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“Quando vi, já estava tudo em cima de mim”, foi o que disse dona Vânia Nunes da Silva, que sobreviveu ao deslizamento desta terça-feira (7), no Córrego do Tiro, na Zona Norte do Recife. Ela é a proprietária de três das cinco casas atingidas pela terra. Com o aluguel, pagava as contas e tirava o próprio sustento. Além da perda material, a mulher viu parte de sua família ir embora na madrugada, com a morte do sobrinho Lucas, de 13 anos, que foi soterrado. A moradora luta, agora, ao lado da irmã Ivaneide Nunes, mãe do menino, que escapou da tragédia com alguns arranhões. 

“Foi tudo muito de repente. Quando vi, já estava tudo em cima de mim. Pensei que ia morrer, comecei a gritar por socorro. Apareceu um morador chamado Cleiton, começou a tirar os escombros de cima de mim e mandando eu falar, reagir. Tinha uma placa de gesso cobrindo as minhas pernas, ele correu para imobilizar minhas pernas, me segurou e me levou; aí eu saí com vida”, declarou Vânia.  

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Moradora do Córrego há 20 anos, ela relata que as denúncias e o medo são rotina para a população que vive ali. Em todo esse tempo, segundo ela, foi nesta terça-feira que viu, pela primeira vez, a Prefeitura do Recife colocar lonas na parte alta das barreiras - onde ocorreu o incidente.  

“Nunca conseguimos nem colocar lona lá em cima. Botaram agora, porque caiu a barreira. Podia ter sido evitado, mas não foi. Lá onde eu moro cai lixo de todos os tipos. A gente pediu a limpeza da barreira e não aconteceu. Agora o pior aconteceu. Os prefeitos não fazem nada, a gente fica à mercê de qualquer coisa. São uns covardes, o dinheiro vai para o bolso deles, porque ninguém faz nada aqui. A comunidade toda pede, mas eles não vêm aqui em cima colocar lona, não. Agora não adianta mais. Perdi tudo e para reconstruir de novo, fica difícil”, finalizou. 

*Com informações de Jameson Ramos 

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‘Novamente, solidariedade comunitária marca o pós-tragédia’ 

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No Recife, o período das chuvas que antecipam o inverno pernambucano foi marcado por registros de tragédias, perdas e muita dor. Enquanto a cidade é dominada pelas lonas pretas e o cotidiano segue após as ruas e rodovias secarem, as comunidades afetadas pelos deslizamentos de terra anuais se veem, novamente, na necessidade de se reconstruir, muitas vezes contando, em maior parte, com o próprio apoio. 

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Na madrugada desta terça-feira (7), um deslizamento de barreira no Córrego do Tiro, comunidade do Alto de Santa Terezinha, na Zona Norte do Recife, deixou quatro pessoas feridas e um morto. A vítima fatal foi um adolescente, com apenas 13 anos de idade. Nos relatos de moradores, as informações se repetem: sensação de descaso, abandono e esquecimento. Além de muita revolta. 

De acordo com uma informação preliminar apurada pelo LeiaJá, pelo menos 14 casas foram interditadas e desocupadas na região, por risco de desabamento, além das cerca de cinco casas destruídas pela terra. Muitos dos moradores, porém, não têm para onde ir. Para amenizar a dor da perda e contornar o desalojamento dos populares, os organizadores da Igreja Batista do Córrego do Tiro, que funciona há 60 anos na comunidade, cederam o espaço para 22 pessoas desalojadas por causa das chuvas. 

“A igreja sempre abre quando acontece algo assim, quando é necessário, até para o velório da comunidade. Ainda mais agora que aconteceu isso e a gente está se sentido bastante solidarizado pelo pessoal. Moro aqui desde que eu nasci. É muito triste esperar uma oportunidade dessas para falar. São muitas pessoas sendo atingidas e poucos recursos vindo”, declarou Ana Paula da Silva, de 49 anos, que auxilia na coordenação da igreja. 

A Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco (Codecipe) está em contato com a igreja para mapear todos os desalojados, desabrigados e poder controlar o envio de recursos. O órgão deve enviar, ainda hoje, alimentação, colchonetes, cobertores e os demais materiais necessários para acolher as famílias. De acordo com a organizadora, os cultos devem continuar no local, para dar suporte emocional às vítimas. 

“Esse é o momento que a gente tem que levar amor e carinho pro pessoal. Apesar de tudo, é preciso dizer que ainda existe amor no coração do povo. Ajuda a amenizar. Num momento desses, só o que a pessoa precisa é de um ombro amigo para ajudar. Fazemos isso com o coração na mão, mas garantindo que todos que cheguem aqui sejam abraçados. Somos irmãos”, continuou Ana Paula. 

Para onde ir? 

A determinação de saída, realizada pela Defesa Civil nesta terça, foi com prazo imediato, pois o risco de novos desabamentos na região é alto. Após a tragédia, os moradores não resistiram à saída, mas o sentimento de abandonar tudo o que foi construído não se torna menos amargo, apesar da preservação da vida.  

“Foi um grande estrondo, um abalo, muitos gritos. Aquele desespero. Faz tempo que a gente procura a prefeitura. Prefeito vem aqui, vereador vem aqui, só em época de eleição e só pra prometer. Fizeram ali uma barreira sem necessidade nenhuma, a casa já foi interditada, e não mora ninguém. Aqui, disseram que não vão fazer, por falta de verba. E a nossa vida, vale quanto?”, desabafa Elisângela Jessica, de 32 anos, nascida e criada no Córrego. 

A moradora, que divide o lar com outras sete pessoas — as duas filhas, o marido, a avó, a irmã, o cunhado e a sobrinha —, agora não ter um lugar definido para ir e deve buscar abrigo na Igreja Batista. 

“É triste, a gente não sabe nem o que fazer. Não desejo essa situação nem pro meu pior inimigo. Gera revolta, tristeza, dor; não sei nem explicar, porque é tudo junto. Poderia ser evitado, e agora é uma tragédia dessa. Tenho medo pela minha vida, dos meus filhos, da minha avó, que tem dificuldade para andar. Como a gente ia correr? Quatro da manhã e a gente gritando aqui, correndo, na chuva”, concluiu. 

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Nota da Prefeitura do Recife 

A Secretaria de Saúde do Recife informa que uma unidade de suporte avançado, duas de suporte básico e um veículo de intervenção rápida do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano do Recife foram acionadas para fazer o socorro às vítimas do deslizamento no Córrego do Tiro na manhã de hoje (7). Dois adultos foram resgatados com vida e encaminhados para unidades de saúde da capital. A Secretaria de Saúde do Recife lamenta a morte de um adolescente de 13 anos devido à ocorrência. 

A Prefeitura do Recife informa que irá abrir a escola Ricardo Gama, que fica na circunvizinhança, para abrigar temporariamente as famílias atingidas pelo deslizamento no Córrego do Tiro, onde o atendimento será integral, com oferta de acolhida para dormir, alimentação, assistência social, de saúde e mental, aplicação de vacinas, realização de consultas e oferta de medicamentos e receitas. Equipes da Assistência Social estão no local para prestar apoio às famílias atingidas e a Defesa Civil atua na avaliação do risco das casas para interditar as que não apresentam mais condições de habitação no momento. 

A Defesa Civil orienta a população que mora em áreas de risco a procurar locais seguros e que pode ser acionada pelo telefone 0800.081.3400. Atualmente a Prefeitura do Recife oferece 18 equipamentos em funcionamento provisório como abrigos e pontos de apoio, sendo 9 unidades de ensino municipais funcionando como abrigo. 

*Com informações de Jameson Ramos

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Um deslizamento de barreira no Córrego do Tiro, comunidade no Alto de Santa Terezinha, na Zona Norte do Recife, deixou um morto e três feridos na madrugada desta terça-feira (7). O incidente ocorreu sob muita chuva na capital pernambucana, enquanto a localidade ainda estava escura, e os primeiros socorros foram realizados pela própria população. Uma das pessoas a participar do resgate foi o churrasqueiro Júnior Ribeiro, de 25 anos, e vizinho das vítimas. Quatro meses atrás, ele morava no mesmo conjunto de casas que foi ao chão após o deslizamento. 

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De acordo com o relato do morador, o adolescente Lucas Daniel Nunes da Silva, de 13 anos, vítima fatal da tragédia, foi o último a ser socorrido. As demais vítimas conseguiram ser vistas e ouvidas com rapidez, pois não foram completamente soterradas. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, Lucas chegou a ser socorrido com vida. O vizinho, no entanto, relatou que o rapaz provavelmente já foi retirado dos escombros sem sinais vitais. 

“Depois disso, a gente percebeu que só faltava Lucas. Só que as duas casas caíram totalmente em cima [do quarto] dele. A gente foi tirando, tirando, mas tinha muita coisa. Ele dormia no último quarto, sempre dormia só. Foi muito sufoco, até que os bombeiros conseguiram achá-lo. Quando achou, já deu pra ver que ele tava sem vida. Desacordado, com a boca aberta e cheia de barro. Conseguiram colocá-lo na ambulância mesmo assim e socorreram”, informou o homem. 

Ainda segundo Júnior, as vítimas foram resgatadas nesta ordem: Vânia Nunes da Silva, proprietária das casas destruídas e tia de Lucas; uma mulher identificada como Danúbia, vizinha que dormia na casa de Vânia, à ocasião; um homem identificado como Marcos; e Lucas Daniel. Ivaneide Nunes da Silva, mãe do adolescente, estava no local, mas escapou apenas com arranhões e não precisou de resgate. Ao todo, cinco pessoas estavam na área que desabou. 

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“Eu estava dormindo e escutei o desespero da minha esposa. Pensei logo nos meus filhos. Quando saí, perguntei 'o que foi?', e ela gritando 'as barreiras, as barreiras'. Quando eu cheguei na frente de casa e olhei pra cima, as casas estavam todas desmoronadas já. Eram cinco casas, duas atrás, duas na frente e uma para o lado. Consegui chamar uns vizinhos. Quando já tinham uns três rapazes para ajudar, corri, a gente foi pegar uma enxada, pá. Aí conseguimos tirar a primeira pessoa, a dona da casa, dona Vânia, porque a escutamos pedindo socorro”, continua Júnior. 

O churrasqueiro informou que Danúbia, a segunda vítima resgatada, havia pedido para dormir na casa de Vânia por medo da chuva também atingir a sua casa. “Um dia antes, ela perguntou pra dona Vânia se podia dormir lá e dormiu no sofá da casa. Ela estava muito soterrada, tinha muita lama. A gente conseguiu tirar tudo, rasgamos um sofá e tiramos ela. É uma senhora, a gente recebeu a informação de que ela foi entubada”, disse. 

O deslizamento aconteceu por volta das 3h30 da madrugada desta terça-feira (7). De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi iniciada por volta das 4h20, quase uma hora depois. Neste intervalo, o trabalho foi realizado totalmente por populares.  

“A gente escutou a voz de outro rapaz, Marcos, que morava na casa de trás. Quando a gente acendeu a lanterna, só dava pra ver os dedos dele mesmo. A gente conseguiu tirar o que estava em cima dele, mas não o que o cobria da cintura pra baixo, porque ele estava muito soterrado. Ele disse que sentia muita dor e não sentia mais a parte de baixo. A gente viu que o braço dele estava quebrado, dava pra ver uma fratura muito feia”, informou Júnior. Pela complexidade, o resgate de Marcos foi finalizado pelos bombeiros, que fizeram o uso de máquinas para retirar os escombros. Por fim, Lucas foi retirado da lama.

*Com informações de Jameson Ramos 

A dona de casa Ivaneide Nunes da Silva foi uma das sobreviventes do deslizamento de terra que destruiu, pelo menos, cinco casas no Alto de Santa Terezinha, na Zona Norte do Recife, na manhã desta terça-feira (7). Seu filho de 13 anos, porém, foi a vítima fatal de mais uma tragédia associada à chuva na capital pernambucana. Lucas Daniel Nunes da Silva chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos. 

Em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, onde o óbito do adolescente foi confirmado, Ivaneide foi vista em desespero. “Me machuquei, mas não preciso de atendimento, não. Eu preciso de um coração novo, esse está dilacerado. Ele só tinha 13 anos, 13 anos”, repetiu a mãe, aos prantos, a uma repórter da TV Jornal, que também se emocionou. 

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A família morava no local há quase 20 anos, em um conjunto de casas que pertenciam à mesma proprietária, que também poderá deixar sua residência. De acordo com informações preliminares obtidas pela reportagem do LeiaJá, cerca de 14 casas precisarão ser desocupadas por risco de desmoronamento na área. 

A barreira deslizou por volta das 4h da madrugada e atingiu cinco casas entre as ruas José Amarino dos Reis e Vencedora. De acordo com o Corpo de Bombeiros, no total, quatro pessoas foram resgatadas, por volta das 4h20 da madrugada desta terça-feira (7), todas com vida. As outras duas vítimas não foram identificadas e o estado de saúde ainda não foi revelado. Às 6h20, a equipe de enfermagem da UPA de Nova Descoberta confirmou a morte de Lucas. 

 

Um adolescente de 13 anos morreu, na manhã desta terça-feira (7), vítima de um deslizamento de barreira no Alto Santa Terezinha, na Zona Norte do Recife. A ocorrência foi registrada na rua José Amarino dos Reis, por volta das 4h20. A informação inicial do Corpo de Bombeiros é de que uma casa foi soterrada e quatro pessoas teriam sido resgatadas com vida, incluindo o jovem. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conduziu as vítimas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, bairro vizinho. A ocorrência foi finalizada por volta das 6h50, com a confirmação do óbito de Lucas Daniel Nunes da Silva. Apesar de ter sido socorrido, o adolescente chegou à unidade de saúde já sem vida. O corpo de Lucas Daniel foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santo Amaro, área central do Recife. 

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Com a morte do menino, sobe para 129 o total de vítimas fatais das chuvas em Pernambuco. Não há informação sobre o estado de saúde dos demais resgatados.

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O quarto de uma residência ficou totalmente destruído após ser atingido por um incêndio na madrugada desta sexta-feira (16). A casa fica localizada na Rua Umurama, no Alto de Santa Terezinha, na Zona Norte do Recife.

De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMPE), as chamas começaram por volta de 1h e destruíram o colchão, guarda-roupa e outros utensílios do cômodo. Ninguém ficou ferido.

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Uma viatura do CBMPE foi enviada ao local e conseguiu apagar o fogo. Não há informações de como o incêndio começou.

Balanço – Ao longo das últimas 24 horas o CBMPE atendeu a 78 chamados, sem mais destaques.

Os moradores da Rua Tamboara, no Alto de Santa Terezinha, Zona Norte do Recife, tiveram um grande susto na manhã desta sexta-feira (21). Por volta das 10h, um caminhão que estava a serviço da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) bateu no muro de uma residência, após um ônibus bater em sua traseira.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o impacto na casa foi grande, mas ninguém foi ferido. O imóvel será vistoriado pela Codecir. 

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O segundo Centro Comunitário da Paz (Compaz) do Recife começou a sair do papel. O equipamento está sendo erguido no Alto de Santa Terezinha, na Zona Norte da Cidade, onde funcionava o Centro Social Urbano (CSU) Afrânio Godoy. A previsão é de que as obras, orçadas em R$ 7 milhões, sejam concluídas em março do próximo ano. 

O Compaz funcionará como “âncora” do Pacto Pela Vida do município, lançado no dia 17 de julho, ligado a outros equipamentos públicos que serão entregues na Zona Norte. A região ganhará quatro Upinhas 24h, um polo de formação de mão de obras qualificada e pontos de atendimento da Defesa Civil, Todos Com a Nota e Junta de Alistamento Militar.

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Com essas ações e equipamentos, a Prefeitura do Recife pretende reduzir e prevenir a criminalidade na capital pernambucana. “O Compaz vai oferecer uma oportunidade diferente à população, com um conjunto de serviços que representam uma janela, um mundo diferente do da violência. É isso que os nossos jovens querem”, afirmou o prefeito Geraldo Julio. 

No Alto de Santa Terezinha, o Compaz reunirá no mesmo ambiente cultura, lazer e prestação de serviços. Ao todo, 18 bairros da Zona Norte serão atendidos, beneficiando mais de 221 mil pessoas. O foco do projeto são os jovens entre 15 e 29 anos, apontados como as principais vítimas da violência no Brasil.

A meta é desenvolver um total de cinco unidades, que serão entregues à população até 2016. A primeira, em construção no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, deve ficar pronta em abril de 2014.

Com informações da assessoria

O projeto Dançando nos Bairros realiza durante a próxima semana (de 07 a 11) suas atividades no Alto de Santa Terezinha, continuando sua itinerância pelos bairros do Recife. A programação começa com oficinas de dança de salão gratuitas e se encerra com grande baile aberto ao público em que os alunos se apresentam no mesmo palco que grupos profissionais de dança.

A partir de segunda (07) começam as aulas, que não têm limite de vagas ou idade para a inscrição, bastanso aos interessados Centro Social do Alto de Santa Terezinha na própria segunda, às 16h. As oficinas seguem até quinta, e o baile de encerramento na sexta (11), a partir das 19h. Após as apresentações de dança, acontecem shows com a banda Los Cubanos, a cantora Vania Airam e a Orquestra Surreal.

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