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A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta sexta-feira (2), mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Petrolina (PE) contra integrantes de um grupo neonazista que atua em um aplicativo de mensagens. Os mandados fazem parte da Operação Bedel, foram expedidos pela 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Linhares (ES) e são oriundos da investigação iniciada após um ataque à duas escolas em Aracruz (ES), que deixou quatro pessoas mortas e 13 feridas.

De acordo com a PF, uma investigação constatou que o menor de idade, autor dos disparos em Aracruz, fazia parte de grupo de chat e canal de aplicativo de mensagem cujos integrantes compartilhavam material de Extremismo Violento Ideologicamente Motivado (EVIM) com divulgação de tutoriais de assassinato, vídeos de mortes violentas, de fabricação de artefatos explosivos, de promoção de ódio a minorias e ideais neonazistas, o que pode ter induzido o menor a cometer os assassinatos em massa.

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Ainda segundo a PF, mesmo com a baixa cooperação da empresa do aplicativo em fornecer os dados necessários para a identificação dos participantes do grupo, foram identificados dois integrantes que interagiam ativamente com postagens com teor racista e antissionista, os quais são investigados pela prática de corrupção de menor de 18 anos ao induzi-lo a cometer a infração penal prevista no art. 2º, §1º, inciso V, da Lei 13.260/2016 (Lei de Terrorismo) e de homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos II e IV, do Código Penal), mediante o compartilhamento de material antissemita, racista e de extremismo violento, o que configura o crime previsto no art. 20, §§1º e 2º, da Lei nº 7.716/1989. A polícia não divulgou a identificação dos alvos da operação.

Se somadas, as penas máximas dos crimes investigados atingem 72 anos de reclusão, lembrando que tanto o crime de terrorismo quanto o de homicídio qualificado são considerados hediondos pela legislação.

*Com informações da Polícia Federal

Sobreviventes do atentado a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, que deixou quatro pessoas mortas e 12 feridas relataram ao Uol como foram os momentos de tensão e desespero de quando o atirador de 16 anos entrou nas escolas. 

A professora de biologia Jessica Conceição Perini, de 31 anos, foi uma das sobreviventes da primeira escola invadida, a Escola Estadual Primo Bitti, e desabafou que sentiu “como se Deus tivesse me dado uma segunda chance”.

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Ela, que levou um tiro de raspão na cabeça e só percebeu depois, relatou ter ouvido disparos e, ao olhar para trás, percebeu que o atirador se aproximava pela porta dos fundos. “Era como se fosse um cenário de guerra. Quando virei para correr senti algo passando por cima da minha cabeça. O tiro passou de raspão, mas não percebi, porque não senti a dor”, relatou ao Uol.

Jessica disse ter se jogado sobre o sofá durante o ataque, e achou que morreria ali mesmo. “Ele [o atirador] estava ali para matar mesmo. Imaginei que não sairia dali viva. Só fechei os olhos e esperei que os tiros chegassem em mim, só que isso não aconteceu. Orava a Deus enquanto ouvia os disparos”, lembrou. 

A professora de biologia detalhou só ter percebido o tamanho da tragédia quando viu que todas as professoras ao lado dela estavam baleadas e, entre elas, Cybelle Bezerra e Flavia Merçon, que morreram na hora. Elas foram sepultadas no Cemitério Jardim da Paz, na Serra, no domingo (27).

“Olhei em volta e vi quem estava perto, havia sido atingido. Eu estava bem perto da Cybelle e da Flavia. Foram cenas de terror, que voltam toda a hora na minha memória. Senti uma tristeza profunda, porque perdi amigas queridas. Mas tive uma segunda chance. Ficou uma lição de viver o hoje. Já abracei quem eu tinha que abraçar. Esse episódio fortaleceu ainda mais a minha fé”, contou ao Uol. 

Jessica procurou atendimento médico após ter sido alertada por alunos sobre o tiro de raspão na cabeça, mas o ferimento foi superficial e não precisou de curativo. “Se o tiro tivesse sido um pouco abaixo, eu não estaria aqui para contar a história. As cinco professoras que estavam perto de mim foram baleadas. Foi um milagre eu não ter sido atingida, porque estava desprotegida”. 

Uma outra professora ouviu os tiros de longe e fugiu junto com alguns alunos. De acordo com Marlene Fernandes Barcelos, houve uma palestra sobre empreendedorismo na escola no dia do atentado e ela estava afastada da sala dos professores quando ouviu os disparos, porque se despedia dos palestrantes. “Quando percebi que era tiro, já corri e pedi que o guarda abrisse o portão para os alunos saírem. Falei: sai que é tiro. Aí, os alunos correram. Alguns até pularam o muro da escola. Consegui fugir com eles. Nós sobrevivemos”, disse ao Uol. 

 

O ataque a duas escolas de Aracruz, no Espírito Santo, chocou o País na última sexta-feira (25). Ao todo, quatro pessoas morreram e 13 ficaram feridas pelos tiros disparados por um adolescente de 16 anos que invadiu os colégios utilizando roupas camufladas com símbolos nazistas e armas do pai, que é policial militar. Uma dessas vítimas é Selena Sagrillo, de 12 anos, filha da bióloga Thais Fanttini Sagrillo Zuccolotto, que divulgou no fim de semana uma carta aberta sobre o assassinato da filha.

No texto, Thais diz escrever a carta do quarto de Selena. "Escrevo, pois não tenho mais voz para falar, não tenho mais lágrimas para chorar", diz a mãe. Ela compartilha um pequeno texto que havia sido escrito por Selena há um ano atrás, em seu aniversário de 11 anos, e diz que a filha estava se tornando uma "mulher poderosa, alma livre, feminina".

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Por fim, Thais diz clamar por "piedade e por segurança para nossas crianças serem as milhões de pequenas revoluções que elas poderiam ser". Ela pede orações e energias positivas neste momento de tanta dor e afirma que espera que a partida da Selena "seja o início de uma nova revolução, assim como ela (Selena) gostava, mas uma revolução baseada no amor e segurança para nossas crianças de todas as etnias, regionalidade, classe social e crença", finaliza.

Selena Sagrillo tinha recém-completado 12 anos e era aluna do 6º ano da segunda escola invadida pelo atirador. O corpo da vítima foi velado e sepultado neste sábado (26), no cemitério de Pendanga, no município de Ibiraçu, Espírito Santo.

Confira a carta da mãe de Selena na íntegra:

"Escrevo este texto do computador e quarto de minha filha Selena, que agora amargam sua ausência. Escrevo, pois não tenho mais voz para falar, não tenho mais lágrimas para chorar.

O lamento, a dor e angústia que estavam no meu peito antes, agora, começam a dar lugar ao sentimento de entendimento, aceitação e saudade.

Sentada em meio ao pequeno caos criativo que era seu quarto, encontrei um texto que falou tão profundamente em meu coração que não consigo deixar de compartilhar com vocês, que tanto estão nos dando forças neste momento. O texto dizia:

'Vai ter um dia em que o mundo inteiro vai estar do seu lado, e esse dia é hoje. Eu esperei minha vida inteira. E tudo está bem. Completei meus 11 anos e tinha voltado ao bairro e a escola que cresci depois de dois anos em São Mateus (ES), e eu disse: Vai um dia que o mundo inteiro vai estar do seu lado, e esse dia está próximo.'

Realmente o dia estava próximo para minha filha. Havia 1 mês e cinco dias que ela havia completado 12 anos. O dia de sua morte, dia 25/11, foi também o dia do aniversário de meu pai, e seu avô Jose. Dia 01/12 será aniversario de seu outro avô, Laudérico. Daqui a trinta dias será Natal. Minha filha não verá os próximos jogos da Copa do Mundo e nunca mais se empolgará com um gol como aquele do Richarlyson, que ela achou 'incrível'.

Jamais verei do que ela seria capaz. Ela estava se tornando uma mulher poderosa, alma livre, feminina. A promessa de uma vida inteira foi desfeita. Todo um futuro interrompido. A custo do ódio, do desamor, do terror. Não venho aqui clamar por retaliação, pois de ódio, estou farta.

Clamo por piedade e por segurança para nossas crianças serem as milhões de pequenas revoluções que elas poderiam ser. Segurança nas escolas, ruas, casas. Abrigadas e protegidas de todos os desterros do mundo. Longe da violência, drogas, armas e abusos.

Que a partida da Selena seja o início de uma nova revolução, assim como ela gostava, mas uma revolução baseada no amor e segurança para nossas crianças de todas as etnias, regionalidade, classe social e crença."

O atirador de 16 anos que invadiu duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, na sexta-feira (25) passada, matando ao menos quatro pessoas, disse em depoimento à Polícia Civil que se preparou para os ataques com base em vídeos disponíveis no Youtube, informação que será apurada pelos investigadores.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, José Darcy Arruda, o adolescente pode realmente ter aprendido a manusear as armas com base em vídeos, mas existe também a possibilidade de ele ter recebido instruções de maneira presencial, o que será investigado. "O adolescente disse em depoimento que aprendeu pelo YouTube, mas ele pode ter aprendido de forma presencial ou virtual. Iremos apurar como foi", confirmou Arruda.

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Sobre a motivação do crime, o delegado disse ainda não ter uma conclusão: "Ainda estamos investigando e buscando, porém a literatura nos diz que o atirador ativo geralmente são pessoas mentalmente perturbadas, se isolam e tem tendências a ligar a grupos extremistas e quando agem não tem alvo definido".

Uma coletiva de imprensa sobre a investigação está marcada para acontecer na manhã desta segunda-feira (28), na Secretaria da Segurança Pública.

Feridos

De acordo com o último boletim divulgado pelo governo capixaba sobre o caso, às 18h deste domingo, cinco pessoas permanecem internadas após terem sido feridas no ataque.

No Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves estão duas mulheres de 45 e 52 anos. Elas seguem na UTI em estado considerado grave. No Hospital Estadual de Urgência e Emergência "São Lucas"(HEUE) está uma mulher de 58 anos com estado de saúde estável. "Aguarda melhora de feridas em membro inferior para ser submetida à nova cirurgia", informou o governo.

No Hospital Estadual N.Sra. da Glória "Infantil de Vitória" (HINSG) seguem internados um menino de 11 anos, que evoluiu para um quadro estável e foi levado para uma unidade semi-intensiva, e uma menina de 14 anos, que está entubada em uma UTI em estado grave.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) foi mais uma figura pública a denunciar racismo em uma publicação do Estadão, veiculada na última sexta-feira (25). Na chamada da reportagem, o jornal paulista incluiu como capa uma foto que mostrava as mãos de um homem negro segurando uma arma de fogo.

A associação da imagem à notícia foi considerada infeliz e racista por muitos internautas, uma vez que o atentado às escolas em Aracruz, no Espírito Santo, tiveram como autor um adolescente branco e com referências ao nazismo.

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“O racismo está tão incrustado em nossa sociedade que mesmo quando um branco comete crime atroz, como o de Aracruz (ES), usa-se a pele negra para representar o ato violento. Versão inicial do post do Estadão para analisar ataques a escolas foi ilustrada com uma mão preta armada”, escreveu Marina Silva, nas redes sociais.

A parlamentar e coordenadora de Meio Ambiente na equipe de transição do Governo Lula se referiu à versão como “inicial” pois a foto foi substituída, após a má repercussão, por uma imagem do atirador durante o atentado.

Confira a repercussão nas redes sociais

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A professora Flávia Amboss Merçon, de 38 anos, tornou-se neste sábado, 26, a quarta vítima do ataque a duas escolas realizado por um adolescente armado de 16 anos na sexta-feira (25) em Aracruz, no Espírito Santo. Outras quatro pessoas, entre elas duas crianças, seguem internadas em estado grave. Antes da confirmação da quarta morte, a polícia havia informado que o jovem deveria ser indiciado por ato infracional análogo a três homicídios qualificados e dez tentativas de homicídio.

O pai do adolescente, em entrevista ao Estadão, afirmou que o filho fez "algo terrível" e que vai pedir desculpas às famílias das vítimas em "momento oportuno". "Meu filho cometeu algo terrível, que nunca poderia ao menos imaginar", comentou ele, que é tenente da Polícia Militar capixaba. O governo confirmou que o jovem usou no ataque duas armas pertencentes ao pai, uma delas de propriedade da PM.

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O oficial havia publicado nas redes sociais uma foto da capa do livro "Minha Luta", em que Adolf Hitler expôs suas ideias antissemitas. A publicação gerou debates com pessoas associando o pai à ação do filho, já que o adolescente portava uma peça com emblemas nazistas. "Você quer saber de livro da biografia de Hitler. Livro péssimo. Li e odiei", afirmou o policial. O policial não quis comentar como o filho teve acesso à sua arma e ao carro da família e pediu para que a dor dele fosse respeitada.

Comoção

Desde a noite da sexta-feira, flores e velas são deixadas na porta da Escola Primo Bitti, primeiro local invadido pelo atirador, no pacato bairro de Coqueiral de Aracruz. Os sentimentos de tristeza e indignação eram um lugar comum entre os presentes e a comunidade ao longo do sábado.

Logo na chegada à cidade, era possível ver a fila de carros que se formava em frente à capela que abrigava o velório da estudante Selena Sagrillo, de 12 anos. Entre os muitos presentes, chamou a atenção a quantidade de adolescentes vestindo roupas pretas e acompanhados de seus pais.

Uma delas, Maria Eduarda Oliveira Vervloet, de 11, era amiga e colega de classe e contou como tudo aconteceu. "Eu estava em uma sala embaixo de onde o assassino estava. Ouvi o barulho dos tiros, olhei e vi o assassino. Uma das coordenadoras que estava comigo também foi ver o que era e voltou correndo, com cara de assustada, e levou a gente com pressa para um clube vizinho da escola. Fiquei com muito medo e não quero mais voltar", comentou ao lado da mãe, Renata Curto, de 47 anos.

A mãe correu para o local quando soube do atentado por meio de um aplicativo de mensagens e reitera a vontade da filha: "Muito difícil voltar. Foi um trauma muito grande e os pais não se sentem seguros".

De acordo com Simoni Bianchini, mãe de um dos sobreviventes e ex-professora da escola, faltam palavras para descrever o que aconteceu. "A gente está sem palavras para explicar o que aconteceu em um bairro tão tranquilo. A gente sempre teve alguns problemas na escola, coisas comuns de estudantes, mas nada nem perto disso. O que a gente viu ontem (sexta) não. Entrei em pânico", disse.

Desolação também foi vista no velório de Maria da Penha Pereira de Melo Banhos, de 48, uma das professoras mortas no ataque. O viúvo Wellington Banhos contou que soube do ataque por meio da filha de sete anos. "Minha filha mandou mensagem para mim, fui ao hospital para verificar e fui para a escola. Porém lá, eu queria ver ela, abraçar ela. Mas não consegui", disse. Não foram divulgadas informações sobre o velório da professora Cybelle Passos Bezerra Lara, de 45 anos.

O pai do adolescente de 16 anos que cometeu um atentado a tiros contra duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, afirmou ao Estadão que o filho fez "algo terrível" e que vai pedir desculpas às famílias das vítimas em "momento oportuno". Quatro pessoas morreram, conforme o mais recente boletim da Secretaria da Saúde do Estado.

"Meu filho cometeu algo terrível, que nunca poderia ao menos imaginar", disse à reportagem o pai do atirador, que foi apreendido e vai responder por ato infracional análogo aos crimes quatro homicídios qualificados e nove tentativas de homicídio qualificado. Os agravantes são o motivo fútil e a impossibilidade de defesa das vítimas.

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Tenente da Policia Militar capixaba, o pai havia publicado nas redes sociais uma foto da capa do livro "Minha Luta", em que Adolf Hitler expôs suas ideias antissemitas. A publicação gerou debates nas redes sociais, com pessoas associando o pai à ação do filho.

"Você quer saber de livro da biografia de Hitler. Livro péssimo. Li e odiei", afirmou o PM à reportagem, sobre a obra considerada referência ideológica para neonazistas. Ele não comentou o fato de o filho ter usado, conforme apuração da polícia, uma suástica na roupa durante o atentado em uma escola pública e outra particular no norte do Espírito Santo.

O policial não quis comentar como o filho teve acesso à sua arma e ao carro da família e pediu para que a dor dele fosse respeitada.

O atentado deixou três mortos no local - sendo duas professoras e uma aluna de 12 anos. A quarta vítima fatal, uma mulher de 38 anos, morreu neste sábado, dia 26. Ela estava internada em estado gravíssimo. Há adultos e menores em estado grave na rede hospitalar capixaba.

A Polícia Civil do Espírito Santo anunciou que o jovem de 16 anos responsável pelo ataque contra duas escolas na cidade de Aracruz, na sexta feira (25), deverá responder por ato infracional correspondente aos crimes de 10 tentativas de homicídio qualificada e três homicídios qualificados, todos com o agravante de por motivo fútil e com impossibilidade de defesa da vítima.

Ainda de acordo com a polícia, ele foi encaminhado ao Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo, em Cariacica, na Grande Vitória. As armas apreendidas foram encaminhadas para o setor do Departamento de Criminalística, juntamente com as munições.

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Segundo a apuração da Polícia Civil do Estado, o autor do ataque a duas escolas usou a arma do pai, um policial militar, na ação que deixou duas professoras e uma aluna de 12 anos mortas. Em entrevista, o governador reeleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que a família estava chocada com as atitudes do atirador e colaborou para garantir a apreensão dele depois da chegada da polícia.

"Segundo informações preliminares, obtidas por imagens, o criminoso estava sozinho e arrombou um cadeado para ter acesso à primeira escola. Próximo ao acesso do portão, estava a sala dos professores. Ele teve acesso direto à sala, no momento do intervalo, e assim surpreendeu e vitimou os professores", afirmou o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Márcio Celante.

Vítimas seguem em estado grave

 

A Secretaria da Saúde do Espírito Santo divulgou nota oficial sobre os quadros de saúde dos sobreviventes do ataque. Três mulheres, com idades de 52, 45 e 38 anos, passaram por cirurgias e seguem em UTI em estado grave no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, no município de Serra, próximo a capital Vitória.

Uma quarta mulher, de 58 anos, passou por cirurgia no Hospital Estadual de Urgência Emergência da capital do estado e permanece estável.

Dois adolescentes seguem internados na UTI do Hospital Estadual N.Sra. da Glória, também na capital. Um garoto de 11 anos passou por cirurgia e uma garota de 14 anos segue entubada e em estado grave, ambos em estado grave.

O ataque

 

Eram cerca de 9h30 quando o atirador chegou na primeira escola, de ensino fundamental. Segundo imagens de câmeras de segurança, ele usava uma roupa camuflada, um capuz e uma máscara de caveira. Armado com uma pistola, ele tinha carregadores de munição e, ao invadir a escola, chegou primeiro na sala dos professores, onde começou a atirar. Duas professoras morreram no local.

Pouco depois, o atirador entrou em um Renault Duster dourado e foi para a segunda escola, particular. No local, ele se dirigiu ao segundo andar do prédio, entrou em uma das salas de aula e começou a atirar em alunos que estavam próximos à entrada da sala. Uma estudante de 12 anos morreu.

Depois da identificação do proprietário do carro , a polícia seguiu para a casa do adolescente, que confessou o crime à Polícia Civil, e entregou todos os itens usados nos ataques, como a roupa camuflada com uma suástica nazista que vestia, além das armas. "Ele tinha uma pistola .40 do Estado, da Polícia Militar, que era do pai, e um revólver 38 particular, além de três carregadores", disse Renato Casagrande em entrevista sobre o caso.

O adolescente tem 16 anos e estudou até junho deste ano no primeiro colégio a ser invadido, a Escola Estadual Primo Bitti, que fica no bairro Coqueiral e distante cerca de um quilômetro do Centro Educacional Praia de Coqueiral, a outra unidade escolar atingida.

Segundo a polícia, ele ainda revelou que planejava o ataque havia dois anos, mas alegou não revelou ter qualquer motivação específica para a ação.

O ataque em duas escolas da cidade de Aracruz no Espírito Santo, nessa sexta-feira (25), que terminou com 3 vitimas fatais, não passou despercebido pelo atacante Richarlison da Seleção Brasileira. Conhecido por se envolver questões de cunho social, o jogador, mesmo em meio a Copa do Mundo, fez questão de enviar condolências às famílias das vítimas.

Richarlison fez uma postagem no seu Twitter sobre o assunto, neste sábado (26): ”Minha solidariedade e tristeza pelo que aconteceu ontem no meu estado, em Aracruz. Professoras e uma criança morta. Coisa impossível de acreditar que ainda aconteça. Muita força e carinho pras famílias e amigos”.

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O caso aconteceu na manhã dessa sexta-feira. O filho de um policial militar de apenas 16 anos usou duas armas do pai para atacar diversas pessoas a tiros dentro de uma escola. Usando máscara e roupas camufladas, ele entrou e começou a efetuar disparos. 

Ele matou duas professoras e uma aluna de 12 anos de idade. O atirador foi preso horas depois do crime e segundo a PM não ofereceu resistência. A Secretaria de Segurança do Espirito Santos afirmou que a ação foi premeditada e preparada por ele durante dois anos.

Um ataque a tiros executado por um estudante na cidade de Aracruz (ES) deixou pelo menos três mortos, além de oito feridos, em duas escolas do município. Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo ataque é um aluno adolescente da Escola Estadual Primo Bitti, no bairro do Coqueiral.

Ainda de acordo com a PM, ele entrou na sala dos professores e em outras salas da escola Primo Bitti, munido de uma pistola e vários carregadores, e efetuou vários disparos, matando duas pessoas e ferindo quatro.

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Depois disso, ele entrou em um carro e invadiu uma escola particular no mesmo bairro, o Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), efetuando novos disparos. Pelo menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas.

Os feridos foram levados a hospitais da região. O adolescente apontado como responsável pelos disparos já foi identificado.

Por meio de seu perfil no Twitter, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, lamentou o atentado. “Com sentimento de pesar e muita tristeza, estou acompanhando de perto a apuração da invasão nas Escolas Primo Bitti e Darwin, em Aracruz. Todas as nossas forças de segurança estão empenhadas. Determinei o deslocamento dos Sec. de Segurança e Educação para acompanhar os trabalhos”.

A prefeitura de Aracruz divulgou nota informando que as aulas da rede municipal foram suspensas hoje a pedido da PM.

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A cidade de Aracruz, no Espírito Santo, tem um dos seus vereadores como protagonista de uma confusão que pode resultar na perda de seu mandato. Beto Negreiro (PRB) se envolveu em uma briga dentro de um motel da cidade, no último dia 20 de agosto. Ele supostamente teria oferecido R$ 800 a um homem para que este "permitisse" ao político praticar sexo com sua esposa.

Conforme informações da imprensa local, no motel, Negreiro se descontrolou, quebrou coisas e ainda disse ter uma arma dentro do carro. A Polícia Militar foi acionada.  

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A versão do vereador é destoante. Segundo ele, o casal havia o convidado para o motel, mas chegando lá ambos teriam tentado matá-lo. Segundo o casal, Negreiro teria ficado enciumado em vê-los juntos e iniciou a confusão. Os policiais ainda fizeram buscas dentro do carro – local onde ele havia ameaçado pegar a arma -, mas nada foi encontrado.  

Diante de toda a confusão, o boletim de ocorrência chegou à Câmara de Aracruz e, de acordo com o presidente, Alcântaro Filho (Rede), os vereadores resolveram investigar o caso. Ele terá direito a ampla defesa, mas caso seja penalizado, a quebra de decoro pode significar até a cassação do mandato.  Uma comissão foi formada para a investigação e é composta por cinco vereadores: Toni Loureiro (PP), o presidente, Celso Dias (PRB), o relator, Mônica Cordeiro (PDT), Carlinhos do Josiel (PP) e Adeir do Gás (PDT).

A comissão tem cinco dias para notificar Beto Negreiro. Após isso ele terá dez dias para apresentar sua defesa. Em seguida, uma nova reunião sobre o processo administrativo será realizada para o relatório ir à plenário. Na ocasião será decidida pela cassação ou não. O presidente da Casa informou que Negreiro não se opôs à formação da comissão. Procurado pela imprensa, o vereador não foi encontrado.

A única peça que faltava para encerrar o caso dos derivativos tóxicos da Aracruz Celulose está prestes a ser alinhada. O ex-diretor financeiro da companhia, Isac Roffe Zagury, encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma proposta de acordo no processo que investiga as perdas bilionárias causadas por operações com derivativos cambiais, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O caso chegou nesta quinta-feira, 04, à alta cúpula da autarquia, que decidirá se aceita o termo de compromisso ou se leva o executivo a julgamento. Zagury foi o único envolvido no imbróglio a ficar fora do acordo firmado em setembro passado pela CVM e pelo Ministério Público Federal (MPF) no processo. Dezesseis acusados pagaram um total de R$ 13,2 milhões para ver o processo extinto sem presunção de culpa.

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O grupo incluía o ex-presidente da Aracruz Carlos Aguiar além de membros do Conselho de Administração e de comitês financeiros e de auditoria da empresa. A autarquia apurava até que ponto os administradores deixaram de monitorar as operações ou de agir diante de sinais de alerta.

Na época, o colegiado da CVM considerou que o valor proposto era suficiente para desestimular práticas semelhantes no mercado, embora sua área técnica tivesse recomendado que o caso fosse julgado. Na decisão do colegiado, pesou o fato de a Fibria - resultado da união, em 2009, de Votorantim e Aracruz - ter abdicado de indenização pelas perdas de US$ 2,13 bilhões com as operações em 2008.

Como antecipou a reportagem, tudo indicava que Zagury apresentaria um pedido de termo de compromisso após a decisão favorável da CVM em relação a seus antigos colegas. No fim do ano passado, a defesa do executivo conseguiu fechar um acordo com a Fibria em uma ação judicial.

A empresa pedia indenização pelas perdas bilionárias. Os termos para encerrar o processo incluíram o pagamento de R$ 1,5 milhão por Zagury à empresa. Além disso, o executivo teve que reconhecer a violação, por erro, dos limites da política financeira da empresa e que não comunicou tal fato ao Conselho de Administração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) fechou nesta terça-feira acordo com todos os acusados no processo de derivativos tóxicos da Aracruz, com a exceção do diretor financeiro, Isac Zagury, cujo processo segue em andamento. Dezesseis acusados pagarão, cada um, R$ 800 mil a R$ 1,2 milhão para ter o processo extinto sem presunção de culpa.

A diretoria da CVM aprovou o arranjo contrariando recomendação de sua própria área técnica para que o caso fosse a julgamento, de forma a servir como um norte ao mercado sobre atribuições e responsabilidades de administradores no monitoramento de riscos de empresas brasileira. Os diretores entenderam que as multas, somando R$ 13,2 milhões, servem como desestímulo a práticas semelhantes. No caso da Aracruz, elas levaram a um rombo de US$ 2,13 bilhões.

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O processo Aracruz é um dos mais importantes do mercado de capitais dentro da autarquia e envolve o episódio dos derivativos tóxicos, um dos principais pontos de contágio do Brasil na crise mundial de 2008 e que evidenciou as fragilidades do mercado frente novas operações de alto risco. Sadia e Aracruz foram casos mais notórios de empresas afetadas. Dez administradores da Sadia foram condenados em 2010 a multas entre R$ 200 mil e R$ 400 mil.

O documento do comitê da CVM datado da semana passada (28 de agosto) recomenda o julgamento dado "o volume financeiro envolvido, o contexto em que se verificaram as infrações imputadas aos proponentes e a especial gravidade das condutas consideradas ilícitas".

Os valores fixados são superiores à multa pecuniária máxima que a CVM poderia aplicar em condenação, de R$ 500 mil a cada um. Porém, o valor total dos acordos ficou bem abaixo dos R$ 150 milhões pagos pela operadora Vivendi, o mais alto já fechado pelo regulador do mercado de capitais.

Conforme revelou a Agência Estado em janeiro, falhas no inquérito levaram a autarquia a suspender o julgamento - marcado para dezembro de 2010 e nunca realizado - e rever a acusação. A CVM confirmou nesta terça-feira que foram incluídos na investigação oito membros do conselho de administração que não haviam sido acusados inicialmente. Diante dos novos elementos, a diretoria considerou que o caso foi devidamente explorado e que apenas um acordo já serviria para desestimular práticas semelhantes no mercado.

Carlos Alberto Vieira, Ernane Galvêas, João Carlos Chede, Haakon Lorentzen, Eliezer Batista da Silva, Sergio Duarte Pinheiro, Jorge Eduardo Martins Moraes e Alexandre Silva D'Ambrosio, que haviam ficado fora da acusação, pagarão R$ 800 mil cada. O mesmo valor será pago pelos conselheiros Luiz Aranha Correa do Lago e Raul Calfat e demais membros de comitês financeiros e de auditoria acusados. O único a pagar um valor diferente será Carlos Augusto Lira Aguiar, ex-presidente da companhia, que se comprometeu com a quantia de R$ 1,2 milhão.

O processo continua agora apenas contra Zagury, o único a não apresentar proposta de termo de compromisso à CVM. Os demais haviam apresentado o último round de proposta de acordo em 18 de julho. Contra Zagury corre ainda uma ação na Justiça comum da empresa, que pede indenização pelas perdas. Contou para o acordo o fato da Fibria - resultado da união em 2009 entre a Votorantim e Aracruz - ter aberto mão de indenização por prejuízos.

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