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Em uma entrevista realizada na noite desta segunda-feira (22) ao professor de matemática Darlan Moutinho, a ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, categorizou a responsabilidade dos estudantes na escolha das datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 como "covardia".

Segundo Fini, a decisão deveria ser tomada pelo comandante do Ministério da Educação (MEC). "Perguntar para o jovem quando ele quer fazer aprova é covardia. Isso não é papel de uma pesquisa com a juventude, isso é papel do ministro da Educação, isso é uma decisão política que tem que ser tomada com base nos dados reais", disse a ex-presidenta do Inep.

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A opinião, segundo Fini, é com base no momento em que o mundo vem passando. "Ninguém sabe como será o ano letivo até agora", disse. Maria Inês pontuou, ainda, que consulta e decisão são diferentes. "Consulta não é determinação. Consulta você faz, analisa, escreve um artigo, mas a decisão é política, é do gestor", avaliou.

Já sobre a melhor data de realização da prova, Maria Inês Fini aconselhou o mês de maio. "Eu passei o final de semana orientando vários filhos de amigos meus. Por prudência, eu orientaria maio. Acho que houve um erro. Deveria ter sido março. Maio foi colocado exatamente para não ser votado", disse. 

A votação das datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi pauta de uma live promovida pelo professor de matemática Darlan Moutinho, na noite desta segunda-feira (22). Convidada da transmissão, a ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, declarou que, por “prudência”, indicaria o mês de maio para a votação dos estudantes. Para Maria Inês, porém, esse mês não deveria ter sido colocado pelo Ministério da Educação (MEC) entre as opções.

“Eu passei o final de semana orientando vários filhos de amigos meus. Por prudência, eu orientaria maio. Acho que houve um erro. Deveria ter sido março. Maio foi colocado exatamente para não ser votado. Agora, consulta não é determinação. Consulta você faz, analisa, escreve um artigo, mas a decisão é política, é do gestor. Aliás, achei de uma covardia colocar isso na mão de juventude”, declarou a ex-presidente do Inep, em entrevista ao professor Darlan Moutinho. Confira a live na íntegra:

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Para Maria Inês, a definição das datas da prova deste ano, diante do crítico cenário da pandemia da Covid-19, não deveria ficar sob a responsabilidade dos estudantes. De acordo com a ex-presidente do Inep, esse papel de decisão seria do próprio MEC.

Iniciada no último dia 20, a votação para a escolha das datas do Enem 2020 segue até o próximo dia 30, por meio da Página do Participante. As opções de escolha são as seguintes:

A educadora Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), teve sua exoneração do cargo no instituto publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (14). Ela ocupava o cargo desde o mês de maio de 2016.

Além da exoneração de Fini, o Diário Oficial publicou a exoneração de Abilio Baeta Neves, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Paulo Monteiro Barone, secretário de educação superior do Ministério da Educação (MEC).

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Confira publicação do Diário Oficial clicando neste link. O LeiaJa.com entrou em contato com o Inep, que afirmou que a exoneração de Maria Inês "trata-se de uma ação decorrente da nova transição do governo". O instituto afirmou, ainda, que a nomeação do novo presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, ocorrerá em breve.

Em entrevista coletiva para apresentar as mudanças trazidas pelo edital do ENEM 2017, liberado na manhã desta segunda-feira (10), a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, explicou como será a próxima edição do exame. Entre as principais alterações estão o aumento da taxa de inscrição, de R$ 68 para R$ 82, a alteração da ordem e distribuição das provas entre os dias de exame e o fim da marcação da cor do caderno de prova, que virá com o nome e o número de inscrição do participante na capa. As inscrições terão início no dia 8 de maio.

Taxa 

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De acordo com a presidente do Inep, o aumento do valor que os estudantes que não têm direito a isenção precisam pagar se deve ao acúmulo do  Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA) que não eram repassados para o valor. “Antes que me perguntem, nós tivemos um ajuste desse preço em razão do IPCA acumulado que não foi aplicado no ajuste da taxa, e no IPCA deste ano. São 14% (de aumento) de IPCA acumulado e 6% do IPCA deste ano”. Ficam isentos do pagamento da taxa estudantes que concluirão o terceiro ano do Ensino Médio em escolas públicas e participantes de baixa renda com cadastro no CadÚnico. 

Distribuição das provas 

Também houve alteração na ordem de realização das provas entre os dias. Nos anos anteriores, os participantes faziam as provas de Ciências Humanas e de Ciências da Natureza no primeiro dia e de Linguagens, Matemática e Redação no segundo.

De acordo com Maria Inês Fini, a distribuição das provas foi alterada por pedidos dos participantes e para o ENEM 2017, no primeiro dia serão feitas provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação no primeiro dia, com 5 horas e meia de duração, e de Matemática e Ciências da Natureza no segundo, com duração de 4 horas e meia.

Marcação de cor 

Os cadernos de prova continuarão tendo cores diferentes, porém não será mais feita a marcação da cor não será mais realizada, pois os cadernos terão, na capa, o nome e o número de inscrição dos participantes. A transcrição da frase de segurança para o caderno de respostas continua sendo obrigatória. 

Atendimento especial 

Os estudantes com deficiência e outras condições que gerem a necessidade de atendimento especial deverão fazer a solicitação de uma hora adicional para realização das provas entre outras condições no ato de inscrição. Também na inscrição os participantes deverão enviar os laudos médicos que comprovem a necessidade do atendimento. 

Outra novidade é a opção de realizar a prova com auxílio de um vídeo com as questões da prova traduzidas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para participantes com deficiência auditiva. A aplicação será em salas especiais com um tradutor para cada dois candidatos (para traduzir dúvidas pontuais sobre de vocabulário) e a tradução por vídeo também deverá ser solicitada no momento da inscrição.

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Os principais gestores da Educação Básica como, diretores das escolas estaduais, coordenadores e técnicos do Censo nos estados e municípios envolvidos na coleta dos dados nas estatísticas educacionais brasileiras estarão na reunião do Encontro Nacional do Censo Escolar 2016, nos dias 13 a 16 de dezembro, no Rio de Janeiro.

O objetivo do encontro além de debater sobre "Alfabetização, Formação de Professores e Ensino Médio: eixos prioritários para a educação brasileira e as medidas necessárias para impulsioná-los", será a apresentação da importância do Censo Escolar para as Avaliações Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Haverá também palestras abordando a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) e a Pesquisa de Controle de Qualidade do Censo Escolar. 

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A mediadora será a presidente do Inep, Maria Inês Fini, e de acordo com informações da imprensa, a reunião irá abordar a Atualização Cadastral e a Qualidade dos Dados Declarados Erros Frequentes na Coleta do Censo Escolar; Avaliação do Indicador: Taxa de Risco; O Censo Escolar e as Mídias Digitais: meios de informação e comunicação com os usuários e atualizações previstas para o Censo Escolar 2017. A educadora destaca o valor da pedagogia baseada em evidências, implementados no Brasil no século passado, desde a década de 30. "O Censo Escolar tem se aprimorado de maneira exemplar ao longo dos anos para oferecer aos educadores bases seguras para pensar a educação em nosso país", afirmou para a assessoria do Inep.

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, adiantou possíveis mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para a edição 2017, na reunião do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O anúncio oficial deverá será feito após a segunda alicação do exame, que está marcada para 3 e 4 de dezembro. 

De acordo com informações da Agenda Brasil, algumas mudanças podem começar a valer em 2017. Segundo Maria Inês, o Inep está estudando formas de readequar o Enem à reforma do ensino médio.

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O Enem não deverá mais ser usado com a finalidade de conclusão do ensino médio. Aqueles que realizam a prova para testar os conhecimentos deverão ser excluídos do processo e terão um simulado aplicado em julho, antes do Enem, cuja prova geralmente acontece no final do ano. 

Conforme informações da Agência Brasil, a presidente do Inep destaca que "o exame não foi preparado para fazer esse tipo de avaliação", se referindo aos testes de conhecimentos. Segundo ela, dos 990 mil candidatos que fizeram o Enem com essa finalidade, 74 mil obtiveram a certificação. A intenção é que as certificações sejam concentradas no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), já aplicado atualmente no Brasil e no exterior. 

Maria Inês disse, de acordo com a Agência Brasil, que serão mantidos os direitos adquiridos pelos estudantes, como o uso da nota para participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e para concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).

A educadora Maria Inês Fini será a nova presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O nome foi confirmado hoje (16) pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ela ainda não tomou posse oficialmente.

Maria Inês, entre 1996 e 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso, atuou no Inep como diretora de Avaliação para Certificação de Competências, sendo responsável pela criação e implementação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2009, na gestão do petista Fernando Haddad na Educação é que o exame foi modificado e tomou as dimensões que tem hoje, sendo porta de entrada para o ensino técnico, o ensino superior, além de certificação do ensino médio.

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A educadora foi fundadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atuou de 1972 a 1996. Doutora em ciências - educação, pedagoga, professora e pesquisadora em psicologia da educação, psicologia do desenvolvimento, social e do trabalho, especialista em currículo e avaliação, com experiência em gestão educacional na educação básica e superior.

Maria Inês também é responsável pela criação e implementação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e foi diretora do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) no Brasil.

Ligado ao MEC, o Inep promove estudos, pesquisas e avaliações do sistema educacional brasileiro. Além do Enem, cuida de avaliações como a Prova Brasil. Também produz os censos Escolar e da Educação Superior.

A educadora é a segunda confirmação da pasta. A Secretaria Executiva será ocupada por Maria Helena Guimarães de Castro. Maria Helena foi secretária de Educação do Estado de São Paulo e presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) entre 1995 e 2001, no governo de FHC.

Nas eleições presidenciais de 2014, Maria Helena fez parte da equipe que formulou o programa de governo do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, sendo responsável pelas políticas na área de educação.

A ausência de mulheres no primeiro escalão do governo interino de Michel Temer foi alvo de críticas por movimentos nacional e órgãos como o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres no Brasil.

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