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Representantes da China e dos Estados Unidos retomaram nesta terça-feira (30), em Pequim, as conversas para frear a produção de componentes usados no fentanil, droga causadora de uma epidemia que deixa 100 mil mortos de overdose a cada ano nos Estados Unidos.

Washington espera que a China coopere no ataque às empresas fabricantes dos precursores químicos do fentanil e no corte do financiamento para sua comercialização.

O opioide sintético, várias vezes mais potente do que a heroína, causou uma epidemia de dependência nos Estados Unidos, com 100.000 mortes anuais por overdose até se tornar a principal causa de mortes entre pessoas com idades entre 18 e 49 anos, segundo as autoridades norte-americanas.

A delegação americana em Pequim é liderada pela conselheira adjunta de Segurança Interna, Jen Daskal, e inclui altos funcionários dos departamentos de Estado, Tesouro, Interior e Justiça.

Classificando as reuniões como “um bom começo”, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que "resta muito a fazer. O objetivo aqui é criar ações concretas que levem a uma redução dos precursores químicos que matam tantos americanos.”

Após ser recebida pelo ministro chinês da Segurança Pública, Wang Xiaohong, Jen Daskal ressaltou que "as drogas sintéticas estão matando muitos milhares de pessoas", segundo um vídeo do encontro.

"Vim de Washington com uma delegação de alto nível que representa a abordagem de todo o governo dos Estados Unidos para enfrentar o desafio global que as drogas ilícitas representam", acrescentou.

"O presidente (Joe) Biden enviou uma delegação tão importante para enfatizar a importância dessa questão para o povo americano", afirmou Daskal.

Wang observou, por sua vez, que a criação de um grupo de trabalho antinarcóticos China-Estados Unidos representa um "importante entendimento comum" alcançado pelos presidentes Xi Jinping e Biden em sua reunião de novembro passado em San Francisco.

- 'Profundo' e 'pragmático' -

"Nossa cooperação mostra mais uma vez que a relação China-Estados Unidos se beneficia da cooperação e perde com a confrontação", acrescentou Wang, avaliando que as conversas tidas ao longo do dia foram "profundas" e "pragmáticas".

Wang disse esperar que, nas reuniões futuras, as duas partes "levem em consideração as preocupações mútuas para melhorar e ampliar a cooperação, com o objetivo de proporcionar mais energia positiva para relações estáveis, sólidas e sustentáveis entre China e Estados Unidos".

Os Estados Unidos afirmaram que vão "fornecer uma plataforma para facilitar a coordenação destinada a atacar a produção ilegal, o financiamento e a distribuição de drogas ilícitas".

Durante reunião com Biden em novembro passado, Xi Jinping prometeu acabar com este comércio.

"Durante anos, a cooperação bilateral antinarcóticos entre os Estados Unidos e a República Popular da China esteve suspensa, o que impediu avanços", disse um funcionário de alto escalão do governo americano na semana passada.

"Mas isso mudou na reunião de 15 de novembro" entre Xi e Biden, acrescentou o funcionário, que falou com os jornalistas sob condição de anonimato.

Desde a cúpula, a China fechou uma empresa, bloqueou pagamentos internacionais e voltou a compartilhar informações sobre embarques e tráfico, acrescentou a mesma fonte.

Representantes de China e Estados Unidos retomaram, nesta terça-feira (30), em Pequim, as conversas estagnadas para frear a produção de ingredientes usados na droga fentanil, ao mesmo tempo em que buscam reconstruir seus abalados canais de comunicação.

Washington espera que a China coopere no ataque às empresas fabricantes dos precursores químicos do fentanil e no corte do financiamento para sua comercialização.

O opioide sintético, várias vezes mais potente do que a heroína, causou uma epidemia de dependência nos Estados Unidos, com 100.000 mortes anuais por overdose até se tornar a principal causa de mortes entre pessoas com idades entre 18 e 49 anos, segundo as autoridades norte-americanas.

A delegação americana em Pequim é liderada pela conselheira adjunta de Segurança Interna, Jen Daskal, e inclui altos funcionários dos departamentos de Estado, Tesouro, Interior e Justiça.

Após ser recebido pelo ministro chinês da Segurança Pública, Wang Xiaohong, Daskal ressaltou que "as drogas sintéticas estão matando muitos milhares de pessoas", segundo um vídeo do encontro.

"Vim de Washington com uma delegação de alto nível que representa a abordagem de todo o governo dos Estados Unidos para enfrentar o desafio global que as drogas ilícitas representam", acrescentou.

"O presidente (Joe) Biden enviou uma delegação tão importante para enfatizar a importância dessa questão para o povo americano", afirmou Daskal.

Wang observou, por sua vez, que a criação de um grupo de trabalho antinarcóticos China-Estados Unidos representa um "importante entendimento comum" alcançado pelos presidentes Xi Jinping e Biden em sua reunião de novembro passado em San Francisco.

- "Profundo" e "pragmático" -

"Nossa cooperação mostra mais uma vez que a relação China-Estados Unidos se beneficia da cooperação e perde com a confrontação", acrescentou Wang, avaliando que as conversas tidas ao longo do dia foram "profundas" e "pragmáticas".

Wang disse esperar que, nas reuniões futuras, as duas partes "levem em consideração as preocupações mútuas para melhorar e ampliar a cooperação, com o objetivo de proporcionar mais energia positiva para relações estáveis, sólidas e sustentáveis entre China e Estados Unidos".

Os Estados Unidos afirmaram que vão "fornecer uma plataforma para facilitar a coordenação destinada a atacar a produção ilegal, o financiamento e a distribuição de drogas ilícitas".

Durante uma reunião com Biden em novembro passado, Xi Jinping prometeu acabar com este comércio.

"Durante anos, a cooperação bilateral antinarcóticos entre os Estados Unidos e a República Popular da China esteve suspensa, o que impediu avanços", disse um funcionário de alto escalão do governo americano na semana passada.

"Mas isso mudou na reunião de 15 de novembro" entre Xi e Biden, acrescentou o funcionário, que falou com os jornalistas sob condição de anonimato.

Desde a cúpula, a China fechou uma empresa, bloqueou pagamentos internacionais e voltou a compartilhar informações sobre embarques e tráfico, acrescentou a mesma fonte.

O balanço de mortos no deslizamento de terra ocorrido na segunda-feira (22) em uma zona montanhosa do sudoeste da China subiu para 44 nesta quinta-feira (25), depois de se encontrar a última pessoa dada como desaparecida, informou um veículo da imprensa estatal.

O drama aconteceu na manhã de segunda-feira na cidade de Liangshui, na província de Yunnan, uma das mais pobres do país.

Dezoito casas foram soterradas e mais de 200 pessoas foram retiradas do local.

O balanço anterior, divulgado mais cedo nesta quinta, indicava 43 mortos, mas o último corpo foi encontrado pouco depois sob os escombros.

Cerca de 200 equipes de resgate participaram das operações de busca na neve, enfrentando temperaturas abaixo de zero.

Deslizamentos de terra são comuns no montanhoso sudoeste da China, especialmente após as chuvas.

Em setembro passado, chuvas torrenciais na região sul de Guanxi causaram um deslizamento de terra em uma zona montanhosa. Pelo menos sete pessoas morreram, segundo a imprensa local.

Em agosto, mais de 20 pessoas morreram em um deslizamento de terra causado por enchentes no povoado de Xi'an, no norte do país.

Um terremoto de magnitude 7 sacudiu na madrugada desta terça-feira (tarde de segunda, 22, no Brasil) a fronteira entre China e Quirguistão, onde três pessoas ficaram feridas.

Autoridades locais enviaram uma equipe ao local do epicentro e cerca de 800 pessoas estavam prontas para atuar nos trabalhos de resgate, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

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O sismo foi registrado pouco depois das 2h locais, a 13 km de profundidade, na região chinesa de Xinjiang, segundo dados revisados.

Duas casas residenciais e galpões de gado desabaram na área próxima ao epicentro, no condado rural de Wushi, que ficou sem eletricidade, segundo a imprensa estatal. Canais de TV de Nova Délhi noticiaram tremores fortes naquela cidade indiana, localizada a 1.400 km de distância.

- Réplicas -

Cao Yanglong, que estava em Aksu a negócios, disse à Xinhua que estava no 21º andar de um hotel e sentiu como se o estivessem sacudindo para tirá-lo da cama.

Após o primeiro tremor em Xinjiang, foram registradas três réplicas na região, com magnitudes entre 5 e 5,5.

Em Almaty, maior cidade do Cazaquistão, moradores foram para as ruas após o tremor, segundo imagens divulgadas pela imprensa e em redes sociais. Autoridades não relataram vítimas nem danos importantes.

Em Bishkek, capital do vizinho Quirguistão, pessoas também se refugiaram nas ruas. Bohobek Ashikeev, do Ministério de Situações de Emergência do Quirguistão, disse em mensagem de vídeo que não foram registrados danos nem baixas na cidade.

O tremor aconteceu um dia depois de um deslizamento de terra que soterrou dezenas de pessoas e causou pelo menos oito mortes no sudoeste da China.

Em dezembro, um terremoto no noroeste do país causou 148 mortes e obrigou milhares de pessoas a deixarem suas casas na província de Gansu. Foi o tremor mais letal registrado na China desde 2014, quando mais de 600 pessoas perderam suas vidas na província de Yunnan, no sudoeste do país.

No tremor de dezembro, as temperaturas abaixo de zero tornaram a operação de resgate ainda mais difícil.

O Palácio do Planalto destacou neste sábado, 20, o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, realizado nesta sexta-feira, 19. Na ocasião, o petista reafirmou a posição brasileira de reconhecimento da existência de "uma só China" - uma referência ao princípio do Brasil contra a independência de Taiwan.

De acordo com o governo, a viagem do chanceler chinês é preparatória para uma visita de estado do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil. A princípio, Xi Jinping virá ao País em data próxima à da reunião de líderes do G20, no Rio, em novembro.

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O encontro entre Lula e o representante chinês ocorreu na Base Aérea de Fortaleza (CE), onde o presidente teve agendas durante o dia. O Planalto citou em nota divulgada nesta tarde que, durante a reunião, Lula e Wang Yi também conversaram sobre os investimentos no Brasil da fabricante de automóveis elétricos chinesa BYD, que está se instalando na Bahia.

"O ministro trouxe os cumprimentos do presidente Xi Jinping e a reunião expressou o desejo mútuo de manutenção e desenvolvimento da forte relação e amizade entre Brasil e China. Na ocasião, Lula reafirmou a posição brasileira de reconhecimento da existência de 'uma só China'", afirmou o Planalto.

O presidente brasileiro e o chanceler chinês falaram ainda sobre a atual conjuntura internacional e trataram da "crescente parceria entre Brasil e China no setor de energias renováveis", além de discutirem projetos e ações conjuntas na África. "Wang Yi ressaltou que o Brasil é uma prioridade da diplomacia chinesa", concluiu o governo.

Como mostrou ontem o Broadcast, em discurso no Palácio do Itamaraty, Wang Yi sugeriu que os governos do Brasil e da China devem trabalhar em conjunto para aproximar os objetivos "entre a iniciativa Cinturão e Rota e o PAC do Brasil".

A Polícia Federal na Bahia descobriu uma fazenda em Jaguarari, no interior do Estado, que era explorada, ilegalmente, por garimpeiros locais e estrangeiros, para a extração de quartzo verde, sem autorização da Agência Nacional de Mineração e licença ambiental.

Os donos da propriedade cobravam dos mineradores para permitirem a extração ilegal em suas terras. Posteriormente, o mineral era exportado para a China, através do Porto de Salvador, em contêineres.

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O grupo é investigado por supostos crimes de mineração ilegal, usurpação de bens da União, porte ilegal de explosivos e associação criminosa armada.

A investigação teve etapa ostensiva aberta na quarta-feira, quando foram agentes foram às ruas para cumprir mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão.

Batizada Gameleira, a ofensiva ainda contou com a participação da Interpol, para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva internacional.

A população da China diminuiu em 2023 pelo segundo ano consecutivo, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (17), o que demonstra uma aceleração da crise demográfica neste país após mais de seis décadas de forte crescimento.

O custo da educação, o distanciamento dos jovens em relação ao casamento ou a integração educativa e laboral das mulheres fizeram com que a taxa de natalidade diminuísse na China, cuja população reduziu em 2022 pela primeira vez desde 1960.

Ultrapassada no ano passado pela Índia como o país mais populoso do mundo, a China deixou de aplicar políticas rigorosas de controle da natalidade e passou a tentar impulsioná-la, sem muito sucesso, com subsídios e propaganda pró-fertilidade.

"No final de 2023, a população nacional era de 1,409 bilhão (…), uma redução de 2,08 milhões em relação ao final de 2022", afirmou o Instituto Nacional de Estatística.

O declínio é mais que o dobro do registrado em 2022, quando a população chinesa diminuiu em 850 mil pessoas, a primeira cifra a diminuir desde 1960.

O cálculo diz respeito apenas aos indivíduos de nacionalidade chinesa que moram no território continental, excluindo os estrangeiros e habitantes dos territórios semiautônomos de Hong Kong e Macau.

"Em 2023, o número de nascimentos foi de 9,02 milhões, com uma taxa de natalidade de 6,39 por mil habitantes", explicou o órgão estatístico.

- "Impossível de reverter" -

A China pôs fim à sua rígida política do filho único em 2016, imposta na década de 1980 por medo da superpopulação, e desde 2021 permite que os casais tenham até três filhos.

Mas isso não conseguiu reverter o declínio demográfico de um país que há muito tempo faz da sua extensa mão de obra um motor de dinamismo econômico.

Se na década de 1960 o número médio de filhos por mulher era superior a 7, em 2022 caiu para preocupantes 1,05, disse à AFP o demógrafo independente He Yafu, que afirma se basear em dados oficiais.

Como se explica essa mudança de tendência?

Entre os principais motivos está o alto custo de criar um filho e a crescente desconfiança das gerações mais jovens em relação à instituição do casamento, um passo obrigatório na China antes da procriação.

Além disso, o número crescente de mulheres que frequentam o ensino superior atrasou a idade da primeira gravidez.

"A tendência de declínio populacional na China é basicamente impossível de reverter", disse He Yafu.

"Mesmo que a fecundidade seja incentivada, é impossível que a taxa de fecundidade aumente para a taxa de substituição geracional, porque agora as gerações mais jovens mudaram a sua concepção de fertilidade e geralmente não querem ter mais filhos", explicou este analista.

Para conter este declínio, o especialista apela a mais auxílio familiar, soluções para o cuidado de crianças e a promoção do acesso das crianças a creches.

- A imigração "não é viável" -

Os problemas desta crise demográfica e do envelhecimento da população são múltiplos, especialmente a nível econômico, devido à redução da força de trabalho disponível.

Mas também gera desafios sociais. Na China, a tradição obriga as gerações mais jovens a cuidar dos seus familiares idosos em maior grau do que acontece nas sociedades ocidentais.

A maioria dos casais é agora constituída por dois adultos que são filhos únicos e que seriam responsáveis por cuidar dos seus quatro pais idosos.

Para compensar este fardo, as autoridades apresentaram esta semana um plano bilionário para satisfazer as necessidades dos serviços para a terceira idade.

Incentivar a imigração para conter o declínio demográfico "não é viável" porque "nas próximas décadas, a população chinesa diminuirá em várias centenas de milhões de pessoas", estima He.

Isso implicaria trazer "centenas de milhões de pessoas" quando "a grande maioria dos chineses se opõe atualmente à imigração e as autoridades são muito restritivas neste assunto", observou.

As autoridades chinesas divulgaram nesta sexta-feira (22) um projeto de regulamentação para a indústria de jogos online. As propostas incluíam proibir menores de dar gorjeta aos jogadores e limitar os gastos dos usuários no jogo.

As empresas de jogos não estão autorizadas a definir recompensas para induzir comportamentos como prêmios por logins diários, recargas pela primeira vez ou recargas contínuas, de acordo com o projeto de proposta divulgado pela Administração Nacional de Imprensa e Publicações (NPPA, na sigla em inglês).

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A proposta também proíbe menores de dar gorjetas a anfitriões que transmitem jogos ao vivo e impede que empresas ofereçam serviços de loteria baseados em probabilidade para usuários menores de 18 anos.

A NPPA disse que busca comentários públicos sobre as regras até 22 de janeiro de 2024. Fonte: Dow Jones Newswires.

Sobreviventes do terremoto na China se recuperavam nesta quinta-feira nos hospitais, enquanto as equipes de emergência transportavam mantimentos para a região afetada, três dias depois do tremor que deixou 135 mortos, segundo um balanço atualizado.

As equipes de emergência prosseguem com as buscas por vítimas na província de Qinghai, noroeste do país.

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Quase mil pessoas ficaram feridas na província e na vizinha Gansu após o terremoto potente, de pouca profundidade, que abalou a região na segunda-feira à noite.

O balanço anterior registrava 134 mortes.

No hospital do condado de Jishishan, em Gansu, perto do epicentro do terremoto, médicos atendiam os feridos em edifícios visivelmente danificados pelo tremor.

"Eu quero voltar para casa", declarou à AFP uma paciente que aguardava por uma cirurgia na perna. "Mas a minha casa foi destruída, não sei para onde ir", acrescentou.

"As pessoas estão preocupadas com os tremores secundários, não conseguem dormir porque não há lugar seguro", disse um funcionário do governo de Jishishan.

O Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou que o terremoto foi registrado às 23H59 locais de segunda-feira, com 5,9 graus de magnitude a 100 km de Lanzhou, capital de Gansu.

Vários tremores secundários foram registrados. As autoridades alertaram para a possibilidade de terremotos de mais de 5 graus de magnitude nos próximos dias.

Os sobreviventes do terremoto na China, que matou 131 pessoas conforme um balanço atualizado, estavam abrigados em barracas nesta quarta-feira (20), no momento em que uma onda de frio afeta o norte do país.

O terremoto aconteceu na segunda-feira à noite, em uma região 1.300 km ao sudoeste de Pequim.

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"As operações de busca e resgate terminaram ontem", declarou nesta quarta-feira um dos coordenadores do serviço de gestão de emergências de Gansu em uma entrevista coletiva.

"A principal missão agora é atender os feridos e realocar os desabrigados", acrescentou.

O terremoto, que também deixou quase 1.000 feridos, segundo a agência estatal Xinhua, foi o mais letal no país desde 2014, quando mais de 600 pessoas morreram em um tremor em Yunnan (sudoeste).

Correspondentes da AFP observaram famílias refugiadas em barracas no condado de Jishishan, na província de Gansu (noroeste), perto do epicentro do terremoto.

Uma mulher afirmou que teme retornar para casa. "Não podemos voltar, é muito perigoso", disse à AFP, recusando-se a revelar seu nome.

"Tudo pode desabar a qualquer momento", explicou.

O terremoto provocou 113 mortes na província de Gansu, e 18, na província vizinha de Qinghai. Quase mil feridos foram hospitalizados, segundo o canal estatal CCTV.

O papa Francisco afirmou que seus "pensamentos estão com as vítimas e os feridos do devastador terremoto" e se declarou "próximo das populações que sofrem, com afeto e oração".

Apenas na província de Gansu, 87.000 pessoas foram levadas para "abrigos temporários", segundo a CCTV.

Para as famílias que dormem ao relento, as únicas fontes de calor são os fogões e cobertores carregados às pressas de suas casas.

- Temperaturas polares -

Na localidade de Liugou, os habitantes estão aglomerados em grandes barracas montadas pelas autoridades locais em uma quadra de basquete.

Algumas barracas recebem até 35 pessoas.

As esperanças de encontrar sobreviventes parecem mínimas quase dois dias após o terremoto, ainda mais com as temperaturas polares na região.

A meteorologia indica que o termômetro deve atingir -17ºC nesta quarta-feira em Jishishan.

O norte da China enfrenta uma onda de frio sem precedentes. Na cidade histórica de Datong, província de Shanxi, o termômetro chegou a 33,2 graus abaixo de zero na terça-feira.

As autoridades enviaram bombeiros e equipes de emergência às regiões afetadas.

A imprensa estatal chinesa informou que 2.500 barracas, 20.000 casacos e 5.000 camas dobráveis foram enviadas para a província de Gansu.

O tremor de segunda-feira teve 6,2 graus de magnitude, segundo a Xinhua (ou 5,9, de acordo com Centro Geológico dos Estados Unidos, USGS), e foi seguido por vários tremores secundários.

As autoridades chinesas alertaram que, nos próximos dias, podem ser registrados mais tremores com magnitude superior a 5.

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Um forte terremoto durante a madrugada desta terça-feira, 19, sacudiu uma região montanhosa no noroeste da China, destruindo casas e deixando moradores na rua em uma noite de inverno abaixo de zero. Pelo menos 126 pessoas morreram, sendo o terremoto mais mortal registrado em nove anos no país.

O terremoto de magnitude 6,2 iniciou pouco antes da meia-noite, ferindo mais de 700 pessoas, danificando estradas e cortando energia e linhas de comunicação nas províncias de Gansu e Qinghai, segundo a imprensa estatal chinesa.

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Enquanto serviços de emergência trabalhavam procurando pessoas desaparecidas em meio a prédios colapsados e pelo menos um deslizamento de terra, pessoas que perderam suas casas estavam se preparando para passar uma noite gelada em tendas apressadamente levantadas.

"Eu apenas me sinto ansioso, quais outros sentimentos poderia haver?", disse Ma Dongdong, que teve três quartos em sua casa destruídos e parte da sua cafeteria, completamente rachada. Com medo de voltar para casa por causa dos tremores secundários, ele passou a noite em um campo com a esposa, seus dois filhos e alguns vizinhos, onde acenderam uma fogueira para se manterem aquecidos. No início da manhã, eles foram para um acampamento que Ma disse abrigar cerca de 700 pessoas. No meio da tarde, eles aguardavam a chegada de cobertores e agasalhos.

O terremoto aconteceu em uma profundidade de 10 quilômetros no condado de Jishishan, em Gansu, a cerca de 5 quilômetros da fronteira provincial com Qinghai, disse o Centro de Redes Terremotos da China.

A emissora de TV estatal CCTV disse que 113 mortos foram confirmados em Gansu e 536 feridos. Treze outros foram mortos e 182 feridos em Qinghai, na área norte do epicentro, disse o Partido Comunista em uma entrevista coletiva.

Tremores secundários

Houve nove tremores secundários por volta das 10h - cerca de 10 horas depois do terremoto inicial - e o maior deles registrou magnitude de 4,1. As autoridades de emergência em Gansu lançaram um apelo por 300 trabalhadores adicionais para operações de busca e salvamento, e as autoridades de Qinghai relataram o desaparecimento de 20 pessoas num deslizamento de terra, segundo a mídia estatal chinesa.

O terremoto foi sentido grande parte da área circundante, incluindo Lanzhou, capital da província de Gansu, cerca de 100 quilômetros a nordeste do epicentro. Fotos e vídeos postados por um estudante da Universidade de Lanzhou mostraram estudantes saindo às pressas de um dormitório. "O terremoto foi muito intenso", disse Wang Xi, o estudante que postou as imagens. "Minhas pernas ficaram fracas, especialmente quando descemos correndo do dormitório."

O número de mortos foi o mais alto desde agosto de 2014, quando um terremoto matou 617 pessoas na província de Yunnan, no sudoeste da China. O terremoto mais mortal do país nos últimos anos foi um terremoto de magnitude 7,9 em 2008, que deixou quase 90 mil mortos ou presumivelmente mortos e devastou cidades e escolas na província de Sichuan, levando a um esforço de anos para reconstruir com materiais mais resistentes.

Li Haibing, um especialista na Academia Chinesa de Ciências Geológicas, disse que o número relativamente elevado de vítimas no último terremoto foi em parte porque foi superficial. "Portanto, causou maior abalo e destruição, embora a magnitude não fosse grande", disse ele.

Outros fatores incluem o movimento principalmente vertical do terremoto, que causa tremores mais violentos; a baixa qualidade dos edifícios em uma área relativamente pobre; e o fato de ter acontecido no meio da noite, quando a maioria das pessoas estava em casa, disse Li.

Barracas, camas dobráveis e colchas

O epicentro foi a cerca de 1,3 mil quilômetros a sudoeste de Pequim, a capital da China. A área remota e montanhosa é uma região predominante de grupos étnicos muçulmanos e perto de algumas comunidades tibetanas. Geograficamente, fica no centro da China, embora a região seja comumente referida como o noroeste, já que fica no extremo noroeste das planícies mais populosas da China.

Barracas, camas dobráveis e colchas estavam sendo enviadas para a área de desastre, de acordo com a CCTV. A emissora citou o líder chinês Xi Jinping pedindo por esforços totais de busca e resgate para minimizar as vítimas.

Durante a noite, a região registrou temperaturas de -15ºC a -9ºC. O The Beijing Youth Daily, um jornal do Partido Comunista, citou um coordenador de resgate dizendo que havia necessidade de geradores, casacos e combustível para fornos, entre outros itens.

Pelo menos 4 mil bombeiros, soldados e policiais foram acionados nos esforços de resgate. Um vídeo publicado pelo Ministério de Gestão de Emergências mostrou trabalhadores de emergência em uniformes laranja usando varas para tentar mover pedaços pesados do que pareciam ser detritos de concreto à noite. Outros vídeos distribuídos pela mídia estatal mostraram trabalhadores levantando uma vítima e ajudando uma pessoa que tropeçava caminhando em uma área coberta por neve leve.

Dois moradores do condado de Jishishan relataram que havia rachaduras em suas paredes, mas seus prédios não desabaram. Eles não tinham certeza se era seguro permanecer em suas casas e estavam tentando descobrir onde passariam a noite.

Terremotos são relativamente comuns na área montanhosa do noroeste da China. Em setembro de 2023, 93 pessoas morreram em um terremoto de magnitude 6,8 que chocou a província de Sichuan, no sudoeste do país, provocando deslizamentos de terra e sacudindo edifícios em a capital da província de Chengdu, onde 21 milhões de residentes estavam sob bloqueio devido à covid-19. Fonte: Associated Press.

As equipes de emergência procuravam sobreviventes nesta terça-feira (19) entre os escombros de edifícios que desabaram após um terremoto que deixou pelo menos 118 mortos no noroeste de China.

O tremor aconteceu quase 1.300 quilômetros ao sudoeste de Pequim, na província de Gansu.

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As autoridades da província de Qinghai informaram que pelo menos 105 pessoas morreram e quase 400 ficaram feridas. Na província vizinha de Qinghai, o canal de televisão estatal CCTV anunciou um balanço de 13 mortos e 20 desaparecidos na cidade de Haidong.

O terremoto danificou milhares de casas e obrigou os moradores a correr para as ruas, em um período do ano de temperaturas gélidas.

"Estava com muito medo. Olhe como as minhas mãos e pernas estão tremendo", declarou uma mulher em um vídeo divulgado nas redes sociais do jornal estatal Diário do Povo.

"Eu saí correndo de casa, a terra da montanha cedeu e caiu no teto", acrescentou a jovem, sentada com um bebê nos braços e coberta por uma manta.

O terremoto de magnitude 5,9, segundo o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS), ocorreu às 23h59 (12h59 de Brasília) a uma profundidade de dez quilômetros.

A agência estatal Xinhua informou que a magnitude do terremoto foi de 6,2 e que o tremor foi sentido na cidade histórica de Xi'an, na província de Shaanxi (norte), a cerca de 570 km de distância.

O epicentro do terremoto foi localizado 100 km ao sudoeste da capital provincial, Lanzhou, e foi seguido por vários tremores secundários.

Este é o terremoto com o maior número de vítimas na China desde 2014, quando mais de 600 pessoas faleceram em um tremor na província de Yunnan, sudoeste do país.

As equipes de resgate começaram a trabalhar cedo nesta terça-feira. O presidente da China, Xi Jinping, pediu "todos os esforços" nas operações de busca e resgate.

As autoridades provinciais também se deslocaram para as áreas mais afetadas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aliado de Pequim, expressou "profundas condolências" a Xi e afirmou que o país compartilha "a dor dos que perderam seus entes queridos nesta catástrofe".

- Clima gelado -

A agência Xinhua relatou cortes nos serviços de energia elétrica e água em algumas localidades. Vídeos postados nas redes sociais mostraram telhados caídos e escombros nas ruas.

A CCTV exibiu imagens de veículos de resgate chegando às áreas afetadas por estradas cobertas de neve.

A emissora informou que mais de 1.400 bombeiros e socorristas foram enviados à área do desastre e outros 1.600 permanecem de sobreaviso.

Os socorristas apareceram lado a lado nos caminhões, enquanto outras imagens os mostraram em pé recebendo instruções.

Em outros vídeos, equipes de emergência foram vistas usando lanternas para procurar entre os escombros, com macas laranjas para carregar os corpos.

As temperaturas caíram abaixo de zero no norte da China, e imagens da CCTV de uma das áreas mais afetadas mostraram moradores se aquecendo em uma fogueira enquanto os trabalhadores de emergência levantavam tendas.

Os terremotos são frequentes na China. Em agosto, um terremoto de magnitude 5,4 atingiu o leste do país, deixando mais de 20 feridos e derrubando dezenas de prédios.

Em setembro de 2022, um terremoto de magnitude 6,6 atingiu a província de Sichuan, onde quase 100 pessoas morreram.

Outro terremoto, de magnitude 7,9 em 2008, deixou mais de 87.000 pessoas mortas ou desaparecidas, incluindo 5.335 estudantes.

Uma mulher deu entrada em um hospital, na China, sentindo fortes coceiras nos olhos. Ao ser examinada pelos médicos, foi constatado que ela tinha 50 vermes dentro de sua vista, sendo 40 no lado direito e outros 10 à esquerda. Os parasitas estavam entre os olhos e as pálpebras.

No hospital, o corpo médico fez a remoção dos vermes e, posteriormente, identificaram que os animais eram um tipo de lombriga, da família Filarioidea. Tais parasitas são transmitidos por picadas de moscas ou outros tipos de insetos.

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A vítima, entretanto, acredita que a transmissão veio através de larvas de cães e gatos. Ele teria tido contato com os animais, antes de coçar os olhos. Algumas lombrigas deste tipo, inclusive, podem causar cegueira.

Um surto de pneumonia decorrente de infecção pela bactéria Mycoplasma pneumoniae tem acontecido no norte da China e, agora, se espalha por países da Europa, como Holanda e Dinamarca, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e dados de órgãos de saúde destes países, reunidos e publicados pelo Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas (CIDRAP) da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Crianças são as principais afetadas.

A Mycoplasma pneumoniae é uma bactéria comum e presente em diversos países do mundo, incluindo o Brasil. Ela leva a quadros gripais e sintomas similares aos de uma infecção causada por vírus, como influenza, coronavírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Diferente de outras bactérias, que geralmente se espalham por contato com água, secreção, alimentos e objetos infectados, a Mycoplasma pneumoniae se propaga no ar. Por isso é tão contagiosa quanto os outros patógenos gripais.

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De acordo Julio Croda, médico infectologista da Friocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), esse agente pode causar uma pneumonia bacteriana, diferente das que os médicos estão mais acostumados a tratar. "Essa bactéria normalmente provoca surto a cada um ou três anos, com aumento no número de casos, só que não na magnitude que a gente tem visto agora", diz. "É mais comum em crianças de 5 a 12 anos, enquanto o VSR atinge principalmente as de 0 a 5."

A OMS atribui o aumento dos casos de infecção pela bactéria à reabertura integral das escolas e à diminuição das medidas de isolamento social após o período de pandemia da covid-19. A maior ocorrência de quadros graves, representados pela pneumonia, se dá pela menor resistência criada pelas crianças nos últimos anos. Algumas não conviveram tanto com outras pessoas e crianças, além das de suas famílias, desde que nasceram e, consequentemente, tiveram pouco contato com vírus e bactérias.

A queda nas taxas de vacinação das crianças também colabora para que elas se tornem mais suscetíveis à bactéria e aos outros patógenos. Com isso, os surtos de doenças respiratórias, mais comuns em crianças, foram intensificados e tiveram seu período de ocorrência alterado. "Parte do crescimento ocorre mais cedo do que sazonalmente registrado, mas não é inesperado, dada a suspensão das restrições da covid-19, seguindo o que outros países passaram", informou a OMS.

E no Brasil?

Para Julio Croda, as chances de um surto de Mycoplasma pneumoniae chegar ao Brasil são grandes. "Também tivemos a retomada das escolas, com crianças mais suscetíveis, o que nos levou a surtos do vírus sincicial respiratório, por exemplo. Então, tudo indica que podemos ver um aumento de casos do Mycoplasma pneumoniae também."

Para Julio Croda, as chances de um surto de Mycoplasma pneumoniae chegar ao Brasil são grandes. "Também tivemos a retomada das escolas, com crianças mais suscetíveis, o que nos levou a surtos do vírus sincicial respiratório, por exemplo. Então, tudo indica que podemos ver um aumento de casos do Mycoplasma pneumoniae também."

De acordo com o especialista, um grande desafio no Brasil, é que não há testagem em massa para identificação desse agente, o que dificulta o tratamento correto em casos graves e o monitoramento de um possível aumento no número de infecções. "Seria interessante, no momento em que há aumento de casos em outros países, a gente testar nos quadros de internação, para monitorar a doença no Brasil e tratar os pacientes mais efetivamente", diz.

Mesmo assim, o especialista diz que não há motivo para desespero. A Mycoplasma pneumoniae costuma provocar sintomas gripais leves e, quando chega ao estágio da pneumonia, pode ser tratada com antibióticos. O Brasil tem todo o tratamento disponível e também o teste que detecta a bactéria. Por isso, a recomendação é que os especialistas de saúde do País estejam atentos à possibilidade de surto, pedindo o teste, diagnosticando e tratando corretamente os pacientes internados.

Quais são os sintomas da infecção por Mycoplasma pneumoniae e como tratar?

Os sintomas da infecção por Mycoplasma pneumoniae são os mesmos de uma gripe: coriza, dor de cabeça e na garganta e febre. Mas há uma característica bastante comum nesses quadros: a presença de tosse seca. De qualquer forma, o diagnóstico só pode ser feito por meio de teste, pois não é possível fazer uma diferenciação precisa em relação a outros tipos de patógenos gripais somente pelos sintomas apresentados.

O tratamento também é o mesmo indicado para outros agentes gripais. Deve-se usar medicamentos que combatam os sintomas, como antitérmicos e analgésicos, além de cuidar da hidratação e da alimentação. Se o quadro evoluir com gravidade e demandar hospitalização, é necessário internar e, depois de testar, fazer tratamento com antibiótico.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou para a imprensa, na quarta-feira (15), que o presidente da China, Xi Jinping, é "um ditador". A declaração foi dada momentos depois de uma reunião de Biden com o Xi que durou mais de quatro horas - a primeira conversa entre os líderes em um ano.

"É um termo que usávamos antes. Ele [Xi] é um ditador no sentido de que é um cara que dirige um país comunista, que se baseia numa forma de governo completamente diferente da nossa", respondeu Biden ao ser questionado por um repórter se ele ainda considerava Xi um ditador.

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A China condenou as declarações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse: "este tipo de discurso é extremamente errado e é uma manipulação política irresponsável". "Devo salientar que há sempre pessoas com segundas intenções que tentam semear a discórdia para arruinar as relações entre os Estados Unidos e a China e, neste caso, também não terão sucesso", acrescentou o responsável.

Biden e Xi reuniram-se em São Francisco, na Califórnia, à margem de uma cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC). Ambos os líderes concordaram em restabelecer as comunicações militares em um esforço para diminuir as tensões. No encontro, os governantes também abordaram questões sobre Taiwan e chegaram a um acordo na luta contra o fentanil, no qual a China concordou em tomar medidas para reduzir a produção de ingredientes para o opioide sintético no centro de uma crise de saúde nos Estados Unidos. (Com agências internacionais).

Por Sergio Caldas*

São Paulo, 13/11/2023 - As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, à espera de uma reunião nesta semana entre os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping.

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Liderando os ganhos na Ásia, o índice Hang Seng avançou 1,30% em Hong Kong, a 17.426,21 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, graças ao bom desempenho de ações de tecnologia, enquanto o japonês Nikkei teve alta apenas marginal de 0,05% em Tóquio, a 32.585,11 pontos, e o Taiex subiu 0,94% em Taiwan, a 16.839,29 pontos.

Na China continental, os ganhos foram moderados, de 0,25% no caso do Xangai Composto, a 3.046,53 pontos, e de 0,56% no do menos abrangente Shenzhen Composto, a 1.914,41 pontos.

Biden e Xi têm encontro marcado para quarta-feira (15), na Califórnia, na primeira reunião em um ano entre os líderes das duas maiores economias do mundo. Ambos deverão procurar trazer maior estabilidade a uma relação que é definida por divergências em temas como controles de exportação, a situação de Taiwan e as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.

Exceção na Ásia hoje, o sul-coreano Kospi caiu 0,24% em Seul, a 2.403,76 pontos, revertendo ganhos de mais cedo no pregão.

Na Oceania, a bolsa australiana ignorou o viés positivo da região asiática e ficou no vermelho, após o banco central local - conhecido como RBA - alertar que a inflação doméstica deverá desacelerar em ritmo mais gradual do que se imaginava. O S&P/ASX 200 recuou 0,40% em Sydney, a 6.948,80 pontos.

Contato: sergio.caldas@estadao.com

*Com informações da Dow Jones Newswires e Associated Press
 

Os planos do Inter Miami de levar Messi para disputar amistosos na China foram frustrados. O clube anunciou, nesta quarta-feira, que "circunstâncias inesperadas" forçaram o cancelamento das duas partidas, até então marcadas para os dias 5 e 8 de novembro, contra o Hainiu, em Qindao, e contra o Rongcheng, em Chengdu. A expectativa era lotar o estádios, que comportam de 50 mil a 60 mil torcedores, e gerar um lucro milionário.

As datas coincidem com a primeira rodada da fase eliminatória da MLS, a liga americana de futebol, para a qual a equipe do craque argentino não conseguiu se classificar, por isso está sem calendário até o restante do ano. Diante de tal cenário, a diretoria do clube se movimentou para encontrar formas de preencher o espaço e também de fortalecer sua marca internacionalmente. Em comunicado, o Inter explicou que o cancelamento veio da empresa organizadora dos eventos.

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"A NSN, promotora da excursão, informou o Inter Miami do cancelamento da turnê chinesa por causa de circunstâncias imprevistas na China", explicou. "As ambições do Inter Miami continuam sendo explandir sua marca global jogando em frente a incríveis torcedores por todo o mundo. O clube continuará explorando oportunidades futuras com a NSN para alcançar este objetivo", completou.

Eleito melhor jogador do mundo pela premiação da Bola de Ouro, da revista France Football, na segunda-feira, Messi já esteve na China em outras oportunidades. A última vez foi em junho deste ano, pela seleção argentina, logo depois de deixar o Paris Saint-Germain e ser contratado pelo Inter Miami, em negociação que causou alvoroço no mundo do futebol. Na ocasião, marcou um gol no minuto inicial da partida e ajudou sua nação a conquistar uma vitória por 2 a 0 sobre os australianos.

O presidente chinês, Xi Jinping, exaltou nesta quarta-feira (18) a crescente "confiança política mútua" entre Pequim e Moscou, em uma reunião com o homólogo russo Vladimir Putin em Pequim.

"A confiança política mútua entre os dois países está em crescimento constante", declarou Xi a Putin, segundo a agência estatal Xinhua.

Xi também pediu um esforço conjunto de China e Rússia para "salvaguardar a equidade internacional" e a "justiça", ao exaltar a "coordenação estratégica próxima e efetiva" entre os dois países.

Os dois líderes se reuniram em Pequim durante um fórum internacional que marca o 10º aniversário da iniciativa chinesa de infraestruturas conhecida como Novas Rotas da Seda, uma reunião com a participação de representantes de 130 países.

"O volume de comércio bilateral atingiu um nível histórico, que avança para a meta de 200 bilhões de dólares estabelecida pelas duas partes", acrescentou Xi.

Ele destacou que se reuniu com Putin "42 vezes nos últimos 10 anos e desenvolvemos uma boa relação de trabalho e uma profunda amizade".

- Sem "confrontos ideológicos" -

Ao inaugurar o fórum, o presidente chinês afirmou que a China é contra "as sanções unilaterais, a coerção econômica, a dissociação e a redução dos laços econômicos"

Também destacou que Pequim não participará em "confrontos ideológicos, jogos geopolíticos e confrontos de blocos".

Xi acrescentou que "considerar o desenvolvimento de outros como uma ameaça e a independência como um risco não vai melhorar sua vida ou acelerar seu desenvolvimento".

Ele afirmou que as Novas Rotas da Seda "pretendem aumentar a conectividade política, de infraestruturas, comercial, financeira e entre as pessoas, para injetar um novo ímpeto na economia global".

O projeto Novas Rotas da Seda é emblemático do governo Xi e pretende promover o comércio e as infraestruturas globais.

Putin elogiou a iniciativa chinesa em seu discurso na abertura do fórum em Pequim.

"Com as dimensões globais da iniciativa que o presidente chinês lançou há uma década, francamente, era difícil acreditar que funcionaria", admitiu Putin.

"Os nossos amigos chineses estão fazendo com que funcione. Estamos felizes de ver esta história de sucesso porque significa muito para muitos de nós", acrescentou o presidente russo.

- Modernização mundial -

Xi Jinping afirmou que "apenas por meio de uma cooperação em que todos ganham é possível fazer as coisas e fazê-las de modo bem feito".

"A China está disposta a aprofundar a cooperação com os seus parceiros na iniciativa (...) e trabalhar sem trégua para concretizar a modernização de cada país do mundo", disse.

Ele recordou que o projeto de infraestrutura e comércio nasceu na China, mas que as "conquistas e oportunidades pertencem ao mundo".

Xi e Putin participaram juntos na fotografia oficial do evento.

Apesar da presença de dois líderes de potências mundiais, o fórum de Pequim foi ofuscado pelo conflito entre Israel e a organização palestina Hamas.

O governo dos Estados Unidos pediu à China para usar sua influência e tentar conter o conflito no Oriente Médio, que provocou a fuga de mais de um milhão de pessoas do norte da Faixa de Gaza diante dos bombardeios incessantes de Israel.

O Exército israelense bombardeia o enclave palestino em resposta ao ataque do Hamas contra seu território em 7 de outubro, que provocou 1.400 mortes.

A China anunciou que enviará seu representante para o Oriente Médio, Zhai Jun, à região em conflito, mas não informou a data da viagem nem os locais que ele visitará.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou nesta terça-feira (17) na China para uma reunião com o "amigo querido" Xi Jinping, durante um encontro de cúpula multilateral que será ofuscado parcialmente pelo conflito entre Israel e o movimento islamita Hamas.

A visita de Putin tem o objetivo de fortalecer ainda mais os laços entre Moscou e Pequim.

A China recebe esta semana os representantes de 130 países para um fórum do projeto chave do governo Xi, a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI), um programa de desenvolvimento de infraestruturas que permitiu a Pequim ampliar sua influência global.

Putin lidera a lista de convidados e deve se reunir na quarta-feira com o homólogo chinês, em sua primeira visita a uma potência mundial desde o início da invasão da Ucrânia, conflito que deixou seu país isolado internacionalmente.

"Durante as conversas, uma atenção especial será reservada aos temas internacionais e regionais", afirmou o Kremlin, sem revelar mais detalhes.

A missão de Putin é fortalecer uma relação já sólida com Pequim, na qual Moscou é cada vez mais o sócio de menor influência.

Analistas descartam grandes surpresas durante a visita de Putin à China, que é encarada mais como um gesto simbólico de apoio a Moscou.

A Rússia tem consciência de que a China não deseja assinar nenhum acordo importante, afirmou à AFP Alexander Gabuev, diretor do Centro Carnegie para Rússia e Eurásia.

"A China tem todas as cartas na mão".

Apesar da reunião dos líderes durante o encontro de cúpula da BRI, a atenção mundial estará dominada pela guerra de Israel contra a organização palestina Hamas.

Israel declarou guerra contra o Hamas depois que combatentes do grupo invadiram o território israelense em 7 de outubro e mataram mais de 1.400 pessoas, em sua maioria civis.

Os bombardeios israelenses em represália deixaram pelo menos 2.750 mortos na Faixa de Gaza, a maioria civis, segundo as autoridades palestinas.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu ao ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, que utilize a influência de Pequim no Oriente Médio para acalmar a situação.

A China tem relações próximas com o Irã, cujos líderes religiosos apoiam o Hamas e o Hezbollah libanês, que poderia iniciar uma segunda frente de batalha contra Israel.

O enviado especial de Pequim, Zhai Jun, viajará ao Oriente Médio durante a semana para tentar estabelecer um cessar-fogo e negociações de paz, informou o canal estatal chinês CCTV, sem revelar detalhes sobre os países que serão visitados.

- Encontro de amigos -

Xi se reuniu nesta terça-feira, no início da cúpula, com os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, informou a imprensa estatal.

Putin e Xi discutirão as relações bilaterais em sua totalidade, afirmou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, durante um encontro com o homólogo Wang.

O ministro Wang disse que a China "aprecia" o apoio da Rússia à BRI.

"Ambas as partes devem planejar atividades comemorativas, aprofundar a confiança mútua estratégica, consolidar a amizade tradicional e promover a amizade de geração em geração", disse o chefe da diplomacia chinesa.

Os dois países têm uma relação simbiótica, na qual a China valoriza o papel da Rússia como bastião contra o Ocidente, enquanto Moscou depende cada vez mais do apoio comercial e geopolítico de Pequim.

"Desde que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia, o país ficou em uma posição de dependência sem precedentes da China", destaca Bjorn Alexander Duben, da Universidade de Jilin, na China.

O eixo da aliança é a relação pessoal de Xi e Putin, que se consideram "amigos queridos".

"O presidente Xi Jinping me chama de amigo e eu também o chamo de amigo", disse Putin ao canal estatal chinês CGTN antes da viagem, segundo um comunicado do Kremlin.

Fora dos playoffs da MLS, o Inter Miami, time de Lionel Messi, irá disputar dois amistosos na China em novembro. O primeiro deles será contra o Hainiu, em Qindao, dia 5, e o segundo contra o Rongcheng, em Chengdu, dia 8, em estádios que comportam de 50 mil a 60 mil torcedores. As datas coincidem com a primeira rodada da fase eliminatória da liga americana, para a qual a equipe do craque argentino não tem mais chances de classificação, embora ainda restem duas rodadas para o fim da primeira fase, que termina em 21 de outubro.

"Será uma grande oportunidade de continuar construindo nossa temporada de 2023, na qual nós conseguimos o primeiro troféu de nossa história", afirmou Chris Henderson, diretor esportivo do Inter Miami, em comunicado divulgado pelo clube. "Nós vamos encarar isso como uma oportunidade de começar nossa preparação para 2024, enquanto buscamos sucesso para continuarmos indo em frente", completo.

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O anúncio dos amistosos não menciona Messi, mas é pouco provável que as autoridades chinesas tenham aprovado o acordo sem ter a garantia da presença do campeão do mundo e sete vezes Bola de Ouro. O astro argentino sofreu com dores musculares durante a maior parte do mês de setembro e desfalcou o time em cinco das últimas sete partidas. Atualmente defendendo a seleção argentina nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo, entrou apenas no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai, quinta-feira.

Caso tenha condições físicas de jogar na China, Messi viverá sua oitava viagem para disputar amistosos no país asiático. A última vez foi em junho deste ano, pela seleção argentina, logo depois de deixar o Paris Saint-Germain e ser contratado pelo Inter Miami, em negociação que causou alvoroço no mundo do futebol. Na ocasião, marcou um gol no minuto inicial da partida e ajudou sua nação a conquistar uma vitória por 2 a 0 sobre os australianos.

Os preços dos ingressos do possível retorno de Messi à China ainda não foram revelados. Os lugares mais baratos para a aparição do jogo da Argentina, em junho, foram cotados em US$ 80, e os mais caros custavam em torno de US$ 670 pelo. Se o Inter Miami praticar valores semelhantes, as duas partidas podem gerar bem mais de US$ 20 milhões (R$ 100,9 milhões) apenas em receita de ingressos.

O Inter Miami encerra sua temporada na MLS esta semana com dois jogos seguidos contra o Charlotte, na quarta-feira e no sábado. Messi defenderá a Argentina, em duelo com o Peru, na terça, portanto pode não ir a campo pelo clube nas duas partidas, até como forma de preservá-lo para a turnê chinesa.

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