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A Band retomou, na última terça-feira (16), as gravações do “Masterchef” com amadores, na sede em São Paulo. Nesta edição, um novo formato foi adotado pela emissora para a exibição do programa, que estreia no dia 15 de julho.

Para manter a segurança, nesta edição haverá um distanciamento de dois metros entre os participantes. Cada episódio terá apenas oito pessoas na disputa e elegerá um campeão, que não retornará ao programa.

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Dentre as mudanças, o programa optou por não realizar provas externas e nem desafios em grupo. O estúdio onde está sendo realizado as gravações, além de higienização mais rígida, terá a entrada controlada.

Além disso, o reality contará com a participação de um médico infectologista, Dr. Jean Gorinchteyn, para esclarecimento de dúvidas ou qualquer eventualidade, até o encerramento da edição.

Em meio a mais uma etapa do Plano de Convivência que flexibiliza a volta das atividades econômicas em Pernambuco, o LeiaJá conversou com uma infectologista para avaliar os impactos da reabertura gradual. Nesta segunda-feira (8), os setores de construção civil e comércio atacadista, incluindo shoppings centers, já operam parcialmente. 

Para a infectologista Marcela Vieira, ainda é cedo para dar este passo. Ela credita a retomada precoce à pressão feita pelos seguimentos da economia e pontua: “a minha avaliação é que no momento [a reabertura] está sendo precipitada. Eu acho que precisaria de um tempo maior de avaliação da permanência desse decréscimo que tem acontecido em relação ao número de casos”.

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Mesmo com a obrigatoriedade do cumprimento de protocolos sanitários e o monitoramento feito pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES), a infectologista acredita que a pressa pode acarretar em um segundo pico de contaminação. “A gente pode vir a ter um segundo pico, talvez não tão grande quanto a gente vivenciou em meados de maio, mas a gente pode vivenciar sim um novo aumento no número de casos”, projeta a especialista.

Em maio, as solicitações de internação na rede estadual ultrapassaram a marca de 2.100 pedidos. Após registrar mais de 300 pacientes na fila de espera por um leito de UTI, neste domingo (7), o governador Paulo Câmara anunciou que Pernambuco zerou as filas de UTI voltadas para Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

Câmara também informou que a taxa de ocupação dos leitos voltados para pacientes com Covid-19 está em 76%, sendo 62% em enfermarias e 96% em UTIs. O levantamento estimula a continuidade da ampliação semanal da liberação do comércio.

Mesmo com os dados que apontam uma suposta estabilidade, a infectologista reafirma que ainda não é o momento ideal. “A gente tá vivenciando a desaceleração do número de casos, mas ainda temos cerca de 800 novos casos por dia. Então, no contexto de reabertura, isso pode representar um novo processo de “rebote” no número de casos”, esclareceu Vieira.

De acordo com o boletim epidemiológico emitido nesta segunda-feira (8), Pernambuco registrou 463 novos casos da Covid-19. Desses, 99 casos foram identificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 364 leves. Ao todo, o estado atingiu 40.705 pacientes infectados. Em relação às vítimas fatais, houve mais 45 óbitos e o levantamento atingiu 3.350 mortes em razão da pandemia.

Há cerca de dois meses, um item até então incomum se tornou parte do figurino dos brasileiros. Para impedir o avanço dos casos de infectados pelo novo coronavírus (SARS-Cov-2), a máscara é uma das opções mais recomendados pelos especialistas.

Seja ela cirúrgica, equipamento de proteção individual (EPI) ou feita de pano, a proteção para nariz e boca virou obrigatória pelas ruas, no transporte público e em estabelecimentos comerciais de diversas localidades do país durante a pandemia que causa a Covid-19.

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Apesar de o uso não ser habitual, a falta de costume não pode servir de empecilho para a utilização do equipamento. De acordo com a médica infectologista Odeli Nicole Encinas Sejas, do Hospital Adventista de São Paulo, a utilização recomendada pelas autoridades de saúde não é apenas clichê.

"O uso de máscaras cria uma barreira física para conter partículas virais que poderiam ser expelidas no ar em pacientes infectados assintomáticos", aponta a especialista. Para conscientizar a população sobre o uso do equipamento, a própria Dra. Odeli criou um material que ensina a usar, higienizar ou descartar as máscaras. 

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Outras orientações importantes que devem ser seguidas:

1 - Lave bem as mãos antes de colocar e retirar a máscara;

2 - A proteção deve cobrir bem a boca, o nariz e o queixo;

3 - É preciso que a máscara de pano tenha pelo menos duas camadas. Já as de modelo cirúrgico ou EPI devem ser fabricadas em modelo dupla face.

4 - Não toque o item após tê-lo colocado;

5 - Leve sempre máscaras de reserva. Troque-a após duas horas de uso ou quando perceber que o tecido está úmido;

6 - Retire a máscara tocando apenas nas alças de elástico ou tiras de amarração.

7 - Tenha sempre uma sacola plástica para guardar o objeto lavável e dispense as descartáveis no lixo utilizando um invólucro plástico;

8 - Para as máscaras reutilizáveis, lave-as com água sanitária, deixe secar no sol e passe ferro quente antes de reutilizar;

9 - Nunca compartilhe a máscara com outras pessoas. 

Ainda de acordo com a infectologista, mesmo que o item passe uma sensação de segurança ao usuário, alguns pontos precisam da atenção de quem precisa sair à rua. "A máscara não protege a face por completo, então é importante higienizar bem as mãos com frequência, cobrir nariz e boca com a dobra do cotovelo para tossir ou espirrar, além de evitar aglomerações e contato físico, mantendo a distância  recomendável de dois metros", destaca a Dra. Odeli.

Para as pessoas que se mantêm isoladas, a orientação é para manter os ambientes do lar bem ventilados. A médica ainda complementa com a recomendação para mães e pais. "É importante ressaltar que bebês e crianças menores de dois anos não devem usar máscaras. Além de colocar a mão de maneira frequente, eles têm vias aéreas menores e o item pode aumentar o risco de asfixia", ensina.

Encarar a missão de vencer uma doença não é uma tarefa fácil. Em tempos de pandemia, como a do Covid-19, o desafio torna-se ainda maior. E quem exerce um importante papel neste combate e prevenção é o médico infectologista. É ele o responsável em acautelar e tratar a proliferação de doenças infecciosas e parasitárias, sejam estas causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários ou outros microrganismos. O profissional integra a linha de frente da saúde, analisando o paciente e entendendo a doença como um todo.

Protagonistas da prevenção

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Prevenir é melhor do que remediar e, na prática, o profissional da infectologia parte desse princípio crucial, analisando a complexa relação das doenças e seu modo de mutação e transmissão. No ambiente hospitalar e clínico, seu papel visa elaborar planos de ação contra epidemias e pandemias.c

Com o surto mundial do coronavírus, por exemplo, o protagonismo do infectologista junto às equipes interdisciplinares de saúde tem sido essencial, na busca em cessar o crescimento de mortalidade no mundo. Para Filipe Prohaska, chefe de triagem de doenças infecciosas do hospital Universitário Osvaldo Cruz, localizado no Recife, referência no tratamento ao Covid-19 em Pernambuco, a rotina tem sido intensa, voltada para treinamentos, desde a paramentação (uso de EPIs) até o atendimento cauteloso ao paciente. Ele explica que sua função visa desenvolver planos de ações para crises de doenças em quatro fases.

“O papel do infectologista é dar suporte à população doente, assim como organizar previamente centros hospitalares para saber lidar com todas as etapas de cuidado. Isso inclui protocolos clínicos de diagnóstico, de tratamento, estrutura física para cuidados, isolamento. Tudo baseado no quanto determinada doença pode ser transmissível”, esclarece Prohaska.

Na fase um, a missão de um infectologista é voltada para prevenção. Os cuidados são com a expansão de determinada doença em locais ainda não atingidos. Na segunda fase, a atenção do trabalho é direcionada ao isolamento de pessoas já contaminadas, no intuito de impedir a proliferação de contágio.

Já na terceira e quarta etapas, o infectologista se divide entre os cuidados com imunizações por meio de vacinas, aconselhamento do uso de medicamentos para tratamento e controle de infecções hospitalares.

Visão sistêmica x Covid-19

Não é a primeira vez que países vivem sob um alarme de pandemia. Mas a rápida expansão do coronavírus tem feito com que diversos infectologistas trabalhem ainda mais em busca de soluções emergenciais para sanar o caos da saúde, vivida em todas as esferas do mundo.

Para Felipe, uma das principais maneiras mais eficazes de bloquear a expansão da doença é com isolamento horizontal. Isto é, quando todos os grupos sociais - incluindo fatores como idade, gravidez e outras especificidades - devem permanecer reclusos, sem contato físico ou aglomerações. “Sem sombra de dúvidas, o isolamento social é a melhor forma de prevenir a doença. O isolamento de todos, de forma ininterrupta”, garante o especialista.

Em grande parte dos Estados do Brasil, a recomendação de isolamento horizontal é aplicada como maneira de prevenção. Uma pesquisa do Datafolha, divulgada nesta última segunda-feira (6), identificou que 76% dos brasileiros acreditam que o isolamento tem sido eficaz e deve ser mantido. O instituto ouviu 1.511 pessoas por telefone e a margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Para a infectologista pediátrica Alessandra Costa, os desafios maiores acontecem na conscientização em manter o isolamento social e cuidados simples de higienização. 

"Tem sido um sufoco, atrelado a um país populoso com saneamento básico inadequado em diversos locais", relata a especialista.

Ela reforça que os cuidados devem se estender a todas as esferas, mesmo nas áreas de menor risco. Crianças, por exemplo, não integram tal grupo pois, na maioria das vezes, a doença se apresenta de forma leve, desde que não haja doença pré-existente. No entanto, é primordial se atentar à toda prevenção de higiene necessária. 

"O grande desafio nas crianças é que grande parte é assintomática e transmite", alerta a médica especialista. 

Apesar de todo desafio, ela reconhece a grande importância de sua função para os dias vividos na saúde do Brasil e mundo. Alessandra finaliza reforçando que sei papel é fundamental na missão de elaborar medidas. Mas a sociedade precisa colocá-las em prática para que tudo funcione de maneira eficaz. 

"Lavar as mãos, fazer uso de máscara e do álcool em gel, e principalmente, manter-se em isolamento, ainda são as principais maneiras de evitar maiores danos à saúde”, endossa a Alessandra.

No Dia do Infectologista, celebrado neste sábado (11), convidamos esses especialistas para falar da missão de cuidar da saúde. Confira:

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Conteúdo publicado originalmente no site institucional da UNINASSAU

Com 37 pacientes infectados pelo coronavírus em Pernambuco - até a manhã desta segunda-feira (23) - o cuidado com a higiene pessoal deve ser redobrado para frear o surto. Lavar as mãos com sabão e água corrente é a principal medida de prevenção. Contudo, parte da população se arrisca em métodos alternativos diante da falta de acesso à água encanada.

Para garantir a eficácia da água parada no combate ao novo coronavírus, o infectologista Danilo Silvino reforça que, antes do uso, deve-se filtrá-la adequadamente. Ele recomenda que o líquido seja armazenado em filtros de barro ou que a água seja fervida antes do uso. Vale destacar que o álcool gel 70% é uma opção eficaz de higienização.

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A infectologista Marcela Freire reforça que diluir produtos de limpeza não é a solução e pode acarretar complicações. A especialista descarta o uso de materiais abrasivos como desinfetantes e água sanitária devido ao risco de alergia. "É importante que exista uma lavagem mesmo que a água esteja reservada em recipientes", pontua.

A médica explica como o sabão reage na limpeza das mãos. “O sabão consegue destruir o vírus, assim como outros patógenos [...] Não é somente uma lavagem das mãos como muitas vezes a gente costuma fazer rapidamente. É uma lavagem criteriosa mesmo”, complementa.

Procurada pelo LeiaJá, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) não disponibilizou dados do abastecimento de água no Estado. Segundo o Governo de Pernambuco, a cobrança de 120 mil clientes inseridos na tarifa social será suspensa e a ampliação do Sistema Tapacurá deve beneficiar cerca 150 mil moradores dos Morros da Zona Norte. Carros-pipa vão rodar para garantir o serviço na Região Metropolitana do Recife e no Interior.

Fábio Jr. passou mal no último domingo (22), e precisou ser internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O cantor teve uma falta de ar e foi orientado por seu médico a procurar assistência em uma unidade de saúde. Fábio foi testado para coronavírus e o resultado foi negativo. 

Com 66 anos de idade, sendo assim parte do grupo de risco da Covid-19, Fábio foi orientado por seu médico, o infectologista Davi Uip, a se encaminhar para o hospital devido a uma falta de ar. O cantor foi internado e testado para o coronavírus que foi descartado. 

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A assessoria de imprensa do artista informou à revista Quem que ele permanecerá internado por alguns dias para fazer um check up completo. Além disso, a assessoria garantiu que Fábio está tranquilo e que deverá receber alta assim que terminar a bateria de exames. 

 

O surto de coronavírus já provocou 132 mortes na China, onde o número de infectados chega a 5.974, com mais de mil pessoas em estado grave. A província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, é considerada o epicentro da contaminação. Ao menos 15 países em quatro continentes já confirmaram casos importados da doença.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou dois novos casos suspeitos do coronavírus, sendo um em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e outro em Curitiba, no Paraná. Sem uma medicação específica, o médico infectologista do Hapvida em João Pessoa, Paraíba, Fernando Chagas, faz um alerta para evitar a contaminação pelo vírus que pode ter chegado ao país.

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Segundo o médico, o melhor caminho para evitar a contaminação pelo vírus é lavar as mãos sempre. “O grande segredo é ensinar a população a se prevenir, para se a doença chegar aqui a gente possa reduzir ao máximo a quantidade de casos e mortes causados pelo coronavírus. E a lavagem das mãos tem um impacto muito grande na diminuição do risco de transmitir essa doença”, destaca.

Fernando Chagas explica que a transmissão do vírus se dá por vias aéreas, por meio de gotículas. “Como essas gotículas são pesadas, ao tossir ou espirrar elas podem atingir até um metro e meio de distância. Mesmo assim, o vírus fica sobre as superfícies e pode gerar a contaminação de quem tocar nesses lugares”, diz.

O médico alerta ainda para o fato de não se saber sobre a capacidade de contágio do coronavírus. “O Sarampo, por exemplo, tem uma capacidade de contágio muito alta, mais que o H1N1, chegando até 20 vezes mais. O que nos tranquiliza é que temos vacinas contra esse vírus. No caso do coronavírus, ainda não temos essa informação. E ainda em relação à letalidade, que é a capacidade de gerar a morte, não sabemos o seu alcance”, observa.

O infectologista destaca que os sintomas do coronavírus se parecem muito com os de uma gripe comum - febre, tosse, falta de ar e, em casos mais graves, pode evoluir para pneumonia, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência renal. O infectologista também destacou para o período de incubação da doença que também pode contagiar.

“O primeiro período a gente chama de incubação que é longo e pode demorar até 15 dias. Nesse estágio, a pessoa pode transmitir o vírus mesmo sem saber que está com ele. Depois disso, começam alguns sintomas que parece com uma gripe comum como tosse, espirro, coriza, dor no corpo, dor muscular, febre intensa”, afirma o infectologista.

O Tratamento

Não existe um remédio disponível para combater o coronavírus de Wuhan. O tratamento recomendado é o de suporte dos sintomas da doença. O médico diz ainda que os médicos e cientistas já conheciam o coronavírus por ser presente em animais como morcegos e algumas aves, revelando já tinham sido registrados algumas epidemias pequenas em 2002, inclusive no Brasil.

Da assessoria

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Nessa segunda-feira (5), o programa Opinião Brasil fala sobre uma doença inflamatória que pode comprometer todas as atividades do corpo. Para falar sobre o assunto, o apresentador Álvaro Duarte recebe o médico infectologista Luciano Arraes, gerente do setor de infectologia do Hospital Correia Picanço, referência no tratamento da meningite em Pernambuco.

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Apenas em 2014, já foram confirmados em Pernambuco 12 casos e três mortes motivadas pela doença. Nos últimos dois anos já foram registrados pouco mais de mil casos. Segundo o médico, a doença, que é uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro (meninges), muitas vezes é menosprezada, já que os sintomas são muito parecidos aos da gripe: febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez na nuca, além de náuseas e vômitos. “Não aceitem o diagnóstico de que esses sintomas são apenas virose. É necessário que se investigue”, recomendou. 

O programa também mostra uma matéria especial feita no Parque Dona Lindu, no Dia Mundial de Combate à Meningite, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Na ocasião, a produção do Opinião Brasil conversou com o fundador do Instituto Pedro Arthur, Rodrigo Diniz, cujo filho é símbolo nacional do combate à meningite.

Confira o programa completo no vídeo acima.

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