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A suspeita da existência de um Ministério da Saúde informal no combate à pandemia no Brasil foi reforçada por uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com integrantes do grupo pernambucano Médicos pela Vida. Pleiteado pelos próprios profissionais, o grupo negacionista cobrou autonomia para receitar substâncias ineficazes contra o vírus, no encontro transmitido ao vivo pelo Facebook em setembro do ano passado. A informação é do site Marco Zero.

Sem máscara, três pernambucanos participaram do evento e pousaram para fotos ao lado de três dos principais propagadores de informações falsas sobre a pandemia no Brasil: o presidente Bolsonaro, a oncologista Yamaguchi - refutada diversas vezes na CPI da Covid-19 - e o deputado Osmar Terra (MDB-RS), que errou em suas previsões contra a doença.

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Estiveram presentes o oftalmologista e líder do Médicos pela Vida, Antônio Jordão, o pneumologista e coordenador, Blancard Torres, e a pediatra Tilma Belfort. Ao todo, o movimento conta com sete médicos, desses cinco são pernambucanos.

Em determinado momento, Blancard reclamou de uma advertência que teria recebido do Hospital Português por indicar tratamento precoce e criticou as medidas restritivas determinadas pelo governador Paulo Câmara (PSB) para evitar a piora da pandemia.

“Porque eu falei (em um vídeo) que os genocidas eram os governadores, como Paulo Câmara, e os prefeitos, (como) Geraldo Júlio. Eles negam essas medicações”, sugere sem provas.

O grupo negacionista também reclamou da postura do Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe), que é contra o tratamento precoce, apesar de defender a autonomia profissional, e pediu que Bolsonaro proteja os médicos que receitam os medicamentos sem eficácia comprovada.

"Como eu posso fazer vídeo instruindo o povo se eu não tenho o presidente dizendo que não pode me atacar? porque se me atacar, ataca o senhor. Eu sou o seu soldado, você é meu capitão. O senhor tem que estar ao meu lado", afirmou Blancard.

Gabinete das sombras

O presidente respondeu que os conselhos deveriam pedir ação preventiva para os médicos receitarem o tratamento com tranquilidade. Em determinado momento, o virologista Paolo Zannoto solicitou a criação de um "shadow cabinet" - gabinete das sombras - para lidar com a pandemia longe dos holofotes.

Embora as ações da CPI da Covid apontem para a elucidação de desvios de recursos federais e comportamentos controversos de políticos e profissionais da saúde, antes do início dos depoimentos, o grupo publicou um abaixo-assinado em que nega as vacinas e as medidas de prevenção. Em contrapartida, pedem que a inalação de hidroxicloroquina seja indicada como alternativa ao tratamento.

Após o vexame do depoimento de Nise Yamaguchi na Comissão, o Médicos pela Vida emitiram nota em repúdio às “posturas inaceitáveis de políticos”. Um dia depois, o Conselho Federal de Medicina se posicionou “para manifestar sua insatisfação com a postura de membros da CPI".

Após a repercussão da movimentação paralela, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) solicitou a convocação de Osmar Terra (MDB-RS) e do médico Paolo Zanotto na CPI da Covid.

 A médica Nise Yamaguchi discutiu com o senador Otto Alencar (PSD-BA), durante sua sabatina na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do governo federal na pandemia do novo coronavírus, nesta terça-feira (1). A discussão começou quando o parlamentar, que é ortopedista, questionou se a médica sabia explicar a diferença entre vírus e protozoários.

“Na minha opinião, está claro que a hidroxicloroquina não funciona, até porque a senhora deve saber, por exemplo, qual a diferença entre um protozoário e um vírus. A senhora sabe qual a diferença?”, questionou Alencar.

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Folheando alguns papéis que levou à CPI, Yamaguchi se manteve, inicialmente em silêncio ao que seu advogado tentou intervir. Após a insistência do parlamentar na pergunta, ela respondeu: “Protozoários são organismos celulares e os vírus são organismos que têm conteúdo de DNA ou RNA”.

O senador rebateu: “Protozoários são organismos mono ou unicelulares e os vírus são organismos que têm uma proteção proteica, capsídio, e internamente o ácido nucleico. Completamente diferente do que a senhora falou”.

Alencar comentou ainda que medicações desenvolvidas para combater doenças causadas por protozoários não podem ser utilizadas para tratar enfermidades geradas por vírus. “A senhora não sabe, infelizmente. A senhora não sabe nada de infectologia. Nem estudou, doutora”, completou o senador.

Conselheira do presidente

Imunologista e Oncologista, Yamaguchi defende o uso da cloroquina e o tratamento precoce para combater a Covid-19. A médica foi convidada para depor por ser apontada como uma das integrantes de um “gabinete paralelo” do ministério da Saúde, da qual ela se define apenas como “colaboradora eventual”. Yamaguchi é tida como uma espécie conselheira informal do presidente Jair Bolsonaro.

Mais de 400 mil pessoas nas províncias japonesas de Saga, Fukuoka, Nagasaki e Yamaguchi receberam nesta quinta-feira (29) ordens para deixar suas casas em razão do mau tempo.

Na província de Saga, ordens foram emitidas para as localidades de Imari, Takeo, Arita e Omachi; na província de Fukuoka, para as localidades de Kurume, Asakura e Toho; na província de Nagasaki, para as cidades de Sasebo e Matsuura; e na província de Yamaguchi, para a cidade de Ube.

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Recomendações para deixar a moradia foram feitas para as localidades de Saga, Fukuoka, Nagasaki, Oita, Yamaguchi e Shimane. Os governos das áreas afetadas pelas inundações têm solicitado aos moradores que se dirijam imediatamente para abrigos temporários.

Quem considera perigoso demais abandonar o local em que esteja é instruído a se deslocar para alguma área segura no interior do prédio em que se encontre.

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