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Primeiro atleta paralímpico da história a disputar uma Olimpíada, o ex-velocista sul-africano Oscar Pistorius deixou a prisão em liberdade condicional nesta sexta-feira (5), na cidade de Pretória, na África do Sul, quase dez anos após matar a tiros sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, no banheiro de sua casa.

O Departamento de Correções da África do Sul anunciou em uma declaração de apenas duas frases por volta das 8h30 que Pistorius havia sido libertado e "agora estava em casa". Não forneceu mais detalhes além de confirmar o novo status do ex-atleta como "em liberdade condicional".

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Pistorius, de 37 anos, cumpriu quase nove anos de sua sentença de homicídio de 13 anos e cinco meses pelo assassinato da modelo e estudante de Direito Reeva Steenkamp no Dia dos Namorados de 2013. Ele se tornou elegível para liberdade condicional depois de cumprir pelo menos metade de sua sentença e foi aprovado para condicional em novembro de 2023.

O porta-voz do Departamento de Correções, Singabakho Nxumalo, disse à agência de notícias The Associated Press que Pistorius seguiu o procedimento padrão para ser libertado: ele foi levado do Centro Correcional de Atteridgeville, na capital sul-africana, para um escritório de liberdade condicional antes de ser libertado para sua família. Nxumalo recusou-se a dizer a que horas Pistorius foi libertado e onde se encontrava.

Em março, o atleta que corria com próteses nas duas pernas teve pedido de liberdade condicional negado, mas, em outubro, após cumprir mais da metade da pena, o Tribunal Constitucional da África do Sul decidiu que ele poderia se qualificar para deixar a prisão de forma condicional.

O atleta sul-africano nasceu com um problema genético que levou seus pais a decidirem amputar ambas as pernas abaixo dos joelhos quando ele tinha 11 meses de idade. Mais tarde, alcançou fama mundial ao competir com duas próteses de carbono. Dono de quatro medalhas de ouro paralímpicas (uma dos 100 metros, duas dos 200 e outra dos 400), competiu nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e chegou à semifinal dos 400 metros, além de ter disputado a final do revezamento 4x400 metros, mas saiu sem pódio.

O velocista era tido como um símbolo de superação e estava no auge da carreira quando matou Reeva Steenkamp. Durante o julgamento, alegou ter atirado quatro vezes pela porta fechada do banheiro, pois teria confundido a namorada com um suposto ladrão que teria acessado a casa através da janela do banheiro. A conclusão das autoridades, contudo, foi que Reeva se trancou no local durante uma briga e Pistorius a matou em um acesso de raiva.

A pena inicial, decretada em 2014, foi de cinco anos de prisão, em um caso de repercussão mundial. No ano seguinte, após apelação do Ministério Público, o Supremo Tribunal de Recurso da África do Sul anulou essa condenação e aumentou a pena para seis anos. Após novo recurso do Ministério Público, em 2017, a pena foi alterada mais uma vez e passou a ser de 15 anos. Na prática, essa sentença significava 13 anos e cinco meses de prisão, depois de deduzido o tempo da fase em que Pistorius passou sob fiança em prisão domiciliar.

Condenado a 15 anos de prisão, em 2017, pelo assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, quatro anos antes, o ex-atleta paralímpico sul-africano Oscar Pistorius poderá ter liberdade condicional, nesta sexta-feira, após uma audiência marcada em um tribunal de Pretória, na África do Sul.

O Departamento de Serviços Penitenciários da África do Sul comunicou, nesta terça-feira, que um conselho de liberdade condicional vai analisar o caso de Pistorius e decidirá "se o preso é adequado ou não para integração social".

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Em março, Pistorius teve um pedido de liberdade condicional negado. Mas, em outubro, após cumprir mais da metade da pena, o Tribunal Constitucional da África do Sul decidiu que o atleta, de 36 anos, poderia se qualificar para deixar a prisão de forma condicional.

Em 2014, Pistorius foi inicialmente condenado a cinco anos de prisão, em uma caso de repercussão mundial. No ano seguinte, após apelação do Ministério Público, o Supremo Tribunal de Recurso da África do Sul anulou essa condenação e aumentou para seis anos.

Contudo, após novo recurso do Ministério Público, em 2017, a pena foi alterada mais uma vez e passou a ser de 15 anos. Na prática, essa sentença significava 13 anos e cinco meses de prisão, depois de deduzido o tempo que Pistorius passou uma fase sob fiança em prisão domiciliar.

Pistorius cumpre pena por atirar em Steenkamp em sua casa, em Pretória, no Dia dos Namorados de 2013, quando

Desfrutava de grande prestígio no mundo esportivo, no qual era destaque na corrida paralímpica.

Pistorius alegou sem sucesso no tribunal ter atirado quatro vezes pela porta fechada do banheiro, ao confundir sua namorada com um suposto ladrão que teria acessado a casa através da janela do banheiro.

O atleta sul-africano nasceu com um problema genético que levou seus pais a decidirem amputar ambas as pernas abaixo dos joelhos quando ele tinha 11 meses de idade. Pistorius alcançou fama mundial ao competir com duas próteses de carbono. Ele ganhou seis medalhas olímpicas - quatro de ouro, uma de prata e uma de bronze - nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012, nas provas dos 100, 200 e 400 metros.

O ex-campeão paralímpico Oscar Pistorius se feriu durante uma briga ocorrida na prisão onde cumpre pena de 13 anos pelo homicídio de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp.

De acordo com o tabloide britânico "Daily Mail", o atleta sul-africano se envolveu em um confusão enquanto estava na fila para usar o telefone no último dia 6 de dezembro. Ele está detido no Atteridgeville Correctional Centre, perto de Pretória.

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As autoridades locais estão investigando qual dos detentos iniciou a briga. Caso Pistorius seja considerado o responsável pela confusão, poderá perder seus privilégios na prisão, já que hoje em dia é considerado um prisioneiro de "baixo risco".

Pistorius foi condenado em primeira instância a seis anos de prisão pelo homicídio de sua namorada, ocorrido em 2013. No entanto, a Suprema Corte da África do Sul aumentou no mês passado sua pena a 13 anos e cinco meses. O ex-atleta disparou quatro tiros contra a modelo. 

Da Ansa

A Suprema Corte da África do Sul aumentou nesta sexta-feira (24) a pena do ex-atleta olímpico e paralímpico Oscar Pistorius pelo assassinato da namorada, Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013.

Condenado em primeira instância a seis anos por homicídio, o Supremo decidiu aumentar para 13 anos e cinco meses a condenação. Essa era a segunda vez que o Ministério Público do país tentava elevar a punição, que considerava muito branda.

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A defesa de Pistorius sempre alegou que o ex-atleta assassinou Steenkamp porque acreditava que um ladrão havia invadido a casa. No entanto, os procuradores conseguiram comprovar que ele agiu propositalmente.

Pistorius disparou quatro tiros contra a namorada, que estava no banheiro, no dia dos namorados no país - em 14 de fevereiro. Os disparos foram dados com a porta do local fechada e Steenkamp não teve nenhuma chance de defesa. 

Da Ansa

O ex-campeão paralímpico Oscar Pistorius passou o sábado em um hospital depois de ter caído da cama em sua cela, em Pretória, onde cumpre prisão pelo assassinato da namorada, informaram os serviços penitenciários.

Segundo o jornal sul-africano City Press, que cita um detido da prisão de Pretória, Pistorius teria tentado suicídio, após cortar os pulsos.

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"Não podemos confirmar esta informação. São apenas especulações", declarou o porta-voz dos serviços penitenciários, Singabakho Nxumalo.

Condenado a seis anos de prisão pelo assassinato da namorada Reeva Steenkamp, Pistorius pode requerer liberdade condicional depois de cumprir metade de sua pena, ou seja, a partir de 2019, mas a promotoria sul-africana decidiu recorrer desta condenação por achar "escandalosamente clemente".

O ex-atleta paralímpico, detido na ala médica da prisão por não ter as pernas, evita assim as abarrotadas celas dos presídios sul-africanos, famosos por sua violência.

Na madrugada de 14 de fevereiro de 2013, o atleta, que ficou mundialmente conhecido por disputar os Jogos de Londres-2012, matou a tiros sua namorada, alegando tê-la confundido com um ladrão.

O astro paralímpico Oscar Pistorius foi condenado, nesta quarta-feira, a cumprir seis anos de prisão pelo assassinato de sua namorada Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013. A decisão foi anunciada pela juíza Thokozile Masipa, do Tribunal de Pretoria, na África do Sul, que justificou que o atleta "não é uma pessoa violenta".

"É um herói caído, perdeu a carreira e a sua paz e a sua vida nunca mais voltará a ser a mesma", disse a magistrada, argumentando porque decidiu dar uma pena inferior a 15 anos, punição mínima prevista pela Justiça sul-africana para um crime de homicídio.

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Pistorius, de 29 anos, matou a namorada com quatro tiros de uma pistola 9mm em sua casa em Pretória no dia 14 de fevereiro de 2013. Ele sempre admitiu o crime, mas afirma que atirou por acreditar que do outro lado da porta do banheiro, onde estava Reeva Steenkamp quando foi atingida, estava um ladrão.

Pistorius, primeiro atleta olímpico e paralímpico da história, já tinha sido considerado culpado pelo crime, mas a pena só foi divulgada nesta quarta. No direito sul-africano, a justiça anuncia o veredicto e depois se pronuncia sobre a pena do condenado. Na primeira instância, ele tinha sido condenado a cinco anos de prisão por "homicídio doloso".

Para justificar o fato de o atleta não ter que cumprir a pena mínima para homicídio, a juíza citou alguns fatores atenuantes: o corredor se sentia vulnerável no momento, pois não estava usando suas próteses, ele achava que a pessoa no banheiro era um ladrão que havia invadido sua casa, ele "imediatamente tomou medidas para tentar salvar a vida da vítima" e, por último, segundo Masipa, ele está "genuinamente arrependido".

Segundo sua defesa, o corredor pode entrar em liberdade condicional no período de dois anos, caso mantenha bom comportamento no presídio. Pistorius também se ofereceu para prestar serviço comunitário, o que a juíza considerou um "gesto nobre". Até o momento, ele já cumpriu 10 meses de prisão como resultado de sua primeira condenação, que foi revertida pela Suprema Corte do país em dezembro do ano passado. Desde então, Pistorius aguardava um novo julgamento.

A decisão desta quarta, contudo, pode ainda não ser ainda o fim do caso, já que tanto Pistorius quanto a promotoria ainda possuem possibilidade de levar o julgamento a uma última rodada de apelação.

Oscar Pistorius caminhou sem suas próteses, nesta quarta-feira, no tribunal em Pretória, na África do Sul, como parte da estratégia da sua equipe de defesa em uma das audiência de sentença do paratleta, condenado por assassinar a sua namorada, Reeva Steenkamp, tentando mostrar que o astro é um homem vulnerável e que merece a clemência.

O advogado de defesa Barry Roux pediu para Pistorius remover suas próteses, e, em seguida, o astro do atletismo caminhou com dificuldades na frente da juíza Thokozile Masipa, que determinará a sentença após as audiências desta semana. Em algumas ocasiões, pareceu perder o equilíbrio.

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Pistorius não estava com suas próteses quando disparou contra Reeva através da porta do banheiro da sua casa em 2013. Em seu julgamento pelo assassinato, disse que se sentia vulnerável e acreditava que um intruso havia entrado na residência. A promotoria acusa o paratleta de ter matado intencionalmente a modelo depois de uma discussão.

O promotor Gerrie Nel falou após a demonstração e combateu o argumento da defesa de que Pistorius é um "homem destruído" pela dor de ter matado Reeva e pelo trauma que se seguiu pelo caso. Nel se referiu ao depoimento de Barry Steenkamp, pai da vítima. "Se você quiser falar sobre um homem destruído, vimos um homem destruído aqui", disse, sobre Barry Steenkamp.

Pistorius está em prisão domiciliar depois de cumprir um dos cinco anos de uma pena por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - de Reeva. Essa sentença foi anulada no ano passado por um tribunal de apelações, quando o condenou por homicídio doloso.

Thokozile, que inicialmente absolveu Pistorius por homicídio doloso, vai definir a nova sentença. De acordo com as leis sul-africanas, a sentença para esses casos são de ao menos 15 anos, embora os juízes possam reduzi-la de acordo com algumas circunstâncias.

No início desta quarta-feira, o advogado de defesa Roux disse que há equívocos sobre a condenação de Pistorius pelo homicídio e pediu clemência. Ele declarou que existiam "circunstâncias consideráveis e convincentes" que levariam a juíza a definir uma pena menor do que os 15 anos de prisão.

O apelo de Roux para a juíza se deu após o depoimento da última testemunha de acusação, uma prima de Reeva, que atacou por Pistorius por supostamente não dar a "versão real" sobre o caso.

A prima, Kim Martin, também criticou o paratleta por não prestar depoimento nas audiências de sentença, mas concordando em dar uma entrevista para um canal de TV, que será exibida após o fim das sessões desta semana. "Eu acho que é muito injusto querer contar ao mundo sobre sua versão quando você teve a oportunidade em um tribunal de fazê-lo", disse.

Roux disse que o primeiro equívoco é que as pessoas acreditam que Pistorius foi condenado por homicídio por matar intencionalmente Reeva. O Supremo Tribunal declarou que o paratleta foi considerado culpado de assassinato por saber que alguém poderia morrer como resultado de suas ações e seguiu em frente assim mesmo. A decisão não disse que Pistorius sabia que Reeva estava atrás da porta, e não um intruso, como declarou ter pensado.

O advogado também disse que o responsável pelos disparos não foi o "forte, ambicioso" Pistorius, campeão paralímpico e atleta olímpico, mas um homem com deficiência e que temia pela sua vida, argumentou Roux.

Enquanto os promotores pedem uma longa pena de prisão para Pistorius, sua defesa argumentou que deveria ser poupado da cadeia para realizar trabalhos comunitários com crianças.

O advogado de Oscar Pistorius informou nesta quinta-feira (3) que o Supremo Tribunal da África do Sul rejeitou o recurso da defesa contra sua condenação por assassinato. Com isso, o ex-paratleta poderá ser sentenciado a pelo menos 15 anos de prisão no julgamento marcado para o próximo dia 18 de abril.

A defesa de Pistorius buscava mais uma reviravolta no caso, mas demonstrou pessimismo em relação à provável ampliação do tempo de detenção do ex-paratleta. Seu advogado, Andrew Fawcett, confirmou a decisão desta quinta e limitou-se a dizer: "Agora nos resta esperar a sentença".

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Pistorius inicialmente foi condenado por um tribunal menor a cinco anos de prisão por homicídio culposo (sem intenção de matar). Mas em dezembro do ano passado, teve esta pena revogada pelo Supremo Tribunal de Apelação (TSA, na sigla em inglês) da África do Sul. Com a revisão, passou a conviver com o risco de ser condenado a 15 anos de prisão, pena mínima prevista para este tipo de crime no país.

Pelas leis sul-africanas, uma pessoa condenada a cinco ou menos anos de detenção pode deixar a cadeia e passar ao regime aberto após cumprir um sexto de sua pena - no caso de Pistorius, esse período venceu após ele ficar 10 meses na prisão. Por isso, o astro ganhou o direito de permanecer em prisão domiciliar no fim do ano passado e se encontra nesta condição até hoje.

Pistorius matou sua namorada, Reeva Steenkamp, em sua casa, em 2013. Ele alegou que a confundira com um estranho, que estaria invadindo o local. O ex-paratleta negou durante os seus longos julgamentos que tenha matado Reeva de forma intencional, versão amplamente contestada pelos promotores de acusação, que no início de dezembro conseguiram que a Justiça o enquadrasse pelo crime de homicídio doloso.

Paratleta mundialmente admirado antes de ter atirado contra a sua namorada, o sul-africano viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

O astro paralímpico Oscar Pistorius deixou a prisão nessa segunda-feira (19), apenas dois anos após matar a tiros sua esposa. O sul-africano cumpriu em regime fechado menos de um dos cinco anos de detenção aos quais foi condenado pelo homicídio de Reeva Steenkamp.

O Departamento de Justiça da África do Sul inicialmente havia divulgado que ele seria transferido para prisão domiciliar na terça-feira, mas um funcionário do Departamento Prisional da África do Sul confirmou à agência de notícias The Associated Press que Pistorius já foi liberado.

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Uma junta de liberdade condicional da prisão onde o corredor biamputado cumpre a sua pena tomou a decisão, que ocorreu depois de o atleta sul-africano ter tido a sua liberação da prisão, prevista anteriormente para agosto, ser adiada pela Justiça.

A liberação para o regime de prisão domiciliar, por sinal, foi mais uma vitória da defesa do atleta, que matou a namorada com tiros disparados através da porta do banheiro da suíte do ex-casal, onde estava Reeva Steenkamp, na casa do corredor em Pretória, na África do Sul.

Antes disso, após longos julgamentos ocorridos no ano passado, Pistorius foi absolvido do crime de homicídio doloso (com intenção de matar), em decisão que provocou uma apelação por parte dos promotores de acusação. Alegando que Pistorius cometeu assassinato premeditado de sua namorada, após uma forte discussão do casal, eles esperam que uma nova sentença possa ser aplicada pelo Supremo Tribunal da África do Sul, em julgamento marcado para 3 de novembro.

Caso o atleta seja condenado pelo crime de homicídio doloso pelo painel de juízes que analisarão o recurso apresentado pelos promotores, ele receberá uma pena mínima de 15 anos de prisão, sentença que deve ser cumprida em regime fechado. Pelas leis sul-africanas, uma pessoa condenada a cinco ou menos anos de prisão pode deixar a cadeia e passar ao regime aberto após cumprir um sexto de sua pena - no caso de Pistorius, esse período venceu após ele ficar 10 meses na prisão.

O corredor paralímpico defende que atirou em Reeva após ter confundido a mesma com um estranho, que teria invadido a sua casa, versão rejeitada pelos promotores de acusação.

Prestes a ser liberado da cadeia, Pistorius será liberado para cumprir a pena sob supervisão correcional, uma forma de prisão domiciliar na qual precisa obedecer certas condições. Essas condições não foram detalhadas nesta quinta pelo Departamento de Justiça da África do Sul, embora o órgão tenha informado que o astro paralímpico terá de continuar recebendo tratamento psicoterapêutico enquanto estiver em casa, assim como não poderá mais ter posse de arma de fogo.

Em junho, a junta de liberdade condicional da Justiça da África do Sul aprovou a liberação de Pistorius da prisão Kgosi Mampuru II, em Pretória, no dia 21 de agosto, mas em seguida a decisão foi suspensa pelo Ministério da Justiça do país, que ordenou uma revisão da decisão. Com isso, ele precisou esperar mais do que o inicialmente previsto para poder ser solto apenas na próxima semana.

A expectativa é a de que Pistorius, de 28 anos, cumpra a prisão domiciliar na casa de um tio no subúrbio de Pretória. Antes dessa liberação agora com data marcada, o Departamento de Justiça da África do Sul justificou o impedimento de soltá-lo em 21 de agosto afirmando que a decisão de permitir que o atleta cumprisse o restante da pena em prisão domiciliar foi tomada de forma prematura.

Atleta mundialmente admirado antes de ter atirado contra a sua namorada, o sul-africano que competia com auxílio de próteses nas duas pernas viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

Gerrie Nel, promotor-chefe de acusação do caso envolvendo Oscar Pistorius, pediu nesta sexta-feira (17), no tribunal de Pretória, na África do Sul, que o astro paralímpico seja condenado a uma pena mínima de dez anos de prisão. Já condenado desde o mês passado pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar) de Reeva Steenkamp, em 14 fevereiro do ano passado, quando a então namorada do velocista biamputado foi atingida por quatro tiros disparados pelo atleta contra a porta do banheiro onde ela estava, na suíte do casal, ele se vê muito próximo de conhecer a sua sentença.

Antes previsto para ser conhecido até o fim desta semana, o veredicto do caso deverá ser anunciado pela juíza Thokozile Masipa na próxima terça-feira, depois de Gerrie Nel e o advogado chefe de defesa de Pistorius, Barry Roux, terem apresentado nesta sexta as suas argumentações finais antes da revelação da sentença. Este foi o quinto dia seguido de audiências nesta reta final do julgamento, que vem se arrastando há seis meses e cuja decisão sobre o caso estava anteriormente prevista para ser anunciada em 11 de setembro passado.

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No mês passado, embora tenha considerado Pistorius culpado do crime de homicídio culposo, Masipa absolveu o réu de 27 anos de idade da acusação de assassinato da sua namorada. Ela poderá sentenciar uma pena que pode variar entre a aplicação de uma multa até a condenação por até 15 anos de reclusão.

Em sua defesa, Pistorius admitiu ter efetuado os quatro disparos que provocaram a morte de sua namorada. Porém, ele disse que confundiu Reeva com um intruso na sua residência e a matou acidentalmente. A acusação, entretanto, alegava que o atleta matou a modelo intencionalmente depois de uma discussão acalorada, ouvida por vizinhos.

Ao defender a condenação do astro paralímpico, Nel afirmou nesta sexta: "A sentença mínima que deixará a sociedade feliz será a de 10 anos de prisão". Em seguida, o promotor enfatizou que Reeva morreu "dentro de um pequeno cubículo com a porta fechada" e que "três balas atravessaram seu corpo". "Este é um assunto sério. A negligência faz fronteira com a intenção. Dez anos é o mínimo", pediu.

Por outro lado, Barry Roux defendeu que o atleta não agiu com maldade quando matou Reeva, mas sim fez os disparos em um momento em que se sentiu extremamente "vulnerável e ansioso", por supostamente achar que um estranho estava invadindo a sua casa.

Para comover a juíza Thokozile Masipa, Roux voltou a tentar construir a imagem de um homem que se tornou "uma vítima" do acontecimento trágico de 14 de fevereiro de 2013 e a de "um homem quebrado, que perdeu tudo, que não tem nem sequer dinheiro para pagar as despesas legais". "Não lhe restou nada", afirmou.

Os advogados de Pistorius defendem que a sentença adequada a ser aplicada ao seu cliente é a de três anos de prisão domiciliar, sem a necessidade de ir à cadeia, além da realização de serviços comunitários. Por enfrentar problemas emocionais e financeiros, o velocista é descrito pela defesa como uma pessoa que ficaria em uma situação muito difícil se for condenada a cumprir pena dentro de uma penitenciária.

O atleta sul-africano, que competia com auxílio de próteses nas duas pernas e era mundialmente admirado antes de matar sua namorada, viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

Os pais de Reeva Steenkamp, namorada de Oscar Pistorius morta a tiros em 14 de fevereiro do ano passado, em Pretória, na África do Sul, revelaram nesta quarta-feira (15) que irão devolver cerca de US$ 10 mil ao astro paralímpico. O valor foi pago de forma parcelada mensalmente pelo velocista biamputado, como uma espécie de ajuda de custo, e foi divulgado neste terceiro dia seguido de julgamento no tribunal no qual a juíza Thokozile Masipa deverá anunciar nesta semana a pena a ser cumprida pelo corredor.

Já condenado no mês passado pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar), Pistorius admitiu ter efetuado os quatro disparos que provocaram a morte de sua namorada, atingida após as balas atravessarem a porta do banheiro da suíte da casal. Porém, ele disse que confundiu Reeva com um intruso na sua residência e a matou acidentalmente. A acusação, entretanto, alegava que o atleta matou a modelo intencionalmente depois de uma discussão acalorada, ouvida por vizinhos.

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Na audiência desta quarta-feira, o advogado de defesa de Pistorius, Barry Roux, leu um comunicado segundo o qual o seu cliente pagou 6.000 rands (cerca de R$ 1300) mensais aos pais de Reeva. E, embora o casal diga que irá devolver o dinheiro ao velocista, o réu disse que não quer receber a quantia de volta.

Lawyer Dup de Bruyn, advogado dos pais de Reeva, afirmou nesta quarta-feira que o casal ficou "muito surpreso" que a defesa de Pistorius tenha tocado neste assunto dos pagamentos, em novo componente que serve para tentar evitar uma pena pesada contra o velocista - a sentença pode variar entre a aplicação de uma multa até 15 anos de reclusão. Barry e June Steenkamp alegam que o fato chamou a atenção porque o astro sul-africano havia pedido sigilo em relação aos pagamentos.

No comunicado lido nesta quarta, De Bruyn revelou que os pais de Reeva enfrentaram dificuldades financeiras após a morte da filha e informou que os advogados do atleta entraram em contato com o casal para que o seu cliente contribuísse com o pagamento de uma quantia para locação e custo de vida de Barry e June.

Na audiência da última terça, o promotor de acusação do caso, Gerrie Nel, já havia revelado que a família de Reeva chegou a recusar uma oferta de Pistorius que girou em torno R$ 96 mil, oriundos da venda de um carro do esportista, que passou a liquidar seus bens para poder arcar com os altos custos de sua defesa no tribunal de Pretória.

O atleta sul-africano, que competia com auxílio de próteses nas duas pernas e era mundialmente admirado antes de matar sua namorada, viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

Em novo dia de julgamento na semana em que o tribunal de Pretória, na África do Sul, deverá anunciar a sentença a ser aplicada em Oscar Pistorius, já considerado culpado pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar) da sua namorada Reeva Steenkamp, em 14 de fevereiro do ano passado, o promotor de acusação do caso, Gerrie Nel, interrogou nesta terça-feira o empresário do astro paralímpico, Peet van Zyl.

O agente foi chamado a testemunhar pelos advogados que defendem Pistorius, que admitiu ter efetuado os quatro disparos que mataram Reeva, atingida após as balas atravessarem a porta do banheiro da suíte da casal, em Pretória. Porém, ele disse que confundiu sua namorada com um intruso na sua residência e a matou acidentalmente. A acusação, entretanto, alegava que o atleta matou a modelo intencionalmente depois de uma discussão acalorada, ouvida por vizinhos.

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No depoimento desta terça, Peet van Zyl destacou o grande número de ações de caridade feitas por Pistorius ao longo de sua carreira, em estratégia utilizada pela defesa para tentar criar a imagem de um atleta carinhoso e preocupado com causas sociais, que depois passou a sofrer com problemas emocionais. Barry Roux, advogado do velocista biamputado, também citou este lado "generoso" do seu cliente nesta última audiência do caso para tentar comover a juíza Thokozile Masipa a aplicar uma pena mais branda e ser indulgente em sua sentença. Ela pode determinar desde o pagamento de uma multa a condenar o atleta a uma pena máxima de 15 anos de prisão.

Ao interrogar o empresário de Pistorius, porém, Nel chegou a ser irônico ao dizer que o agente estava tentando apresentar o seu cliente como uma "pobre vítima" neste caso, assim como minimizou a importância das ações de caridade feitas pelo atleta, lembrando que este tipo de iniciativa é comum aos esportistas de primeiro nível, assim como estão alinhadas a compromissos contratuais firmados com patrocinadores.

"Envolver-se em ações de caridade não é mais do que um avanço em sua carreira. Só estou dizendo que é uma coisa natural estar envolvido em trabalhos de caridade para os atletas, não é peculiar", ressaltou Nel, que depois viu Van Zyl retrucar que "muitos esportistas querem realmente fazer a diferença e contribuir" e negar que enxergue o seu cliente como "uma vítima" neste caso.

Também foi interrogada pelo promotor nesta terça a assistente social Annette Vergeer, outra testemunha de defesa, sendo que Nel ainda revelou que a família de Reeva chegou a recusar uma oferta de Pistorius que girou em torno de 25 mil randes (cerca de R$ 96 mil), oriundos da venda do carro do esportista. O atleta ofereceu ajuda aos familiares da vítima, mas os mesmos se recusaram a aceitá-la.

Esperando pelo anúncio de sua sentença, o atleta sul-africano, que competia com auxílio de próteses nas duas pernas, viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

O atleta paralímpico Oscar Pistorius foi considerado culpado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, pela morte a tiros da sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, nesta sexta-feira (12), um dia depois da juíza responsável pelo julgamento do sul-africano determinar que ele não premeditou o crime, ocorrido em 14 de fevereiro de 2013.

Thokozile disse em um tribunal de Pretória, na África do Sul, que o atleta não é culpado pelo assassinato, como alegado pela promotoria. De acordo com a juíza, a acusação não tinha mostrado mais além de qualquer dúvida razoável, que Pistorius teve a intenção de matar Reeva.

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Ela avaliou que o atleta paralímpico foi negligente e agiu com força desproporcional, mas acreditava que havia um intruso na sua residência, como ele defendia. Não havia provas suficientes para sustentar a alegação de que Pistorius sabia que Reeva estava atrás da porta fechada do banheiro de sua casa quando ele disparou a arma, disse Thokozile.

Antes de ler o veredicto, a juíza ordenou que Pistorius, que tem as pernas amputadas e utiliza próteses, ficasse de pé. Ela, então, relatou a condenação por homicídio culposo. Agora, ficará a seu critério definir a extensão da pena, que vai variar entre pagamento de fiança e prisão por até 15 anos, de acordo com as leis sul-africanas. A sentença será anunciada no dia 13 de outubro. Até lá, Pistorius poderá aguardar a definição da sua pena em liberdade, sob fiança.

Pistorius também foi condenado por uma das três acusações relacionadas ao uso de armas de fogo, que não tinha relação com o processo do assassinato de Reeva. A juíza disse em sua decisão que o atleta era culpado por violar a lei por disparar uma arma em um lugar público ao manusear o revólver de um amigo por baixo de uma mesa e a dispará-lo em um restaurante de Johannesburgo, em janeiro de 2013, semanas antes da morte de Reeva. Nesse caso, a sua pena pode ser até de cinco anos, mas também há punições mais brandas, como pagamento de multa e perda da licença para usar armas.

Pistorius foi absolvido de duas outras acusações envolvendo armas, incluindo uma por um disparo de arma em local público, em novembro de 2012, quando atirou através do teto solar de um carro, e uma por posse ilegal de munição na casa em Pretória onde ele matou Reeva.

O atleta paralímpico matou sua namorada em sua casa no dia 14 de fevereiro de 2013. Pistorius sempre defendeu que confundiu Reeva com um intruso, enquanto a acusação declarava que ele disparou intencionalmente após uma discussão.

Após o veredicto ser lido nesta sexta-feira pela juíza Thokozile Masipa, os promotores expressaram desapontamento com a decisão e disseram que vão decidir se apelam após a leitura completa da condenação.

A juíza encarregada do julgamento de Oscar Pistorius pelo assassinato da modelo Reeva Steenkamp informou nesta sexta-feira que vai dar o seu veredicto em 11 de setembro, com o que terminará um processo que durou cinco meses.

O anúncio foi realizado pela juíza Thokozile Masipa depois que a promotoria e a defesa terminaram suas alegações finais no processo contra o atleta paralímpica, que atirou em sua namorada no dia 14 de fevereiro de 2013.

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Pistorius disse que atirou por engano, pensando que havia um intruso em sua casa. A acusação alega que o atleta paralímpico matou intencionalmente Reeva após uma discussão. "O réu tentou matar um ser humano", disse o promotor Gerrie Nel. "Deve haver consequências".

Nel pediu que a juíza negue toda a defesa de Pistorius, por considerá-la uma mentira, e que o declare culpado de assassinato premeditado, uma acusação que acarreta uma sentença entre 25 anos de detenção e prisão perpétua.

Pistorius também pode ser condenado por uma acusação menor de homicídio ou homicídio imprudente, ambos puníveis com vários anos de prisão. A juíza poderia absolvê-lo se acreditar que ele simplesmente cometeu um erro fatal.

Barry Roux, advogado de defesa, disse que a deficiência de Pistorius o tornou particularmente vulnerável e ansioso em relação a criminosos ao longo dos anos, e o comparou a uma vítima de abuso que mata um abusador após um longo período de sofrimento.

As pernas de Pistorius foram amputadas quando ele era um bebê, e Roux afirmou que o

medo do atleta de ser atacado teve um papel fundamental no assassinato presumivelmente acidental. Depois dessas argumentações, em pouco mais de um mês, o futuro do atleta paralímpico será definido.

O advogado de Oscar Pistorius bateu a mão em uma mesa em um tribunal em Pretória, na África do Sul, nesta sexta-feira (8), para imitar o som que ele diz ter assustado o atleta paralímpico e o levado a disparar através da porta do banheiro da sua residência, matando Reeva Steenkamp, a sua namorada.

O chefe da equipe de advogados de defesa de Pistorius, Barry Roux, apresentou nesta sexta-feira suas alegações finais no julgamento do atleta paralímpico, acusado de premeditar o assassinato da sua namorada.

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"Você está ansioso. Você está treinado como um atleta. Ele está agora com o dedo no gatilho pronto para disparar", disse Roux, descrevendo a mentalidade de Pistorius no momento em que ele matou Reeva, no ano passado, supostamente por engano, ao confundi-la com um intruso. "Ele está la e...", continuou Roux, antes de bater na mesa, criando um som, para argumentar que Pistorius atirou em "reflexo".

O promotor-chefe rejeitou na quinta-feira a versão de Pistorius a classificando como "uma mentira elaborada" e pediu para a juíza Thokozile Masipa condená-lo por assassinato premeditado.

Pistorius se declarou inocente da acusação de homicídio e de outras três por uso de arma de fogo. Seu advogado, no entanto, admitiu que ele era culpado em uma dessas acusações, por ter de forma negligente disparado uma arma em um local público em um incidente em um restaurante semanas antes do assassinato. A promotoria tem usado essas acusações para definir Pistorius como alguém obcecado por armas, não a figura vulnerável que a sua defesa invoca.

Nesta sexta-feira, Roux também disse que a deficiência de Pistorius, que teve as duas pernas amputadas quando era um bebê, o torna particularmente vulnerável em relação aos crimes, o comparando com uma vítima de abuso que mata um abusador após um longo período de sofrimento.

"Eu não tenho pernas, eu não posso fugir", disse Roux para tentar explicar a decisão de Pistorius de ir ao banheiro e confrontar o suposto intruso em vez de fugir, uma decisão que a acusação diz mostrar que o atleta queria matar alguém e assim é culpado de assassinato.

Referindo-se a alguns dos argumentos da defesa, Roux disse que há contradições no depoimento de alguns vizinhos, que disseram ter ouvido uma mulher gritando na noite em que Pistorius atirou em Reeva, sugerindo uma briga. O advogado afirmou que os gritos agudos vieram de Pistorius pedindo ajuda após os disparos.

Roux também alegou que itens no quarto de Pistorius, perto do banheiro onde ele matou Reeva, podem ter sido movidos, adulterando provas. "Não houve respeito pela cena", disse.

A casa de Pretória onde o campeão paralímpico sul-africano Oscar Pistorius matou sua namorada, Reeva Steenkamp, em 2013, foi vendida por 4,5 milhões de rands (420.000 dólares), uma soma inferior à esperada, anunciou nesta sexta-feira (1°) a agência imobiliária encarregada da venda.

Pistorius esperava vendê-la por cinco milhões de rands (465.000 dólares), declarou à AFP Ansie Louw, a responsável pela venda da casa, situada em um bairro de luxo de Pretória.

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Seu comprador, o consultor em mineração Louwtjie Louwrens, fez um bom negócio, já que em 2011 estava avaliada em seis milhões de rands, indicaram especialistas.

Pistorius precisou vender a casa para poder pagar os advogados que o defendem no julgamento pelo assassinato de sua namorada. O julgamento deve, a princípio, ser retomado na próxima semana.

Pistorius, que se declara inocente da acusação de assassinato, pode ser condenado a 25 anos de prisão.

A família de Oscar Pistorius admitiu nesta terça-feira (15) que o atleta paralímpico se envolveu em uma briga no último fim de semana em uma casa noturna. A versão apresentada pelos seus parentes da confusão, porém, difere da que foi dada pelo homem envolvido na briga.

Segundo a sua família, Pistorius foi com um primo para uma boate em Johannesburgo no sábado e acabou sendo abordado por um homem que perguntou-lhe de forma agressiva sobre o seu julgamento por assassinato. O homem deu uma versão diferente, dizendo que o atleta paralímpico estava bêbado e insultou seus amigos. Por isso, acabou empurrando Pistorius, de acordo com declarações divulgadas pelo jornal sul-africano The Star.

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Independentemente de quem começou a discussão, o episódio do fim de semana volta a levantar questionamentos sobre o caráter de Pistorius, que está sendo julgado pelo assassinato de Reeva Steenkamp, sua namorada, ocorrido no dia 14 de fevereiro de 2013.

Livre sob fiança, Pistorius alega que confundiu a modelo com um invasor na sua casa e disparou através da porta do banheiro. A promotoria, por sua vez, o qualifica como um sujeito nervoso, obcecado por armas e que atirou em Reeve após uma briga do casal, o acusando de assassinato premeditado.

No momento, o julgamento de Pistorius está paralisado. A juíza do Tribunal Superior de Pretória Thokozile Masipa adiou a decisão final para os dias 7 e 8 de agosto, quando os dois lados vão expor suas últimas alegações para que o veredicto finalmente seja dado. Pistorius havia sido proibido de consumir álcool nas condições em que a fiança foi dada, mas isso acabou sendo revogado após pedido da defesa.

De acordo com a porta-voz da família de Pistorius, Anneliese Burgess, o atleta paralímpico estava sentado no setor VIP da boate antes de ser abordado. "O indivíduo, de acordo com o meu cliente, começou a interrogá-lo de forma agressiva sobre assuntos relacionados com o julgamento. Uma discussão se seguiu, durante a qual o meu cliente pediu para ser deixado em paz", disse, em um comunicado. "Oscar deixou logo depois o local com seu primo. Meu cliente lamenta a decisão de ir a um espaço público atraindo, assim, a atenção indesejada", completou.

O homem que discutia com Pistorius é Jared Mortimer, de acordo com o The Star. "Ele estava bêbado, mas não estava ruim. Estávamos bebendo tequila e ainda me lembro de ter largando a minha bebida, dizendo que eu não podia beber enquanto ele falava assim dos meus amigos", afirmou.

Segundo Mortimer, Pistorius também insultou a família do presidente sul-Africano, Jacob Zuma. "Ele estava perto do meu rosto e naquele ponto eu o empurrei para deixá-lo longe de mim. A cadeira estava atrás de suas pernas e ele caiu no chão", relatou.

Oscar Pistorius, que está sendo julgado em Pretória após ser acusado de premeditar o assassinato de sua namorada, Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013, está passando por um processo de estresse que aumenta o risco de o astro paralímpico de suicidar. Essa possibilidade foi apontada por um relatório feito por um psiquiatra, lido nesta quarta-feira por Barry Roux, principal advogado de defesa do velocista sul-africano.

Roux leu trechos do relatório, cujo teor indica que o corredor biamputado sofre de depressão e síndrome de estresse pós-traumático. Além disso, o informe médico diz que "é provável que sua condição piore" se ele interromper o tratamento psicológico que vem recebendo.

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O relatório foi elaborado após um período de observação de 30 dias em um hospital psiquiátrico da África do Sul, sendo que outros três psiquiatras também produziram um outro informe médico sobre o atleta.

Os especialistas concluíram que Pistorius não sofria de distúrbios mentais quando disparou com uma arma contra a porta do banheiro onde estava Reeva Steenkamp, morta a tiros pelo namorado, que alega ter a confundido com um suposto invasor em sua residência. A promotoria, porém, acusa o astro de ter premeditado o assassinato ao matá-la após uma forte discussão do casal.

O tribunal de Pretória que julga Pistorius ordenou que a condição psicológica do atleta fosse avaliada depois que um psiquiatra citado pela defesa disse que seu cliente sofria com um transtorno de ansiedade. Transtorno este que poderia ter influído em suas ações na noite em que matou Steenkamp.

O relatório médico revelado nesta quarta apontou que Pistorius não tinha um histórico clínico de "agressão anormal ou violência explosiva", mas sim de insegurança e sentimentos de vulnerabilidade. A promotoria, entretanto, vê o velocista como um homem egoísta e ciumento, que tem paixão por armas e por conduzir carros em alta velocidade.

Para completar, um médico que já tratou de Pistorius disse que o mesmo sofre de tremores nas mãos e de um distúrbio do sono que requer o uso de medicação para poder dormir. Wayne Derman, professor de medicina esportiva na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, declarou que o astro é "hiper vigilante" e inquieto e que, com frequência, olha ao seu redor pelo temor de possíveis ameaças.

Atleta mundialmente admirado antes de ter atirado contra a sua namorada, o sul-africano que competia com auxílio de próteses nas duas pernas viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

Oscar Pistorius vai começar um período de avaliação psiquiátrica em uma instituição estatal na próxima semana por determinação da juíza responsável pelo seu julgamento pelo assassinato da modelo Reeva Steenkamp. Assim, Thokozile Masipa também anunciou o adiamento do processo até o dia 30 de junho.

A juíza leu nesta terça-feira a sua determinação de que o atleta paralímpico deve se apresentar às 9 horas (locais) da próxima segunda-feira em todos os dias seguintes no hospital psiquiátrico Weskoppies em Pretória.

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Pistorius será tratado como paciente externo, ordenou Masipa, e terá permissão para deixar o local às 16 horas ou quando "for autorizado formalmente" pelos responsáveis do hospital. Seu período de avaliação não vai durar mais de 30 dias, disse a juíza, e dependerá de quanto tempo necessitará um painel de quatro especialistas na elaboração de um informe para o tribunal.

Um psiquiatra chamado pelos advogados de defesa de Pistorius declarou na semana passada acreditar que o velocista sofre de transtorno de ansiedade desde a infância, o que poderia ter influenciado no assassinato da sua namorada no ano passado. Isso levou a procuradoria a pedir a realização de avaliação psiquiátrica.

A juíza disse que o grupo de psiquiatras e psicólogos determinará se algum tipo de doença mental pode afetar a capacidade de Pistorius ser "criminalmente responsável" pelo assassinato de Reeva. Ela explicou que o grupo avaliará "se ele era capaz de avaliar o erro dos seu ator ou agir de acordo com a avaliação do erro de seu ato".

Pistorius diz que atirou por engano em Reeva através da porta do banheiro de sua casa na madrugada de 14 de fevereiro de 2013 ao confundi-la com um intruso que acreditava ter entrado em sua casa. A testemunha de defesa Merrill Vorster, uma psiquiatra, disse que Pistorius sofre de transtorno de ansiedade generalizada e seu aparente medo a crimes violentos e sua vulnerabilidade por ter sofrido a amputação de suas pernas pode, ter contribuído para o assassinato.

O atleta paralímpico poderia ser até absolvido se for concluído que padece de suas faculdades mentais. Isso pode também ser usado pela defesa para pedir uma pena mais leve no caso de Pistorius ser condenado por homicídio.

O promotor Gerrie Nel pediu nesta terça-feira, em mais um dia do julgamento de Oscar Pistorius pelo assassinato de Reeva Steenkamp, que o atleta paralímpico seja colocado sob avaliação psiquiátrica em um hospital durante 30 dias após um especialista declarar que o astro sul-africano sofre de um grave transtorno de ansiedade.

Nel fez o pedido na sequência do testemunho dado na última segunda-feira por Merryll Vorster, um psiquiatra apresentado pela defesa. Vorster declarou que a desordem por ele diagnosticada em Pistorius pode ter desempenhado um papel fundamental no seu ato de disparar contra Reeva, a sua namorada, em 14 de fevereiro de 2013.

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O promotor reconheceu nesta terça-feira que a avaliação do estado psicológico de Pistorius pode significar mais um adiamento do julgamento, iniciado em 3 de março. A juíza Thokozile Masipa, então, afirmou que vai se pronunciar sobre a solicitação de Nel na manhã desta quarta-feira.

Nel questionou a razão para a defesa optar pelo depoimento de um psiquiatra. O promotor, inclusive, insinuou que os advogados de Pistorius estão tentando forçar a ideia de que uma doença contribuiu para os disparos, com a intenção de que o atleta paralímpico tenha menos responsabilidade sobre o assassinato. Assim, Nel tenta repelir qualquer tentativa da defesa de mostrar que o júri deveria ser condescendente com Pistorius em razão de sua suposta condição mental, que teria afetado os seus atos.

Pistorius afirma que confundiu Reeva com um intruso quando ele atirou através da porta fechada do banheiro da sua residência. Já os promotores defendem que ele matou a sua namorada após uma discussão.

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