Tópicos | baleias

O governo da Islândia suspendeu a caça às baleias, nesta terça-feira (20), até o final de agosto, em nome do bem-estar animal, abrindo o caminho para o fim dessa polêmica tradição agora praticada em apenas três países.

Além da Islândia, Noruega e Japão são os únicos que permitem a prática.

Os grupos de defesa dos animais e do meio ambiente aplaudiram a decisão. Para a Humane Society International, trata-se de "uma guinada na conservação compassiva das baleias".

"Tomei a decisão de suspender a caça às baleias" até 31 de agosto, disse a ministra da Alimentação, Svandis Svavarsdottir, depois do relatório de uma comissão governamental estabelecer que a caça de cetáceos não cumpre as leis de bem-estar animal da Islândia.

Esse relatório elaborado pelas autoridades veterinárias destaca que a matança dos cetáceos leva tempo demais. Nos últimos vídeos divulgados por essas autoridades, vê-se a espantosa agonia de cinco horas de uma baleia caçada no ano passado.

"Se o governo e aqueles que têm permissão (de caça) não podem garantir os requisitos de bem-estar, esta atividade não tem futuro", acrescentou a ministra, dando a entender que a prática está chegando a seu fim.

"Não há nenhuma maneira 'humana' de matar uma baleia no mar e, por isso, exigimos da ministro que a proíba permanentemente", declarou o diretor da Humane Society International, Ruud Tombrock, em um comunicado.

Para Robert Read, diretor da Sea Shepherd UK, a decisão também representa um "duro golpe" para os países que ainda defendem a prática.

"Se a caça de baleias não pode ser praticada 'humanamente' aqui [...], não pode ser praticada 'humanamente' em lugar algum", afirmou.

A licença de pesca da última empresa de caça de baleias no país, a Hvalur, expira em 2023. A companhia já havia anunciado que esta temporada seria a última, porque a atividade perdeu rentabilidade.

As cotas anuais permitem a caça de 209 baleias-comuns — o segundo maior mamífero marinho depois da baleia-azul — e 217 baleias-anãs. Nos últimos anos, porém, as capturas foram muito mais baixas, devido à diminuição na demanda de carne de baleia.

A temporada de caça às baleias na Islândia vai de meados de junho a meados de setembro, mas é pouco provável que seja retomada após 31 de agosto.

A oposição a essa prática é, agora, maioria entre a população islandesa. Do total de entrevistados, 51% se opõem, contra 42% há quatro anos, conforme pesquisa feita pelo Instituto Maskina. A sondagem foi divulgada no início de junho.

Começou neste mês a temporada das baleias no litoral brasileiro, que se estenderá até novembro. A diretora do Projeto ProFranca, Karina Groch, informou que no caso das baleias Franca, a temporada começou um pouco mais cedo. As primeiras baleias dessa espécie foram registradas no dia 12 de junho. “Desde então, o número vem aumentando”, disse Karina.

Na sexta-feira (16), em sobrevoo na costa catarinense, os pesquisadores avistaram mais baleias na região do que o máximo de ocorrências registradas em setembro do ano passado. “Isso já é um indicativo de que a gente deve ter uma temporada com número maior de baleias do que no ano passado”, estimou a bióloga. 

##RECOMENDA##

Em setembro de 2020, no pico da temporada, foram observadas 42 baleias Franca na costa catarinense e gaúcha, sendo 33 em Santa Catarina. Este ano, nessa mesma área, já foram contabilizadas 36 baleias, com auxílio de drones. Segundo Karina Groch, essa espécie está crescendo a uma taxa de 4,8% ao ano.

A baleia Franca é uma espécie ameaçada de extinção. Foi caçada durante quatro séculos e começou recentemente a retornar à costa do Brasil no início da década de 1980. Em 2018, houve um pico de ocorrências, com o recorde registrado de 273 baleias Franca na costa de Santa Catarina. Karina explicou que as flutuações estão relacionadas ao ciclo reprodutivo da espécie, que ocorre a cada três anos, quando as fêmeas vêm para o litoral brasileiro para ter os filhotes. A vinda ao país para o nascimento dos filhotes tem a ver também com a disponibilidade de alimentos na Antártida. “Anos que têm mais alimento, vêm mais baleias para cá; anos que têm menos alimentos, vêm menos baleias para cá, porque elas vêm especificamente para o nascimento dos filhotes”, explicou a diretora do ProFranca.

As primeiras baleias Franca que chegaram nesta temporada foram duas fêmeas adultas grávidas, já catalogadas pelo programa. Poucos dias depois, uma delas foi avistada com filhote. “É mais uma evidência de que elas chegam aqui grávidas e poucos dias depois o filhote nasce”. A principal área reprodutiva da baleia Franca no Brasil é o litoral centro-sul de Santa Catarina, onde existe uma unidade de conservação federal que protege a principal área de ocorrência da espécie.

Estimativa populacional

O principal sobrevoo para foto identificação, realização de censo para estimativas populacionais e acompanhamento do crescimento dos filhotes, está programado para setembro. Karina informou que outra linha de pesquisa, iniciada no ano passado, graças ao patrocínio da Petrobras, visa a coleta de pele para tentar identificar quais são as áreas de alimentação das baleias. 

A diretora do ProFranca explicou que já existem evidências históricas, em função da caça, e recentes, a partir da foto identificação de uma baleia e rastreamento por satélite de outra fêmea, de que as baleias que vêm para o Brasil provavelmente se alimentam no verão nas Ilhas Georgia do Sul. Existem, entretanto, outras áreas que o ProFranca deseja identificar. “É fundamental para a conservação da espécie que a gente tente descobrir quais são as outras áreas que elas ocupam”.

A estimativa é que, pelo menos, 550 baleias Franca fêmeas se reproduzem regularmente no Brasil. Devido ao ciclo reprodutivo trianual, não são as mesmas baleias que vêm para a costa brasileira. Além disso, elas compartilham outras áreas de reprodução. Também vão para a Argentina, onde cerca de 13% das baleias catalogadas no Brasil já estiveram pelo menos uma vez. A coleta de pele desses cetáceos dá aos pesquisadores indicativo de onde elas se alimentaram.

Outra pesquisa é o monitoramento a partir de pontos fixos estrategicamente localizados em terra. Esse trabalho é feito com auxílio de estagiários de oceanografia, biologia e áreas afins que participam de um processo seletivo. Os estudantes estão recebendo treinamento para, a partir de 1º de agosto, serem distribuídos ao longo de 15 pontos fixos para realizar o monitoramento diário do comportamento e distribuição das baleias, complementando sua formação. 

A ideia é proporcionar a estudantes que tenham vivência dentro do ProFranca, que é uma instituição de pesquisa, e também tenham a experiência de pesquisar um mamífero marinho ameaçado de extinção e transmitir conhecimento para a comunidade local.

Karina explicou que as grandes baleias que vêm para o Brasil com maior frequência, especialmente a baleia Franca e a baleia Jubarte, são espécies migratórias entre áreas de alimentação e áreas de reprodução, que têm águas mais quentes. “Durante o verão, elas se alimentam em regiões mais próximas da Antártida, no entorno das ilhas Georgia do Sul e em outras áreas que a gente pretende descobrir”. 

A diretora do ProFranca disse que essa migração não acontece todos os anos, mas de acordo com o ciclo reprodutivo das fêmeas. Há um período do ciclo de vida dessas baleias que os cientistas querem descobrir para ampliar as informações.

Baleias Jubarte

Foi iniciada também neste mês a 13ª temporada de reprodução das baleias Jubarte no Brasil, com a reocupação de antigas áreas de reprodução, com maior concentração no banco de Abrolhos, no extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo. “Setenta por cento da população estão nessa região”, disse Enrico Marcovaldi, coordenador do Projeto Baleia Jubarte. 

Há crescimento, porém, para outras áreas. Até o ano passado, as baleias se espalhavam de São Paulo até o Rio Grande do Norte. Este ano, para surpresa dos pesquisadores, elas estão aparecendo também em Santa Catarina e Rio de Janeiro. “A gente vai acompanhar. Onde as baleias estão, a gente está junto”, assegurou Marcovaldi.

No final da década de 1990, durante a implantação do Parque Marinho de Abrolhos, os pesquisadores descobriram uma pequena quantidade de baleias Jubarte remanescente de uma população que quase foi dizimada pela caça. “Foi uma surpresa e uma alegria muito grandes”, disse Marcovaldi. 

A população, que era estimada entre mil a 1,5 mil espécies, na década de 1990, subiu hoje para 20 mil baleias Jubarte. No ano passado, o projeto percorreu na região de Abrolhos cerca de 798,8 milhas náuticas durante 23 dias. Nesse período, foram registrados 171 grupos que somaram 433 baleias, das quais 76 eram filhotes.

Pesquisas

O Projeto Baleia Jubarte, também apoiado pela Petrobras, tem várias linhas de pesquisa. Há coleta de dados e de material para subsidiar políticas de conservação. “Colher conhecimento para informar à sociedade como um todo”. 

Na foto identificação, identifica-se cada baleia pela parte central da nadadeira caudal, que apresenta um padrão de pigmentação que varia do branco até o preto total. “É como se fosse a impressão digital do ser humano”. 

Ao longo dos últimos 30 anos, o banco de identificação do projeto superou 6 mil baleias. Os pesquisadores coletam também pequenos pedaços de pele e gordura das baleias para ver material genético, contaminantes, sexo das baleias. 

Há ainda o censo aéreo para estimativa populacional, que é feito de três em três anos. Outra linha de pesquisa recente é a fotogrametria, com ajuda de drones, para estimar a saúde das baleias e características de cada local. Belas imagens são feitas durante as pesquisas para sensibilizar a sociedade para a conservação desses cetáceos.

Outras ações importantes para a preservação da baleia Jubarte é o trabalho de turismo de observação ao longo do litoral da Bahia e do Espírito Santo, com vários parceiros capacitados e monitorados. “Acreditamos que é uma grande ferramenta para a conservação, porque agrega valor econômico em cima da baleia. É um gerador de emprego e renda, de sensibilização. Isso contrapõe qualquer ameaça que venha de caça. A gente prova que vale muito mais baleia viva do que morta”, disse Enrico Marcovaldi. 

A temporada de turismo de observação de baleias Jubarte foi aberta agora em Porto Seguro.

Para esta temporada, o Baleia Jubarte conta com a parceria da universidade australiana Griffith University para uma avaliação detalhada da nutrição das baleias. O objetivo é identificar se as baleias estão bem nutridas ou não e usar as baleias Jubarte como sentinelas para avaliar o impacto da mudança do clima sobre a Antártica.

Recentes ataques de baleias a diferentes tipos de embarcação ao longo do litoral de Portugal e Espanha têm deixado cientistas surpresos.

Os incidentes, protagonizados pelas orcas, comumente chamadas de "baleias assassinas", têm sido relatados desde finais de julho.

##RECOMENDA##

Desde então, pelo menos dois barcos já tiveram seus lemes danificados, enquanto outros apresentaram danos consideráveis devido a investidas das orcas, segundo publicou o jornal The Guardian.

O último dos incidentes se deu próximo de Coruña, na Espanha, na última sexta-feira (11). Na ocasião, a empresa Halcyon Yachts conduzia um barco de dez metros para o Reino Unido quando uma orca se chocou com a popa pelo menos 15 vezes. No vídeo abaixo é possível ver o momento em que a orca atingiu a embarcação.

Quase que simultaneamente, alertas por rádio foram feitos após orcas terem sido vistas a cerca de 110 quilômetros de Vigo, na Espanha, próximo de uma área de outras duas colisões.

Em 30 de agosto, um navio de bandeira francesa solicitou ajuda à Guarda Costeira espanhola relatando estar "sob ataque" de um grupo de orcas.

Enquanto isso, em 29 de julho, um barco próximo do cabo de Trafalgar ficou cercado por nove orcas. Batendo no casco da embarcação por cerca de uma hora, as baleias lograram fazer o barco girar 180 graus, danificando motor e leme da embarcação.

Segundo Victoria Morris, que estava no barco, a ação das baleias foi "totalmente orquestrada". Outros ataques semelhantes também foram reportados.

'Gangue de baleias'?

Embora não se saiba se os incidentes são protagonizados pelo mesmo grupo de baleias, de acordo com a especialista em baleias Ruth Esteban, é muito improvável que tal comportamento esteja sendo apresentado por dois grupos de baleias.

Por sua vez, Alfredo López, biólogo da Coordenação para o Estudo de Mamíferos Marinhos na Galícia, Espanha, as baleias vão para a costa no mês de setembro a partir do golfo de Cádiz para buscar atum na baía de Biscaia.

[@#video#@]

Da Sputnik Brasil

Uma mulher de 29 anos sofreu lesões graves enquanto praticava mergulho com um grupo de turistas perto de baleias-jubarte no sábado (1º), na cidade costeira de Exmouth, Austrália.

De acordo com a mídia local, a jovem mulher foi esmagada por duas baleias, o que lhe causou ruptura de várias costelas e hemorragia interna.

##RECOMENDA##

Um representante da empresa organizadora de viagens explicou que os mamíferos eram a mãe e a sua cria, também bastante massiva, por isso seria provável que a mãe estivesse tentando proteger o filhote.

A vítima foi levada de helicóptero para um hospital em estado grave, mas estável. É esperado que ela consiga se recuperar totalmente. Além da mulher, outros mergulhadores sofreram ferimentos naquele dia e tiveram cortes e hematomas.

Representantes da companhia organizadora alegaram que o ocorrido é "algo que acontece com animais selvagens no oceano".

Da Sputnik Brasil

O Japão retomará a partir do dia 1º de julho a caça comercial de baleias na região de Hokkaido, após o país ter abandonado em dezembro a Comissão Internacional da Baleia (IWC), informou nesta sexta-feira (7) a agência "Kyodo".

A informação foi confirmada por fontes do setor pesqueiro da cidade de Kushiro, a ilha mais setentrional do arquipélago.

##RECOMENDA##

Tóquio anunciou que a caça ocorrerá nas águas da sua própria zona econômica, o mar do Japão, e não mais no Oceano Antártico. Além disso, o país informou que os navios respeitarão os limites territoriais para garantir que a população das baleias não diminua.

Da Ansa

O Japão anunciou nesta quarta-feira, 26, que está deixando a Comissão Baleeira Internacional (CBI) para retomar a caça comercial aos animais pela primeira vez em 30 anos.

O Japão mudou para o que chama de caça para pesquisa depois que a IBC impôs uma moratória à caça comercial na década de 1980, e agora diz que os estoques se recuperaram o suficiente para a volta da caça comercial.

##RECOMENDA##

Yoshihide Suga, secretário-geral do gabinete, disse que o Japão retomará a atividade baleeira comercial em julho "de acordo com a política básica do Japão de promover o uso sustentável de recursos aquáticos, com base em evidências científicas".

Ele acrescentou que o Japão está desapontado com a CBI - que ele disse ser dominada por conservacionistas. "Lamentavelmente, chegamos a uma decisão de que é impossível, na CBI, buscar a coexistência de países com visões diferentes", disse em entrevista coletiva.

Suga afirmou que as caçadas comerciais serão limitadas às águas territoriais do Japão e à sua zona econômica, exclusiva de 320 km ao longo de suas costas. Ele disse que o Japão parará suas expedições anuais de caça às baleias nos oceanos da Antártica e do Pacífico noroeste. Estados não signatários não estão autorizados a fazê-lo, de acordo com funcionários da Agência Japonesa de Pesca.

A CBI impôs a moratória à caça comercial de baleias há três décadas devido a uma população cada vez menor de baleias. Em 1987, o Japão mudou para o que é chamado de caça para investigações científicas. Mas a carne das baleias, de um jeito ou de outro, acabava nas peixarias.

Moronuki disse que o Japão está começando com um plano modesto, porque tem que descobrir se ou como a caça comercial pode ser uma indústria viável. "O mais importante é ter um suprimento alimentar diversificado e estável", disse ele.

A Agência de Pesca confirmou que o Japão planeja capturar três espécies de baleias que, acredita-se, tenham estoques suficientes - minke, sei e Bryde.

O Japão tem caçado baleias há séculos, mas reduziu suas capturas após protestos internacionais e o declínio no consumo da carne do mamífero em seu território.

Com a decisão, o Japão se torna a terceira nação a praticar abertamente a caça, junto da Islândia e Noruega.

A medida não foi bem recebida pela comunidade internacional. A Austrália disse estar "extremamente desapontada", e a Nova Zelândia lamentou a retomada da "ultrapassada e desnecessária" matança de baleias.

A CBI foi fundada em 1946 e, até então, contava com 89 países-membros. (Com agências)

O secretário-geral do Gabinete do governo do Japão, Yoshihide Suga, informou nesta quarta-feira (26) que o país vai se retirar da Comissão Internacional da Baleia – cuja sigla em inglês é IWC. Segundo ele, o Japão pretende retomar a caça comercial a partir de julho de 2019, seguindo os métodos da IWC para calcular as cotas para determinar o número de baleias capturadas.

Yoshihide Suga afirmou que o Japão procura meios de promover a caça de baleias de maneira sustentável por mais de 30 anos, mas sem sucesso nas negociações com os países contrários à medida. De acordo com ele, o Japão caçará baleias apenas em suas águas territoriais e zonas econômicas exclusivas, sem avanços para o Oceano Antártico nem no Hemisfério Sul.

##RECOMENDA##

A retirada do Japão da IWC entrará em vigor em 30 de junho se notificar o governo dos EUA até 1º de janeiro. Os Estados Unidos estão encarregados de aceitar pedidos de adesão ou retirada da comissão.

O governo planeja enviar delegações para alguns países anticaça de baleias para buscar compreensão.

O Japão suspendeu a caça comercial em 1988, de acordo com uma moratória da IWC de 1982. O país, segundo informações oficiais, captura baleias apenas para fins de pesquisa.

Representantes japoneses propuseram retomar a atividade baleeira comercial mais de 20 vezes nos últimos anos, alegando que o número de algumas espécies se recuperou. Mas essas tentativas foram bloqueadas por nações anticaça.

*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão.

[@#galeria#@]

Mais de 140 baleias-piloto morreram encalhadas no último fim de semana em uma praia da Nova Zelândia. Os cetáceos eram do gênero Globicephala e chegam a medir 8,5 metros de comprimento.

##RECOMENDA##

O Departamento de Conservação foi alertado sobre o encalhe no sábado (24) à noite, quando metade das baleias já estavam mortas, informou o diretor de operações do órgão, Ren Leppens.

"Infelizmente, a probabilidade de garantir que as baleias restantes voltassem ao mar com sucesso era extremamente baixa. A localidade remota, a falta de pessoal disponível e as condições dos cetáceos fizeram com que o tratamento mais humano fosse a eutanásia", lamentou, acrescentando que foi uma "decisão angustiante".

Também no fim de semana, 10 baleias-pigmeias foram encontradas encalhadas em outra praia da Nova Zelândia, e a ONG marítima Project Jonah atua nesta terça-feira (27) com a ajuda de voluntários para tentar salvar os animais. A bióloga marinha Sabina Airoldi explicou que existe um forte senso de bando entre as baleias-piloto, que estaria por trás do encalhe dos mais de 140 exemplares. "Quando o chefe do grupo perde orientação, os outros membros o seguem", contou.

"A baleia-piloto vive em bandos grandes, entre 40 e 400 indivíduos, guiados por alguns exemplares de referência que em geral são as fêmeas mais velhas. É uma espécie na qual a ligação social é particularmente forte", explicou.

Segundo Airoldi, o homem também pode contribuir com o encalhe de baleias. "Sons fortes, como de radares militares ou de explosões para pesquisas petrolíferas, podem atordoar os cetáceos ou lesionar seus órgãos internos" afirmou. "Assim eles perdem a orientação, e a corrente os puxa para a praia", concluiu.

Segundo o Departamento de Conservação, ocorrem nas costas neozelandesas por volta de 85 encalhes por ano, mas na maioria dos casos com somente um animal por incidente.

Da Ansa

Os turistas que admiravam de um barco de passageiros as paisagens geladas do Ártico russo acreditaram ter visto, em um primeiro momento, vários pequenos blocos de gelo nas margens. Mas na verdade se tratava de cerca de 200 ursos polares em pleno banquete, devorando uma baleia.

"Todos ficamos atônitos", conta Alexandre Gruzdev, diretor da reserva natural da ilha de Wrangel, no extremo oriente russo, onde aconteceu este encontro "único", segundo ele, neste outono.

Os ursos polares estavam reunidos na beira da água para desmembrar o esqueleto de uma baleia arrastada pelas ondas. O grupo estava formado por várias famílias, incluindo duas mães seguidas cada uma por quatro filhotes, algo que raramente pode ser visto, diz Gruzdev à AFP.

Embora um espetáculo como este possa fascinar os turistas, para os cientistas ilustra as consequências do aquecimento global, que transforma o habitat natural dos animais, aumenta a concorrência pelos alimentos e os aproxima de zonas habitadas.

As mudanças climáticas provocam um degelo prematuro e levam as populações de ursos polares a passarem mais tempo em terra firme e a se aproximarem cada vez mais dos povoados, o que é perigoso.

Após o degelo, os ursos polares costumam descansar, entre agosto e novembro, na ilha de Wrangel, no mar de Chukchi (nordeste da Sibéria), antes de retomar a caça de focas. Além disso, a ilha é considerada a principal zona do Ártico em que as fêmeas dão à luz.

Menos presas

"Uma baleia representa um verdadeiro presente para eles: dezenas de toneladas" de alimento, o suficiente para vários meses, indica Gruzdev. Cada vez mais ursos vão à ilha de Wrangel, onde passam em média um mês a mais do que faziam há 20 anos, por culpa do degelo, segundo Eric Regehr, especialista da Universidade de Washington.

Este outono, os observadores registraram 589 ursos, um número "anormalmente alto" e mais que o dobro das estimações anteriores, alertou Regehr. Segundo ele, a população de ursos polares do mar de Chukchi, compartilhado pela Rússia e pelos Estados Unidos, continua "em bom estado de saúde".

Mas isso poderia mudar se o tempo que passam em terra firme continuar aumentando, porque, embora existam algumas fontes de alimentação - como bois-almiscarados, roedores e ervas - nada pode substituir o aporte energético das focas, essencial para a sobrevivência dos ursos polares.

"A questão é saber a partir de quando a população começará a sentir os efeitos negativos" do tempo cada vez mais longo em terra firme, adverte o cientista. "Não temos a resposta, mas esse limite será alcançado" em algum momento, afirma.

Um urso na janela

"São animais engenhosos e capazes de se adaptar, mas o número de ursos polares que temos atualmente no Ártico não pode se manter 100% em terra", avisa Regehr.

Segundo o cientista, a visão de 200 ursos polares reunidos é um sinal do que nos espera no futuro: mais ursos passando menos tempo no mar e com menos presas marinhas ao seu alcance. Uma situação que origina um conflito inevitável entre os ursos e os humanos.

Desde meados de outubro, os ursos polares se aproximam perigosamente ao povoado de Ryrkaipi, em terra firme e a 200 km da ilha de Wrangel, perto de um local muito frequentado pelas morsas.

Este ano, alguns esqueletos de morsa chegaram flutuando até o povoado e atraíram os ursos. Um deles "quebrou a janela de uma casa", indica Viktor Nikiforov, especialista e coordenador do centro russo de mamíferos marinhos.

A localidade, de cerca de 600 habitantes, entrou em alerta, proibiu as crianças de irem à pé à escola e cancelou alguns atos públicos, antes de afastar os esqueletos do povoado com guindastes.

"A concentração de humanos e animais na mesma zona aumenta e há conflitos", aponta Nikiforov. "Com as transformações que ocorrem na natureza, devemos nos preocupar".

De acordo com o Projeto Baleia Jubart, 19 espécies morreram encalhadas em praias na Bahia, somente este ano. O útimo caso aconteceu neste domingo (20), na Praia da Paixão, cidade de Prado. Segundo informações, a baleia jubarte estava grávida e foi encontrada já em processo de decomposição.

Uma equipe do projeto esteve no local para realizar necrópsia e descobrir a causa da morte. Foi durante a averiguação que eles encontraram um feto em formação na carcaça do animal. O corpo da baleia, de 13 metros de comprimento, foi deixado na praia para ser removido e enterrado.

##RECOMENDA##

O Projeto Baleia Jubart é responsável por coletar dados sobre os animais na região, e conforme eles, o alto número de mortes de baleias encalhadas em praias do estado é devido à época de reprodução da espécie. Segundo especialistas, elas costumam migrar para o litoral da Bahia entre os meses de julho a outubro, para reprodução.

Quase todas as baleias existentes hoje são gigantes, com comprimento que varia de 10 a 30 metros. Mas, de acordo com um novo estudo, esses animais foram pequenos ao longo da maior parte de sua evolução. As primeiras baleias surgiram há 30 milhões de anos e as espécies gigantes começaram a predominar apenas nos últimos 2 ou 3 milhões de anos.

Para reconstituir as medidas das baleias nos últimos 30 milhões de anos, um grupo de cientistas americanos estudou os fósseis de 63 espécies extintas e de 13 espécies de baleias que ainda existem nos mares. O estudo foi publicado ontem na revista científica Proceedings of the Royal Society B.

##RECOMENDA##

Por cerca de 27 milhões de anos, quase todas as espécies tinham entre 3 metros e 10 metros de comprimento, segundo a pesquisa. Hoje, porém, predominam de forma esmagadora as espécies com mais de 10 metros. A baleia-azul, que é o maior animal existente na Terra, pode chegar a 30 metros.

A pesquisa foi feita por cientistas de três instituições dos Estados Unidos: o Museu de História Natural Smithsonian e as Universidades Stanford e de Chicago.

Segundo os autores, os dados mostram claramente que as grandes baleias da atualidade não estavam presentes na maior parte da história dessas espécies. "Vivemos em uma era de gigantes. As baleias jamais foram tão grandes", disse um dos autores do levantamento, Jeremy Goldbogen, da Universidade Stanford.

Explicação climática

De acordo com os cientistas, a explicação para o "recente" aumento de tamanho é a mudança ambiental causada pelo início das glaciações, há cerca de 4,5 milhões de anos. Nessa época, além das baleias com mais de 10 metros começarem a evoluir, as espécies menores passaram a desaparecer gradualmente. Para os autores, isso indica que o corpo gigantesco começou a se tornar uma vantagem nas novas condições ambientais.

"Podemos imaginar que as baleias apenas se tornaram gradualmente maiores, por acaso. Mas nossa análise mostra que essa ideia não se sustenta. A única explicação para que as baleias tenham se tornado gigantes é que o corpo pequeno passou a ser uma desvantagem evolutiva", disse outro dos autores, Graham Slater, da Universidade de Chicago.

As glaciações modificaram a distribuição do suprimento de alimentos das baleias nos oceanos, segundo o autor principal do estudo, Nicholas Pyenson, do Smithsonian. "Antes que as geleiras cobrissem o Hemisfério Norte, os recursos estavam bem distribuídos nos oceanos. Mas, com o começo da glaciação, escorrimentos dos novos mantos de gelo durante o verão podem ter lavado os nutrientes nas águas costeiras, aumentando o suprimento de comida em algumas áreas", explicou.

Essa concentração de comida, densa, porém localizada, favorece a estratégia de alimentação das baleias, que consiste em filtrar a água em suas cerdas bucais, para reter presas como o krill, segundo os cientistas. Mas a estratégia se tornava mais eficiente quando o corpo do animal era maior. "Além disso, as baleias maiores podiam migrar milhares de quilômetros para aproveitar o suprimento sazonal de comida abundante em pontos distantes", explicou Pyenson. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Centenas de baleias conseguiram regressar ao alto-mar por seus próprios meios com a alta da da maré neste domingo, depois de encalharem em massa e de forma inexplicável no litoral de Farewell Spit, Nova Zelândia.

Este área litorânea com mais de 26 km e fechada ao norte pela Golden Bay costuma reter, por razões ainda desconhecidas, os animais ao perturbar sua capacidade de navegação. Centenas de cetáceos morreram nos últimos dois dias ao encalharem nessa extensão: na sexta, foram 416 baleias encontradas encalhadas, sendo que 300 já mortas.

Normalmente chamadas de baleias-pioloto ou calderões, são, na realidade, globicéfalos, uma espécie de cetáceo com dentes da família dos Delphinidae. Podem pesar duas toneladas, chegam a medir até seis metros e são a espécie mais comum na Nova Zelândia.

Cerca de 500 voluntários tentaram de tudo para salvar as sobreviventes e devolvê-las à água, mas, no sábado, outras 240 voltaram a encalhar na mesma área, mas, desta vez, a maioria conseguiu voltar ao mar quando a maré subiu.

E, no início deste domingo, quando a hora da maré baixa se aproximava, cerca de 300 baleias nadavam para a saída da baía, em direção às águas seguras do Estreito de Cook. "É uma boa notícia. O grupo está nadando em mar aberto", informou à AFP Andrew Lamason, do departamento de Proteção do Meio Ambiente.

Erro dos cetáceos

A notícia reconformou os voluntários que há três dias se esforçavam por salvar os animais jogando água para protegê-lso do sol e tentado arrastá-los para as águas profundas. Mas todos se mantêm prudentes ainda, já que no sábado os socorristas também acharam que a situação estava resolvida e o drama voltou a ocorrer.

Muitos voluntários caíram em lágrimas ao saber que as baleias estavam voltando às águas profundas. "A crise está resolvida, mas a emoção está à flor da pele. Foram momentos muito difíceis", explica Louisa Hawkes, da ONG Project Jonah, a organização que ajuda nas operações de resgate com um avião de reconhecimento.

Lamason calcula que, em três dias, um total de 666 baleias ficou encalhado. Farewell Spit, situada 150 km a oeste da cidade turística de Nelson, é conhecida pela ocorrência de encalhes de baleias. Nos últimos 10 anos, foram registrados ao menos nove casos. Fenômenos anteriores com números maiores foram registrados em 1918, quando mil exemplares encalharam nas ilhas Chatham, e em 1985, quando 450 baleias encalharam em Auckland.

De acordo com analistas, não existe explicação científica clara para o comportamento, sendo a causa mais provável a geografia submarina do local. Este tipo de baleia é conhecido por sua tendência a retornar para a praia, apesar de ser colocada de novo no mar. Os especialistas acreditam que este pode ser um comportamento para tentar reunir-se com os demais membros do grupo.

Rochelle Constantine, bióloga da Universidade de Auckland, opina que simplesmente foi "um erro dos animais". Já o oceanólogo Denis Ody, do Polo Oceânico da WWF França, recordou à AFP que se fala muito da topologia da praia, mas não tanto das "manobras militares ou sonares de alta frequência que têm o efeito de bofetadas sonoras para estes animais".

Outras 200 baleias encalharam neste sábado (11) em Farewell Spit, na Nova Zelândia, apesar dos esforços de centenas de voluntários, um dia depois que outras centenas de cetáceos morreram na praia.

"Apesar dos esforços feitos por todos para evitar novas perdas, 200 baleias-piloto que nadavam livremente encalharam", afirmou Christophers, porta-voz do departamento de Proteção do Meio Ambiente (Department of Conservation, DOC).

Na véspera, 416 baleias-pilotos foram achadas na praia de Farewell Spit, na região de Golden Bay, norte de South Island, uma das principais ilhas da Nova Zelândia. Cerca de 300 já estavam mortas quando foram localizadas e 500 voluntários tentaram então salvar as sobreviventes, sem êxito.

Os 150 voluntários ignoraram um alerta de tubarões para formar uma corrente humana no mar e impedir que as baleias sobreviventes voltassem à praia, assim como a chegada de outros 200 exemplares.

Mas tiveram de interromper seus esforços com o cair da noite, e as 200 baleias encalharam a 3 km do local onde apareceu o primeiro grupo na véspera. As baleias-piloto, também conhecidas como calderão, chegam a medir seis metros de extensão e são a espécie mais comum na Nova Zelândia.

- "Muito incomum" -

Herb Christophers explicou que o fato de devolver algumas baleias à água não significa que elas vão sobreviver, já que podem voltar à praia. Cerca de 20 baleias resgatadas na sexta morreram desse jeito neste sábado.

Farewell Spit, situada 150 km a oeste da cidade turística de Nelson, é conhecida pela ocorrência de encalhes de baleias. Nos últimos 10 anos, foram registrados ao menos nove casos.

Fenômenos anteriores com números maiores foram registrados em 1918, quando mil exemplares encalharam nas ilhas Chatham, e em 1985, quando 450 baleias encalharam em Auckland. De acordo com analistas, não existe explicação científica clara para o comportamento, sendo a causa mais provável a geografia submarina do local.

Este tipo de baleia é conhecido por sua tendência a retornar para a praia, apesar de ser colocada de novo no mar. Os especialistas acreditam que este pode ser um comportamento para tentar reunir-se com os demais membros do grupo.

"Não sabemos por que o novo grupo (de 200 baleias) entrou na baía", comentou Daren Grover, diretor-geral da organização ambiental Project Jonah, que participa nos trabalhos de resgate. "As baleias responderam talvez a sinais emitidos pelas baleias que já havia entrado. É muito incomum, nunca havíamos visto nada assim", acrescentou.

Um membro do DOC, Mike Ogle, declarou que os cetáceos podem ter se dirigido à costa por medo dos tubarões. "Há uma baleia com marcas de mordida de tubarão. E as autoridades assinalaram a presença de grandes tubarões brancos nos arredores de Farewell Spit", explicou.

Andrew Lamason, também do DOC, culpou a geografia submarina da zona. "Em Farewell Spit há uma grande quantidade de areia com forma de gancho e as águas são pouco profundas. Quando as baleias entram, fica muito difícil sair", explicou.

A praia de Farewell Spit oferecia neste sábado um espetáculo desolador com uma fileira de cetáceos mortos. Tim Cuff, um especialista em mamíferos marinhos do Project Jonah, contou ter visto uma voluntária alemã que tentou proteger a todo custo uma baleia. "Ela não queria abandoná-la. Chorava abraçada a ela".

Uma cena desesperadora foi presenciada por quem passou na praia de Farewell Spit, na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (10). Mais de 400 baleias encalharam num trecho da região de Golden Bay e mais da metade delas não resistiu e morreu. Muitos voluntários ainda estão no local tentando salvar as sobreviventes. 

Informações repassadas à AFP dizem que, ao todo, 416 baleias-piloto encalharams durante a noite, mas 300 delas não conseguiram se salvar e já se pode afirmar que este já é considerado um dos casos mais significativos deste tipo de morte por encalhamento.

##RECOMENDA##

Além disso, os voluntários estão encontrando dificuldade de levar os animais sobreviventes de volta ao mar. Uma estratégia de formar uma barreira humana para que os animais não voltassem a ficar presos foi colocada em prática, evitando o retorno das baleias aos locais mais secos. 

Apesar de não ser um caso raro, os estudiosos alegam ainda não saberem a explicação exata para este tipo de comportamento e episódio. A geografia marinha pode contribuir para que os animais fiquem presos. 

De acordo com a imprensa local, o Japão vai retomar a caça às baleias com "fins científicos" no oceano antártico até o fim de março de 2016. A decisão foi adotada na sexta-feira e encerra a suspensão da temporada de caça.

O Japão havia sido obrigado a renunciar à caça às baleias no oceano antártico na temporada 2014-2015, por uma decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ). A agência japonesa de pesca informou à Comissão Baleeira Internacional (CBI) a retomada da caça, mas com uma limitação a 333 animais, dois terços a menos que o teto anterior.

Em junho, o comitê científico da CBI afirmou que o Japão não havia explicado o interesse em caçar quase 4.000 baleias no oceano antártico nos próximos 12 anos. Os baleeiros japoneses devem zarpar no fim de dezembro, segundo o jornal Yomiuri Shimbun.

As organizações de defesa do meio ambiente da Austrália rejeitaram a decisão japonesa e pediram ao governo australiano que interceda ante o governo nipônico.

A mais alta corte das Nações Unidas concluiu ontem que a caça de baleias praticada pelo Japão não tem finalidades científicas, como o país defende, e ordenou a suspensão imediata dessa atividade ao redor da Antártida - principal área de caça dos navios japoneses. Em uma votação por 12 a 4, o Tribunal Internacional de Justiça em Haia (Holanda) decidiu que as permissões de caça emitidas pelo Japão dentro do Santuário de Baleias do Oceano Austral (ou Antártico) violam regras internacionais de proteção a esses animais, em vigor desde 1986.

Segundo a corte, a caça japonesa tem finalidades comerciais e não científicas. A decisão é final e não cabe recurso. Em sua defesa, o governo japonês sempre argumentou que a caça às baleias tinha finalidades científicas - justamente, para definir cotas sustentáveis de exploração desses animais. Críticos, porém, sempre argumentaram que a prática era mesmo apenas para alimentar os desejos culinários dos japoneses. O consumo de carne de baleia é uma tradição no país.

##RECOMENDA##

A ação contra o Japão foi movida pela Austrália em 2010. A corte da ONU argumentou em sua decisão que o número de trabalhos publicados pelo país é incompatível (muito inferior) com o número de baleias mortas supostamente para este fim. Em sua leitura do julgamento, o juiz Peter Tomka disse que o "programa de pesquisa" japonês matou 3.600 baleias minke desde 2005, mas publicou apenas dois trabalhos científicos relacionados à atividade no mesmo período.

Um porta-voz japonês disse que o país lamentava a decisão, mas cumpriria a determinação do tribunal. Já ambientalistas e países que se opõem à caça de baleias comemoraram a sentença - apesar de o risco de a proibição ser temporária e de não se estender à caça de baleias no Oceano Pacífico. O tribunal deixa aberta a possibilidade de o Japão continuar a matar baleias, desde que a atividade seja replanejada para atender, de fato, a critérios de finalidade científica. Outros dois países - Noruega e Islândia - também caçam baleias, em desacordo com a moratória internacional.

Trinta e nove baleias-piloto morreram depois de encalhar em uma praia remota da Ilha Sul de Nova Zelândia, disseram autoridades do meio-ambiente nesta segunda-feira (horário local). As baleias estavam sendo monitoradas depois que foram localizadas próximo à costa da Golden Bay no domingo, mas a guarda costeira não foi capaz de impedi-las de encalhar, segundo o Departamento de Conservação.

O responsável pelos serviços de conservação de Golden Bay, John Mason, disse que 12 delas morreram naturalmente e que o restante foi sacrificado depois de ser constatado que elas estavam muito longe para serem levadas de volta ao mar.

Os encalhes de grupos de baleias-piloto são comuns na Nova Zelândia, intrigando os cientistas sobre as causas que levam os mamíferos a nadar até a praia em grandes grupos.

Mais de 30 baleias-piloto encalhadas esta semana em uma área remota de águas rasas na Flórida (sudeste dos Estados Unidos) se dirigiam nesta sexta-feira (6) para o Oceano Atlântico, aumentando as expectativas dos ambientalistas que tentam salvá-las.

"Continuamos cautelosamente otimistas de que as 35 baleias consigam alcançar águas profundas", disse Blair Mase, cientista especialista em mamíferos marinhos e porta-voz da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos.

##RECOMENDA##

Porém, ele advertiu que a manada ainda tem muitos quilômetros a percorrer, afirmou nesta sexta-feira de manhã em declarações à emissora CNN. As 35 baleias fazem parte do grupo de 41 baleias-piloto (Globicephala) que na quarta-feira foram reportadas vivas, mas em perigo pela NOAA.

As seis restantes não foram mais vistas pelas equipes de resgate e não se sabe se estão vivas ou mortas, explicou à AFP Mary Plumb, porta-voz do Parque Nacional Everglades, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos. Onze baleias morreram desde terça-feira, quando as autoridades da Flórida receberam o primeiro chamado de alerta sobre o encalhe em águas pouco profundas destes mamíferos, que se caracterizam por ser extremamente unidos e por viajar em grandes grupos.

Por enquanto se desconhecem as causas que levaram essas baleias às margens da praia de Highland, no condado de Monroe, um lugar remoto no sul da Flórida de difícil acesso por terra - sem sinal para celulares - e a duas horas em barco do local onde estavam encalhados os mamíferos.

Especialistas e organizações de defesa dos animais especulam os motivos que podem ter levado as baleias a nadar até esta região de águas quentes e rasas. Entre os possíveis estão doenças, desorientação após uma explosão marinha ou algum transtorno provocado por contaminação ambiental que as tenha induzido ao suicídio. "Desconhecemos as causas, os biólogos marinhos nos explicaram que se trata de uma espécie de baleias muito coesa, viajam sempre juntas", disse Plumb.

Trinta baleias encalharam neste domingo (22), na praia de Upanena, no município de Areia Branca, distante 330 quilômetros de Natal, com 28.600 habitantes. Sete delas morreram antes dos biólogos conseguirem reconduzi-las ao mar. As baleias são da espécie piloto (Globicephala macrorhynchus) e medem entre 3 e 6 metros.

Segundo moradores, o encalhe começou às 4h de domingo. Os banhistas chamaram a Polícia Militar e em seguida foram acionados Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), Capitania dos Portos, Polícia Ambiental de Mossoró (cidade pólo da região) e o Grupo de Estudos Ambiental Cetáceos da Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. A partir da chegada dos especialistas começou uma operação, com mobilização de voluntários e técnicos, para reconduzir os mamíferos ao mar.

##RECOMENDA##

Os especialistas que participaram da operação disseram que ainda não é possível saber o que motivou o encalhe das baleias, mas observaram que como as praias do litoral do Rio Grande do Norte são rasas os encalhes não são raros.

As sete baleias que morreram antes de chegarem ao mar serão levadas para estudos no Centro de Estudos Cetáceos da Costa Branca.

O Japão não pretende interromper a pesca das baleias, uma atividade "que faz parte da nossa cultura", afirmou nesta terça-feira (26) à AFP o ministro da Agricultura e da Pesca, enquanto diversos incidentes recentemente opuseram pescadores japoneses e defensores destes animais.

"É cultural e uma longa tradição histórica. O Japão é uma ilha e pescar boas proteínas do oceano é importante para nossa alimentação. É muito importante para a segurança alimentar", disse Yoshimasa Hayashi em entrevista.

##RECOMENDA##

Quando perguntado se o Japão poderia vislumbrar o fim desta prática, muito criticada por diversos países, Yoshimasa Hayashi respondeu: "Acredito que não".

"Eu venho de Shimonoseki", lembra, evocando a cidade portuária do oeste do país, de onde partem muitos baleeiros japoneses para a pesca anual na Antártica.

"Nós nunca dissemos que todo mundo devia comer baleia. Porque não podemos ao menos estar de acordo em nosso desacordo? Nós temos este hábito e vocês não", argumentou o ministro.

Para Hayashi as críticas internacionais contra o Japão "são ataques culturais, preconceitos contra a cultura nipônica". "Em alguns países come-se cachorro, na Coreia por exemplo, na Austrália come-se canguru. Nós não comemos estes animais, mas não pedimos para que estes países deixem de fazê-lo porque entendemos que isso faz parte de suas culturas. Então eu peço: por favor, entendam a nossa".

Sobre a Comissão Internacional da Baleia (CIB), a posição do Japão "nunca mudou. É por isso que eu não acredito que o Japão vai proibir a pesca de baleias", explicou.

Os baleeiros japoneses e os barcos da associação ambientalista Sea Shepherd se chocaram novamente na Antártica. Um acusa o outro de ter começado a agressão.

O Japão caça baleias em virtude de uma tolerância da Comissão Internacional da Baleia para a pesca com fins de pesquisa, ainda que a carne destes animais termine nos açougues. O organismo internacional condena qualquer pesca de baleia para fins comerciais.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando