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Os quatro grandes clubes do futebol paulista, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos, divulgaram nota oficial conjunta pedindo o "fim da impunidade a criminosos"de torcidas e cobrando das autoridades atitudes mais firmes para "restaurar a paz no futebol". O comunicado ocorre após a morte de Gabriela Anelli, palmeirense de 23 anos, que foi atingida no pescoço por estilhaços de uma garrafa arremessada por torcedor rubro-negro antes da partida com o Flamengo, no sábado, pelo Brasileirão.

"Que este caso revoltante não seja em vão. É urgente uma conversa definitiva sobre o fim da impunidade de criminosos que, vestidos com as cores de um clube o qual não representam, cometem atos tenebrosos, como temos visto todas as semanas, infelizmente", escreveram os representantes dos clubes do Estado, usando a hashtag #VouTorcerPelaPaz.

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"É preciso que autoridades e todos os envolvidos no esporte - em São Paulo, no Rio de Janeiro e todo o Brasil - restaurem a paz e a força afetiva da prática esportiva. Nós, atletas, comissões técnicas e torcedores queremos ver arenas e estádios sem medo, sem violência, sem discriminação nem intolerância, com uma rivalidade sadia e justa nos gramados, num ambiente no qual prevaleça a alegria, traço tão marcante do futebol brasileiro", completaram no manifesto.

Gabriela Anelli, de 23 anos, morreu nesta segunda-feira de manhã depois de ser ferida durante uma briga entre torcedores do lado de fora do Allianz Parque, no sábado, na partida do Palmeiras com o Flamengo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), ela foi atingida por uma garrafada no pescoço e levada em estado grave ao Hospital Santa Casa, no centro da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Os familiares da torcedora chegaram a fazer uma campanha na redes por doações de sangue para ajudá-la.

De acordo com informações da SSP, Gabriela foi ferida em confusão nas proximidades do portão C, na rua Padre Antônio Tomas, perto da entrada de visitante. Havia uma divisão de metal separando as torcidas e os flamenguistas jogaram garrafas e pedras por cima dessa proteção. Uma outra briga entre palmeirenses e flamenguistas, na Rua Caraíbas, foi contida com a ação da Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral e gás de pimenta. A partida precisou ser paralisada por duas vezes porque jogadores e torcedores nas arquibancadas ficaram com os olhos irritados.

César Saad, titular da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), informou que o suspeito de cometer o crime foi identificado como Leonardo Felipe Xavier Santiago, de 26 anos. Ele declarou ser membro de uma organizada do Flamengo, mas teria ido ver o jogo sozinho. Segundo o delegado, o suspeito teve o flagrante convertido em prisão preventiva pela Justiça e vai responder por homicídio doloso consumado.

Este é o segundo caso de violência em menos de 15 dias no futebol paulista. Na última semana, o meia-atacante Luan, do Corinthians, foi agredido em um motel da zona norte de São Paulo por membros da Gaviões da Fiel, principal organizada do clube. Segundo o Boletim de Ocorrência, um dos torcedores estava armado e o jogador foi ameaçado de morte. Entre os integrantes do grupo que agrediu o atleta estão dois corintianos presos em Oruro acusados de envolvimento com a morte do Kevin Espada durante um jogo da Libertadores, contra o San Jose, em 2013.

A torcedora palmeirense, de 23 anos, atingida no pescoço por uma garrafa de vidro durante confusão ocorrida antes da partida entre o clube paulista e o Flamengo, no último domingo (9), morreu na manhã desta segunda-feira (10). A informação foi divulgada pela família de Gabriela Anelli nas redes sociais.

"Obrigado a todos que oraram pela minha irmã. Mas ela foi morar com o papai do céu. Tem coisas que acontecem que estão além do nosso limite do entendimento. Sei o quanto você lutou cada segundo e você de fato sempre foi uma guerreira. Olhe por nós do céu e proteja nossa família", escreveu o irmão de Gabriela, Felipe Marchiano.

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Gabriela estava internada em estado grave na Santa Casa, no Centro de São Paulo. A jovem sofreu duas paradas cardíacas. "A dor da família é imensurável. Não dá para acreditar em tanta maldade nesse mundo e a Justiça tão falha nesse Brasil. Nossa família não merece passar por esse luto", escreveu nas redes sociais Mariana Anelli, prima da jovem.

O Palmeiras, também por uma rede social, lamentou a morte da torcedora. "Lamentamos profundamente a morte da torcedora Gabriela Anelli, atingida por uma garrafa nas imediações do Allianz Parque, antes do jogo contra o Flamengo, no sábado. Não podemos aceitar que uma jovem de 23 anos seja vítima da barbárie em um ambiente que deveria ser de entretenimento. Manifestamos solidariedade à família da palmeirense e cobramos celeridade na apuração deste crime, que fere a nossa razão de existir e compromete a imagem do futebol brasileiro".

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O Palmeiras atravessa o mais crítico momento do ano e um dos piores sob o comando de Abel Ferreira. Há três jogos sem vencer no Brasileirão, com estrelas em decadência, jogadores lesionados e o elenco cada vez mais curto, o time do técnico português encara neste sábado um de seus principais rivais. Recebe o Flamengo, às 21h, no Allianz Parque, no duelo que se encaixa no chavão de "jogo de seis pontos".

Hegemônicos nos últimos anos no futebol brasileiro e sul-americano, Palmeiras e Flamengo foram campeões dos principais campeonatos em 2023 e são protagonistas há alguns anos. A rivalidade aumentou com a disputa dos títulos. O time alviverde ganhou em cima do adversário carioca a Libertadores de 2021 e, neste ano, também faturou a Supercopa do Brasil. O clube alvinegro quer, portanto, revanche.

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Os dois se encontram em momentos diferentes. Depois da Data Fifa, o Palmeiras não mais ganhou no Brasileirão. Perdeu para Bahia e Botafogo e mais recentemente empatou com o Athletico-PR num jogo marcado pela cotovelada de Zé Ivaldo em Endrick não punida com o cartão vermelho e que foi o estopim para o clube abrir guerra com a CBF.

Antes vice-líder, o Palmeiras caiu para o quarto lugar e foi ultrapassado por Grêmio e Flamengo. São 23 pontos somados, dois a menos que o time carioca, que acumula vitórias em seus dois últimos compromissos pelo torneio nacional.

Há sinais de ocaso de algumas das estrelas do elenco, como Raphael Veiga e Dudu. O elenco é curto, como gosta Abel Ferreira, mas tem ficado ainda mais enxuto - os últimos a sair foram Bruno Tabata e Rafael Navarro - e a diretoria não trouxe peças de reposição. Além disso, jogadores importantes, como Zé Rafael e Rony, estão machucados.

O clube trabalhar para ter ao menos o atacante à disposição na partida deste sábado. O volante iniciou a transição para o campo e há possibilidade de voltar contra o São Paulo, no decisivo clássico da próxima quinta cujo resultado pode recolocar o Palmeiras no eixo ou abrir uma crise e ampliar a pressão, já que o que está em jogo é uma vaga entre os semifinalistas da Copa do Brasil.

Um alento para o técnico português é que o atacante Artur volta depois de dois jogos de ausência - preservado em Curitiba e fora contra o São Paulo por já ter disputado a Copa do Brasil - e será titular.

Técnico, seus auxiliares e os jogadores não têm falado com a imprensa sob a justificativa de Leila Pereira de protegê-los depois aberta a guerra com a CBF graças a repetidos erros de arbitragem contra a equipe. Não se sabe até quando vai perdurar a lei do silêncio. Os atletas têm falado apenas internamente, para a própria TV do clube.

Depois de um período de oscilação e derrotas sentidas, como a goleada de 4 a 0 sofrida para o Red Bull Bragantino, o Flamengo parece ter se encontrado sob o comando de Jorge Sampaoli e tem escalado a tabela do Brasileirão. O time busca, agora, a terceira vitória seguida para se afirmar na luta pelo título.

Uma briga envolvendo torcedores na Linha 4 do metrô após a partida entre São Paulo e Palmeiras, nesta quarta-feira, terminou com um segurança ferido e com a estação São Paulo-Morumbi depredada. Segundo informações da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação metroviária, a confusão aconteceu por volta das 23h10, quando agentes de segurança e a Polícia Militar (PM) foram acionados ao local para combater "atos de vandalismo". O jogo terminou com a vitória da equipe tricolor por 1 a 0.

De acordo com a ViaQuatro, um segurança sofreu corte superficial na testa e um torcedor foi conduzido ao Pronto Socorro Bandeirantes. Mais cedo, às 17h35, um grupo de torcedores iniciou uma confusão na estação Pinheiros e foi escoltado pelos agentes e a PM até a estação Morumbi.

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A ViaQuatro informou, ainda, que parte da estação São Paulo-Morumbi está isolada para perícia e manutenção. Foram danificados três bloqueios (catracas), um painel publicitário, uma escada rolante, um guarda corpo e um gradil metálico. Na estação Pinheiros, uma escada rolante também foi avariada. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública, mas não obteve resposta.

Os clássicos paulistas são disputados com torcida única desde 2012, quando uma briga entre uniformizadas de Palmeiras e Corinthians terminou com dois mortos. O caso ficou popularmente conhecido como "Batalha da Inajar", em referência à Avenida Inajar de Souza, local do episódio, na zona norte de São Paulo.

O confronto de volta entre São Paulo x Palmeiras, pelas quartas de final da Copa do Brasil, acontece na próxima quinta-feira, dia 13 de julho, no Allianz Parque, às 20h. Um empate garante o tricolor paulista na semifinal. No domingo, o time do Morumbi encara o Red Bull Bragantino, fora de casa, às 16h, pela 14ª rodada do Brasileirão. No sábado, o Palmeiras recebe o Flamengo, também às 16h, no Allianz.

A CBF afastou o árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima após avaliar que ele errou em não expulsar o zagueiro Zé Ivaldo, do Athletico-PR, por um pênalti cometido em Endrick, do Palmeiras, no domingo. Na edição desta segunda-feira do Papo de Arbitragem, programa da própria CBF que analisa decisões dos árbitros a cada rodada, o presidente da Comissão de Arbitragem da entidade, Wilson Seneme, avaliou como correta a marcação do pênalti, mas disse que o cartão amarelo aplicado a Zé Ivaldo foi um equívoco, pois o lance, uma cotovelada, caracteriza conduta violenta e pede expulsão.

"A regra é muito clara. Quando diz que não estando o cotovelo, o braço, associado junto a uma disputa de bola, indo de encontro ao adversário imediatamente, passa a ser possível interpretar como uma ação de conduta violenta. Em que caso não seria uma conduta violenta? Se não tivesse força suficiente. Mas ele põe o braço flexionado e faz o movimento contra a cabeça do atacante do Palmeiras. Para nós, deveria, sim, ter sido considerada a expulsão", disse o dirigente.

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A decisão de dar amarelo foi tomada após revisão no VAR, mas Seneme considera que não haveria necessidade de utilizar o recurso caso Jean Pierre estivesse melhor posicionado. "A gente vê o Jean Pierre a uma distância muito longa da ação. Para ações profundas na área de meta, precisa de uma aproximação maior para ver os detalhes. Com uma distância tão grande, com um jogador na frente, que pode bloquear a visão, fica difícil analisar a jogada no tempo real. Por isso foi necessária a revisão."

Diante da situação, a Comissão de Arbitragem decidiu afastar Jean Pierre. "Vamos conversar com o Jean, ele vai entrar para o programa de assistência ao desempenho da arbitragem, um período de análise, para poder, enfim, trabalhar os conceitos do que é uma ação de conduta violenta", afirmou Seneme.

A não aplicação do vermelho causou muita irritação no Palmeiras. O auxiliar João Martins, que substituía Abel Ferreira, suspenso, fez insinuações e disse que o Campeonato Brasileiro só é considerado competitivo porque o "sistema" não deixa os melhores times se tornarem dominantes como ocorre na Europa. O auxiliar ainda criticou o comportamento de jogadores brasileiros, que, em sua opinião, faz o futebol nacional parecer um "teatro".

Após as declarações, a CBF divulgou uma nota acusando Martins de xenofobia e disse que iria acionar o SJTD para que ele "revele qual seria o esquema ou o sistema no futebol brasileiro que não permite que o melhor vença". O Palmeiras respondeu com um comunicado, no qual classifica a postura da entidade como "agressiva", questiona a xenofobia citada pela confederação e aponta uma série de erros contra o time ao longo do Campeonato Brasileiro deste ano e das últimas temporadas.

As insinuações e comparações feitas pelo português João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras, após o empate por 2 a 2 com o Athletico-PR, no domingo, foram taxadas como xenofóbicas pela CBF, em nota divulgada nesta segunda-feira, e serão levadas ao STJD. O que mais incomodou a entidade foi o fato de Martins ter falado que o Campeonato Brasileiro só é considerado competitivo porque o "sistema" não deixa os melhores times se tornarem dominantes como ocorre na Europa. O auxiliar ainda criticou o comportamento de jogadores brasileiros, que, em sua opinião, faz o futebol nacional parecer um "teatro".

"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamenta profundamente o que se viu ontem (02/07) por parte do auxiliar técnico do Palmeiras, João Martins, designado para a entrevista coletiva pós jogo. O ato lamentável foi muito além das reclamações semanais da arbitragem. O que ocorreu, de fato, foi um desfile de grosserias e uma tentativa infantil e até xenofóbica de reduzir a relevância do futebol brasileiro na Europa, mostrando inclusive desconhecimento do próprio campeonato que disputa, que já teve tricampeões, bicampeões, com vários times ganhando seguidamente", diz o início do texto.

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O comunicado também diz que a CBF enviará um vídeo contendo as declarações do profissional do Palmeiras ao STJD para que ele "revele qual seria o esquema ou o sistema no futebol brasileiro que não permite que o melhor vença". Quanto às críticas aos atletas brasileiros, a entidade rebateu Martins dizendo que o argumento não corresponde à realidade, apontando que o "Brasil é o país do mundo que mais tem jogadores atuando no exterior, inclusive na própria seleção portuguesa".

A revolta do auxiliar português se deu em razão da não expulsão do zagueiro athleticano Zé Ivaldo, que foi punido apenas com cartão amarelo por dar uma cotovelada em Endrick dentro da área, após revisão no VAR, em lance no qual foi marcado pênalti a favor do Palmeiras. Em seguida, o garoto palmeirense desperdiçou a cobrança.

"A atual gestão da arbitragem da CBF nunca, em nenhum momento, esteve tão transparente e se expôs tanto, dando satisfações públicas semanais, inclusive reconhecendo eventuais erros", defendeu-se a CBF. "Somos o único país do mundo a oferecer avanços tecnológicos nos estádios, com os telões mostrando os lances da partida em tempo real. Inclusive, o lance em questão, alvo de reclamação, foi acompanhado por todo o estádio, por jogadores e torcedores", concluiu.

A nota também destaca o investimento feito no "aprimoramento da arbitragem" e o treinamento oferecido aos árbitros, citando cursos e preparações que serão realizados nos próximos dias. "Equívocos de arbitragem, de jogadores, técnicos, acontecem em todos os lugares, inclusive e, principalmente, na Europa. São parte do processo, do mecanismo do futebol, que não é feito por máquinas. Portanto, nada justifica o que se viu ontem e que foi amplamente divulgado pela imprensa em todo o mundo", diz o final do texto.

O CASO

Substituto do suspenso Abel Ferreira no banco do Palmeiras contra o Athletico, João Martins deu uma coletiva de imprensa bastante exaltado e sugeriu que os árbitros estão cometendo erros propositais para prejudicar o time paulista na competição. "Nós entendemos que o futebol brasileiro passa uma imagem de que é o mais competitivo do mundo porque ganham vários (times diferentes). Mas ganham vários porque, muitas vezes, não deixam os melhores ganhar. Foi mais uma vez o que se passou hoje. Nós entendemos que é mal para o sistema o Palmeiras ganhar dois anos seguidos", declarou.

Demonstrando irritação, o auxiliar fez diversos ataques ao futebol brasileiro em meio a críticas ao desempenho do árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima. ". Não vale a pena amanhã ter o presidente mostrando imagens e frames para justificar incompetências e erros grosseiros", disse. "Por isso que na Europa, não veem jogos no Brasil; Porque muitas vezes parece mais teatro que futebol. Depois, um pênalti muito bem marcado porque ele não viu, deve estar cansado, falta preparação física", concluiu.

Para o português, o futebol brasileiro tem "pouca credibilidade" em outros países. "Aqui há pouca credibilidade lá fora: não é por falta de qualidade dos jogadores, mas por falta de transparência. Podem continuar a nos expulsar, mas vamos lutar até a última gota de suor pelo bem do futebol e do Palmeiras." A entrevista coletiva acabou sendo interrompida pelo diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros.

O Palmeiras continua sem conseguir vencer no Campeonato Brasileiro e igualou sua maior sequência negativa na atual edição do torneio. Após abrir 2 a 0 no placar, com gols de Endrick e Gabriel Menino e uma atuação segura, o time do técnico Abel Ferreira entregou de bandeja o empate ao Athletico-PR por 2 a 2, neste domingo, na Ligga Arena, em Curitiba.

Neste Brasileirão, o Palmeiras já havia empatado três jogos consecutivos (Red Bull Bragantino, Santos e Atlético-MG). A diferença é que, desta vez, são duas derrotas para Bahia e Botafogo, além da igualdade com o Athletico-PR. O resultado coloca o time alviverde dez pontos atrás do líder Botafogo. O time paranaense é o 9º, com 20 pontos.

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O jogo nem bem começou e o VAR entrou em ação para confirmar um pênalti para o Palmeiras. Zé Ivaldo deu uma cotovelada em Endrick em um lance na área em que nada iria acontecer. Quem salvou o zagueiro de tamanha burrice foi Léo Linck. O goleiro, que substituía o titular Bento, caiu no canto certo para defender cobrança do atacante palmeirense.

Alvo da torcida do Athletico-PR por causa do erro no pênalti, Endrick não demorou para dar uma resposta em campo. O gol saiu aos 22 minutos. Breno Lopes recebeu na direita e cruzou na área. O atacante foi inteligente para enganar Pedro Henrique e surgiu livre para tocar de cabeça no contrapé de Léo Linck. Na comemoração, uma dancinha pra lá de ousada para devolver todos os impropérios que ouviu dos torcedores.

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Foi no mesmo local que Endrick marcou o primeiro gol como profissional, no ano passado, em uma vitória por 3 a 1, em 25 de outubro.

A vantagem no placar trouxe ainda mais tranquilidade para o Palmeiras. Mesmo com jogadores importantes fora de combate, como Dudu, Raphael Veiga e Artur, que nem sequer viajaram a Curitiba, e outros começando no banco, entre eles Ronny e Gabriel Menino, o time alviverde se sentia confortável em campo. Quase não sofreu no primeiro tempo.

O cenário ficou ainda mais favorável para o Palmeiras com menos de 15 minutos da etapa final. Gabriel Menino, que entrou no intervalo, tabelou com Breno Lopes após roubada de bola de Vanderlan e contou com um desvio em Thiago Heleno ao finalizar para abrir 2 a 0.

Quando o jogo parecia decidido, o Palmeiras se perdeu em campo após pênalti cometido por Gustavo Garcia (outra vez assinalado com ajuda do VAR). O lateral foi expulso por receber o segundo cartão amarelo, abrindo espaço para uma reação impensada do Atlhetico-PR. Vitor Bueno diminuiu o placar e, cinco minutos depois, Vítor Roque deixou tudo igual ao completar de cabeça um cruzamento de Madson.

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FICHA TÉCNICA:

ATHLETICO-PR 2 X 2 PALMEIRAS

ATHLETICO-PR - Léo Linck; Pedro Henrique, Thiago Heleno e Zé Ivaldo; Khellven (Madson), Hugo Moura (Alex Santana), Erick e Christian (Cuello); Vitor Bueno, Vítor Roque e Canobbio (Terans). Técnico: Wesley Carvalho.

PALMEIRAS - Weverton; Gustavo Garcia, Gustavo Gómez, Murilo e Vanderlan; Naves (Luan), Richard Ríos (Gabriel Menino) e Jhon Jhon; Luis Guilherme (Fabinho), Breno Lopes (Mayke) e Endrick (Rony). Técnico: João Martins (auxiliar).

GOLS - Endrick, aos 22 minutos do primeiro tempo. Gabriel Menino, aos 12, e Vitor Bueno (pênalti), aos 22, Vitor Roque, aos 27 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Zé Ivaldo, Vítor Roque, Vitor Bueno, Madson.

CARTÃO VERMELHO - Gustavo Garcia.

ÁRBITRO - Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).

RENDA - Não disponível.

PÚBLICO - 33.118 torcedores.

LOCAL - Ligga Arena, em Curitiba (PR).

Bruno Tabata foi suspenso na sexta-feira por quatro meses pela Conmebol. Em julgamento feito pelo Tribunal Disciplinar da entidade, o jogador do Palmeiras foi punido por suposto ato racista na partida contra o Cerro Porteño, no Paraguai, pela fase de grupos da Copa Libertadores. O clube paulista vai recorrer da decisão.

A denúncia foi feita com base em um momento que aconteceu durante a partida entre as equipes pela Libertadores, no dia 24 de maio. Em um vídeo que circulou pelas redes sociais, torcedores do time paraguaio filmam os atletas do Palmeiras durante aquecimento e é possível ouvir a palavra "mono", que é "macaco" em espanhol, ser dita.

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"De forma completamente equivocada, fui denunciado pela equipe do Cerro Porteño pela prática de gestos racistas a torcida do clube paraguaio na nossa partida da Libertadores fora de casa, atos que não cometi de maneira alguma", disse Tabata, em vídeo usado pela defesa do atleta.

"O que aconteceu na realidade foi que eu ouvi a torcida gritando 'mono' e 'macaco' para nós, jogadores, que estávamos em campo perto da arquibancada norte. Não falamos espanhol e não entendemos o que estava acontecendo. Tanto é que o Endrick fala comigo e pergunta o que estavam gritando. Quando a gente entendeu, eu devolvi a pergunta e quis entender se era isso mesmo, se estavam chamando a gente de 'macaco'. Eu estava expondo o racismo que estava acontecendo da parte da sua torcida, porque são eles os responsáveis, não nós," adicionou o meia.

Por causa da decisão do tribunal da entidade oficializada na sexta-feira, Bruno Tabata está impedido de atuar em qualquer partida que a Conmebol seja a organizadora pelos próximos quatro meses. Desta forma, o atleta está fora das partidas da Libertadores na fase eliminatória até que seja julgado qualquer tipo de recurso apresentado pelo Palmeiras.

O time paulista terminou a primeira fase da competição continental com a melhor campanha entre os 16 classificados e aguarda o sorteio para a definição do adversário das oitavas de final e de todo o chaveamento da competição que acontecerá na próxima semana.

Com a abertura da janela de transferências de meio, na segunda-feira, alguns clubes do Campeonato Brasileiro se preparam para possíveis perdas de jogadores em fim de contrato, já que aqueles que estiverem a menos de seis meses do término de seu vínculo podem assinar com um novo time para a próxima temporada.

No caso dos clubes paulistas na Série A do Campeonato Brasileiro, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos têm todos atletas nessa situação no elenco. O Red Bull Bragantino é o único que não corre risco de perder jogadores nesta janela.

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Alguns já foram informados pelas respectivas diretorias de que não seguirão nos clubes, como Luan (Corinthians), e outros têm futuro incerto, casos de Alison (Santos) e Rafinha (São Paulo). Dos jogadores em final de contrato, Bruno Méndez, do Corinthians, parece ser o mais "desejado", já que segue em negociações para renovar.

O alvinegro é, inclusive, o time com mais atletas cujos vínculos acabam no encerramento do atual ano, dentre eles, os ídolos Fábio Santos e Renato Augusto, que, apesar de ser peça importante na equipe de Vanderlei Luxemburgo, tem sequência atrapalhada por lesões. Paulinho é outro que teria o compromisso terminado em 2023, mas, como se machucou e só volta em 2024, o clube é forçado a estender o acordo com ele para seguir o tratamento.

Confira todos os jogadores em fim de contrato dos times paulistas no Brasileirão:

CORINTHIANS

Bruno Méndez - Zagueiro

Cantillo - Meio-campo

Fábio Santos - Lateral-esquerdo

Gil - Zagueiro

Giuliano - Meio-campo

Gustavo Mosquito - Atacante

Luan - Meio-campo

Renato Augusto - Meio-campo

PALMEIRAS

Jailson - Meio-campo

Marcelo Lomba - Goleiro

Marcos Rocha - Lateral-direito

SANTOS

Alison - Meio-campo

Camacho - Meio-campo

SÃO PAULO

Rafinha - Lateral-direito

RED BULL BRAGANTINO

Sem jogadores em fim de contrato

Abel Ferreira usou a coletiva de imprensa após a vitória do Palmeiras contra o Bolívar para dar recados. Depois de voltar a vencer e, mais uma vez, ter se garantido nas oitavas de final da Libertadores como o melhor time entre os 16, o treinador português não cansou de elogiar a postura do time na partida desta quinta-feira (29) no Allianz Parque.

"A responsabilidade da vitória é total dos jogadores. Hoje eles encontraram o caminho e conseguiram fazer os gols. O que eu gosto nesta equipe é o caráter. Os mesmos que perderam no fim de semana fizeram quatro gols hoje e poderiam ter feito oito. Parabéns aos meus jogadores por terem feito uma grande partida e uma noite magnífica. Preciso enaltecer todo grupo, para ser jogador de futebol no Brasil é preciso ter uma casca muito forte, ter um time de jogadores de caráter", salientou Abel.

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Na partida desta quinta-feira, o Palmeiras foi dominante desde o início. Além dos quatro gols, o time de Abel Ferreira teve mais posse de bola, finalizou 26 vezes, acertou a trave uma vez e 12 dos chutes acertaram o gol do Bolívar, obrigando o goleiro Lampe a fazer seis defesas difíceis durante os 90 minutos de jogo no Allianz Parque.

'NÃO CRIEM POLÊMICA'

Após a derrota para o Botafogo no último fim de semana, uma cena chamou a atenção. Ao fim da partida, Abel Ferreira saiu de campo sem cumprimentar Luis Castro, treinador do time carioca. Nesta quinta-feira, antes mesmo de começar a responder as perguntas em sua coletiva, o técnico do Palmeiras fez questão de explicar a cena e fazer mais uma crítica para a imprensa.

"Antes de começar, queria fazer um parênteses. Sempre que acaba o jogo eu saio na direção do túnel, desde que cheguei ao Palmeiras. Que isso fique claro. Para aqueles que fazem um jornalismo raso, eu sempre faço isso. Para não ficar dúvidas para ninguém. Cumprimento meu adversário, às vezes, no início, mas no fim saio sempre. Essa era a introdução que queria fazer para o jornalismo mais raso, alguns comentaristas mais rasos, para não criar confusão onde não existe. Eu tenho admiração pelo Luís Castro, falamos depois do jogo. Não criem polêmica onde não existe", explicou o treinador.

Questionado sobre o momento do time, que vinha de duas derrotas e dois jogos seguidos sem marcar ao menos um gol pela primeira vez desde 2021, o técnico português não escondeu o que costumeiramente pede e pediu para os jogadores do Palmeiras neste período sem vitórias.

"Eu peço aos meus jogadores que eles não deem ouvidos para o que a imprensa diz. Precisamos nos blindar. Sabemos o que queremos, sabemos o que precisamos. Precisamos ter calma neste momento. Após a partida do Botafogo, quem viu o jogo e falou que nós jogamos mal e o Botafogo bem não sabe o que está falando. O Palmeiras é muito grande, não é o maior em termos de números, mas somos barulhentos. Peço aos nossos torcedores para acreditarem nos jogadores e no trabalho. Vamos para todos os jogos buscando a vitória", completou o treinador.

Abel Ferreira segue marcando época no Brasil. Para além de todas as conquistas em campo com o Palmeiras, o técnico português atingiu mais uma marca nesta sexta-feira. O treinador anunciou através das redes sociais que seus dois livros chegaram na marca de 100 mil exemplares vendidos no país e geraram R$ 8 milhões de receita total.

"Sempre foi nossa intenção cumprir este papel cultural e solidário, portanto ir além da esfera desportiva, e muito nos honra saber que este objetivo foi atingido. Obrigado a cada 1 dos 100.000 leitores. A vossa compra contribuiu para o futuro de muitas pessoas. Afinal, na vida, como no futebol, Todos Somos Um", disse Abel Ferreira na publicação de suas redes sociais.

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Até o momento, Abel Ferreira já publicou os livros "Cabeça Fria, Coração Quente" e "Volta Extra: Temporada 2022". Com os dois, o português gerou uma receita total de R$ 8 milhões. Parte deste valor será destinado para as ONGs Amigos do Bem, Instituto Ayrton Senna e Cesta de Três, já que Abel vai doar todo o valor que tem direito por ser autor das publicações.

Desde sua chegada ao Brasil, Abel Ferreira assume que sentiu falta de livros que falassem do ambiente esportivo. Após se ambientar no país, o treinador decidiu que iria escrever e lançar o seu, o que quando o "Cabeça Fria e Coração Quente" foi publicado em 2021. Recentemente, o treinador fez o lançamento da mesma obra em Portugal.

Mesmo comemorando a marca alcançada com o livro durante uma data Fifa, Abel Ferreira segue preparando o Palmeiras para a sequência da temporada. Nas quartas de final da Copa do Brasil, em segundo no Brasileiro e classificado para as oitavas de final da Libertadores, o time do treinador português voltará a atuar na próxima quarta-feira, 21, quando vai visitar o Bahia pela 11ª rodada do campeonato nacional.

Gabriel Verón, atacante de 20 anos revelado pelo Palmeiras e atualmente no Porto, gerou um mal-estar no clube português nesta semana. De férias no Brasil, em sua cidade natal Assú, no Rio Grande do Norte, o jogador se lesionou durante a disputa de uma partida de futebol society. O evento foi promovido pela página "Vem pra Emboscada", no Instagram, e premiaria o vencedor em R$ 50 mil. A situação pode fazer com que o atacante seja multado e tenha até seu contrato rescindido pelo Porto.

O evento ocorreu na terça-feira e teve transmissão ao vivo nas redes sociais da competição. O jogo consistiu em um desafio X2 (dois jogadores contra dois, além de um goleiro em cada equipe). Verón jogou ao lado de André Peres, mas lesionou a virilha na partida contra DVD e Gabriel Jesus - homônimo do atacante do Arsenal e seleção brasileira.

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Sem condições para retornar ao gramado após a lesão, a partida teve de ser encerrada com a derrota da equipe de Verón por 3 a 1. Ele está de férias desde o fim da temporada europeia, no último mês, e marcou apenas um gol desde que chegou ao clube.

No Porto, a situação gerou um desgaste entre clube e atleta. Ao tomar ciência do incidente, o clube português telefonou para o Brasil e conversou diretamente com Verón. Em Portugal desde 2022, o atacante teve de se explicar para a diretoria, expondo os motivos que o levaram a se lesionar.

De acordo com o jornal português A Bola, o jogador também conversou com o médico Nélson Puga, do Porto, que sugeriu a realização de exames médicos mais detalhados sobre a situação do atleta. Eles serão realizados nesta quinta-feira. O clube está preocupado na gravidade da lesão e se ela terá impacto na pré-temporada e no início do Campeonato Português.

O clube entende que o comportamento de Verón está em desacordo com as regras e direcionamentos dados pela comissão técnica durante as férias do futebol europeu, mas trata a saúde de Verón como prioridade neste momento. Por outro lado, o atacante deve ser multado e deve receber uma repreensão do treinador da equipe, Sérgio Conceição.

A depender da gravidade da lesão, o contrato de Verón com o clube pode até ser rescindido, por ter se lesionado sem estar em ação como profissional. A palavra do treinador será fundamental para que a punição seja decidida. No entanto, o comportamento do jovem, tido como exemplar em seu primeiro ano em Portugal, é um fator para que o Porto lide da melhor forma possível com a situação. A diretoria entende que, pela idade, o atacante cometerá alguns deslizes em seu tempo livre.

Duas falhas do São Paulo bem aproveitadas pelo Palmeiras definiram o Choque-Rei deste domingo. Constante, regular e eficiente como de costume, o time alviverde, vice-líder do Brasileirão, ganhou do rival tricolor por 2 a 0 no Morumbi e continua sua caçada ao líder Botafogo. Gabriel Menino e Endrick foram às redes com belos gols, um em cada tempo.

Único invicto do Brasileirão, o Palmeiras continua dois pontos atrás do Botafogo. Soma 22 contra 24 do time carioca. O São Paulo viu ruir os 100% de aproveitamento em sua casa amargou sua segunda derrota seguida no torneio. Parou, assim, nos 15 pontos, e está mais distante dos líderes.

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Como na maioria dos Choques-Reis, São Paulo e Palmeiras fizeram um clássico equilibrado, sobretudo no primeiro tempo. O time tricolor, diante de mais de 50 mil são-paulinos, teve maior volume de jogo, mais passe de bola e também finalizou mais vezes. Mas foi o Palmeiras o único a balançar as redes no Morumbi.

Fizeram a diferença a favor dos palmeirenses os erros de Arboleda. O zagueiro equatoriano falhou nos dois gols do Palmeiras. No primeiro, aos 10 minutos, Gabriel Menino mostrou esperteza e talento ao deixar o uruguaio Gabriel Neves no chão e acertar um bonito chute, perto do ângulo de Rafael.

Menino comemorou com seu tradicional gesto de "cabeça fria, coração quente", replicando o mantra de Abel Ferreira. O time teve essa calma e concentração para, em vantagem no placar, se defender com competência das investidas do São Paulo, que pouco atacou nos primeiros 45 minutos.

No segundo tempo, com Rodrigo Nestor na vaga de Alisson, os anfitriões melhoraram sua produção ofensiva. Exigiram ao menos duas defesas importantes de Weverton e acertaram o travessão em cabeceio de Arboleda. Mas, ao contrário do adversário, não foram eficazes.

A eficácia sobrou ao Palmeiras, que aproveitou outra infelicidade de Arboleda para fazer o segundo e definir o placar. Foi a joia Endrick o autor do gol que sacramentou o triunfo palmeirense. O jovem, que entrara na vaga de Rony, saiu na cara do gol depois que o defensor equatoriano se atrapalhou e não perdoou.

Pedra no sapato de Abel Ferreira nos últimos anos, o São Paulo ainda foi dominado pelo Palmeiras nos minutos finais. Só não levou o terceiro gol porque a equipe alviverde mandou para fora as oportunidades geradas a partir de contra-ataque.

O clássico foi quente e Raphael Claus distribuiu muitos cartões, um deles vermelho, para Pablo Maia, no fim da partida. O primeiro amarelo o árbitro mostrou para Abel Ferreira. Costumeiramente explosivo à beira do gramado, o português discutiu de forma ríspida com Calleri ao reclamar de uma falta em Mayke. Mais tarde, seu auxiliar, João Martins, também foi amarelado.

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FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 0 X 2 PALMEIRAS

SÃO PAULO - Rafael; Rafinha (Marcos Paulo), Arboleda, Beraldo e Caio Paulista; Pablo Maia, Gabriel Neves (Rodrigo Nestor), Michel Araújo (Rodriguinho) e Alisson (Juan); Luciano (David) e Calleri. Técnico: Dorival Júnior.

PALMEIRAS - Weverton; Mayke, Naves (Jailson), Luan e Piquerez; Zé Rafael, Gabriel Menino (Richard Ríos) e Raphael Veiga (Fabinho); Artur, Dudu (Breno Lopes) e Rony (Endrick). Técnico: Abel Ferreira.

GOLS - Gabriel Menino, aos 10 minutos do primeiro tempo. Endrick, aos 32 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Abel Ferreira, Artur, Rodriguinho, David.

CARTÃO VERMELHO - Pablo Maia.

ÁRBITRO - Raphael Claus (SP/Fifa).

RENDA - R$ 3.392.338,00.

PÚBLICO - 56.871 torcedores.

LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

A Copa do Brasil terá novamente um clássico entre Palmeiras e São Paulo, desta vez nas quartas de final, conforme determinado por sorteio realizado nesta terça-feira, na sede da CBF. Além disso, há a possibilidade de novo duelo entre paulistas nas semifinais, pois o Corinthians, que enfrenta o América-MG, caiu no mesmo lado do chaveamento que os rivais. Os outros jogos das quartas serão Grêmio x Bahia e Flamengo x Athletico-PR.

O sorteio foi realizado com os oito times no mesmo pote, por isso todos tinham a chance de se enfrentarem. Os mandos de campo também foram definidos por sorteio, com o critério de que times da mesma cidade não poderiam ser mandantes na mesma data. Ficou definido que Corinthians, Palmeiras, Grêmio e Athletico-PR farão os jogos decisivos em casa. As datas base para as rodadas de ida e volta são 5 e 12 de julho.

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São Paulo e Palmeiras se enfrentaram nas oitavas de final do ano passado, e os são-paulinos avançaram nos pênaltis após vitória por 1 a 0 no Morumbi e derrota por 2 a 1 no Allianz Parque. Em seguida, passaram pelo América-MG nas quartas, mas perderam as semifinais para o Flamengo.

Eliminado pelo time tricolor no ano passado, o América terá mais um paulista em seu o caminho, pois será o adversário do atual vice-campeão Corinthians, que traça um duro processo de reconstrução sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Sem vencer o time mineiro desde 2021, a equipe corintiana guarda uma má lembrança do encontro, pois foi eliminado pelos americanos na Copa do Brasil de 2020,após derrota na Neo Química Arena e empate em Minas.

Já o atual campeão Flamengo enfrentará o Athletico-PR, assim como foi na campanha do título. Na ocasião, os flamenguistas bateram os athleticanos por 1 a 0 em Curitiba após empate sem gols no Rio. Já o duelo Grêmio e Bahia marcará o encontro entre dois times recém-saídos da Série B. Em jogo da Copa do Brasil de 2019, também nas quartas, os gremistas levaram a melhor e avançaram de fase.

PREMIAÇÃO

A premiação máxima da Copa do Brasil deste ano é de R$ 91,8 milhões, caso a equipe finalista tenha começado desde a fase inicial. Para os times que começam na terceira fase, a premiação final é de R$ 70 milhões. Passar das oitavas para as quartas de final rendeu R$ 4,3 milhões a cada um dos oito times vencedores. Já os quatro times que sobreviverem às quartas garantem R$ 9 milhões.

Confira os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil:

Chave 1

Corinthians (decide em casa) x América-MG

Palmeiras (decide em casa) x São Paulo

Chave 2

Grêmio (decide em casa) x Bahia

Atlhetico-PR (decide em casa) x Flamengo

Abel Ferreira resolveu abrir guerra contra os críticos que falam mal de seu temperamento. Logo após o Palmeiras fazer 3 a 1 diante do Coritiba em jogo no qual o treinador passou ileso de cartão, apesar de mais uma vez reclamar com o árbitro e sair na bronca com o trabalho de um juiz, desta vez o mineiro Felipe Fernandes de Lima, ele falou que seguirá sendo intenso no campo e utilizou Gabigol e Cássio para defender de suas "confusões" com jornalistas.

Na partida passada, por exemplo, o treinador acabou envolvido em polêmico por "tomar" o celular da mão de um jornalista da Globo no vestiário do Mineirão. Ele pediu desculpas, mas foi bombardeado a semana inteira e não assimilou bem o que ouviu.

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"Reparo que muita gente gosta de ter o Abel na boca. Os próprios comentaristas sempre falaram dos amarelos, não sei o quê", protestou. "Sinceramente, há uma coisa que vocês têm que entender, sou um treinador intenso nas quatro linhas e isto não vai mudar", afirmou, explicando como vive as partidas. "Quando eu mudar deixo de ser treinador. Não vai ser comentário nenhum, jornalista, meu pai ou minha mãe que vão mudar meu caráter no jogo."

Abel Ferreira também polemizou sobre suas confusões nas entrevistas ao rebater os críticos. "Eu não ameacei ninguém. Quem quer respeito, tem de ser respeitado. Vão ver o que disseram os capitães de Flamengo (Gabigol) e Corinthians (Cássio) para os jornalistas", cutucou, citando que a revolta vem de todos os lados. "Vocês precisam estar mais atentos."

Sobre o jogo no Allianz Parque, o treinador palmeirense mais uma vez saiu na bronca. Em sua visão, os árbitros continuam agindo de maneira distinta e com muito rigor. A revolta foi com o cartão amarelo para o paraguaio Gustavo Gomez, que tira o capitão do clássico com o São Paulo.

"Primeiro, vou dizer a quem não sabe: o capitão da minha equipe vocês sabem quem é. E uma função dele é conversar com os árbitros, mas pelo visto parece que não pode", disparou. "E esse é o problema. Os critérios são diferentes de um para outro. A falta do Luan me parece que não é pela forma que ele protestou, ainda não sei. E o meu capitão, algo que lhe peço, é que fale com o árbitro, e depois do amarelo eu fico mais alterado porque sabia que estava fora do próximo jogo. Os árbitros tem de entender que uma das funções dos capitães no jogo é falar com eles."

Gomez foi questionar o árbitro mineiro sobre a falta de Luan e acabou advertido. Sem o paraguaio e também com Murilo machucado, o Palmeiras terá de atuar com defesa reserva diante do time de Dorival Júnior.

Sobre o time, elogiou a postura do time em não diminuir o ritmo mesmo com 2 a 0 e exaltou a simplicidade do grupo. "Jogos como esse metem à prova o caráter da equipe, a seriedade. Foi fundamental ser sério e simples, pois às vezes há a tendência de facilitar contra equipes em que o Palmeiras é claramente superior e sofrendo um gol, dá um aperto."

O Palmeiras divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira cobrando providências da CBF após o técnico Abel Ferreira ser novamente expulso. O treinador português foi punido com vermelho na derrota para o Fortaleza, por 1 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Foi o 50º cartão do treinador desde que ele chegou ao País.

O clube afirma que Abel é alvo de "atitudes persecutórias" e pede "o mesmo tratamento concedido aos seus colegas de profissão pelas comissões de arbitragem". "A explicação contida na súmula para a expulsão do nosso técnico, ontem (quarta-feira), contra o Fortaleza, falta com a verdade e será contestada pelo clube nas esferas competentes", escreveu o Palmeiras.

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"Não podemos aceitar atitudes persecutórias contra um profissional competente e vitorioso que, ao longo de mais de dois anos de trabalho à frente do Verdão, vem valorizando o futebol brasileiro de forma inconteste", cobrou o clube paulista.

Após o duelo que classificou o Palmeiras para as quartas de final da Copa do Brasil, Abel ironizou o número excessivo de cartões recebidos por ele. "Há esse lado positivo. Ficar em casa, não viajar, curtir a família, comandar o jogo sentado no sofá, beber minha água com gás, tranquilo, perna cruzada em cima do sofá, com os fones de ouvido, desfrutando da minha equipe, com orgulho que tenho de vê-la jogar. Se o clube quiser prolongar meu contrato nessas condições, eu passo a comandar a equipe de casa, se me deixarem", afirmou o técnico.

Abel Ferreira disse, ainda, que o apertado calendário do futebol brasileiro também é prejudicial aos árbitros. De acordo com o comandante alviverde, se os árbitros estivesses mais "oxigenados" e descansados, não cometeriam tantos erros e, assim, não provocariam tantas reclamações dos técnicos.

"Se queremos bons jogos, temos de dar condições para os jogadores repousarem. Daqui a três dias, temos de jogar outra vez. Vou levar mais uns cartões para descansar, mas não sou o único que precisa descansar. Jogadores e árbitros também para estarem 'frescos' para tomar decisões."

Abel Ferreira ligou para Pedro Spinelli, jornalista do Grupo Globo cujo celular o técnico português tomou em uma confusão no túnel de acesso aos vestiários do Mineirão depois do empate por 1 a 1 entre Atlético Mineiro e Palmeiras. O técnico reforçou seu pedido de desculpas pelo ato.

Em curta chamada de vídeo, de cerca de quatro minutos, Abel disse ao produtor da Globo Minas que não sabia que o local em que estavam permitia acesso da imprensa. O técnico contou também que não havia notado que Spinelli era jornalista e só o fez quando viu o uniforme do profissional.

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Spinelli gravava o momento em que o diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, reclamava com o quarto árbitro da partida, Ronei Cândido Alves, até ser interrompido por Abel Ferreira, que tentou presentear o quarto árbitro com uma camisa, mas este recusou o presente.

Vendo que estava sendo filmado, o técnico pegou, então, o celular do jornalista de forma abrupta. Rapidamente, devolveu o aparelho ao produtor, mas, na sequência, se irritou com um outro repórter, este da rádio Itatiaia, que filmou a ação do treinador português. "O futebol está assim por vossa culpa", disparou o técnico ao profissional da rádio mineira, antes de deixar o local e entrar no vestiário acompanhado de um segurança do Palmeiras.

O treinador já havia reconhecido seu erro e pedido desculpas na entrevista coletiva que deu minutos depois do episódio no Mineirão. "Vou fazer um esclarecimento, uma vez que todo mundo aqui gosta de transformar um copo d’água em uma tempestade. Passou-se aqui uma discussão, uma confusão ali no túnel, entre nosso diretor esportivo e um dos assistentes da arbitragem. E tinha ali, não sei se repórteres, a filmarem tudo. Eu peço desculpas se me excedi", afirmou.

O técnico considerou que, ao ser filmado sem saber se por um torcedor ou jornalista, teve a sua privacidade invadida. "Acho que tem coisas que tem que ficar nossas, só no futebol. Sabe o que é invadir a privacidade? Eu senti invadirem a minha privacidade", argumentou.

O ato pode render suspensão a Abel Ferreira. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vai analisar o caso com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Se o técnico for denunciado, pode pegar um gancho de um a seis jogos.

Não foi a primeira vez que Abel se desculpou com um jornalista. Em outubro do ano passado, o técnico reconheceu que errou ao responder de forma grosseira a uma pergunta do repórter Guilherme Gonçalves, da web rádio Litoral News, na entrevista coletiva após a vitória do Palmeiras sobre o Botafogo por 3 a 1 no Engenhão.

O ato de tomar o celular da mão de um jornalista do Grupo Globo na zona mista do Mineirão pode render ao técnico Abel Ferreira uma punição. A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vai analisar as imagens e estuda denunciar o técnico do Palmeiras.

Ronaldo Piacente, procurador-geral do STJD, confirmou ao Estadão que vai analisar o caso, que, segundo ele, se enquadra no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O episódio não foi citado pelo árbitro na súmula da partida.

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"Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código", diz o artigo em questão. A pena prevista pelo CBJD quando o ato é cometido por um treinador é de uma a seis partidas de suspensão, com a possibilidade de aplicação de multa ao clube de até R$ 10 mil.

Mesmo em caso de condenação, Abel pode ter sua pena convertida em advertência se o STJD considerar "infração de pequena gravidade", como prevê o CBJD.

Abel foi flagrado tomando um celular da mão de um jornalista que filmou uma reclamação do diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, com o quarto árbitro Ronei Cândido Alves, que trabalhou no empate da equipe alviverde, por 1 a 1, com o Atlético-MG. Eles estavam no túnel de acesso aos vestiários, área cuja presença da imprensa é permitida.

As imagens rapidamente circularam pelas redes sociais após a partida. O dono do celular é Pedro Spinelli, produtor da Rede Globo. Abel não estava na discussão entre o dirigente e o representante da arbitragem, mas tentou dar uma camisa do Palmeiras ao quarto árbitro, que recusou o presente.

Vendo que estava sendo filmado, ele pegou, então, o celular do jornalista. Rapidamente devolveu o aparelho ao produtor, mas, na sequência, se irritou com um outro repórter, este da rádio Itatiaia, que filmou a ação do português. "O futebol está assim por vossa culpa", disparou o técnico ao profissional da rádio mineira, antes de deixar o local e entrar no vestiário.

Com a cabeça mais fria, o técnico do Palmeiras reconheceu o erro e pediu desculpas na entrevista coletiva que deu minutos depois do episódio no Mineirão. "Vou fazer um esclarecimento, uma vez que todo mundo aqui gosta de transformar um copo d’água em uma tempestade. Passou-se aqui uma discussão, uma confusão ali no túnel, entre nosso diretor esportivo e um dos assistentes da arbitragem. E tinha ali, não sei se repórteres, a filmarem tudo. Eu peço desculpas se me excedi", disse o português.

"São coisas do futebol, isso é muito nosso, mas infelizmente hoje todos têm câmeras. Há coisas que a imprensa não tem que saber", completou, provavelmente citando o gesto de presentear um membro da arbitragem com uma camisa do Palmeiras.

A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP) e a Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (ACEB) repudiaram a atitude de "desrespeito" do técnico e se solidarizaram com o repórter.

O avião comprado por Leila Pereira para o Palmeiras tem previsão de chegar ao Brasil no dia 10 de junho. A informação foi divulgada originalmente pelo UOL e confirmada pelo Estadão. Ainda será necessária a resolução de trâmites burocráticos com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o avião começar a operar no espaço aéreo brasileiro e internacional. O clube trabalha para resolver as pendências o quanto antes.

A presidente do Palmeiras anunciou a compra da aeronave em janeiro deste ano. A ideia é facilitar o deslocamento dos atletas dentro do Brasil e para o exterior, evitando o desgaste dos jogadores. O avião, que antes tinha uma chamativa pintura de um tubarão, recebeu as cores azul e branca. A ideia é alugá-lo para outros clubes e, por isso, o uso de cores neutras.

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A ideia de adquirir um avião partiu da própria Leila Pereira. A iniciativa visou gerar uma economia para o Palmeiras, que segundo levantamento feito pelo Estadão gasta em torno de R$ 1,5 milhão por mês com viagens do elenco para as partidas no Brasil e fora dele.

O avião, um E-190 da Embraer avaliado em R$ 280 milhões, tem capacidade para 114 passageiros e é de propriedade de uma das empresas de Leila Pereira e de seu marido, José Roberto Lamacchia, donos da Crefisa e da FAM, empresas que patrocinam o Palmeiras desde 2015.

O casal fundou uma companhia aérea em 5 de outubro de 2022. Nomeada Placar Linhas Aéreas S/A, a empresa trabalha para obter as certificações necessárias da Anac para poder começar a operar. O casal também tem um jato executivo próprio, um Falcon 8X de matrícula PR-JRY. De acordo com registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), a Placar opera voos não regulares, isto é, fretados, de passageiros e carga.

Leila Pereira é a quinta mulher mais rica do Brasil e ostenta a 45ª maior fortuna do País, de acordo com a Forbes, revista especializada em negócios e economia. Segundo a publicação, a empresária de 57 anos é dona de um patrimônio avaliado em R$ 7,2 bilhões.

DETALHES DO AVIÃO

O E-190 da Embraer comporta de 96 a 114 passageiros, tem envergadura de 28,72 metros e comprimento de 36,24m. A aeronave pode alcançar 871 km/h de velocidade máxima e tem alcance de 4.537 quilômetros. O primeiro voo desse modelo, um projeto próprio da Embraer, ocorreu em março de 2004.

O peso máximo de decolagem é de 51.800 kg e o de aterrissagem, de 44.000 kg. A carga máxima é de 13.047 kg e o combustível máximo utilizável é de 12.971 kg. Segundo a fabricante, o modelo é espaçoso e econômico.

O valor de uma aeronave é muito variável. Em 2021, um modelo como o que Leila adquiriu foi avaliado em US$ 55 milhões, algo em torno de R$ 280 milhões na cotação atual. O E-190 tem duas versões, o E-1 e o E-2. A versão comprada por Leila para o Palmeiras, E-2, é mais nova e mais cara, podendo superar os R$ 300 milhões.

Abel Ferreira foi flagrado neste domingo tomando um celular da mão de um repórter que filmava uma reclamação do diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, com o quarto árbitro Ronei Cândido Alves, após o empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, no Mineirão, em Belo Horizonte.

As imagens rapidamente circularam pelas redes sociais após a partida. O dono do celular seria o produtor Pedro Spinelli, da Rede Globo.

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Nas imagens gravadas por Spinelli é possível ver a conversa respeitosa entre Anderson Barros e Ronei Alves. Em seguida, Abel se aproxima dos dois, vê o jornalista filmando a conversa de Barros e toma o celular da mão do jornalista. A gravação foi interrompida neste momento.

Abel devolve o celular ao perceber que está sendo filmado por outro jornalista, da rádio Itatiaia. "O futebol brasileiro está assim por vossa responsabilidade", diz o técnico, se dirigindo ao vestiário logo em seguida.

Com a cabeça mais fria, o técnico do Palmeiras reconheceu o erro durante a entrevista coletiva. "Peço desculpas se me excedi", disse o treinador aos repórteres no Mineirão.

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