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Movimentos sociais, familiares e amigos de mortos e desaparecidos políticos estão em campanha para que a comissão que investiga o tema seja reinstalada no dia 25 de outubro. A retomada da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) tem sido prometida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

No último dia 14 de setembro, em entrevista ao jornalista Juca Kfouri, no programa “Entre Vistas”, o ministro reiterou o compromisso em recriar a Comissão. Ele já havia expressado esse desejo em discurso em Santiago, capital do Chile. Na ocasião, Dino participava de um ato em memória ao golpe militar que suspendeu o regime democrático no país e perseguiu civis opositores.

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Em suas redes sociais, a Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia disse que recebeu as declarações do ministro com surpresa. "Com a dificuldade de diálogo existente entre o governo brasileiro e os familiares de mortos e desaparecidos políticos, que desde o início do ano aguardam a reinstalação da CEMDP,  este anúncio repentino surpreende e promove um misto de esperança e ânimo, ao mesmo tempo, um sentimento de desrespeito à luta destes mesmos familiares, que até o momento não foram comunicados quanto a esta possibilidade, e muito menos convidados a fazer parte deste momento tão importante para a nossa democracia", diz a nota da instituição.

Em manifesto, a Coalizão já havia publicado uma nota para apontar que embates com o Ministério da Defesa têm dificultado a retomada da CEMDP. A pasta diz que a Comissão só deve voltar após o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos atos golpistas de 8 janeiro, justificando que a criação do órgão aumentaria a instabilidade entre os militares.

"É fraco, deficiente e insatisfatório o argumento usado pelo Ministério da Defesa para a não reinstalação da CEMDP, pois os fatos jurídicos, citados acima não tem correlação. São inteiramente distintos. Logo, não cabe o argumento do ministro da defesa ao caso concreto, qual seja, a reinstalação da CEMDP", diz o posicionamento da Coalizão sobre o impasse.

A Comissão

A CEMDP foi instituída por meio da Lei nº 9.140, de 04 de dezembro de 1995, com a finalidade de proceder ao reconhecimento de pessoas mortas ou desaparecidas em razão de suas atividades políticas, como também de dedicar esforços para a localização dos corpos de pessoas consideradas desaparecidas políticas. É um órgão de Estado cujo apoio técnico-administrativo é de responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). 

Em coletiva de imprensa on-line promovida pelo Governo de Pernambuco na tarde desta quinta-feira (27), o secretário de Saúde, André Longo, cobrou do Ministério da Saúde doses extra de vacinas contra a Covid-19 e testes de antígenos para investigar a presença da variante indiana do vírus, chamada de B.1.617, no Agreste do Estado. A região vive semanas dramáticas com a rápida aceleração do número de contaminações do novo coronavírus, com longas filas de espera por leitos de UTI.

De acordo com Longo, na semana epidemiológica de número 20, que se encerrou no último sábado, os números de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e de solicitação de leitos subiram em todo o Estado e, de forma mais agressiva, no Agreste. “Agora temos uma situação que requer muita atenção na primeira macrorregião de Saúde [que compreende a Região Metropolitana do Recife] e de alerta máximo no Agreste. Para se ter uma ideia, registramos na segunda macrorregião de Saúde um aumento de 35% em uma semana e de 55% em quinze dias nas solicitações de UTI. Nesse mesmo período, o crescimento de solicitações em todo o estado foi de 15% e 18%, respectivamente, em uma semana e quinze dias”, informou o secretário.

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Segundo Longo, os números justificam a suspeita de que o Agreste esteja experienciando seu primeiro contato com uma nova variante. “A velocidade extraordinária com que a gente viu a onda de novas demandas por leitos na região do agreste chamou muita atenção para a circulação de uma nova variante. Não significa que seja a variante indiana, mas aqui em Pernambuco, como todos sabemos, nas últimas análises amostrais de sequenciamento genético, predominava a variante P1 amazônica”, comentou.

Longo criticou ainda a lentidão do governo federal para repassar os testes rápidos de antígenos para as unidades federativas. “Solicitamos ao Ministério da Saúde, que tem mais de 3 milhões de testes lá e inclusive disponibilizou 600 mil testes para o Maranhão, o envio imediato de 200 mil testes que queremos concentrar na região do Agreste, nos municípios mais acometidos pela onda de contaminação”, colocou Longo.

Em ligação direta para o ministro Marcelo Queiroga, o secretário expôs a alta de casos da região. "Falei por telefone com o ministro Queiroga sobre a necessidade de uma vigilância genômica mais ágil e mais rápida, já que o Brasil ainda peca na avaliação dessas variantes através do sequenciamento genético [...] Também procuramos o Lika [Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami] aqui do estado para que pudesse nos dar suporte, bem como com a Fiocruz, para poder agilizar o sequenciamento genético de amostras recentes aqui do estado”, completou Longo.

O governo Jair Bolsonaro, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Secretaria de Comunicação, pediu, nesta segunda (15), a abertura de inquérito para investigar Ricardo Noblat, colunista da Veja, por compartilhar uma charge que usa a suástica nazista para se referir ao presidente. Para tanto, é invocada a Lei de Segurança Nacional, criada na ditadura militar para perseguir opositores do regime.

A charge, assinada pelo cartunista Aroeira, ilustra uma cruz vermelha, em referência aos hospitais, com extremidades pintadas com os contornos da suástica, símbolo adotado pelo nazismo. Bolsonaro aparece do lado, com uma lata de tinta e um pincel na mão. A imagem também contém os dizeres: "crime continuado" e "bora invadir outro?".

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"O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, solicitou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, nesta segunda-feira (15), abertura de inquérito para investigar publicação reproduzida no Twitter @BlogdoNoblat, com alusão da suástica nazista ao presidente Jair Bolsonaro. O pedido de investigação leva em conta a lei que trata dos crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, em especial seu art. 26”, afirmou o ministério por meio de nota.

Após a publicação do posicionamento do ministério, Noblat se manifestou sobre o assunto por meio de suas redes sociais. "Depois do inquérito das fake news, os bolsonaristas se converteram em defensores da liberdade de expressão. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Em todo caso, espero que eles me socorram se eu for processado por ter reproduzido uma charge que desagradou ao presidente."

A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou processo para investigar cartel em licitações para a instalação de cafeterias nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Recife (PE), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Maceió (AL). A investigação foi iniciada após denúncia da Infraero, que era a responsável pelas concorrências.

De acordo com a denúncia, cinco empresas e oito pessoas físicas teriam atuado para fraudar sete pregões realizados pela Infraero nos últimos anos. "No material encaminhado ao Cade, foram identificados indícios robustos de troca de informações comerciais sensíveis e comunicação prévia entre os investigados", afirmou o Cade, em nota.

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Entre os indícios está a existência de diversos documentos com o mesmo erro de grafia e mesma formatação, uso de estratégia de bloqueio durante o pregão e ausência de disputa nas fases de lances das licitações.

São investigadas as empresas Alimentare Serviços de Restaurante e Lanchonete, Ventana Manutenção e Serviços, Confraria André, Delícias da Vovó e Boa Viagem Cafeteria. Os acusados terão prazo para apresentar as defesas e, após a investigação, a superintendência-geral dará parecer pela condenação ou arquivamento do caso. A palavra final cabe ao tribunal do Cade.

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ao Estado, em entrevista exclusiva na noite da terça-feira passada, que a eventual investigação do presidente Michel Temer em inquérito da Operação Lava Jato não desrespeita a Constituição. É o contrário do que entende o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que não incluiu Temer da lista de possíveis investigados enviada em março ao Supremo.

Janot explicou ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, que não pediu para Temer ser investigado porque a Constituição dá ao presidente da República imunidade temporária por atos estranhos ao exercício das funções (Artigo 86, parágrafo 4.º) - no caso, as acusações de alguns delatores sobre arrecadação de dinheiro para campanhas do PMDB. Fachin acolheu o argumento sem manifestar-se a respeito. Só o fez na semana passada - mandando ouvir Janot -, depois que o PSOL entrou com um recurso pedindo que Temer seja incluído na investigação. O recurso ainda não tem data para ir a julgamento.

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"O Supremo Tribunal Federal, em dois precedentes, entendeu que a imunidade constitucional dada ao presidente da República, protegendo-o contra a responsabilização em razão de atos estranhos ao exercício do mandato, não há de impedir a instauração de investigação criminal", disse Celso de Mello. "É preciso fazê-la, porque as provas se dissipam, as testemunhas morrem e os documentos desaparecem", acrescentou. "Eu sei que essa não é a posição do procurador-geral da República - não obstante o Supremo tenha dois precedentes julgados pelo pleno."

Os dois precedentes são de 1992 - ambos envolvendo o então presidente Fernando Collor de Mello por fatos estranhos ao mandato presidencial. "Eu fui relator de um, e o ministro Sepúlveda Pertence de outro", relembrou o decano. "E o Supremo Tribunal Federal foi muito claro ao reconhecer a legitimidade da investigação policial ou da investigação criminal promovida pelo Ministério Público."

O decano da Corte recebeu o Estado no começo da noite da terça em seu gabinete no terceiro andar do anexo 2. Depois de quase três horas de entrevista - em que falou de Lava Jato e delação premiada, foro privilegiado, processo contra Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre outros temas -, ficou mais duas fazendo uma apresentação animada e detalhada de uma impressionante coleção de estimadas quatro mil músicas. Quando acabou, sem sinais visíveis de cansaço, já era 1 hora da madrugada da quarta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério Público mexicano criou uma unidade especial para investigar o caso dos 43 estudantes desaparecidos de Ayotzinapa, admitindo um pedido dos pais dos jovens. A unidade deve conduzir a segunda etapa da investigação. Após um encontro com os pais dos 43 estudantes e seus advogados, o procurador-geral Arely Gómez apresentou os integrantes da unidade especial.

A equipe multidisciplinar inclui representantes do MP, médicos, policiais e será supervisionada pelo Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes (GIEI) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que há alguns meses apresentou um relatório que contesta a versão oficial dos fatos.

De acordo com o governo, no momento em que embarcavam em ônibus para seguir até um protesto, os estudantes foram atacados em 26 de setembro de 2014 por policiais na cidade de Iguala (estado de Guerrero), que os entregaram a um cartel. O grupo criminoso assassinou os jovens e incinerou os corpos por acreditar que entre eles havia infiltrados de uma facção rival.

O caso de Ayotzinapa gerou fortes críticas ao governo do presidente Enrique Peña Nieto e provocou a queda do ex-procurador-geral Jesús Murillo Karam, após muitos questionamentos sobre a investigação.

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