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Na manhã desta quarta-feira (30), torcedores do Sport que foram à sede do clube na tentativa de comprar ingressos para o jogo contra o Fortaleza, pela final da Copa do Nordeste, protagonizaram um protesto contra a desorganização das vendas. Ao chegar no local, o público encontrou a bilheteria fechada, embora o clube tivesse informado que comercializaria os ingressos para sócios e público geral das 9h às 17h.

“Teve gente aqui que veio ontem, ficou até tarde e não saiu com o ingresso. A gente só quer uma resposta da diretoria pra gente, se vai ter ingresso. A gente está aqui desde cedo, teve gente que nem café tomou, esperando alguém para dar uma resposta. A gente só quer o direito de torcer pro nosso time, uma resposta da diretoria”, afirma o autônomo Roberto Marinho de Holanda.

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O cuidador de idosos André Alexandre conta que chegou à sede por volta das 6h, em busca de ingressos. “Cheguei ontem à tarde e já não havia mais [ingressos]. Eu regressei hoje na esperança que houvesse. Estamos aqui no aguardo, revoltados por conta do descaso com nós torcedores”, acrescenta.

O autônomo Roberto Holanda ressalta que, apenas da ausência de ingressos na bilheteria, cambistas circulam pelo entorno da sede, oferecendo ingressos por valores entre R$ 120 e R$ 150. “Eu acho que pegaram os ingressos de R$ 25 a R$ 30 e estão repassando a esse valor.  A emoção de ir ao estádio e ver o Sport jogar é muito grande. Eu tenho fé que não eu só eu vou conseguir como os demais rubro negros aqui. Vamos prestigiar nosso time na Arena e mostrar porque somos a maior torcida do nordeste", completa.

O LeiaJá questionou a assessoria de imprensa do Sport acerca da disponibilidade de ingressos para o jogo e do transtorno nas vendas. Até o fechamento desta matéria, o clube não emitiu posicionamento oficial sobre a situação. Pelo Twitter, o Leão informou uma carga extra de ingressos.

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Com informações de Júlio Gomes

Nesta terça-feira (24), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) emitiu nota questionando a determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) de que o Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco (SEEPE) não dê início à greve da categoria, que estava prevista para o dia 23 de março. A medida foi provocada por pedido do Governo de Pernambuco, que alegou preocupação com a rede de saúde pública do estado durante a execução das estratégias elaboradas para combater a pandemia do coronavírus.

Em seu comunicado, a CUT afirmou que a presidente do SEEPE, Ludmila Outtes, chegou a ser intimidada na porta de casa por homens que se identificaram como policiais civis, na noite do último domingo (22). “Portavam armas e um trajava bermuda e calçava sandálias. Dois carros permaneceram nas proximidades do condomínio até às 2h da manhã da segunda-feira, dia 23, Acionado, o síndico foi até um dos carros e constatou haver uma oficiala da justiça. O síndico informou que a sindicalista Ludmila não estava em casa; os homens disseram que queriam ter acesso ao bloco, onde ela morava e pediram permissão. De imediato, o síndico pediu que eles se retirassem, por conta da intimidação e constrangimento aos moradores na porta do condomínio”, alegou a CUT.

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A organização comentou ainda que considera o pedido de ilegalidade da greve precipitado. “Cabendo ao Governo do Estado esclarecer as presenças daqueles dois homens na porta da presidenta do SEEPE. Por fim, não podemos perder o foco: precisamos sair o melhor possível desta pandemia e isso significa dar atenção especial a alguns setores, entre eles os trabalhadores e trabalhadoras da saúde”, conclui o posicionamento.

Após as insinuações do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), de que o Greenpeace está envolvido no vazamento de óleo que atinge as praias do litoral nordestino, a ONG marcou presença em protesto contra o desastre, promovido por cerca de movimentos sociais ligados à pauta ambiental, na tarde deste sábado (26), no Centro do Recife. Em seu site oficial, a instituição reforça que está em atuando em Pernambuco, inclusive na distribuição de equipamentos de proteção para os voluntários.

Através de sua conta no Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) chegou a questionar: “Por que durante as supostas queimadas na Amazônia as ONGs, Marina Silva, partidos ecológicos e etc gritaram tanto e agora com o óleo venezuelano nas praias do nordeste pouco se fala?”. Presente na manifestação, a ativista do Greenpeace Taís Herrero conta que está no Recife há alguns dias, acompanhando o trabalho da organização. “O que o Greenpeace está fazendo? A gente está aqui, tem uma equipe em Salvador e, desde o começo da semana, com um representante em Maceió. Nosso trabalho tem sido o de apoiar com, além dos EPI’s, a doação de água, mantimentos e a limpeza das praias. Também estamos entrevistando as pessoas e dando voz às comunidades atingidas”, ressalta.

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A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que também participou do ato no Recife, afirmou que o comentário de Eduardo Bolsonaro não merece resposta. “Bolsonaro é o presidente da república, tem o Ministério de Minas e Energia, que é responsável por toda a parte de exploração de petróleo, a Petrobrás, o Ministério do Meio Ambiente, a Marinha, a Aeronáutica e vem cobrar da sociedade e de uma pessoa que não tem mandato? É desqualificado”, comentou.

Para Marina, ao contrário da população, da comunidade acadêmica e das organizações sociais, quem não está atuando é o Planalto. “Mesmo tendo acusado levianamente as ONG’s em relação às queimadas e ao derramamento de óleo, a gente continuou agindo, como está acontecendo em relação ao Greenpeace. O governo não age por falta de compromisso, falta de autoridade técnica, ética e moral”, criticou.

Posicionamento do Greenpeace

No dia 24 de outubro, Ricardo Salles postou em seu Twitter uma foto do navio Esperanza, do Greenpeace, e escreveu: “Tem umas coincidências na vida né... Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano...”. Em reação à acusação, a ONG’s publicou o seguinte posicionamento:

“Enquanto o óleo continua atingindo as praias do Nordeste, o ministro Ricardo Salles nos ataca fazendo insinuações sobre o desastre ecológico. Trata-se, mais uma vez, de criar uma cortina de fumaça na tentativa de esconder a incapacidade de Salles em lidar com a situação. É bom lembrar que isso vem de alguém conhecido por mentir que estudava em Yale e ser condenado na Justiça por fraude ambiental.

O nosso navio Esperanza faz parte de uma campanha internacional chamada “Proteja os Oceanos”, que saiu do Ártico e vai até a Antártida ao longo de um ano, denunciando as ameaças aos mares. Ele passou pela Guiana Francesa, entre agosto e setembro, onde realizou uma expedição de documentação e pesquisa do sistema recifal conhecido como Corais da Amazônia, com o propósito de lutar pela proteção dos oceanos e contra a exploração de petróleo em locais sensíveis para a biodiversidade marinha. No momento, o navio está atracado em Montevidéu, no Uruguai.

Tomaremos todas medidas legais cabíveis contra todas as declarações do Ministro Ricardo Salles. As autoridades têm que assumir responsabilidade e responder pelo Estado de Direito pelos seus atos”.

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A indignação de cerca de 500 funcionários de empresas jornalísticas tomou conta de Caracas, na Venezuela, nessa terça-feira (29). Eles protestam contra a falta de papel que ameaça tirar de circulação diversos periódicos regionais e nacionais.

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A escassez já havia sido relatada por profissionais há quase duas semanas, mas sem solução para o problema, restou aos jornalistas exigir dolares ao governo para compra do produto. 

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