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O mistério envolvendo uma personalidade nordestina será desvendado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), às 8h, do próximo dia 31 de outubro. Um júri realizará o julgamento simbólico do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, para inocentá-lo ou culpá-lo dos crimes cometidos. O projeto ocorrerá no Teatro do Centro Cultural Colégio Dom Bosco, na Rua Cel. Amorim, s/n, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

“O evento será épico e abordará a ciência do Direito de forma interdisciplinar: histórica, sociológica, filosófica, entre outras”, destacou o idealizador e advogado Anderson Araújo. A intenção é difundir a cultura do júri de forma didática aos participantes. Anualmente, no mês de outubro, casos de repercussão da história nordestina e nacional serão julgados e, no fim, os inscritos poderão votar no próximo caso.

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 Promotores, advogados e juízes comandam o rito, enquanto atores serão personagens primordiais do caso, seja para acusar ou para defender o cangaceiro. “Esta sessão nos dirá, de forma atual, como a população lida com a realidade aos pedidos de Justiça de homicidas reincidentes, crimes tentados ou consumados nos crimes de ódio e em conexão com os crimes de estupro, roubo, realizados por grupos organizados e armados”, ressaltou a idealizadora e promotora Eliane Gaia.

As inscrições estão abertas em lista de espera. Os interessados devem efetivar o pagamento de R$ 25 e se inscrever através do site.

Após uma breve trégua aos opositores, o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), cumprindo agenda em Fortaleza, disparou contra o presidenciável Ciro Gomes (PDT) sem tocar no nome do pedetista. Em um discurso breve na saída do aeroporto em cima de um carro de som, Bolsonaro falou que não quer um Brasil voltado “para cangaceiro como esse que nós temos aqui”, provocou. 

Bolsonaro também disse que não há lugar na Presidência da República para “maconheiro” e nem “cachaceiro”. “Agora está na hora do direito, daquele que pensa no Brasil, pensa na família, pensa em botar um fim na questão ideológica, de quem quer sepultar o comunismo e quer o Brasil pra frente de verdade, não um Brasil voltado para cangaceiro, como esse que nós temos aqui. Não tem lugar para maconheiro no planalto não, nem cachaceiro”, declarou. 

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Apesar de um tom que pode parecer preconceituoso para alguns, Jair Bolsonaro logo disse que sua esposa é filha de “um cabra da peste”. “No sangue da minha família, a minha filha tem sangue de Crateús nela. Meu sogro é daqui do lado de vocês. Minha esposa é filha de um cabra da peste. Somos um só povo, uma só nação, um só destino, uma só bandeira. Aqui não tem divisão de classe. Somos todos iguais”, contou. 

Em abril passado, um dos filhos de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC), chegou a sugerir que Lula estava bêbado durante discurso feito antes de se entregar à Polícia Federal. “Há suspeitas fortíssimas dele estar bêbado e [foi] um discurso cheio de erros de português e com muitas mentiras”, disparou. 

Serra Talhada, no Sertão pernambucano, recebe a quinta edição do espetáculo O Massacre de Angico - A Morte de Lampião. Escrito e encenado por artistas naturais da mesma região onde o próprio cangaceiro nasceu, a montagem entra em cartaz nesta quarta (27) e faz temporada até o próximo domingo (31). As sessões são gratuitas.

A peça mostra a figura de Lampião sob uma perspectiva mais humana. O texto é do pesquisador Anildomá Willans de Souza, também autor de obras como 'Lampião, o comandante das catingas' e 'Xaxado: Dança de Guerra dos Cangaceiros de Lampião'. A direção fica a cargo do dramaturgo José Pimentel e, no papel principal, o ator Karl Marx. O elenco é integrado por atrizes e atores de Serra Talhada, Recife e Olinda.

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A proposta do espetáculo é mostrar o cangaceiro em seu lado mais humano, colocando suas dores e emoções para além da imagem de assassino violento como é comumente ilustrado. As apresentações serão na Estação do Forró, antiga Estação Ferroviária do município, sempre às 20h.

Confira este e muito mais eventos na Agenda LeiaJá.

Serviço

O Massacre de Angico - A morte de Lampião

Quarta (27) a domingo (31) | 20h

Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), em Serra Talhada

Gratuito

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O servidor público aposentado José Alves de Matos, de 97 anos, morreu na manhã deste domingo (15), em sua residência, na cidade de Maceió, vítima de insuficiência respiratória. Natural de Paripiranga (BA), a 264 km de distância de Salvador, o funcionário era conhecido por ser o último cangaceiro vivo do bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que dominou o sertão nordestino entre as décadas de 1920 e 1930.

Seu sepultamento aconteceu no final da tarde desta segunda-feira (16), no cemitério Campo Santo Parque das Flores, na capital alagoana. José Alves ingressou no grupo do cangaceiro no dia 25 de dezembro de 1937, aos 20 anos, depois de se dizer perseguido pelas polícias da Bahia, Alagoas e Pernambuco. "Naquele tempo os civis apanhavam mais da polícia do que os cangaceiros", conta a historiadora pernambucana Aglae Lima de Oliveira, autora do livro "Lampião, Cangaço e Nordeste", atualmente fora de catálogo. "Tinha oito parentes no bando, inclusive José Sereno, seu primo", acrescenta.

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O dia em que entrou para o bando de Lampião lhe valeu o apelido de Vinte e Cinco. Preso pela polícia alagoana pouco mais de um ano depois de ingressar no cangaço, José Alves de Matos foi alfabetizado na cadeia, o que contribuiu para que ele passasse em um concurso público para guarda municipal, segundo sua neta Juliana Matos Galvão. "Se havia algo que ele mais prezava em vida eram os estudos", lembra a neta, formada em Relações Públicas graças ao incentivo do avô. "Tenho orgulho disso. Uma pena que ele não pôde comparecer à minha formatura, por já se encontrar doente", lamenta a jovem.

"Era um ser humano inteligentíssimo", lembra o pesquisador baiano João de Souza Lima". Com seis obras publicadas sobre o cangaço, João de Souza informa que conheceu Vinte e Cinco em 2005, por meio de um amigo comum. "Costumávamos conversar muito e numa dessas conversas ele revelou que o motivo que o fez ingressar no cangaço foi o fato de a polícia ter violentado familiares seus", conta.

José Alves, que era aposentado como servidor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas, foi casado por mais de 50 anos com Mariza da Silva Matos e deixou seis filhos e 16 netos.

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