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Continua até segunda-feira (28) a Semana de Moda de Milão que apresenta a temporada outono-inverno 2022 de criações de estilistas para marcas de luxo. Na última quarta (23), a estilista Kim Jones revisitou os arquivos da Fendi para inspiração nas criações atuais para a grife italiana na semana de moda.

No desfile da Fendi, que é parte do acumulado de luxo LVMH, a modelo Bella Hadid abriu o show usando um vestido rosa claro de chiffon, combinando com uma jaqueta cropped de pelo e longas luvas verdes de caxemira. O look foi o primeiro de muitos designs com chiffon na coleção, incluindo blusas transparentes, calças e macacões, adornados com babados ondulados ou padrões, e por vezes escondidos por roupas de tweed. 

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O diretor artístico de costura e vestuário feminino da Fendi, Kim Jones, conta que buscou os arquivos da marca após ver a designer de joias, Delfina Delettrez, usando uma blusa antiga de estampa Memphis que pertencia à sua mãe. Jones trabalha com a mãe de Delettrez e com a fundadora da marca, Silvia Venturini Fendi, que se encarrega do vestuário masculino e acessórios na marca de seda em Roma. 

Outras marcas que desfilam presencialmente este ano são Prada, Versace, Giorgio Armani e Dolce&Gabbana.

Por Camily Maciel

 

 

 

A grife Atelieria Bridal & Wedding, das irmãs Karen e Xu Tognato, na sede em Itajaí (SC), foi uma das escolhidas para participar do Flying Solo, um desfile da Paris Fashion Week que apresenta novos talentos do design de moda para o mercado internacional. O evento irá ocorrer na passarela do salão neoclássico da Galerie Bourbon, perto da Champs-Élysées, em Paris, na noite de 28 de fevereiro. A marca é a única representante no sul do país, ao lado de outros designers do mundo. 

Durante o desfile a marca apresentará oito vestidos de noivas em tons Off-White. Após o evento, as peças estarão disponíveis à venda no site da marca www.atelieria.com.br Possui vestidos autênticos e feitos à mão, assinados pelas fundadoras e os modelos chamam a atenção por causa da modelagem, combinação de sedas, rendas francesas e tules com bordados empedrarias e joias aplicadas.

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Desde 2007, a Atelieria trabalha com a confecção de vestidos noivas, festas e acessórios feitos artesanalmente. Os vestidos noivas e de festa são pensados nos mínimos detalhes, que fazem a peça ser exclusiva. As irmãs Tognato desenvolvem um trabalho que utiliza tecidos com detalhes bordados manuais. A Atelieria também possui aluguel de acessórios e vestidos de noivas, daminhas e madrinhas. 

“Para nós, é motivo de muito orgulho representar o Brasil pela segunda vez, mostrando o universo de noivas que fazemos com muito orgulho através das nossas criações. De Itajaí para as passarelas do Flying Solo, durante a Semana de Moda de Paris é, sem dúvida, um evento que reúne designers de todo o mundo em um lugar icônico, a poucos minutos de uma das mais prestigiadas avenidas de Paris, na França” explicam as irmãs Karen e Xu Tognato, fundadoras da Atelieria.

Por Camily Maciel

 

 

 

 

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O curso de Moda da UNAMA – Universidade da Amazônia promoveu na última sexta-feira (18), no Espaço Multiuso da instituição, na unidade Alcindo Cacela, em Belém, a exposição “Revestir”, criada pela designer Graça Arruda. O trabalho tem como objetivo reafirmar o conceito de sustentabilidade na moda.

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O projeto foi criado pela designer Graça Arruda, dona da marca sustentável Madame Floresta. A ideia da estilista é reforçar a conscientização da sustentabilidade na moda e mostrar que existe a possibilidade de trabalhar com matérias-primas reaproveitadas. 

“A importância desse projeto é exatamente conscientizar de que não se precisa comprar matéria-prima nova, e o que temos pode ser transformado no processo que conhecemos como Upcycling”, diz a professora e coordenadora do curso de Moda da UNAMA, Felicia Assmar Maia.

Mestra em artes pela PPGArtes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Felicia Assmar Maia destaca a importância da sustentabilidade no universo da moda, como a proposta de reutilização de jeans usados para a confecção de roupas e outros acessórios. “Para a moda sustentável, ainda existem alguns entraves. Dentre eles é o que as pessoas acreditam que moda sustentável é de segunda qualidade por ser um reaproveitamento”, destaca a especialista.

A moda vem passando por grandes mudanças, fruto de questionamentos sobre o consumo exagerado e predatório pelo ser humano. A sustentabilidade na moda é vista com um conceito amplo e, com a ideia de reaproveitamento, pretende desestimular o descarte de produtos poluidores no planeta.  

“Tem o conceito de reutilizar matérias-primas menos nocivas ao meio ambiente, e o conceito do ser humano trabalhando e sendo respeitado e estando de forma produtiva na cadeia de trabalho, de forma digna”, diz a professora Felicia.

O conceito de sustentabilidade na moda não é novo. Existe um movimento, “Fashion Revolution”, que surgiu em 2012 e que agrega o trabalho dos pequenos produtores.

A exposição “Revestir”, assinala Felicia Maia, apresenta jeans que já não tinham mais serventia para as pessoas que os utilizavam. Eles foram transformados em novas peças de roupas e ganham um contexto novo e um conceito de moda e passam a ser um objeto de desejo para as pessoas. 

Também chamado de “movimento Slow Fashion” ou “movimento de Maker”, o Upcycling é uma tendência que surgiu nos anos 90 por uma necessidade de inovação e mudança de comportamento. Apesar da origem antiga, o conceito chegou ao Brasil recentemente e tem grandes chances de ficar.

A tendência de buscar formas conscientes de fazer e consumir moda tem revelado a preferência do mercado por produção local e artesanal, no modelo “Slow Fashion”, com matérias-primas menos nocivas ao planeta.

"O processo de Upcycling é o aproveitamento de roupas que seriam descartadas e que ganham uma nova vida. Quando termina o ciclo de vida de uma roupa, ela volta e renasce e passa a ter uma nova história”, afirmou Felicia.

A exposição pode ser vista na UNAMA Alcindo Cacela, no Espaço Multiuso, até 10 de março.

Por Amanda Martins e Clóvis de Senna (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel).

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A Semana de Moda de Londres começa nesta sexta-feira (18) com cinco dias de desfiles de suas coleções outono/inverno 2022, com as ausências de Burberry e Victoria Beckham, que deixam o protagonismo para estilistas emergentes, como o espanhol Javier Aparici.

No ano passado, por volta da mesma data, o evento foi realizado em formato 100% virtual, já que os desfiles com público estavam proibidos em um Reino Unido em confinamento total por causa da pandemia da Covid-19.

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Desta vez, a programação terá 37 desfiles públicos, incluindo a presença de marcas consagradas como Simone Rocha, Molly Goddard, Roksanda, Erdem e Rejina Pyo.

Já os habituais grandes nomes da passarela londrina, como Victoria Beckham e Burberry, não estarão presentes. Esta última anunciou que fará um desfile de sua coleção outono/inverno 2022 fora do programa, em 11 de março, na capital.

Outros estilistas preferem manter o formato digital, como a rainha do punk Vivienne Westwood, que apresentará suas últimas criações em um vídeo.

Moda sustentável "made in Spain"

O jovem Aparici, de 28 anos, que deixou o setor financeiro para seguir carreira na moda, abrirá os desfiles com sua empresa de roupas sustentáveis SOHUMAN. Com sua marca de moda sustentável, ele promete uma "transparência radical".

Este espanhol de Valência começou desenhando camisetas, que se tornaram extremamente populares em 2019 no país, depois de serem usadas por competidores no programa de televisão Operación Triunfo, antes de passar para prêt-à-porter "made in Spain".

Para marcas emergentes como a SOHUMAN, a Semana de Moda de Londres representa uma oportunidade ímpar para fazer seu nome, como aconteceu com o jovem albanês Nensi Dojaka, vencedor, em 2021, do prêmio LVMH para jovens talentos.

Esses estilistas emergentes são, muitas vezes, egressos da prestigiosa escola de moda Central Saint Martins, ou estão entre os criadores selecionados pela incubadora de talentos Fashion East, cujos desfiles serão no domingo (20).

Entre os principais estilistas de moda sustentável, a britânica Bethany Williams e o irlandês Richard Malone apresentarão suas criações na terça-feira (22).

O público poderá acompanhar os desfiles, ao vivo ou gravados, pela plataforma digital lançada pela Semana de Moda de Londres em junho de 2020, em plena pandemia.

Também com a intenção de alcançar o restante do mundo, a sérvia Roksanda Ilincic apresentará um look demi-couture em forma de NFT criado pelo Institute of Digital Fashion.

"Anos muito difíceis"

Depois de ser duramente atingida pela crise sanitária mundial, a indústria da moda britânica, que empregava cerca de 890 mil pessoas em 2019, agora tenta se recuperar.

Entrevistada pela AFP, a diretora-executiva do British Fashion Council, Caroline Rush, reconheceu que foram "anos muito difíceis", durante os quais os efeitos do Brexit se somaram ao impacto do coronavírus.

A saída britânica da União Europeia, cujas consequências foram plenamente observadas em 31 de janeiro de 2020, "continua sendo um desafio para a indústria da moda, seja por tarifas, burocracia, ou vistos para pessoas trabalharem em diferentes países", explica Caroline.

Em relação à situação sanitária, o levantamento das restrições em muitos países está permitindo o retorno de um público internacional.

"Não teremos pessoas de muitos países asiáticos, que ainda não podem viajar, mas eles têm representantes no Reino Unido. Então você ainda pode fazer negócios e ver coleções", acrescenta.

Um relatório publicado no ano passado pela Oxford Economics para a Creative Industries Federation e para a Creative England afirmava que, "com o investimento certo", o setor criativo pode se recuperar mais rapidamente do que a economia britânica como um todo.

O estudo prevê que o setor crescerá mais de 26% até 2025 e contribuirá com 132,1 bilhões de libras (cerca de US$ 180 bilhões) para a economia britânica. Isso representa mais de 28 bilhões de libras a mais do que em 2020.

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A moda na atualidade vem passando por grandes mudanças, fruto de questionamentos sobre o consumo exagerado e predatório do meio ambiente e do ser humano. A tendência de buscar formas conscientes de fazer e consumir moda tem revelado a preferência do mercado por produção local e artesanal, no modelo slow fashion, com matéria-prima menos nociva ao planeta.

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Nesse sentido, o curso de Moda da UNAMA - Universidade da Amazônia promove a exposição"Revestir", da estilista e designer Graça Arruda, criadora da grife Madame Floresta. Os trabalhos podem ser vistos a partir desta sexta-feira (18), no Espaço Multiuso da UNAMA Alcindo Cacela.

Mestra em Artes pelo PPGArtes da Universidade Federal do Pará (2014), especialista em Cultura de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (2008), coordenadora do Amazônia Fashion Week e do curso de Moda da UNAMA, a professora Felícia Maia destaca a importância da sustentabilidade no universo da moda, como a proposta de reutilização de jeans usados para a confecção de roupas, acessórios, calçados almofadas e tapetes.

Da Redação do LeiaJá.

Entre esculturas e móveis de época, o Museu Metropolitano de Nova York (MET) prepara uma antologia da moda nos Estados Unidos, segunda parte de um projeto que explora a alta-costura local por meio de uma série de vestidos lendários e seus estilistas desde o século XIX até meados do século XX.

Embora a exposição abra em 7 de maio, os organizadores ofereceram nesta terça-feira (15) um aperitivo da mesma, na presença de grandes nomes da moda, como a eterna diretora da revista "Vogue", Anna Wintour.

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O projeto é desenvolvido em colaboração com o Costume Institute, que promove as cerimônias de gala do MET. Enquanto a primeira parte ("Na América: Um Léxico da Moda") explorava a "nova linguagem da moda americana", a segunda ("América: Uma Antologia da Moda") revela narrativas da alfaiataria filtradas pela imaginação dos diretores de cinema mais visionários dos Estados Unidos", explica o curador do Costume Institute, Andrew Bolton.

Estilistas e marcas como Marguery Bolhagen, Brooks Brothers, Elizabeth Hawes, Eta Hentz, L.P. Hollander & Co, Charles James, Anne Klein, Ann Lowe, Claire McCardell, Lucie Monnay, Lloyd "Kiva" New, Madame Olympe, Oscar de la Renta, Nettie Rosenstein, Herman Rossberg e Jessie Franklin Turner estarão representados nesta edição.

Ao todo, uma centena de vestidos femininos e roupas masculinas, do período que vai do século XIX a meados do século XX, serão expostos nas salas do museu dedicadas à cultura americana, em uma recriação do passado social e político, mas também cultural, e do design através do mobiliário e das roupas.

Com a exposição, o MET parece recuperar a normalidade rompida pela pandemia. A atração é o último capítulo de uma trilogia apresentada pelo Costume Institute, que começou com "Ligações Perigosas: Moda e Mobília no Século XVIII" (2004) e “AngloMania: Tradição e Transgressão” (2006).

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Pernambuco anunciou a realização da Semana da Moda, entre os dias 7 e 11 de fevereiro. O evento marcará o lançamento do novo Programa Varejo Criativo de Moda, no qual serão realizadas diversas atividades voltadas à profissionalização dos empreendedores do Recife e da Região Metropolitana, bem como ao incentivo da inovação e transformação digital no setor.

Totalmente gratuita, a iniciativa é ideal para pequenos negócios no segmento de varejo da moda, como vestuário, acessórios, calçados, bijuterias, entre outros itens. De acordo com o Sebrae, podem participar tanto empreendedores em crescimento, pessoas que pretendem empreender em algum momento e também empreendedores que buscam emergir seu negócio na transformação digital.

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A semana contará com diversos eventos como palestras, oficinas e mentorias, que têm o objetivo de acrescentar conhecimentos e experiências práticas na gestão de moda aos participantes. As temáticas do evento giram em torno de tópicos como psicologia das cores, fornecedores de moda - construindo parcerias de sucesso, moda e fluxo de caixa, fotografia de produto, como definir preço de vendas, entre outros.

Enquanto ao programa Varejo Criativo de Moda, o Sebrae pretende, após a realização do evento, dar continuidade às programações educativas com a implementação de conteúdos voltados ao ramo do varejo de moda, como capacitações, cursos, conteúdos informativos e espaço para network.

Para participar da Semana da Moda, basta conferir as opções de atividades disponíveis no site do Sebrae e realizar as inscrições de forma gratuita. Na página, também é possível conferir o horário e dia de cada evento, que serão realizados de forma presencial com transmissão on-line.

Serviço

Semana da Moda

Evento presencial no Sebrae -  Recife - PE

Endereço: R. Tabaiares, 360 - Ilha do Retiro, Recife - PE, 50750-230

O estilista francês Thierry Mugler, que reinou na indústria da moda na década de 1980, faleceu aos 73 anos, no domingo (23), de "causas naturais" aos 73 anos - informou seu porta-voz, Jean-Baptiste Rougeot.

"Estamos arrasados de anunciar a morte do sr. Manfred Thierry Mugler no domingo, 23 de janeiro de 2022", afirma um comunicado divulgado na conta do estilista no Facebook.

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Rougeot disse que o estilista planejava anunciar novas colaborações esta semana.

Mugler foi conhecido por suas coleções ousadas que definiram o estilo dos anos 1980, com roupas que se destacavam por sua estrutura e silhuetas estilizadas.

Anos depois vestiu Beyoncé e Lady Gaga e, em 2019, saiu da aposentadoria para criar o figurino de Kim Kardashian para o Met Gala.

Nascido em Estrasburgo em dezembro de 1948, chegou a Paris aos 20 anos e criou sua marca, a "Café de Paris", em 1973, um ano antes de fundar a marca "Thierry Mugler".

Organizou desfiles públicos espetaculares para suas criações e foi reconhecido por seu perfume "Angel".

Quem mora no Nordeste tem a sorte do sol atravessar as estações e se fazer presente quase todos os dias. Para reverenciar esse calor atemporal, mais forte entre o fim e o início do ano, e apresentar as novidades para a temporada, os corações solares da Rota do Mar prepararam a campanha Alumiô. As peças trazem cores e elementos afetivos desenhados para representar a arquitetura e a poesia do verão.

Os tecidos usados na coleção são leves. O mar é o pano de fundo para as peças, que vêm trabalhadas com quatro famílias de estampas de cenários que remetem ao ambiente praieiro e a elementos tropicais, como frutas e folhagens. As bases das estampas são azul marinho, pretas ou em um degradê que mistura os tons frios e quentes do amanhecer ao pôr do sol. O off-white também está presente, assim como o laranja, o mostarda, tons de vermelho, rosa e verde.

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Além de focar nas suas peças carro-chave – t-shirts em malha, short vôlei e board shorts –, que ganham nova linguagem, a Rota do Mar traz como novidades quimonos e pareôs agênero, com modelagem mais larga e fluida, e reforça a presença de conjuntos com a mesma estampa. Novidade das últimas coleções que está ganhando força a cada temporada.

Confira a campanha:

Da assessoria

Quando vai se aproximando o réveillon, homens e mulheres se preparam para fazer deste momento um empurrãozinho ao sucesso do ano que chega. Muitos se vestem de amarelo, pois dizem que atrai dinheiro; outros usam vermelho, na intenção de conquistar o amor verdadeiro. O LeiaJá preparou uma lista com as cores e seus significados. Confira:

Branco – um clássico para qualquer ano, simboliza a paz e purificação.

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Vermelho - a cor simboliza o amor e paixão, como também amor e desejo.

Amarelo – representa o ouro, indicando riqueza, dinheiro e sucesso.

Verde – uma cor leve que representa saúde, sorte, harmonia e esperança.

Azul – representando a tranquilidade, bem-estar, serenidade e paciência,

Laranja – cor da alegria, energia, entusiasmo e ânimo.

Roxo – cor que representa o respeito. Ideal para dar a volta por cima em 2022.

Rosa – a cor que representa a beleza feminina, o amor de casais e o amor próprio.

Recentemente foi realizada a 52ª edição do São Paulo Fashion Week (SPFW). O evento aconteceu de forma híbrida e marcou pela diversidade, já que foram apresentados modelos de todos os tamanhos, cores e gêneros, o que agitou as redes sociais. Assim, abre-se a discussão sobre o papel da moda e como ela pode servir para abraçar todos os tipos de pessoas, desconstruindo estereótipos de beleza.

De acordo com Beatriz Garcia Damasceno, especialista da moda no Senac Lapa Faustolo (SP), não existe apenas uma definição sobre o conceito da moda. “Não podemos dizer que a moda é definida por uma única palavra, ela é múltipla e abrange várias áreas do saber humano. Moda é comportamento, arte, negócio, dinheiro, política, tendência e movimento. É a expressão cultural de um determinado período”, explica.

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A especialista conta que todos querem se sentir bem vestidos e olhar para o espelho com o desejo de sentir a autoestima elevada. Desta forma, a moda tem o papel de pensar em soluções que atendam às demandas dos múltiplos corpos, a fim de abraçar de vez a diversidade que compõe uma sociedade.

Vale lembrar que, a moda não tem o poder de decidir o que é politicamente certo, nem ao menos definir um padrão de beleza. Segundo Beatriz, a arte de se vestir, conhecida também como indumentária, é apenas um dos elementos que ajudam a trazer uma tendência para uma próxima estação ou ano. “O certo e o belo, é aquilo que te faz bem. Aquilo que funciona para o seu estilo e aquilo que te faz sorrir”, esclarece.

Portanto, pode ser considerada uma contradição quando a moda passa a não valer para determinados grupos sociais ou ser excludente. “No mundo atual, a exclusão de um grupo não faz sentido, não temos a possibilidade de apertar um botão ‘delete’ e fazer com que pessoas sejam apagadas do mundo. Excluir qualquer tipo de grupo é fora de moda”, afirma.

Inclusão na moda

Não é de hoje que grandes eventos procuram abraçar todos os tipos de pessoas na moda. O SPFW por exemplo, desde 2009 estabeleceu uma cota mínima de 10% para modelos negros, afrodescendentes e indígenas nos desfiles, e segundo a especialista, esta é uma medida importante para estimular a participação racial no evento, para confirmar de vez um compromisso com classes de pessoas consideradas minorias.

Vale lembrar que em 2020 também o SPFW determinou que pelo menos 50% dos modelos deveriam ser compostos por negros, indígenas e asiáticos. “Foi um movimento inédito no cenário da moda e repercutiu no mundo inteiro. O resultado dessas iniciativas é nítido: uma passarela mais verossímil e condizente com a nossa realidade”, finaliza.

 

 

Nesta quinta-feira (18), Mônica Martelli usou as redes sociais para falar de sua participação no São Paulo Fashion Week. A atriz e apresentadora vibrou ao marcar presença nas passarelas no evento de moda, representando a grife Lilly Sarti. "Ontem foi minha estreia desfilando no São Paulo Fashion Week para a Lilly Sarti", escreveu ela, na legenda da publicação.

"Que saudade estava dessa adrenalina de esperar para 'entrar em cena'. [...] Foi tudo incrível", finalizou. Assim que falou da emoção do desfile, Mônica colecionou mensagens carinhosas dos fãs e de famosas como Astrid Fontenelle, Tatá Werneck, Fabiana Karla, Mayana Neiva, Daniella Sarahyba e Alexia Dechamps.

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Pouco antes de desfilar para a marca, Mônica Martelli falou sobre a experiência no SPFW. "Conquistei muitas coisas na minha vida graças ao trabalho. Escrevo peças, faço filmes, apresento programa de TV e sempre rodei o Brasil lotando teatros. Desfilar será mais uma experiência que tenho certeza que me trará muita alegria. Sou fã da moda e acredito… A passarela é um palco", disse, em entrevista ao Gshow.

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A partir da sexta-feira (29), o Shopping RioMar, localizado na Zona Sul do Recife, recebe a 17ª edição da OutFashion Recife. O evento conta com atendimentos voltados para micro e pequeno empreendedor e quem está em busca de abrir o próprio negócio. Ao todo, serão três dias de feira e para participar, os interessados precisam efetuar o pagamento no valor de R$ 5 ou doar 1kg de alimento não perecível.

Entre os atendimentos oferecidos na OutFashion Recife estão o Programa Crédito Popular do Recife (CredPop Recife), Sala do Empreendedor da Prefeitura da capital pernambucana, a plataforma recém-lançada, GO Recife e ações promovidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

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Além disso, o evento reunirá 150 marcas de pequenos empreendedores em um bazar com produtos a partir de R$ 5 e descontos que variam entre 70% e 90%. O bazar também contará com opções de produtos para pet.

Serviço

OutFashion Recife

Shopping RioMar - Avenida República do Líbano, 251, Pina

Sexta-feira (29) a domingo (31), 12h às 21h

R$ 5 ou 1kg de alimento não perecível

O Shopping Patteo Olinda promove, desta quinta-feira (21) até domingo (24), a última edição deste ano do Brechó dos Bloggers, evento solidário que reúne roupas e acessórios de influenciadores convidados com preços a partir de R$10 e parte da renda revertida para projetos sociais. O Instituto Juventude Criativa, que atua em diversas comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica no município de São Lourenço da Mata, será o beneficiado deste mês.

A loja pop-up, que recebe diariamente, durante o evento, novas peças como roupas, sapatos e acessórios para reposição, tanto para o público feminino quanto para o masculino, está localizada no piso L1 do Patteo Olinda. O horário de funcionamento é das 13h às 22h na quinta e sexta-feira, e das 13h às 21h no sábado e domingo. A entrada é gratuita. O Shopping Patteo Olinda fica na Rua Carmelita Soares Muniz de Araújo, nº 225, em Casa Caiada.

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Sobre o Instituto Juventude Criativa

Fundado em 2015 por um grupo de jovens do município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, o Instituto Juventude Criativa promove e apoia ações que incentivam o desenvolvimento cultural, econômico, social, esportivo e ambiental das comunidades inseridas no projeto, fortalecendo a cidadania e melhorando a qualidade de vida das crianças, jovens e adultos atendidos. Mais informações sobre a instituição estão disponíveis na página oficial no Instagram.

*Da assessoria

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Pernambuco oferece sete cursos nas áreas de beleza, moda e estética. Todas as formações serão realizadas na Unidade de Imagem Pessoal, localizada no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

As inscrições para os cursos podem ser feitas por meio do site da instituição ou presencialmente, na Central de Atendimento Senac (CAS), na Avenida Visconde de Suassuna, 500, Santo Amaro, de segunda a sexta, das 8h às 21h e aos sábados das 8h30 às 12h. 

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As formações são em cabeleireiro, massagista, técnico em estética, básico de depilação, penteados, gestão e inovação em salão de beleza e modelagem avançada. As aulas estão previstas ainda para o mês de outubro e acontecerão presencialmente, no entanto, com possibilidade de encontros remotos. Confira a listas dos cursos e informações:

Gestão e Inovação em Salão de Beleza – 15h

Investimento: 3 x R$ 53

Período: 19/10/2021 a 22/10/2021

Horário: 18h às 22h

Cabeleireiro - 400h

Investimento: 12 x R$ 204,46

Período: 19/10/2021 a 26/05/2022

Horário: 18h às 22h

Penteados – 16h

Investimento: 6 x R$ 63,33

Período: 19/10/2021 a 22/10/2021

Horário: 13h às 17h

Básico de Depilação - 40h

Investimento: 6 X R$ 75

Período: 19/10/2021 a 01/11/2021

Horário: 8h às 12h

Modelagem Avançada – 45h

Investimento: 6 x R$ 63,34

Período: 19/10/2021 a 18/11/2021

Horário: segundas, terças e quintas, 18h às 22h

Massagista – 240h

Investimento: 12 x R$ 118,34

Período: 25/10/2021 a 27/01/2022

Horário: 13h às 17h

Técnico em Estética (módulo 1) – 666h

Investimento: 12 x R$ 342,02

Período: 25/10/2021 a 24/01/2023

Horário: 08h às 12h

 

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A professora, criadora e pesquisadora Yorrana Maia está apresentando um novo método para a criação de coleções autorais de moda no “MODA-C: o novo MÉTODO 5C para dominar o processo de criação de coleções”. O lançamento será nesta quinta-feira (14), no Instagram, às 19 horas, e também presencialmente na sexta-feira (15), na Casa NaMata, em Belém, a partir das 17 horas.

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A obra, contemplada pela Lei Aldir Blanc de Moda e Design do Pará, carrega um conjunto de conteúdos ministrados em sala de aula por Yorrana no curso de Moda da UNAMA - Universidade da Amazônia, sobre Criatividade, Pesquisa e Criação de Moda, Pesquisa de Tendências e Consumo de Moda e Planejamento e Desenvolvimento de Coleção.

A professora revela que sempre teve vontade de escrever um livro, e que se sentiu preparada para organizar um passo a passo e um método que surgisse a partir das disciplinas. “Para mim foi uma experiência única, como se eu estivesse de fato fechando um ciclo superimportante dentro da minha carreira, ensinando moda há 12 anos”, conta.

Segundo Yorrana, a principal proposta do livro foi criar um método para que as pessoas que pensam em construir uma coleção possam ter esses processos de construção, criação, planejamento e coleção organizados passo a passo. “Muita coisa eu fui melhorando dentro desses meus processos até chegar nesse método que organiza esse conteúdo”, complementa.

A professora conta que chegou ao método por meio de estudos e pesquisas. “É uma compilação que traz esse meu olhar, tanto teórico como pesquisadora, quanto o prático de sala de aula, através de ferramentas que eu acredito que funcionem para uma pessoa que pretende desenvolver coleções de moda autorais”, afirma.

Yorrana ressalta que aprendeu bastante durante o processo de criação do livro, que ela acredita ser o resultado de uma maturidade ao longo de sua trajetória. Para ela, o grande aprendizado gerado pela organização da obra foi a conexão entre a criação, a comercialização, a técnica e a comunicação, principalmente no meio digital – aspectos necessários para o mercado da moda.

Yorrana fala sobre a complexidade do segmento. Ela acredita que um criador tem mais chances de ter uma marca bem-sucedida e viver da moda quando ele consegue ter uma visão sistêmica. “O meu sonho sempre é que os meus alunos e as pessoas com as quais o trabalho, a quem eu presto mentoria, possam viver do seu sonho de fazer moda e de ter as suas marcas”, reitera.

A professora afirma que o livro contribui para o mundo da moda por trazer essa metodologia de planejamento de coleção – baseada em cinco pilares: consciência, contexto, coleção, confecção e comercialização – considerando que ela não é encontrada de maneira ampla. Yorrana destaca que a proposta é oferecer uma visão com estratégias que podem tornar as marcas mais assertivas, com mais consciência e coerência no mercado.

“Quando a marca tem essa clareza, em todos esses pilares, ela consegue gerar uma conexão maior com os clientes. É a conexão que vai fazer com que os clientes tenham o desejo de consumir os produtos”, conclui.

Por Isabella Cordeiro.

Um dia, preveem os defensores da moda digital, as pessoas poderão passear por enormes armazéns virtuais, escolher roupas de cores, ou designs, impossíveis, comprá-las e vesti-las instantaneamente, jogá-las fora e começar de novo.

Um sonho para os fãs, mas talvez um pesadelo para os fabricantes.

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A moda digital é um fantasma que ronda as passarelas da Fashion Week de Paris, um desafio evocado com muita cautela pelas casas de alta-costura, mas que ferve nas redes sociais e entre os mais jovens.

A pandemia da Covid-19 significou o influxo de transmissões de coleções sem público, inclusive da moda virtual, com roupas que se moviam no vazio, para substituir a magia da passarela ao vivo.

A Semana de Moda de Paris, que termina nesta terça-feira (6), confirmou que esta tendência híbrida veio para ficar.

Mas o confinamento mundial trouxe outro fenômeno que ameaça desestruturar completamente o setor do luxo: as criações para serem usadas exclusivamente nas redes, ou em videogames.

Roupas futuristas, encomendadas a criadores muito jovens, a partir de fotos de corpo inteiro. Os preços vão de algumas dezenas de euros, dólares, ou bitcoins, até milhares, se o cliente quiser exclusividade mundial, guardar em uma carteira digital, graças aos NFTs, os "tokens não fungíveis".

E, no caso dos mais ousades, roupas para vestir a "skin" (pele) de seu avatar favorito, sem precisar revelar sua identidade.

Um mundo repleto de imagens sintéticas, de pessoas com grossos óculos escuros, que se movem ou gesticulam dependendo do que surge nesse "metaverso" paralelo, narrado pelo diretor Steven Spielberg em seu filme "Jogador n. 1" (2018).

- Uma roupa de luz -

"Nós acreditamos totalmente na ausência de fisicalidade. E a moda é, acima de tudo, uma experiência. Não precisamos necessariamente experimentar de forma física a emoção de usar uma roupa fabulosa", explicou assessora de imprensa da empresa da firma digital holandesa The Fabricant, Michaela Larosse, em entrevista por Zoom à AFP.

Com vários artistas gráficos e designers, The Fabricant começou a criar roupas digitais em 2018. Mas foi com a pandemia e com o confinamento que seu faturamento "disparou", afirma Larosse.

The Fabricant tem relações com marcas conhecidas, como Puma, ou Tommy Hillfiger. Desenham suas roupas em três dimensões, o que ajuda a reduzir os custos de produção.

Mas a proposta desta empresa recém-nascida vai muito muito além, e passa pelo "metaverso", que é "uma coleção de universos virtuais", reflete Larosse.

Equipado com sua identidade virtual e seus óculos, o cliente poderá falar com dependentes que também serão virtuais. Será possível comprar, ou revender suas roupas, seu NFT, para outro consumidor, instantaneamente.

Tudo isso sem necessidade de usar matéria-prima, nem de fabricar, nem de emitir CO2, a grande obsessão de alguns jovens, lembra Larosse.

"Se você pensar nisso como uma expressão de identidade, todos nós vamos fazer isso de alguma maneira. E, se você escolher ficar nu, também não tem problema", explica ela.

"Ou talvez você escolha uma roupa de luz, ou use um chapéu de fumaça", acrescenta.

Isso implica imperiosamente ter uma identidade digital.

"Pessoas com menos de 20 anos não se lembram de um mundo não digital", ressalta Larosse.

- Silêncio das grandes marcas -

Para as grandes marcas de luxo, porém, que baseiam sua identidade no artesanato, no cuidado extremo com a matéria-prima, este desafio implica uma mudança radical.

Três grandes marcas de luxo que voltaram com orgulho às passarelas de Paris esta semana se recusaram a explicar seus planos no "metaverso", ao serem questionadas pela AFP.

No entanto, esses planos existem. Como no caso de Balenciaga, que fez uma incursão no popular videogame Fortnite, propondo roupas e tênis para mais de 250 milhões de jogadores.

O francês Jean-Paul Gaultier, que quebrou os moldes da moda, disse à AFP que não está mais interessado.

"Estou muito feliz com minha aventura. Eu sou muito tátil. No fim das contas, criar uma roupa virtual é outro trabalho. É quase como fazer um filme. E não me interesso por videogames", explicou.

Que preço um cliente está disposto a pagar por uma roupa digital de uma grande marca? O mercado é muito recente para se ter uma resposta, reconhecem os pioneiros.

Fundada há apenas um ano em San Francisco, a DressX optou por adotar a linha de empresas como o Spotify, ou a Netflix.

Por meio de seu aplicativo, por um preço inferior a dez dólares por mês, propõem centenas de vestidos, joias digitais, obras de arte, explicou uma das duas fundadoras, Daria Shapovalova, à AFP, por videoconferência.

Há problemas a serem resolvidos, admite sua sócia, Natalia Modenova.

"Existem problemas de compatibilidade. Quando você está no mundo real, você pode ir para todo o lugar com sua roupa, mas não no metaverso", acrescenta.

Mas é o futuro, elas insistem.

"É como o início da Internet: algumas marcas relutavam a pôr seus produtos à venda on-line", lembra Shapovalova. Mas, "quanto mais cedo você se posicionar, melhor".

Bruna Marquezine é uma das brasileiras que vem chamando atenção durante o Paris Fashion Week, na Europa. E a atriz não está economizando na hora de montar os looks com os quais comparece aos eventos de moda. No último domingo (3), ela prestigiou o desfile da Givenchy com uma composição milionária que contava com sutiã transparente de R$ 1,8 mil e botas de mais de R$ 10 mil. 

Com look ‘moderninho’, todo na cor preta, a atriz brasileira ‘causou’ no evento da Givenchy. Para o desfile da marca francesa, Marquezine usou um sutiã de 190 euros (cerca de R$ 1.180, na cotação atual), colar de 2.950 euros (cerca de R$ 18.380) e as botas de 1.695 euros (cerca de R$ 10.590 reais). Além disso, a artista também usou uma bolsa também preta de aproximadamente R$12,8 mil e um colar avaliado em R$18.380. Os valores constam no site da grife. 

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Nas redes sociais, o público elogiou muito a elegância de Bruna durante suas aparições no evento. “Linda das lindas"; “A serenidade no olhar de quem não se preocupa com os boletos”; “ Tá difícil não morrer de orgulho de tu”; “Um dia mais maravilhosa que o outro! Não dá! Qdo acho q vc se superou ao máximo , vc vem no dia seguinte e mostra que não”.

O espetáculo das passarelas volta à Semana de Moda Paris, após as de Nova York, Londres e Milão, com cerca de trinta desfiles e eventos.

"Todas as grandes marcas estarão presentes, com algumas exceções. Há novas marcas e um desejo pelo físico, o show", depois de meses de confinamento e restrições, explicou à AFP o presidente executivo da Federação de Alta Costura e Moda, Pascal Morand.

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Não é um retorno total: das 97 grandes marcas inscritas no calendário oficial, entre 27 de setembro e 5 de outubro, apenas um terço convida o público para seus desfiles. E os participantes deverão apresentar passe sanitário.

Saint Laurent, primeira grande casa a deixar o calendário oficial durante a crise da Covid-19, para mostrar seu desacordo com o frenesi das semanas de moda, retorna em sua programação habitual na terça-feira, com um desfile.

Dior, Chanel, Hermès, Louis Vuitton também optaram por desfiles presenciais, como Givenchy, que apresentará o primeiro desfile de seu novo diretor artístico, Matthew Williams.

O americano traz um toque rebelde, com correntes e cadeados, à histórica marca francesa, que é a personificação do chique aristocrático.

A Balenciaga, que vestiu na semana passada Kim Kardashian com um vestido preto integral no Met Gala em Nova York, também reunirá seus fãs para um desfile "real".

Entre realidade e virtualidade

Outros criadores, como a francesa Marine Serre, optaram pela apresentação online, como o belga Dries Van Noten. Durante o confinamento, os dois estilistas lançaram um manifesto, apoiado por centenas de pequenas marcas, em favor de uma moda mais ecologicamente responsável.

"Essa dualidade do físico e do virtual vai ficar. O digital não era modismo. Enriquece a Semana de Moda", avalia Pascal Morand.

Muitas empresas multiplicaram os projetos em relação ao mundo digital, como Balenciaga, que acaba de anunciar uma parceria com a plataforma de jogos online Fortnite.

Neste jogo, muito popular entre os mais novos, aparecerão vestidos, mochilas e tênis da linha Triple da Balenciaga, que também lançará uma edição limitada de produtos "físicos".

Entre as grandes ausentes estarão Celine, liderada pelo estilista Hedi Slimane, que considera as semanas de moda obsoletas, e Stella McCartney, da gigante do luxo LVMH.

Off-White, marca do americano Virgil Abloh, que também é responsável pelas coleções masculinas da Louis Vuitton, abandonou o calendário há várias temporadas.

"É uma minoria e pode corresponder a desejos muito particulares dos criadores", diz Pascal Morand.

Um desfile de homenagem ao israelense-americano Alber Elbaz, diretor artístico da Lanvin, que morreu por Covid-19 em abril, encerrará o evento parisiense.

E o espetáculo não acontecerá apenas nas passarelas de Paris.

A partir de 30 de setembro, o Museu de Artes Decorativas (MAD) receberá uma exposição dedicada a Thierry Mugler, o pioneiro dos desfiles.

Jean Paul Gaultier, que deixou a moda em 2020, apresentará na Cinemateca de Paris uma exposição a partir de 6 de outubro em que "desfilará" vestidos de filmes que marcaram o mundo da moda.

E o Palazzo Galliera, um museu da moda, comemora os 100 anos da revista Vogue Paris com uma gala de abertura em 2 de outubro.

Depois de um longo intervalo, devido à pandemia da covid-19, Nova York inaugura sua Semana de Moda Primavera/Verão 2022 com a volta dos desfiles em uma passarela com público presencial, apresentando grandes nomes, como Tom Ford e Altuzarra.

As restrições contra o coronavírus privarão esta edição, no entanto, de seu habitual sabor internacional.

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A pandemia ofuscou as últimas duas Semanas da Moda, em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, marcadas pela prevalência dos desfiles virtuais.

O CEO do Conselho de Designers de Moda da América (CFDA, na sigla em inglês), Steven Kolb, diz que vê espaço para apresentações em modo virtual e presencial.

Segundo ele, "há um otimismo real, energia e entusiasmo com o retorno dos shows ao vivo".

"Somos resilientes e otimistas", acrescentou Kolb.

Em Nova York, cujos "desfiles de moda" precedem os de Londres, Milão e Paris, não faltam passarelas icônicas, como a de Tommy Hilfiger no Apollo Theatre, em 2019, ou o evento inspirado no Studio 54 de Michael Kors no mesmo ano.

"Este é um momento importante para Nova York e estamos orgulhosos de apoiar a cidade e a indústria", disse o estilista Michael Kors.

Na terça (7), a fundadora da Collina Strada, Hillary Taymour, confirmará sua proposta de conscientização ambiental, com a apresentação de um jardim, em um terraço no Brooklyn.

Na quinta à noite (9), LaQuan Smith apresentará sua coleção no Empire State, e o dia terminará com desfiles de Moschino, Sergio Hudson e Carolina Herrera.

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