Tópicos | Tarcísio Motta

No Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos) já acumula 21.166 votos e assume a segunda posição entre os candidatos a vereador no município. Diante da parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o filho mais novo do presidente na política está cada vez mais próximo da reeleição.

Em contraste ideológico, quem assume a liderança da disputa é o representante do PSOL, Tarcisio Motta, que já conquistou 3,51%, ante 2,71% do principal adversário. O indicativo equivale a 27.428 eleitores.

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Até o momento, 30,11% das urnas do município foram apuradas. Brancos representam 6,26% (60.275) e nulos 12,45% (119.908).

 

O clima esquentou na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro entre o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PSC), e o líder do PSOL na Casa, Tarcísio Motta, e o vereador Reimont (PT). Carlos ficou incomodado com um questionamento sobre os 39kg de cocaína encontrados no avião da FAB e perdeu a compostura.

Reimont havia dito que não se pode responsabilizar Bolsonaro pela prisão do piloto, mas que o presidente necessita dar explicações sobre o caso. Ao ouvir o que foi falado, Carlos Bolsonaro respondeu de imediato.

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“A minha família, mais uma vez, foi citada anteriormente, por um vereador aqui que, para mim, é um zero à esquerda, à esquerda literalmente. O vereador cabeça de balão, chamado vereador Reimont”, disparou o parlamentar.

A fala de Carlos Bolsonaro gerou protestos dos presentes. O vereador Tarcísio Motta pediu respeito de forma mais incisiva, o que incomodou mais ainda Carlos Bolsonaro, que prosseguiu.

“Respeito é o cacete, eu respeito quem eu quiser. Você tem que ir para a Venezuela fazer um regime, porque tá muito gordinho, tá bom?”, ofendeu. Tarcísio Motta afirmou que vai levar o caso ao Conselho de Ética da Câmara e que o filho do presidente terá que se responsabilizar pelo comportamento gordofóbico que teve.

O candidato do PSOL ao governo do Rio, Tarcísio Motta, saboreou ontem no centro do Rio os 6% de intenções de voto que conquistou na mais recente pesquisa Datafolha. Por mais de uma hora, o professor de história do Colégio Pedro II cumprimentou e foi cumprimentado por camelôs, comerciantes, transeuntes, piqueteiros bancários. Muita gente o saudou por ter, no debate da TV Globo, perguntado ao governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), "cadê o Amarildo".

Referência ao sumiço do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza, morto por PMs na Rocinha, a pergunta foi marca das manifestações contra o então governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) de junho de 2013.

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"A gente já tinha um crescimento anterior, que as pesquisas não estavam conseguindo captar", afirma Tarcísio. "A cada debate, melhorava o nosso desempenho. Mas é claro que o debate na TV Globo expõe para uma quantidade de pessoas muito maior as nossas propostas e a nossa postura."

Na maior parte do 1º turno, o candidato do PSOL oscilou entre 1% e 3%. Agora, já se avalia no partido que, na capital, pode bater 15% e, com otimismo, talvez, superar o candidato do PT, Lindbergh Farias, na cidade.

A caminhada do candidato do PSOL começou na Praça Mauá. Estavam em sua companhia o deputado federal Chico Alencar, o estadual Marcelo Freixo, os vereadores Eliomar Coelho (no Rio) e Paulo Eduardo Gomes (em Niterói), além de militantes do partido, alguns com bandeiras.

Vestido com uma camiseta verde com a frase "Nada pode parecer impossível de mudar", atribuída a Bertolt Brecht, calças cinza, sapatênis e boné sobre o cabelo preto amarrado em rabo de cavalo, o professor distribuiu sorrisos e comentários bem-humorados. Também deu aos eleitores ‘colinhas’, com nomes de candidatos a todos os cargos em disputa nas eleições de amanhã, além do seu próprio, claro. "É a única ocasião em que professor passa cola", brincou com uma eleitora.

Ainda no início do trajeto, na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Visconde de Inhaúma, o candidato parou para conversar com o ambulante Humberto de Jesus Silva, de 30 anos. Dono há 15 anos de um carrinho de venda de doces na rua, segundo contou, ele reclamou não ter conseguido ainda da Prefeitura do Rio a licença definitiva para trabalhar.

"Trabalhador nenhum será criminalizado em nosso governo", disse Tarcísio. Humberto pediu ajuda ao candidato. "Vamos lá, vamos ganhar isso ai", exortou o ambulante. Depois que o candidato se afastou, quando a reportagem perguntou a Humberto se votaria no candidato do PSOL, ele disse que sim. "É lógico. É do povo. É pé no chão. Vi o debate da Globo, ele bateu de frente legal. Já mudou ali a minha cabeça", contou.

Ao longo da caminhada, marcada por muitos pedidos de selfies e fotos feitos por eleitores, outros camelôs cumprimentaram Tarcísio enfaticamente. "Vai fazer alguma coisa pelos ambulantes? Pelo menos no debate você arrebentou ", berrou um dos vendedores de rua.

Currículo

Doutor desde 2009 em história pela Universidade Federal Fluminense com tese sobre a Guerra do Contestado, Tarcísio também cursou mestrado e graduação na mesma disciplina e instituição. Sua campanha registrou, até a segunda prestação parcial de constas, apenas contribuições de pessoas físicas, no total de R$ 4.892,80.

Nos últimos dias, foram divulgadas fotos do candidato no Carnaval, usando fantasias de Mulher Maravilha, Mônica e odalisca. Ele diz gostar da festa. Replicadas nas redes sociais, as fotos foram curtidas por milhares de pessoas. A maioria dos comentários ironiza as situações retratadas, afirmando, por exemplo, que o título de Mulher Maravilha é uma honra maior do que ser governador.

Entre as tiradas de Tarcísio que repercutiram nas redes sociais, a mais famosa ocorreu quando, ao final de um debate, ele classificou seus adversários Pezão, Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB) e Lindbergh Farias (PT) como "quatro Cabrais", numa referência ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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