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Na próxima segunda (4), acontece a estreia da exposição de arte digital "Reflectases", da artista Thielly Rissuto, na Biblioteca Monteiro Lobato, em Guarulhos (SP). A mostra ficará em cartaz até 20 de outubro, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

No dia 16 de setembro, haverá um encontro com a artista, a partir das 14h. A entrada é gratuita e a classificação livre. A exibição possui um conjunto de 14 obras, que representam uma jornada poética pelas fases da vida. O objetivo é fazer os visitantes refletirem sobre as mudanças e experiências que adquirem ao longo da vida.

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Thielly Rissuto se dedicou ao estudo da aquarela, na escola HQ Company, em 2017. Dois anos mais tarde, ela se aprofundou no desenho artístico na escola Halfthones. Já em 2020, ingressou no curso de Design de Interiores, na Watkins College of Art, nos Estados Unidos.

Reflectases conta com o apoio da Secretaria de Cultura de Guarulhos, que faz circular a programação artística nos espaços públicos do município.

Serviço - Exposição "Reflectases"

Data: 4 de setembro a 20 de outubro de 2023

Horário: Segunda á sexta-feira, das 9h às 17h

Local: Biblioteca Monteiro Lobato 

Endereço: Rua João Gonçalves, número 439 - Centro de Guarulhos, São Paulo/SP

Entrada gratuita

Os NFT, certificados de autenticidade digital de conteúdos da Internet (como imagens e animações), revolucionaram o mercado de arte no mundo, o que colocou a criação contemporânea como "locomotiva" do setor - afirma o relatório anual da empresa francesa Artprice publicado nesta segunda-feira (4).

As vendas públicas alcançaram o recorde de US$ 2,7 bilhões durante o ano fiscal 2020-2021, o que representa um aumento anual de 117%.

O principal estímulo veio dos NFT, "token não fungível", e da migração para a Internet dos leilões de arte contemporânea, devido à pandemia da Covid-19.

Considera-se arte contemporânea qualquer obra de um artista (tanto pintura, escultura, instalações, desenho, fotografia, gravuras, vídeos e, agora, NFT) nascido depois de 1945.

Entre 30 de junho de 2020 e 30 de junho de 2021, 102.000 obras contemporâneas foram vendidas no mundo, o que representa 23% do mercado mundial de arte. Um índice que era de apenas 3% em 2000-2001, destaca a Artprice, líder mundial das informações sobre o setor.

Com 40% das vendas no mundo, China continental, Taiwan e Hong Kong, viraram o principal mercado de arte contemporânea, à frente de Estados Unidos (32%) e Reino Unido (16%).

Nova York continua liderando a lista de mercados emblemáticos da arte, mas Hong Kong está bem perto, destronando Londres do segundo lugar.

As mulheres representam 37% das artistas, quase metade no setor de fotografia, disse à AFP o presidente da Artprice, Thierry Ehrmann.

- Artistas que saem do nada -

As obras digitais em NFT representam dois terços do valor das vendas pela Internet, e 2% do mercado global de arte em 2021, segundo o relatório.

"Há artistas emergentes como Beeple, que saem do nada, sem galeristas nem exposições, que se recusam a entrar no circuito tradicional da arte", afirma Ehrmann.

Considerados em algumas ocasiões uma "bolha especulativa", "os NFT permitem que jovens artistas ganhem a vida com isto, sobretudo, os criadores de 'street art', efêmera por natureza".

No ano 2000, havia apenas 150 artistas de "street art" no circuito dos leilões de arte. Em 2021, são 18.000, destaca Ehrmann.

Para o analista, esta é uma tendência "mundial que se impõe com força".

Banksy, um dos mais famosos artistas de rua, registrou no primeiro semestre de 2021 um volume de negócios de US$ 123 milhões. Ele está entre os cinco artistas mais rentáveis nas salas de leilões, atrás de Picasso, Basquiat, Warhol e Monet, segundo o relatório.

Se considerados apenas os artistas contemporâneos, Banksy fica no segundo lugar, atrás de Basquiat (que representa 7% das vendas mundiais, com o valor de US$ 181 milhões).

Desconhecido até o ano passado pelas casas de leilões, o americano Mike Winkleman, o Beeple, de apenas 40 anos, figura entre os três artistas vivos mais caros: atrás de David Hockney e de Jeff Koons. Seu primeiro NFT, "Everydays: 5.000 days", alcançou US$ 69,3 milhões, após um preço inicial de leilão de US$ 100.

Com milhões de seguidores no Instagram e apoiado pela casa de leilões Christie's, Beeple representa 3% do mercado de arte contemporânea, segundo a Artprice.

- "Colecionadores 2.0" -

Os NFT chamam a atenção de "novos colecionadores, com idade média de 32 anos, a geração 2.0 que compra arte a preços mais baratos, mas como um modo de vida", explica Thierry Ehrmann.

Em 2020-2021, os token não fungíveis representam nove vendas milionárias, três vezes mais que a fotografia, de acordo com o informe da Artprice.

Outro fato relevante do ano é a presença forte de artistas afro-americanos, afro-britânicos e africanos no mercado de leilões. O pintor Amoako Boafo, de Gana, viu seu quadro "Baba Diop" ser leiloado em dezembro de 2020, em Hong Kong, por US$ 1,14 milhão, 10 vezes mais que a estimativa inicial.

A escola de games e arte digital SAGA anunciou que sua formação Start 5.0, composto por nove cursos e 27 meses de duração, também poderá ser assinado individualmente por módulos, cada um com duração de três meses.

De acordo com a SAGA, no decorrer do processo, o aluno poderá adicionar novos cursos na medida de seu aprendizado, além de poder optar por uma trilha personalizada, referente a área específica que deseja adquirir conhecimentos.

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O fundador e CEO da SAGA, Alessandro Bomfim, afirma que o aluno poderá escolher dentro do catálogo do Start 5.0, quais e quantos cursos fará na modalidade online. Segundo ele, os contratos são assinados digitalmente e, caso o aluno queira continuar a formação, basta atualizar seu plano de assinatura com novos módulos.

O Start 5.0 oferece cursos voltados para arte digital, que ensina sobre arte vetorial, composição de imagens, pintura digital, efeitos visuais e motion graphics para vídeos, edição audiovisual, cenários 3D, personagens 3D, animação 3D e tecnologias imersivas.

Informações sobre matrículas e valores podem ser obtidas em qualquer unidade da SAGA ou no site https://www.saga.art.br/

A Escola Saga, que atua no desenvolvimento de jogos e artes gráficas, disponibiliza aulas gratuitas em seu canal do YouTube. O conteúdo aberto ao público terá novas aulas a cada semana.

A primeira live ocorreu às 10h da última quinta-feira (2) e foi ministrada pelo professor Daniel Sanches, que lecionou sobre modelagem de personagens tridimensionais através do programa ZBrush (Pixologic).

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Além dos conceitos técnicos, os professores apresentarão conteúdos sobre o mercado de artes visuais, oferecendo dicas ao mesmo tempo em que compartilham sua experiência profissional.

Por causa da proliferação do coronavírus, inúmeras mostras de arte foram canceladas ao redor do mundo. Visando a necessidade da arte em períodos de isolamento, o LeiaJá destaca algumas exposições digitais que podem ser conferidas sem sair de casa.

1. "Chartasis", no Serpentine Gallery

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A exposição de Jakob Kudsk Steensen fica disponível até 31 de março e conta com uma imersão digital em uma espécie de floresta que permanece intacta há centenas de anos. Descrito pela galeria, localizada em Londres, como uma "concepção de 'mídia lenta' do artista, na qual as tecnologias digitais podem promover a atenção ao mundo natural e criar novas narrativas sobre nossos futuros ecológicos", a mostra se torna uma espécie de portal digital, uma jornada simulada que oferece ao público acesso a ambientes naturais passados e presentes, desacelerando e aproximando-se.

2. "Excelências e Perfeições", no Instagram

A artista Amalia Ulman escolheu o Instagram para sua performance. Em sua obra, ela previu como lidaríamos com as mídias sociais. A exposição conta com fotos irreais da artista em quartos de hotéis evidenciando as consequências de um trabalho ficcional.

3. "DIS", de Luren Boyle

Em 2010, logo após a crise financeira, a co-fundadora Lauren Boyle disse ao site Dazed Digital que o DIS foi lançado como um coletivo de arte e uma revista em "resposta às mudanças culturais e estéticas sísmicas que ocorrem na internet". Oito anos depois, no início de 2018, o DIS lançou sua plataforma de streaming, que oferecia o que eles descreveram como "educação em linha não-gênero". A galeria virtual tem mostras instigantes, como "Graus de Repulsa", de Will Benedict e Steffen Jørgensen, e "Mothers and Daughters", de Casey Jane Ellison.

4. "Whispering Pines 10", de Shana Moulton

A exposição foi lançada em 2018 pelo alter-ego da artista Shana Moulton, Cynthia, que deseja ser uma ativista ambiental, apesar de sofrer de severa ansiedade, que a acorrenta em sua casa na Califórnia (EUA). No entanto, na mostra, as tentativas de Cynthia de realizar esse sonho levam a fantasias surreais e alucinações ansiosas.

O artista plástico Gleidson Castro lança a exposição "O Sagrado" nos dias 4,5 e 6 de outubro, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro da Madalena, Recife. O trabalho é uma série de arte digital com temática católica. Serão 14 obras, com preços acessíveis e parte do dinheiro arrecadado será destinado a paróquia.

Com entrada gratuita, o evento inicia às 14h e segue até 20h. O artista desenha desde os 13 anos e, na adolescência, trabalhou no Ateliê Poço da Panela. Aos 40 anos, Gleidison iniciou o trabalho com softwares de desenho e inseriu seu trabalho na temática da 'arte digital'.

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A exposição "O Sagrado" traz inspiração de elementos nordestinos e do mundo infantil.

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Na próxima segunda-feira (7) começa a segunda edição da Play!, mostra de arte digital realizada em São Paulo. Em 2014, a fachada de um prédio da Avenida Paulista vai receber três obras interativas.

Umas das obras-jogo que será apresentada é a Car Crush São Paulo, criada pelo desenvolvedor de jogos e plataformas interativas Paulo Muggler Moreira e inspirada no game para smartphones Candy Crush. Quem quiser jogar só precisa atravessar a Avenida Paulista e ir até a zona de interatividade, onde três contêineres com monitores viram o console do jogo.

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