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Em evento de grupos israelitas neste domingo (29), para lembrar as seis milhões de mortes causadas no Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial contra o povo judeu, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), condenaram os ataques terroristas do Hamas contra judeus no ano passado.

Nunes, que disputará a reeleição neste ano, afirmou que todas as lideranças políticas brasileiras devem se posicionar sobre o Hamas. "A grande missão de toda comunidade judaica é o 'nunca mais'. No dia 7 de outubro, tivemos esse ato gravíssimo. Aquelas pessoas que são lideranças políticas em nosso País precisam deixar claro quem apoia o Hamas e quem combate o Hamas. O Hamas é grupo terrorista", afirmou Nunes.

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"Quero reforçar e reiterar as falas ditas aqui. E deixar o respeito à comunidade judaica, nosso posicionamento claro e firme em favor de Israel. E que vocês podem contar comigo, com a nossa cidade, e possamos dizer nunca mais", disse o prefeito sobre o Holocausto e o momento atual, no evento promovido pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e pela Congregação Israelita Paulista (CIP).

Hoje, 136 pessoas estão ainda sob o domínio dos terroristas do Hamas. Os políticos pediram, ao lado de lideranças judaicas, a libertação dos reféns.

Durante o evento, um jovem da comunidade judaica de São Paulo afirmou que, atualmente, muitos deixaram de usar roupas e acessórios judaicos com receio de ataques. O governador Tarcísio afirmou que o Estado oferecerá segurança para comunidade judaica.

"Não podemos oferecer outra coisa a não ser o não. Não ao terror, não ao Hamas, não ao Hezbollah, não ao antissemitismo. Ninguém vai ter que esconder camiseta, ninguém vai precisar esconder que é judeu. Não vamos permitir. Vamos garantir a segurança da comunidade judaica em São Paulo", afirmou.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 8, uma operação para "interromper atos preparatórios de terrorismo e apurar um possível recrutamento de brasileiros para a prática de atos extremistas" no Brasil. Batizada Trapiche, a ofensiva prendeu temporariamente dois investigados, apontados como "recrutados" pelo grupo Hezbollah. O grupo sob suspeita planejava ataques contra prédios da comunidade judaica no Brasil.

Um dos alvos foi preso do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Agentes da PF ainda fizeram buscas em onze endereços em Minas Gerais (7), Distrito Federal (3) e São Paulo (1). As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Belo Horizonte.

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De acordo com a PF, os recrutadores e os recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terroristas e de realizar atos preparatórios de terrorismo. As penas para tais delitos, somadas, pode chegar a 15 anos de reclusão.

Alvos no Líbano

Segundo o portal G1, a Polícia Federal acionou a Interpol para prender outros dois brasileiros que estão no Líbano e são investigados no bojo da Operação Trapiche. Os investigadores constataram inclusive que alguns dos suspeitos viajaram para Beirute, para encontros com o Hezbollah. As apurações tiveram início com informações colhidas pela inteligência dos Estados Unidos e de Israel.

Deputado estadual com forte ligação com a comunidade judaica no Recife e em todo Estado, Renato Antunes também tem ido à tribuna da Alepe para condenar os ataques sofridos por Israel, nos últimos dias. Nesta terça-feira, o parlamentar voltou a comentar o assunto na Casa Joaquim Nabuco e fez apelo por uma ação do Governo do Estado, junto aos Governo Federal, para agilizar a retirada dos pernambucanos que estão na área do conflito. 

“Estamos acompanhando uma guerra sem precedentes, inclusive com vários pernambucanos nesta zona de conflito, que precisam do apoio do Estado. Tenho recebido mensagens de pessoas que estão presas em hotéis, abrigos e que não estão encontrando meios para se comunicar com o governo federal. Estamos solicitando formalmente que o governo de Pernambuco intensifique as tratativas com o Itamaraty e que os pernambucanos tenham o retorno o mais rápido possível para casa”, comentou o deputado.

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Renato Antunes reafirmou seu apoio inabalável a Israel e ao povo judeu. "Quero reiterar o laço eterno que existe entre cristãos e judeus. Este laço nos convoca a uma indignação global e a um apoio inabalável ao direito de Israel de se defender", declarou o parlamentar. O deputado também fez um apelo à comunidade internacional, citando a condenação da ONU aos ataques. "Este é um sinal claro de que a comunidade internacional não está alheia ao que está acontecendo. É hora de agir, de condenar esses ataques e de buscar uma solução justa e duradoura para o conflito", concluiu Antunes.

*Da assessoria 

Em meio à repercussão do discurso nazista do, agora ex-secretário especial da cultura, Roberto Alvim, a conta oficial do PSDB relembrou uma entrevista de 1994 em que o ex-presidente Lula (PT) afirmou que admirava o líder nazista Adolf Hitler. Na época, o petista disse à revista Playboy que "mesmo errado", Hitler tinha aquilo que ele admirava em um homem: "O fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer". 

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O PSDB lembrou dessa declaração e ainda afirmou que "a admiração pelo nazismo não é exclusividade de alguns da cúpula desse governo", em referência ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A declaração de Lula, que na época tentava ser o presidente do Brasil, preocupou o comando da campanha presidencial do PT. Quando questionado pela Folha de São Paulo em 1994, o petista disse que desconhecia a entrevista. 

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Um tesouro histórico, acumulado por mais de quatro décadas em São Paulo, passa por catalogação inédita em um casarão no bairro de Pinheiros. São cartas, folhetos, passaportes, registros contábeis, 20 mil livros, 1,6 mil discos, 400 depoimentos em áudio e cerca de 100 mil fotografias que podem ajudar a contar detalhes do povo judeu que escolheu o Brasil para viver.

Esse arquivo histórico da comunidade judaica começou a ser organizado nos anos 1970 por um grupo de professores da Universidade de São Paulo, foi depositado na Federação Israelita do Estado de São Paulo, no clube A Hebraica, no Colégio Renascença e, há pouco mais de uma década está em Pinheiros.

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A empreitada é patrocinada há dois anos pelo Instituto Samuel Klein, que topou fazê-lo desde que o acervo fosse organizado, sistematizado e tornado acessível a pesquisas. Veio então a parceria com o Museu Judaico de São Paulo, instituição que está em obras no centro da cidade e deve abrir as portas ao público dentro de dois anos. "Há uma sinergia entre o arquivo e o museu", comenta a historiadora Roberta Alexandr Sundfeld, diretora executiva do museu. "Vira uma reserva técnica da instituição. Mas a vocação dele é para local de pesquisa."

Memória. O arquivo se tornou então o Centro de Memória do Museu Judaico de São Paulo. Desde o fim do ano, um pequeno exército de nove pesquisadores está desbravando, uma a uma, as centenas de caixas e milhares de pastas do arquivo. Tudo está sendo catalogado, sistematizado, higienizado. "Até o fim do ano, temos de ter concluído 70% do acervo. Então precisaremos de um novo patrocínio", diz Roberta.

Com o trabalho ainda em processo, preciosidades já saltam aos olhos. É o caso de 27 pedidos de reconversão ao judaísmo oriundos da coleção deixada pelo rabino Fritz Pinkuss (1905-1994). São documentos assinados por judeus que precisaram se converter forçadamente ao catolicismo para escapar da perseguição nazifascista. Uma vez instalados, em segurança, escreveram cartas ao rabino, deixando claro que permaneciam na fé judaica.

Em 22 de dezembro de 1938, a família Wilheim - dentre eles o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim (1928-2014), que se tornaria notório em São Paulo - foi batizada em igreja católica da Diocese de Trieste, na Itália. Sete anos depois - em 10 de setembro de 1945 - e já vivendo em São Paulo, escreveram uma carta a Pinkuss. "Com a nossa palavra de honra desejamos declarar (...) que somos e nunca deixamos de ser israelistas, professando a religião israelita", diziam. Filha de Jorge, a socióloga Ana Maria Wilheim conta que este assunto nunca havia sido comentado na família. "Soubemos por meio do arquivo."

Também há curiosidades que transcendem o universo do judaísmo. A escritora Trudi Landau (1920-2015) chegou a escrever centenas de cartas ao poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) - compilou parte delas no livro Carlinhos Querido, de 1992. Drummond raramente respondia, como se pode ver em sua pasta no arquivo, mas parecia ser gentil com a correspondente. Tanto que, em 30 de agosto de 1985, manuscreveu uma dedicatória a ela no exemplar do seu Contos Plausíveis. "A Trudi querida, maior (e melhor) escrevedora de cartas em todo o mundo(...), o abraço amigo de quem não escreve carta nenhuma, Carlos."

O local ainda faz eventos. Em palestra na semana passada, uma pesquisadora contou como utilizou os documentos para resgatar a história arquitetônica da Rua José Paulino, no Bom Retiro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em 1945, Aleksandar Lebl, um sobrevivente do Holocausto retornou à Sérvia e recuperou a casa da família. Foi um dos poucos. A maioria das propriedades dos judeus dizimados na Segunda Guerra Mundial ficaram sem herdeiros, um problema que deve ser resolvido por meio de uma lei.

Mais de 70 anos depois de ter sido declarada "livre de judeus", a Sérvia aprovou uma lei em fevereiro para restituir à pequena comunidade judaica essas propriedades sem herdeiros. É um dos primeiros países do leste europeu a adotar tal medida.

Mais de 80% dos 33.000 judeus que viviam na Sérvia antes da Segunda Guerra Mundial foram exterminados até a primavera de 1942 e seus bens confiscados pelos nazistas ou pelo governo fantoche de Belgrado. "Depois da guerra, as autoridades decidiram devolver as propriedades, mas com tantas vítimas não havia ninguém para recuperá-las", declarou à AFP Lebl, de 93 anos.

Hoje, os judeus residentes na Sérvia, um país de cerca de 7,1 milhões de pessoas, não chegam a 1.000. A lei aprovada visa fazer justiça aos judeus que sobreviveram e resolver o problema da falta de herdeiros. Milhares de propriedades, principalmente imobiliárias, serão entregues à Associação de comunidades judaicas no país, que planeja alugá-las em sua maioria.

"Nós identificamos 3.000 imóveis confiscados pelos alemães durante a guerra", indicou o presidente da Associação, Ruben Fuks. Este não é um número final. É muito provável que aumente, sobretudo na província de Voivodina, onde viviam quase a metade dos judeus da Sérvia antes da guerra, acrescentou.

"A Sérvia tem uma obrigação moral com os judeus que dedicaram suas vidas e trabalho a este país", afirmou recentemente o ministro da Justiça, Nikola Selakovic. Os judeus apoiaram a luta dos sérvios por sua independência no século XIX e lutaram junto a eles na Primeira Guerra Mundial.

Em 2009, 46 países assinaram a chamada declaração de Terezin, comprometendo-se a restituir os bens aos judeus.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, doou quantia equivalente a US$ 170 mil ao único hospital israelita do país, informa a agência estatal de notícias Irna.

Esta é a segunda vez que o atual presidente iraniano colabora financeiramente com o Hospital Doutor Sapir, estabelecido desde 1942 em Teerã. No ano passado, Rohani fez uma doação no mesmo valor ao hospital.

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A doação é considerada parte da promessa de Rohani de dar mais atenção às minorias do Irã. Atualmente, cerca de 25 mil judeus vivem na república islâmica. Trata-se da maior comunidade judaica em um país do Oriente Médio fora de Israel. Fonte: Associated Press.

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'Um ano bom e doce' (Shaná Tová Umetuká), é o que a comunidade judaica deseja para o 5774º ano que se inicia. Em meio às orações, o clima foi de muita alegria e confraternização. Os alunos do Colégio Israelense de Pernambuco, pais e parentes mais próximos realizaram nesta quinta-feira (5), mais uma parte de celebração do ano novo. 

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Crianças e jovens fizeram uma apresentação onde cantavam e dançavam músicas tradicionais. Uma das representantes do Haborim Dror – que é o movimento juvenil judaico internacional – Renata Scherb, de 21 anos, explicou a importância deles para conservação da cultura judaica. “Meus pais faziam parte do Dror e segui seus passos, já meu irmão não quis, é optativo. O movimento juvenil é o que sustenta o judaísmo aqui em Recife. Em São Paulo, por exemplo, a comunidade é muito maior e não tem um movimento tão grande”. 

Renata contou também que quando alcançam a maioridade, eles têm o direito de participar de um intercâmbio em Israel. “As crianças entram com 8 anos no Dror, é um processo educacional que vai até os 15. Depois que eles aprendem muita coisa sobre nossa cultura e chegam aos 18 (se quiserem) vão para Israel e passam 1 ano lá. Nós vamos para lá, não para estudar, mas sim para conhecer a cultura do nosso povo e fazer trabalhos sociais”, pontuou.

A jovem explica ainda que pretende dar a mesma educação religiosa aos seus futuros filhos. “O que eu passei em Israel foi incrível. Lá é realmente o que aprendemos aqui, nossa cultura. Eu me sentia em casa. Fizemos diversos trabalhos sociais que me transformaram. Hoje tenho certeza que, como os meus pais, quero incentivar meus filhos a estudare, aqui (Colégio Israelense) e quem sabe, eles seguirão meus passos. Assim que eu voltei, pensei em voltar pra Israel e morar lá, mas agora criei vínculos aqui. Quem sabe no futuro eu não volte para lá?”.

Após as orações e cânticos, as pessoas se reuniram para confraternizar em volta de uma mesa repleta de pratos tradicionais da cultura judaica como bolo de mel, maçã, torta de cebola, romã e o Challah – que é conhecido como pão trançado. O próximo evento é o mais marcante para os judeus, o Yom Kipur ou o Dia do Perdão, acontecerá no dia 13 de setembro.

O governo alemão aprovou nesta quinta-feira (15) o aumento das indenizações pagas aos sobreviventes do Holocausto. Os principais beneficiários serão a comunidade judaica na Europa Oriental.

Wolfgang Schaeuble, ministro das Finanças alemão, disse que vai assinar um acordo com a Conferência sobre Reivindicação Judaica para aprovar a ajuda financeira extra.

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O acordo coincide com o 60º aniversário do Acordo de Luxemburgo, no qual o governo da Alemanha Ocidental assumiu a responsabilidade pelo Holocausto e concordou em fornecer reparações financeiras aos sobreviventes judeus.

Desde 1952, a Alemanha já pagou US$ 89 bilhões em compensações pelos crimes praticados pelos nazistas.

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