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Jihadistas atacaram nesta terça-feira forças do regime no noroeste da Síria, e os combates mataram 26 soldados e 18 membros do grupo agressor, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O ataque ocorreu em Hama, vizinha à Idlib, província dominada pelos jihadistas do Hayat Tahrir al-Cham (HTS, aliado à Al-Qaeda) e último bastião jihadista fora do controle do regime sírio, objeto de um acordo entre Rússia e Turquia para uma "zona desmilitarizada".

No final de abril, forças ligadas ao regime e a Rússia intensificaram seus ataques contra alguns setores em poder do HTS em Idlib e em Hama.

O contra-ataque desta terça ocorreu no norte de Hama, em Kafr Nabuda, tendo como alvo as forças do regime que recuperaram a cidade no dia 8 de maio, segundo o OSDH.

Os confrontos mataram 18 jihadistas, entre eles o motorista de um carro-bomba que explodiu liquidando cinco soldados sírios.

A ação provocou a morte de 26 membros das forças do regime, precisou o OSDH.

Ao menos 180 civis morreram desde o dia 30 de abril por causa dos confrontos na região, e os bombardeios no sul de Idlib e no norte de Hama já causaram a fuga de 150 mil pessoas, segundo a ONU.

A guerra civil na Síria, iniciada em 2011, já deixou mais de 370 mil mortos e milhões de deslocados.

Tropas sírias invadiram neste domingo, 19, o centro de Qusayr, um reduto de rebeldes, na província de Homs, um reduto dos rebeldes na província de Homs (centro), e tomaram o controle da principal praça e do edifício do governo municipal, anunciou uma fonte militar. As informações são da Dow Jones.

Um oficial da ONU sugeriu nesta terça-feira que a Jordânia abra um campo de refugiados para os milhares de sírios que fogem da onda de violência em seu país, poucas horas depois de outras mil pessoas cruzarem a fronteira.

O apelo partiu de Andrew Harper, representante da agência de refugiados da ONU para a Jordânia, que já recebeu cerca de 140 mil sírios.

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A Síria convive com uma grave onda de violência desde março do ano passado, quando irrompeu um levante popular contra o presidente sírio Bashar Assad, cuja família controla o país há mais de quatro décadas. Mais de 16,5 mil mortos morreram em conflitos entre tropas sírias e grupos rebeldes, segundo os últimos números do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres.

A Jordânia tem um novo campo que permanece inativo devido ao temor de Amã de contrariar o governo sírio.

"Teremos de fazer algo logo porque mil pessoas chegaram (na segunda-feira) à noite", disse Harper em entrevista por telefone. "Nos últimos quatro dias, os números têm dobrado a cada noite."

A maioria dos refugiados veio da cidade de Homs e de seus arredores, no norte da Síria, e de Deraa, perto da fronteira. Refugiados relataram movimentação de tropas nas cercanias de Deraa e temem que uma ofensiva militar esteja para estourar na região.

A Jordânia recebeu cerca de 1,5 milhão de refugiados vindos do Iraque no auge da violência no país vizinho, no período entre 2003 e 2008. Os iraquianos tiveram um forte impacto sobre os escassos recursos jordanianos e centenas deles permaneceram no reino. As informações são da Associated Press.

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