-treinador já deixou a emissora e aguarda o resultado das eleições.

Casares é amplo favorito para vencer o pleito contra Roberto Natel. Dessa maneira, a chance de Muricy assumir o cargo diretivo é grande. Ele foi jogador e técnico do time tricolor por oito anos e é muito identificado com o clube. Como treinador, ganhou três edições do Campeonato Brasileiro em sequência (2006, 2007 e 2008).

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O candidato à presidência do São Paulo não confirma o convite. No entanto, ele já havia dito anteriormente que convidaria Muricy caso fosse eleito, o que deve se confirmar no próximo sábado. A sua chapa tem a maioria dos conselheiros e uma derrota é muito improvável.

Se confirmar a vitória de Casares, Muricy, ídolo do São Paulo, volta ao clube após mais de cinco anos. A última passagem dele pela equipe terminou em abril de 2015. Na sequência, ele treinou o Flamengo por apenas 25 jogos e se afastou por conta de um problema de saúde. Depois foi contratado pelo Grupo Globo para ser um dos comentaristas do SporTV e da Globo.

Agora, o ex-treinador decidiu interromper as suas funções na emissora para um novo projeto no São Paulo, mas deixa as portas abertas na emissora. O SporTV afirmou durante o programa Seleção SporTV que o ídolo são-paulino já "interrompeu" seu trabalho como comentarista. Ele deve se despedir oficialmente no "Bem, Amigos", nesta segunda-feira.

Em seus comentários, Muricy sempre defendeu a continuidade do técnico Fernando Diniz, que levou o time à liderança do Brasileirão com 47 pontos, quatro a mais que o segundo colocado Atlético-MG. A diferença pode aumentar ainda mais se a equipe tricolor derrotar o Botafogo nesta quarta-feira, em jogo adiado da 18.ª rodada do campeonato.

Desde o final do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Santos está atrás de um técnico para a temporada de 2019. Um dos nomes procurados foi o de Muricy Ramalho, que negou a oferta e continuará o seu trabalho como comentarista de TV. O fato foi revelado pelo próprio Muricy no programa Bem Amigos, do SporTV, na noite de segunda-feira.

"Teve só sondagem", disse Muricy Ramalho, ao ser questionado por Galvão Bueno sobre uma procura da diretoria do Santos. "Tem toda hora convite, Galvão", prosseguiu. O ex-treinador, que não deseja quebrar o seu contrato com a emissora de TV a cabo, teria sido convencido pela sua família a não aceitar o convite santista.

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Muricy Ramalho teve uma passagem vitoriosa pelo Santos entre 2011 e 2013. O time foi duas vezes campeão do Campeonato Paulista (2011 e 2012), uma da Copa Libertadores (2011) e uma da Recopa Sul-Americana (2012). Isso tudo comandando uma equipe que tinha Neymar e Paulo Henrique Ganso como destaques. Mas ele era o técnico na derrota por 4 a 0 para o Barcelona, no Japão, na final do Mundial de Clubes da Fifa de 2011.

O atual comentarista de TV está afastado dos campos de futebol desde o início de 2016. Ele havia iniciado um trabalho no Flamengo, mas teve que deixar o clube rubro-negro por problemas de saúde. Poucos meses depois, em novembro, começou a trabalhar no SporTV.

Sem Muricy Ramalho, o Santos segue sua busca por um técnico e os nomes mais cotados agora são Dunga, ex-treinador da seleção brasileira, e o argentino Ariel Holan, atualmente no Independiente. Após o fim do Brasileirão, Cuca deixou o clube para se submeter a uma cirurgia cardíaca, realizada com sucesso na semana passada.

O Sport conseguiu uma importante vitória sobre o Palmeiras no último sábado (26), em São Paulo. Após o jogo, o treinador Claudinei Oliveira, fez questão de elogiar bastante a postura da sua equipe e dos jogadores rubro-negros dentro da partida. O comandante chegou a afirmar que fez um jogo à altura da tradição do clube.

Depois de elogiar, foi a vez de Claudinei Oliveira receber elogios. Na manhã desta segunda-feira (28), o ex-técnico e o atual comentarista do SporTV Muricy Ramalho, usou seu perfil oficial no Twitter para parabenizar o treinador rubro-negro pela vitória sobre a equipe paulista. 

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"Claudinei Oliveira conquistou um grande resultado sobre o Palmeiras no Allianz Pq. Em algumas semanas, conseguiu organizar um novo Sport com jogadores experientes e, mesmo saindo atrás no marcador, conseguiu virar o jogo. Parabéns, Claudinei", escreveu Muricy.

Confira o tweet:

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O ex-técnico Muricy Ramalho esteve no Centro de Treinamento do São Paulo, na Barra Funda, nesta quinta-feira. Foi a primeira visita de Muricy como "consultor informal" do time tricolor. Ele conversou com Dorival Junior e integrantes da comissão técnica do time no período da manhã e almoçou com membros da diretoria tricolor, entre eles o presidente Leco e o diretor-executivo de futebol do clube, Vinicius Pinotti.

O treino à tarde aconteceu com portões fechados, sem a presença do ex-treinador. Na semana passada, Dorival disse que aprovava a atuação de Muricy como "consultor" do clube durante a reta final do Campeonato Brasileiro, em que o time vive o risco de ser rebaixado pela primeira vez em sua história.

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A diretoria já tinha conversado com o ex-treinador. Uma possibilidade era de que ele fosse contratado como coordenador de futebol. Por causa de um contrato que Muricy tem com o canal SporTV, ele negou ter interesse em cargos remunerados no São Paulo, mas disse estar disponível para atuar como um "consultor", de forma informal. Após a conversa, o diretor-executivo de futebol do São Paulo, Vinicius Pinotti, "aceitou" a ajuda em nome do clube.

"Qualquer auxílio será bem-vindo, ainda mais de uma pessoa como Muricy, que é meu amigo e que eu respeito. Ele chegou a me ligar duas ou três vezes preocupado com a repercussão desta história. De minha parte, essa colaboração jamais será um problema. Qualquer proposta para o bem do São Paulo será bem-vinda", disse Dorival.

O discurso repleto de elogios sobre o trabalho de Vanderlei Luxemburgo não partiu apenas dos jogadores do Sport. Após a convincente vitória desta segunda-feira (10), com um placar de 3x0 contra o Coritiba fora de casa, a desenvoltura do treinador no comando da equipe pernambucana pautou o programa Bem Amigos, do SportTV.

Conduzido por Galvão Bueno, o programa teve, entre os convidados, o ex-técnico Muricy Ramalho. Analisando o trabalho de Vanderlei, em que até o momento colocou o Sport na zona de classificação para a Libertadores, Galvão comentou que treinadores mais velhos com destaque no futebol nacional ainda podem fazer bons trabalhos e não estão ultrapassados. Muricy, além de concordar, elogiou o amigo Luxemburgo, que participou do programa em uma entrada por vídeo direto do estádio Couto Pereira, onde o Leão venceu o Coritiba.

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Para Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo é um dos comandantes que devem ser respeitados no futebol brasileiro. “Vocês não pode duvidar dessas caras que são diferentes. Vanderlei é um dos diferentes do futebol. Ele quis realmente voltar ao futebol e mostrar as condições dele. Fico feliz por ele. Não é a idade, é a competência desses caras. Vanderlei está mostrando o que sempre fez”, disse Muricy, durante o Bem Amigos.

Ocupando a sexta colocação do Brasileirão, o Sport não perde há cinco partidas. Na próxima rodada, o Leão tem um confronto contra a Chapecoense, na Arena de Pernambuco, novamente pela competição nacional. Os ingressos para essa partida já estão disponíveis.

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19 anos no São Paulo e na bagagem o conhecimento adquirido com vários deles que passaram pelo clube. Na primeira oportunidade efetiva como treinador de uma equipe, Milton Cruz chega com o objetivo de colocar em prática tudo que pôde aprender dentro e fora do tricolor paulista. Espelhando-se principalmente na trajetória de um amigo pessoal, Muricy Ramalho, que começou a carreira também no Timbu, o novo comandante alvirrubro revela, inclusive, que recebeu apoio do próprio para acertar a vinda ao Recife.

Revelando ter recebido apoio de diversos técnicos para seguir a carreira de treinador, Milton coloca dois em especial como determinantes para a escolha pelo Náutico: Muricy e Emerson Leão. “Procurei me preparar para essa oportunidade. Fico honrado de receber o convite do Náutico e começar onde um grande amigo meu começou, que é o Muricy. Daqui, ele deu um grande salto na carreira. Me espelhei muito nessa situação e quem sabe não possa repetir. Ele até me ligou também pedindo para que eu viesse, que ia ser uma boa. O (Emerson) Leão também disse para eu ir em frente porque já conhecia o clube e tinha muita capacidade”, contou o técnico que já passou como jogador pelo Timbu em 1987.

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De todos os nomes que já passaram pelo São Paulo e diz ainda manter contato, como Paulo Autuori, Carpegiani, Osório e outros, Milton afirma não se espelhar apenas em um deles, mas tira lições de um pouco de cada um. “Eu aprendi muito com todos. De cada um você tira uma coisa e se molda dentro de tudo aquilo que passou. Trabalhei com 18 ou 19 treinadores, então aprendi muita coisa. Agradeço a todos e somos amigos até hoje. Ontem à noite mesmo o Muricy já me ligou perguntando se tinha acertado. Mas, tenho meu estilo próprio, não jogo com um só esquema. O esquema é o que a equipe me oferece. Procuro trabalhar em cima do que tenho”, pontuou.

Chegando ao time em um momento onde a conquista de resultados é fundamental para a sequência das competições, o técnico diz já ter pego algumas informações com os auxiliares, mas nesse primeiro momento não fará muitas mudanças no time. “Conversei muito com Levi e com o Kuki e a própria diretoria me passou muitas coisas. Vi alguns jogos do Náutico no ano passado, estava até torcendo para subir, mas faltou pouco. Esse ano não vinha acompanhando muito porque estava viajando. Só agora que vi os três últimos jogos do Náutico. Vou manter mais ou menos a equipe que jogou no último jogo, sem muita coisa minha ainda, mas é mais do que vi e do que achava que precisava melhorar de imediato”, finalizou Milton, que fará sua estreia nesta quinta-feira (23) diante do Campinense.

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Os problemas de saúde não deixaram Muricy dar sequência à sua carreira como treinador. Nem por isso, entretanto, ele continuará afastado do futebol. Tetracampeão brasileiro e um dos técnicos mais vitoriosos do País neste século, Muricy será comentarista dos canais SporTV e estreia já nesta quinta-feira (10), com o clássico entre Brasil e Argentina.

A contratação de Muricy pelo canal das Organizações Globo foi divulgada na noite de segunda-feira (7) durante o programa de Galvão Bueno, o "Bem Amigos". "Ele vai participar de alguns grandes jogos, alguns grandes eventos. Não vai participar daquela rotina de corre para cá, corre para lá, corre para cá, corre para lá", explicou o narrador e apresentador.

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Pelo que indicou Galvão, Muricy será comentarista apenas nos jogos da seleção brasileira e em duelos internacionais de clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Além disso, será integrante fixo do programa Bem, Amigos.

Muricy está afastado do futebol desde maio, quando sofreu uma arritmia cardíaca antes de um treino do Flamengo. Ele passou por exames e decidiu deixar o clube. Antes, também havia precisado sair do São Paulo por problemas de saúde.

O treinador, diversas vezes cotado para a seleção, ganhou quatro vezes o Brasileirão (três com o São Paulo, uma com o Fluminense), duas vezes o Paulista (com o Santos) e também levou a Libertadores de 2011 com o time da Vila Belmiro. Entre outros clubes, passou também por Palmeiras, Internacional, São Caetano e Náutico.

Nove dias depois de ser internado num hospital do Rio com quadro de arritmia cardíaca, Muricy Ramalho foi oficialmente desligado do comando do Flamengo nesta quinta-feira (26). O treinador, que já era bastante pressionado pelos resultados ruins do clube na temporada, pediu para ter seu contrato rescindido para se tratar dos problemas cardíacos.

Em entrevista coletiva no começo da tarde, a diretoria do Flamengo agradeceu a Muricy Ramalho pela dedicação durante o tempo que comandou o clube e informou que Zé Ricardo, técnico campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em janeiro, assume como interino.

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"Deixamos o Muricy muito à vontade. Seguimos torcendo pela concreta recuperação dele. Temos certeza da recuperação, mas ele preferiu assim, num ato de grandeza que caracteriza esse profissional com quem trabalhamos por cinco meses. Ele nos deixou à vontade para procurar outro treinador e o Flamengo segue agora outro caminho. Vamos seguir ligados na recuperação do Muricy e os laços dele com o Fla seguem", explicou o presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello.

Com Muricy no banco de reservas, o Flamengo caiu na semifinal da Copa Sul-Minas-Rio diante do Atlético-PR e também na semi do Campeonato Carioca, frente ao Vasco. Já com Muricy internado, o Fla foi eliminado pelo Fortaleza na Copa do Brasil (depois de derrota no Ceará com ele como comandante). No Campeonato Brasileiro, são quatro pontos em três rodadas.

O treinador já havia se afastado do futebol no início de abril de 2015, em situação semelhante, também por problema de saúde. À época, ele teve uma diverticulite (inflamação no intestino grosso) e deixou o São Paulo para se tratar, à pedido da família. Assim como acontece agora no Flamengo, seu cargo também estava na corda bamba no Morumbi quando a doença surgiu, permitindo a Muricy sair pela porta da frente.

"Deve ser muito sofrido para ele, que é um sujeito com muita energia. É muito sofrido, tem muita gente que depende dele. Acertamos (o contrato) no fio do bigode. Ele nos liberou pela incerteza dele", completou o vice-presidente Flávio Godinho.

Diante da Ponte Preta, no domingo, pelo Brasileirão, o técnico do Flamengo será Zé Ricardo. "Ele é um técnico prata da casa, e o Flamengo nessas horas difíceis sempre se socorreu com talentos de casa. O Jayme (de Oliveira) estava dirigindo o time como membro da comissão de Muricy. A partir do momento em que ele nos deixou, nada mais natural do que dar uma força ao Zé Ricardo", argumento o vice-presidente.

O primeiro nome da lista do Flamengo para substituir Muricy é o de Abel Braga, que está preso ao Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos. Ele não treina o clube desde dezembro, mas fez um acordo que não assumirá outra equipe enquanto durar o parcelamento da sua multa rescisória, até julho. O Flamengo, se quiser contar com o treinador, vai ter que negociar com os árabes.

"Abel Braga evidentemente é muito prestigiado, um homem de renome, mas podemos também partir para outra alternativa. A diretoria vai trabalhar em paralelo para que a busca por um treinador não atrapalhe na performance do time", garantiu Bandeira de Mello, que abriu mão de ser o chefe de delegação da seleção brasileira na Copa América Centenário para cuidar da crise no Fla.

O Flamengo entrou em campo com uma escalação alternativa para encarar o Atlético-PR nessa quarta-feira (23) em Juiz de Fora, acabou sendo punido e foi eliminado nas semifinais da Copa Sul-Minas-Rio com a derrota por 1 a 0. Apesar da queda, Muricy Ramalho voltou a defender o rodízio de jogadores e criticar o cansaço com as constantes viagens em 2016.

"É importante fazer observações, os jogadores estão saturados", declarou. "Tem que fazer o correto, não pode botar um time sem capacidade física. Tem que ser o time como ficou hoje, respeitar o atleta. Aqui não é o que eu acho ou você acha. Então, a gente pensa muito no jogador e com certeza vai ter rodízio a todo momento."

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Além do rodízio, a derrota ficou marcada pela ineficiência ofensiva do Flamengo. Pela terceira partida consecutiva, a equipe passou em branco. Se levar em consideração apenas gols de bola rolando - o último gol foi de pênalti, de Emerson - a sequência é ainda maior. O último aconteceu contra o Figueirense, no dia 9, há cinco partidas. "Criamos chances, e não só nesse jogo. Quando o time cria, falta o último detalhe. Uma hora a bola vai entrar e o time vai voltar a fazer gol. Ficamos animados porque criamos muito", considerou Muricy. "O trabalho ainda está muito no começo, são dois meses e pouco. A gente tem realmente um bom time quando joga completo, mas ainda falta muito para o Brasileiro", completou.

O técnico Muricy Ramalho fechou o treino do Flamengo neste sábado (19) e escondeu a escalação para o duelo contra o Fluminense, neste domingo (20), às 16h, no estádio do Pacaembu, pela segunda rodada da Taça Guanabara, a segunda fase do Campeonato Carioca. Sem a presença da imprensa, ele comandou um trabalho tático entre titulares e reservas.

A principal dúvida é se Muricy poupará ou não os titulares. Nessa sexta-feira (18), ele demonstrou preocupação com a parte física de alguns atletas e deixou no ar a possibilidade de dar um eventual descanso a alguns de seus jogadores para evitar lesões. Apesar disso, a tendência é que ele repita a escalação no clássico.

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O provável Flamengo que entrará em campo terá: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar; Willian Arão, Ederson, Marcelo Cirino e Emerson; Guerrero. Após o clássico o colombiano Cuéllar e o peruano Guerrero se apresentarão à seleção de seus países para os jogos das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018.

CASA CHEIA - No final da tarde deste sábado, o Flamengo, mandante do confronto, anunciou em seu site oficial que 26 mil ingressos já foram vendidos para o clássico que ocorrerá de forma inusitada no Pacaembu - a última e única vez que o estádio recebeu este confronto foi em 1942. Ao informar a parcial de bilhetes vendidos, o Fla também avisou que restam apenas 1.700 entradas para torcedores rubro-negros e para o setor misto (que contará com torcedores das duas torcidas).

O técnico Muricy Ramalho ficou satisfeito com a atuação do Flamengo na goleada por 5 a 0 sobre a Portuguesa, em Volta Redonda, pela terceira rodada do Campeonato Carioca. Embora tenha reconhecido que a expulsão de dois jogadores do adversário tenha facilitado o triunfo, o treinador elogiou o desempenho da equipe na noite de quarta-feira, especialmente, no primeiro tempo, e avaliou que o Flamengo está "encorpando" neste início de temporada.

"Sofremos bem pouco no primeiro tempo. O campo ajudou, pois nos deu velocidade. Os outros gramados estavam mais lentos e pesados. No segundo tempo foi um jogo anormal, porque eles perderam dois jogadores, então fica difícil avaliar. Mas o time está tendo uma cara, está se encorpando e está no caminho certo. Ainda é muito cedo. Pouco a pouco vamos encorpando, mas o importante é não se deixar ser pressionado pelo adversário. Fizemos um primeiro tempo muito bom, com posse de bola alta. Hoje não deixamos o time deles pensar. Márcio Araújo, Mancuello e Arão fizeram bem a transição. Estamos no caminho certo", afirmou.

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A partida com a Portuguesa marcou a estreia por uma competição oficial de Mancuello, principal contratação do Flamengo para 2016. O meia argentino deu uma assistência e teve o seu desempenho elogiado por Muricy.

"É um jogador inteligente, que sabe se posicionar e fazer a leitura do jogo. Vai ser importante na sequência do campeonato. Ainda não está 100% fisicamente, mas é um jogador interessante, com bola parada boa. Vai nos ajudar", disse.

Com sete pontos, o Flamengo ocupa a vice-liderança do Grupo B do Campeonato Carioca e agora vai encarar o Vasco, no próximo domingo, em São Januário. Muricy aposta que será um clássico emocionante.

"O time foi bem contra o Atlético-MG, outra partida de muita rivalidade. Domingo não vai ser diferente, vai ser um bom jogo. Vamos pensar mais para a frente para vermos como o time vai estar fisicamente. Mas vai ser um grande jogo, pois os dois times estão bem", comentou.

Quase seis anos após recusar o convite para assumir a seleção brasileira, em 2010, o assunto continua presente nas entrevistas de Muricy Ramalho, atual técnico do Flamengo. Em entrevista exibida no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, neste domingo, ele afirmou que a atitude "arrogante" do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, colaborou para a resposta negativa.

"O Ricardo Teixeira me disse que eu ia ser técnico da seleção brasileira e já estava tudo acertado, mas eu falei que tinha um problema. De uma maneira meio arrogante, ele me perguntou qual era o problema. E eu expliquei que tinha dado minha palavra ao Fluminense, não posso chegar e falar que não vou mais. Não é assim. Ele continuou e disse ‘vai lá e resolve’, no que eu respondi que já estava tudo resolvido, eu iria continuar no Fluminense", afirmou o treinador, que à época tinha acabado de assumir o clube carioca.

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Naquele momento, Muricy Ramalho era apontado como o melhor treinador do Brasil - vinha de três títulos brasileiros pelo São Paulo em 2006, 2007 e 2008. E ele afirmou que tinha um compromisso a honrar com o clube das Laranjeiras. "O Fluminense estava brigando por um título que não ganhava há 26 anos. Como ficaria a torcida e os dirigentes?".

O treinador ainda explicou que não sentiu firmeza no projeto da CBF, igual ao que aconteceu com Mano Menezes, que foi demitido antes de chegar na Copa do Mundo de 2014. "Eu não senti uma parceria do Ricardo Teixeira, ficou uma coisa meio vaga. Para você me entusiasmar, tem que ser algo seguro", disse.

No fim, a atitude de Muricy Ramalho acabou mostrando-se extremamente benéfica ao clube tricolor: em uma disputa acirrada com Corinthians e Cruzeiro até a última rodada, o Fluminense sagrou-se campeão brasileiro de 2010.

O meia Alan Patrick ainda não sabe se continuará no Flamengo em 2016, mas mesmo assim festejou a contratação do técnico Muricy Ramalho para dirigir o clube na próxima temporada. Eles trabalharam juntos em 2011, no Santos, e Alan Patrick acredita que o time terá sucesso sob o comando do treinador.

"Tive o prazer de trabalhar com ele no Santos, fomos campeões em duas oportunidades. É muito bom poder reencontrá-lo. Um cara experiente... Sei que vou aprender muito com ele no Flamengo. Que todos nós, jogadores e comissão, tenhamos um grande ano. O Muricy tem tudo para ter sucesso conosco ", exaltou.

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Contratado pelo Flamengo em junho, Alan Patrick está emprestado até o fim do ano. O jogador chegou a ser afastado pela diretoria por problemas disciplinares, mas depois voltou ao time e conseguiu se destacar nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro. Por isso, o clube pretende mantê-lo para 2016, mas precisará convencer o Shakhtar Donetsk a prorrogar o empréstimo.

Caso o Flamengo tenha êxito, Alan Patrick voltará a trabalhar com o treinador que o dirigiu no Santos nas conquistas dos títulos do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores de 2011. Se a situação de Alan Patrick está indefinida, o Flamengo já anunciou a contratação de dois jogadores para a próxima temporada. O clube se reforçou com o zagueiro Juan e o lateral-direito Rodinei.

Oito meses após precisar se afastar do futebol para tratar de uma diverticulite, Muricy Ramalho está feliz de novo. Um dia depois de Eduardo Bandeira de Mello ser reeleito presidente do Flamengo, o treinador foi apresentado nesta terça-feira como novo comandante rubro-negro.

Desejado por diversos clubes grandes do futebol brasileiro, Muricy pôde escolher o desafio que mais o motivaria. Por isso acertou com o Flamengo, conforme contou em entrevista coletiva. "Fiquei muito honrado pela transparência e organização. É um desafio muito grande, mas ganhar no Flamengo deve ser uma coisa muito legal. Estou à disposição e com certeza vou colaborar com a diretoria. Estou muito seguro", disse o treinador em sua apresentação.

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A chapa vencedora das eleições rubro-negras escolheu Muricy, mas o treinador também escolheu o Flamengo. Com contrato de dois anos, ele diz que pretende seguir no comando do clube por mais tempo. "Na minha carreira escolhi muito bem os lugares que trabalhei. Acho que fiz uma escolha muito correta. Raramente saio antes do fim do contrato. Isso acontece porque sou um cara de conquistas, e aqui não será diferente. Espero ficar até mais do que dois anos no Flamengo."

Quando deixou o São Paulo em março, Muricy Ramalho era criticado especialmente pelos seus treinos, uma vez que o elenco tricolor tinha poucas atividades táticas e técnicas. De volta ao futebol após oito meses, o treinador diz estar mudado.

"Estou melhor, pois estudei, vi jogos, conversei com pessoas diferentes. Fiquei afastado do futebol para cuidar da saúde e da família. Estudei bastante as tendências do mundo em todas as áreas. Não só no futebol, mas na parte administrativa, base, tudo isso. A ideia é unificar todas as categorias e escolher uma ideia de jogo. É um trabalho que não será rápido, mas é importante", comentou.

De acordo com ele, a diretoria lhe deu carta branca para promover a integração entre a base e o profissional. Nesta terça, ele foi até o Ninho do Urubu já com a ideia de pensar em melhorias. "Claro que falta muita coisa, mas tem um projeto inicial para janeiro que vai já estar melhor. E daqui um ano uma coisa definitiva. Não tem como no futebol depender da sorte."

Muricy Ramalho passou 16 dias na Itália ao lado da mulher Roseli. Passou por 24 cidades, desfrutou de excelentes massas e da hospitalidade dos italianos. Futebol? O treinador acompanhou o movimento do mercado de jogadores e leu uma notícia ou outra dos times brasileiros... O afastamento obrigatório para cuidar da saúde em março fez o ex-técnico do São Paulo parar para refletir.

Em entrevista exclusiva, concedida no condomínio onde mora próximo ao estádio do Morumbi, em São Paulo, ele admitiu que não sente falta do esporte ao qual se dedicou por mais de 40 anos e que pode se aposentar definitivamente do banco de reservas.

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A decisão será tomada no final deste ano ou começo do próximo, quando Muricy Ramalho estará com 60 anos. Até dezembro, o treinador, que recusou três propostas recentemente, pretende descansar no apartamento em São Paulo, no sítio em Ibiúna, no interior paulista, ou no litoral.

Agência Estado - Está conseguindo descansar?

Muricy Ramalho - Desta vez, sim. A última vez que parei um tempo foi quando saí do Santos e também tinha a intenção de ficar uns seis meses parado, mas veio o convite do São Paulo. Agora estou dando um tempo e gostando. Inclusive, antes de ir para a Itália, na véspera da viagem, tive o convite de um time grande do Brasil. Antes disso tive o convite de dois times do Brasileirão e disse que não ia trabalhar este ano. Estou gostando de estar parado.

AE - Pensa em largar a carreira de técnico? Trabalhar em outras funções?

Muricy Ramalho - Já pensei nisso. Estou me estranhando porque até agora não estou com vontade de voltar. Até falei para a minha mulher que isso está esquisito. Não sou assim. A essa altura, no passado, estaria doente para voltar depois de uma semana. Agora não estou. Já pensei em outras coisas também porque acho que falta, nesse intermédio entre diretores e treinadores, gente capacitada, do futebol, com boa intenção. O meu pensamento ainda é voltar a trabalhar no campo, mas de repente pode ser uma ideia. Claro que tenho de ir para um lugar onde tenha autonomia, onde aceitem o meu jeito, sou muito difícil, sou radical. Mas tem essa possibilidade, sim, de quem sabe não ir para o campo e ficar perto, próximo ao técnico.

AE - Por que o futebol brasileiro decaiu?

Muricy Ramalho - Tem muitos fatores. A organização está muito ruim. O futebol é negócio, mas o nosso é muito negócio. E isso passa para os jogadores. Quem está na base, com 15 anos, não pensa em jogar no time profissional, pensa em jogar fora. Acho que tem de se mudar muito de cima para baixo. Falta gente do futebol que faça alguma coisa pelo futebol. Esse negócio de gente que é de fora do futebol para mim não combina. O cara não tem isso nas veias. Para ele é só um negócio e isso está matando o futebol brasileiro. Depois da Copa do Mundo, deveriam ter parado para conversar sobre futebol e ver o que se pode fazer. Tinham de chamar todos os segmentos, se reunir por 10 dias no Rio e discutir. Convidar pessoal da base, imprensa, marketing, treinadores, fisiologistas... Mas não, uma semana depois contrataram o técnico e foram embora, segue o barco. Tem de mudar muito. Os grandes descobridores de jogadores, que são os clubes pequenos, quebraram por causa da Lei Pelé. O cara não tem segurança nenhuma. Claro que não pode ser como no tempo em que eu jogava, porque éramos quase escravos. Fizeram esses dias uma "mentirinha" antes do Brasileiro, reuniram os técnicos durante um dia, contaram histórias um para o outro e ficou por isso mesmo. É só para inglês ver, entendeu? Tem de ter gente que é do futebol, gente correta, e isso está em falta no nosso país. Infelizmente a gente vê só coisa ruim. É muito simples falar dos técnicos, mas não é só isso. A gente não faz mais craques. Alguma coisa está errada, o futebol está acabando. Nossa seleção está igual às outras. Só tem um jogador, e quando ele não está fica igual ao Paraguai. A gente fala isso faz tempo, mas fica nessa entrevista, depois sai e no dia seguinte todo mundo já esqueceu.

AE - Perdemos a oportunidade de repensar o futebol depois do 7 a 1?

Muricy Ramalho - A nossa mentalidade está ruim em tudo. Tomamos de sete, agora o nosso presidente (José Maria Marin) está preso na Suíça, então estamos tendo várias oportunidades de mudar tudo, trazer caras do futebol como Zico e Raí. São pessoas inteligentes, acima da média e acima de qualquer suspeita. Não se pode ser tão simplista e só falar dos técnicos. É muito fácil. Falando só disso, os outros que estão tirando proveito ficam só na boa. Tem de se fazer algo amplo. Tem de ter um congresso. Conversei com o Gilmar (Rinaldi) esses dias e sempre faço alguns pedidos para ele com relação à seleção. Temos de criar um curso para treinadores, com formação internacional. Tem cursos lá fora que são uma mentira. Os caras te recebem e nem olham na tua cara. Temos de fazer um curso longo, não de uma semana, mas no padrão alemão, de um ano ou até dois anos, com gente de fora. Sempre peço algo porque é o único canal que tenho na CBF. Se a gente ficar só no simplismo, não vai ter jeito. Daí os caras que mandam no futebol vão continuar mandando e fazendo tudo o que querem.

AE - Além da saúde, a desilusão também pesou na decisão de se afastar?

Muricy Ramalho - Estou de saco cheio porque é difícil ser correto. Toda hora tem alguma coisinha para tentarem tirar proveito e não viro as costas para agradar o cara por causa do meu salário. Tem hora que incomoda. O futebol está afundando e a gente está sem fazer nada. Estamos parados e só se pensa em negociações. Isso para mim é demais. Brigo mesmo. Até por isso tive um monte de coisa, de gastrite até problema de coração. É que eu não deixo passar. Você rema para um lado e os caras para o outro. Agora, neste momento, não estou com vontade nenhuma de voltar a trabalhar. Nenhuma. E olha que não tive convite pequeno, foi algo grande. Para não estar com vontade é porque as coisas estão feias. Minha vida é o futebol, mas não é só o salário, é a parceria, ter o mesmo pensamento.

AE - O futebol precisa recuperar a credibilidade dentro e fora de campo?

Muricy Ramalho - Mais dentro de campo. Quem faz a diferença é o jogador, em qualquer lugar. O técnico é 25 %. Não pode ser só simples como fazemos aqui, a discussão deve ser mais ampla. É mentalidade, temos de voltar a ser um pouco o que éramos, porque perdemos a essência. O moleque começa com 15 anos, dá um chute e já quer ganhar uma casa, determina um valor, senão ameaça ir embora. Tem de fazer uma reciclagem total do futebol brasileiro.

AE - Logo depois da Copa do Mundo, Marin colocou o Alexandre Gallo e prometeu uma revolução...

Muricy Ramalho - Até achei que fosse mudar o mundo. Para que isso aí? Achei que já tínhamos ganhado a Copa de 2018. Daí a pouco depois mandaram o Gallo embora. Isso é falta de convicção, é conversa mole para dar uma amenizada no 7 a 1. Um está preso e o outro não está mais. Vai me desculpar, mas isso não é sério. Depois de tomar 7 a 1 em uma Copa... Nós não somos trouxas. Todo dia querem nos convencer com palavras. O brasileiro está com o saco cheio. Não dá mais para se fazer futebol de boca porque o cara pega o microfone e faz o que quer com as palavras, mas não acontece nada. Nosso exemplo está aí, o nosso presidente está preso. Não estamos bem porque o cara que comanda o futebol brasileiro está preso. Temos de repensar tudo. Temos condições de fazer isso desde que tenha pessoas sérias nos lugares que comandam. Tem cura, mas se não fizermos alguma coisa acabou o futebol.

AE - Após cinco anos, você mudou a sua avaliação sobre o convite para treinar a seleção?

Muricy Ramalho - Não sou louco, sou muito consciente e só vou entrar em um lugar se tiver confiança. Surgiu a oportunidade de ir para o Fluminense e me ofereceram um contrato longo. Recusei. Só que começou a dar certo e acertamos por dois anos, mas não tínhamos assinado. Estávamos em segundo no Brasileirão, vínhamos muito bem, ganhamos do Cruzeiro em casa e assumimos a liderança. Quando fui para o estacionamento chegou um rapaz e disse: "Sou da CBF e o presidente (Ricardo Teixeira) gostaria de falar com você amanhã". Eu concordei. No meu pensamento, durante a noite toda, é que vou para uma reunião séria, fechada na CBF, em uma sala, com apresentação do projeto da Copa do Mundo de 2014. Era o mínimo. Mas fomos para um clube de golfe, com um monte de gente. Aí o cara vem, me atende de bermuda e estava uma baita loucura. Ia começar a Copa assim? Ele me chamou para tomar um café e discutir Copa, com garçom vindo toda hora, torcedor com a filha dele. Como se pode ter convicção de que você será o técnico de 2014 e não será atropelado no meio do caminho? Não falamos de salário, comissão técnica nem nada. Foi uma conversa de 3 hora e meia para nada. Se não sentir firmeza, não troco. Não adianta falar que vou ganhar o maior dinheiro do mundo. No final ele fez a pergunta chave: "Está tudo certo, você é o técnico da seleção?" Eu disse que tinha um probleminha, e ele me olhou com um jeito arrogante e perguntou o que era. Respondi que era o Fluminense. Não poderia simplesmente cair fora. No fim ele pediu para resolver e eu respondi que estava resolvido. Fui direto para as Laranjeiras porque a torcida estava me esperando para saber a minha resposta e foi uma festa. Nesse dia começamos a ganhar o Brasileirão. Não fiz aquilo pensando em nada, não ia adivinhar. Não acertei porque o cara não me deu firmeza. Teria de ser algo mais sério do que foi. Depois disso fui campeão brasileiro, saí e vim para o Santos, onde fui bicampeão paulista, campeão da Libertadores e da Recopa. Não me arrependo nem penso mais nisso.

O ex-técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, foi operado nesta quinta-feira (16) pela manhã, em São Paulo, para a retirada de uma vesícula por cálculo. O treinador passa bem após a cirurgia, porém ainda não há previsão de alta.

O técnico entregou o cargo no tricolor paulista no dia 6 deste mês, alegando estar com problemas de saúde em nota divulgada por sua assessoria de imprensa na ocasião. A sua saída do clube foi feita em comum acordo com a diretoria do São Paulo.

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“Estou com problemas de saúde, devo fazer uma cirurgia na próxima semana e preciso desse tempo que o São Paulo não tem no momento. Quero agradecer ao presidente, aos jogadores, os funcionários do clube, os meus companheiros de comissão técnica e, principalmente, aos torcedores que entendem esse meu momento. Preciso nesse momento dos devidos cuidados com a minha saúde. Não é um adeus, é um até breve pela relação que tenho com o São Paulo Futebol Clube. Desejo muito sorte a todos”, dizia a nota de Muricy anunciando seu desligamento do clube. Após a sua saída do São Paulo, o treinador pretende passar agora um período afastado do futebol.

Após decidir sua saída do São Paulo "em comum acordo" com a diretoria, Muricy Ramalho reiterou nesta segunda-feira que precisa se afastar do futebol para dar maior atenção a sua saúde. O treinador, no entanto, garantiu aos torcedores que sua demissão é apenas um "até breve".

"Não é um adeus, é um até breve pela relação que tenho com o São Paulo Futebol Clube. Desejo muita sorte a todos", disse Muricy Ramalho em nota. "Estou com problemas de saúde, devo fazer uma cirurgia na próxima semana e preciso desse tempo que o São Paulo não tem no momento", justificou.

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Muricy deve se submeter a uma cirurgia para remoção da vesícula na próxima semana. Os problemas de saúde do técnico vem afetando seu rendimento no comando do time desde o início do ano, quando teve uma crise de diverticulite e precisou ser internado. Acabou desfalcando a equipe nos amistosos de pré-temporada.

Os conflitos entre saúde e trabalho ficaram evidentes nesta segunda. Muricy sentiu mal-estar pela manhã e precisou adiar consulta médica, que alterou horário da reunião que teria com o presidente Carlos Miguel Aidar para definir seu futuro. O encontro aconteceu à tarde e selou a saída do treinador.

"O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, o Vice-Presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e eu nos reunimos agora à tarde e decidimos pela minha saída do clube", afirmou Muricy. "Quero agradecer ao presidente, aos jogadores, os funcionários do clube, os meus companheiros de comissão técnica e, principalmente, aos torcedores que entendam esse meu momento. Preciso neste momento dos devidos cuidados com a minha saúde", reforçou.

Além dos problemas de saúde, Muricy vinha enfrentando uma série de resultados negativos à frente do São Paulo. A derrota para o Botafogo por 2 a 0 no domingo foi a gota d'água para a diretoria, pressionada pela torcida. Sem convencer no Campeonato Paulista, o time sofre para buscar a classificação na fase de grupos da Copa Libertadores.

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